
Ano 4 | nº 836 | 13 de setembro de 2018
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Exportação de carne bate recorde em agosto, diz Abrafrigo
Desempenho representa aumento de 19% nas exportações se comparado ao mesmo período do ano passado
A exportação total de carne bovina (in natura e processada) alcançou 173.826 toneladas em agosto, estabelecendo um novo recorde mensal no setor, e representou um crescimento de 19% sobre agosto de 2017, quando as exportações foram de 145.550 toneladas. A receita cambial no mês passado aumentou 16%, passando de US$ 605,3 milhões em agosto de 2017 para US$ 699,8 milhões em igual mês de 2018. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio da Secex/Decex. Segundo a Abrafrigo, o total exportado já supera 1 milhão de toneladas nos oito primeiros meses de 2018: até agosto de 2017, haviam sido exportadas 929.284 toneladas e, neste ano, foram embarcadas 1.014.841 toneladas, num aumento de 9%. A receita correspondente é de US$ 3,77 bilhões em 2017 e, neste ano, já alcança US$ 4,2 bilhões, um crescimento de 12%. A associação prevê que até o fim do ano o País atingirá a meta de crescer 10%, ultrapassando 1,5 milhão de toneladas de carne bovina exportada. A China continua comandando o crescimento das exportações brasileiras. Pela Cidade Estado de Hong Kong foram movimentadas 249.808 toneladas nos oito primeiros meses do ano, num crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2017, enquanto pelo continente a movimentação somou 191.118 toneladas, num aumento de 49% em relação ao ano passado. O Egito também vem ampliando suas importações (+25%), com 104.180 toneladas; Chile (+92%), com 75.062 toneladas e quase todos os países integrantes da União Europeia. A Abrafrigo destaca, ainda, a participação do Uruguai que, em 2017, até agosto, tinha importado apenas 2 mil toneladas da carne bovina brasileira e neste ano comprou 35.834 toneladas, se encontrando na sexta posição entre os maiores clientes do País. Além da Rússia, que não faz negócios envolvendo carne bovina brasileira desde dezembro de 2017, as maiores quedas nas importações entre os grandes clientes do Brasil foram: Estados Unidos (-30%); Irã (-25%) e Arábia Saudita (-23%). No total, até agosto, 95 países ampliaram as aquisições e outros 55 reduziram as compras de carne bovina brasileira.
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NOTÍCIAS
Arroba sobe em 70% das praças pecuárias
No fechamento do mercado do boi gordo da última quarta-feira (12/9), das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria a arroba subiu em 22
As valorizações atingiram todas as praças de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás. Em Mato Grosso somente a região Norte permaneceu com preços estáveis. Na região Norte do país, o cenário foi o mesmo, o boi gordo subiu em todas as regiões levantadas de Rondônia, Pará e Tocantins. Em São Paulo, a referência para o boi gordo a prazo bateu nos R$150,00/@, livre de Funrural. A alta foi de R$1,50 por arroba na comparação diária. Frente ao início do mês, as cotações do boi gordo subiram 2,0% no estado. Não está fácil encontrar bovinos para abate. Há frigoríficos pulando dias de abate ou abatendo menos.
SCOT CONSULTORIA
Funrural: fique por dentro dos novos capítulos dessa ‘novela’
A Receita Federal está negativando o CPF de produtores que aderiram ao Refis e STF publica decisão final dos embargos de declaração
A Receita Federal está negativando o CPF de produtores que aderiram ao Refis do funrural. Com isso, eles enfrentam problemas para acessar financiamentos para a safra e agora não sabem como pagar a dívida. O setor vai buscar uma resposta para o caso em Brasília, mas a orientação de advogados é recorrer o mais rapidamente possível. A Receita também se pronunciou sobre as negativações, orientando que os produtores busquem postos de atendimento físico da própria entidade para checar a situação. A procura deve ser feita até o dia 30 de outubro. Outro desenrolar do Funrural ocorreu na quarta-feira, dia 12. O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou a decisão final (o chamado “acórdão”) dos recursos conhecidos como embargos de declaração.
CANAL RURAL
Operação Trapaça
A Polícia Federal terá mais 20 dias para concluir o relatório final sobre as investigações no âmbito da Operação Trapaça, desdobramento da Carne Fraca, que apura um suposto esquema de fraudes em análises para a detecção de salmonela em carregamentos de frango destinados à exportação envolvendo a BRF e laboratórios
A procuradora federal Lyana Helena Joppert Lalluff, de Ponta Grossa (PR), onde estão concentradas as investigações acerca da Trapaça, disse ao Valor que somente depois desse relatório é que o Ministério Público Federal decidirá se vai oferecer ou não denúncia contra a BRF e os três laboratórios da empresa Meriéux NutriSciences Brasil. A partir dos resultados das investigações da Polícia Federal, Lyana Lalluff não descarta que seja firmado um acordo de leniência pela BRF como alternativa dentro do processo legal.
VALOR ECONÔMICO
MP prevê volta de horas-extras de fiscais
Com o Brasil ainda vulnerável a uma nova crise que prejudique mais a credibilidade do sistema de inspeção sanitária e as exportações de carnes do país, o governo deverá editar nos próximos meses uma Medida Provisória para tentar blindar o segmento de novas barreiras comerciais
As mudanças previstas não são mais tão amplas como o Ministério da Agricultura sinalizou depois da Operação Carne Fraca. Mas um dos problemas identificados posteriormente, envolvendo a remuneração dos fiscais, tende a ser minimizado. Para evitar os “mensalinhos” pagos por frigoríficos a fiscais para compensar a proibição de pagamento de horas-extras definida pelo governo na década de 1990, a MP determina a volta oficial da complementação para quem extrapolar a carga de 40 horas semanais. Segundo o texto da MP, ao qual o Valor teve acesso, o Ministério da Agricultura pagará, com orçamento próprio, R$ 280 para cada fiscal que fizer quatro horas adicionais (44 horas semanais no total) e R$ 600 ao que trabalhar oito horas a mais (48 horas semanais), o máximo permitido. Atualmente, o salário dos auditores varia de R$ 14.584,71 a R$ 20.346,24, conforme dados do Ministério do Planejamento. O pagamento só será feito aos auditores que atuam em indústrias de alimentos de origem animal, como os frigoríficos. Com receio de que a lista de fiscais que recebiam “mensalinhos” da JBS seja revelada, o Ministério da Agricultura decidiu atacar com a MP o problema emergencial da falta de fiscais. O Valor apurou que o governo acredita que a lista de Wesley, entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) no início deste ano — e já nas mãos do Ministério Público —, poderá desencadear uma avalanche de embargos comerciais às carnes brasileiras. Se para o curto prazo a MP buscará resolver o problema das horas-extras, no médio tentará efetivamente fortalecer a fiscalização. Nesse horizonte, o texto prevê a cobrança de duas taxas — uma de fiscalização, a ser cobrada anualmente, e outra sobre serviços –– e uma contribuição sobre a produção que seriam voltados para abastecer o Fundo de Desenvolvimento da Defesa Agropecuária. Com os recursos obtidos das companhias fiscalizadas, o fundo financiará a contratação de empresas responsáveis por fornecer médicos veterinários da iniciativa privada para exercer a função de auxiliares de inspeção. A terceirização não valeria para atividades como abate de animais ou o fechamento de estabelecimentos irregulares, que continuariam sob a responsabilidade dos fiscais.
VALOR ECONÔMICO
Abate de bovinos e suínos subiu no 2º trimestre, mas o de frango caiu
Os dados estão na Pesquisa Trimestral de Abate do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem. Conforme o IBGE, foram abatidos no país 7,72 milhões de cabeças de bovinos neste período, o que configura uma alta de 4% na comparação com o mesmo trimestre de 2017, mas leve queda da 0,2% na comparação com o primeiro trimestre deste ano
O avanço do abate em relação a 2017 ainda é influenciado pela base de comparação fraca, quando os frigoríficos sentiram o impacto negativo da Operação “Carne Fraca”, da Polícia Federal. Houve um incremento de bovinos abatidos em 15 das 27 unidades da federação. Mato Grosso ainda lidera o abate de bovinos, com 15,1% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (10,5%) e Goiás (10,4%). No caso dos suínos, foram abatidas 10,82 milhões de cabeças no país no segundo trimestre, crescimento de 1,9% frente ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre, a alta foi de 1%. O IBGE destacou que o desempenho anunciado hoje para suínos é o melhor resultado para segundos trimestres desde que a pesquisa se iniciou em 1997. Isso foi possível graças ao volume de carne abatida em junho, recorde para o mês, recuperando atividade de maio, que teve o pior desempenho desde 2013 na esteira da paralisação nas rodovias. Na contramão, os abates de frangos atingiram 1,38 bilhão de aves no segundo trimestre, com queda de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, e 6,9% menor ante primeiro trimestre de 2018. O abate de 57,35 milhões de aves a menos no segundo trimestre refletiu reduções em 14 das 24 unidades da federação que participaram da pesquisa. Os destaques negativos ocorreram nos estados de Santa Catarina (-27,54 milhões de cabeças), Paraná (-23,74 milhões de cabeças), Goiás (-4,39 milhões de cabeças), Mato Grosso (-3,18 milhões de cabeças), Minas Gerais (-1,96 milhões de cabeças), Mato Grosso do Sul (-1,96 milhões de cabeças) e Distrito Federal (-658,26 mil cabeças).
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar tem leve baixa ante real com correção e cena eleitoral
O dólar fechou quarta-feira com leve baixa ante o real, sob influência do mercado externo e com algum movimento de correção após nova pesquisa de intenções de votos mostrar que candidatos mais à esquerda não ganharam tanta tração na corrida à Presidência
O dólar recuou 0,21 por cento, a 4,1455 reais na venda, depois de saltar 1,48 por cento na véspera. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,10 por cento no final da tarde. Na mínima do dia, a moeda norte-americana foi a 4,1107 reais e, na máxima, marcou 4,1538 reais. No final da tarde, a queda do dólar perdeu força após notícia no site Poder 360 de que o candidato ao Senado Luiz Carlos Heinze (PP-RS) declarou apoio a Bolsonaro, o que pode significar um racha na base eleitoral da vice de Geraldo Alckmin (PSDB), a senadora Ana Amélia. No mercado externo, o dólar recuava ante uma cesta de moedas e também ante moedas de países emergentes, como o peso chileno, com os investidores de olho na guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros, principalmente a China. O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 3,815 bilhões de dólares do total de 9,801 bilhões de dólares que vencem em outubro.
REUTERS
Bovespa fecha em alta em movimento de ajuste
O principal índice acionário da B3 fechou em alta na quarta-feira, em movimento de ajuste após as perdas da véspera, enquanto a corrida eleitoral seguiu ditando volatilidade aos negócios, em sessão marcada ainda por vencimento de opções sobre o índice
O Ibovespa fechou em alta de 0,63 por cento, a 75.124,81 pontos. O giro financeiro somou 11,3 bilhões de reais. Apesar ter fechado em alta, o pregão não teve uma tendência única, com o índice oscilando entre queda de 0,21 por cento na mínima da sessão e alta de 1,37 por cento na máxima. “O curto prazo virou horas e a percepção do investidor tem mudado muito rapidamente à mercê das pesquisas, da cena eleitoral”, disse o sócio analista da Eleven Financial, Raphael Figueredo. Com as pesquisas ainda mostrando um cenário bastante incerto para as eleições, profissionais de renda variável esperam a continuidade da volatilidade nas próximas sessões.
REUTERS
EMPRESAS
MPF-PR busca acordo de leniência com BRF dentro da operação Trapaça
O Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR) quer discutir um acordo de leniência com a BRF e laboratórios investigados por alegadas irregularidades em controles sanitários dentro da operação Trapaça, da Polícia Federal, disse à Reuters a procuradora Lyana Helena Joppert Kalluf
Segundo ela, os procuradores encontraram “graves irregularidades” e exigiriam uma reestruturação corporativa das empresas como condição para fazer qualquer acordo. Dados colhidos em buscas policiais em três laboratórios da Mérieux NutriSciences Brasil usados pela BRF tiveram “sistematicamente” um alto índice de falsos positivos para testes relacionados ao patógeno salmonela, segundo documentos dos autos vistos pela Reuters. Tal incidência de falsos positivos seria incompatível com os requisitos de validação do método de análise e, segundo especialistas do Ministério da Agricultura que auxiliam nas investigações, “tais resultados seriam inaceitáveis tecnicamente,” segundo o laudo dos autos. O Ministério não comentou o assunto. A BRF disse por telefone que não poderia se pronunciar sobre qualquer eventual negociação de leniência. Em um comunicado anterior, a empresa disse que estava cooperando com a investigação e que atua totalmente dentro das normas brasileiras e internacionais. A Mérieux, controlada pela francesa Institut Mérieux, também dona da empresa de diagnósticos Biomérieux, disse que com base nos “sistemas internos de rastreabilidade que compilam muitos anos de atividades de testes, não há evidências que suportem declaração de alta incidência de falsos positivos em testes de Salmonella” nos laboratórios de alimentos no Brasil.
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JBS conclui pagamento antecipado de R$2 bi para bancos no Brasil
A JBS concluiu o pagamento antecipado de parcelas de 2 bilhões de reais de dívidas com bancos brasileiros que venceriam em 2019 e 2020, de acordo com fato relevante divulgado nesta quarta-feira
O pagamento faz parte do Acordo de Normalização que a gigante de carnes fechou com instituições financeiras. “Essa antecipação reflete a estratégia da companhia em reduzir seu endividamento e melhorar o perfil de sua dívida”, disse a empresa sem nomear os bancos envolvidos. Em meados do ano passado, a JBS fechou acordos com vários bancos para estabilizar por 12 meses cerca de 20,5 bilhões de reais em dívidas.
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Para reduzir dívida, Minerva aceita Salic como maior sócia
Com patrimônio líquido negativo em R$ 1,07 bilhão desde junho, a Minerva Foods admite que precisa reequilibrar sua estrutura de capital e, por isso, optou por levantar recursos com a emissão de novas ações. A operação, que pode obter até R$ 1,06 bilhão, conta com a segurança do interesse do fundo saudita Saudi Agricultura and Livestock Investment (Salic), que deve se transformar no maior acionista do negócio
O aumento de capital será privado, ou seja, só quem já é acionista poderá comprar os novos papéis. Sócia da família fundadora Vilela de Queiroz desde o fim de 2015, a gestora árabe terá oportunidade de elevar sua participação dos atuais 21,4% para 33,3% de imediato, podendo chegar ao limite de 42% em até de três anos, com essa operação. A holding familiar VDQ, por sua vez, não pretende, num primeiro momento, ampliar sua fatia para além dos atuais 28,2%. Uma emissão privada de ações abre espaço para movimento na base de sócios porque quando há sobras de papéis – pela falta de interesse de todos os acionistas – os demais podem comprar o excedente. Caso nenhum acionista minoritário participe do aumento de capital, a VDQ vai subscrever para manter sua participação e a Salic para ampliar até 33,3%. Nesse cenário, a companhia conseguiria obter quase R$ 700 milhões para engordar seu caixa. A negociação com o fundo saudita por mais recursos envolveu a renovação do acordo de acionistas por cinco anos e a proibição que a gestora venda ações nesse período. Os Vilela de Queiroz têm cinco dos dez assentos do conselho de administração, incluindo o de presidente. Em entrevista ao Valor, o Diretor Financeiro Edison Ticle explicou que nenhum dos sócios – VDQ e Salic – aumentará suas fatias se os investidores minoritários tiverem interesse em acompanhar a emissão, pagando R$ 6,42 para cada nova ação. Ontem, na bolsa, o papel fechou com queda de 7,80%, para R$ 5,32. Além do aumento de capital de R$ 1,06 bilhão, a Minerva espera levantar até R$ 1,5 bilhão adicional com uma oferta inicial (IPO, na sigla em inglês) no Chile das operações internacionais – programado para ocorrer até abril de 2019. Segundo Ticle, juntas, as operações podem reduzir para menos da metade a alavancagem atual, resultado de diversas aquisições nos últimos anos. A Minerva fechou junho com R$ 11 bilhões em dívidas, para R$ 4 bilhões de caixa.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Reação nos preços do frango
No atacado, a carcaça de frango está cotada em R$4,35/kg, uma alta de 16,0% em sete dias
A casa dos R$4,00 só foi atingida este ano no período de desabastecimento do mercado decorrente da paralisação dos caminhoneiros (entre os dias 28 de maio e 13 de junho).
Devido ao incremento dos preços no atacado, os preços na granja ganharam fôlego e saíram da estabilidade que perdurou por 51 dias. O frango vivo teve alta de 6,7% na semana, sendo comercializado, em média, por R$3,10/kg, com mercado firme. A demanda maior, com o início de mês, deu sustentação às cotações. A expectativa é de mercado firme em curto prazo.
SCOT CONSULTORIA
INTERNACIONAL
Autoridades dos EUA convidam China para novas negociações comerciais, dizem fontes
A administração Trump buscou a China para uma nova rodada de negociações comerciais enquanto se prepara para aplicar tarifas punitivas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses, disseram duas pessoas familiarizadas com o assunto na quarta-feira
Autoridades lideradas pelo Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, enviaram recentemente um convite às suas contrapartes chineses, incluindo o Vice-Premiê Liu He, para realização de um novo encontro bilateral sobre comércio. A data e o local da reunião proposta não estavam claros, disseram as fontes. Representantes de segundo escalão dos EUA e da China se reuniram dias 22 e 23 de agosto, sem chegarem a um acordo. Um porta-voz do Departamento do Tesouro não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários. O convite foi inicialmente divulgado pelo Wall Street Journal. Um encontro entre funcionários de alto nível poderia reduzir preocupações do mercado sobre a escalada de guerra tarifária que ameaça envolver todo o comércio entre as duas maiores economias do mundo e elevar custos para empresas e consumidores. Até o momento, os Estados Unidos e a China impuseram tarifas a 50 bilhões de dólares em produtos um do outro em uma disputa sobre as demandas dos EUA para que a China promova grandes mudanças de política econômica, incluindo o fim das políticas de joint venture e transferência de tecnologia, reduzindo os programas de subsídio à indústria e protegendo melhor a propriedade intelectual americana. Na semana passada, o Presidente Donald Trump disse que além de preparar tarifas sobre outros 200 bilhões de dólares em produtos chineses, ele tinha tarifas sobre outros 267 bilhões de dólares em produtos prontas para aplicação em curto espaço de tempo, “se eu quiser”. Grupos empresariais dos Estados Unidos vêm elevando sua luta contra as tarifas de Trump, com mais de 60 grupos setoriais lançando uma coalizão para pressionar politicamente a administração Trump a buscar alternativas às tarifas.
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Austrália registra crescimento de exportações de carne e animais
As exportações australianas de carnes vermelhas e miúdos atingiram A$ 13,78 bilhões (US$ 9,79 bilhões), um aumento de 13% com relação ao ano anterior no ano terminado em junho de 2018, segundo as últimas estatísticas da Meat & Livestock Australia (MLA)
O MLA disse que isso foi sustentado principalmente por um aumento nos abates de gado e preços mais altos por causa do rebanho menor. O valor das exportações de carne bovina não superou os anos de seca de 2014 a 2016, mas foi o terceiro maior ano financeiro registrado em A $ 7,96 bilhões (US$ 5,65 bilhões). O Japão, os EUA, a Coreia do Sul e a China continuaram a “sustentar” o valor das exportações de carne bovina, com os quatro maiores mercados respondendo por 75% do valor das exportações. As exportações de gado vivo permaneceram concentradas no sudeste da Ásia. O MLA também revelou que, na Austrália, as difíceis condições de seca levaram ao aumento do abate de gado bovino em julho, bem como um declínio no peso de carcaças. O abate nacional de gado no mês totalizou pouco mais de 712.000 cabeças, elevando o total acumulado no ano para 4,5 milhões de cabeças, um aumento de 21% em relação ao ano anterior. A produção de carne bovina em julho totalizou mais de 203.000 toneladas de peso de carcaça, elevando o total acumulado no ano para 1,3 milhão de toneladas – 8% acima dos níveis de 2017.
Meat & Livestock Australia (MLA)
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