CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 470 DE 10 DE MARÇO DE 2017

abra

Ano 3 | nº 470 10 de Março de 2017

NOTÍCIAS

Expectativa de aumento na oferta de bovinos terminados

O que se nota até o momento nesta semana é um mercado indefinido. O volume de negócios está pequeno e ocorrem alterações nas duas direções

A disponibilidade de fêmeas tem aumentado, mas isto ainda não foi sentido pelo mercado sob a forma de pressão de baixa. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a referência para o boi gordo segue estável, em R$ 145,00/@, à vista. Existem ofertas de compra de até R$4,00 abaixo da referência, sem volume de negócios. A expectativa é de aumento na oferta de animais terminados, e gradativamente uma redução do consumo, à medida que o início de mês vai passando.

SCOT CONSULTORIA

Governo define países de atuação dos adidos agrícolas brasileiros

Profissionais são encarregados, entre outras atribuições, pela abertura e ampliação mercados

Os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e das Relações Exteriores definiram as missões diplomáticas do Brasil no exterior que contarão com adidos agrícolas. O agronegócio brasileiro terá representação em 42 países, duas organizações internacionais (Organização Mundial do Comércio e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) e na União Europeia. Em maio do ano passado, o governo aumentou de oito para 25 o número de adidos agrícolas nas representações diplomáticas no exterior. A ampliação faz parte da estratégia do Mapa de elevar de 7% para 10% a participação do Brasil no comércio agrícola mundial. O adido atua na abertura, manutenção e ampliação de mercados para o agronegócio brasileiro, contribuindo para geração de divisas e empregos no Brasil. De acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União, as missões de assessoramento em assuntos agrícolas permitem ao adido atuar, cumulativamente, em mais de um país. O adido que for designado para a Missão Diplomática na Arábia Saudita também será, por exemplo, responsável elo atendimento da demanda dos Emirados Árabes Unidos, Omã, Catar, Bahrein e Kuwait. Segundo a Coordenadora-Geral de Atuação dos Adidos Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Edilene Cambraia Soares, os países definidos na portaria para ter postos de adidos agrícolas são os principais importadores de alimentos do mundo. “A nossa presença nos países da Ásia, Oriente Médio e América confirmam a importância desses mercados no comércio agrícola brasileiro e nas relações bilaterais”. As atribuições dos adidos agrícolas são amplas e complexas, refletindo a diversidade de assuntos técnicos envolvidos na internacionalização da agricultura, ressalta Edilene. Entre as tarefas mais importantes, estão a busca por melhores condições de acesso de produtos do agronegócio e estudos sobre as políticas agrícolas e legislações de interesse da agricultura nacional. Os adidos agrícolas também tratam de questões sanitárias e fitossanitárias, da participação brasileira em eventos sobre assuntos de interesse do agronegócio e do acompanhamento das ações de cooperação na área agrícola, incluindo políticas ambientais, de combate à fome e de desenvolvimento rural.

MAPA

Alta de preços da carne bovina no atacado

O mercado de carne bovina, enfim, respirou. Além de ser a segunda semana de alta seguida no atacado, a valorização acumulada nos últimos sete dias há tempos não era vista. Em média, os produtos ficaram 1,63% mais caros

Além disso, pela primeira vez desde os dois últimos meses de 2016 o preço atual é maior do que o de um mês atrás. Certamente, a combinação entre a redução recente no volume de boiadas negociadas, menos dias de abate e alguma melhora nas vendas no feriado tornaram o cenário atual possível. Sem querer ser pessimista nem insistir no discurso de crise, mas é importante pontuar que o comportamento altista foi puxado fortemente pelos cortes de dianteiro, quando o esperado para as altas de começo de mês é a valorização maior da carne de traseiro, de maior valor agregado e maior elasticidade renda. As margens das indústrias cresceram mais uma vez e estão em 24,3%, dez pontos percentuais acima do registrado há um ano. Para os frigoríficos, apesar da clara dificuldade de se vender e de estarem operando com ociosidade considerável, por enquanto, não há motivo para reclamar em 2017. A diferença entre a receita e o que se paga pela arroba está dois ou três pontos percentuais acima da média histórica. A arroba em queda vinha ajudando no resultado das indústrias até então e agora foi a vez da carne. Por fim, o entrave para se pagar mais pela arroba está no giro do estoque. É preciso que o escoamento ocorra mais rápido para que os compradores intensifiquem os negócios com boi gordo, já que fôlego para pagar mais existe. Ou seja, mais uma vez o consumo tem impacto negativamente nos preços da arroba.

SCOT CONSULTORIA

Queda no preço do sebo bovino

Mais uma semana de desvalorizações nos preços do sebo bovino. A baixa demanda pela gordura animal tem mantido o viés de queda no mercado interno

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central o sebo está cotado em R$2,20/kg, queda semanal de 4,3%. Na comparação com o início do ano o recuo foi de 15,4%.

No Rio Grande do Sul o cenário também é de baixa. Na região o produto está cotado em R$2,30/kg, frente à semana anterior o preço caiu 4,2%. Para curto e médio prazos, a expectativa é de que a pequena demanda mantenha a pressão de queda sobre os preços.

SCOT CONSULTORIA

Com venda de carne enfraquecida, arroba cai para menor patamar em 3 anos

Os preços do boi gordo no estado de São Paulo iniciam março nos menores patamares em três anos, segundo boletim do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP)

Na parcial deste mês (até o dia 8), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa registra média de R$ 144,66, a mais baixa, em termos reais, desde fevereiro de 2014, de R$ 143,94 – valores deflacionados pelo IGP-DI de jan/17. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário se deve, principalmente, à menor demanda de frigoríficos por novos lotes de animais prontos para abate e também à maior oferta de boi gordo, contexto que dificulta uma reação nos preços da arroba. Do lado comprador, a menor procura do frigorífico se deve ao fraco desempenho tanto das vendas de carne no mercado atacadista como das exportações brasileiras.

Cepea

FEIRAS & EVENTOS

Projeções positivas para a indústria frigorífica aumentam expectativas para a TecnoCarne

Levantamento realizado pelo Departamento do Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que reúne diagnósticos e projeções do setor para a próxima década, em termos de produção, produtividade, consumo doméstico e exportações, aponta dados otimistas para o setor de carnes

Confiante na recuperação do mercado e comprometida em levar soluções para a indústria, a Informa Exhibitions organiza entre os dias 8 e 10 de agosto a 13ª edição da tradicional TecnoCarne – Feira Internacional de Tecnologia para a Indústria de Proteína Animal, que reunirá no São Paulo Expo toda a cadeia de processamento de proteína animal. O estudo denominado “Outlook Fiesp 2026 – Projeções para o Agronegócio Brasileiro” refere-se à expectativa positiva de desempenho do agronegócio brasileiro no período de 2016 a 2026 e prevê uma melhora acima da média mundial para produtos como soja, milho, açúcar e carnes (bovina, suína e de frango), aumentando a participação do país no mercado global. Para o responsável pelas projeções da Divisão de Produtos de Origem Animal do levantamento, o ex-ministro Francisco Turra, que é Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), 2017 marca o início da recuperação para o mercado de carnes, como a de frango e suína. “Esperamos que o mercado interno se reaqueça e siga o bom fluxo obtido com as exportações, que registraram alta de 1,9% em carne de frango, no ano passado, e de 32% em carne suína. Para 2017, a expectativa é de crescimento de 3% a 5% na produção e nas exportações de carne de frango, com a retomada dos níveis de consumo em patamares semelhantes aos de 2015”, destacou Turra, em nota. Para a carne suína, a alta em 2017 deve chegar a 2% na produção; e até 5% nas exportações. No caso da carne bovina, o cenário projetado aponta para um crescimento das vendas externas de 4,5% ao ano, com alta das exportações na ordem de 18% nos próximos dez anos. Conforme o estudo indica, o cenário pode marcar uma melhora em relação ao desempenho registrado entre 2005-2015 (0,3% e 15% para crescimento e fatia do mercado mundial, respectivamente). Organizada pela Informa Exhibitions, a TecnoCarne é o principal palco para a apresentação de tendências e lançamentos das mais avançadas tecnologias e soluções para a indústria de processamento de carne bovina, suína, aves e de peixes nos anos ímpares.

13ª TecnoCarne – Feira Internacional de Tecnologia para a Indústria da Proteína Animal

Data: 8 a 10 de agosto de 2017   Local: São Paulo Expo – SP  Horário: das 13h às 20h

Mais informações: www.tecnocarne.com.br

CARNETEC

EMPRESAS

BRF demite executivos de finanças e marketing

Prometida por Abilio Diniz, a reformulação da gestão da BRF não se restringe à revisão de processos gerenciais

Ontem, a BRF comunicou ao mercado que o diretor vice-­presidente de finanças e relações com investidores, José Alexandre Carneiro Borges, e o vice­-presidente de marketing, inovação e qualidade, Rodrigo Reghini Vieira, deixaram a companhia. Segundo comunicado da empresa, o CEO global da BRF Pedro Faria acumulará interinamente o cargo de diretor de relações com investidores e Elcio Mitsuhiro Ito assumirá interinamente a diretoria de finanças. A BRF ainda sinalizou, no comunicado, que outras mudanças devem acontecer.  A saída dos executivos ocorre na esteira dos fracos resultados da companhia em 2016, quando teve prejuízo líquido de R$ 372 milhões. Em teleconferência com analistas em 24 de fevereiro, Abilio reconheceu erros da gestão, criticando o marketing estratégico da BRF. Dona das marcas Sadia e Perdigão, a companhia vem perdendo participação no mercado de alimentos processados para marcas como a Seara, da JBS. Em entrevista ao Valor em janeiro, Abilio Diniz já havia criticado a estratégia para a volta da Perdigão em algumas categorias. A marca ficou anos suspensa pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em algumas categorias devido ao acordo feito para permitir a criação da BRF, a partir da incorporação da Sadia pela Perdigão. “Preparamos o retorno da Perdigão com a certeza de que íamos dar um grande salto em market share. Isso não aconteceu. Culpa de quem? Nossa. É hora de olhar para o espelho e não pela janela”, reconheceu na ocasião. Ambos os executivos demitidos eram ligados à Tarpon, gestora de fundos que tem como um dos sócios e fundadores Pedro Faria. O Presidente da Tarpon, José Carlos Reis de Magalhães Neto, é membro do conselho de administração da BRF e também do comitê recém-criado por Abilio para atuar na reformulação da gestão da empresa. Atualmente, a Tarpon é a principal acionista da BRF, com 11,9% do capital, seguida pelos fundos de pensão Petros, com 11,4%, e Previ, com 10,6%. À frente do conselho da BRF desde abril de 2013, Abilio tem pouco menos de 5% das ações da BRF. Ontem, os papéis subiram 1,85% na BM&FBovespa, fechando a R$ 40,80. O Ibovespa recuou 0,21%.

VALOR ECONÔMICO

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

abrafrigo

Leave Comment