CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1545 DE 05 DE AGOSTO DE 2021

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Ano 7 | nº 1545 | 05 de agosto de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi: arroba tem leve queda em São Paulo

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba negociada em São Paulo, capital, passou de R$ 318 para R$ 317, na modalidade a prazo

No restante das regiões, o dia foi marcado por preços pouco alterados. Segundo a análise da consultoria, as posições confortáveis das escalas de abate seguram a alta das cotações. Na B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram um dia em que os avanços predominaram na comparação com as quedas. Apenas a ponta mais curta teve desvalorização. O vencimento para agosto passou de R$ 318,60 para R$ 316,95, do outubro foi de R$ 325,05 para R$ 325,85 e do novembro foi de R$ 330 para R$ 330,80 por arroba.

CANAL RURAL

Boi gordo: oferta ajustada à demanda e preços estáveis em São Paulo

Em São Paulo a oferta está ajustada à demanda e, com isso, os preços ficaram estáveis na última quarta-feira (4/8) na comparação feita dia a dia

Frigoríficos com escalas prontas para a atender o Dia dos Pais e a próxima semana estiveram fora das compras. Segundo levantamento da Scot Consultoria, no estado, o boi gordo ficou cotado em R$317,00/@ na comparação dia a dia, preço bruto e a prazo. Para bovinos cujo destino é o mercado chinês, a cotação está em R$320,00/@, preço bruto e à vista.

SCOT CONSULTORIA

Escalas de abate alongadas elevam preços da carne bovina

Segundo a Safras, os preços do boi gordo se sustentam em grande parte do país, mesmo com uma posição mais confortável das escalas de abate

O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados na quarta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os preços se sustentam em grande parte do país, mesmo com uma posição mais confortável das escalas de abate, que atendem entre cinco e sete dias úteis em média. “Os frigoríficos de maior porte ainda contam com a incidência de animais a termo além da utilização de confinamento próprio para atender suas escalas de abates. O posicionamento é tão confortável que é provável que haja avanços do preço da carne durante a primeira quinzena de agosto sem necessariamente acontecerem reajustes da arroba do boi gordo. Ao mesmo tempo, exportações permanecem em bom nível, com a China absorvendo importante parcela das exportações brasileiras de carne bovina”, disse Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 317 na modalidade à prazo, ante R$ 318 a arroba na terça-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 304, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, ante R$ 312. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 311 a arroba, estável. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento, avaliando a boa reposição entre atacado e varejo no decorrer da primeira quinzena do mês. “Além disso, precisa ser considerado o potencial de consumo durante o Dia dos Pais, data que costuma capitalizar boas vendas, e neste ano em específico o otimismo aumenta na comparação ao ano passado avaliando o abrandamento das medidas de distanciamento social”, disse Iglesias. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,90 por quilo, alta de dez centavos. O quarto traseiro teve preço de R$ 21 por quilo, alta de 20 centavos. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 17 por quilo, estável.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

BC eleva Selic a 5,25%, e indica que juros vão superar patamar neutro para conter inflação

O Banco Central aumentou o ritmo de aperto monetário na quarta-feira ao subir a Selic em 1 ponto, a 5,25% ao ano, indicando que deve repetir a dose em setembro diante das pressões inflacionárias

Para domá-las, o BC também apontou que a necessidade agora é de uma taxa básica de juros acima do patamar neutro, ou seja, em nível suficiente para desaquecer a economia. Antes, a comunicação do BC destacava que o processo de ajustes na Selic mirava a normalização da taxa de juros para a neutralidade. “O Copom considera que, neste momento, a estratégia de ser mais tempestivo no ajuste da política monetária é a mais apropriada para garantir a ancoragem das expectativas de inflação”, afirmou o Comitê de Política Monetária do BC, em comunicado. “Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado um ciclo de elevação da taxa de juros para patamar acima do neutro”, acrescentou o texto. Esta foi a quarta vez seguida que o BC subiu os juros básicos, mas a primeira desde fevereiro de 2003 em que lançou mão de um aperto de 1 ponto percentual. Em junho, quando se reuniu pela última vez, o Copom passou a indicar que mirava a normalização da taxa de juros para o patamar considerado neutro, em que a Selic não aquece e nem esfria a economia. Esse nível está ao redor de 6,5%, segundo indicação do próprio BC. A mudança de agora veio na esteira de renovadas pressões inflacionárias, embaladas por preços mais altos de combustíveis e da energia elétrica. Segundo o BC, a inflação ao consumidor continua se revelando persistente. “Os últimos indicadores divulgados mostram composição mais desfavorável. Destacam-se a surpresa com o componente subjacente da inflação de serviços e a continuidade da pressão sobre bens industriais, causando elevação dos núcleos”, afirmou. “Além disso, há novas pressões em componentes voláteis, como a possível elevação do adicional da bandeira tarifária e os novos aumentos nos preços de alimentos, ambos decorrentes de condições climáticas adversas. Em conjunto, esses fatores acarretam revisão significativa das projeções de curto prazo”, acrescentou. Em comunicado, o BC manteve suas previsões para o IPCA em 2022, pelo seu cenário básico, a 3,5%, indicando uma inflação em 3,2% para 2023. Já para este ano, o BC elevou a estimativa de inflação a 6,5%, sobre 5,8% antes. Considerado uma prévia da inflação oficial, o IPCA-15 subiu 0,72% em julho, a maior alta para o mês desde 2004, com o acumulado em 12 meses passando a 8,59%.

REUTERS 

Dólar fecha quase estável, com variação negativa de 0,03%

O dólar oscilou ao longo do dia, mas fechou a quarta-feira em torno da estabilidade, ao fim de uma sessão em que repercutiu dados econômicos e sinais da política monetária nos EUA em meio às expectativas para o Copom e ao ruído fiscal mais recente

O dólar à vista teve variação negativa de 0,03%, a 5,1890 reais na venda. Lá fora, o índice do dólar contra uma cesta de moedas subia 0,26%, sustentando os ganhos conquistados. Mas, no Brasil, depois de bater a máxima da sessão no fim da manhã o dólar começou a perder força, com analistas citando comportamento parecido no mercado de juros, a poucas horas da decisão do Copom. Mas o mercado de câmbio segue mantendo prêmio de risco acumulado desde a última sexta-feira, quando o dólar deu um salto impulsionado por renovada insegurança fiscal. O dólar futuro tinha alta de 2,6% frente ao real desde então, enquanto no mesmo intervalo a moeda subia entre 0,1% e 0,6% ante peso mexicano, rublo russo e lira turca, alguns dos principais pares do real. “É normal o mercado pedir esse prêmio, não só pelos precatórios, mas pela reforma tributária, que todo dia tem um capítulo novo… Se houver alguma renúncia fiscal (na reforma tributária), menor arrecadação, é mais pressão sobre as contas”, disse Pires, da MAG Investimentos.

REUTERS 

Ibovespa fecha em queda com receio fiscal

O Ibovespa fechou em baixa na quarta-feira, com as ações do Bradesco entre as maiores pressões negativas após resultado trimestral, assim como os papéis da Petrobras na esteira do recuo do preço do petróleo no exterior e antes do balanço

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,44%, a 121.801,21 pontos, no primeiro fechamento negativo na semana. O volume financeiro no pregão somou 30 bilhões de reais. Investidores também continuam melindrados com as negociações para o parcelamento do pagamento de precatórios pelo governo federal para abrir espaço ao pagamento de demais despesas, que muitos agentes de mercado veem como um calote disfarçado. Declarações do Presidente Jair Bolsonaro reiterando o desejo de elevar o valor do Bolsa Família a 400 reais e sobre estudo para a criação de um vale-gás bancado pela Petrobras corroboraram receios de populismo fiscal. “Investidores estão cautelosos porque medidas populistas visando melhora na popularidade do governo podem comprometer o quadro fiscal”, afirmou o analista da Terra Investimentos, Régis Chinchila. “E isso pode ter impacto no fluxo do investimento estrangeiro.” Wall Street pouco ajudou o pregão brasileiro nesta sessão, com fechamento sem uma direção única, após dados sinalizarem uma desaceleração expressiva do mercado de trabalho dos Estados Unidos em julho. O S&P 500 cedeu 0,46% após renovar recorde na véspera.

REUTERS 

Fluxo cambial fica positivo em julho, mas conta financeira pressiona

O Brasil registrou ingresso líquido de dólares em julho pela conta do câmbio contratado, mas o fluxo foi o segundo mais fraco do ano, pressionado por saídas nas operações financeiras, mostraram dados do Banco Central na quarta-feira

O saldo foi positivo em 831 milhões de dólares no mês passado. Em maio, a conta foi deficitária em 1,821 bilhão de dólares. De toda forma, o fluxo cambial de julho foi bem melhor que o de um ano atrás, quando o resultado fora negativo em 3,282 bilhões de dólares. No resultado do mês passado, a conta financeira –em que passam empréstimos e fluxos de portfólio, por exemplo– ficou deficitária em 1,909 bilhão de dólares, revertendo parte da sobra de 2,644 bilhões de dólares de junho. O número veio pior também do que o de julho de 2020, quando houve pequeno superávit de 90 milhões de dólares. A conta comercial, por outro lado, impediu que o cômputo do mês fosse negativo. A diferença entre o câmbio contratado para exportação e o para importação foi de 2,740 bilhões de dólares, acima do saldo de 1,805 bilhão de dólares de junho e do superávit de um ano atrás (1,739 bilhão de dólares). Nos sete primeiros meses de 2021, o fluxo cambial apontou entrada líquida de 16,172 bilhões de dólares, quase apenas um sinal trocado em relação ao resultado de igual intervalo em 2020 (-15,818 bilhões de dólares).

REUTERS

Investimentos chineses no Brasil caem 74% em 2020

Entrada de capital chinês no País somou US$ 1,9 bilhão em 2020, num período em que a economia foi prejudicada pela pandemia; valor é o menor desde 2014, segundo o Centro Empresarial Brasil-China (CEBC)

Os investimentos diretos da China no Brasil caíram 74% em 2020, para US$ 1,9 bilhão. Foi o menor valor anual desde 2014, conforme estudo do Centro Empresarial Brasil-China (CEBC), que será divulgado nesta quinta-feira, 5. O levantamento vai de 2007 a 2020, período em que os aportes chineses no País acumularam US$ 66,1 bilhões, ou R$ 343,2 bilhões pelo câmbio atual, em 176 projetos. Nesse período, o Brasil ficou com 47% dos investimentos totais da China na América do Sul. No ano passado, os investimentos diretos no País (IDP), de todas as origens, tombaram à metade, para US$ 34,167 bilhões, conforme dados já divulgados pelo Banco Central. Ao mesmo tempo, o fluxo global de investimentos caiu 35% ante 2019, para US$ 1 trilhão, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Além disso, a queda nos investimentos chineses no Brasil em 2020 se deu após uma alta de 117% em 2019 ante 2018. Conforme o estudo do CEBC, em valores, os investimentos chineses são concentrados nos setores elétrico (com 48% do total de 2007 a 2020) e petrolífero (com 28% do total). Também são feitos majoritariamente por 16 empresas estatais centrais – diretamente subordinadas ao Conselho de Estado da China – que atuam no Brasil e responderam por 82% dos investimentos acumulados de 2007 a 2020. No setor elétrico, os destaques são a State Grid – que levou, em leilões de concessão, a operação de grandes linhas de transmissão, como as que conectam a hidrelétrica de Belo Monte, e adquiriu o controle da CPFL – e a China Three Gorges (CTG) – dona da hidrelétrica chinesa de mesmo nome e maior geradora privada de energia no Brasil. Segundo o CEBC, a maioria dos ativos dessas duas estatais fora da China está no Brasil. No setor de petróleo, estão no País a China Petrochemical Corporation (Sinopec), a China National Petroleum Corporation (CNPC), a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) e a Sinochem. Elas têm investido, principalmente, em consórcios com a Petrobras para explorar campos de petróleo e gás na camada pré-sal. Segundo Cariello, a concentração dos valores investidos nos setores elétrico e petrolífero está relacionada ao fato de que eles são intensivos em capital. Além disso, comparados a outros setores igualmente intensivos em capital, como transportes e logística, estão mais abertos a investimentos estrangeiros, em termos regulatórios e de oportunidades.

O ESTADO DE SÃO PAULO 

Cepea: preços ao produtor tem alta real de 11,5% no primeiro semestre

O IPPA-Pecuária/Cepea teve aumento de 4,4% no primeiro semestre de 2021 frente ao mesmo período de 2020, sustentado especialmente pelos preços da arroba bovina e do frango

O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA), calculado do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), mostra que os valores recebidos na venda da produção agropecuária subiram 11,5% no primeiro semestre deste ano, em relação a igual período do ano passado. Os pesquisadores observam que a alta do IPPA/Cepea só não foi maior porque foi limitada pelo recuo de 1,8% do indicador no segundo trimestre. Segundo eles, a alta do indicador no primeiro semestre foi impulsionada pelo aumento expressivo de 25,6% do IPPA-Grãos/Cepea, impulsionado pelas fortes elevações dos preços do algodão (de 24,4%), arroz (de 11,5%), milho (25,9%) e soja (27,9%). O IPPA-Hortifrutícolas/Cepea recuou 18,2% no primeiro semestre de 2021, com quedas os preços de todos os produtos acompanhados. O IPPA-Cana e Café/Cepea teve baixa real de 3,5%, reflexo exclusivamente do comportamento dos preços da cana. Os cálculos relativos ao segundo trimestre, quando o indicador recuou 1,8%, em termos reais, ante o trimestre anterior, mostram quedas dos hortifrutis, grãos e proteínas animais. O IPPA-Pecuária/Cepea recuou 3,3%, em termos reais, na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres de 2021, pressionado sobretudo pelas desvalorizações da arroba bovina, dos suínos e do leite. Em geral, os preços pecuários recuaram em abril e maio e demonstraram alguma recuperação em junho.

Cepea

TECNOLOGIA

Empresa chinesa vai monitorar gado brasileiro com sensores na cabeça

Em uma fazenda instalada em Campo Grande (MS), um grupo de 32 bois que vivem em um pasto de 18 hectares em um sistema mais sustentável (Integração Lavoura Pecuária Floresta, ou ILPF) vai entrar para a era da alta tecnologia. A gigante chinesa de tecnologia Huawei anunciou parceria com a Embrapa e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) para monitorar o dia a dia dos animais 

Com Huawei, Embrapa e CPQD vão monitorar o dia a dia de bois, algoritmos, mostrar se eles estão bem, felizes, engordando ou até se o cardápio está adequado.  Sensores de Internet das Coisas (IoT), colares inteligentes e balança de passagem serão usados de forma integrada para monitorar indicadores de produtividade, ambientais e de bem-estar animal do grupo e, com isso, gerar tecnologias baseadas em modelos de Inteligência Artificial (IA) para os pecuaristas. O objetivo é melhorar a gestão e a produção de bovinos em sistemas de integração, que já somam 17 milhões de hectares no país. Embrapa, Huawei e CPQD vão instalar toda a infraestrutura de conectividade, os sensores de IoT e a plataforma computacional para coleta de dados, além de desenvolver as soluções a partir das informações coletadas. A fabricante de smartphones vai fornecer os equipamentos e armazenar os dados em nuvem, enquanto Embrapa e CPQD irão usar essas informações para criar novas soluções para o gado. Os bois vão passar pela experiência high-tech durante 12 meses. De acordo com a Embrapa, duas unidades de pesquisa estão diretamente envolvidas no estudo. A Embrapa Informática Agropecuária, Campinas (SP), vai coordenar o trabalho e desenvolver os algoritmos de inteligência artificial para dar suporte às aplicações relacionadas à predição de ganho de produtividade e ao índice de bem-estar animal. Os animais ficam na fazenda da Embrapa Gado de Corte, em MS. “A pesquisa envolve três eixos: as variáveis fisiológicas do animal, o microclima e o ganho de peso”, afirmou Roberto Giolo, pesquisador da Embrapa Gado de Corte. “Os parâmetros de bem-estar animal e conforto térmico permitirão que o produtor rural perceba o nível de estresse do animal e a interferência disso em sua produtividade.” Para o analista de TI da Embrapa, Camilo Carromeu, esse conjunto de dados de sensores, aliado à rede de Internet das Coisas e Inteligência Artificial, vai ajudar a antecipar o ganho de produtividade dos animais e aferir se o sistema de produção está alinhado às boas práticas. “As informações são importantes também para a adoção de protocolos e a certificação dos produtores, com a obtenção do selo Carne Carbono Neutro (CNC) ou Carne de Baixo Carbono (CBC), por exemplo”, disse. Para coletar de forma automática os dados fisiológicos e comportamentais relativos ao bem-estar, acompanhar o ganho de peso diário e coletar dados de microclima das condições ambientais, o grupo será monitorado dia e noite usando equipamentos. Serão verificadas a temperatura cutânea de cada um e a frequência cardíaca e respiratória. “A ideia é coletar o maior número de variáveis e indicadores de conforto para fornecer alertas aos pecuaristas, por meio de aplicativo de celular ou internet, que os ajudem a tomar as melhores decisões, sob os pontos de vista econômico e ambiental”, declarou o analista da Embrapa Eduardo Speranza.

UOL ECONOMIA 

FRANGOS & SUÍNOS

Auditores fiscais federais agropecuários fazem força-tarefa para evitar entrada de Peste Suína Africana

A ação de vigilância integrada terá duração de oito meses, com inspeção de 100% de bagagens de passageiros da República Dominicana

Em estado de alerta para evitar que a Peste Suína Africana (PSA), erradicada no Brasil desde a década de 1970, volte a ameaçar o rebanho suíno brasileiro, auditores fiscais federais agropecuários foram convocados pelo Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa) para uma força-tarefa, especialmente nos aeroportos brasileiros. A doença já foi diagnosticada na República Dominicana, que tem voos com escala nos principais aeroportos do país. A meta é inspecionar 100% das bagagens provenientes daquele país, nos aeroportos de Guarulhos, Galeão, Confins, Porto Alegre e Brasília. As ações de reforço à vigilância sanitária nos cinco aeroportos estão previstas inicialmente, para durar oito meses. Na quarta-feira (4), reunião por videoconferência com os representantes do Plano Nacional de Sanidade Suídea (PNSS), em cada unidade da federação, atualiza a situação da PSA na República Dominicana para reforçar procedimentos a serem adotados em cada unidade, além de intensificar as atividades de vigilância e prevenção para a PSA, segundo informou Geraldo Marcos de Moraes, Diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa. A força-tarefa faz parte do PNSS, inclui ainda a vigilância realizada para PSC (Peste Suína Clássica), na zona livre da doença e será ampliada para PSA (Peste Suína Africana) e PRRS (Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos). O Brasil é o quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína no mundo, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Foram 4,43 milhões de toneladas em 2020 – cerca de 4,54% da produção mundial – e exportou 1.024 mil toneladas – 23% da produção nacional, para 97 países.

Anffa Sindical 

INTERNACIONAL

Meio milhão de suínos em risco com o retorno da febre mortal às Américas

A República Dominicana pode ter que abater mais de 500.000 porcos – ou cerca de metade de seu rebanho – para conter o primeiro surto de peste suína africana nas Américas em quatro décadas, de acordo com um alto funcionário da agricultura

Rafael Abel, Presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, disse que o governo precisa matar 100% dos suínos doentes e saudáveis em 11 das 33 províncias da República Dominicana onde a doença foi detectada. Se não conseguir fazer isso, a doença altamente contagiosa provavelmente causará uma repetição do surto de 1978, no qual toda a população de suínos do país teve que ser abatida, disse ele em entrevista por telefone na terça-feira. Essas 11 províncias – incluindo a capital, Santo Domingo, – abrigam cerca de 50% a 60% dos 1,35 milhão de suínos do país, segundo a Federação Dominicana de Criação de Suínos. O Ministério da Agricultura começou a matar animais doentes e intensificou os controles em uma tentativa de isolar as áreas afetadas, mas se absteve de ordenar a erradicação em massa e não informou quantos porcos podem estar doentes. Os EUA, México, Brasil e outros aumentaram os controles de fronteira em resposta ao surto. Embora a República Dominicana não exporte uma quantidade significativa de produtos suínos, teme-se que os viajantes possam levá-los inadvertidamente. Os EUA – o maior produtor mundial de carne suína depois da China – nunca tiveram um surto de peste suína africana e estão intensificando as inspeções de voos vindos da República Dominicana. A República Dominicana tem uma das maiores taxas de consumo per capita de carne suína das Américas e, em 2019, era autossuficiente, disse Francisco Brito, presidente da Federação Dominicana de Criação de Suínos. A indústria é particularmente importante para os pobres rurais.  Acredita-se que os primeiros casos da doença tenham surgido em abril, mas não foram confirmados até a semana passada, disse ele. “Eles não prestaram atenção e tudo saiu do controle”, disse ele. “Agora está em 11 províncias, mas temos que proteger as 22 províncias onde ainda não foi detectado.”

Bloomberg

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