CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1547 DE 09 DE AGOSTO DE 2021

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Ano 7 | nº 1547 | 09 de agosto de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi: mercado segue acomodado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo negociada no mercado brasileiro seguiu com cotações acomodadas

Segundo o analista Fernando Iglesias, apesar de a demanda ter mostrado reação positiva, os preços altos da carne no atacado limitam maiores valorizações para a arroba. Além disso, as escalas de abate seguem confortáveis. Na B3, os contratos futuros do boi gordo apresentaram recuo em grande parte da curva, sendo que apenas o com prazo para dezembro teve alta. O vencimento para agosto passou de R$ 319,25 para R$ 318,05, do outubro foi de R$ 325,50 para R$ 325,40 e do novembro foi de R$ 329,35 para R$ 329,25 por arroba.

Safras & Mercado

Alta nos preços da vaca e novilha gordas em Redenção-PA

A menor oferta de animais destinados ao abate pressionou positivamente as cotações das fêmeas para abates na última sexta-feira (6/8/21) na região de Redenção, no Pará 

A arroba do boi gordo ficou estável na comparação diária. Já as cotações da vaca e novilha gordas aumentaram R$1,00/@ na comparação diária, estando negociadas em R$288,00/@ e R$293,00/@, respectivamente, preço bruto e a prazo, segundo levantamento da Scot Consultoria.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de carne bovina monitora China antes de novo ciclo de preços

Nos próximos 12 meses, com o aumento da oferta do produto no mercado interno, demanda chinesa deve ser ainda mais decisiva na evolução das cotações

Mais da metade da carne bovina que o Brasil exporta vai para a China. Por isso, o país asiático deve influenciar bastante os preços da pecuária brasileira em 2022, quando o segmento entra em um ciclo de um aumento de oferta. Consultorias divergem tanto sobre o ritmo de recuperação do rebanho de suínos chinês quanto sobre até qual patamar a arroba do boi gordo pode descer. Na previsão mais pessimista, em 12 meses, a cotação pode cair mais de 15% em relação aos recordes registrados em junho. Segundo o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a arroba estava a R$ 312,95 na sexta-feira, cotação em linha com as projeções da Agrifatto, Safras & Mercado e Scot Consultoria. Isso significa que os preços no país recuaram quase 3% desde 28 de junho deste ano, quando atingiram a máxima histórica de R$ 321,90, mas estão 37,6% acima do valor registrado no mesmo período do ano passado e 103% acima do patamar de 2019. Dois anos atrás, tanto as cotações do boi gordo quanto as do bezerro começaram sua trajetória de forte valorização. À época, além de a disponibilidade de animais de reposição estar bastante reduzida, a China havia entrado no mercado com um apetite voraz por proteínas que pudessem substituir a produção local de carne suína, reduzida após o país ser obrigado a abater praticamente metade de seu rebanho por causa de um surto de peste suína africana. De acordo com dados da Scot Consultoria, o preço do bezerro anelorado subiu 120% desde julho de 2019, saindo de R$ 1.320 para R$ 2.900. Nesse mesmo intervalo, a arroba do boi gordo mais do que dobrou, saindo de R$ 154 para os R$ 312 da última segunda-feira. Agora, ao mesmo tempo que o rebanho de suínos chinês está em franca recuperação e o país caminha para retomar, em 2022, os níveis de produção pré peste suína africana, a oferta brasileira de bezerros, garrotes e bois magros tende a aumentar, já que os pecuaristas começaram a reter fêmeas no fim de 2019, de olho no cenário favorável que se desenhava para os animais de reposição. Com isso, na visão do analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, as cotações podem chegar a valores entre R$ 270 e R$ 280 em São Paulo no auge da disponibilidade de gado criado a pasto, que acontecerá entre maio e junho. Em uma projeção um pouco mais comedida, Rodrigo Queiroz, da Scot Consultoria, projeta a arroba perto, mas ainda acima, de R$ 300. Lygia Pimentel, Diretora da Agrifatto, por sua vez, estima valores reais (ajustados pela inflação) no segundo semestre de 2022 entre 5% e 7% menores do que os atuais.

VALOR ECONÔMICO 

Ministério da Economia aumenta verba para Secretaria de Defesa Agropecuária

Crédito suplementar foi liberado depois de um remanejamento de recursos para a subvenção do seguro rural. A demanda só foi atendida parcialmente

O Ministério da Economia publicou portaria na sexta-feira, 6, em que remaneja recursos dos orçamentos dos órgãos do governo federal, entre eles do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa terá um acréscimo na verba de R$ 23,9 milhões. Os recursos serão utilizados nas áreas de modernização e fortalecimento da Defesa Agropecuária, vigilância e inspeção de operações de comércio exterior de mercadorias, bens e materiais de interesse agropecuário e no fortalecimento do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). A secretaria já vinha pedindo mais dinheiro para recompor o orçamento da área. No entanto, a demanda só foi atendida parcialmente, de acordo com uma fonte ligada à Defesa Agropecuária. Em contrapartida, por ser um ajuste, o Ministério da Economia retirou o dinheiro da subvenção do seguro rural. O remanejamento do dinheiro do seguro foi de aproximadamente R$ 24 milhões. O valor total do crédito suplementar rearranjado e liberado pela equipe de Paulo Guedes foi de R$ 550 milhões.

CANAL RURAL

Preços do boi se acomodaram no encerramento da semana

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na sexta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado de boi gordo encerra a semana apresentando acomodação em seus preços

“A estabilidade permanece dominante em grande parte do país, consequência da posição confortável das escalas de abate entre os frigoríficos, que atendem entre cinco e sete dias úteis em média”, afirma Iglesias. “Os frigoríficos de maior porte ainda contam com a incidência de contratos a termo além da utilização de confinamento próprio para desfrutar de uma posição ainda mais tranquila. Mesmo com escalas tão avançadas não é evidenciada pressão de queda, o mercado aparenta ter alcançado um ponto de equilíbrio”, acrescenta. A demanda de carne bovina se mostra positiva às vésperas do Dia dos Pais, algo já esperado, com alguma alta dos preços das carnes no atacado. “O grande problema ainda é o preço proibitivo da carne bovina no atacado, impossibilitando altas mais robustas da carne. Por outro lado, as exportações permanecem em bom nível, com a China absorvendo relevantes volumes de proteína animal brasileira”, assinalou o analista. “Ou seja, haverá avanços do consumo de carne bovina restante do ano, com destaque para o último trimestre. O problema é que a carne bovina permanece em patamar proibitivo, e a tendência é pela preferência pela carne de frango, proteína mais acessível”, completou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 317 na modalidade a prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 304, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, ante R$ 312,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 311 a arroba, estável. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,90 por quilo, inalterado. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,20 por quilo. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo, estável.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fechou em alta de 0,35%, a R$5,2343

O dólar subiu ante o real na sexta-feira e acumulou alta ao fim de uma semana marcada pela rápida escalada de tensões fiscais e políticas no Brasil

O cenário para o câmbio segue pressionado também por fortalecidas expectativas de que os EUA cortem oferta de dinheiro barato no mundo, o que pode gerar impacto em moedas emergentes como um todo. O dólar à vista fechou em alta de 0,35%, a 5,2343 reais, depois de oscilar entre 5,2763 reais (+1,15%) e 5,2056 reais (-0,21%). Na semana, a cotação valorizou-se 0,50%. Em 2021, o dólar já acumula alta de 0,82%.

REUTERS

Ibovespa assegura ganho em semana cheia de balanços e maior receio fiscal

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, assegurando uma performance positiva no acumulado da primeira semana de agosto, que foi marcada por resultado da Petrobras, mas também por aumento da tensão no ambiente político e do risco fiscal no Brasil

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,92%, para 122.753,83 pontos, acumulando um ganho de 0,78% na semana, de acordo com dados preliminares. O giro financeiro na sexta-feira somava 22,4 bilhões de reais.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

BRF anuncia aporte de R$171 mi no RS; integrados devem alocar R$181 mi

A BRF anunciou na sexta-feira investimentos de 171 milhões de reais na operação do Rio Grande do Sul, enquanto os produtores integrados da empresa no Estado também devem alocar um total de 181 milhões de reais em suas estruturas para aumentar a capacidade de alojamento e modernizar as instalações

Segundo comunicado, o aporte da BRF será direcionado para a modernização e ampliação das unidades produtivas em Marau, Serafina Corrêa e em Lajeado, além de uma nova fábrica de rações em Gaurama. A planta de rações de Arroio do Meio também contará com os investimentos, que serão realizados majoritariamente em 2021. “Vamos continuar crescendo no Rio Grande do Sul, onde nossos produtores integrados também movem fortemente a economia”, disse em nota o CEO da companhia, Lorival Luz. O investimento se soma a outros aportes anunciados neste ano para melhorias nas operações da empresa em demais Estados.

REUTERS 

Rabobank: Importações de carne suína pela China devem diminuir

O cenário de aumento no volume de carne suína produzida na China e fraca demanda, puxando os preços para baixo, deve fazer com que as importações da proteína pelo país caiam, diz Wagner Yanaguizawa, analista de mercado do setor de proteína animal do Rabobank

Para ele, neste primeiro semestre, em comparação com 2020, houve um aumento de 36% no volume de carne suína produzida na China. Entre os fatores citados estão o aumento no rebanho, a pressão nos abates, uma vez que a Peste Suína Africana (PSA) e novas variantes do vírus ainda circulam no país, e o abate de suínos mais pesados. “Alguns suinocultores chineses, em uma expectativa de que os preços subissem, seguraram os animais na granja, e como essa alta nos preços não aconteceu, estes suínos foram para abate com peso de 20% a 40% maior do que o normal, aumentando a oferta e pressionando ainda mais os preços da carne para baixo”, explicou. Yanaguizawa lembra ainda que a China está registrando novos picos de Covid-19, causados principalmente pela variante Delta, o que acaba ajudando a limitar o consumo. “Tudo vai depender da volatilidade do mercado, da demanda, da oferta de carne suína e dos preços. Hoje, o preço no mercado interno está mais atrativo do que o da carne importada, e o Governo chinês está até fazendo algumas compras pontuais de mercadoria local para tentar levantar os preços”, disse. Nas perspectivas do Rabobank, considerando um cenário de 2021 em que o Brasil siga exportando os mesmos volumes para os demais países e que haja uma queda de 20% nos embarques para a China, a exportação de carne suína brasileira deve crescer 2,5% em relação a 2020. No ano passado, o Brasil exportou mais de um milhão de toneladas da proteína, de forma geral, batendo recordes. “Se a China diminuir em 10% as compras, o Brasil ainda encerra este ano com ampliação de 5,3% nas exportações de carne suína”, explica Yanaguizawa. Apesar da boa perspectiva para este ano, o analista pontua que há um sinal de alerta para a suinocultura brasileira, que deve começar a pensar em controlar a produção, uma vez que em 2022 a China deve seguir com os planos de recuperação do seu plantel suíno.

RABOBANK 

Exportações de carne suína alcançaram 102,7 mil em julho

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) as exportações brasileiras de carne suína (considerando in natura e processados) alcançaram 102,7 mil toneladas em julho, volume que supera em 2,2% o desempenho registrado no mesmo mês de 2020, com 100,4 mil toneladas

Em receita, o resultado das exportações totalizou US$ 246,4 milhões, resultado 21,3% superior ao alcançado em 2020, com US$ 203,1 milhões. No acumulado entre janeiro e julho, as exportações de carne suína alcançaram 665,4 mil toneladas, volume 14,76% maior do que o registrado no mesmo período de 2020, com 579,8 mil toneladas.   Com isto, o resultado das vendas acumuladas no período chegou a US$ 1,596 bilhões, número 24,8% maior que o realizado no mesmo período do ano passado, com US$ 1,279 bilhões. Entre os principais destinos das exportações, a China importou 348,4 mil toneladas nos sete primeiros meses de 2021, número 23,5% acima do embarcado em 2020 no mesmo período.  Outro destaque é o Chile, com importações de 37,7 mil toneladas (+80,3% no mesmo período), além do Uruguai, com 25 mil toneladas (+8,6%), Angola, com 18,2 mil toneladas (+4%), Argentina, com 16,2 mil toneladas (+85,2%) e Filipinas, com 13,5 mil toneladas (+197%).

ABPA

Frango/Cepea: Volume exportado é o maior em três anos; receita em Real é recorde

Os embarques de carne de frango, que já vinham registrando volumes elevados nos últimos meses, atingiram em julho a maior quantidade desde o mesmo mês de 2018 

Segundo dados da Secex compilados pelo Cepea, 424,4 mil toneladas de carne de frango, dentre produtos in natura e processados, foram exportadas em julho, volume 6,8% acima do escoado no mês anterior e ainda 16,4% acima do de julho de 2020. Em termos financeiros, além do forte incremento no volume, o preço médio e o câmbio elevado favoreceram o aumento na receita obtida em Reais, que atingiu recorde. O produto exportado teve média de US$ 1,74/kg em julho, aumento de 6,4% frente a junho e ainda 27,5% superior ao de julho de 2020, de acordo com dados da Secex. Dessa forma, R$ 3,82 bilhões foram gerados com os embarques, montante recorde, 16,7% maior que o obtido em junho e 45,1% acima do de julho/20. Esse movimento somado às boas vendas domésticas elevaram a liquidez da proteína no mercado interno e impulsionaram as cotações da carne nas praças acompanhadas.

Cepea

INTERNACIONAL

China visa rebanho de matrizes em cerca de 43 milhões de cabeças até 2025

A China pretende manter seu rebanho de matrizes reprodutoras em cerca de 43 milhões de cabeças durante o período até 2025, disse o governo na sexta-feira, uma vez que pretende colocar a produção de rebanho em uma base firme, já que os animais foram dizimados pela Peste Suína Africana (PSA)

O estoque mínimo de porcas não será inferior a 40 milhões de cabeças no período de 2021 a 2025, o Ministério da Agricultura e outros ministérios disseram em um comunicado conjunto. Os esforços visam “melhorar a recuperação do rebanho de suínos, prevenir grande volatilidade da capacidade de produção e promover o desenvolvimento saudável e sustentável da indústria de suínos vivos”, disseram eles. No mês passado, um funcionário do governo disse que o rebanho de porcos da China chegava a 439 milhões de cabeças no final de junho, um aumento de 99,4% em relação ao nível do final de 2017, enquanto o rebanho de porcas de 45,64 milhões cresceu 102% em relação ao mesmo período. A China aconselhará os criadores de suínos a reabastecer as porcas ou se livrar das menos produtivas quando o rebanho mensal de porcas mudar mais de 5% em relação ao ano anterior, mostra o documento de sexta-feira. A China também pediu às autoridades locais que registrem fazendas de suínos com mais de 500 animais, monitorando a produção e a operação. Os governos provinciais estabelecerão uma meta para o rebanho de porcas e fazendas maiores, mostrou o comunicado. As administrações provinciais podem oferecer subsídios pontuais para fazendas maiores se o rebanho mensal de porcas cair mais de um décimo em relação ao ano anterior ou a criação de suínos vivos acumular perdas por mais de três meses consecutivos, disse o relatório.

REUTERS 

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