CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2766 DE 31 DE JULHO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2766 | 31 de julho de 2026

 

NOTÍCIAS

Sobe a cotação da vaca gorda em São Paulo

Oferta restrita de boiadas sustentou a alta da vaca e manteve firme o mercado paulista.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no mercado paulista, o animal macho terminado destinado ao mercado doméstico está cotado em R$ 348/@, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 350/@ (portanto, com premiação de R$ 2/@ (valores brutos, no prazo). Na comparação feita dia a dia, a cotação da vaca, em São Paulo, subiu R$3,00/@. Para as demais categorias, estabilidade. A alta da cotação da vaca e a firmeza das cotações do boi e da novilha foram sustentadas pela oferta contida. Do lado da indústria, os negócios estavam sendo fechados para manter as escalas confortáveis, sem alongá-las demais. As escalas de abate atendiam, em média, a seis dias. No Mato Grosso – em todas as praças a cotação subiu. Na comparação feita dia a dia, nas quatro praças pecuárias mato-grossenses, a cotação subiu. Na região Norte, a cotação do boi gordo subiu R$1,00/@. A cotação da vaca e a da novilha subiu R$2,00/@. Na região Sudoeste, a cotação do boi gordo ficou estável e a cotação da vaca e a da novilha subiu R$5,00/@. Na região de Cuiabá, a cotação do boi gordo não mudou. A cotação da vaca subiu R$5,00/@, e a da novilha subiu R$3,00/@. Na região Sudeste, a cotação do boi gordo não mudou. A cotação da vaca subiu R$5,00/@, e a da novilha subiu R$3,00/@. A cotação do “boi China” não havia mudado. As escalas de abate atendiam, em média, entre cinco e oito dias. Em Santa Catarina, o mercado abriu sem mudanças nas cotações. Mas, apesar da estabilidade, a oferta restrita de boiadas e as escalas curtas sustentavam as cotações. As escalas de abate atendiam, em média, a quatro dias.

SCOT CONSULTORIA

Baixa oferta sustenta preços do boi gordo em meio à lentidão nas negociações

A disponibilidade de gado para abate segue pouco expressiva, característica importante durante o mês de julho

O mercado físico do boi gordo se deparou com negócios acima da referência média durante a quarta-feira. No entanto, o mercado esteve pouco fluído, com menos relatos de negociações ao longo do dia. A indústria frigorífica ainda encontra dificuldade na composição de suas escalas de abate, que atende entre cinco e sete dias úteis na média nacional. A disponibilidade de gado para abate segue pouco expressiva, característica importante durante o mês de julho e principal fundamento que guiou a recuperação dos preços do boi gordo. Segundo o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, no quesito demanda, o mercado permanece atento ao ritmo das exportações de carne bovina, ainda contando com preocupações por conta do esgotamento precoce da cota chinesa. Referência média: São Paulo: a referência média ficou em R$ 349,58, na modalidade a prazo. Goiás: a indicação média foi de R$ 329,46 para a arroba do boi gordo. Minas Gerais: a arroba teve preço médio de R$ 326,76. Mato Grosso do Sul: a arroba foi indicada em R$ 334,55. Mato Grosso: a arroba ficou indicada em R$ 326,35. O mercado atacadista apresentou preços predominantemente acomodados. O cenário de negócios ainda oferece espaço limitado para reajustes mais consistentes, diante da dificuldade da indústria em repassar as valorizações ao consumidor, reflexo do reduzido poder de compra da população brasileira. Segundo Iglesias, ao mesmo tempo, as proteínas concorrentes permanecem mais competitivas em relação à carne bovina, especialmente a carne de frango. Quarto traseiro: R$ 26,50 por quilo. Quarto dianteiro: R$ 20,00 por quilo. Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo.

SAFRAS NEWS

Boi/Cepea: Arroba se mantém firme, mas demanda interna limita novas altas

Os preços da arroba do boi gordo seguem firmes no mercado doméstico, mas a demanda enfraquecida limita o espaço para novas valorizações.

De modo geral, segundo o Cepea, a oferta de animais terminados permanece relativamente ajustada em boa parte das regiões produtoras, enquanto as exportações da carne seguem em bom ritmo. Apesar da relevância das exportações, o principal fator que restringe novas altas continua sendo o mercado interno. De acordo com pesquisadores do Cepea, o poder de compra das famílias permanece pressionado, levando parte dos consumidores a substituir a carne bovina por proteínas mais baratas, como frango, carne suína e ovos. Como consequência, o escoamento da carne de boi ocorre em ritmo mais lento, dificultando o repasse de preços ao longo da cadeia e reduzindo a margem para que frigoríficos ofereçam valores mais elevados pela arroba do boi gordo, ressalta o Centro de Pesquisas.

CEPEA

ECONOMIA

Dólar cai quase 1% ante o real sob influência do exterior

O dólar fechou a quinta-feira em baixa ante o real, acompanhando o recuo firme da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, ainda sob a influência da decisão do Federal Reserve na véspera e em meio a uma bateria de indicadores econômicos.

O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,95%, aos R$5,0621. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,78% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 1,07% na B3, aos R$5,0660. Na tarde de quarta-feira, o Fed manteve, como esperado, sua taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, e o chair da instituição, Kevin Warsh, ressaltou o compromisso com a meta de inflação de 2%. Ao mesmo tempo, Warsh citou dados de inflação “animadores” nos EUA e disse que o Fed continuará a acompanhar as informações de mercado. Uma das interpretações entre os agentes foi a de que o Fed não parece ter pressa para elevar os juros, o que seria favorável para ativos de risco, como moedas de países emergentes. Essa visão foi corroborada por alguns dados econômicos divulgados na quinta-feira: o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA subiu 1,5% no segundo trimestre, menos que os 2,1% projetados em pesquisa da Reuters, e o núcleo do índice de inflação PCE — bastante observado pelo Fed — avançou 0,1% em junho, menos que o 0,2% esperado. Assim, o dólar operou em baixa ante divisas como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real. Além disso, o dólar registrou baixas firmes ante uma cesta de moedas fortes e em relação ao euro, à libra e ao iene — neste caso, em meio a especulações sobre possível intervenção do governo no mercado. No exterior, o petróleo Brent cedeu para abaixo dos US$90 o barril, após a forte alta da véspera, com o Oriente Médio no foco das atenções.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta firme com exterior positivo e balanços

O Ibovespa fechou a quinta-feira em alta, chegando aos 177 mil pontos nas máximas do dia, na esteira do bom humor nos mercados globais, enquanto os agentes monitoravam o calendário de resultados trimestrais de companhias estrangeiras e nacionais.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,88%, a 177.158,86 pontos, na máxima do dia, após marcar 173.884,55 na mínima. Os ganhos da bolsa brasileira acompanharam o ambiente mais favorável ao risco nos EUA, onde as bolsas fecharam em alta firme, com as ações do setor de chips disparando e a Microsoft a caminho de seu maior ganho percentual diário em 18 anos, depois que a gigante de tecnologia divulgou uma previsão excelente que amenizou os temores sobre gastos maciços em infraestrutura de IA. O índice S&P 500 encerrou com alta de 1,74%. Já os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 1,88%, a US$89,03 por barril, enquanto os operadores avaliavam as propostas para uma coalizão marítima liderada pela Arábia Saudita com o objetivo de fortalecer a cooperação em defesa na região do Mar Vermelho. “O pregão de hoje é, em boa medida, um espelho invertido do de ontem”, destacou Eduardo Rahal, analista chefe da Levante Inside Corp, lembrando da forte aversão ao risco observada na quarta-feira por conta da intensificação dos conflitos no Oriente Médio e da leitura mais hawkish do comunicado do Federal Reserve.

“Hoje, com o Brent devolvendo parte desse prêmio geopolítico e recuando, o mercado local recompõe posições”, completou Rahal. Assim como no mercado acionário dos EUA, os balanços tiveram destaque na bolsa brasileira desta quinta, com os investidores avaliando os resultados de companhias divulgados entre a noite de quarta-feira e a manhã desta quinta-feira, como Motiva, Ambev e Usiminas, enquanto aguardam Multiplan e Vale, que saem após o fechamento. A agenda macroeconômica também foi observada, após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou pela manhã que a taxa de desemprego no trimestre encerrado em junho foi de 5,4%, em linha com o consenso de economistas consultados pela Reuters, sendo a mais baixa para o período na série histórica iniciada em 2012.

REUTERS

Governo central tem déficit primário de R$48 bi em junho, e semestre registra pior saldo desde 2020

O governo central registrou um déficit primário de R$48,178 bilhões em junho, contribuindo para gerar um rombo de R$92,227 bilhões no primeiro semestre, o pior resultado para o período desde 2020, informou o Tesouro Nacional na quinta-feira.

O dado de junho veio em linha com o esperado pelo mercado e foi pior do que o déficit de R$44,216 bilhões observado no mesmo mês de 2025. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria deficitário em R$48 bilhões no mês passado. O desempenho do mês passado é resultado de receitas líquidas — que excluem transferências para governos regionais — de R$195,173 bilhões, um aumento real de 10,3% frente ao mesmo período de 2025, e despesas totais de R$243,351 bilhões, alta real de 9,0%. Do lado das receitas, o resultado mensal teve ganhos na maior parte dos tributos e fontes, mas foi impulsionado por elevações de R$5,3 bilhões em exploração de recursos naturais (+77,9%), R$4,1 bilhões em Cofins (+12,7%), R$3,7 bilhões em Imposto sobre Produtos Industrializados (+47,4%) e R$2,0 bilhões em Imposto de Importação (+24,2%). Nas despesas, houve em junho uma alta de R$2,1 bilhões em benefícios previdenciários (+1,9%) e R$1,7 bilhão em abono e seguro-desemprego (+15,5%). O déficit primário de R$92,227 bilhões acumulado no primeiro semestre é significativamente maior que o saldo negativo de R$11,277 bilhões no mesmo período de 2025. O resultado é o segundo pior da série histórica iniciada em 1997, atrás apenas do primeiro semestre de 2020, quando o governo registrou rombo de R$599,8 bilhões em meio a fortes desembolsos relacionados à pandemia de Covid-19. No acumulado em 12 meses, o governo central registrou um déficit de R$144,1 bilhões, ou 1,08% do Produto Interno Bruto (PIB). Para este ano, o governo tem uma meta fiscal de superávit primário de 0,25% do PIB, mas há uma tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto e algumas despesas que não são contabilizadas.

REUTERS

Taxa de desemprego no Brasil cai a 5,4% no 2º trimestre, mas renda diminui

O Brasil encerrou o segundo trimestre com uma taxa de desemprego de 5,4%, a mais baixa para o período na série histórica iniciada em 2012, mas a renda recuou no período.

Os dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram forte queda ante a taxa de 6,1% do primeiro trimestre. No mesmo período do ano anterior a taxa de desemprego fora de 5,8%. O resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters. Analistas consideram que o mercado de trabalho deve continuar aquecido, com a taxa em níveis baixos para os padrões nacionais, mesmo com uma esperada desaceleração da economia. “De modo geral, vemos um mercado de trabalho ainda muito robusto, mas com sinais de moderação, apresentando menor dinamismo, reflexo, na nossa visão, do estoque de aperto monetário dos últimos anos. Esperamos a continuidade dessa tendência de moderação, com a taxa de desocupação encerrando 2026 em 5,7%”, avaliou André Valério, economista sênior do Inter. O mercado de trabalho segue sendo ponto de atenção para o Banco Central, uma vez que o desemprego em mínima histórica e renda em níveis altos alimenta o consumo, somando-se aos estímulos fiscais e de crédito do governo, dificultando o controle da inflação. O BC volta a se reunir na próxima semana para definir a taxa básica de juros Selic, com expectativa de redução de 0,25 ponto percentual, a 14,0% ao ano. A renda mensal real de todos os trabalhos, entretanto, caiu 1,5% no segundo trimestre, a R$3.738, de R$3,795 nos três meses de janeiro a março, embora isso tenha representado alta de 2,8% ante o mesmo trimestre do ano anterior. “A renda passou a não crescer mais por causa do aumento da ocupação em setores de nível de instrução mais baixa, produtividade menor e renda menor. Isso afeta o rendimento geral”, explicou o analista do IBGE William Kratochwill. No segundo trimestre, o contingente de desempregados teve queda de 10,9% sobre os três meses anteriores, chegando a 5,861 milhões de pessoas, o que representa ainda uma queda de 6,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O período foi marcado ainda por alta de 1,1% no número de pessoas ocupadas na comparação trimestral e de 0,7% sobre o ano anterior, chegando a 103,057 milhões, novo recorde da série. Isso se deu, entretanto, principalmente com alta nos empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado cresceu 0,6% entre abril e junho sobre o primeiro trimestre, enquanto os que não tinham carteira aumentaram 2,2%. “O que se viu agora também foi um movimento de pessoas saindo da população fora da força de trabalho. Foi uma absorção de mão de obra que estava sem trabalho e que está fora do mercado e voltou a procurar emprego. Até os desalentados se ocuparam”, disse Kratochwill.

REUTERS 

Arrecadação federal cresce 7,7% e fecha 1º semestre com recorde histórico, diz Receita

Governo obteve R$ 264,44 bilhões em junho, maior resultado para o mês desde o início da série histórica. Quantia foi incrementada com R$ 3,8 bilhões pelo imposto de exportação de petróleo, criado devido à guerra no Irã

A arrecadação do governo federal teve alta real de 7,72% em junho sobre o mesmo mês do ano passado, somando R$ 264,44 bilhões, maior nível já observado para o mês, o que ajudou a levar o resultado acumulado do primeiro semestre a um recorde histórico, informou a Receita Federal na quinta-feira (30). As receitas administradas pela Receita somaram R$ 255,31 bilhões no mês passado, uma alta real de 7,66% ante junho de 2025. Já as receitas administradas por outros órgãos públicos, que são sensibilizadas pela comercialização de petróleo, somaram R$ 9,13 bilhões, aumento de 9,62%. De acordo com o fisco, o dado do mês foi impactado positivamente por ganhos considerados não recorrentes, com um incremento de R$ 4 bilhões em tributos pagos sobre resultados de empresas e R$ 3,8 bilhões em imposto de exportação de petróleo, instituído temporariamente pelo governo como medida de enfrentamento aos efeitos da guerra no Oriente Médio. Sem esses ganhos atípicos, o desempenho das receitas administradas pelo fisco em junho seria de alta real de 4,38%, segundo o governo. No recorte por setores, o destaque ficou com um ganho de R$ 15,39 bilhões com extração de petróleo e gás natural, aumento expressivo na comparação com os R$ 819 milhões obtidos em junho de 2025. Também houve ganhos significativos em comércio atacadista (15,18%) e fabricação de veículos (34,62%). Entre os principais destaques do mês estão altas de 20,4% na arrecadação de Imposto de Renda de empresas e de CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido), 12,43% em Imposto de Renda cobrado sobre rendimentos de capital, 4,69% em receitas previdenciárias e 22,87% em Imposto de Importação. No acumulado de janeiro a junho, a arrecadação cresceu 6,63% acima da inflação em comparação com o mesmo período de 2025, a R$ 1,59 trilhão, recorde para o semestre em série histórica iniciada em 1995. De acordo com a Receita, o dado reflete o desempenho da economia, citando também uma contribuição da arrecadação previdenciária por conta do aumento da massa salarial no país e da redução do benefício de desoneração da folha de pagamento de setores da economia. O fisco ainda mencionou uma melhora no desempenho da arrecadação de PIS/Cofins em razão do “melhor desempenho do setor de serviços e do crescimento da arrecadação do setor de extração de petróleo”.

FOLHA DE SP 

IGP-M, inflação do aluguel, cai 1,16% em julho com queda no preço de combustíveis, diz FGV

Preços no atacado caem 1,74% em julho e puxam redução do índice usado para reajustar aluguel. Resultado acumulado nos últimos meses é de alta de 2,76%

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) caiu 1,16% em julho, um pouco mais do que o esperado, após recuo de 0,50% no mês anterior, mostrou dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) na quinta-feira (30). A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 1,09%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses alta de 2,76%. O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 1,74% em julho, depois de ter recuado 0,97% no mês anterior, influenciado por combustíveis e derivados de petróleo. “A reversão das pressões dos meses anteriores reflete o recuo das tensões entre EUA e Irã no estreito de Hormuz, que reduziu as cotações internacionais do petróleo e se repassou rapidamente ao índice. Ainda assim, parte da cadeia petroquímica permanece pressionada por fretes, câmbio e óleos básicos”, comentou Matheus Dias, economista do FGV Ibre. No entanto, após alguns dias de alívio, as tensões no Oriente Médio voltaram a se intensificar e o preço do petróleo voltou a subir, o que deve repercutir nos preços de agosto. Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que tem peso de 30% no índice geral, registrou variação negativa de 0,01% em julho, de uma alta de 0,47% em junho. “O IPC apresentou desaceleração, refletindo a desinflação dos alimentos in natura, parcialmente compensada pela elevação das passagens aéreas —item pressionado pela sazonalidade das férias de julho e pelo repasse defasado de reajustes anteriores do QAV (querosene de aviação)”, disse Dias. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) passou a subir no período 0,62%, de uma alta de 0,85% em junho. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

FOLHA DE SP

GOVERNO

Impasse com UE é questão diplomática e será resolvida com negociação, diz ministro

“Vamos ter em breve boas notícias”, afirmou André de Paula. Conflito entre Brasil e UE será resolvido em uma pactuação entre as partes

O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou na quinta-feira (30/7) que o impasse entre Brasil e União Europeia sobre o uso de antimicrobianos e o possível veto às exportações de proteínas animais brasileiras para lá a partir de setembro deste ano são uma “questão diplomática” e que será resolvida em uma pactuação entre as partes. Ele disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está “envolvido pessoalmente” no tema e que em breve haverá “boas notícias”. “Essa é uma questão, sobretudo, diplomática. Isso vai se resolver em uma pactuação, em uma negociação. Estamos cumprindo essas etapas”, afirmou a jornalistas após a abertura do Outlook Agro Brasil, evento realizado pelo Ministério da Agricultura e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Brasília. Na semana passada, o Ministério da Agricultura divulgou uma nota em tom mais duro contra exigências de comprovação de controle da vida inteira dos animais da UE. “Essa discussão se dá em campo técnico, e o Ministério da Agricultura mapa tem participado de diversas reuniões, entre a SDA [Secretaria de Defesa Agropecuária] e a DG Santé [autoridade sanitária europeia]. Em alguns momentos, podem existir críticas que não são justas e respostas do nosso pessoal também”, comentou André de Paula ao ser questionado sobre o conteúdo. Em maio deste ano, a União Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países aptos a exportar proteínas animais para lá por falta de comprovação do não uso de antimicrobianos ao longo do ciclo completo de vida de aves, bovinos e pescados, por exemplo. O regulamento europeu foi aprovado em 2019 e regulamentado em 2023. O veto começará a valer em 3 de setembro. O governo brasileiro tem conhecido das exigências desde então. O Ministério da Agricultura tentou mobilizar o setor privado para criar mecanismos de controle. Em maio, a Pasta homologou um protocolo privado de bovinos livres de antimicrobianos. O acompanhamento do ciclo completo da vida, no entanto, demorará, ao menos, dois anos, do nascimento ao abate para envio de carne aos europeus. Em julho, uma nova etapa de fiscalização oficial foi adotada na cadeia avícola para tentar comprovar o controle dos insumos. A expectativa é que a medida viabilize a continuidade das exportações em setembro. Uma missão da UE fará auditoria no modelo para decidir sobre a retomada da autorização ou não para o comércio desses produtos.

GLOBO RURAL

INTERNACIONAL

Exportações australianas de bovinos vivos caem quase 30% no primeiro semestre com pressão sobre mercado da Indonésia 

As exportações australianas de bovinos vivos registraram forte queda no primeiro semestre de 2026, refletindo o cenário econômico mais desafiador enfrentado pela Indonésia, principal destino desse comércio.

A combinação de preços mais altos do gado na Austrália, desvalorização da moeda indonésia e aumento dos custos de produção reduziu o poder de compra dos confinadores locais e desacelerou os embarques. Entre janeiro e junho, a Austrália exportou 265.659 bovinos vivos, volume 29% inferior às 375.466 cabeças embarcadas no mesmo período de 2025. Parte dessa redução é explicada pelo calendário religioso: como o Ramadã e o Lebaran ocorreram mais cedo em 2026, muitos animais destinados ao período festivo foram embarcados ainda no final de 2025, antecipando parte da demanda. No entanto, segundo o Beef Central, fatores econômicos tiveram peso ainda maior na retração das exportações. O principal desafio para os importadores indonésios tem sido o aumento do custo de aquisição dos animais australianos. Os preços dos garrotes destinados à exportação na região de Darwin estão em torno de 430 centavos de dólar australiano por quilo de peso vivo, ante aproximadamente 345 centavos registrados no mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, os confinadores da Indonésia continuam sujeitos aos limites impostos pelo governo para o preço de venda do gado terminado, enquanto enfrentam custos mais elevados com ração e combustível. Outro fator importante é a desvalorização da rupia. Como os bovinos importados são negociados em dólares americanos, a perda de valor da moeda indonésia aumentou significativamente o custo da reposição para os compradores locais. Segundo fontes ouvidas pelo Beef Central, esse cenário dificultou a comercialização dos animais importados meses atrás, levando alguns compradores a conceder descontos e até buscar prazos maiores de pagamento diante do ritmo mais lento das vendas e do aperto no fluxo de caixa. Apesar da redução no volume, a Indonésia permaneceu como principal mercado para os bovinos vivos australianos. Nos seis primeiros meses do ano, o país importou 204.526 cabeças, respondendo por 77% de todas as exportações australianas de bovinos vivos no período. Outros destinos relevantes foram as Filipinas, com 16.314 cabeças, a Turquia, com 11.599, e a China, com 8.007 animais. Já o Vietnã praticamente desapareceu do mercado neste ano. Desde janeiro, quando importou apenas 2.004 cabeças, não foram registrados novos embarques para o país. Mesmo com a demanda mais fraca da Indonésia, os preços dos animais para exportação voltaram a subir durante julho no norte da Austrália.

BEEF CENTRAL

SUÍNOS & FRANGOS

Suínos/Cepea: Carne suína ganha competitividade frente ao frango e perde frente ao boi

As cotações da carne suína e bovina recuaram na parcial de julho (até o dia 28) frente à média de junho, com a retração mais intensa verificada para a carne de boi. Já o preço do frango resfriado permaneceu praticamente estável no mesmo período.

Segundo o Cepea, esse movimento elevou a competitividade da proteína suína frente à avícola, mas a reduziu frente à bovina. De acordo com agentes consultados pelo Centro de Pesquisas, a pressão sobre as cotações da carcaça especial suína esteve atrelada ao excesso de oferta em relação à demanda no atacado da Grande São Paulo. O cenário foi intensificado pela entrada de produtos do Sul (principal polo produtor do País) no mercado paulista. Nesse contexto, a carcaça especial suína foi negociada em julho a 1,58 Real/kg acima do frango inteiro resfriado, diferença 7,84% inferior à de junho, indicando aumento na competitividade da carne suína frente à avícola. Em relação à carcaça casada bovina, a diferença esteve em 15,17 Reais/kg nesta parcial do mês, redução de 5,22%. Pesquisadores do Cepea ressaltam que a redução da diferença entre os preços médios das carnes suína e bovina evidencia a perda de competitividade do produto suinícola frente ao boi.

CEPEA

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