CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2671 DE 16 DE MARÇO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2671 | 16 de março de 2026

 

NOTÍCIAS

Cotações do boi variam entre estados do país

Boi gordo tem estabilidade no mercado paulista

O mercado do boi gordo iniciou a sexta-feira (13) com estabilidade nas cotações em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, “o mercado abriu estável para todas as categorias”. A consultoria apontou que a oferta de boiadas havia diminuído no dia anterior e que algumas indústrias elevaram as ofertas com o objetivo de completar as escalas de abate para a próxima semana. Ainda conforme o relatório, “as escalas de abate atendiam, em média, oito dias”. Na região Sul da Bahia, o aumento na oferta de animais pressionou os preços. Segundo a análise, “a oferta de boiadas havia aumentado, o que pressionou a cotação de todas as categorias, que caíram R$2,00/@ na comparação feita dia a dia”. Nesse mercado, as escalas de abate também atendiam, em média, oito dias. Já na região Oeste da Bahia, o cenário foi diferente. A consultoria informou que, “na mesma comparação, a cotação de todas as categorias não havia mudado”. As escalas de abate nessa praça atendiam, em média, 12 dias. Em Roraima, o levantamento indicou recuo no preço do boi gordo. “Na comparação feita dia a dia, a cotação do boi gordo havia recuado R$3,00/@, demais categorias ficaram estáveis”, apontou o informativo. No oeste do Maranhão, a segunda semana de março foi marcada por queda nas cotações. Segundo a análise, “a cotação do boi gordo e a da vaca caiu R$2,00/@, e a da novilha caiu R$3,00/@”. Apesar disso, na comparação diária, o mercado iniciou a sexta-feira com preços estáveis, sustentados pela postura dos vendedores. Nessa região, as escalas de abate atendiam, em média, seis dias.

SCOT CONSULTORIA

Cotações em queda na região Norte de Minas Gerais

Segunda semana de março interrompe viés de alta no mercado do boi gordo, com baixa para todas as categorias.

A capacidade das pastagens está boa e incentiva a retenção da boiada, diminuindo a oferta, enquanto o cenário de conflitos externos pressiona o mercado. Na comparação semanal, houve desvalorização para todas as categorias. A cotação do boi gordo, caiu 2,1%, ou R$7,00/@, negociado em R$320,00/@. A cotação da vaca recuou 2,9%, ou R$9,00/@, apregoada em R$300,50/@. Para a novilha, houve queda de 3,0%, ou R$9,50/@, negociada R$310,50/@. Todos os preços são a prazo, descontados o Senar e o Funrural. O diferencial de base do boi gordo está em R$22,00/@, ou 6,9% menor na região Norte de Minas em relação a São Paulo, onde a arroba está em R$342,00. No curto prazo, o viés é de estabilidade a baixa.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: Rumores sobre nova decisão da cota chinesa pelo governo asiático causou apreensão entre os exportadores

O mercado físico do boi gordo apresentou preços em predominante acomodação no decorrer da sexta-feira (13).

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destacou que, sob o prisma da oferta, as indústrias ainda operam com escalas de abate encurtadas em um ambiente pautado pela restrição de oferta. “Durante o dia o mercado voltou a especular sobre a cota chinesa. Há rumores que, nos próximos dias, haveria a suposta confirmação por parte do governo chinês de que a cota seria contabilizada a partir da chegada do produto nos portos chineses, ou seja, os embarques realizados pelo Brasil em outubro, novembro e dezembro de 2025 fariam parte da composição da cota de 2026″, alerta. Além disso, o analista pontua que o conflito no Oriente Médio permanece no radar, com o encarecimento dos custos logísticos ainda em pauta. “A movimentação do petróleo também é agressiva sugerindo por novos reajustes dos preços dos combustíveis”, disse. Preços médios do boi gordo: São Paulo: R$ 349,08 — ontem: R$ 348,75. Goiás: R$ 334,64 — ontem: R$ 334,11. Minas Gerais: R$ 339,41 — ontem: R$ 344,41. Mato Grosso do Sul: R$ 336,02 — ontem: R$ 336,02. Mato Grosso: R$ 339,05 — ontem: R$ 338,65. O mercado atacadista segue com manutenção do padrão dos negócios ao longo da sexta-feira. “Mesmo a entrada dos salários na economia tem sido insuficiente para justificar novos reajustes dos preços da carne bovina”, ressalta. Segundo ele, a proteína já assumiu um patamar de preços que afasta boa parte dos consumidores brasileiros, em especial as famílias que têm como renda entre um e dois salários-mínimos e que priorizam frango, ovos e embutidos. Quarto dianteiro: ainda é precificado a R$ 20,50 por quilo; Quarto traseiro: segue cotado a R$ 27,00 por quilo; Ponta de agulha: se mantém a R$ 20,50 por quilo.

SAFRAS NEWS

Preço do boi gordo encerra a primeira quinzena de março sem tendência definida

Em algumas regiões, compradores estudam a possibilidade de reduzir o abate nos próximos dias. Baixa oferta de animais prontos contrasta com o consumo interno de carne bovina enfraquecido e com a maior disponibilidade de frango

O mercado do boi gordo encerrou a primeira quinzena de março sem apresentar uma tendência definida, destaca o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os negócios desta semana ocorreram em patamares próximos, com leves oscilações para cima e para baixo, mas com predomínio de estabilidade. Segundo o Cepea, a baixa oferta de animais prontos contrasta com o consumo interno de carne bovina enfraquecido e com a maior disponibilidade de frango. Em algumas praças, compradores estudam a possibilidade de reduzir o abate nos próximos dias. Em todas as 33 regiões pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, não houve alterações no preço do boi gordo na sexta-feira (13/3). Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, a cotação seguiu em R$ 347 a arroba para o pagamento a prazo. No Estado de São Paulo, informou a Scot, a oferta de boiadas voltou a diminuir no dia anterior e, algumas indústrias, para completar as escalas de abate da próxima semana, haviam melhorado as ofertas. Atualmente, as escalas nas praças paulistas atendem, em média, a oito dias.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar supera R$5,30 com piora de percepção sobre a guerra, em dia de leilões do BC

O dólar fechou a sexta-feira em forte alta no Brasil e acima dos R$5,30, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, após uma piora generalizada dos ativos de risco ao redor do mundo em função do conflito no Oriente Médio.

Com o barril do petróleo tipo Brent novamente acima dos US$100 em Londres, o dólar à vista fechou a sessão com alta de 1,34% no Brasil, aos R$5,3166, em sintonia com o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. Na semana, a divisa acumulou alta de 1,43% ante o real e, no ano, passou a registrar queda de 3,14%. Às 17h36, o dólar futuro para abril — o mais líquido no mercado brasileiro — subia 1,16% na B3, aos R$5,3430. O dólar passou a acelerar os ganhos a partir do fim da manhã, depois que o preço do petróleo saltou para o território positivo e a percepção mais geral sobre a guerra no Oriente Médio piorou, com EUA e Israel prosseguindo com os confrontos contra o Irã. Após registrar a cotação mínima de R$5,2153 (-0,59%) às 10h55, o dólar à vista escalou até a máxima de R$5,3256 (+1,51%) às 16h46, já perto do encerramento da sessão. “O pessoal (mercado) está buscando se proteger, saindo de alguns ativos, em função do conflito, do petróleo”, resumiu durante a tarde João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp. “E se este petróleo continuar a subir, para US$120 ou US$150, isso vai assustar todos os mercados, e o nosso mercado vai junto em função do nervosismo com o cenário”, alertou. Pela manhã, buscando reduzir parte da pressão vista em dias anteriores no mercado cambial brasileiro, o Banco Central realizou o chamado “casadão” — leilões simultâneos de venda de dólares no mercado à vista e de negociação de contratos de swap cambial reverso. O BC vendeu, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso — neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro. Ao fazer o “casadão”, o BC elevou a liquidez no mercado à vista em um momento de estresse, em que o dólar tem sido pressionado pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Porém, o efeito das operações sobre as cotações do dólar é, na prática, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra. Segundo o gestor de renda fixa da Inter Asset, Ian Lima, as operações do BC melhoram o funcionamento do mercado de câmbio como um todo. “Quando o BC faz o ‘casadão’, (o resultado) é menos swap (tradicional) para rolar, porque o mercado não está demandando mais swap neste momento. Isso melhora o balanço do BC”, pontuou Lima, lembrando que a instituição segue com uma posição vendida em swaps em seu balanço, que é rolada mês a mês. “E quando entrega dólar, ele melhora a posição vendida (à vista em dólar) dos bancos”, acrescentou.

REUTERS

Ibovespa fecha semana abaixo de 178 mil pontos sem alívio em preocupações com guerra no Irã

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, sem conseguir sustentar a tentativa de recuperação do começo do pregão, com a cautela prevalecendo antes do fim de semana, diante da tensão e incertezas persistentes com o conflito no Oriente Médio.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,91%, a 177.653,31 pontos, após marcar 180.995,79 na máxima e 177.321,97 na mínima do dia. Na semana, o Ibovespa acumulou um declínio de 0,95%. O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$29,48 bilhões. Os preços do petróleo chegaram a recuar no começo da sessão, mas mudaram de sinal, com o barril sob o contrato Brent encerrando o dia com acréscimo de 2,67%, a US$103,14. Notícias de navios navegando no Estreito de Ormuz, assim como a flexibilização de sanções ao petróleo russo pelos EUA, corroboraram o alívio inicial, mas o movimento arrefeceu uma vez que segue o temor com a duração do conflito. A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que começou há cerca de duas semanas, tem sustentado a disparada dos preços do petróleo e afetado as perspectivas para a inflação e para as taxas de juros no mundo. Estrategistas do Citi destacaram que o conflito ainda está em uma fase em que a “incerteza e a volatilidade implícita são extremamente elevadas”. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário brasileiro, recuou 0,61%, enquanto o dólar voltou a se valorizar ante outras moedas, incluindo o real. De acordo com o economista-chefe e sócio fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, o mercado acionário brasileiro se ressente, embora com menos intensidade do que antes, do ambiente avesso a risco nos mercados globais. A poucos dias da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a curva futura de juros ainda precifica um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, mas passou a embutir chance, embora minoritária, de manutenção da Selic em 15%. No comunicado da sua última reunião de política monetária, no final de janeiro, a autarquia havia indicado o início em março de um ciclo de corte na taxa básica de juros. O último pregão da semana ainda teve no radar uma série de balanços e a notícia de que os EUA abriram investigações de práticas comerciais desleais relacionadas a trabalho forçado contra dezenas de países, incluindo o Brasil.

REUTERS

Fazenda mantém projeção para alta do PIB de 2026 em 2,3% e vê inflação levemente mais alta com conflito no Irã

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda manteve, na sexta-feira, sua projeção para o crescimento econômico em 2026 e previu uma inflação ligeiramente mais alta do que a projetada no mês passado, sob impacto de um conflito que espera ser temporário no Irã.

Relatório da SPE projetou a alta do PIB neste ano em 2,3%, mesmo nível estimado em fevereiro, mantendo previsão anterior de crescimento de 2,6% para a atividade em 2027. A secretaria ainda estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2026 em 3,7%, contra 3,6% previstos antes. “Destacam-se mudanças tanto na cotação do petróleo como na estimativa de câmbio médio para 2026… Essas mudanças alteraram as estimativas de inflação para 2026”, disse a SPE, ressaltando que a variação no preço do petróleo tem efeitos relevantes sobre a economia brasileira. Para 2027, a previsão para o IPCA acumulado está em 3%, centro da meta contínua. As projeções não levaram em conta o pacote de medidas anunciado na quinta-feira para reduzir o impacto da alta do petróleo sobre os preços do diesel. De acordo com o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, as iniciativas tendem a gerar um aumento “um pouco menor” da inflação, com efeito marginal sobre o PIB. Na elaboração dos cálculos, a SPE disse ter considerado um cenário no qual o recente choque nos preços do petróleo é apenas temporário, pressupondo um arrefecimento dos conflitos no Oriente Médio “nos próximos dias”. Nesse cenário base, a secretaria previu que a pressão inflacionária gerada pelo conflito será de 0,14 ponto percentual neste ano, com efeitos positivos de 0,1 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB) e de US$2,5 bilhões na balança comercial, além de ganho de R$21,4 bilhões na receita líquida do governo. O documento avaliou que o choque nos preços de petróleo estimula a atividade extrativa no Brasil e gera renda que se propaga para outros segmentos, mas ponderou que o estímulo ao maior crescimento é parcialmente compensado por mudanças nos juros do país em reação à maior inflação. A SPE acrescentou que o desempenho da indústria brasileira no ano passado veio abaixo do esperado pela Fazenda, reduzindo o carregamento estatístico para o crescimento projetado em 2026, o que contribuiu para que a estimativa para o PIB fosse mantida. De acordo com a SPE, alta nos preços do petróleo beneficia a arrecadação do governo central por meio do recolhimento de royalties, participações de petróleo e outros tributos. A secretaria ainda simulou cenários de choque persistente, a partir de uma guerra mais duradoura e recuperação gradual da oferta de petróleo, e de choque disruptivo, com destruição estrutural de instalações produtivas e interrupções severas de logística. Nesses cenários, quanto mais agudo o conflito, mais intensa seria a pressão inflacionária, com maiores ganhos para o PIB, a balança comercial e a arrecadação. “A expectativa para 2026, mesmo diante do conflito, é de que o crescimento siga resiliente, que a inflação continue em queda e que a meta para o resultado primário seja atingida”, disse o documento.

REUTERS 

Volume de serviços sobe 0,3%em janeiro e retoma patamar recorde, diz IBGE

Resultado ficou acima da expectativa mediana do mercado, de alta de 0,1%

O setor de serviços abriu o ano de 2026 em alta. O volume de serviços prestados no país subiu 0,3% em janeiro, ante dezembro, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados na sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro, houve recuo de 0,2% (após revisão de dado divulgado inicialmente como retração de 0,4%). O crescimento de 0,3% na série com ajuste sazonal foi acima da mediana das estimativas de 25 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de alta de 0,1%. O intervalo das projeções ia de recuo de 1,2% a alta de 1%. Com o desempenho de janeiro, o setor volta ao campo positivo e retoma o patamar recorde da série histórica da pesquisa. Antes do recuo de dezembro, os serviços tinham passado por dez meses seguidos de alta ou estabilidade. Além disso, o nível está 20,1% acima do pré-pandemia. Na comparação com janeiro de 2025, o indicador teve alta de 3,3%. Neste caso, a expectativa mediana do mercado, pelo Valor Data, era de alta de 2,6%, com projeções de alta entre 1,1% e 5,2%. A receita nominal dos serviços prestados no país avançou 2,3% em janeiro, ante dezembro. Na comparação com janeiro de 2025, a receita de serviços teve alta de 7%. No resultado acumulado em 12 meses até janeiro, a receita cresceu 7,7%. Atividades Três das cinco atividades acompanhadas pela PMS tiveram alta na passagem entre dezembro e janeiro. O aumento mais intenso entre os cinco segmentos ocorreu em outros serviços (3,7%), que com isso recuperaram parte da perda de dezembro (-4,2%). As demais altas foram registradas em informação e comunicação (1,0%) e em transportes (0,4%). Destaque nos últimos anos, a atividade de serviços de informação e comunicação cresceu pelo segundo mês consecutivo, com ganho acumulado de 3,6%. No caso de transportes, a alta de 0,4% em janeiro vem após uma queda de 4,2% em dezembro. O único segmento com queda foi o de serviços prestados às famílias, de 1,2%. Com isso, eliminou o ganho de 0,8% acumulado entre os meses de outubro e dezembro. Os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis (0%).

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Paraná: exportações de suínos batem recorde

Segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), suinocultura do Paraná segue no ritmo de recordes históricos nas exportações 

A suinocultura do Paraná segue no ritmo de recordes históricos nas exportações. Nos dois primeiros meses de 2026, o Paraná registrou os maiores volumes já embarcados para o período, com 17,02 mil toneladas em janeiro e 20,62 mil em fevereiro. O recorde mensal permanece sendo setembro de 2025, quando foram exportadas 25,18 mil t. O crescimento foi impulsionado pela abertura de novos mercados em 2025, como Peru e Chile, e pelo forte apetite das Filipinas, que aumentou suas compras em 442,1% em relação ao ano anterior, totalizando 9,3 mil toneladas no acumulado de 2026. Hong Kong, com 6,5 mil t; Uruguai, com 5,1 mil t; Singapura, com 4,2 mil t; Argentina, com 3,7 mil t; Vietnã, com 1,8 mil t; Costa do Marfim, com 1,5 mil t; Peru, com 840 t; Geórgia, com 720 t; e Chile, com 642 t também são grandes compradores.

SEAB-PR/DERAL

Queda de 16% no preço do suíno pressiona produtor, enquanto exportações batem recorde em fevereiro

O mercado brasileiro de suínos iniciou o ano com forte pressão sobre os preços pagos ao produtor. Levantamento divulgado na sexta-feira pelo Cepea mostra que as cotações do animal vivo registraram queda expressiva em fevereiro na comparação com janeiro. A retração ocorreu em meio a uma combinação de menor demanda da indústria e maior disponibilidade de oferta no mercado interno.

Na praça conhecida como SP-5, que reúne importantes polos de comercialização no estado de São Paulo, o recuo mensal foi de 16,1%. Esse movimento representou a maior desvalorização para um mês de fevereiro desde 2022, quando o mercado também registrou forte ajuste negativo nas cotações. Segundo o relatório do Cepea, o preço médio do suíno vivo ficou em R$ 6,91 por quilo no segundo mês do ano. Em janeiro, o valor médio havia sido de R$ 8,24 por quilo, evidenciando o impacto da queda sobre a rentabilidade da atividade. O movimento de baixa começou ainda na segunda quinzena de janeiro. Na região SP-5, o animal chegou a ser negociado a R$ 7,09 por quilo no dia 30 daquele mês, bem abaixo do patamar próximo de R$ 9 registrado no início do período. Durante fevereiro, o mercado apresentou momentos alternados de estabilidade e novas quedas. Mesmo assim, o valor final permaneceu próximo ao observado no fim de janeiro, sinalizando que o setor entrou no ano com dificuldade de sustentação nas cotações. O Cepea destaca que esse tipo de movimento é relativamente comum no começo do ano. Nesse período, a comercialização costuma apresentar menor liquidez, o que amplia a sensibilidade do mercado a variações entre oferta e procura. Agentes consultados pelo Cepea indicam que a principal causa da desvalorização foi a retração na procura da indústria por lotes de animais no mercado independente. Esse comportamento acabou gerando um desarranjo na relação entre oferta e demanda no mercado doméstico. Quando a indústria reduz o ritmo de compras, os produtores acabam competindo entre si para vender os animais. Essa dinâmica normalmente pressiona os valores pagos ao suinocultor. No comparativo anual, o recuo também chama atenção. Em relação a fevereiro de 2025, quando o suíno vivo foi negociado a média de R$ 8,66 por quilo, a desvalorização chega a cerca de 20%. O enfraquecimento da procura não ficou restrito ao mercado de animais vivos. O levantamento do Cepea aponta que o consumo de carne suína no atacado também apresentou desempenho mais fraco ao longo de fevereiro. Na Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi negociada à média de R$ 10,36 por quilo. Esse valor representa queda de 14,6% em relação à média observada no mês de janeiro. A menor movimentação no consumo final contribuiu para reduzir o ritmo de compras da indústria. Esse cenário acabou se refletindo diretamente no mercado de animais destinados ao abate. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil exportou 120,9 mil toneladas de carne suína em fevereiro. Esse volume representa crescimento de 5,1% frente a janeiro e aumento de 6,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Além disso, trata-se do maior embarque já registrado para um mês de fevereiro desde o início da série histórica em 1997. O Cepea destaca que este foi o terceiro mês consecutivo com recordes mensais nas exportações brasileiras. Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, os embarques somaram mais de 372 mil toneladas. Entre os destinos da proteína suína brasileira, as Filipinas seguem como principal parceiro comercial. Pelo décimo terceiro mês consecutivo, o país asiático liderou as compras, com volume de 40,9 mil toneladas. Na sequência aparecem o Japão, com 12,1 mil toneladas, e a China, que importou 11,1 mil toneladas do produto brasileiro no período.

CEPEA 

Frango/Cepea: Conflito traz incerteza, mas exportações mantêm ritmo recorde

Com a possibilidade de um agravamento no contexto geopolítico, relacionado ao atual conflito no Oriente Médio, agentes do mercado avícola nacional consultados pelo Cepea indicam estar em alerta – o Brasil é o maior exportador mundial da proteína e esse cenário pode dificultar as vendas externas da carne brasileira.

No entanto, neste começo de março, dados da Secex mostram que os embarques seguem firmes, evidenciando que efeitos do conflito sobre as vendas externas não foram registrados. O setor, inclusive, segue registrando vendas externas recordes – em fevereiro, foram escoadas 493,2 mil toneladas, de acordo com dados da Secex. Trata-se do melhor desempenho para um mês de fevereiro, considerando-se toda a série histórica, iniciada em 1997. Além disso, o setor chega ao terceiro mês seguido em que os volumes exportados atingem volumes históricos. Segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez está menor nesta primeira quinzena de março, e as cotações dos diversos produtos avícolas estão praticamente estáveis.

CEPEA

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY NORBERTO STAVISKI EDITORA LTDA

Whatsapp 041 996978868

 

abrafrigo

Leave Comment