
Ano 11 | nº 2720 | 27 de maio de 2026
NOTÍCIAS
Cotações firmes no mercado do boi gordo em São Paulo
Sem alterações nas cotações, mercado mantém ritmo moderado de negociações.
Segundo apuração da Scot Consultoria, no interior paulista, o boi gordo destinado ao mercado doméstico está apregoado em R$ 345/@, a vaca gorda em R$ 318/@, a novilha em R$ 327/@ e o “boi China” está cotado em R$ 348/@ (todos os preços são brutos e com prazo). Na comparação feita dia a dia, não houve alterações nas cotações. As cotações estavam firmes e com a ponta compradora mais ativa em relação ao dia anterior, porém, os negócios foram compassados, com os frigoríficos se abastecendo de forma cuidadosa. Aqueles que estavam com escalas longas na semana anterior e tentavam pressionar as cotações, ofertando preços abaixo das referências, não tiveram sucesso na estratégia. Na semana, para manter as escalas confortáveis, abriram às compras nas referências vigentes. A ponta vendedora trabalhava com um piso definido para os preços. As escalas de abate estavam, em média, para 10 dias. No
Tocantins, a terça-feira havia começado com cotações estáveis na região Sul do estado. No Norte, a cotação da arroba do boi gordo caiu R$3,00. Para as demais categorias, estabilidade. Na exportação de carne bovina in natura, em relação à segunda semana do mês, os embarques perderam ritmo, mas continuaram em níveis elevados. Até a terceira semana de maio (15 dias úteis), o volume exportado foi de 203,5 mil toneladas, com uma média diária de 13,6 mil toneladas, aumento de 30,7% frente ao embarcado por dia em maio de 2025. A cotação média da tonelada ficou em US$6,5 mil, alta de 24,8% em comparação com o mesmo período de 2025. Em relação ao faturamento, os bons preços pagos pela tonelada de carne e o volume exportado fizeram com que a receita, até o momento, somasse US$1,3 bilhão. Mesmo com menos dias úteis contabilizados, o acumulado já é 16,5% maior que o registrado em maio de 2025. Se o ritmo das exportações for mantido, maio de 2026 caminha para se tornar um dos melhores, se não o melhor, mês de toda a série histórica em termos de faturamento.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: preços da arroba não sobem apenas em Minas Gerais
Escalas de abate se mantém confortáveis em território mineiro; proximidade da Copa e exportações aos EUA devem intensificar demanda
O mercado físico do boi gordo ainda se depara com negociações acima da referência média em grande parte do país, com exceção de Minas Gerais, estado em que as escalas de abate permanecem confortáveis e os frigoríficos encontram melhores condições para pressionar o mercado. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que, em termos de alta dos preços, o destaque do dia ficou para o Pará, onde a oferta é bastante restrita, fazendo com que as indústrias não consigam realizar avanços consistentes. “Em termos de demanda, o período final da cota chinesa ainda é fator relevante a ser mencionado, com bom ritmo de negociações voltadas à exportação no decorrer de maio”, diz, em referência ao limite de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina que o Brasil pode destinar ao gigante asiático. Segundo Iglesias, a proximidade da Copa do Mundo é outro elemento importante, com boa expectativa quanto ao consumo doméstico e para as exportações aos Estados Unidos, país-sede do evento. Preços médios da arroba do boi São Paulo: R$ 340,67 Goiás: R$ 329,11 Minas Gerais: R$ 325,29 Mato Grosso do Sul: R$ 350,68 Mato Grosso: R$ 352,30. Iglesias aponta que o mercado atacadista apresentou algum recuo dos preços durante o dia de ontem, confirmando a expectativa de um mercado um pouco mais pressionado em um período de consumo menos aquecido. “Para o mês de junho é grande a expectativa em torno da Copa do Mundo, com bom potencial de demanda com o evento como catalisador. A carne bovina segue menos competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango”, disse o analista. Traseiro bovino: seguiu a R$ 27,00 por quilo Dianteiro bovino: se manteve a R$ 21,50 por quilo Ponta de agulha: recuo R$ 0,50, precificada a R$ 19,50 por quilo.
SAFRAS NEWS
UE rejeita proposta do Brasil de transição para antimicrobianos em bovinos
Segundo fontes próximas à negociação, o bloco descarta qualquer medida que represente aplicação gradual das regras. Proposta brasileira buscava tempo para adequação e criação de um sistema de controle de toda a cadeia, com participação dos pecuaristas
A União Europeia recusou o pedido do governo brasileiro para que se adotasse um período de transição, especificamente na cadeia de carne bovina brasileira, para implementar o regulamento sobre uso de antimicrobianos, apurou o Valor. Segundo fontes próximas à negociação, o bloco descarta qualquer medida que represente aplicação gradual das regras. No dia 12 de maio, a EU retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal — animais e derivados, como carne bovina — ao bloco, em virtude do não cumprimento de regras referentes ao uso de antimicrobianos. A UE proíbe a utilização de produtos da categoria para promover crescimento ou aumentar o rendimento dos animais. Tampouco permite o uso, em animais, de antibióticos e outros medicamentos destinados a infecções humanas. Com a decisão, o Brasil não poderá mais exportar à UE as mercadorias em questão a partir de 3 de setembro. Na semana passada, a reportagem informou que o Brasil pediu à UE que os frigoríficos exportadores pudessem comprovar, de imediato, que bovinos não receberam o medicamento apenas nos nove meses anteriores ao abate. Com a medida, processadores de carne poderiam garantir o cumprimento da regra especialmente com animais confinados. Pela proposta brasileira, o cumprimento da exigência ao longo de toda a vida do animal ficaria para 2029. Até lá, o Brasil teria tempo para se adequar e criar um sistema de controle de toda a cadeia, com participação dos pecuaristas. No governo, uma negativa de União Europeia ao pedido já era dada como provável. No fim de abril, o Ministério da Agricultura brasileiro havia publicado no Diário Oficial da União a portaria que proíbe a importação, fabricação, comercialização e uso de aditivos melhoradores de desempenho que contenham antimicrobianos considerados importantes para a medicina humana ou veterinária. A medida também determinou o cancelamento dos registros desses produtos. Entre as substâncias alvo da portaria estão avoparcina, bacitracina (e suas variações) e virginiamicina.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar fecha perto da estabilidade após ataque dos EUA ao Irã
O dólar fechou a terça-feira quase estável ante o real, em um dia de avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, após novos ataques dos EUA ao Irã frearem o otimismo quanto a um possível acordo de paz entre os países.
O dólar à vista fechou com leve alta de 0,16%, aos R$5,0272. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 8,41% ante o real. Às 17h02, o dólar futuro para junho — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,38% na B3, aos R$5,0355. Na segunda-feira, a moeda norte-americana à vista havia fechado o dia em leve baixa, com os investidores globais demonstrando otimismo quanto às negociações entre EUA e Irã. Na terça-feira, no entanto, o noticiário foi no sentido contrário, colocando em dúvida a possibilidade de um acordo entre os países. Os EUA realizaram novos ataques contra alvos no sul do Irã durante a madrugada, enquanto o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que a negociação de um acordo pode “levar alguns dias”. Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta terça-feira que os EUA violaram o cessar-fogo. Em reação, o petróleo Brent voltou a subir, para acima dos US$100 o barril em alguns momentos, e o dólar sustentou ganhos ante divisas como o iene, o euro e a libra. A divisa norte-americana também subiu ante boa parte das moedas de países emergentes, como a rupia indiana, a lira turca e o rand sul-africano. “O episódio da madrugada não favorece a percepção de que um acordo de paz esteja próximo e tende a aumentar a cautela dos agentes econômicos”, disse Leonel de Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da Stonex, em comentário escrito. No Brasil, porém, o dólar variou em margens estreitas durante o dia, entre a cotação mínima de R$5,0034 (-0,31%) às 9h59 e a máxima de R$5,0393 (+0,39%) às 10h51, pouco se afastando da estabilidade durante a maior parte da sessão. Mais cedo, o Banco Central informou que o Brasil teve déficit em transações correntes de US$1,765 bilhão em abril, rombo maior do que o déficit de US$200 milhões projetado por economistas em pesquisa da Reuters. O investimento direto no país (IDP) somou US$8,912 bilhões em abril, acima dos US$5,4 bilhões projetados e mais do que compensando o déficit nas transações correntes.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com Oriente Médio em foco
O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, com os preços do petróleo voltando a orbitar US$100, após ataques dos Estados Unidos contra alvos do Irã afetarem as perspectivas de um acordo de paz.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,88%, a 176.247,25 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 175.516,11 pontos na mínima do dia e marcando 177.815,95 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somava R$19,46 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Brasil registra déficit em conta corrente maior do que o esperado em abril
O Brasil registrou um déficit em transações correntes bem maior do que o esperado em abril, mas os investimentos estrangeiros diretos superaram as expectativas, informou o Banco Central na terça-feira.
O déficit em transações correntes alcançou US$1,765 bilhão em abril, com o acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,66% do Produto Interno Bruto. A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um déficit de US$200 milhões em abril. No mesmo período do ano anterior houve saldo negativo de US$1,636 bilhão. No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$8,912 bilhões, contra US$5,4 bilhões projetados na pesquisa e US$5,371 bilhões em abril de 2024. No mês, a conta de renda primária apresentou déficit de US$6,801 bilhões, ante rombo de US$5,018 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em abril, a balança comercial teve superávit de US$9,707 bilhões, contra US$6,957 bilhões no mesmo mês de 2024. Já o rombo na conta de serviços ficou em US$5,044 bilhões, contra US$4,091 bilhões em abril do ano anterior.
REUTERS
EMPRESAS
MBRF investe R$ 500 milhões na Gelprime, de gelatina e colágeno
Até 2030, a empresa deve alcançar cerca de 30 mil toneladas de capacidade de produção em Ibiporã (PR)
A MBRF anunciou um investimento de R$ 500 milhões, na Gelprime, especializada na fabricação e distribuição de gelatina e colágeno, na qual a MBRF possui 50% de participação. Os aportes realizados pela MBRF permitirão que a Gelprime inaugure sua nova linha de colágeno funcional no segundo semestre deste ano. O investimento incluiu a aquisição de equipamentos para produção do nutriente. O planejamento seguirá com a ampliação da linha de colágeno hidrolisado, que tem previsão de entrada em funcionamento em 2027. O ingrediente é voltado à suplementação e permite a infusão em diferentes produtos como, por exemplo, na indústria de bebidas. Juntas, as novas entregas permitirão à Gelprime, segundo as companhias, dobrar sua capacidade de produção, se consolidando entre as líderes globais na produção de gelatina e colágeno. Com o avanço na operação, são esperadas cerca de 300 novas vagas de emprego para a região de Londrina (PR), agregando aos atuais 220 colaboradores da Gelprime na região. Até 2030, a empresa deve alcançar cerca de 30 mil toneladas de capacidade, estando entre as cinco maiores globais. “A estratégia de crescimento da MBRF está totalmente alinhada ao contínuo aumento da demanda global por proteínas, incluindo produtos de valor agregado, como gelatinas e colágenos. Vemos um aumento das exportações e melhora do consumo interno, impulsionados principalmente por mudanças estruturais nos hábitos dos consumidores”, comenta Marcos Molina, chairman da MBRF. O objetivo do investimento, segundo a MBRF é consolidar uma operação verticalizada que utiliza de forma completa o abate de bovinos, principal fonte para produção de colágeno. “Nosso posicionamento está alinhado com o crescimento da demanda global, oferecendo ingredientes com alta concentração de proteínas e alta pureza, atendendo consumidores e clientes que buscam alimentos e inovações para suas formulações”, explica Vinícius Vanzella, CEO da Gelprime.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Brasil lidera o fornecimento de carne bovina importada pelos EUA no 1ºT/26, aponta USDA
Os norte-americanos importaram 394,3 milhões de libras (178,9 mil toneladas) de proteína brasileira no período de janeiro a março deste ano, um avanço de 8% em relação ao volume computado no mesmo intervalo de 2025; Austrália ficou em 2º lugar no ranking
No primeiro trimestre de 2026, os Estados Unidos importam 1,709 bilhão de libras de carne bovina (775,2 mil toneladas), um aumento de 15% em relação ao resultado obtido em igual período do ano passado, de 1,482 bilhão de libras (672,2 mil toneladas), segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O Brasil liderou o ranking dos maiores fornecedores da proteína ao mercado norte-americano, com embarques de 394,3 milhões de libras (178,9 mil toneladas) no primeiro trimestre deste ano, um avanço de 8% em relação ao volume computado no mesmo intervalo de 2025, de 365,8 milhões de libras (165,9 mil toneladas), aponta o USDA. Com isso, a participação do Brasil nas compras totais dos EUA no acumulado de janeiro a março deste ano foi de 23%, uma ligeira queda de 1, 7 ponto percentual em relação à fatia observada em igual período de 2025, de 24,7%. A Austrália, por sua vez, aparece como segunda maior exportadora de carne bovina ao EUA, com 333,7 milhões de libras (151,4 mil toneladas) embarcadas no acumulado dos três primeiros anos de 2026, um crescimento de 12% em comparação com o resultado registrado em igual período do ano passado, de 297,8 milhões de libras (135,1 mil toneladas). Os outros principais fornecedores da commodity ao mercado norte-americano durante o primeiro trimestre do ano foram: Canadá (queda anual de 3%), México (aumento anual de 23%) e Nova Zelândia (recuo anual de 2%). Somente em março/26, as compras de carne bovina dos EUA cresceram 19% em relação ao mesmo mês do ano passado, para 599 milhões de libras, de acordo com o USDA. Contribuíram para esse aumento expressivo, o Brasil (26%), México (39%), Austrália (23%) e o Uruguai (36%). As importações do México ficaram acima de 75 milhões de libras (34 mil toneladas), um recorde mensal para o país, destaca o USDA. Pelas estimativas do departamento, as importações de carne bovina devem continuar em ritmo forte nos próximos meses. As compras semanais até abril/26, antecipa o USDA, também ficaram acima do ano anterior. Devido ao ritmo forte e contínuo das importações e à demanda por carne bovina magra para processamento, a previsão de importação dos EUA para o segundo trimestre foi elevada em 150 milhões de libras (68 mil toneladas), para 1,625 bilhão de libras (737,1 mil toneladas), informa o USDA. As previsões para o terceiro e quartos trimestres também foram elevadas em 50 milhões (22,7 mil toneladas) e 35 milhões de libras (15,9 mil toneladas), respectivamente. A projeção anual para 2026 é de 6,109 bilhões de libras (2,77 mil toneladas), um aumento de 12% em relação ao ano anterior. Já a estimativa de importação para 2027 é de 6 bilhões de libras (2,72 milhões de toneladas), o que representaria uma queda de 2% em relação ao ano anterior. O principal motivo para a esperada redução nas importações, relata o USDA, é a previsão de disponibilidade global de carne bovina. Vários dos principais fornecedores de carne bovina devem desacelerar seus ciclos de produção ou reduzir suas operações durante 2026, resultando em menor oferta de carne bovina para exportação em 2027, observa o departamento.
USDA
SUÍNOS & FRANGOS
Mercado suíno enfrenta excesso de oferta, mas exportações e consumo interno podem impulsionar recuperação no segundo semestre
ABCS avalia que demanda internacional aquecida, avanço nas exportações e campanhas de incentivo ao consumo devem melhorar preços pagos aos produtores de suínos
O mercado brasileiro de suínos atravessa um período de excesso de oferta e pressão sobre os preços, mas a expectativa do setor é de recuperação gradual ao longo do segundo semestre de 2026. A avaliação foi feita pelo presidente da ABCS, Marcelo Lopes, durante entrevista concedida à Agência Safras News na AgroBrasília, realizada no PAD-DF. Segundo o dirigente, o setor trabalha atualmente com animais acima do peso ideal para abate, reflexo de uma oferta elevada frente ao ritmo da demanda interna. De acordo com Marcelo Lopes, o cenário atual ainda é desafiador para os produtores, principalmente devido ao volume elevado de animais disponíveis no mercado. “O setor vive um momento de sobreoferta, com animais pesados, mas há expectativa de melhora no segundo semestre, especialmente se houver aumento da demanda”, afirmou. A pressão sobre os preços da suinocultura vem sendo observada em diversas regiões produtoras do país, afetando principalmente produtores independentes e operações com margens mais apertadas. A expectativa da entidade é que o avanço das exportações ajude a equilibrar a oferta doméstica e sustentar uma recuperação mais consistente dos preços pagos ao produtor. Segundo a ABCS, o desempenho das vendas externas brasileiras de carne suína continua positivo e pode ganhar novos mercados nos próximos meses. Entre os fatores considerados estratégicos estão: possível ampliação das exportações para a União Europeia; fortalecimento das relações comerciais com o México;
expectativa de abertura e ampliação de negócios com o Japão; chegada de novas missões internacionais ao Brasil. Marcelo Lopes destacou que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode representar oportunidades importantes para o setor suinícola brasileiro. Além das exportações, a entidade aposta em maior consumo doméstico ao longo do segundo semestre como fator de sustentação para o mercado.
no mercado brasileiro de suínos.
PORTAL DO AGRONEGÓCIO
Frango perde competitividade frente às carnes suína e bovina
Preço do frango sobe em maio no mercado paulista, enquanto carne suína recua e bovina se mantém estável, aponta levantamento do Cepea
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que a carne de frango perdeu competitividade em maio no mercado paulista diante das proteínas suína e bovina. O movimento ocorre após avanço nas cotações do frango, enquanto a carne suína registrou queda e a bovina apresentou estabilidade no período. Na parcial de maio, até o dia 20, o preço médio do frango inteiro resfriado no atacado da Grande São Paulo foi de R$ 7,31 por quilo. O valor representa aumento de 1,6% em relação à média registrada em abril.
Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho positivo das exportações de produtos avícolas e a demanda interna aquecida contribuíram para a elevação dos preços no mercado doméstico. Contudo, o instituto destaca que a liquidez do setor começou a desacelerar na segunda quinzena do mês. Com menor ritmo nas negociações, os preços passaram a registrar ajustes negativos nos últimos dias. De acordo com o Cepea, caso esse cenário persista, o avanço mensal das cotações pode perder força ou até mesmo sofrer pressão de queda. Apesar da alta, o frango ainda mantém preços inferiores aos das principais proteínas concorrentes. No atacado da Grande São Paulo, a carne de frango é comercializada, em média, R$ 1,38 por quilo abaixo da carcaça especial suína e R$ 7,31 por quilo abaixo da carcaça casada bovina.
CONEXÃO SAFRA
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