
Ano 4 | nº 835 | 12 de setembro de 2018
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo continua em alta
A oferta restrita de boiadas pressionou para cima os preços da arroba do boi gordo em dez praças pecuárias
Em Mato Grosso, as regiões de Cuiabá e Sudoeste tiveram valorizações médias de 0,6%, no fechamento de hoje. Foram registradas algumas indústrias com escalas de abate atendendo apenas um dia de programação, o que forçou os compradores a ofertarem preços acima da referência no estado. Em Marabá-PA, a somatória de maior demanda no início do mês, exportações em bons volumes e oferta restrita de boiadas confinadas, colaborou para a redução dos estoques dos frigoríficos e as cotações da arroba do boi gordo estão em alta. No fechamento de hoje o ajuste positivo para a arroba foi de 1,1% frente ao levantamento de ontem (10/9). Em São Paulo, estabilidade nas referências. A arroba do boi gordo está cotada em R$148,50, a prazo, livre de Funrural, e as escalas de abate giram em torno de cinco dias. A maior demanda pela carne nesse início do mês e a oferta restrita estão garantindo firmeza ao mercado atacadista. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,91/kg, alta de 3,6% desde o início do mês.
Scot Consultoria
Volume de bovinos vivos exportados aumentou em agosto
Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), foram exportadas 61,94 mil cabeças de bovinos vivos em agosto, com um faturamento total de US$45,40 milhões.
O volume total exportado foi 21,5% maior que julho último, e 13,2% maior na comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar da crise interna, a Turquia, continua sendo a principal compradora, importando 54,2 mil cabeças neste mês, 35,21% a mais na comparação mensal. Outros compradores em agosto foram o Iraque, Líbano e Hong Kong, respectivamente.
Scot Consultoria
Segurança na fronteira com a Venezuela: ação conjunta visa erradicar aftosa no país vizinho
Autoridades sanitárias do Brasil e da Venezuela vão elaborar conjuntamente um plano de atualização de registro de propriedades, produtores e rebanhos, e vacinar contra febre aftosa todos bovinos e bubalinos nos municípios venezuelanos Gran Sabana e Sifontes, e no brasileiro de Pacaraima (RR), a partir de 1º de outubro
Conforme o acordo assinado por Guilherme Marques, Diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e por Wilmer Guerra, diretor de Saúde Animal Integral da Venezuela, nos demais municípios do estado de Bolívar, que faz fronteira com Roraima, a vacinação ocorrerá de acordo com compromissos do país alinhados com Plano Hemisférico para Febre Aftosa (Phefa). A última ocorrência de aftosa no rebanho venezuelano foi registrada em 2013. O setor privado brasileiro repassará gratuitamente o quantitativo de vacinas contra a doença. A atuação conjunta que visa à erradicação da febre aftosa na Venezuela está prevista na Resolução nº 1 da Comissão Sul-Americana da Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), de abril deste ano, que reconheceu a “necessidade premente dos 13 países membros apoiarem a Venezuela”, sob a coordenação do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa). Marques disse em nota que “a estratégia do Panaftosa para a Venezuela é a de atuar em todo o país, vacinar e imunizar o rebanho inteiro e, assim, erradicar a febre aftosa do continente americano”.
CARNETEC
ECONOMIA
Ibovespa fecha em queda de mais de 2% com apreensão eleitoral
O Ibovespa fechou em queda de mais de 2 por cento nesta terça-feira, abaixo dos 75 mil pontos, afetado por apreensões ligadas ao cenário eleitoral no país, com as ações de bancos e da Petrobras entre as maiores pressões negativas e dados mostrando nova saída de estrangeiros no mês
O principal índice de ações da B3 caiu 2,33 por cento, a 74.656,51 pontos. O giro financeiro somou 9,2 bilhões de reais. O tom negativo foi ditado por pesquisa Datafolha, na véspera, que mostrou o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, com folga na liderança e quatro candidatos embolados na disputa pelo segundo lugar – Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin e Fernando Haddad (PT). Mas o levantamento também apontou que Bolsonaro continua tendo a maior rejeição entre os candidatos. Para o gestor Joaquim Kokudai, sócio na JPP Capital, a queda das ações reflete o temor no mercado quanto à possibilidade de um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad ou Ciro, com chance de o candidato do PSL perder em razão da elevada rejeição. Para um gestor de outra administradora de recursos, no Rio de Janeiro, a pesquisa mostra “fotografia” de indefinição quanto ao segundo lugar nas pesquisas, mas sugere que Haddad continua mostrando a melhor capacidade de angariar apoio na reta final. Dados disponibilizados pela B3 mostraram saída líquida de estrangeiros do segmento Bovespa de 508 milhões de reais em setembro até dia 6. No ano, as saídas superam as entradas em quase 3,5 bilhões de reais.
REUTERS
IPC-Fipe registra alta de 0,40% na 1ª quadrissemana de setembro
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo registrou alta de 0,40 por cento na primeira quadrissemana de setembro, depois de ter encerrado agosto com avanço de 0,41 por cento, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira.
O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos
REUTERS
Dólar fecha em alta e renova maior valor do ano, cotado a R$ 4,15
Cotação avançou 1,47%, a R$ 4,1539 para venda; mais cedo, moeda dos EUA chegou a avançar a R$ 4,17
A moeda norte-americana subiu 1,47%, negociada a R$ 4,1539 na venda, renovando o maior valor do ano e aproximando-se da máxima histórica. Na máxima do dia, o dólar alcançou R$ 4,1785. Na mínima, R$ 4,1334. A moeda havia batido o maior valor de fechamento do ano no dia 4 de setembro, quando foi cotado a R$ 4,1520. A máxima histórica de fechamento foi em 21 de janeiro de 2016, a R$ 4,1631. Já no intradia, as máximas históricas foram em 24 de setembro de 2015, a R$ 4,2484, e em 21 de janeiro de 2016, a R$ 4,1723. O mercado avaliou os resultados da pesquisa Datafolha enquanto aguardava outros levantamentos para ajustar suas posições, entre eles o do Ibope, esperado para a noite de terça-feira. Os investidores também monitoraram o cenário externo, onde permanecem as preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que está pronto para impor tarifas sobre praticamente todas as importações chinesas. Na véspera, o dólar caiu 0,07%, a terceira queda seguida, fechando a sessão a R$ 4,0936 na venda. No ano, no entanto, o avanço é de mais de 26%, segundo o ValorPro. No mês, é de cerca de 3%. A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em R$ 3,80, segundo último boletim Focus do Banco Central. Para o fechamento de 2019, permaneceu inalterada em R$ 3,70 por dólar.
G1
EMPRESAS
Conselho da Minerva aprova aumento de capital de até R$1,059 bi
A empresa de carnes Minerva informou que seu conselho de administração aprovou nesta terça-feira um aumento do capital de até 1,059 bilhão de reais. A proposta prevê a subscrição de até 165 mil ações com preço de 6,42 reais cada. Além disso, os acionistas que participarem da operação receberão bônus que lhes darão o direito de subscrever uma ação adicional. A proposta será submetida à aprovação de acionistas em assembleia geral extraordinária, afirmou a Minerva por meio de fato relevante.
REUTERS
JBS Biodiesel prevê aumento de 30% nas vendas em 2018
A JBS Biodiesel, unidade de biocombustível da gigante global de carnes JBS, prevê elevar em 30 por cento as vendas de biodiesel em 2018, após investimentos para ampliar a capacidade de reaproveitamento de óleo de fritura e de resíduos da cadeia produtiva, como sebo bovino, suíno e de aves
A previsão foi feita depois de a companhia negociar 47 milhões de litros do biocombustível em leilão bimestral realizado no último dia 21 de agosto pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com o volume negociado em agosto, a empresa já vendeu no acumulado do ano 226 milhões de litros, ultrapassando até agosto o total vendido em 2017, que somou 210 milhões de litros. Na comparação com igual período do ano passado, as vendas da JBS em 2018 são 50 milhões de litros superiores. “Temos ganhado participação no mercado, tendo como diferencial competitivo na composição das matérias-primas o reaproveitamento de resíduos da cadeia de proteína animal…”, disse em nota o Diretor da JBS Biodiesel, Alexandre Pereira. Em entrevista à Reuters em fevereiro, Pereira havia dito que a companhia poderia produzir 250 milhões de litros em 2018. Os investimentos da JBS no setor de biodiesel ocorrem após o governo federal elevar, a partir deste ano, a mistura do biocombustível no diesel para 10 por cento. A companhia investiu mais de 5,5 milhões de reais em sua fábrica em Lins (SP) para ampliar a capacidade de reaproveitamento do óleo de fritura e dos demais resíduos da cadeia produtiva animal. Atualmente, a JBS Biodiesel tem capacidade produtiva anual em torno de 310 milhões de litros.
REUTERS
Minerva fará aumento de capital de R$ 1,1 bi
A Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, anunciou ontem que fará um aumento de capital superior a R$ 1 bilhão na B3 e, procurada pelo Valor, garantiu que também mantém firmes os planos de realizar um IPO de suas operações internacionais na bolsa do Chile – por meio do qual, segundo estimativas de mercado, espera arrecadar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão
Com as duas operações, a companhia espera reduzir seu índice de alavancagem – que cresceu para além de 5 vezes em parte graças a aquisições recentes -, aumentar o pagamento de dividendos e “destravar” seu valor de mercado, que atualmente é um pouco menor do que na abertura de capital na bolsa brasileira, em 2007. Naquele momento, eram R$ 1,44 bilhão, ante R$ 1,29 bilhão ontem, após uma queda das ações neste ano próxima a 46%. Em fato relevante, a Minerva informou que o aumento de capital prevê um bônus de subscrição adicional válido por três anos a partir da data da emissão. Os acionistas terão direito de preferência na subscrição na proporção de suas participações, e caso ações não sejam subscritas, os atuais controladores garantirão toda a capitalização, que totaliza 165 milhões de novas ações ordinárias – equivale a uma diluição de 74%. Ontem, os papéis da empresa fecharam a R$ 5,77. Caso não haja interesse dos minoritários e os controladores tiverem que garantir o aumento de capital, a maior parte da tarefa caberá ao fundo saudita Salic, que já tem hoje participação de 21,4% no capital da empresa. A família Vilela de Queiroz, via VDQ Holdings, detém 28,2%. Nesse caso, explicaram fontes familiarizadas com a operação, a Minerva terá que aprovar em assembleia uma mudança no limite da pílula de veneno em seu estatuto social, pois a fatia da Salic poderá crescer para 33,34% -que será o novo teto estatutário. Hoje, a pílula de veneno dispara com percentual de 20%. De qualquer forma, o controle continuará sendo exercido pela a família fundadora, que tem cinco de dez assentos no conselho pelo acordo de acionistas.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Carne de frango: preço internacional estável, diz FAO
Índice FAO de Preços dos Alimentos (FFPI na sigla em inglês) de agosto passado permaneceu praticamente estável em relação ao mês anterior
Embora 5,4% inferior ao registrado um ano antes, o Índice FAO de Preços dos Alimentos (FFPI na sigla em inglês) de agosto passado permaneceu praticamente estável em relação ao mês anterior. Ou seja: os 167,6 pontos então registrados (100 pontos em 2002/2004) representaram alta de 0,21% sobre o Índice de julho. Além disso, ficou apenas 0,61% acima do Índice registrado há dois anos (166,6 pontos em agosto de 2016). As carnes (inclusive a de frango) contribuíram para essa estabilidade. Seu preço atingiu 166,3 pontos, valor que correspondeu a uma valorização de 0,41% sobre o mês anterior, mas que se colocou 4,6% abaixo do Índice alcançado em agosto de 2017. Nesse cenário, a carne de frango completou um trimestre sem variações, com preços na faixa dos 160 pontos – resultado que significou valores entre US$1.510/t e US$1.516/t para o produto in natura brasileiro; e entre US$1.002/t e US$1.012/t para o produto in natura norte-americano. De acordo com a FAO, a estabilidade de preços da carne de frango decorre de uma fraca demanda no mercado internacional. Algo que – diz a FAO – não ocorre com a carne suína, fortemente demandada pela China, mas com pequena disponibilidade pela União Europeia.
AGROLINK
Suíno Vivo: altas em SP, RS e SC na terça
Na terça-feira (11), o suíno vivo registrou alta de 2,64% em São Paulo, a R$3,89/kg, alta de 0,57% no Rio Grande do Sul, a R$3,55/kg e alta de 2,45% em Santa Catarina, a R$3,35/kg
O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (10), trouxe cenários mistos, sendo a variação mais expressiva a queda de 0,34% no Rio Grande do Sul, a R$2,95/kg. O milho, um dos principais insumos do setor, continua registrando comportamentos diferentes nas principais praças do país, como destacou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. No interior paulista, a retração dos compradores é responsável por pressionar as cotações, enquanto os preços estão em alta no Centro-Oeste e no Sul do país.
Notícias Agrícolas
Frango Vivo: nova alta em SP na terça
Na terça-feira (11), o frango vivo anotou uma nova alta em São Paulo, de 3,23%, a R$3,20/kg. Santa Catarina, por sua vez, teve queda de 0,80% na cotação, a R$2,49/kg. O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe alta de 3,23% para o frango na granja, a R$3,20 e de 3,08% para o frango no atacado, a R$4,35/kg. O AviSite avalia que o movimento de alta não está atrelado apenas ao início do mês, mas também a um menor volume de frangos em criação.
Notícias Agrícolas
INTERNACIONAL
Austrália: USDA estima rebanho 8% menor por causa da seca
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que o número de bovinos australianos caia de 25,5 milhões para 25,3 milhões em 1º de janeiro, em comparação ao rebanho do ano passado
Para o USDA, o recuo ocorre em função da seca generalizada nos dois maiores Estados produtores de gado do país. As exportações devem recuar para 1,51 milhão de toneladas para todo o ano de 2019, queda de 7%, em relação a igual período deste ano.
Dow Jones Newswires
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