CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 472 DE 14 DE MARÇO DE 2017

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Ano 3 | nº 472 14 de Março de 2017

NOTÍCIAS

Produção de carne bovina do Brasil crescerá 3% em 2017, diz adido dos EUA

Governo brasileiro está intensificando suas missões para promover o produto na Rússia, Ásia e Oriente Médio

A produção de carne bovina do Brasil crescerá cerca de 3% em 2017 para 9,6 milhões de toneladas, impulsionada pelo volume maior de exportações a mercados asiáticos e por uma pequena expansão na demanda doméstica sustentada pela recuperação da economia, afirmou o adido agrícola dos Estados Unidos em relatório na segunda-feira. Segundo o adido, as exportações de carne bovina deverão crescer em 10% em 2017 para 1,8 milhão de toneladas, impulsionadas pela maior demanda da Ásia. Além disso, o adido indicou que o governo brasileiro está intensificando suas missões para promover o produto na Rússia, Ásia e Oriente Médio. O consumo de carne bovina, por sua vez, deverá se recuperar em 1,3 % em 2017, alcançando 7,7 milhões de toneladas, favorecido pelos preços mais competitivos da carne bovina frente à carne de frango e pela leve recuperação no poder aquisitivo da população, informou o adido.

REUTERS

Mapa inicia com IICA projeto de baixa emissão de carbono na pecuária

Iniciativa visa ampliar o uso de tecnologias de produção sustentável no país. Projeto Pecuária de Baixa Emissão de Carbono terá abrangência nacional

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lança neste mês o projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: geração de valor na produção intensiva de carne e leite”. O projeto faz parte do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), que visa a organização e o planejamento para adoção de tecnologias de produção sustentável, respondendo aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE) no setor agropecuário. O objetivo é disseminar tecnologias que reduzam não só emissões, mas que também estimulem o aproveitamento de resíduos, a gestão de recursos naturais, gerando renda para milhares de produtores. Baseado no projeto “Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono”, que no ano anterior ampliou em mais de 100% a contratação de crédito para tratar dejetos na produção de suínos, a ação do Mapa em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) se destina ainda a aumentar a contratação de crédito para investimentos na redução de impactos ambientais da atividade agropecuária. O auditor fiscal federal agropecuário Sidney Medeiros, Coordenador Técnico disse que o projeto rendeu bom resultado ao Programa ABC. “O volume contratado para investimentos saltou de R$ 12,7 milhões (entre 2010 e meados de 2015) para R$ 25,6 milhões, em apenas 18 meses, além da implantação, manutenção e melhoria do tratamento de dejetos e de resíduos da produção animal para gerar biofertilizante, biogás e energia elétrica”. Assim como na suinocultura, o projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono” terá abrangência nacional e contará com ações como o levantamento das tecnologias que reduzam emissão de carbono e proporcionem Produção Mais Limpa (P + L), além de estudos de viabilidade econômica e implantação de tecnologias. “Daremos acesso a práticas de adoção e expansão de área com sistemas sustentáveis de produção e que também melhorem a eficiência econômica, a fim de reduzir futuros impactos adversos no clima”, ressalta Medeiros. A tecnologia será levantada por consultores do IICA. Cleandro Pazinato, médico veterinário pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e mestre em Ciências Veterinárias pela UFRGS, e Fabiano Coser, médico veterinário formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e mestre em Agronegócios pela Universidade de Brasília (UnB), estarão à frente dos estudos de aproveitamento econômico dos resíduos e do uso de biofertilizantes e biogás. O Brasil tem o maior rebanho comercial bovino do mundo, com 214 milhões de cabeças, tendo exportado, em 2015, o equivalente a US$ 5,9 bilhões. O país é o segundo maior produtor mundial de carne, segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), movimentando R$ 167,5 bilhões por ano e empregando aproximadamente 7 milhões de trabalhadores. A prioridade destinada à pecuária de corte e leite – esta última uma das mais importantes do complexo agroindustrial brasileiro, com produção de mais de 35 bilhões de litros – tem em vista exigências do mercado consumidor, importância da atividade para a geração de renda e de emprego e o potencial poluidor da atividade pecuária. O Plano ABC tem sete programas: Recuperação de Pastagens Degradadas; Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFS); Sistema Plantio Direto (SPD); Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN); Florestas Plantadas; Tratamento de Dejetos Animais e Adaptação às Mudanças Climáticas.

MAPA

De olho no preço da carne bovina e oferta de fêmeas para abate

Com o baixo volume de negociações no mercado do boi gordo, poucas alterações foram registradas nas referências para as praças pesquisadas pela Scot Consultoria na última segunda-feira (13/3)

Algumas empresas estavam fora das negociações e aguardavam um cenário mais claro do mercado para definirem suas estratégias de compra. Atenção agora ao preço da carne, que na última semana subiu, depois de longo período em queda, e também à oferta de fêmeas, que tende a crescer sazonalmente este mês ajudando as indústrias a completar as programações de abate. O mercado atacadista de carne bovina com osso não registrou variação e o boi casado de animais inteiros ficou cotado em R$9,64/kg.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo inicia a semana com lentidão

Mercado do boi gordo andando de lado

Com o baixo volume de negociações, cenário típico de segunda-feira, poucas alterações foram registradas nas referências para as praças pesquisadas pela Scot Consultoria. Algumas empresas ainda estão fora das negociações e aguardam um cenário mais claro do mercado para definirem suas estratégias de compra. Atenção agora ao preço da carne, que na última semana subiu depois de longo período em queda o que pode ajudar o mercado do boi gordo se o cenário se mantiver, e também à oferta de fêmeas, que tende a crescer sazonalmente este mês ajudando as indústrias a completar as programações de abate. O mercado atacadista de carne bovina com osso não registrou variação e o boi casado de animais inteiros segue cotado em R$ 9,64/kg.

SCOT CONSULTORIA

Preços do bezerro acompanham queda da arroba do boi gordo e também recuam no Brasil

O custo da matéria prima, que é a recria, baixou de R$1500 para R$1000, mas ainda assim não alivia para o pecuarista. A arroba do boi gordo, no MS por exemplo, está em R$135, enquanto, no mesmo período do ano passado, era de R$150. Logo, as margens dos produtores se tornam bastante estreitas

O Diretor da Associação Sul Mato-Grossense dos Produtores de Novilho Precoce, Antônio João de Almeida, disse, em entrevista ao Notícias Agrícolas, que a baixa do consumo de carne bovina, consequência da crise econômica, afetou toda a cadeia e o “preço da arroba do boi está empacada, com frigorífico pagando cada vez menos e segurando preço”. Para ele, também “não existe perspectiva a curto prazo de [a situação] melhorar”. O estado do Mato Grosso do Sul, que é tradicionalmente fornecedor de animais a pasto, enfrenta também problemas no custo de produção, já que, de forma geral, os insumos aumentaram seus preços e, agora, os produtores “estão segurando e freando para passar a crise”, o que vem afetando os negócios. O bom volume de chuvas traz uma melhora para o pasto, mas o mercado não reage na hora da venda. “Não adianta ter boi gordo se os preços estão piores do que no ano passado”, destaca o diretor. Atualmente, o preço da arroba do boi está em R$135, enquanto, no mesmo período do ano passado, o preço era de R$150/@. Logo, as margens dos produtores se tornam bastante estreitas. Quem comprou bezerro anteriormente e está vendendo no preço atual também encontra prejuízo no momento, de acordo com o diretor. O custo da matéria prima, que é a recria, baixou de R$1500 para R$1000, mas como o custo já está formado com o bezerro caro e “não tem como sair dele”, os produtores têm de vender no preço que o mercado está pagando. “Fora isso, os frigoríficos estão pressionando para pagar a prazo”, conta Almeida, o que ele não aconselha os produtores a fazerem por conta dos riscos. As exportações, que sempre foram responsáveis por manter 20% dos preços, também não subiram. Em conjunto com o preço interno, que caiu, haverá uma oferta maior de boi que não irá refletir em um aumento do preço da arroba. Com isso, os produtores se veem também obrigados a reduzir custos operacionais para manter essa situação e sobreviver.

Notícias Agrícolas

Quedas no mercado do boi gordo afastam compradores da reposição

Destaques da semana foram São Paulo e Mato Grosso do Sul com desvalorizações de 2,8% e 0,9%

As quedas no mercado do boi gordo afastam os compradores da reposição, o que resulta em maior oferta frente a demanda. De maneira geral, o cenário é de queda no mercado de reposição. Na média de todos os estados e categorias de machos anelorados, a desvalorização semanal foi de 0,2%. Desde o início do ano os valores estão, em média, 2,3% menores. Os destaques da semana foram São Paulo e Mato Grosso do Sul com desvalorizações de 2,8% e 0,9%, respectivamente, para o bezerro desmamado (seis arrobas). Em São Paulo, o bezerro desmamado ficou cotado R$1050,00 por cabeça, queda de 11,0% desde o início do ano. Atualmente no estado são necessárias 7,2 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro desmamado, queda de 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa melhora no poder de compra do recriador é resultado da queda de 21,0% no período para a desmama e 5,1% para a arroba do boi gordo. Para o invernista o cenário é semelhante, atualmente são necessárias 12,6 arrobas de boi gordo para a compra de um boi magro (12 arrobas), melhoria de 3,0% em relação a março de 2016.

SCOT CONSULTORIA

EMPRESAS

JBS reverte prejuízo e tem lucro de R$694 mi no 4o trimestre

A JBS terminou 2016 com 237 mil funcionários ante 238 mil em 2015

A JBS teve lucro líquido de 694 milhões de reais para o quarto trimestre de 2016, revertendo resultado negativo sofrido um ano antes, informou a maior processadora de carne bovina do mundo nesta segunda-feira. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, porém, o lucro líquido dos três últimos meses de 2016 caiu 21,8 por cento. A companhia apurou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 3,1 bilhões de reais no quarto trimestre, 0,6 por cento abaixo do resultado obtido um ano antes e 1 por cento menos que no terceiro trimestre de 2016. Analistas esperavam, em média lucro, líquido de 844 milhões de reais para o quarto trimestre, e Ebitda de 3,4 bilhões. O balanço foi divulgado pouco depois que a JBS anunciou a compra da empresa de produtos suínos norte-americana Plumrose por 230 milhões de dólares. A JBS teve receita líquida de 41,63 bilhões de reais no quarto trimestre, uma queda de 11,7 por cento sobre o mesmo período de 2015. Na comparação com o terceiro trimestre, o faturamento subiu 1,1 por cento. A empresa, que opera em mais de 20 países e está preparando uma oferta pública inicial (IPO) de suas operações internacionais, estima um ambiente melhor de negócios neste ano. Em carne bovina no Brasil a expectativa é de “cenário mais favorável”, com mais oferta de animais para abate e demanda dos consumidores estável ante 2016. Pesa na avaliação ainda a abertura do mercado norte-americano, o que deve fomentar exportações a partir do Brasil. Em carne de frango, a JBS tem perspectiva positiva em 2017, graças aos recentes casos de gripe aviária que atingiram grandes mercados consumidores e produtores na Europa e na Ásia, afirmou a companhia no balanço. As despesas com vendas no quarto trimestre recuaram 12,6 por cento na comparação anual, mas subiram 11,2 por cento sobre o período de julho a setembro do ano passado. As despesas gerais e administrativas subiram 25,8 por cento sobre os três últimos meses de 2015 e 43 por cento na comparação trimestral. A JBS terminou 2016 com 237 mil funcionários ante 238 mil em 2015. O balanço do grupo no período foi apoiado também por uma redução no resultado financeiro líquido negativo, que caiu cerca de 46 por cento sobre o quarto trimestre de 2015, para 939,8 milhões de reais. A JBS encerrou 2016 com dívida líquida de 46,9 bilhões de reais ante 47 bilhões em 2015. A alavancagem ficou em 4,16 vezes ante 3,18 vezes no ano anterior e 4,32 vezes no terceiro trimestre.

REUTERS

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