CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2733 DE 16 DE JUNHO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2733 | 16 de junho de 2026

 

NOTÍCIAS

Cotações estáveis no mercado do boi gordo em São Paulo

Com pouca movimentação no início da semana, a cotação não mudou

Segundo os números da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo destinado ao mercado doméstico segue negociado por R$ 350/@, a vaca gorda vale R$ 322/@, a novilha terminada está cotada em R$ 335/@ e o animal-China sai por R$ 355/@ (valores brutos, no prazo). A semana começou como de costume, com poucos negócios e boa parte dos frigoríficos fora das compras. Dessa maneira, as cotações não mudaram. As escalas de abate estão, em média, para sete dias. No Sudeste de Rondônia, a cotação do boi gordo caiu R$3,00/@ e a do “boi China”, R$2,00/@. A das fêmeas não mudou.  No mercado atacadista da carne com osso, as vendas de carne no varejo, na última semana, começaram em bom ritmo e perderam força ao longo dos dias, embora não tenham travado. Dessa forma, os pedidos de reposição de estoque do setor atacadista estiveram devagar. Do lado da oferta, o volume disponível foi suficiente para atender à demanda, sem excedentes nas câmaras. Com isso, os preços das carcaças casadas apresentaram comportamentos distintos. A cotação da carcaça casada do boi capão caiu 0,2%, ou R$0,05/kg. Em contrapartida, a cotação da carcaça do boi inteiro subiu 1,3%, ou R$0,30/kg. Entre as fêmeas, as cotações das carcaças casadas subiram 0,9%, ou R$0,20/kg. Para os próximos dias, a expectativa é de sustentação das cotações, impulsionada pelo fim de semana com a Copa do Mundo e pela disponibilidade mais enxuta de carne. No mercado de proteínas alternativas, a cotação do frango médio* subiu 2,0%, ou R$0,13/kg, e a cotação do suíno especial** subiu 2,2%, ou R$0,20/kg.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo inicia a semana em queda

Indústria começa a avançar em suas escalas de abate enquanto aguarda esgotamento de exportações da cota chinesa

O mercado físico do boi gordo abriu a semana contando com tentativas de compra em níveis mais baixos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem reorganizando a produção por conta do esgotamento precoce da cota chinesa. “A redução da capacidade de abate será perceptível entre os frigoríficos exportadores. O gatilho para maiores mudanças virá com o alerta de que 80% da cota brasileira foi atingida, o que deve acontecer nos próximos dias. Ao mesmo tempo, a indústria começa a apresentar avanços em suas escalas de abate”, disse. Preços médios da arroba do boi gordo: São Paulo: R$ 353,08 — na sexta: R$ 353,33. Goiás: R$ 331,43 — na sexta: R$ 335,54. Minas Gerais: R$ 330,53 — na sexta: R$ 330,18. Mato Grosso do Sul: R$ 349,55 — na sexta: R$ 352,16. Mato Grosso: R$ 354,66 — na sexta: R$ 356,01. O mercado atacadista se depara com preços acomodados ao longo desta segunda-feira, ainda com expectativa de recuperação nos próximos dias. “Além disso, a expectativa de consumo em junho permanece favorável em especial às vésperas dos jogos da seleção brasileira. A carne bovina ainda perde em competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango”, disse Iglesias. Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo. Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo. Ponta de agulha: R$ 20,00 por quilo

SAFRAS NEWS

Receita diária das Exportações de carne bovina sobe 44% na parcial de junho

Dados da Secex apontam avanço do preço médio por tonelada e crescimento do volume frente a junho de 2025.

As exportações brasileiras de carne bovina in natura iniciaram junho de 2026 com desempenho superior ao observado no mesmo período do ano passado segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Mdic. A receita média diária dos embarques alcançou US$ 94,5 milhões até a segunda semana do mês. O resultado representa avanço de 44% em relação aos US$ 65,6 milhões registrados em junho de 2025. O aumento ocorreu ao mesmo tempo em que avançaram o volume médio embarcado e o preço médio por tonelada. A média diária exportada atingiu 14.409 mil toneladas, enquanto no mesmo período de comparação do ano anterior o indicador ficou em 12.052 mil toneladas. Alta de 19,6%. O preço médio por tonelada alcançou US$ 6.560, acima dos US$ 5.448 registrados em junho de 2025, alta de 20,4%. Até a segunda semana de junho, o valor acumulado das exportações de carne bovina in natura somou US$ 850,7 milhões. Em junho de 2025, o faturamento total registrado ao longo do mês alcançou US$ 1,313 bilhão. Na parcial de junho de 2026, os embarques totalizaram 129.685 toneladas. Em junho do ano passado, o volume exportado durante todo o mês atingiu 241.046 toneladas. Os embarques passaram de 12.052 mil toneladas por dia útil em junho de 2025 para 14.409 toneladas na parcial de junho deste ano, avanço de 19,6%.

SECEX/MDIC

ECONOMIA

Dólar fecha perto da estabilidade ante real apesar de acordo entre EUA e Irã

Após recuar durante a manhã em meio às notícias sobre o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, o dólar se recuperou ante o real e terminou a segunda-feira próximo da estabilidade, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha se mantido em baixa ante a maior parte das demais divisas.

O dólar à vista fechou o dia com variação positiva de 0,11%, aos R$5,0666. No ano, a divisa passou a acumular queda de 7,70% ante o real. Às 17h04, o dólar futuro para julho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,02% na B3, aos R$5,0855. As notícias sobre um acordo entre EUA e Irã foram bem recebidas pelo mercado. No fim de semana, autoridades norte-americanas e iranianas afirmaram ter chegado a um entendimento para pôr fim ao conflito e reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo. Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, assinaram um memorando de entendimento para encerrar a guerra. Uma cerimônia formal de assinatura deve ocorrer na sexta-feira, e a expectativa é de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz aumente de forma gradual. Neste cenário, o petróleo Brent voltou a ceder, para a faixa dos US$83 o barril, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuaram. Nos mercados de moedas, o dólar emplacou perdas ante boa parte das divisas de países emergentes, marcando a cotação mínima de R$5,0267 (-0,68%) às 10h42 no Brasil. No início da tarde, porém, a moeda norte-americana já havia zerado as perdas ante o real, em paralelo à virada do Ibovespa para o território negativo, em uma aparente mudança de humor no Brasil.

“O câmbio está acompanhando a bolsa nessa virada”, comentou à tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo. “O petróleo está desabando de forma consistente… Esse tombo de 5% no Brent derrubou como de costume a Petrobras, que puxa o índice (Ibovespa) inteiro”, acrescentou. Pela manhã, o boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado reportadas até a semana passada para o dólar no fim de 2026 foi de R$5,15 para R$5,20. Já a inflação projetada para este ano saltou de 5,11% para 5,30% e para o próximo ano foi de 4,03% para 4,10%. Também houve nova elevação da projeção de inflação para 2028, de 3,65% para 3,68%, com o Focus traduzindo uma deterioração das expectativas já percebida nos preços dos ativos nas últimas semanas. Com isso, a taxa básica Selic esperada para o fim de 2026 foi de 13,50% para 13,75% e para o encerramento de 2027 passou de 11,50% para 12,00%. Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano.

REUTERS

Ibovespa encerra em queda mesmo após acordo entre EUA e Irã

Petrobras cede mais de 5% com tombo do petróleo e pesa sobre o índice, em meio à rotação dos investidores para ações tech nos EUA

Depois de tocar os 174.228 pontos na máxima do dia, logo após a abertura dos negócios, o Ibovespa devolveu a alta e virou para o negativo – dinâmica que se manteve até o término da sessão. Embora o anúncio do acordo preliminar entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz tenha impulsionado o apetite ao risco inicialmente por aqui, a rotação para ações de tecnologia americanas, somada à divulgação de pesquisas eleitorais impediu um movimento mais positivo do índice. O tombo de quase 5% nos preços de petróleo também pesou sobre as ações da Petrobras, o que atuou como mais um vento contrário ao Ibovespa na sessão. Com isso, o índice fechou em queda de 0,42%, aos 170.415 pontos, perto da mínima de 170.351 pontos. O movimento na bolsa local ocorreu na contramão da disparada dos principais índices americanos. O acordo entre EUA e Irã foi anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, na noite de domingo (14, madrugada de segunda no Oriente Médio) em uma publicação no X. No texto, ele afirmou que “ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano”. Em seguida, as tratativas foram confirmadas pelo presidente americano, Donald Trump, que disse ter assinado o acordo preliminar com o Irã e que determinou a liberação do Estreito de Ormuz sem a cobrança de pedágios ou taxas. O acordo provocou uma reprecificação do risco geopolítico sobre o petróleo, o que fez o preço da commodity tombar e afetou em cheio as ações da Petrobras, que terminaram nas mínimas do dia. No fim, as PNs da petroleira cederam 5,15% enquanto as ON recuaram 5,30%. Bancos também fecharam em sua maioria no negativo, especialmente as PN do Bradesco, que tiveram baixa de 0,84%. Apenas as units do BTG Pactual terminaram com ganhos de 0,97%, juntamente com as ON da Vale, que avançaram 2,51%. “Foi mais uma rodada de notícias negativas para o campo da direita, principalmente para Flávio Bolsonaro, que perdeu ainda mais momentum”, diz Mamede. “Com Lula abrindo cerca de seis pontos de vantagem, aumenta a incerteza sobre a adoção de uma agenda mais reformista, enquanto a expectativa de ajuste fiscal fica mais distante diante da elevação das chances de reeleição do presidente”, acrescenta. Embora o turbilhão eleitoral possa ajudar a trazer volatilidade para a bolsa local, há quem veja que o acordo de paz entre EUA e Irã possa desencadear uma redistribuição nos fluxos de capital dentro de países emergentes, o que pode favorecer o Brasil. “A resolução do conflito e a consequente melhora no apetite por risco podem ser um gatilho mais imediato para a redistribuição de fluxos dentro de mercado emergentes”, diz o diretor de investimentos em ações para América Latina da Aberdeen PLC, Ivan Kleimann. “O Brasil tende a capturar parte relevante desse movimento pelo fato de ser um fornecedor de commodities, além de negociar a um ‘valuation’ relativamente descontado”, acrescenta. Embora avalie que o “trade de inteligência artificial” permaneça um importante direcionador de fluxos para mercados desenvolvidos e para alguns emergentes, como Taiwan e Coreia do Sul, o executivo avalia que investidores globais seguem estruturalmente sublocados em emergentes como um todo, mesmo após a alta expressiva observada nos últimos meses. Ontem, o volume de negociações do Ibovespa foi de R$ 21,1 bilhões e de R$ 29,2 bilhões na B3. Já em Wall Street, os principais índices dispararam: o Nasdaq subiu 3,07%, o S&P 500 avançou 1,65%, e o Dow Jones ganhou 0,92%.

REUTERS

Relatório Focus eleva projeções da Selic e indica juros mais altos por mais tempo

O Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) na segunda-feira, 15 de junho, revisou para cima as estimativas do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, tanto para o fim deste ano quanto para o encerramento de 2027.

Para dezembro de 2026, a projeção passou a 13,75%, superior aos 13,50% apontados na semana anterior e aos 13,25% registrados há quatro semanas. A previsão para dezembro de 2027 também foi elevada, alcançando 12,00%, ante 11,50% da semana anterior e 11,25% um mês antes. O BC volta a se reunir nesta semana, após ter reduzido a Selic para 14,50% em abril. Na ocasião, a autoridade monetária adotou uma postura mais cautelosa quanto aos próximos passos da política monetária, citando incertezas como as tensões geopolíticas no Oriente Médio. Para o encontro atual, o mercado mantém expectativa de novo corte de 0,25 ponto percentual, o que colocaria a Selic em 14,25%. As estimativas para a reunião de agosto apontam outra redução de mesma magnitude, com a taxa básica encerrando o período em 14%. As projeções para a inflação também foram revistas para cima no Relatório Focus. A expectativa para 2026 subiu de 5,10% para 5,30%, enquanto a previsão para 2027 passou de 4,03% para 4,10%. A meta oficial de inflação tem centro em 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O boletim foi finalizado na sexta-feira anterior, antes do anúncio, no fim de semana, de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã destinado a reduzir as tensões na região do Oriente Médio. Dados divulgados na semana passada mostraram que a inflação perdeu força em maio, embora em ritmo ligeiramente inferior ao projetado pelo mercado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58% no mês, e a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,72%, permanecendo acima do limite superior da meta do BC. Em relação à atividade econômica, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) apresentaram leve melhora. A previsão de crescimento para 2026 foi elevada de 1,91% para 1,96%, enquanto a projeção para 2027 se manteve em 1,70%. A publicação do Relatório Focus traz, portanto, revisões tanto para a trajetória da Selic quanto para as expectativas de inflação e de crescimento econômico nos próximos anos.

FORBES

GOVERNO

Mapa informa disponibilização de mais de 3,1 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em junho

Volume disponibilizado entre os dias 1º e 12 de junho corresponde a produtos importados

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, entre os dias 1º e 12 de junho de 2026, foram disponibilizadas 3.133.524 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional. Do total disponibilizado no período, 100% correspondem a vacinas importadas. O Mapa mantém atuação permanente junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação de vacinas.

MAPA

SUÍNOS & FRANGOS

Exportações: Carne suína registra retração

As exportações de carne suína alcançaram US$ 135,892 milhões até a segunda semana de junho de 2026.

Em junho de 2025, o faturamento total do segmento somou US$ 320,7 milhões. Os embarques atingiram 54.717 mil toneladas na parcial deste mês. No mesmo período do ano anterior, o volume exportado havia alcançado 122.132 mil toneladas. A média diária embarcada ficou em 6.079 toneladas, abaixo das 6.106 toneladas registradas em junho de 2025. A variação foi de -0,4%. O preço médio recuou de US$ 2.626 para US$ 2.483 por tonelada, diferença de -5,4%.

SECEX/MDIC

Exportações: movimentação de Carnes de aves cresce

As exportações de carnes de aves acumularam US$ 452.344 milhões até a segunda semana de junho de 2026. Em junho de 2025, o faturamento total do segmento havia alcançado US$ 562.040 milhões.

O volume embarcado somou 226.983 mil toneladas na parcial deste mês. No mesmo mês do ano passado, os embarques totalizaram 312.889 mil toneladas. Na média diária, o volume exportado passou de 15.644 mil toneladas para 25.220 mil toneladas. O crescimento registrado foi de 61,2%. O preço médio avançou de US$ 1.796 para US$ 1.992 por tonelada, alta de 10,9%.

SECEX/MDIC

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