CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1546 DE 06 DE AGOSTO DE 2021

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Ano 7 | nº 1546 | 06 de agosto de 2021

 

NOTÍCIAS

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo: EXPORTAÇÕES TOTAIS DE CARNE BOVINA ATÉ JULHO CAÍRAM 3% NO VOLUME, mas na receita subiram 9%

No acumulado do ano, a movimentação total de carne bovina atingiu a 1.072.551 toneladas enquanto que a receita chegou a US$ 5,096 bilhões, queda de 3%% no volume e crescimento de 9% na receita em relação às 1.103.133 toneladas e US$ 4,687 bilhões obtidos no mesmo período (de janeiro a julho) de 2020

Embora no volume as exportações totais de carne bovina (in natura + processada) tenham apresentado queda de 1% no mês de julho, a receita com o produto pela primeira vez na história ultrapassou a US$ 1 bilhão mensal, com crescimento de 30%, nos valores, o maior registrado até aqui. Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/DECEX), do Ministério da Economia, as exportações totais em julho alcançaram 192.544 toneladas e, em 2020, no mesmo mês, foram de 194.120 toneladas, com queda, portanto, de 1%. A receita obtida foi de US$ 1,011 bilhões, contra US$ 776,5 milhões em julho de 2020, crescimento de 30%. A China, com suas importações através de continente e pela cidade estado de Hong Kong continua sendo o principal cliente da carne bovina brasileira, apresentando uma leve queda no ano. No acumulado até julho, as compras chinesas já alcançam 630.552 toneladas enquanto que, nos primeiros sete meses de 2020 somavam 634.138 toneladas. Em julho de 2020, os chineses compraram 115.186 toneladas e em julho de 2021, 110.637 toneladas. Os Estados Unidos vêm aumentando paulatinamente suas compras e estão se consolidando com o segundo maior cliente do produto brasileiro, com 52.962 toneladas importadas de janeiro a julho (4,9% do total exportado), crescimento de 93,2% em relação às 27.420 toneladas movimentadas no mesmo período de 2020. A receita neste caso saltou de US$ 186,2 milhões em 2020 para US$ 393,8 milhões em 2021, aumento de 111,5%. Em julho os EUA compraram 10.580 toneladas. Na terceira posição vem o Chile com 48.832 toneladas importadas até julho (+22,9%). Na quarta, o Egito, com 32.932 toneladas (-56,3 %) e na quinta as Filipinas, com 32.642 toneladas (+54,3%). No sexto lugar estão os Emirados Árabes, com 25.530 toneladas (+ 14,7%) e em sétimo a Arábia Saudita, 22.074 toneladas (-20,3%). No total deste ano, segundo a ABRAFRIGO, 80 países ampliaram suas aquisições e outros 76 reduziram em relação ao mesmo período de 2020.

VALOR ECONÔMICO/REUTERS/PORTAL DBO/G1/O GLOBO/SISTEMA BRASILEIRO DO AGRONEGÓCIO/ESTADÃO CONTEÚDO/PORTAL TERRA/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/AGROEMDIA/FORBES AGRO/AGROLINK/CARNETEC

NOTÍCIAS

Boi gordo: escalas maiores e preços estáveis nas praças paulistas e no Mato Grosso

O mercado do boi gordo está calmo

Em São Paulo, com as escalas de abate relativamente confortáveis, o mercado do boi gordo está calmo e as cotações ficaram estáveis na última quinta-feira (5/8) na comparação feita dia a dia. Segundo levantamento da Scot Consultoria, bovinos cuja carne será destinada para a exportação foram negociados em até R$320,00/@, preço bruto e à vista. No Norte de Mato Grosso, com um volume suficiente para manter as escalas de abate, as cotações ficaram estáveis. A arroba do boi gordo ficou cotada em R$303,00/@, bruto e a prazo na região.

SCOT CONSULTORIA

MT: preço da arroba recuou

Em julho, a média da arroba do boi gordo a vista fechou em R$ 301,99/@

Com a melhora na oferta de animais confinados no 1º giro e a demanda interna por carne bovina retraída no mercado, o preço da arroba recuou enquanto as escalas de abate se alongaram. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em julho, a média da arroba do boi gordo a vista fechou em R$ 301,99/@, decréscimo de -0,14% ante o mês anterior. Além do cenário pautado na menor demanda do mercado doméstico, houve leve melhora na oferta de animais oriundos do primeiro giro de confinamento. Atrelado isso, estoques foram formados dentro das indústrias e as escalas de abate fecharam o mês na média dos 7,09 dias, alongamento de 21,10% em relação ao mês anterior. Para se ter ideia, no comparativo com o mesmo período no ano passado, o avanço foi de 5,91%, uma vez que em jul.20 o indicador era de 6,69 dias. Para o próximo mês as expectativas são de que a oferta volte a se limitar até que os animais do 2º giro movimentem o mercado. Se este cenário se perdurar, as escalas de abate podem voltar a se encurtar.

AGROLINK 

Couro: aumento do faturamento nas exportações

O mercado de couro no Brasil está equilibrado, com menor oferta de animais ofertados para o abate aliado ao mercado internacional desaquecido. Mesmo com a queda da quantidade de couro exportada, em julho/21 frente a julho/20, o valor pago pela tonelada foi maior, aumentando o faturamento em 73,6%.

SCOT CONSULTORIA 

Boi: carne sobe no atacado, mas arroba fica estável, diz Safras & Mercado

Conforme era esperado, a carne bovina se valorizou no atacado em virtude da melhora da demanda com a chegada do Dia dos Pais, de acordo com a consultoria Safras & Mercado

O quarto traseiro teve alta de 20 centavos e ficou cotado a R$ 21,20 o quilo. Ainda assim, a arroba do boi gordo teve um dia de preços estáveis no mercado brasileiro. Na B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram mais um dia em que a ponta mais curta da curva apresentou comportamento diferente do restante dos vencimentos. Dessa vez, o movimento de baixa predominou. O vencimento para agosto passou de R$ 316,95 para R$ 319,25, do outubro foi de R$ 325,5 para R$ 325,50 e do novembro foi de R$ 330,80 para R$ 329,35 por arroba.

CANAL RURAL 

Preços do boi gordo se mantêm firmes com a demanda aquecida

Mesmo com escalas de abate confortáveis, que atendem entre cinco e sete dias úteis, os frigoríficos não encontram espaço para exercer pressão significativa sobre o mercado

O mercado físico do boi gordo registrou preços estáveis na quinta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os preços do boi gordo aparentam ter alcançado um ponto de acomodação em muitos estados. “Mesmo com escalas de abate confortáveis, que atendem entre cinco e sete dias úteis, os frigoríficos não encontram espaço para exercer pressão significativa sobre o mercado”, disse Iglesias. A demanda de carne bovina se mostra positiva às vésperas do Dia dos Pais, algo já esperado, com alguma alta dos preços das carnes no atacado. “O grande problema ainda é o preço proibitivo da carne bovina no atacado, impossibilitando altas mais robustas da carne. Por outro lado, as exportações permanecem em bom nível, com a China absorvendo relevantes volumes de proteína animal brasileira”, assinalou o analista. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi (15 kg) ficou em R$ 317 na modalidade a prazo. Em Goiânia, a arroba teve preço de R$ 304, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, ante R$ 312. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308, estável. Em Uberaba (MG), com preços a R$ 311, a arroba também permaneceu estável. No mercado atacadista os preços da carne bovina seguem firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere reajustes na primeira quinzena do mês, em linha com a boa demanda no período, considerando que além da entrada dos salários na economia há também o adicional de consumo relativo ao dia dos pais. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,9 por quilo, inalterado. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,20 por quilo, alta de 20 centavos. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 17 por quilo, estável.

AGÊNCIA SAFRAS 

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 0,53%, a R$5,2163

O alívio pós-Copom durou pouco, e o dólar fechou em alta na quinta-feira, acima dos 5,20 reais, puxado por forte estresse no mercado de juros futuros em decorrência da escalada de tensões fiscais e políticas no país

O dólar à vista subiu 0,53%, a 5,2163 reais na venda. O real saiu do melhor desempenho global entre as principais moedas na sessão para figurar entre os piores. O dólar começou o dia em queda e por volta de 10h40 bateu a mínima do dia (5,1108 reais, baixa de 1,51%). A moeda ficou em torno desse patamar até perto de 11h30, quando as compras aceleraram e puxaram a moeda para cima. A cotação ampliou de forma paulatina os ganhos ao longo de toda a tarde e bateu uma máxima de 5,227 reais (+0,73%) em torno de 15h40.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com receios fiscais

O Ibovespa fechou com declínio discreto na quinta-feira por receios com os cenários político e fiscal no país e pela queda de Vale, que ofuscou a disparada de Petrobras após resultado acima das expectativas e antecipação de dividendos

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa cedeu 0,18%, a 121.581,98 pontos, segundo dados preliminares, após subir mais cedo aos 123.540,76 pontos na máxima da sessão. No pior momento, recuou a 121.128,39 pontos. O volume financeiro somava 36,1 bilhões de reais.

REUTERS        

Poupança tem captação líquida de R$ 6,378 bi em julho

No ano, no entanto, a aplicação ainda acumula perdas de 10,162 bilhões de reais, após fortes resgates nos primeiros meses do ano

A caderneta de poupança registrou captação líquida pelo quarto mês consecutivo em julho, de 6,378 bilhões de reais, mostraram dados do Banco Central divulgados na quinta-feira. Em julho, os depósitos superaram os saques em 6,475 bilhões de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto na poupança rural houve resgate líquido de 97 milhões de reais. Em julho do ano passado, a poupança teve depósitos líquidos de 28,144 bilhões de reais, valor recorde para o mês.

REUTERS 

Entidades do agro se posicionam contra proposta de imposto sobre a renda

Setor pede a deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária que defendam reforma administrativa, mas não ajustes na cobrança de tributos

Entidades do agronegócio assinaram manifesto pedindo que parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se posicionem contra a proposta de reforma do imposto sobre a renda, formalizada no Projeto de Lei nº 2.337/2021 e apresentada nesta semana à Câmara dos Deputados. A posição do setor foi apresentada à FPA e ao relator da matéria na Câmara, Celso Sabino, na quarta-feira (4). Entidades como a Confederação Nacional do Agronegócio (CNA) e a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) alegaram que é preciso ter atenção pontos como a tributação de dividendos e não impor limites no modelo de declaração simplificada. As entidades signatárias do documento consideram indispensável priorizar a discussão e aprovação da reforma administrativa ampla e abrangente. Pondera, no entanto, que “não há justificativa para que haja aumento da carga tributária, especialmente do setor produtivo, para eliminar déficit das contas públicas sem que sejam repensados os gastos com a administração pública.” Os representantes do setor destacam alguns pontos na discussão sobre o aumento de impostos, considerando indispensável priorizar a reforma administrativa. Para elas, a discussão sobre alteração do imposto sobre a renda deve, sem equívocos, simplificar e não aumentar a carga tributária. Com base nisso, pedem o seguinte:

Não impor limitação ao desconto simplificado, pois a proposta original do Governo Federal deve acarretar em maior complexidade e aumento da carga tributária, especialmente para os pequenos produtores rurais; A isenção dos dividendos deve ser mantida, uma vez que é essencial garantir que não exista aumento da carga tributária e do aparato de fiscalização. Isto porque, concentrar a tributação na Pessoa Jurídica simplifica a apuração, arrecadação e
fiscalização. Caso seja mantida a tributação dos dividendos, as regras de DDL devem ser ajustadas e deve existir regras de transição; Manutenção de incentivos (isenção dos JCP, PAT e benefícios regionais), porquanto é necessário manter o incentivo de investimento no setor econômico, dando preferência para aqueles investimentos feitos pelos próprios sócios (JCP), especialmente em decorrência da ausência de facilidade de crédito para todas as pessoas jurídicas; Manutenção do regime de apuração anual com melhor tratamento para a utilização de prejuízos fiscais e bases negativas, seguindo a ideia de simplificação e não aumento da carga tributária, garantindo o direito dos contribuintes em efetivamente utilizar a totalidade do prejuízo apurado; Manutenção do regime específico do FIAGRO em sua integralidade, tal como previsto na Lei n° 14.130/2021, sem alterações que afetem a garantia de maior investimento a custo menor para o produtor rural; Ajustar a apuração do imposto para setor agropecuário, uma vez que são necessárias alterações que garantam a incidência tributária adequada apenas sobre o efetivo lucro, afastando qualquer bitributação. No manifesto entregue à FPA, as instituições do agro declaram seu apoio e preferência pelo exame da reforma administrativa (PEC 32/2020), uma vez que a reforma tributária tem se mostrado, segundo elas, como simples aumento da carga tributária para adimplemento de obrigações do Estado.

CANAL RURAL 

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne de frango crescem 16,4% em julho

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que as exportações brasileiras de carne de frango (in natura e processados) totalizaram, em julho, 424,4 mil toneladas, 16,4% superiores ao alcançado no mesmo período de 2020, quando foram exportadas 364,6 mil toneladas

É o melhor resultado mensal de 2021 e o terceiro maior da história do setor. Em receita, as vendas de carne de frango totalizam em julho US$ 739,2 milhões, número 48,4% superior ao alcançado em julho de 2020, com US$ 498,2 milhões. O último registro de receita mensal de exportações do setor acima de US$ 700 milhões ocorreu em julho de 2018.  “Com mercados de alto valor agregado ocupando os primeiros postos entre os principais destinos, houve uma forte elevação no resultado final das vendas de julho, com impacto direto no saldo do ano.  Neste contexto, houve o natural repasse dos custos de produção, que tem impactado os preços da proteína animal não apenas do Brasil, mas também no mercado internacional”, avaliou o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. Considerando os sete primeiros meses de 2021, as vendas de carne de frango alcançaram 2,668 milhões de toneladas, número 7,98% superior ao embarcado em 2020, com 2,471 milhões de toneladas. Em receita, o resultado acumulado nos sete primeiros meses de 2021 totalizou US$ 4,216 bilhões, número 15,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, com US$ 3,642 bilhões. Entre os principais mercados importadores, o principal destaque foi a China, com 63,1 mil toneladas exportadas em julho, número 4,5% maior do que o exportado no mesmo período de 2020.  Assumindo o segundo lugar, o Japão importou 35,7 mil toneladas (+2,6%). Em terceiro lugar entre os principais importadores e destaque principal no mercado halal, os Emirados Árabes Unidos importaram 34 mil toneladas em julho (+75,7%). No quarto posto, a África do Sul importou 24,6 mil toneladas (+36%).

ABPA

OIE: Ação urgente necessária para conter a propagação da peste suína africana nas Américas

Nos últimos anos, a peste suína africana (PSA) – que pode causar até 100% de mortalidade em suínos – tornou-se uma grande crise para a indústria de suínos, colocando em risco o sustento de muitos pequenos proprietários e desestabilizando mercado mundial

Hoje, os países da Região das Américas também estão em alerta, conforme a República Dominicana notificou por meio do Sistema Mundial de Informação de Saúde Animal (OIE-WAHIS) a recorrência de PSA após anos livre da doença. Enquanto novas investigações estão em andamento para determinar como o vírus entrou no país, várias medidas já estão em vigor para impedir sua propagação. Quando a PSA invadiu a Ásia pela primeira vez em 2018, um Grupo Regional Permanente de Especialistas foi convocado nas Américas sob a estrutura de GF-TADs para se preparar para uma possível introdução da doença. Este grupo tem fornecido diretrizes críticas sobre prevenção de doenças, preparação e resposta, em linha com a iniciativa global para o controle de PSA. Os esforços investidos na preparação valeram a pena, uma vez que uma rede de especialistas construída durante os tempos de paz já estava instalada para coordenar de forma rápida e eficaz uma resposta a esta ameaça urgente. Após a divulgação do alerta oficial via OIE-WAHIS, a OIE e a FAO mobilizaram rapidamente seu Grupo Permanente de Especialistas para prestar apoio aos países regionais. Nesse sentido, o grupo apela aos países para que reforcem seus controles de fronteira, bem como implementem as Normas Internacionais da OIE sobre PSA para mitigar o risco de introdução de doenças. Reconhecer o risco elevado, compartilhar informações e resultados de pesquisas com a comunidade veterinária global será de importância crítica para desencadear medidas precoces que podem proteger as populações de suínos na região. Ações prioritárias também devem ser consideradas para aumentar significativamente o nível de conscientização sobre a doença. Uma Equipe Regional de Gestão de Emergências também foi estabelecida para monitorar de perto a situação e apoiar os países afetados e vizinhos nos próximos dias, sob a liderança do GF-TADs. Embora a Região das Américas não esteja mais livre de PSA, o controle da disseminação da doença para novos países ainda é possível por meio de ações proativas, concretas e coordenadas de todas as partes interessadas regionais, incluindo os setores público e privado.

OIE

Suínos/Cepea: Vendas externas têm leve queda, mas continuam em patamar elevado

Depois de terem atingido recorde em junho, as exportações brasileiras de carne suína in natura recuaram um pouco em julho 

No entanto, apesar da queda mensal, o volume embarcado ainda seguiu como um dos maiores da série histórica da Secex, somando 92,8 mil toneladas, 5% menor que o de junho, mas 2,9% acima do registrado em jul/20. Trata-se, também, do terceiro maior volume exportado em 2021, atrás somente do de março (96,8 mil toneladas) e do recorde de junho (97,8 mil toneladas). De acordo com colaboradores do Cepea, os embarques em bom desempenho ajudaram a aquecer a liquidez no mercado doméstico, principalmente do animal vivo, para o qual a firme demanda da indústria manteve os preços em leve tendência de alta na maioria das regiões acompanhadas. Já no mercado da carne, a baixa procura na última semana de julho e o leve recuo no preço da carne bovina pressionaram as cotações dos cortes suínos. Agentes do setor consultados pelo Cepea têm expectativas de que a tendência de queda nos valores seja interrompida nesta semana, fundamentados no possível aquecimento das vendas neste início de mês e também na proximidade do Dia dos Pais.

CEPEA

INTERNACIONAL

Índice de preços globais de alimentos da FAO voltou a cair em julho

Queda em relação a junho foi de 1,2%, mas resultado ainda foi 31% superior ao de julho de 2020.

Já o índice de preços das carnes da FAO subiu marginalmente em relação a junho e atingiu 110,3 pontos, com as cotações de carne de frango subindo mais devido ao aumento das importações do Leste Asiático e a expansões de produção limitadas em algumas regiões. Os preços da carne bovina também se fortaleceram, impulsionados pelas elevadas importações da China e pela redução da oferta em importantes países produtores. A carne suína recuou, em linha com a retração das importações da China. O índice de preços globais de alimentos da FAO, a agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação, voltou a cair em julho, pelo segundo mês consecutivo. O indicador fechou o mês em 123 pontos, 1,2% abaixo de junho, pressionado por recuos de cereais, óleos vegetais e lácteos. Na comparação com julho do ano passado, contudo, a alta ainda foi de 31%. No segmento de cereais, a baixa ante junho foi de 3%, para 125,5 pontos. Os preços do milho foram os principais responsáveis pela queda, devido a projeção de uma safra maior na Argentina e das melhores perspectivas de produção nos Estados Unidos. Os problemas climáticos que afetam a safrinha brasileira, contudo, são motivo de preocupação, segundo a FAO. Os preços da cevada e do sorgo também caíram significativamente. No entanto, as cotações do trigo subiram 1,8% e alcançaram seu nível mais elevado desde meados de 2014 – em parte em razão de preocupações com o clima seco e as condições da safra na América do Norte. O indicador dos laticínios, por sua vez, caiu 2,8% em julho ante o mês anterior, para 116,5 pontos, sob impacto do arrefecimento do mercado no Hemisfério Norte em decorrência das férias de verão. No grupo de óleos vegetais, foi registrada a maior queda em cinco meses – 1,4% em relação a junho, para 155,4 pontos. Segundo a FAO, as baixas dos óleos de soja, canola e girassol mais do que compensaram o aumento do óleo de palma. Em contrapartida, o indicador do açúcar subiu 1,7% no mês passado – foi a quarta alta mensal seguida -, para 109,6 pontos. “O aumento foi principalmente relacionado aos preços do petróleo mais firmes, bem como às incertezas sobre o impacto das geadas recentes sobre a produtividade do Brasil, o maior exportador mundial de açúcar. As boas perspectivas de produção na Índia impediram um salto maior”, disse à agência da ONU.

VALOR ECONÔMICO

JBS compra empresa australiana para entrar no mercado de aquicultura

A transação, com valor de mercado de US$ 315 milhões (R$ 1,6 bilhão), deve ser concluída no fim de 2021

A JBS anunciou nesta sexta ter assinado um acordo para comprar 100% da Huon Aquaculture, segunda maior produtora de salmão da Austrália e listada na bolsa de valores do país. A transação, com valor de mercado de US$ 315 milhões (R$ 1,6 bilhão) e um enterprise value de US$ 403 milhões (R$ 2,1 bilhões), já foi aprovada pelos acionistas majoritários e tem previsão de ser concluída no final de 2021, com a aprovação dos demais acionistas e das autoridades australianas. “Trata-se de um movimento estratégico, que marca a entrada da JBS no negócio de aquicultura. Vamos repetir o que fizemos anteriormente com frango, suínos e produtos de valor agregado – para deixar nosso portfólio ainda mais abrangente. A aquicultura será uma nova plataforma de crescimento dos nossos negócios”, afirma na nota Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. Verticalmente integrada, a Huon marcará o início da produção própria de peixes pela JBS. A Huon investiu mais de AU$ 350 milhões (US$ 258,6 milhões) nos últimos cinco anos em infraestrutura operacional de ponta e práticas sustentáveis, informam as empresas. Ao todo, a Huon possui 13 locais de produção e três unidades de processamento de produtos de valor agregado. O salmão, por exemplo, é vendido em filés e pode ser encontrado em embalagens a vácuo no varejo, assim como produtos defumados ou ovas de salmão. A JBS já atua na Tasmânia com uma unidade de processamento de bovinos em Longford. É a segunda aquisição da companhia na Austrália neste ano. Em abril, comprou a Rivalea, líder na produção de suínos. Desde 2014, a empresa é dona da Primo Smallgoods, que tem um portfólio de marcas fortes. A JBS está no país desde 2007, quando adquiriu as operações da Swift. “Há uma grande complementaridade com as outras atividades que já desenvolvemos na Austrália, passando pelas iniciativas que envolvem relacionamento com clientes, distribuição e marketing”, afirma Brent Eastwood, CEO da JBS na Austrália. Em março, a Seara, no Brasil, anunciou o início da distribuição de produtos no segmento de peixes e frutos do mar, com produtos como salmão, tilápia e camarão, entre outros. Agora, com a aquisição na Austrália, a JBS passa a ter produção própria. “São 33 anos de experiência da Huon com uma produção sustentável, de alta tecnologia, produtos de qualidade superior amplamente reconhecidos pelo consumidor australiano, num setor com ótimas perspectivas de crescimento no mundo todo”, diz Tomazoni, no texto. Além da participação expressiva no mercado australiano, 15% da produção da Huon é destinada para exportação.

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