CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2747 DE 06 DE JULHO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2747 | 06 de julho de 2026

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi fecha semana em compasso de espera

Tocantins registra recuo para vaca e novilha

O mercado do boi gordo encerrou a semana com estabilidade em São Paulo, após quatro dias consecutivos de queda nas cotações. A avaliação faz parte da edição da sexta-feira (3) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria. Segundo a análise, o mercado esteve pressionado ao longo dos últimos dias. Mesmo com a resistência dos pecuaristas em negociar e sem excesso de oferta de animais, o baixo volume de negócios manteve o ambiente favorável às quedas nos preços. Na comparação com o fechamento da semana anterior, a arroba do boi gordo e do chamado “boi China” acumulou recuo de 2,6%. Já as cotações da vaca e da novilha caíram 1,9% e 1,2%, respectivamente. Apesar desse movimento, na sexta-feira as cotações permaneceram inalteradas em relação ao dia anterior, interrompendo a sequência de desvalorizações observada durante a semana. As escalas de abate nos frigoríficos paulistas atendiam, em média, a sete dias. Conforme a Scot Consultoria, a expectativa era de que o pagamento dos salários contribuísse para estimular o consumo de carne bovina, o que poderia favorecer uma reação do mercado, embora sem perspectivas de mudanças expressivas no curto prazo. No Tocantins, o cenário foi de demanda mais fraca e oferta estável, pressionando parte das cotações. Na região Sul do estado, a arroba da vaca recuou R$ 3,00, enquanto os preços do boi gordo e da novilha permaneceram estáveis. Já na região Norte, a novilha registrou queda de R$ 3,00 por arroba, sem alterações para o boi gordo e a vaca. O informativo também aponta que a cotação da arroba do “boi China” caiu R$ 5,00 no estado. O ágio permaneceu em R$ 3,00 por arroba na região Sul e em R$ 5,00 na região Norte. As escalas de abate atendiam entre seis e oito dias. Em Santa Catarina, o mercado seguiu sem alterações nas cotações ao longo do período analisado. As escalas de abate atendiam, em média, entre oito e dez dias, de acordo com a Scot.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de boi busca correção e preços perdem força em junho

O mercado físico do boi gordo registrou um cenário de forte correção ao longo de junho, fator que culminou na queda dos preços pagos pela arroba. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a indústria frigorífica brasileira se programou para o esgotamento precoce da cota chinesa. 

“Diante desse cenário o caminho escolhido foi da redução da capacidade de abate, adequando a produção de carne bovina a uma realidade em que o principal importador brasileiro se ausentará de maneira parcial e temporária da compra”, avalia. Iglesias destaca que no encerramento de junho os frigoríficos passaram a anunciar férias coletivas nas mais diferentes regiões do país, buscando se adequar a essa nova realidade de demanda que será registrada ao longo do terceiro trimestre. Já o balanço do primeiro semestre apontou para uma imensa volatilidade no mercado brasileiro de boi gordo, com as indústrias precificando de maneira agressiva qualquer tipo de informação em torno da salvaguarda chinesa, o que gerou muita instabilidade. “Nesse ano de 2026 fica evidente a necessidade do pecuarista em adotar ferramentas sólidas de proteção em bolsa para garantir o resultado da operação”, pontua.

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 30 de junho: * São Paulo (Capital) – R$ 335,00 a arroba, baixa de 5,63% frente aos R$ 355,00 registrados no final de maio. * Goiás (Goiânia) – R$ 320,00 a arroba, recuo de 3,03% frente aos R$ 330,00 registrados no final do mês retrasado. * Minas Gerais (Uberaba) – R$ 315,00 a arroba, retração de 3,08% frente aos R$ 325,00 praticados no fechamento de maio. * Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 320,00 a arroba, queda de 8,57% ante os R$ 350,00 registrados no encerramento do mês retrasado. * Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 330,00 a arroba, decréscimo de 7,04% perante os R$ 355,00 praticados no fechamento de maio. * Rondônia (Vilhena) – R$ 320,00 a arroba, declínio de 4,48% em relação aos R$ 335,00 registrados no encerramento do mês retrasado. Iglesias destaca que o mercado atacadista apresentou cotações mais baixas durante o mês de junho, mesmo em pleno período de Copa do Mundo. Isso se deve à baixa competitividade da carne bovina frente às proteínas concorrentes, especialmente em relação à carne de frango. O quarto do dianteiro foi precificado a R$ 21,00 por quilo no fechamento de junho, queda de 2,33% ante os R$ 21,50 por quilo praticados no final de maio. Já os cortes do traseiro bovino foram cotados a R$ 25,50 por quilo, baixa de 5,56% frente aos R$ 27,00 por quilo registrados no encerramento do mês retrasado.

SAFRAS NEWS

Mercado do boi: queda nas cotações na região de Campo Grande-MS

Todas as categorias do mercado do boi gordo recuaram na região.

O mercado perdeu força nos últimos dias na região de Campo Grande, refletindo o aumento da oferta de bovinos e a atuação mais cautelosa dos frigoríficos. Com escalas de abate mais confortáveis e demanda enfraquecida no encerramento do mês, as indústrias reduziram o ritmo das compras e pressionaram as cotações. Na comparação semana a semana, a cotação do boi gordo recuou 3,3%, ou R$11,00/@, negociada em R$323,50/@. Para a vaca gorda, a queda foi de 1,6%, ou R$5,00/@, cotada em R$305,00/@, enquanto a novilha caiu, 1,4%, ou R$4,50/@, apregoada em R$315,00/@. O diferencial de base do boi gordo em relação a São Paulo está R$4,00/@ menor, ou seja, 1,2% abaixo, considerando que a arroba paulista está cotada em R$327,50. Todos os preços são a prazo, livres de Senar e Funrural. Para o curto prazo, a expectativa é de mercado pressionado, diante da melhor oferta de bovinos e da postura cautelosa dos frigoríficos nas negociações.

SCOT CONSULTORIA 

Carne bovina: Brasil exporta 324,35 mil toneladas em junho/26, volume recorde

Só de proteína in natura (congelada, resfriada e fresca), os embarques atingiram 279,68 mil toneladas no mês passado, um avanço de 16% sobre o resultado computado em junho/25

As exportações brasileiras de todos os tipos de carne bovina (in natura, industrializadas e miúdos) atingiram recorde mensal para o mês de junho, alcançando 324,35 mil toneladas, superando o recorde anterior, de junho/25, informou a Agrifatto, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na comparação com o volume de maio/26, houve alta de 6,24% nos embarques do mês passado. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o avanço foi de 13,55%. O resultado de junho/26 foi também o melhor desempenho mensal deste ano, destacou a Agrifatto. De acordo com os dados da Secex, considerando todos os tipos de carne bovina, o valor médio da tonelada exportada subiu 1,44% no comparativo mensal, alcançando US$ 6.094,25, enquanto em relação à cotação média de junho de 2025, o avanço foi de 20,2%. Com isso, a receita dos embarques da proteína brasileira atingiu US$ 1,97 bilhão em junho/26, resultado 36,52% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. No acumulado de janeiro a junho deste ano, o Brasil embarcou 1,76 milhão de toneladas de carne bovina in natura e industrializada, além de miúdos, um crescimento de 13,86% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O preço médio no primeiro semestre de 2026 ficou em US$ 6.052,16/t, com valorização anual de 18,93% e novo recorde histórico, superando o patamar de 2022 (US$ 6.038,29/t) em 0,23%. Para além da China, junho trouxe movimentações relevantes entre os demais destinos e reforçou o processo de diversificação de destinos. Os Estados Unidos se mantiveram como o segundo maior comprador do mês, com 26,35 mil toneladas e participação de 8,12% no total embarcado. Ainda que o volume tenha recuado 8,56% frente a maio, o mercado norte-americano segue 44,53% acima do registrado em junho de 2025. O bloco asiático e do Oriente Médio foi o grande destaque de crescimento. A Indonésia embarcou 9,25 mil toneladas, com avanço de 63,6% no mês e expressivos 89,60% na comparação anual. A Arábia Saudita seguiu o mesmo ritmo, somando 8,88 mil toneladas, alta de 74,7% frente a maio e de 69,86% ante junho de 2025. Hong Kong também contribuiu positivamente, com 9,89 mil toneladas e ganhos de 11,92% no mês e 36,78% no ano. Na América Latina, o Chile confirmou força como destino, com 12,83 mil toneladas e valorização tanto mensal (52,07%) quanto anual (37,92%). O México, por sua vez, protagonizou a recuperação mais expressiva no comparativo mensal, com salto de 95,60% e 11,84 mil toneladas embarcadas, ainda que permaneça 27,86% abaixo do volume de junho de 2025. A China permaneceu como o principal motor das exportações brasileiras em junho/26, destacou a Agrifatto. O país asiático absorveu 158,42 mil toneladas, alta de 2,96% na comparação mensal e avanço de 17,85% sobre o resultado de junho/25, respondendo por 48,84% de todo o volume embarcado pelo Brasil no mês passado. “O desempenho chama atenção por ter ocorrido mesmo diante da sinalização de algumas indústrias sobre a paralisação dos envios ao gigante asiático a partir da segunda quinzena do mês”, observou a Agrifatto, referindo-se à medida de salvaguarda chinesa, que estabelece tarifa adicional de 55% para os embarques brasileiros fora da cota anual de 1,1 milhão de toneladas. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o Brasil já exportou 773,26 mil toneladas para o mercado chinês, um aumento de 22,40% na comparação anual. No entanto, considerando o volume ainda em trânsito que chegará na China, a perspectiva para julho/26 é de acomodação no ritmo de exportações ao país asiático, com o mercado voltando a atenção para a capacidade dos demais destinos de sustentar o forte desempenho do setor, prevê a Agrifatto. “Os avanços consistentes de Estados Unidos, Indonésia, Arábia Saudita e Chile indicam que a diversificação conquistada ao longo de 2026 pode ajudar a compensar parte da desaceleração esperada no principal parceiro comercial”, disse a consultoria.

AGRIFATTO/PORTAL DBO

Frigoríficos consideram cota encerrada e deixam de exportar carne para China

Com embarque de 158,3 mil toneladas em junho, volume anual foi 100% preenchido, diz setor. Frigoríficos deram férias coletivas e reduziram ritmo de abates devido ao fim da cota chinesa

O Brasil exportou 158,3 mil toneladas de carne bovina in natura para a China em junho. Nos cálculos do setor frigorífico e de analistas de mercado, a quantidade – recorde para esse ano – esgotou a cota brasileira de 1,1 milhão de toneladas para 2026. A expectativa é que as vendas para o principal cliente sejam totalmente paralisadas a partir deste mês e retornem apenas em outubro para que o produto não seja sobretaxado em 55%. Em relatório publicado no sábado (4/7), a consultoria Safras & Mercados disse que as exportações de junho representam o “esgotamento oficial” da cota brasileira já que o volume embarcado no último bimestre de 2025 (quase 326 mil toneladas) precisa ser considerado. No acumulado do ano, os frigoríficos brasileiros já exportaram 774,1 mil toneladas de carne bovina in natura para a China. Para contabilizar a cota, no entanto, os chineses consideram a data de chegada dos produtos lá e incluem cargas que saíram do Brasil nos últimos meses de 2025. Até maio, o Brasil havia preenchido 65,4% da cota, com a entrada de 723,7 mil toneladas de carne bovina in natura na China, segundo dados oficiais de Pequim. Ao considerar a quantidade embarcada em maio e junho (mais de 313,1 mil toneladas) e parte das 135 mil toneladas enviadas em abril e que ainda não foram internalizadas, a avaliação no mercado é que o volume total autorizado já foi 100% atingido. A viagem de navio das cargas de carne bovina dura cerca de 40 dias entre Brasil e China. Executivos do setor frigorífico apostam que apenas no fim de agosto será declarado oficialmente o preenchimento da cota, mas as vendas serão encerradas para evitar a taxação. Volumes exportados dentro da cota pagam tarifa de 12%. Fora da cota, há sobretaxa de 55%, com total de 67%, o que torna os negócios “inviáveis”, segundo a indústria brasileira. “Com as contas que temos, até o fim de agosto vai atingir os 100%. Por isso, todo mundo parou de produzir e já atingiu os 100% da cota com os volumes exportados em junho”, afirmou uma fonte do setor. “A produção de carne para a China já começou a brecar e estamos começando a sentir desaceleração nos embarques”, disse Lygia Pimentel, CEO da consultoria Agrifatto. Para o analista Fernando Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, algumas cargas embarcadas nos últimos dias poderão ser sobretaxadas. “Vemos a cota preenchida e tenho a percepção que diante do avanço das exportações para a China, o que veremos daqui para a frente é que algum produto que está em trânsito vai exceder esse volume de cota e vai ser tarifado em 55%. As indústrias já estão paralisando, adotando postura mais comedida em relação ao mercado chinês agora”, disse à reportagem. Há um estranhamento no mercado sobre a demora do Ministério do Comércio da China (Mofcom) em emitir o alerta de preenchimento de 80% da cota brasileira. “Temos um ambiente hoje em que o sentimento geral na indústria e no mercado em si é que não há mais produto a ser exportado. Qualquer remessa vai ser sobretaxada, só falta internalização na China e os devidos alertas”, afirmou Iglesias. No relatório, a consultoria chama a atenção para a lentidão da China em emitir os alertas de preenchimento da cota em relação ao Brasil. “Existem gargalos na internalização do produto pelas autoridades chinesas, o que explicaria tamanha demora”, diz o texto. Segundo a empresa, o dado de exportação de julho será fundamental para ter o entendimento de como a dinâmica das exportações brasileiras vai se comportar. “A boa notícia está no avanço da demanda para os Estados Unidos, Hong Kong, Uruguai e Argentina, os últimos três são sintomas de triangulação para atingir o mercado chinês de maneira indireta”, completa o documento. No setor frigorífico, a avaliação é que praticamente todas as unidades habilitadas para a China vão encerrar a produção e o embarque de carne bovina in natura para lá entre julho e setembro. Alguns cortes específicos, em volumes residuais, ainda poderão ser embarcados, eventualmente, analisou uma fonte. Gorduras, por exemplo, não entram na cota. Em junho, o Brasil vendeu 3,4 mil toneladas do produto para os chineses. No acumulado do ano, foram 20,4 mil toneladas. Lygia Pimentel, da Agrifatto, acredita que há um “espaço residual na cota” e que vão ser exportadas algumas cargas com tarifa extra. “O mercado doméstico está bem frouxo com essa nova realidade”, avaliou. Segundo Iglesias, da Safras & Mercado, julho será um mês de “mercado pressionado” pela adequação dos frigoríficos à nova realidade, sem o principal cliente nas exportações. “A movimentação do mercado está bem intensa, as indústrias têm aumentado a capacidade ociosa, reduzido abates, oferecido férias coletivas. Julho tem sido um mês de bastante pressão, que frigoríficos estão pressionando o mercado”, completou. Não há uma lista precisa de quantos e quais frigoríficos já alteraram suas rotinas, mas a expectativa é que as 62 plantas com a habilitação ativa para venda aos chineses (cinco unidades estão suspensas) adotem alguma medida de adequação. “Frigoríficos médios e pequenos que abatiam 1 mil cabeças passaram a abater 400, 500 cabeças de gado. Estão ajustando, adequando a produção de acordo com o mercado chinês”, concluiu Iglesias. A expectativa de executivos em geral é que, após o preenchimento, importadores chineses voltem ao mercado brasileiro só em outubro, tendo em vista que os volumes que saírem do Brasil nos últimos meses do ano só chegarão à China no começo de 2027. A cota do ano que vem é um pouco maior, passará de 1,106 milhão de toneladas para 1,128 milhão de toneladas. Quase 800 mil toneladas de produtos foram para a China.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar acompanha exterior e cai ante o real em sessão com liquidez menor

O dólar fechou a sexta-feira em baixa ante o real, acompanhando o viés negativo para a moeda norte-americana no exterior, ainda refletindo dados da véspera sobre o mercado de trabalho dos EUA.

O feriado antecipado do Dia da Independência manteve os mercados fechados nos EUA na sexta-feira, o que reduziu a liquidez em todo o mundo. O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,76%, aos R$5,1688. No acumulado da semana, a divisa mostrou estabilidade, com queda de apenas 0,02%. No ano, o dólar passou a acumular baixa de 5,83% ante o real. Às 17h06, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,73% na B3, aos R$5,2060, mas a liquidez era limitada, com apenas cerca de 118 mil contratos transacionados. Na quinta-feira, a moeda norte-americana havia fechado praticamente estável no Brasil, com o câmbio pressionado pelo noticiário político local, mas a tendência geral ante as demais moedas foi de baixa, na esteira dos dados do mercado de trabalho dos EUA. O Departamento do Trabalho dos EUA revelou que a economia do país gerou 57 mil postos de trabalho em junho, abaixo dos 110 mil projetados por economistas em pesquisa da Reuters. Os números esfriaram as especulações de alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo, penalizando o dólar. O movimento continuou na sexta-feira, com o dólar em baixa ante o euro, a libra, o peso chileno e o peso colombiano, entre outras divisas. Desta vez, o real acompanhou. Após registrar a cotação máxima de R$5,1997 (-0,16%) às 9h18, ainda na primeira meia hora de negociações, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1657 (-0,82%) às 12h15, para depois encerrar perto disso. No exterior, às 17h09 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,11%, a 100,860. Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial caiu 0,2% em maio ante abril e avançou 0,2% na comparação com maio do ano passado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de altas de 0,3% na variação mensal e de 1,3% na base anual.

REUTERS 

Ibovespa avança e fecha acima de 174 mil pontos em pregão com volume reduzido sem Wall St

O Ibovespa avançou na sexta-feira, fechando acima dos 174 mil pontos pela primeira vez em cerca de um mês e assegurando a segunda semana consecutiva de alta, embora a liquidez no dia tenha sido reduzida em razão de feriado nos Estados Unidos. 

Embraer figurou entre os suportes positivos no dia, após dados de entrega de aviões no segundo trimestre, enquanto ISA Energia foi destaque negativo com potencial oferta de ações no radar. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,84%, a 174.247,45 pontos, acumulando um acréscimo de 0,55% na semana, segundo dados preliminares. Na máxima, chegou a 174.664,35 pontos. Na mínima, a 172.790,39 pontos. O volume financeiro na sexta-feira somava R$11,6 bilhões antes dos ajustes finais, de média diária de R$33,9 bilhões no ano, com as bolsas norte-americanas fechadas por feriado antecipado pelo Dia da Independência, que neste ano é no sábado, dia 4.

REUTERS

Governo eleva projeção de superávit comercial do Brasil a US$90 bi em 2026 prevendo exportações mais fortes

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projetou na sexta-feira que o Brasil fechará 2026 com um superávit comercial de US$90,0 bilhões em 2026, bem acima do saldo de US$72,1 bilhões estimado para o ano em abril, prevendo um desempenho mais forte das exportações.

Se confirmado, o superávit comercial de US$90 bilhões será o segundo maior da série histórica, abaixo apenas de 2023, e ficará 32,3% acima do registrado em 2025, quando o país teve um saldo positivo de US$68,1 bilhões. “Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação, quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto”, disse o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão. A nova estimativa aponta para exportações de US$394,4 bilhões neste ano, US$30,2 bilhões acima da previsão feita em abril. Para as importações, o MDIC espera um valor de US$304,4 bilhões, uma elevação de US$12,3 bilhões em relação à previsão anterior. Em junho, o Brasil registrou um superávit de US$9,758 bilhões, valor próximo ao projetado por economistas em pesquisa da Reuters, que apontava para um superávit de US$9,9 bilhões. O desempenho do mês foi fruto de US$36,277 bilhões em exportações, uma alta de 24,9% ante junho de 2025 e valor recorde para todos os meses da série histórica, e de US$26,520 bilhões em importações, elevação de 14,4%. Nas exportações, houve alta dos embarques de todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, que teve um aumento de 58,4% puxado por alta de quase 80% na venda de petróleo bruto. A alta expressiva nas vendas de petróleo ao exterior se deu a despeito do imposto de exportação de 12% implementado pelo governo em março para estimular a permanência do produto no mercado interno em meio ao conflito militar no Oriente Médio. A ampliação dos embarques deve reforçar o caixa do governo, embora haja uma defasagem de dois meses para o recolhimento do tributo. “O preço do petróleo, na comparação interanual, junho deste ano contra junho do ano passado, cresceu 67,6%. Então, o preço influenciou muito a receita. O volume cresceu também, 6,8%, e fez com que o valor de exportação de petróleo crescesse”, disse Brandão. Ainda nas exportações, houve ganho de 18,0% na agropecuária, com maiores vendas de soja, e de 14,7% na indústria de transformação, com embarques mais fortes de carnes, combustíveis e farelo de soja. Do lado das importações, houve alta de 34,0% na chegada ao país de bens de consumo, 11,6% para combustíveis, 10,9% para bens intermediários e 5,7% para bens de capital. No primeiro semestre, o país acumulou um superávit comercial de US$42,357 bilhões, acima do saldo positivo de US$30,187 bilhões dos seis primeiros meses de 2025.

REUTERS 

Produção industrial no Brasil recua 0,2% em maio, diz IBGE

A produção industrial brasileira teve queda de 0,2% em maio na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção avançou 0,2%. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de altas de 0,3% na variação mensal e de 1,3% na base anual.

REUTERS

INTERNACIONAL

Preços mundiais dos alimentos recuam pelo segundo mês consecutivo em junho, diz FAO

Os preços mundiais dos alimentos registraram ligeira queda em junho, já que as reduções nos preços do açúcar, dos cereais e dos laticínios superaram os aumentos nos preços dos óleos vegetais e da carne, informou na sexta-feira a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de commodities alimentícias comercializadas internacionalmente, registrou uma média de 130,3 pontos em junho, ante 130,8 pontos em maio. O índice já havia caído em maio em relação à máxima de três anos registrada em abril, quando a guerra no Irã levou a um salto nos preços dos óleos vegetais. O valor registrado em junho foi 1,7% superior ao do ano anterior, mas 18,7% abaixo do pico recorde atingido em março de 2022, após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, informou a FAO. O índice de preços dos cereais caiu 3,5% em relação a maio. Os preços do trigo sofreram pressão devido ao rápido avanço da colheita e às fortes perspectivas de oferta na região do Mar Negro, enquanto o milho recuou diante das perspectivas de oferta abundante na América do Sul e da queda do preço do petróleo bruto.

O índice de arroz da FAO, no entanto, subiu 3,2%, apoiado pela maior demanda asiática por arroz do tipo indica. Os preços do açúcar caíram 5,7%, já que os preços mais baixos do etanol no Brasil incentivaram as usinas a utilizar mais cana-de-açúcar na produção de açúcar. No entanto, as preocupações com o possível impacto do El Niño na produção na Índia e na Tailândia limitaram a queda geral. Os preços dos laticínios caíram 1,5%, pressionados pelo aumento da oferta. Por outro lado, o índice de carnes da FAO subiu 0,4% em relação ao mês anterior, estabelecendo mais um recorde, impulsionado pelas aves em meio à forte demanda global. Os preços dos óleos vegetais subiram 3,8%, impulsionados pelas cotações mais altas do óleo de palma e da colza, em parte devido à demanda por biodiesel.

REUTERS

GOVERNO

Governo ajusta controles de exportação de carnes para atender exigências contra antimicrobianos da UE

O Ministério da Agricultura alterou os controles relacionados à exportação de carnes e derivados para atender à legislação da União Europeia sobre uso de antimicrobianos, com o objetivo de evitar uma suspensão dos embarques ao bloco a partir de setembro.

Segundo ofício circular da pasta, datado desta semana, estabelecimentos habilitados para exportação à União Europeia devem implementar “controles auditáveis capazes de demonstrar o atendimento aos requisitos relativos ao uso de antimicrobianos previstos na legislação europeia”. Esses controles devem assegurar, no mínimo, a rastreabilidade das matérias-primas, animais ou produtos recebidos, bom como a manutenção de evidências documentais utilizadas para demonstrar a elegibilidade das matérias primas, animais e insumos empregados na produção dos lotes destinados à certificação, entre outros requisitos. Estão previstas ainda adequações para exportação de carnes e derivados ao Reino Unido, também no âmbito da restrição ao uso de antimicrobianos. O governo brasileiro e o setor de carnes vinham buscando apresentar garantias e adequações ligadas aos antimicrobianos desde que as autoridades europeias divulgaram, em maio, que o Brasil não estava na lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal ao bloco. A ausência na lista estaria relacionada a regras sobre o suposto uso de antimicrobianos com a finalidade de promover crescimento ou aumentar a produção em animais, prática que não é permitida pela União Europeia. Caso não se adeque, o Brasil não poderá mais exportar à UE produtos (tanto animais vivos para produção de alimentos quanto produtos derivados), como bovinos, equinos, aves, ovos, produtos aquícolas, mel e tripas, a partir de 3 de setembro. A UE é importante destino de carnes do Brasil, especialmente de produtos de valor agregado, como peito de frango. No caso dos produtos de frango, os totais exportados à UE somaram cerca de US$800 milhões em 2025. Em bovinos, as exportações ao bloco superaram US$1 bilhão.

REUTERS

Governo do Brasil autoriza a nomeação de mais de 100 servidores para o fortalecimento da defesa agropecuária

As vagas serão provenientes de candidatos aprovados e não classificados dentro do quantitativo de vagas originalmente previsto nos concursos públicos

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, autorizou, na semana passada, a nomeação de candidatos aprovados e não classificados dentro do quantitativo de vagas originalmente previsto nos concursos públicos para o provimento de cargos no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O Decreto nº 13.035 foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). Serão mais de 100 vagas. Sendo, 46 são para o cargo de Auditor Fiscal Federal Agropecuário, 25 são para Agente de Atividades Agropecuárias, 25 para Agente de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal e 13 para Técnico de Laboratório. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que o novo chamamento trará mais fortalecimento nos laboratórios, estabelecimentos, fronteiras, portos, propriedades rurais e em cada ponto onde a Defesa Agropecuária atua. “São estes profissionais que garantem maior celeridade e eficiência nos nossos portos e aeroportos. E garantem também a qualidade dos alimentos. E nada disso acontece por acaso. É o resultado de uma decisão política de fortalecer as instituições públicas para garantir maior efetividade nas suas ações”, evidenciou André de Paula. Desde 2024 a partir do Concurso Nacional Unificado (CNU), foram preenchidas 440 vagas para as carreiras da Defesa Agropecuária. Em 2025, por meio da Portaria nº 10.295 do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), foram autorizadas o adicional de 25% sobre o número original de vagas provenientes do CNU, o equivalente a 110 novas vagas. Com o Decreto publicado nesta semana serão 659 vagas autorizadas para o fortalecimento da defesa agropecuária brasileira. Deste total, 463 já foram efetivamente providas. “Essa chegada de novos servidores não é só motivo de alegria, é também um compromisso que assumimos com cada um deles. Nomear é o primeiro passo. Depois vem o trabalho de acolher, orientar, capacitar, integrar. É aqui que quero reconhecer o papel da nossa área de gestão de pessoas, que tem feito a diferença entre uma simples autorização de vagas no papel e um servidor de fato integrado à rotina do Ministério, com clareza sobre seus direitos e deveres, com apoio das unidades de lotação, com um processo de ambientação que funciona”, ressaltou o ministro André de Paula.

MAPA 

Aberturas de mercado para o Brasil na Malásia, no Quênia e na Turquia

O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que permitirão ao Brasil exportar novos produtos à Malásia, ao Quênia e à Turquia.

Na Malásia, as autoridades sanitárias autorizaram a exportação de produtos de ovos destinados à alimentação animal. Em 2025, o país importou cerca de US$ 1,2 bilhão em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para produtos do complexo sucroalcooleiro, café, cereais, farinhas e preparações. Para o Quênia, foram autorizadas as exportações brasileiras de farinhas e óleos de pescado, ingredientes hemoderivados, farinhas e gorduras de origem animal, além de flavorizantes destinados à alimentação animal. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 57 milhões em produtos agropecuários para o país, com destaque para produtos do complexo sucroalcooleiro, produtos florestais, cereais, farinhas e preparações. Na Turquia, as novas autorizações incluem a exportação de castanha de baru torrada e material genético bovino, além de peixes, óleo de peixe e outros animais aquáticos destinados à alimentação animal. O país importou cerca de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, principalmente produtos do complexo soja, café, fibras e produtos têxteis. Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 651 aberturas de mercado desde o início de 2023.

MAPA 

SUÍNOS & FRANGOS

Bolsa de Suínos de São Paulo fixa arroba em R$ 110 por 15 dias

Cotação foi definida na quinta-feira (2), enquanto o milho chegou a R$ 64,02 por saca e a próxima reunião ficou marcada para 16 de julho

A Bolsa de Suínos do Estado de São Paulo definiu, na quinta-feira (2), o valor de R$ 110 por arroba para o suíno vivo nas condições da Bolsa. A cotação será mantida pelos próximos 15 dias, já que, devido ao feriado da próxima semana, uma nova rodada de negociações ocorrerá somente em 16 de julho. No mesmo levantamento, a saca de milho de 60 quilos foi cotada a R$ 64,02. Com esses valores, a relação de troca entre o suíno vivo e o cereal ficou em 1 para 1,72, o que significa que uma arroba do animal permite adquirir aproximadamente 1,72 saca de milho. Na tabela diária de mercado, o suíno vivo alcançou R$ 5,87 por quilo em 2 de julho, acima dos R$ 5,76 registrados no dia anterior. A variação corresponde a uma alta de aproximadamente 1,9% em apenas um dia, após estabilidade nas referências entre 29 de junho e 1º de julho. Para a carcaça suína resfriada, as referências do dia ficaram em R$ 8,30 e R$ 9,50 por quilo. Na comparação com o dia anterior, a primeira cotação recuou R$ 0,10, enquanto a segunda permaneceu estável. Referências de mercado de 2 de julho mostram o suíno vivo a R$ 5,87 por quilo, a carcaça resfriada entre R$ 8,30 e R$ 9,50 por quilo, o milho a R$ 64,02 por saca e o boi gordo a R$ 335,30 por arroba. O milho também apresentou valorização na passagem de 1º para 2 de julho, ao sair de R$ 63,58 para R$ 64,02 por saca. Em relação ao dia 30 de junho, quando o cereal estava cotado a R$ 63,40, o avanço foi de aproximadamente 1%. As referências em reais por arroba estabelecidas pela Bolsa e os valores diários apresentados por quilo seguem condições e metodologias diferentes, não devendo ser comparados de forma direta. A próxima definição da Bolsa de Suínos paulista está prevista para o dia 16 de julho.

FEED&FOOD 

Frango/Cepea: Preço da carne recua em junho

Após registrarem alta por dois meses consecutivos, os valores médios da carne de frango recuaram em junho. Segundo o Cepea, a pressão veio das vendas mais lentas, especialmente na segunda metade do mês.

De acordo com o Centro de Pesquisas, apesar de o volume de negociação ter sido satisfatório em junho, esteve mais fraco frente aos meses anteriores. Com o início da segunda quinzena, a demanda se desaqueceu, e vendedores ficaram mais flexíveis nos valores de comercialização, buscando garantir a liquidez da carne e evitar a formação de estoques. Apesar da queda mensal, colaboradores do Cepea têm perspectiva favorável para este início de julho, em razão do pagamento de salários, previsto para os próximos dias, o que tende a aquecer a demanda e, possivelmente, a sustentar as cotações.

CEPEA

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