Ano 7 | nº 1544 | 04 de agosto de 2021
NOTÍCIAS
Escala de abate confortáveis limitam novas altas para o boi gordo
A tendência de curto prazo aponta para pouco espaço para reajustes, mesmo com maior otimismo em torno da demanda
O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados na terça-feira. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência de curto prazo aponta para pouco espaço para reajustes, mesmo com maior otimismo em torno da demanda no decorrer da primeira quinzena do mês. Os frigoríficos conquistaram uma frente bastante confortável em suas escalas de abate, sem grande incentivo a movimentos mais consistentes de alta. “A justificativa para este cenário é que os frigoríficos conseguiram uma frente muito confortável em suas escalas de abate. A entrada de animais negociados na modalidade à termo e a utilização de confinamentos próprios ofereceram avanços ainda mais interessantes para os frigoríficos de maior porte. De qualquer forma, os frigoríficos não exercem pressão sobre o mercado, mantendo o perfil das negociações em grande parte do país”, disse Iglesias.
Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318 na modalidade a prazo, estável na comparação com a segunda-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 304, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, ante R$ 312. Em Cuiabá, o valor pago foi de R$ 308, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 311 a arroba, estável. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Segundo Iglesias, a tendência de curto prazo remete a reajuste dos preços ao longo da primeira quinzena do mês, considerando a expectativa de boa demanda no decorrer do período. Além da entrada dos salários precisa ser considerado o repique de consumo relativo ao Dia dos Pais. “Este ano em específico conta com menos restrições relacionadas à pandemia, com restaurantes e outros estabelecimentos operando mais próximos à sua normalidade. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,80 por quilo. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi gordo: mercado está firme
Na última terça-feira (3/8), nas praças paulistas, a cotação do boi gordo ficou estável em R$317,00/@ na comparação dia a dia, preço bruto e a prazo
Segundo levantamento da Scot Consultoria, para os bovinos cujo destino é o mercado chinês, a cotação, firme, está em R$320,00/@, preço bruto e à vista. Destaque para a vaca e novilha gordas, cujos preços subiram R$1,00/@ no estado, na comparação diária. Na região do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais, a cotação do boi gordo subiu 0,3% na comparação dia a dia, ou R$1,00/@. A referência na região ficou em R$314,00/@, considerando o preço bruto e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar fecha em alta de 0,48%, a R$5,1903
O dólar subiu ante o real na terça-feira, com investidores demandando segurança em meio a um noticiário político-fiscal mais cauteloso, com o mercado consolidando apostas de uma maior alta de juros na quarta-feira, o que encareceria o custo de se manter dólares em carteira
O dólar à vista fechou em alta de 0,48%, a 5,1903 reais na venda. Mesmo com o dólar longe das máximas, o real ainda figurou entre as divisas de pior desempenho no dia, junto com lira turca, peso chileno e peso colombiano –essas últimas duas correlacionadas às matérias-primas, assim como o real. As commodities recuavam 0,2% nesta sessão, para perto de mínimas em quase duas semanas.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta
O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, apoiado particularmente no avanço de mais de 3% das ações da Vale, que ajudou a reverter perdas de parte da sessão, quando prevaleceram os receios sobre a cena fiscal brasileira
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,87%, a 123.576,56 pontos. O volume financeiro no pregão somou 32,2 bilhões de reais. Planos do governo de parcelar o pagamento de precatórios – valores devidos pelo governo por derrotas definitivas na Justiça – de olho em um aumento no Bolsa Família trouxeram desconforto, com muitos enxergando a ação como populismo fiscal. Ao mesmo tempo que um valor maior do Bolsa Família traz dúvidas sobre os efeitos no teto de gastos do governo, o parcelamento de parte dos precatórios desencadeou receios sobre um calote disfarçado, o que o governo nega. “O cenário político e questões fiscais ainda preocupam”, afirmou o analista da Aware Investments Aldo Filho.
REUTERS
Produção industrial no Brasil fica estagnada em junho, diz IBGE
A indústria brasileira ficou estagnada em junho diante ainda dos efeitos da pandemia sobre o processo de produção e na economia, permanecendo no patamar pré-crise, mas fechando o segundo trimestre com fortes perdas
Em maio, a produção industrial havia subido 1,4%, depois de queda de 1,5% em abril, encerrando o segundo trimestre com queda de 2,5% sobre os três meses anteriores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre, a indústria havia registrado perda de 0,4% sobre o final de 2020. Em relação a junho de 2020, foi registrado avanço de 12,0% na produção. Os resultados ficaram em linha com as expectativas em pesquisa da Reuters de estabilidade no mês e avanço de 11,8% na base anual. “A história de 2021 tem a ver com o recrudescimento da pandemia, com mais isolamento e restrições. Mesmo com vacinação e flexibilização, ainda há um desarranjo produtivo, desabastecimento de alguns insumos e ainda temos um mercado de trabalho com desemprego alto, uma renda disponível comprometida e inflação mais alta. Isso tudo afeta o desempenho da indústria”, explicou o Gerente da pesquisa, André Macedo. “Pelo lado da demanda, ou seja, observando a economia como um todo, há também uma taxa de desocupação alta, o que traz uma consequência para a massa de salários. São fatores que não são recentes, mas ajudam a explicar esse comportamento da produção industrial”, completou. Apesar da estabilidade, em junho três das quatro grandes categorias econômicas e a 14 das 26 atividades na pesquisa sofreram queda na produção. O principal impacto negativo no mês foi exercido por veículos automotores, reboques e carrocerias, com queda de -3,8%, voltando a recuar após resultados positivos em abril (1,6%) e maio (0,3%). Também pesou o recuo de 5,3% na produção de celulose, papel e produtos de papel, terceiro mês seguido de perdas. Já a produção de produtos alimentícios caiu 1,3% em junho sobre maio, possivelmente devido ao clima mais seco, segundo o IBGE.
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EMPRESAS
BRF confirma suspensão de compras chinesas de unidade de Lucas do Rio Verde/MT, mas ainda não foi notificada oficialmente
De acordo com Ministério da Agricultura, suspensão se deu devido a problemas de transporte nas cargas entre Brasil e China
Foi confirmada pela BRF na terça-feira (3) a suspensão por parte da China das importações de produtos de uma das plantas da companhia, registrada sob o SIF 3515. A unidade fica localizada em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, e abate aves e suínos. Segundo informações divulgadas pela BRF, a empresa teve ciência por meio do site da Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) a respeito da suspensão da unidade.
Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o embargo ocorreu em virtude de problemas ocasionados no transporte da carga até a China. “A empresa irá elaborar plano de ação para evitar que fatos como esses voltem a ocorrer e essa informação será encaminhada às autoridades chinesas com a agilidade necessária”, informou o Ministério. “A Companhia tomará as medidas cabíveis e trabalhará na reversão da situação com as autoridades chinesas e brasileiras. Cabe ressaltar que, até o momento, a BRF ainda não foi notificada oficialmente”, informou a empresa em nota oficial.
BRF
China volta a gerar apreensão entre exportadores de carnes
País asiático suspendeu unidade da BRF em Lucas do Rio Verde (MT) e alimentou dúvidas sobre novas habilitações de frigoríficos
Numa decisão que evidenciou a habilidade da China em explorar a ansiedade da indústria frigorífica brasileira para se fortalecer na negociação comercial, a Administração Geral de Alfândegas do país (GACC, na sigla em inglês) suspendeu na terça-feira a unidade da BRF de Lucas do Rio Verde (MT), que era autorizada a vender carnes suína e de frango. A unidade foi suspensa por um problema com a refrigeração de contêineres, que fez uma carga chegar à China já descongelada. Enquanto circulava a notícia sobre a suspensão da planta da BRF, um outro debate sobre o acesso dos frigoríficos brasileira à China crescia nos bastidores, gerando um “telefone sem fio” sobre possíveis restrições que poderiam ser aplicadas por Pequim, uma deixa para um clima de “salve-se quem puder” entre os mais desavisados da indústria. De acordo com um experiente empresário do Centro-Oeste, “mil versões sobre a China” apareceram nas últimas semanas. “O setor entra em alvoroço quando aparece alguém dizendo ter informações de dentro do Ministério da Agricultura. Todos enlouquecem”. De concreto, apenas a decisão da China de pedir aos frigoríficos brasileiros que estavam em processo de habilitação que atualizem o formulário, incluindo dados sobre protocolo de prevenção à covid-19. Nada muda para quem já está habilitado, disseram três fontes no segmento. Conforme duas fontes da indústria exportadora, 56 frigoríficos estavam em processo de habilitação. Antes da pandemia, oito deles já haviam sido inspecionados pelos técnicos chineses e tinham um plano de correções a cumprir. Agora, essas unidades terão de reenviar o plano, com as atualizações pedidas. O prazo para entrega dos formulários vai de 6 a 13 de agosto. Na visão de uma fonte do setor privado, não é exatamente um problema. Como os processos de habilitação de novos frigoríficos à China estavam parados — por causa da pandemia e pela menor necessidade do país, que já supre a demanda os habilitados —, a decisão do GACC de pedir a atualização do formulário pode ser um movimento chinês. As novas exigências soaram como “má vontade” da China em habilitar novas plantas brasileiras aos ouvidos de integrantes do Ministério da Agricultura. “Voltamos à estaca zero. Esse novo preenchimento é uma forma legal de atrasar o processo de habilitação de novas plantas”, afirmou um deles. A sensação nos corredores do ministério é que a questão é mais “profunda e política” do que técnica, e que o ambiente de negociações bilaterais está contaminado pelos problemas políticos entre Brasil e China. A abertura mais recente da China para produtos brasileiros foi para lácteos, em 2019. O cenário contrasta com a habilitação de centenas de plantas frigoríficas pela China nos Estados Unidos e em outros países. Para outra fonte oficial, no entanto, o Brasil não está em posição para habilitar novos frigoríficos, uma vez que tem acumulado recordes de embarques, especialmente à China. Isso afasta o argumento de que há “prejuízo ao comércio” com a demora nas autorizações. A fonte também não acredita em perseguição com o Brasil. “A China não está aprovando novas plantas de forma geral, a não ser a grande habilitação de plantas americanas, baseada em negociação política”.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Exportações de carne suína podem superar marca de 1 milhão de toneladas em 2021
Desafio agora é aumentar a produção de suínos para atender a demanda dos mercados interno e externo; escassez de milho preocupa
O bom desempenho das exportações de carne suína do Brasil pode trazer resultados inédito para o setor em 2021. No acumulado do ano até julho, as exportações de carne suína do somam 593 mil toneladas, contra 900 mil toneladas embarcadas durante todo o ano passado. A receita também acompanha o bom ritmo dos volumes, e totaliza US$ 1,50 bilhão, ante US$ 2,10 bilhões em 2020. Com base nos resultados de agosto a dezembro do ano passado e fazendo projeção, o Brasil tem condições de bater recorde e chegar a 1 milhão de toneladas. No acumulado do ano até julho, as exportações de carne bovina atingiram a marca de 950 mil toneladas, com receita de US$ 4,41 bilhões. O volume das vendas em 2021 está proporcionalmente menor. Por outro lado, o faturamento é positivo. Nesse caso o Brasil não deve superar a marca de 1,72 milhão de toneladas do ano passado, mas a receita cambial pode quebrar a marca de US$ 7,44 bilhões nas receitas. Na carne de frango o Brasil está fazendo esforço para chegar ao volume de 3,94 milhões de toneladas de carne de frango embarcadas no ano passado. Até julho, as vendas do produto somam 2,39 milhões de toneladas, e podem bater a marca de 4 milhões de toneladas até o fim do ano.
CANAL RURAL
INTERNACIONAL
Tyson Foods exigirá vacinação a todos os seus funcionários
Prazo para trabalhadores se vacinarem contra a covid-19 é 1º de novembro
A americana Tyson Foods anunciou que exigirá que todos os seus funcionários de áreas administrativas recebam a vacina contra a covid-19 até 1º de outubro e que todos os outros trabalhadores sejam vacinados até 1º de novembro. Os prazos serão discutidos com os sindicatos locais. Segundo a Tyson, ela já gastou US$ 700 milhões em equipamentos de proteção, vacinações e outras medidas relacionadas à pandemia. Metade de seus funcionários já estão vacinados, afirma a empresa, que disse também ter recebido mais de 100 eventos de vacinação. A companhia americana de processamento de carne vai pagar US$ 200 aos trabalhadores, por até quatro horas de trabalho, caso eles sejam vacinados fora de seu turno ou em um local externo. Os valores também serão definidos nas discussões com os sindicatos.
Dow Jones Newswires
JBS USA negocia com sindicatos possível vacinação obrigatória contra Covid para funcionários
A JBS, segunda maior companhia de alimentos do mundo, informou na terça-feira que está em conversas com sindicatos de funcionários dos Estados Unidos para verificar a possibilidade de vacinação obrigatória contra Covid-19 para empregados. Após avanços no programa norte-americano de imunizações, o país passou a ser atingido pela variante Delta do coronavírus.
REUTERS
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