CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 471 DE 13 DE MARÇO DE 2017

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Ano 3 | nº 471 13 de Março de 2017

NOTÍCIAS

Preços da carne bovina caem no varejo com venda lenta

No varejo, os preços da carne bovina caíram na última semana

O comportamento distinto daquele visto no atacado indica que o consumo, por si só, não é suficiente para elevar os preços. Isso dá força a hipótese de que a valorização imposta pelos frigoríficos é fruto, principalmente, de uma redução dos estoques da semana anterior. Em São Paulo, os preços nas gôndolas dos açougues e supermercados caíram 1,3%, em média. Nos outros estados, as quedas foram menores. No Paraná a desvalorização foi de 0,2%, em Minas Gerais de 0,3% e no Rio de Janeiro os preços caíram, em média, 0,9%.

SCOT CONSULTORIA

Melhora no poder de compra do recriador e invernista em São Paulo

De maneira geral, o cenário é de queda no mercado de reposição. Na média de todos os estados e categorias de machos anelorados, a queda semanal foi de 0,2%. Desde o início do ano os valores estão, em média, 2,3% menores

Os destaques da semana foram São Paulo e Mato Grosso do Sul com desvalorizações de 2,8% e 0,9%, respectivamente, para o bezerro desmamado (6@). As quedas no mercado do boi gordo afastam os compradores da reposição, o que resulta em maior oferta frente a demanda. Em São Paulo, o bezerro desmamado ficou cotado R$1050,00 por cabeça, queda de 11,0% desde o início do ano. Atualmente no estado são necessárias 7,2 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro desmamado, queda de 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa melhora no poder de compra do recriador é resultado da queda de 21,0% no período para a desmama e 5,1% para a arroba do boi gordo. Para o invernista o cenário é semelhante, atualmente são necessárias 12,6 arrobas de boi gordo para a compra de um boi magro (12@), melhoria de 3,0% em relação a março/16.

SCOT CONSULTORIA

Boi Gordo, por Radar Investimentos: Frigoríficos pequenos tentam compor a escala e sustentam o mercado

Na quinta-feira, a média das escalas de abate em SP atingiu 5,15x dias úteis. A oferta de boiadas está relativamente confortável, principalmente de fêmeas. No entanto, alguns frigoríficos pequenos ainda tentam compor os abates da próxima semana e ofertam R$ 145,00/@, à vista, de balcão, o que sustenta o mercado.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Blog do Celso Ricardo: O faturamento além da carne bovina

E para que as margens possam ser melhores e a disputa pelo melhor preço possa ser mais justa, é preciso evitar os desperdícios e estar sempre de olho nos rendimentos e aproveitamentos em todas as linhas de produção em um frigorífico

O comércio da carne bovina no mercado interno está cada vez mais competitivo, isto é fato. Existem inúmeros tipos de comércio e de clientes para a carne bovina, tanto com osso como desossada. Mas quando temos um mercado tão competitivo nos produtos de primeira linha, é preciso buscar novas maneiras para melhorar o faturamento. O mercado da carne bovina é instável, principalmente porque não podemos deixar de ligar o consumo com a economia, e o Brasil ainda não achou seu ponto de equilíbrio economicamente falando. Mas é preciso inovar, buscar novos caminhos, olhar melhor para o fluxo de caixa, para a saúde da empresa. Durante os últimos anos, em vários momentos, o comércio de carne com osso deixou prejuízos de R$ 0,10 a R$ 0,15 por kg. E, nesses casos, é preciso procurar equilibrar as vendas para que a operação possa se tornar positiva e lucrativa. E para que isso aconteça, entra a comercialização da carne desossada, dos miúdos, do couro e também da farinha de carne e sebo.  20 anos atrás, praticamente todos os frigoríficos possuíam o setor de graxaria. Se analisarmos o funcionamento desse setor nos frigoríficos, podemos concluir que poucas empresas investiam em melhorias, devido aos preços que a farinha e o sebo apresentavam. E muitas empresas começaram a vender os subprodutos de forma in natura, a preços muito baixos, e se contabilizados corretamente, a comercialização realizada desta forma é negativa para o frigorífico. Hoje, há muitas empresas especializadas em graxarias no Brasil, conseguindo produzir o mesmo sebo e farinha produzidos antigamente pelos frigoríficos, e conseguindo um retorno financeiro positivo com a comercialização destes produtos tanto no mercado nacional como no internacional. Como a comercialização da carne bovina apresenta muitas variações com relação a preço e a consumo durante o ano, então precisamos buscar melhorar o faturamento em outras operações. Atualmente, as graxarias independentes montadas por empresários que possuem visão de mercado pagam aos frigoríficos valores não superiores à faixa entre R$ 0,20 e R$ 0,28 por kg de subproduto in natura. E como a grande maioria dos frigoríficos não possui condições para processar esses produtos, acaba aceitando o preço oferecido sem poder negociar ou buscar melhores preços. O grande diferencial hoje em dia é o baixo número de pessoas envolvidas no processo de produção, quando comparado há 10 anos, por exemplo. E a produtividade e o rendimento são melhores quando comparados ao processo de antigamente. E quando falamos em mercado, a farinha está conseguindo uma boa comercialização no exterior. Hong Kong e Chile apresentam um bom consumo, mas é preciso buscar sempre novos mercados e habilitações. O sebo, por exemplo, quando produzido corretamente, mantendo um nível de acidez baixo, consegue agregar um valor que varia de R$ 2,40 a R$ 2,50 por kg. As empresas precisam estar atentas ao mercado. O consumo existe e para todos os produtos. E o preço de compra/venda deve estar de acordo.

CARNETEC

Ferramenta calcula custo de produção em fazendas de corte

Lançada pela Embrapa, a planilha CustoBov facilita o trabalho do produtor na hora de levantar o desempenho do negócio

Tendo como alvo técnicos e produtores, a Embrapa Gado de Corte desenvolve ferramentas que auxiliam na gestão das fazendas. A última delas foi a planilha CustoBov, cujo objetivo é calcular os custos de produção e a margem do negócio compartimentalizando informações. Disponível para download clicando aqui, a planilha Excel foi pensada para ter uso intuitivo e permitir o aproveitamento mesmo por produtores que não dispõem de dados detalhados de cada componente do sistema. Assim, no caso dos produtos veterinários, por exemplo, basta informar o total gasto no ano com vacinas, vermífugos e outros medicamentos, sem especificar produtos, dosagens, consumos por categoria animal ou preços unitários pagos. Saiba qual a utilidade da planilha e como ela pode fazer a diferença no final das contas: Como se calcula o custo de produção? Diversos conceitos estão envolvidos no cálculo do custo de produção. A começar pelas despesas, que são os gastos efetivamente realizados, que exigem que o produtor coloque a mão no bolso. Compra de insumos, pagamento de empregados, serviços e impostos são alguns deles. Mas, além das despesas, também entram no custo de produção as depreciações, que se aplicam àqueles itens cuja vida útil é maior do que um ciclo de produção, e correspondem a perdas resultantes da desvalorização por idade, uso ou obsolescência. Instalações, máquinas e equipamentos, bem como as pastagens perenes, estão sujeitos a esse processo. Por último, mas não menos importante é preciso somar a essas contas os custos de oportunidade e o pró-labore do produtor. Os custos de oportunidade são os ganhos a que o produtor renuncia ao empregar seus recursos de capital e mão-de-obra na própria fazenda e o pró-labore uma espécie de salário que o produtor convenciona retirar todo mês para garantir seu sustento. Subtraindo da receita o custo de produção total ou parcial, calculam-se ainda diversas margens econômicas, como, por exemplo, a margem bruta e o lucro. Por meio da planilha CustoBov, o produtor consegue incluir com detalhe todos esses itens, que vão variar conforme o tipo de atividade a que ele se dedica e o tamanho do rebanho. As planilhas 1. Dados do rebanho, 2. Dados dos recursos, 3. Dados das despesas e 4. Dados das receitas são aquelas destinadas à entrada de dados, sendo por isso as únicas que permitem digitação. Para que serve calcular o custo de produção? Conhecendo seu custo de produção, o produtor pode compará-lo a outros indicadores e ter uma ideia do desempenho econômico do seu negócio. Saber se o que está gastando é compatível com suas receitas e se a atividade é sustentável no médio prazo. Consegue ainda comparar seus dados com os de concorrentes e analisar a competitividade da fazenda no mercado; medir seu custo mínimo e sua eficiência; calcular a margem bruta e o lucro do negócio; além de poder usar com maior propriedade mecanismos de proteção de preço, tais como o mercado futuro. Relatórios – Além das quatro planilhas principais, em que o produtor insere seus dados, outras planilhas da ferramenta CustoBov apresentam relatórios com a consolidação dos resultados, que podem ser consultados tanto na forma de números como de gráficos. Estes últimos estão reunidos, sintetizando os resultados, na planilha “Resumo em gráficos”. Para ter mais informações de como preencher cada uma das abas disponíveis, acesse o manual em que foi baseada esta matéria. O conjunto das informações contidas nele é de autoria dos pesquisadores Fernando Paim Costa, Mariana de Aragão Pereira, Guilherme Cunha Malafaia e Haroldo Pires de Queiroz, da Embrapa Gado de Corte.
Portal DBO

“Acrimat em Ação 2017” começa nesta segunda-feira, dia 13 de março

Maior projeto da pecuária de corte em Mato Grosso vai visitar 31 municípios e percorrer 12 mil km

Pelo sétimo ano consecutivo, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) realiza, a partir desta segunda-feira, dia 13, o maior projeto da pecuária de corte do Estado e um dos principais do país, o “Acrimat em Ação”. Com intuito de levar conhecimento e ver de perto as demandas das principais regiões produtoras de carne, a equipe técnica vai percorrer 31 municípios responsáveis por 70% do rebanho bovino. Com o tema “Mercado pecuário: como transformar desafios em oportunidades”, o “Acrimat em Ação 2017” vai falar sobre como é possível melhorar a renda sem sair da atividade.  Serão apresentadas as ferramentas e tecnologias disponíveis e como podem ser utilizadas de acordo com o perfil de cada propriedade e produtor. Outro ponto debatido nas palestras será o mercado da carne, um dos pontos mais discutidos atualmente porque envolve todos os integrantes da cadeia produtiva, inclusive o consumidor, que está cada vez mais exigente. O Presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares, destaca que o “Acrimat em Ação” é um dos principais programas da pecuária de corte do país justamente porque vai até o produtor, levando informações e fazendo um panorama do setor para desenvolver políticas de fomento à atividade. “Mais de 20 mil pessoas já participaram deste programa que é referência no país. Este ano vamos apresentar e debater com os pecuaristas formas para melhorar a renda por meio do planejamento, da eficiência e, principalmente, ofertando carne de qualidade”, resume Marco Túlio. Para apresentar o tema, o Acrimat em Ação 2017 contará com a participação da analista de mercado do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Mariane Crespolini dos Santos. A expectativa é que mais de cinco mil pecuaristas participem do evento, que será realizado em cinco rotas que percorrem todas as regiões produtoras. Na primeira edição do Acrimat em Ação, em 2010, pouco mais de 900 pessoas participaram do evento. No ano passado, foram 5,3 mil participantes. Este ano, o “Acrimat em Ação” foi dividido em cinco rotas, dividas por regiões. Na Rota 1 a equipe visita Poconé (13.03), Cáceres (14.03), São J. Q. Marcos (15.03), Porto Esperidião (16.03), Pontes e Lacerda (17.03) e Vila Bela da Santíssima Trindade (18.03). No dia 24 de março começa a Rota 2, com Brasnorte (24.03), Juara (25.03), Aripuanã (27.03), Colniza (28.03), Cotriguaçu (29.03), Castanheira (30.03) e Juína (31.01). A Rota 3 passa por Vila Rica (05.04), Ribeirão Cascalheira (06.04), Canarana (07.04), Cocalinho (08.04), Água Boa (10.04), Barra do Garças (11.04) e Rondonópolis (12.04). Ainda em abril, a Rota 4 contempla Barra do Bugres (24.04), São José do Rio Claro (25.04), Tabaporã (26.04), Marcelândia (27.04) e Sinop (28.04). A última rota acontece em junho e visitará Guarantã do Norte (05.06), Colíder (06.06), Apiacás (07.06), Nova Bandeirantes (08.06), Nova Monte Verde (09.06) e Alta Floresta (10.06).

Acrimat

DF: divulgado balanço das exportações de couros em fevereiro, diz Cicb

No acumulado do ano, a receita com vendas de couros ao mercado externo atinge US$ 311,748 milhões

Os números das exportações de couros e peles em fevereiro foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Nos 28 dias do mês, foram exportados 16,9 milhões de metros quadrados, o que representa um total de US$ 161,154 milhões. No acumulado do ano, a receita com vendas de couros ao mercado externo atinge US$ 311,748 milhões. Analisando os números de fevereiro com os equivalentes do mês anterior, há o registro de uma elevação em valores e área, já que o total exportado em janeiro foi de US$ 150,6 milhões, ou 14,7 milhões de metros quadrados. Na avaliação com fevereiro de 2016, há retração, pois, no período, foram exportados US$ 196,2 milhões e 18,9 metros quadrados. A análise é da Inteligência Comercial do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil. Para ver o relatório completo do mês, clique aqui. 

Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (Cicb)

Anffa/RS repudia rodízio de fiscais

Órgão gaúcho classifica como discriminatória a proposta do Ministério da Agricultura

A Delegacia Sindical dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários no Rio Grande do Sul (DS-RS Anffa Sindical) divulgou esta semana uma Nota de Repúdio ao Ministro da agricultura Blairo Maggi. A intenção é marcar o posicionamento da entidade contra a determinação de rodízio entre servidores da área de inspeção que atuam dentro de plantas frigoríficas no Estado. A ordem no Ministério ocorreu depois do julgamento e demissão de técnicos envolvidos em atividades irregulares. Os crimes foram detectados na Operação Pasteur, realizada no final de 2014, e que constatou o envolvimento destes servidores. Em Boletim interno do Mapa, o ministro determinou à superintendência gaúcha “a adoção de medidas a fim de promover o rodízio dos encarregados de fiscalização sanitária e inspeção nas empresas, evitando a longa permanência de servidores em uma só dependência”. A questão levantada pela Delegacia Sindical se dá, pois, a determinação do rodízio foi feita somente para o Rio Grande do Sul. “Trata-se de uma decisão discriminatória e que fere o princípio da igualdade entre as Superintendências Federais da Agricultura”, afirma a delegada sindical Consuelo Paixão Côrtes.

Anffa RS

MS terá centro de excelência em bovinocultura para capacitar mão de obra

Construído em pelo Senar em parceria com CNA, Famasul e Embrapa, espaço será inaugurado até o fim deste ano. Espaço visa oferecer educação de nível médio, técnico e superior para quem trabalha com bovinos

Durante a Dinapec 2017  ̶  evento de agropecuária  ̶ , o Senar anunciou a construção de um Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte, agregado à sede da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS). As obras estão sendo feitas em parceria com a CNA, Famasul e Embrapa. O objetivo do espaço é oferecer educação profissional de nível médio, técnico e até superior, nas modalidades presencial e à distância, para capacitação de mão-de-obra para trabalhar com criação e cuidados de bovinos. A área do Centro será de aproximadamente 3,2 mil metros quadrados e contará com sete blocos e uma configuração modular moderna, com laboratórios didáticos e de informática, área de convivência e outros departamentos. Segundo a Famasul, o término da construção e inauguração do espaço estão previstos para o fim de 2017. “O Centro suprirá uma necessidade do setor agropecuário que é a capacitação da mão-de-obra. Localizado na sede da Embrapa, os alunos terão acesso à parte teórica e prática, no mesmo lugar”, fala Mauricio Sato, Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul). O Senar também disse que pretende implementar o projeto em Dourados, no Mato Grosso do Sul, mas com foco na cana-de-açúcar. Ainda não há previsão sobre o desenvolvimento deste projeto.

Senar

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