CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 473 DE 15 DE MARÇO DE 2017

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Ano 3 | nº 473 15 de Março de 2017

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo com baixa movimentação

De maneira geral o cenário é de preços estáveis no mercado do boi gordo

Com oferta limitada e demanda enfraquecida, o mercado trava e poucas são as alterações de preços. Apesar da alta gradual da oferta de fêmeas, o volume ainda não foi suficiente para mexer no mercado. Em São Paulo, a arroba do macho terminado ficou cotada em R$145,00, à vista (14/3). Já são duas semanas de preços estáveis. As tentativas de compra por preços menores são comuns, com testes até R$4,00/@ menores que a referência. Entretanto, nesse patamar os negócios travam. No estado as escalas de abate giram em torno de cinco dias e não existe interesse das indústrias em alongá-las, para que os estoques de carne se mantenham enxutos. No mercado atacadista de carne com osso, o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,64/kg.

SCOT CONSULTORIA

Ivo Cassol assume Comissão de Agricultura do Senado

Ex-governador de Rondônia substitui Ana Amélia no comando do colegiado

O senador Ivo Cassol (PP-RO) vai assumir a presidência da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal nesta quarta-feira, dia 15. Ele foi indicado pelo partido e substitui a senadora Ana Amélia no comando do colegiado. A reunião para eleição e posse da nova diretoria será realizada às 14h30. Cassol foi governador de Rondônia por dois mandatos (entre 2003 e 2010). Está no primeiro mandato no Senado Federal. É agropecuarista e empresário. A presidência da Comissão de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Capadr) da Câmara dos Deputados para essa legislatura ainda não foi definida. Líderes partidários decidirão na manhã desta quarta-feira, às 9h, a divisão das comissões. O deputado alagoano Arthur Lira, líder do Partido Progressista (PP) na Casa, afirmou que outros partidos também querem comandar a Comissão de Agricultura este ano e que ainda não tem certeza sobre o nome a ser indicado pela sigla caso continue à frente do colegiado. O atual presidente é o deputado Lázaro Botelho (PP-TO).

CANAL RURAL

Venda de carne in natura do Mato Grosso caiu 8,19% em fevereiro

Em fev/17, ocorreu uma inversão no abate, visto que o número de fêmeas foi maior que o número de machos, fato que não ocorria desde mar/15 e que é proveniente de uma maior oferta de fêmeas

Esperanças: A desvalorização do dólar diante do real, registrando queda de 10,6% em relação a jan/17, menor quantidade de dias em fevereiro e recuo nas importações chinesas e iranianas, que vinham crescendo desde o começo de 2016, foram fatores que afetaram as exportações mato-grossenses de carne bovina no mês passado. Segundo os dados divulgados pela Secex, a venda de carne in natura de Mato Grosso apresentou decréscimo de 11,61% no valor total exportado em relação a jan/17, totalizando o equivalente a US$ 71,66 milhões, já no comparativo com fev/16, a queda foi de 8,19%. Apesar de um fevereiro decepcionante, o 1o bimestre de 2017 foi um dos melhores primeiros bimestres da história para a exportação mato-grossense, ficando atrás apenas do 1o bimestre de 2014 (melhor ano das exportações de proteína bovina mato-grossense), ressaltando assim as expectativas do setor para um ano de expansão nas vendas externas.

* Nesta semana, a arroba da vaca gorda valorizou 0,33%, ficando cotada a R$ 121,15, enquanto o boi gordo manteve-se estável, ficando cotado a R$ 125,81/@.

* O preço do bezerro de ano reduziu 0,12% nesta semana, ficando cotado a R$ 1.114,44/cab. A justificativa para essa queda é uma menor procura por parte dos compradores.

* A receita obtida com a exportação no mês de fevereiro/17 registrou recuo de 11,59%, retração que pode ser reflexo da queda no dólar frente ao real. O volume exportado foi de 22,09 mil TEC, 12,94% menor que o do mês anterior.

* Mesmo com o mês de fevereiro/17 recuando 15,95% em relação a janeiro/17, o abate de machos diminuiu mais em comparação às fêmeas, como já era previsto; a maior oferta delas é reflexo do fim da estação de monta.

O FUTURO DO BOI EM PÉ: Foram divulgados pelo Indea-MT na última semana os dados referentes ao abate de animais mato-grossenses. Em fev/17, ocorreu uma inversão no abate, visto que o número de fêmeas foi maior que o número de machos, fato que não ocorria desde mar/15 e que é proveniente de uma maior oferta de fêmeas. Aliás, em fev/17, o abate foi de 359,29 mil animais, 351,30 mil foram para a linha de abate em nossas indústrias e somente 7,92 mil partiram para outros estados. Além disso, Mato Grosso encerrou o primeiro bimestre de 2017 com um recuo em seu envio de animais para outras unidades da federação, atingindo a menor quantidade desde 2010. Dois fatores podem justificar esta redução: primeiramente, a perspectiva envolvendo o aumento da alíquota do ICMA para o envio de bovinos para outros estados, e, a redução no diferencial de base SP-MT, que registrou em fev/17 a segunda queda consecutiva mensal, trazendo Mato Grosso para um cenário mais competitivo no que se refere a preços.

 Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)

Preços dos animais de reposição caíram, em média, 2,8% em março em Mato Grosso do Sul

Poucas são as negociações efetivadas no mercado de reposição em Mato Grosso do Sul. A oferta está maior que a demanda

Com isso, em relação à média de fevereiro, as cotações de todas as categorias de machos anelorados pesquisados pela Scot Consultoria no estado cederam 2,8%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o mercado de reposição acumulou baixa de 17,1%. Destaque para as categorias mais jovens. Neste período, o bezerro (7,5 @) e o bezerro desmamado apresentaram desvalorizações de 19,9% e 20,3%, respectivamente. A arroba do boi gordo, neste mesmo intervalo, caiu 4,2%. Há um ano, era possível adquirir 1,69 bezerro desmamado (6@) com a venda de um boi gordo de 16,5@ em Mato Grosso do Sul. Atualmente esta relação de troca está em 2,04, uma melhora de 20,2% no poder de compra.

SCOT CONSULTORIA

Desempenho externo das carnes na segunda semana de março

A carne bovina tende à estabilização – incremento de apenas 1% – enquanto a carne de frango sinaliza redução de volume de mais de 5%

Os dados da SECEX/MDIC relativos à exportação de carnes da segunda semana de março demonstram que os resultados excepcionais levantados no período inicial do mês não passaram de alarme falso. Porque a receita cambial então levantada – US$88,606 milhões pela média diária da 1ª semana – recuou quase 44% na semana passada. E o volume global então projetado para o mês – somadas as três carnes, perto de 713 mil toneladas– agora é um quarto menor, não chegando às 535 mil toneladas. Calma, porém, porque isso não significa retrocesso das exportações, mas apenas contabilização inadequada dos resultados levantados. Ou seja: na primeira semana de março estavam embutidas exportações de 27 e 28 de fevereiro, não contabilizadas naquele mês porque os dois últimos dias do mês (segunda e terça-feira de Carnaval) foram de ponto facultativo no calendário do governo federal. É verdade que, mesmo isso considerado, os resultados da 2ª semana de março são inferiores aos da semana inicial do mês. Mas, neste caso, a diferença é bastante inferior aos 44% levantados a partir da tabela (US$88,606 milhões/dia X 3 dias ± 5 dias = US$53,164 milhões/dia; portanto, receita da 2ª semana foi, pela média diária, 6,5% menor). A constatação de que há restos de fevereiro não contabilizados nas exportações de março também altera as projeções de volume para o mês. Porém, mantidos os dados da SECEX/MDIC, as três carnes tendem a um aumento de volume em relação a fevereiro passado – a carne suína, de 65%; a bovina, de 41% e a de frango, de 16%. Já em relação a março de 2016 apenas a carne suína sinaliza com aumento significativo – de quase 30%. A carne bovina tende à estabilização – incremento de apenas 1% – enquanto a carne de frango sinaliza redução de volume de mais de 5%.

AGROLINK

ECONOMIA

Valor da produção agropecuária de 2017 é estimado em R$ 548 bilhões, o maior em 30 anos

Segundo a Coordenação-Geral de Estudos e Análises do Mapa, as principais lavouras devem ter aumento real do faturamento de 6,3% e a pecuária, recuo de 2,5%

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2017 foi estimado em R$ 548 bilhões, em fevereiro, 3,2% superior aos R$ 531 bilhões do ano passado, de acordo com a Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O desempenho da safra de grãos neste ano, acompanhada de outras lavouras e de frutas, leva em conta aumento da produção de alimentos e de outros produtos, refletindo no valor da produção, o maior dos últimos 30 anos, ressaltou o Coordenador de Estudos e Análises do Mapa, José Garcia Gasques. Segundo a Coordenação-Geral de Estudos e Análises do Mapa, as principais lavouras devem ter aumento real do faturamento de 6,3% e a pecuária, recuo de 2,5%. Nas lavouras, o resultado deve-se ao crescimento da produção de milho e de soja. Na pecuária, os melhores desempenhos esperados são de suínos, leite e ovos. Os produtos com resultado positivo são algodão, com aumento de 12,6% no VBP; amendoim (25%), arroz (17,7%), banana (4,8%), feijão (38%), fumo (22,6%), milho (33,6%), soja (7%) e uva (30,7%). Outros, como cana-de-açúcar e pimenta do reino, em percentuais menores, também apresentam bom resultado. Entre os que apresentam recuo no faturamento estão a batata-inglesa (-28,5%), café (-10,6%), cebola (-53,6%), laranja (-7,3%), mamona (-12,7%), tomate (-31,9%) e trigo (- 27,1%). Esse comportamento se deve especialmente a acentuadas quedas de preços. O VBP por região mostra que estados do Norte e Nordeste, como Maranhão, Tocantins e Piauí, que no ano passado tiveram perdas com a seca, neste ano apresentam boa recuperação. Mato Grosso, São Paulo e Paraná lideram o VBP com R$ 78,5 bilhões, R$ 74,2 bilhões, R$ 70,7 bilhões, respectivamente. Veja as tabela do VBP por produto e por região.

MAPA

Agropecuária é uma das prioridades do Fórum Brasileiro de Mudança Climática

Debates deverão reforçar importância do Plano ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono

Uma câmara temática foi criada dentro do Fórum Brasileiro de Mudança Climática para discutir as contribuições da agricultura à agenda brasileira do clima.  A primeira reunião ocorreu nesta terça-feira (14), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília. “A mudança do clima é o maior desafio atual da humanidade e também uma oportunidade para o desenvolvimento sustentável”, destacou o Ministro José Sarney Filho (Meio Ambiente). Já o Assessor Especial do Mapa João Campari lembrou a importância do Plano ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono para ajudar o Brasil a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. De acordo com Sarney Filho, a câmara inicia um debate urgente e necessário sobre a mudança do clima e a economia sustentável. “Buscar soluções para o problema climático abre um leque de oportunidades que devemos aproveitar.  É um caminho que aponta para um novo projeto de desenvolvimento, cujo destino final é a criação de uma economia de baixo carbono a longo prazo, conciliando o crescimento econômico com a conservação e a valorização dos nossos ativos ambientais. Assim, promovemos o avanço sustentável do nosso país”. Uma das prioridades da Câmara Temática de Agropecuária, Florestas e Biodiversidade é debater e valorizar o Plano ABC, o mais importante instrumento de redução dos impactos ambientais do país. “Uma grande parte do patrimônio ambiental do Brasil se encontra em propriedades rurais sob a gestão de produtores de alimentos, fibras naturais e biocombustíveis”, ressaltou Campari. “O ABC incentiva, por exemplo, a adoção de tecnologias de recuperação de áreas de pastagens degradadas, o plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio e a integração lavoura-pecuária-floresta.  Este pacote de tecnologias, dentre outras, foi desenvolvido pela Embrapa e representa valor inestimável aos compromissos brasileiros na redução de emissões”, acrescentou o assessor especial do Mapa.

MAPA

EMPRESAS

JBS vê recuperação de margem com melhores preços internacionais e menor custo de insumos

Na noite de segunda-feira, a JBS divulgou lucro líquido de 694 milhões de reais para os últimos três meses de 2016

A JBS vislumbra recuperação das margens em 2017 diante de preços de venda internacionais melhores e custos de insumos cedendo, de acordo com o diretor-presidente global da gigante de alimentos, Wesley Batista. Em teleconferência com analistas sobre o resultado do quarto trimestre e de 2016, o executivo ponderou que acredita em uma melhora gradativa, mas disse estar “bem otimista” para o ano. “De forma geral, acreditamos e não vemos por que não assistir a uma melhora gradual trimestre a trimestre dos preços internacionais, que claramente ajuda na recuperação de margens, atrelada a um custo de insumo menor”, afirmou. Os executivos da companhia também trabalham com um cenário de mercado doméstico mais estável do ponto de vista de demanda. Na noite de segunda-feira, a JBS divulgou lucro líquido de 694 milhões de reais para os últimos três meses de 2016, revertendo resultado negativo sofrido um ano antes, abaixo do esperado por analistas. A empresa encerrou 2016 com margem Ebitda de 6,6 por cento ante 8,2 por cento em 2015. Por volta das 11:30, as ações da companhia subiam 2,5 por cento, a 11,91 reais, na bolsa paulista, enquanto o Ibovespa recuava 0,96 por cento. O analista do Credit Suisse Victor Saragiotto avaliou que a JBS apresentou números mais fracos do que o esperado, mas vê a empresa melhorando seu desempenho operacional e o fluxo de caixa, conforme relatório enviado a clientes. Ele atrela essa melhora ao bom resultado nas unidades de carnes bovina e suína nos Estados Unidos, menor custo de grão em dólar para Pilgrims e a recente queda no preço do gado no Brasil que deve continuar ao longo do ano. Batista afirmou que o processo de listagem da subsidiária JBS Foods International está dentro do cronograma e que esperava fazer “em breve” a reapresentação dos documentos para atualiza-los com os números do ano fiscal de 2016. “Segue dentro do planejado”, afirmou, sem dar mais detalhes. O grupo brasileiro anunciou no final de 2016 um plano para fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da JBS Foods International nos Estados Unidos este ano, em estratégia para acelerar a redução de seu endividamento. Os executivos da companhia também afirmaram na teleconferência que não há grandes aquisições no radar, mas ponderaram que há oportunidades a serem exploradas como foi o caso da Plumrose. Na véspera, a JBS anunciou acordo para comprar a fabricante norte-americana de produtos suínos por 230 milhões de dólares, ampliando sua atuação em alimentos preparados no país. Na teleconferência, Batista reforçou que a aquisição está em linha com a estratégia da empresa de ampliar o portfólio de produtos com alto valor agregado e que deve gerar sinergias de 25 milhões a 35 milhões de dólares.

REUTERS

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