
Ano 11 | nº 2752 | 13 de julho de 2026
NOTÍCIAS
Boi gordo encerra semana com poucos negócios e cotações em queda
Indústrias reduzem capacidade de abate com esgotamento das cotas de exportação para a China. Ambiente é de poucas negociações e menor disponibilidade de gado
O mercado físico do boi gordo encerrou a sexta-feira (10/7) mantendo o cenário visto ao longo da semana: um ambiente de poucas negociações e com menor disponibilidade de gado, o que tem dificultado avanços mais consistentes das escalas de abate em várias regiões, destacou a consultoria Safras & Mercado. As indústrias sustentam a estratégia de redução da capacidade de abate em meio ao esgotamento precoce das cotas de exportação de carne bovina para a China. “Isso exige mudanças importantes na aquisição de boiadas, considerando a ausência parcial e temporária do principal importador brasileiro de carne bovina”, disse o analista Fernando Iglesias, da Safras. Na sexta-feira, o indicador Cepea/Esalq para o boi gordo, baseado nos negócios realizados no Estado de São Paulo, registrou a cotação de R$ 326,65 a arroba, uma alta de 0,60% na comparação diária, mas uma queda de 0,97% ao longo da semana. No acumulado de julho, o indicador acumula recuo de 2,90%. No caso do mercado atacadista, os preços da carne apresentaram queda no decorrer da sexta-feira, informa a Safras. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere um menor suporte aos valores no restante do mês, uma vez que o efeito da entrada dos salários na economia passa a ser menos impactante. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que os preços da carne com osso no atacado da Grande São Paulo estão em queda no comparativo com as carnes suína e de frango. Ou seja, em termos de competitividade, as concorrentes da carne bovina estão mais atraentes ao bolso do consumidor. De acordo com o Cepea, na parcial de julho (até o dia 9), o preço de um quilo de carcaça casada de boi no atacado paulista equivaleu a 3,5 quilos de frango resfriado. Essa forte competitividade da proteína avícola decorre da estabilidade dos preços do frango em níveis mais baixos. Há um ano, essa relação era de 2,9 quilos de frango por quilo de carne bovina. No comparativo com a carcaça casada especial suína, a relação de troca, na parcial de julho, foi de 2,8 quilos de suíno por quilo de bovino, também indicando boa competitividade dessa carne concorrente. Em julho do ano passado, a troca era de apenas 1,7 quilo.
GLOBO RURAL
Mercado de boi registra poucos negócios, com impasse entre pecuaristas e frigoríficos
O mercado físico do boi gordo registrou lentidão nos negócios ao longo da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os pecuaristas relutam em entregar os animais nas atuais condições de preço, enquanto os frigoríficos que ainda operam com escalas encurtadas tentam sustentar a pressão baixista nas cotações.
Iglesias esclarece, no entanto, que as condições para cadenciar o ritmo dos negócios são piores no momento, considerando o atual momento das pastagens, além da necessidade de girar os negócios nos confinamentos, operação que cada dia adicional representa crescimento representativo dos custos. O analista destaca que o virtual esgotamento da cota chinesa é um elemento importante a ser mencionado neste momento, com as indústrias ainda operando com maior capacidade ociosa para se adequar a uma realidade de menor exportação para o principal mercado do Brasil nos últimos anos. Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 9 de julho: São Paulo (Capital) – R$ 330,00 a arroba, baixa de 1,49% frente aos R$ 335,00 registrados no final da última semana. Goiás (Goiânia) – R$ 315,00 a arroba, recuo de 1,56% frente aos R$ 320,00 registrados no final da semana anterior. Minas Gerais (Uberaba) – R$ 310,00 a arroba, retração de 1,59% frente aos R$ 315,00 praticados no fechamento da semana anterior. Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 320,00 a arroba, sem mudanças frente à semana anterior. Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 320,00 a arroba, decréscimo de 3,03% perante os R$ 330,00 praticados no fechamento da semana passada. Rondônia (Vilhena) – R$ 315,00 a arroba, declínio de 1,56% em relação aos R$ 320,00 registrados no encerramento da semana passada. O mercado atacadista se deparou com preços estáveis durante a semana. A eliminação precoce da seleção brasileira de futebol resultou em uma expectativa mais comedida de consumo em relação à Copa do Mundo. Por sua vez, a carne bovina ainda perde competitividade se comparada às proteínas concorrenes, em especial frente à carne de frango. O quarto do dianteiro foi cotado a R$ 20,00 por quilo, queda de 4,76% frente aos R$ 21,00 por quilo praticados na semana passada. O quarto do traseiro bovino é precificado a R$ 25,50 por quilo, sem mudanças ante à semana anterior. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 288,346 milhões em julho até o momento (3 dias úteis), com média diária de US$ 96,115 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 45,169 mil toneladas, com média diária de 15,056 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.387,70. Em relação a julho de 2025, houve alta de 43,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 25,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 15% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
SAFRAS NEWS
Cotação em queda na região de Cuiabá-MT
O mercado do boi gordo perdeu força nos últimos dias na região de Cuiabá, refletindo as condições típicas do período seco e o ritmo mais lento das negociações envolvendo compradores chineses.
Com escalas de abate alongadas e oferta suficiente de bovinos, os frigoríficos mantiveram uma postura cautelosa nas compras, pressionando as cotações. Na comparação semanal, a arroba do boi gordo recuou 2,3%, ou R$7,50, negociada em R$312,00. A vaca registrou queda de 4,2%, ou R$12,50/@, cotada em R$285,50/@, enquanto a novilha caiu 1,6%, ou R$5,00/@, negociada em R$300,00/@. Em relação à praça paulista, o diferencial de base do boi gordo aumentou para R$3,00/@, com a arroba em Cuiabá negociada 9,5% abaixo da cotação de São Paulo, atualmente em R$324,50. Todos os preços são a prazo, livres de Senar e Funrural. Para o curto prazo, a expectativa é de continuidade da pressão sobre as cotações, diante da maior oferta de bovinos e da atuação cautelosa dos frigoríficos nas compras.
SCOT CONSULTORIA
Em Nota, entidades pecuárias se posicionam contra proibição do uso de antimicrobianos para atender UE
Os pecuaristas do Brasil são contra uma eventual incorporação de exigências da União Europeia à regulamentação brasileira relativa ao uso de antimicrobianos na produção animal.
Os pecuaristas do Brasil representados pelas instituições: ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE MATO GROSSO – ACRIMAT, FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DE MATO GROSSO – FAMATO, ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE MATO GROSSO DO SUL – ACRISSUL, ASSOCIAÇÃO DOS PECUARISTAS DE RONDÔNIA – APRON, UNIÃO NACIONAL DA PECUÁRIA – UNAPEC, SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA – SRB, ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS CONFINADORES – ASSOCON, ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DO PARÁ – ACRIPARÁ, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS EXPORTADORES DE GADO – ABEG, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE ZEBU – ABCZ, ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE NELORE DO BRASIL – ACNB, ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE NELORE DE MATO GROSSO – ACNMT, ASSOCIAÇÃO GRUPO PECUÁRIA BRASIL – GPB e MESA BRASILEIRA DE PECUÁRIA SUSTENTÁVEL – MBPS apresentam a sua posição institucional acerca de eventual incorporação de exigência da União Europeia relativa ao uso de antimicrobianos na produção animal, resultando em restrições de abrangência nacional que afetariam indistintamente toda a pecuária do país. As entidades defendem o uso responsável dos antimicrobianos, sempre fundamentado em critérios técnicos, científicos e nas normas das autoridades sanitárias brasileiras. O Brasil possui um dos mais rigorosos sistemas de controle sanitário do mundo, garantindo que esses produtos sejam utilizados de forma segura e em conformidade com os padrões internacionais. Ressalta-se ainda, que os antimicrobianos autorizados pelo Codex Alimentarius, referência internacional reconhecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC), são importantes ferramentas para a produção pecuária moderna. Quando utilizados de forma responsável, contribuem para a saúde e o bem-estar animal, melhoram a eficiência alimentar e o desempenho dos rebanhos. Restringir tecnologias reconhecidas internacionalmente sem respaldo científico poderá comprometer a competitividade do setor e, paradoxalmente, reduzir sua eficiência ambiental. Portanto, as entidades consideram ser inadmissível que exigências comerciais de um mercado específico sejam transformadas em obrigações para toda a pecuária brasileira. As condições estabelecidas por países importadores devem ser cumpridas por aqueles que optam por acessar esses mercados, sem impor custos, limitações e burocracia aos produtores que atendem o mercado interno ou outros destinos com regras distintas. As entidades alertam que a incorporação dessas exigências à legislação brasileira cria um precedente preocupante, permitindo que futuras condicionantes externas — inclusive de natureza ambiental ou produtiva — passem a influenciar a formulação das políticas públicas nacionais. Essa prática compromete a soberania regulatória do Brasil, a segurança jurídica e a competitividade de um dos principais setores da economia. Nesse contexto, as entidades defendem que qualquer medida dessa natureza seja amplamente debatida e construída com base em critérios técnicos, científicos e na realidade da pecuária brasileira, preservando a atuação dos pecuaristas, especialmente dos pequenos produtores. As entidades defendem que o Brasil continue ampliando sua presença nos mercados internacionais e atendendo às exigências dos países importadores sempre que houver interesse comercial. Contudo, essas exigências devem permanecer restritas às cadeias produtivas destinadas a esses mercados, preservando a autonomia do país para definir seu marco regulatório com base na ciência, na avaliação de riscos e nos interesses nacionais.
As entidades reafirmam sua confiança nas autoridades brasileiras de defesa agropecuária e conclama o Governo Federal, o Congresso Nacional e o setor produtivo a defenderem a soberania regulatória, a segurança jurídica e a competitividade da pecuária brasileira, assegurando que as decisões sobre a produção nacional continuem sendo tomadas no Brasil e fundamentadas em critérios técnicos e científicos, sem influência de pressões externas e narrativas.
ACRIMAT
Carne vai ficar mais barata? Saiba qual será o efeito do fim da cota chinesa
Mesmo com mudanças nas exportações, especialistas não esperam queda significativa nos preços
O Brasil já utilizou 98,5% da cota de exportação de carne bovina para a China criada neste ano pelo país asiático. O mecanismo estabelece um limite de 1,1 milhão de toneladas isentas da tarifa de 55% aplicada ao produto brasileiro, com o objetivo de proteger a produção interna chinesa, segundo análise divulgada pela StoneX. A expectativa é de que esse volume se esgote até agosto, considerando o intervalo de cerca de 45 dias entre o embarque da carne e sua chegada ao mercado chinês. Segundo João Figueiredo, analista da Datagro Pecuária, desde o anúncio da medida pelas autoridades chinesas, em 31 de dezembro de 2025, o setor buscou entender como ocorreria a operacionalização da cota. “Quem regula isso é o GACC, a alfândega chinesa. Houve uma tentativa de racionalizar os embarques para evitar uma corrida pela cota, mas esse entendimento não avançou e o governo optou por não regular o processo”, explica. Sem uma definição sobre como seria feita a distribuição da cota, as exportações aceleraram. “De janeiro a junho, o Brasil exportou 2,1 milhões de toneladas equivalentes de carcaça, contra 1,8 milhão no mesmo período do ano passado. Isso representa um crescimento de 16,9%. Foi um primeiro semestre muito forte. Cerca de 40% de toda a carne produzida no Brasil foi destinada à exportação, um recorde”. Figueiredo observa que outros países ampliaram as compras de carne bovina brasileira. Os Estados Unidos, por exemplo, adquiriram 183 mil toneladas no primeiro semestre. O Chile elevou as importações de 57 mil para 69 mil toneladas, enquanto a Rússia ampliou os volumes de 36 mil para 51 mil toneladas. Na União Europeia, as compras passaram de 38 mil para 42 mil toneladas. Já o México reduziu as aquisições de 51 mil para 42,9 mil toneladas após estabelecer uma cota de 70 mil toneladas.
“Esses mercados conseguem absorver parte do volume que deixará de ir para a China, mas não resolvem o problema do preço”. Segundo o analista, a China paga, em média, US$ 6,80 por quilo, enquanto os demais destinos remuneram menos pela carne brasileira. “Como o mundo percebeu que o Brasil perdeu esse comprador premium, os demais compradores passaram a pressionar os preços”. Na avaliação do economista Felippe Serigati, da FGV Agro, o cenário é semelhante. Segundo ele, outros grandes exportadores, como Estados Unidos e Austrália, ainda enfrentam limitações na oferta por causa da recomposição de seus rebanhos. “No caso dos Estados Unidos, nem está totalmente claro se esse processo de recomposição já começou de forma consistente”, afirma. Por isso, explica o economista, quando um importador busca grandes volumes de carne bovina no mercado internacional, em muitas situações o Brasil é praticamente o único fornecedor capaz de atender essa demanda. Serigati concorda que parte do volume pode ser direcionada a mercados como Estados Unidos, países do Oriente Médio, Sudeste Asiático, Chile e México. No entanto, ressalta que nenhum deles consegue substituir, isoladamente, a demanda chinesa. Mas, afinal, a carne vai ficar mais barata? Para Serigati, uma queda no preço da carne para o consumidor brasileiro é possível, mas pouco provável. “O fato de a China atingir a cota não significa que o Brasil deixará de exportar carne para o país. Naturalmente, os embarques devem diminuir, mas alguns produtos de maior valor agregado ou cargas que já tenham contratos firmados ainda devem seguir para a China. Esse comércio deve continuar, ainda que em ritmo menor”. Ao mesmo tempo, parte desse volume poderá ser redirecionada para outros mercados. “É verdade que nenhum desses mercados consegue absorver, sozinho, o mesmo volume que iria para a China, mas há uma compensação parcial”, afirma. O economista também ressalta que haverá um ajuste pelo lado da oferta. Ao longo deste ano, deve ocorrer uma reversão mais clara do ciclo pecuário, com maior retenção de fêmeas. “Ou seja, uma fêmea que iria para o abate e se transformaria em carne passa a ser mantida no rebanho para produzir bezerros. Como ela deixa de ir para o abate, a oferta de carne tende a diminuir, ajudando a equilibrar o mercado”. Ainda assim, para Serigati, o principal argumento contra uma queda consistente nos preços é o comportamento do mercado futuro. “Quando olhamos os contratos futuros, vemos que as cotações da arroba do boi gordo continuam em trajetória de alta. É verdade que essa alta já foi mais intensa e que a curva vem perdendo força, mas ela ainda é ascendente”. Segundo o economista, isso indica que o mercado não espera que o boi fique mais barato do que atualmente. “Pode até ficar menos caro do que se imaginava há dois meses, mas isso é diferente de dizer que ficará mais barato”. “Se o frigorífico continuará comprando o boi por um preço maior, não vejo motivo para acreditar que venderá a carne no mercado interno por um preço inferior ao atual. Para mim, isso não faz sentido”, explica. Ele ressalta que pode haver algum movimento pontual de acomodação, como uma pequena redução em alguns cortes específicos, mas que isso seria marginal e temporário. “Em resumo, não é impossível que a carne fique mais barata nos próximos meses, mas, na minha avaliação, esse não é o cenário mais provável”, concluiu.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
IPCA desacelera mais que o esperado em junho com queda de alimentos e tem menor nível em 8 meses
A inflação no Brasil desacelerou mais do que o esperado em junho, com queda nos preços dos alimentos e custos mais baixos da energia elétrica residencial, chegando ao menor nível em oito meses, em meio aos esforços do Banco Central para levar a alta dos preços à meta.
Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,16%, após alta de 0,58% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. Essa é a leitura mensal mais baixa desde outubro, quando o IPCA apresentou avanço de 0,09%. O resultado levou a taxa em 12 meses a 4,64%, de 4,72% no mês anterior. A meta contínua para a inflação é de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Os resultados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters de altas de 0,31% na comparação mensal e de 4,80% em 12 meses. Em junho, o grupo Alimentos e Bebidas teve queda de 0,24% e registrou o maior impacto negativo sobre o índice do mês, após alta de 1,33% em maio. Os custos da alimentação no domicílio caíram 0,39%, depois de subirem 1,65% no mês anterior. Apresentaram quedas café moído (-3,72%), frutas (-1,58%) e carnes (-0,64%), enquanto feijão-carioca (8,31%) e batata-inglesa (3,57%) avançaram. Por outro lado, o grupo Habitação registrou a maior variação e o maior impacto, com alta de 0,63% no mês. Ainda assim, mostrou desaceleração depois de ter subido 1,22% em maio. Isso porque o aumento nos preços da energia elétrica residencial diminuiu a 1,53% em junho, de 3,67% no mês anterior, ainda que tenha exercido o maior impacto individual no resultado do IPCA. No mês de junho, as contas de luz seguiram com bandeira amarela, o mesmo que em maio, o que representa um custo adicional de R$1,885 a cada 100 kWh consumidos. Já os Transportes saíram de uma queda de 0,46% em maio para alta de 0,17% em junho, refletindo a alta de 7,12% das passagens aéreas, mas recuo de 0,48% nos combustíveis — etanol (-3,09%), óleo diesel (-1,19%), gás veicular (-0,19%) e gasolina (-0,12%). A inflação de serviços mostrou um leve alívio em junho com taxa de 0,34%, de 0,40% em maio, acumulando em 12 meses avanço de 5,90%. O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, recuou para 54%, de 65% no mês anterior. Além das repercussões da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis e de outros produtos, estão no radar ainda questões climáticas, como o El Niño. Na quinta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a possível decisão do governo de eliminar a subvenção à gasolina, que seria tomada nesta semana, ficará para a semana que vem diante dos novos atritos entre Estados Unidos e Irã. O Banco Central cortou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual no mês passado, a 14,25% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto, indicando que combinará momentos de pausa e retomada no ciclo de cortes da Selic para levar a inflação à meta de 3% no primeiro trimestre de 2028. A mais recente pesquisa Focus do BC mostra que a projeção para o IPCA é de alta de 5,30% em 2026, indo a 4,18% em 2027.
REUTERS
Dólar acompanha exterior e cai para a faixa dos R$5,10
O dólar fechou a sexta-feira em baixa no Brasil e novamente na faixa dos R$5,10, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, onde o conflito no Oriente Médio seguiu no foco das atenções.
O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,31%, aos R$5,1078, a menor cotação de fechamento desde 16 de junho, quando atingiu R$5,0894. Na semana, a moeda acumulou baixa de 1,18% e, no ano, recuo de 6,94%. s 17h03, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,17% na B3, aos R$5,1340. No exterior, o dólar sustentou perdas ante o iene após a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, afirmar que o governo quer incentivar fundos de pensão a aumentarem suas participações em ativos financeiros nacionais. Além disso, a moeda norte-americana recuou ante divisas de países emergentes como o peso colombiano, o peso chileno e o peso mexicano, ainda que o cenário da guerra no Oriente Médio seguisse nebuloso. Dados de rastreamento mostraram que navios-tanque de gás natural liquefeito passaram pelo Estreito de Ormuz nos últimos dias, enquanto 22 embarcações ligadas ao Japão deixaram o Golfo Pérsico desde terça-feira, mas o tráfego diário geral diminuiu à medida que as tensões entre EUA e Irã se intensificaram. Durante a manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país concordou em negociar com o Irã, depois que Teerã pediu a continuação das discussões, mas acrescentou que o cessar-fogo entre as duas nações “acabou”. O mercado no Brasil se alinhou à tendência externa e o dólar cedeu ante o real. Após marcar a máxima de R$5,1278 (+0,08%) às 11h33, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,0985 (-0,49%) às 13h28. Da máxima para a mínima a divisa oscilou apenas 0,57%, uma indicação de que as margens foram estreitas. No início do dia o destaque no Brasil foi a divulgação do IPCA, o índice oficial de inflação, referente a junho, que subiu 0,16%, ficando abaixo da taxa de 0,58% de maio e da projeção de 0,31% dos analistas ouvidos pela Reuters. Nos 12 meses até junho, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação ficou em 4,64%, abaixo dos 4,80% projetados. O resultado abaixo do esperado fortaleceu no mercado a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central possa promover mais um corte de 25 pontos-base da Selic no início de agosto — algo que já vem sendo precificado no mercado. Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano.
REUTERS
Ibovespa salta quase 3% e orbita 178 mil pontos, após inflação reforçar aposta de queda da Selic em agosto
O Ibovespa fechou em alta de quase 3% na sexta-feira, orbitando os 178 mil pontos, patamar que não alcança desde maio, após dados de inflação endossarem apostas de queda da taxa Selic em agosto.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 2,97%, a 177.866,37 pontos, terminando na máxima do dia, com praticamente todas as ações no azul. A última vez que o Ibovespa superou 178 mil pontos foi em 21 de maio, durante o pregão. Na mínima desta sexta-feira, marcou 172.760,66 pontos. O volume financeiro somou R$25,17 bilhões. Com tal desempenho, o Ibovespa acumulou um ganho de 2,18% na semana, a terceira com sinal positivo. Em julho, acumula até o momento alta de 3,40%. O IPCA subiu 0,16% em junho, após aumento de 0,58% em maio, informou o IBGE, na leitura mensal mais baixa desde outubro (+0,09%). Expectativas em pesquisa da Reuters apontavam alta de 0,31% na comparação mensal. De acordo com o chefe de economia no Brasil e de estratégia para América Latina no Bank of America, David Beker, resultado de junho trouxe um índice cheio e uma composição mais favoráveis do que o esperado. “Apesar de alguns itens específicos terem exercido forte pressão baixista sobre o resultado, a desinflação também ficou evidente em indicadores mais amplos e relevantes, como o índice de difusão e as medidas de núcleo”, avaliou, em relatório a clientes. Após a divulgação do IPCA, citando também o cenário externo mais favorável, com o barril do petróleo abaixo de US$80 e dados de emprego dos EUA mais fracos na semana passada, Beker passou a ver corte de 0,25 ponto percentual na Selic próxima reunião do Copom, de manutenção anteriormente. O próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) está previsto para 4 e 5 de agosto. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano. Para a reunião seguinte, que acontece nos dias 14 e 15 de setembro, Beker afirmou que o cenário-base continua sendo de manutenção dos juros, “mas há risco” de um novo corte de 0,25 ponto, dependendo da evolução dos preços do petróleo. Na sexta-feira, o barril do petróleo sob o contrato Brent fechou com declínio de 0,38%, a US$76,01, enquanto, em Wall Street, o último pregão da semana foi marcado por variações modestas, com o S&P 500 fechando em alta de 0,42%, em uma sessão de relativa calma no cenário geopolítico.
REUTERS
Agro tem recorde de exportação em junho e no semestre
Setor respondeu por 45,7% do total exportado pelo país no mês passado. Vendas externas ficaram em US$ 16,6 bilhões em junho
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16,6 bilhões em junho, o que representa um recorde para o mês. Houve incremento de 14% sobre junho do ano passado, ou US$ 2 bilhões, informa o Ministério da Agricultura. O setor respondeu por 45,7% do valor total exportado pelo país no mês passado. No semestre, o desempenho também foi recorde: US$ 87,1 bilhões, aumento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2025. Em junho, o principal destaque da balança comercial do agro foi a soja em grãos, com US$ 6,3 bilhões em vendas, incremento de 17,3% sobre junho de 2025. Em volume, as vendas ficaram em 14,5 milhões de toneladas, 8% a mais do que no ano passado. O mercado chinês foi o principal comprador da oleaginosa brasileira, com US$ 4,4 bilhões e participação de 71,1%, diz o Ministério da Agricultura. Outro destaque das vendas em junho foi a carne bovina in natura, com US$ 1,8 bilhão, crescimento de 39,2%. A cotação média de exportação da proteína animal subiu de US$ 5.448 por tonelada em junho de 2025 para US$ 6.538 por tonelada em junho de 2026 (+20,0%). No mês passado, a China foi o principal destino das vendas externas do agro, somando US$ 6,5 bilhões, aumento de 11,1% e que representa 39,1% do valor total. Por outro lado, as exportações aos Estados Unidos sofreram redução de 13%, somando US$ 911,8 milhões. A celulose foi o principal item da pauta, com US$ 143,8 milhões (-9,0%). Outro item importante, o café verde, diminuiu -13,6%, devido principalmente à queda de preços. Já a carne bovina in natura registrou crescimento em valor de 89,3 % e totalizou US$ 142,6 milhões. A seguir, os principais recordes para meses de junho registrados em 2026: Soja em grãos – recorde em quantidade (14,5 milhões de toneladas; +8,0%); Carne bovina in natura – recorde em valor (US$ 1,8 bilhão; +39,2%) e quantidade (279,7 mil toneladas; +16,0%); Farelo de soja – recorde em quantidade (2,5 milhões de toneladas; +36,2%); Café Verde – recorde em valor (US$ 935,6 milhões; +0,2%); Algodão não cardado nem penteado – recorde em valor (US$ 350,6 milhões; +64,1%) e quantidade (217,0 mil toneladas; +63,4%); Bovinos vivos – recorde em valor (US$ 191,4 milhões; +216,0%) e quantidade (58,6 mil toneladas; +134,1%); Café Solúvel – recorde em valor (US$ 93,7 milhões; +25,4%) e quantidade (8,1 mil toneladas; +49,9%); Miudezas de Frango – recorde em valor (US$ 68,9 milhões; +272,0%) e quantidade (42,1 mil toneladas; +73,0%); Miudezas de Carne Bovina – recorde em quantidade (23,0 mil toneladas; +17,8%). As importações de produtos do agro também cresceram no mês passado: US$ 1,7 bilhão, 11,6% acima de junho de 2025.
GLOBO RURAL
EMPRESAS
Indonésia realiza novas auditorias em frigoríficos brasileiros
A Indonésia realizou nas últimas semanas uma nova rodada de auditorias em frigoríficos brasileiros como parte do processo para ampliar o número de unidades autorizadas a exportar carne bovina ao país asiático, a informação foi confirmada à CNN Brasil por fontes da indústria.
Segundo apuração da CNN Agro, uma das empresas inspecionadas foi a Golden Imex, localizada em Paranaíba, no Mato Grosso do Sul. As auditorias são consideradas a etapa final antes da possível habilitação das plantas para embarques ao mercado indonésio. O movimento reforça a estratégia da Indonésia de diversificar seus fornecedores de carne bovina em um momento de crescimento do consumo e de busca por maior segurança no abastecimento. Caso novas unidades brasileiras sejam aprovadas, o país poderá se aproximar ou até ultrapassar a China em número de frigoríficos brasileiros habilitados. Atualmente, a China conta com 66 frigoríficos brasileiros habilitados. Em janeiro deste ano, a Indonésia autorizou mais 14 estabelecimentos brasileiros, elevando para 52 o total de plantas aptas a exportar. Entre as empresas já autorizadas para o mercado indonésio estão JBS, Minerva, Frigol, Cooperfrigu, Prima Foods e Fribal. Embora ainda represente uma parcela relativamente pequena das exportações brasileiras de carne bovina, a Indonésia vem ganhando importância estratégica para o setor por adquirir produtos com baixo consumo no mercado doméstico, aumentando o aproveitamento da carcaça e agregando valor à produção. Segundo a gerente de exportação Natália Braga Simão, o mercado indonésio compra principalmente miúdos e cortes de menor demanda no Brasil, como língua, fígado, papada, tendões e outros tecidos utilizados pela indústria de alimentos. Entre eles, os tendões se destacam por praticamente não terem mercado consumidor no país e serem amplamente utilizados na Indonésia para o processamento de produtos como almôndegas e outros alimentos industrializados. A executiva explica que esses produtos normalmente teriam baixo valor comercial no mercado interno e, em alguns casos, seriam destinados à graxaria, setor responsável pelo processamento de resíduos e subprodutos de origem animal. Com a exportação, esses cortes passam a gerar receita para a indústria, melhorando o rendimento econômico de cada animal abatido. “São produtos que praticamente não têm consumo no Brasil. A Indonésia compra justamente esses cortes, permitindo que a indústria aproveite melhor toda a carcaça e reduza perdas”, afirma. Outro diferencial do mercado indonésio é a exigência pela certificação halal, requisito obrigatório para um país de maioria muçulmana. O Brasil já possui ampla experiência nesse tipo de produção, o que facilita o atendimento às exigências sanitárias e religiosas impostas pelo governo indonésio. Além do potencial comercial, o tamanho do mercado chama a atenção da indústria. Apesar de possuir território muito menor que o Brasil, a Indonésia tem uma população superior a 280 milhões de habitantes. Atualmente, o consumo de carne bovina ainda é relativamente baixo, com predominância do pescado na alimentação da população. Para Natalia Braga, qualquer aumento na frequência de consumo de carne bovina pelos indonésios poderá representar um crescimento expressivo da demanda por proteína brasileira devido ao tamanho da população. Dados do Comex Stat mostram que a Indonésia respondeu por 0,8% das exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada e congelada no acumulado do primeiro semestre de 2026. O país figura entre os principais compradores do produto brasileiro, em um ranking liderado pela China, que concentrou 53,2% dos embarques no período. Por que a Indonésia se tornou estratégica para a carne bovina brasileira? A busca por novos mercados tornou-se uma das principais estratégias da indústria brasileira de carne bovina. De um lado, a China, responsável por mais da metade das exportações do produto, passou a adotar cotas para administrar o ritmo das importações. De outro, a União Europeia endurece as regras de rastreabilidade e sustentabilidade para produtos agropecuários. Diante desse cenário, mercados emergentes como a Indonésia passam a ser vistos como fundamentais para reduzir a dependência de poucos compradores e garantir maior estabilidade às exportações brasileiras. O MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) tem acelerado a abertura de mercados para reduzir a dependência das exportações para a China, que impôs um limite de cota anual. Entre as frentes recentes, o Brasil concluiu negociações para a exportação de carne bovina, com e sem osso, para destinos como as Filipinas, além de exportação de gordura bovina para o Vietnã.
CNN BRASIL
GOVERNO
Mauritânia abre mercado para embrião bovino do Brasil
Material genético poderá ser exportado ao país árabe, segundo anúncio dos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura e Pecuária
A Mauritânia abriu seu mercado para compra de embriões, ovócitos e sêmen bovino originários do Brasil. O anúncio foi feito na quarta-feira (8) pelos ministérios da Agricultura e Pecuária e das Relações Exteriores. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, entre janeiro e junho deste ano as exportações do Brasil para a Mauritânia somam US$ 61,8 milhões e estão em queda de 44,9% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os principais produtos exportados ao país são açúcar e carne de frango. Em maio deste ano, o embaixador do Brasil em Nouakchott, Evaldo Freire, discutiu a ampliação da cooperação entre os dois países com o ministro da Pecuária da Mauritânia, Sid’ Ahmed Ould Mohammed. De acordo com o comunicado, a Nigéria autorizou a exportação de sêmen suíno e de suínos vivos para reprodução.
PORTAL DBO
INTERNACIONAL
USDA reduz vendas de carne bovina para exportação em 90% em meio a dúvidas crescentes sobre os dados
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu drasticamente nesta quinta-feira os números divulgados sobre as vendas de carne bovina para o exterior, o que gerou novas preocupações quanto à qualidade dos dados da agência após a redução do quadro de funcionários, como parte da reestruturação do governo federal promovida pelo governo Trump.
O USDA informou que, no final de junho, os exportadores venderam um total líquido de 12.064 toneladas de carne bovina dos EUA a compradores estrangeiros, um volume 90% menor do que o inicialmente divulgado há uma semana. Operadores do mercado havia, em grande parte, desconsiderado o relatório inicial do USDA, por avaliá-lo como impreciso. A confiança nos relatórios do USDA foi abalada entre operadores, analistas e agricultores após grandes cortes de pessoal e depois que a agência subestimou significativamente a área plantada com milho no ano passado. O USDA também adiou um relatório trimestral sobre o comércio agrícola e excluiu conclusões que apontavam as tarifas como motivo para um aumento previsto no déficit comercial agrícola, o que, segundo analistas, levantou dúvidas sobre sua objetividade. A agência afirmou na sexta-feira que a integridade e a precisão dos dados são suas maiores prioridades. O USDA informou ter recebido dados incorretos sobre as vendas de carne bovina para exportação e os publicado em um relatório semanal em 2 de julho. Os dados mostravam que as vendas de 2026 atingiram um pico de 126.062 toneladas na semana encerrada em 25 de junho, um aumento de quase 500% em relação à semana anterior. Operadores e analistas rapidamente colocaram em dúvida esse aumento incomum, pois incluía vendas para alguns países em volumes várias vezes superiores ao que esses países jamais haviam comprado dos Estados Unidos. Amy Harding, especialista em relatórios de vendas de exportação do USDA, disse à Reuters na semana passada que a agência havia confirmado os números com uma empresa exportadora. “O USDA deveria ter percebido isso? Provavelmente”, disse Austin Schroeder, analista de commodities da Brugler Marketing & Management. “Eles podem simplesmente ter deixado passar.” No primeiro semestre do ano passado, o Serviço Agrícola Estrangeiro do USDA, que supervisiona os relatórios de vendas de exportação, perdeu aproximadamente 21% de seus funcionários, de acordo com dados do governo. Os preços da carne bovina nos EUA bateram recordes este ano devido à escassez de gado e à forte demanda por hambúrgueres e bifes por parte dos consumidores domésticos. As exportações vêm caindo desde 2022 devido ao aumento dos preços e à redução da produção. Os EUA aumentaram as importações de carne bovina para compensar a baixa oferta interna. “Estamos, até certo ponto, fora do mercado mundial devido aos preços”, disse Schroeder. “Não faria muito sentido ter um volume de exportação tão grande.” Dados do USDA divulgados em 2 de julho incluíram vendas recordes de 38.434 toneladas para o Chile e 32.274 toneladas para a Itália, países que tradicionalmente não são grandes mercados para a carne bovina dos EUA. Na quinta-feira, o USDA revisou essas vendas para 367 toneladas para o Chile e 350 toneladas para a Itália. A agência também revisou para baixo as vendas para outros 14 países. Os exportadores são obrigados a informar as exportações e vendas ao Serviço Agrícola Estrangeiro do USDA na semana em que elas ocorrem. Antes de corrigir os números, o USDA informou, em 2 de julho, que várias vendas haviam sido relatadas com atraso e que havia confirmado a precisão dos dados com um exportador. Na quinta-feira, o USDA informou que as exportações haviam sido “relatadas por engano”. Um porta-voz afirmou na sexta-feira que a agência estava comprometida em aprender com os erros.
REUTERS
SUÍNOS & FRANGOS
Frango/Cepea: Mesmo com desafios geopolíticos, exportações são recordes no 1º semestre
Os conflitos no Oriente Médio que se estendem desde o primeiro trimestre deste ano trouxeram preocupações ao setor avícola exportador brasileiro – vale lembrar que a região foi destino de quase 25% dos embarques de carne de frango em 2025.
Apesar disso, as exportações brasileiras de carne vêm registrando desempenho recorde ao longo de 2026. Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado evidencia a capilaridade da base de parceiros comerciais do setor avícola nacional. Assim, no balanço do primeiro semestre, ainda que os envios aos Emirados Árabes Unidos tenham recuado 8,3% frente ao mesmo período de 2025, foram expressivos os avanços nas vendas ao Japão (+21,2%) e à África do Sul (+38,3%). Pesquisadores do Cepea indicam que os desdobramentos do conflito no Oriente Médio comprometeram o tráfego no Estreito de Ormuz e dificultaram o recebimento da proteína na região. A todos os destinos, de acordo com levantamento da Secex, as exportações brasileiras de carne de frango (in natura e processada) somaram 2,9 milhões de toneladas nos primeiros seis meses de 2026, recorde para o período considerando-se a série histórica da Secretaria, iniciada em 1997. O volume embarcado representou alta de 12,9% frente às 2,6 milhões de toneladas comercializadas no mesmo período do ano anterior.
CEPEA
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