CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2751 DE 10 DE JULHO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2751 | 10 de julho de 2026

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi tem ritmo lento em São Paulo

Minas registra queda da arroba em duas regiões

O mercado do boi gordo iniciou a quinta-feira (9) sem alterações nas cotações em São Paulo, de acordo com a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Mesmo com o feriado estadual que celebra a Revolução Constitucionalista de 1932, parte dos frigoríficos manteve as atividades, embora o volume de negócios registrados tenha sido reduzido. Segundo a Scot Consultoria, a combinação entre oferta e demanda moderadas manteve o ritmo das negociações lento, sem mudanças nos preços da arroba. As escalas de abate atendiam, em média, sete dias. Em Minas Gerais, o cenário foi de poucas negociações tanto para a compra quanto para a venda de bovinos, refletindo o desempenho lento das vendas de carne bovina. Nesse contexto, a cotação recuou em duas das quatro praças pecuárias monitoradas. Nas regiões do Triângulo Mineiro e de Belo Horizonte, as cotações permaneceram estáveis. Já na região Norte do estado, a arroba registrou queda generalizada de R$ 2,00. No Sul de Minas, a arroba do boi gordo e da novilha recuou R$ 1,00 por arroba, enquanto a cotação da vaca permaneceu inalterada. O levantamento também mostra que o preço do chamado “boi China” não apresentou mudanças na quinta-feira. No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura mantiveram desempenho positivo. Até a primeira semana de julho, os embarques somaram 45,1 mil toneladas, com média diária de 15 mil toneladas, resultado 25,1% superior ao registrado no mesmo período de julho de 2025. Além do aumento no volume exportado, o preço médio da tonelada embarcada alcançou US$ 6,3 mil, avanço de 15% na comparação com igual período do ano passado, conforme os dados apresentados pela Scot Consultoria.

SCOT CONSULTORIA

Preço do boi gordo fica estável em dia de poucos negócios

Impasse entre frigoríficos e pecuaristas persiste; indústrias têm dificuldades para compor escalas de abate. Poucas compras de gado foram realizadas

Mercado físico do boi gordo seguiu em um ambiente de poucas negociações fechadas na quinta-feira (9/7). Segundo a consultoria Safras & Mercado, a indústria frigorífica continua encontrando maior dificuldade na composição de suas escalas de abate. “O impasse entre frigoríficos e pecuaristas persiste, com registro de alguns negócios acima da referência média em determinados Estados, a exemplo do Mato Grosso do Sul. O aumento da capacidade ociosa ainda é a escolha das indústrias neste momento de esgotamento virtual e precoce das cotas disponibilizadas pela China”, destacou Fernando Iglesias, analista da Safras. Das 33 regiões pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, 20 apresentaram estabilidade no preço do boi gordo na comparação diária, enquanto outras 11 tiveram quedas nos valores. Apenas em Campo Grande (MS) e Dourados foram registradas altas nas cotações. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 330 a arroba para o pagamento a prazo. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não tiveram mudanças. Segundo a Scot, em São Paulo, apesar do feriadão estadual da Revolução Constitucionalista de 1932, parte das indústrias frigoríficas estava trabalhando normalmente nesta quinta-feira. No entanto, poucas compras foram realizadas. Com oferta e demanda mornas, o ritmo dos negócios estava lento e o cenário era de estabilidade.

GLOBO RURAL

Boi/Cepea: Embarques no 1º semestre têm melhor desempenho da história

No primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras de carne bovina (em geral) estiveram aquecidas e foram as mais elevadas da história. 

De acordo com o Cepea, esse resultado reflete a combinação entre a elevada competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, a oferta consistente de animais para abate ao longo do semestre e a demanda firme dos principais importadores. Segundo o Centro de Pesquisas, além da manutenção das compras chinesas em patamares elevados, o avanço das aquisições pelos Estados Unidos reforça a diversificação dos mercados de destino e contribui para manter o ritmo dos embarques brasileiros em patamares recordes. De acordo com pesquisadores do Cepea, para o segundo semestre, a expectativa é de que as exportações permaneçam em níveis elevados. No entanto, esse desempenho dependerá da evolução da demanda dos principais parceiros comerciais, especialmente da China, uma vez que a cota anual de importação de carne bovina brasileira, de 1,106 milhão de toneladas está próxima de ser atingida. Esse fator pode impactar os embarques entre julho e setembro. Além disso, pesquisadores do Cepea também destacam que o comportamento das exportações também dependerá das condições da oferta doméstica de gado para abate e da evolução do câmbio.

CEPEA

ECONOMIA 

Dólar acompanha exterior e cai ao menor valor em três semanas

O dólar fechou a quinta-feira em baixa ante o real, alinhado ao recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, ainda que persistam as preocupações com a retomada das ações militares no Oriente Médio.

O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,48%, aos R$5,1238. Esse é o menor valor de fechamento em três semanas, desde 17 de junho, quando atingiu R$5,1104. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,65% ante o real. Às 17h02, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,56% na B3, aos R$5,1520, com cerca de 167 mil contratos negociados até o momento. Apesar do feriado no Estado de São Paulo, as negociações cambiais seguiram normalmente nesta quinta-feira, inclusive na B3, mas a liquidez foi afetada, conforme dois profissionais ouvidos pela Reuters. No exterior, após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar na véspera que o acordo provisório com o Irã “acabou”, as Forças Armadas norte-americanas lançaram novos ataques contra o país. Já o Irã realizou ataques contra infraestruturas militares dos EUA em países vizinhos no Golfo Pérsico nesta quinta-feira, enquanto enterrava seu líder supremo assassinado, o aiatolá Ali Khamenei, no santuário mais sagrado do país, em Mashhad. Apesar das tensões, o dólar exibiu perdas nesta quinta-feira ante moedas fortes como o iene e o euro. Além disso, cedeu ante divisas de países emergentes como o peso colombiano, o peso chileno e o rand sul-africano. No Brasil, o viés negativo para o dólar se firmou entre o fim da manhã e o início da tarde, em uma sessão no geral favorável aos ativos locais, com o Ibovespa em alta e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) em queda. “Estamos acompanhando o enfraquecimento do dólar lá fora, onde há hoje apetite a risco”, comentou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com aval externo

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, orbitando os 173 mil pontos, apoiado pelo viés positivo no exterior e avanço de ações de bancos, enquanto Petrobras figurou na ponta negativa com o recuo do petróleo no mercado internacional.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, Ibovespa subiu 1,27%, a 172.828,31 pontos, de acordo com dados preliminares, vindo de três quedas seguidas, período em que acumulou um declínio de quase 2%. Na máxima do dia, chegou a 172.932,89 pontos. Na mínima, marcou 170.652,87 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$17,15 bilhões antes dos ajustes finais, em dia de feriado no Estado de São Paulo pela Revolução Constitucionalista de 1932.

REUTERS

IGP-M cai 0,39%na primeira prévia de julho, informa FGV

Na primeira prévia de junho, o indicador havia avançado 0,21%

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) caiu 0,39%% na primeira prévia de julho, segundo dados divulgados na quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Na primeira prévia de junho, o indicador havia avançado 0,21%. Entre os três grupos que formam o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% no indicador final, caiu 0,66%, ante alta de 0,09% na primeira prévia do mês passado. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, oscilou para 0,01%, de elevação de 0,32% na primeira prévia de junho. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que responde por 10% do IGP-M, teve alta de 0,69%, ante elevação de 0,77% na primeira prévia de junho.

VALOR ECONÔMICO 

Entrada de dólares no primeiro semestre é a maior desde 2018

Brasil reverte saldo bastante negativo de 2025 no fluxo com melhora financeira e comercial

Um ano após o fluxo cambial registrar a maior saída de dólares para um primeiro semestre em toda a série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1982, o cenário se reverteu. O país anotou, em 2026, os melhores primeiros seis meses de um ano desde 2018. De acordo com dados publicados na quarta-feira, houve entrada líquida de US$ 17,78 bilhões. no país até junho, resultado que, na última década, só não supera os US$ 22,5 bilhões registrados oito anos atrás. A melhora do fluxo cambial coincidiu com um período de apreciação do real, com o dólar caindo do nível de R$ 5,4887 no fim de 2025 para R$ 5,1485 na cotação do fechamento de ontem. Embora a taxa de câmbio local seja majoritariamente definida pelo mercado de derivativos e sofra pouca influência direta da entrada ou saída de dólares “spot” (à vista), há a leitura de que um fluxo cambial positivo tende a dar mais sustentação à moeda, já que a dinâmica dos derivativos é mais volátil. De acordo com os dados do BC, houve a saída líquida de US$ 16,12 bilhões pelo fluxo financeiro no primeiro semestre, mais do que compensada pela entrada de US$ 33,90 bilhões na conta comercial. Além disso, as duas métricas exibiram melhora relevante na comparação com o primeiro semestre de 2025, quando a conta financeira sofreu saída de US$ 39,71 bilhões e a comercial registrou entrada de US$ 25,37 bilhões. Assim, a melhora do fluxo cambial de um ano para cá pode ser explicada tanto pela conta financeira quanto pela comercial, “e em particular pelo ingresso de capital estrangeiro no país, embora com alguma acomodação desde o início da guerra” no Oriente Médio, avalia a economista Júlia Marasca, do Itaú Unibanco. Segundo ela, as exportações já rodam em níveis recordes desde o ano passado, o que denota uma melhora estrutural da balança comercial, principalmente por meio do aumento da produção de petróleo. Nesse sentido, a melhora observada no câmbio contratado pelo lado comercial em 2026 segue uma tendência recente. “A guerra trouxe um efeito positivo em termos de preço, mas, por outro lado, parece ter contribuído para uma perda de volume possivelmente por uma demanda global menor, em especial da China. Com a normalização [do conflito geopolítico], devemos ver essa demanda crescer novamente”, afirma a economista. O bom desempenho do fluxo cambial pelo comércio exterior ocorre mesmo diante de um nível ainda “bastante elevado” de importações, em decorrência de uma economia brasileira que segue resiliente, pondera Marasca. Houve também uma lacuna entre o câmbio embarcado (dólares no comércio exterior) e o câmbio contratado (recurso internalizado no país) que se criou com a queda do dólar a patamares próximos ou abaixo de R$ 5 entre abril e maio. Isso fez com que parte desse fluxo não fosse efetivado. “Mas, com o dólar voltando a patamares de R$ 5,15 a R$ 5,20, espero que essa entrada maior de dólares pelo canal comercial volte”, avalia. Para o economista Felipe Kotinda, do Santander, há uma melhora notável da parte comercial em relação ao ano passado, ao passo que o fluxo financeiro somente voltou à média dos últimos cinco anos após um 2025 bastante negativo. “Do lado da conta financeira, vemos que o investimento direto tem melhorado nos últimos 12 meses. Já a parte de investimentos via portfólios é muito volátil, mas também está melhor do que no ano passado”, diz Kotinda. Para ele, esse fluxo de investidores estrangeiros tem se concentrado mais na renda fixa do que na renda variável. “Não é algo que está superbom, mas, sim, dentro da média recente”. Segundo ele, a grande história do fluxo cambial em 2026 é a valorização dos preços de commodities.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

JBS recua da meta de zerar emissões líquidas até 2040

Empresa passa a concentrar compromissos de redução de gases nas emissões diretas de suas operações e no consumo de energia. Estratégia climática da empresa havia sido anunciada em 2021

A JBS reformulou sua estratégia climática e deixou de lado a meta anunciada em 2021 de zerar suas emissões líquidas até 2040, passando a concentrar seus compromissos de redução de gases de efeito estufa nas emissões diretas de suas operações e no consumo de energia.

A mudança pode ser observada no Relatório de Sustentabilidade 2025 da companhia, publicado na terça-feira (8/7), e em artigo assinado por Jason Weller, diretor global de sustentabilidade da empresa. Com a revisão, a companhia passou a estabelecer metas de redução da intensidade das emissões apenas dos escopos 1 e 2, que abrangem as emissões das próprias operações e da energia consumida, deixando de contemplar em seus objetivos climáticos o escopo 3, que inclui a cadeia de fornecedores (gado bovino) e responde pela maior parte da pegada de carbono de empresas de proteína animal. No novo desenho, a JBS se comprometeu a reduzir em 30% a intensidade das emissões dos escopos 1 e 2 até 2030 e em 70% até 2050, sempre em relação aos níveis de 2019. A empresa também fixou a meta de alcançar 60% de uso de eletricidade renovável globalmente até 2030. “À medida que avançávamos na execução, ficava cada vez mais claro que uma meta de Net Zero que abrange centenas de milhares de produtores agropecuários independentes, distribuídos por dezenas de milhões de hectares em dezenas de países – cada um com práticas diferentes, linhas de base diferentes e sem uma infraestrutura padronizada de mensuração – representa um desafio imenso”, escreveu Weller. “Cumprir uma ambição de alcance sistêmico nessa escala depende de dados, adesão dos produtores, tecnologia e infraestrutura de mensuração que ainda estão em desenvolvimento na agropecuária global”, complementou.

VALOR ECONÔMICO

CLIMA

El Niño se intensifica e tem 81% de chance de ficar muito forte até o fim do ano

Fenômeno pode ser o mais intenso desde 1950, segundo agência climática norte-americana

No Brasil, El Niño tende a aumentar a incidência de chuvas no Centro-Sul e causar secas no Norte e Nordeste

O El Niño se intensificou no último mês e tem 81% de chance de atingir a categoria “muito forte” entre outubro e dezembro de 2026, segundo estimativa publicada nesta quinta-feira (9/7) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), agência climática dos Estados Unidos. Segundo a NOAA, se a previsão se confirmar, esse pode ser o El Niño mais intenso desde 1950, ano em que começaram a ser feitas as medições. A agência ressalta, no entanto, que mesmo em anos de El Niño mais intensos os impactos típicos do fenômeno não ocorrem em todas as regiões esperadas, mas eventos mais fortes podem aumentar significativamente a probabilidade de ocorrência dos efeitos esperados. Além disso, a previsão da NOAA indica que o El Niño persiste e deve se intensificar até o final do ano, com 97% de chance de seguir ativo até junho de 2027. No Brasil, o fenômeno tende a aumentar a incidência de chuvas no Centro-Sul e causar secas no Norte e Nordeste.

GLOBO RURAL

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY NORBERTO STAVISKI EDITORA LTDA

Whatsapp 041 999368886

 

abrafrigo

Leave Comment