CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2670 DE 13 DE MARÇO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2670 | 13 de março de 2026

 

NOTÍCIAS

Cotação do boi gordo estável em São Paulo

Com escalas de abate confortáveis e negociações mais lentas, o mercado do boi gordo manteve equilíbrio e cotações estáveis, mesmo diante de oferta ainda modesta de bovinos.

Segundo o levantamento diário da Scot Consultoria, na praça de São Paulo, o boi gordo sem padrão-exportação está cotado em R$ 347/@ e o “boi-China” é vendido por R$ 350/@ (valores brutos, no prazo). Após a queda de R$3,00/@ registrada no dia anterior (11/3) para a vaca, o mercado havia iniciado o dia com estabilidade nas cotações de todas as categorias. Com escalas de abate confortáveis e negociações em ritmo mais lento, mesmo diante de uma oferta de bovinos ainda modesta, o mercado esteve equilibrado. As escalas de abate atendiam, em média, a oito dias. Em Goiás, a cotação do “boi China” havia recuado R$3,00/@. Na região de Goiânia, todas as categorias permaneceram estáveis. Já na região Sul, a novilha registrou queda de R$2,00/@, enquanto o boi gordo e a vaca ficaram estáveis. No Tocantins, na região Sul, o dia havia iniciado com recuo de R$2,00/@ para a vaca e para a novilha. O boi gordo permaneceu estável. Na região Norte, todas as categorias ficaram estáveis. Para o “boi China”, a cotação também não havia mudado.

SCOT CONSULTORIA

Boi/Cepea: Exportação registra melhor fevereiro da história

As exportações da carne bovina permanecem como o fator determinante para a sustentação dos preços domésticos da arroba do boi gordo.

O volume embarcado registra recordes há anos e o cenário não é diferente neste começo de 2026, evidenciando a competitividade da carne brasileira. Em fevereiro, em apenas 18 dias úteis, foram embarcadas 235,889 mil toneladas de carne bovina in natura, aumento de 23,9% em relação ao volume de fevereiro/25, conforme apontam dados da Secex. Trata-se, inclusive, do melhor fevereiro da história. A média diária de exportação em fevereiro foi de 13,105 mil toneladas, 37,6% acima da registrada há um ano. A China continua sendo o principal destino da carne brasileira, recebendo quase metade de toda a proteína exportada. Os Estados Unidos são o segundo maior destino da carne. No mercado interno, segundo pesquisadores do Cepea, o atual conflito no Oriente Médio tem gerado algumas especulações no mercado brasileiro e, apesar de a região não ser um destino importante da carne bovina, o fechamento de canais de escoamento estratégicos e o consequente aumento nos valores dos fretes e seguros marítimos têm gerado preocupações, especialmente entre exportadores. Diante disso, o Cepea observa que compradores já se mostram mais cautelosos e começam a avaliar novas estratégias de mercado. Vendedores, por sua vez, não concordam com os preços ofertados e optam por aguardar novas ofertas. Com isso, o ritmo de negócios é lento.

CEPEA

Custo de confinamento caem no Centro-Oeste e sobem no Sudeste em fevereiro

Resultados do mês interromperam uma tendência de convergência entre as regiões. Desembolsos do pecuarista com a alimentação dos animais ficaram 6,04% menores na região Centro-Oeste e 2,76% mais altos no Sudeste

Os custos de confinamento de gado tiveram comportamentos divergentes no Centro-Oeste e no Sudeste em fevereiro, interrompendo uma tendência de convergência que vinha sendo observada ao longo dos últimos meses. Segundo o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP), os desembolsos do pecuarista com a alimentação dos animais ficaram 6,04% menores na região Centro-Oeste e 2,76% mais altos no Sudeste quando comparados com janeiro deste ano. Na comparação anual, o custo do Centro-Oeste apresentou queda de 14,04% em relação a fevereiro de 2025, enquanto o Sudeste registrou leve alta de 0,16%. Segundo a Ponta Agro, a redução dos custos no Centro-Oeste foi puxada principalmente pela queda de 7,14% no custo com alimentos energéticos como sorgo grão seco e casca de soja com milho grão seco estável. No Sudeste, a alta de 17,3% no custo com volumoso foi o que mais impacto no custo. “Esse movimento contribuiu para elevar o custo médio da dieta no Sudeste ao longo do trimestre, ampliando novamente a diferença entre as regiões após o período de convergência observado no final de 2025”, observa a empresa em nota. Considerando os valores apontados pelo indicador, a Ponta Agro estimou que a margem de confinamento no Centro-Oeste tenha ficado em R$ 197,27 por arroba, com lucro de R$ 1.028 por cabeça. Para o Sudeste, o custo estimado ficou em R$ 215,10 a arroba, e o lucro em R$ 1.021 por cabeça.

PORTAL DBO

ECONOMIA

IPCA: preços sobem 0,70% em fevereiro, puxados por educação

Resultado veio ligeiramente acima das previsões do mercado, enquanto a inflação em 12 meses ficou em 3,81%, ainda dentro do intervalo de tolerância da meta perseguida pelo Banco Central.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,70% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior. O dado de fevereiro veio ligeiramente acima do esperado pelo mercado, que projetava avanço de cerca de 0,6% no mês. Pelas estimativas, a inflação em 12 meses ficaria em torno de 3,77%. Mesmo assim, o índice segue dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. No resultado mais recente, o grupo Educação teve o maior aumento de preços, com avanço de 5,21%, respondendo por 0,31 ponto percentual do índice do mês. Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA do IBGE, esse movimento é comum no começo do ano, quando os reajustes educacionais entram em vigor. “Desta vez, o grupo subiu 5,21%, o maior resultado desde fevereiro de 2023, e respondeu por cerca de 44% da inflação do mês. Sem esse efeito, o IPCA de fevereiro teria ficado em torno de 0,41%.” Em seguida aparecem os Transportes, com alta de 0,74% e impacto de 0,15 ponto. Juntos, esses dois grupos foram responsáveis por cerca de 66% da inflação registrada no período. Resultado dos grupos do IPCA:  Alimentação e bebida: 0,26%; Habitação: 0,30%; Artigos de residência: 0,13%; Vestuário: 0,16%; Transportes: 0,74%; Saúde e cuidados pessoais: 0,59%; Despesas pessoais: 0,33%; Educação: 5,21%; Comunicação: 0,15%. Apesar do avanço, índice de conclusão do Ensino Médio até 19 anos ainda é de 74%. E um abismo separa ricos e pobres na última etapa da educação básica.  O grupo Educação foi o principal responsável pela alta da inflação em fevereiro. Os preços nessa área subiram 5,21% no mês e boa parte desse avanço veio dos cursos regulares, que tiveram aumento médio de 6,2%. Esse tipo de reajuste costuma ocorrer no início do ano letivo, quando escolas e instituições de ensino atualizam o valor das mensalidades. O grupo Transportes registrou alta de 0,74% em fevereiro e teve o segundo maior impacto na inflação do mês, contribuindo com 0,15 ponto percentual para o resultado do índice. Um dos principais fatores por trás desse avanço foi o aumento de 11,4% nas passagens aéreas. Outros custos ligados ao uso de veículos também subiram no período. O seguro voluntário de automóveis ficou 5,62% mais caro, enquanto o conserto de veículos teve alta de 1,22%. Já as tarifas de ônibus urbano avançaram 1,14%. Esse aumento no transporte coletivo reflete reajustes aplicados em várias capitais ao longo do início do ano. Algumas capitais também registraram queda nas tarifas de transporte coletivo, o que ajudou a reduzir os preços nesse segmento. Em Curitiba, por exemplo, o valor do ônibus urbano caiu 1,27% por causa da tarifa mais baixa aplicada aos domingos e feriados.  Em Brasília, a variação foi ainda maior, com recuo de 9,54%, devido à gratuidade nesses dias. Em Belém, onde a mesma política também está em vigor, o índice ficou em 1,04%. No caso do metrô, os preços ficaram estáveis no resultado geral. Já os combustíveis, no geral, tiveram leve queda de 0,47%. O resultado foi puxado pela redução nos preços da gasolina, que recuou 0,61%, e do gás veicular, que caiu 3,10%. “No caso da gasolina, houve uma redução de cerca de 5,2% no preço repassado pelas refinarias às distribuidoras no fim de janeiro, o que pode ter contribuído para esse resultado”, explicou Gonçalves. Por outro lado, o etanol subiu 0,55% e o óleo diesel teve alta de 0,23%. O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,59% em fevereiro. Dentro dessa categoria, os principais aumentos vieram dos artigos de higiene pessoal, que subiram 0,92%, e dos planos de saúde, com alta de 0,49%. Já o grupo Habitação avançou 0,30% no mês, após ter apresentado queda de 0,11% em janeiro. Um dos fatores que contribuíram para esse resultado foi o aumento nas tarifas de água e esgoto, que subiram 0,84%, refletindo reajustes aplicados em algumas cidades ao longo de janeiro e fevereiro. Ainda nessa categoria, a energia elétrica residencial teve leve alta de 0,33%, com a manutenção da bandeira tarifária verde, que indica condições mais favoráveis de geração de energia. No grupo Alimentação e bebidas, os preços passaram de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. Dentro de casa, os alimentos tiveram alta de 0,23%. A alimentação fora de casa também subiu, mas em ritmo menor do que no mês anterior. O avanço foi de 0,34% em fevereiro, abaixo dos 0,55% registrados em janeiro. Economistas ouvidos pelo G1 avaliam que o resultado da inflação de fevereiro trouxe sinais mistos. Alguns fatores específicos ajudaram a pressionar os preços no mês, mas, no conjunto, o dado não muda de forma relevante as projeções para a inflação ao longo do ano nem as expectativas sobre a política de juros.

G1/O GLOBO

Dólar à vista fecha em alta de 1,69%, a R$5,2464 na venda

A escalada da guerra no Oriente Médio nesta quinta-feira, com o Irã intensificando o discurso e os ataques contra alvos dos EUA e de Israel, disparou a busca pela proteção do dólar em todo o mundo, fazendo a moeda norte-americana registrar alta firme no Brasil.

O dólar à vista fechou com elevação de 1,69%, aos R$5,2464, em sintonia com o avanço forte da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. No ano, a divisa acumula agora queda de 4,42% ante o real. Às 17h09, o dólar futuro para abril — o mais líquido no mercado brasileiro — subia 1,68% na B3, aos R$5,2675.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com apreensão sobre guerra no Oriente Médio

O sinal negativo prevaleceu na bolsa paulista na quinta-feira, com o Ibovespa fechando abaixo de 180 mil pontos, pressionado principalmente pelas preocupações relacionadas ao conflito no Oriente Médio, depois que o preço do barril de petróleo superou US$100.

Uma bateria de balanços corporativos e teleconferências com empresas também ocupou as atenções dos investidores no mercado brasileiro, assim como o IPCA de fevereiro acima das previsões, além do anúncio pelo governo de medidas para amenizar o efeito da disparada do petróleo nos preços do diesel no país. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,55%, a 179.284,49 pontos, anulando as altas dos últimos três pregões, após marcar 178.494,99 na mínima e 183.991,88 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$35,46 bilhões. O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou negociado a US$100,46, em alta de 9,22%, após o Irã intensificar ataques a navios no Golfo Pérsico, enquanto o líder supremo do país disse que o fechamento do Estreito de Ormuz deve continuar. Após a repercussão positiva à sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no começo da semana, de que a guerra poderia acabar em breve, a apreensão sobre a duração do conflito e seu efeito no preço do petróleo voltou a prevalecer. Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em queda de 1,52%. No Brasil, para amortecer o impacto da alta do petróleo, o governo zerou a cobrança de Pis/Cofins sobre importação e comercialização do diesel e anunciou subvenção ao diesel a produtores e importadores, condicionada a repasse ao consumidor. Também está prevista uma cobrança de imposto sobre a exportação de petróleo. Poucas horas antes, o IBGE divulgou que o IPCA subiu 0,70% em fevereiro, acima das previsões em pesquisa da Reuters (+0,65%). O dado marcou a taxa mais alta desde fevereiro de 2025. Em 12 meses, o IPCA subiu 3,81%, contra previsão de 3,77%. Os números ainda não refletem o movimento mais recente das cotações do petróleo, uma vez que os primeiros ataques dos EUA e Israel contra Irã ocorreram em 28 de fevereiro, o que reforça a atenção para a decisão do Banco Central na próxima semana.

REUTERS

Receita com exportação do agro do Brasil cresce 7,4% em fevereiro, recorde para o mês

O agronegócio brasileiro obteve US$12,05 bilhões em receitas com exportações em fevereiro, o melhor resultado da série histórica para o mês, com aumento de 7,4% na comparação anual impulsionado por embarques de soja e carnes, de acordo com nota do Ministério da Agricultura.

Os produtos do complexo soja (grão, farelo e óleo) registraram aumento de 16,4% no total exportado, para US$3,78 bilhões; seguidos pelas carnes, com US$2,7 bilhões, alta de 22,5%.

Os produtos florestais geraram receitas de US$1,27 bilhão, recuo de 1%; o café, US$1,12 bilhão, praticamente estável; e complexo sucroalcooleiro teve vendas externas de US$861,35 milhões, queda de 4,2%. A China permaneceu como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$3,6 bilhões e participação de 30,5% no total exportado. Em seguida aparecem a União Europeia, com US$1,8 bilhão (15,2%), e os Estados Unidos, com US$802,9 milhões (7%).

REUTERS

Exportações do agro somam US$ 12,05 bilhões em fevereiro e registram recorde para o mês, diz Mapa

Resultado foi impulsionado pelo aumento expressivo do volume exportado e gerou superávit de US$ 10,5 bilhões. O agronegócio brasileiro exportou US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, o melhor resultado da série histórica para o mês. O valor representa 45,8% de todas as exportações brasileiras no período. 

Em comparação com fevereiro de 2025, houve crescimento de 7,4%, impulsionado principalmente pelo aumento do volume exportado, que avançou 9% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado reflete a estratégia adotada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com outras instituições governamentais e com o setor privado, voltada à ampliação e abertura de mercados para os produtos do agro brasileiro. Apesar do avanço nas vendas externas, o preço médio internacional registrou retração de 1,5%, acompanhando a tendência observada em índices globais de alimentos, como os divulgados pelo Banco Mundial e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). No mesmo período, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1% em relação a fevereiro de 2025. Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 10,5 bilhões (10,3%). A China permaneceu como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,6 bilhões e participação de 30,5% no total exportado. Em seguida aparecem a União Europeia, com US$ 1,8 bilhão (15,2%), e os Estados Unidos, com US$ 802,9 milhões (7%). O mês também registrou expansão das exportações para outros países da Ásia, com destaque para o Vietnã, que importou mais de US$ 372,6 milhões em produtos do agro brasileiro (alta de 22,9% em relação a fevereiro de 2025), e para a Índia, com embarques de US$ 357,3 milhões (crescimento de 171,1%). No ranking dos principais destinos do agronegócio brasileiro em fevereiro, Vietnã e Índia ocuparam a 4ª e a 5ª posições, respectivamente. Outros mercados também ampliaram suas compras no período, entre eles Turquia (US$ 312 milhões, +12,7%), Egito (US$ 212,6 milhões, +20,7%), México (US$ 205 milhões, +19,7%), Tailândia (US$ 201 milhões, +33,1%), Reino Unido (US$ 194,6 milhões, +61,2%), Filipinas (US$ 161,2 milhões, +80%), Rússia (US$ 109 milhões, +38%), Taiwan (US$ 99,2 milhões, +20,7%), Omã (US$ 55 milhões, +211%) e Gâmbia (US$ 36,4 milhões, +115,6%). Entre os principais setores exportadores do agro brasileiro em fevereiro destacam-se o complexo soja, com US$ 3,78 bilhões (31,4% do total exportado e alta de 16,4% em relação a fevereiro de 2025), proteínas animais, com US$ 2,7 bilhões (22,5% do total e crescimento de 22,5%), produtos florestais, com US$ 1,27 bilhão (10,5% de participação e recuo de 1%), café, com US$ 1,12 bilhão (9,3% de participação e decréscimo de 0,2%), e o complexo sucroalcooleiro, com US$ 861,35 milhões (7,1% do total e queda de 4,2%). Além dos produtos tradicionalmente mais exportados, diversos itens que não compõem esse grupo registraram crescimento em fevereiro e reforçaram o potencial de diversificação do portfólio exportador brasileiro. Entre eles, destacam-se: – Óleo essencial de laranja – recorde em valor (US$ 47,8 milhões; +28,8%) e quantidade (4,1 mil toneladas; +51,0%); – DDG de milho – recorde em valor (US$ 36,2 milhões; +164,2%) e quantidade (156,4 mil toneladas; +146,1%); – Farinhas de carne, extratos e miudezas – recorde em valor (US$ 20,1 milhões; +10,5%) e quantidade (45,7 mil toneladas; +36,9%); – Manteiga, gordura e óleo de cacau – recorde em valor (US$ 17,2 milhões; +25,9%); – Óleo de milho – recorde em valor (US$ 15,9 milhões; +49,5%) e quantidade (12,6 mil toneladas; +24,9%).

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA (MAPA)

GOVERNO

Carne suína brasileira conquista novo destino de alto poder aquisitivo com abertura de mercado na Nova Zelândia

Carne suína brasileira chega à Nova Zelândia e mel à Turquia ampliando exportações

O setor de carne suína brasileiro acaba de conquistar um avanço estratégico internacional. O governo federal concluiu negociações que autorizam, de forma inédita, a exportação de carne suína termo processada para a Nova Zelândia, abrindo as portas de um mercado de alto poder aquisitivo para a proteína nacional. A conquista suinícola é o grande destaque da nova rodada de expansão do agronegócio brasileiro, que também passou a permitir o envio de bile ovina para o país da Oceania. A entrada da carne suína tem forte potencial para alavancar a balança comercial na região, visto que, apenas em 2025, o Brasil já exportou cerca de US$ 107 milhões em produtos agropecuários para a Nova Zelândia. Além do avanço da carne suína na Oceania, o pacote de negociações garantiu a abertura do mercado da Turquia para a exportação de mel e produtos apícolas do Brasil. O país é um parceiro comercial de enorme peso: em 2025, importou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque histórico para soja em grãos, algodão e café. Com o impulsionamento da indústria de suínos na Nova Zelândia e o avanço apícola na Turquia, o agronegócio brasileiro atinge a expressiva marca de 544 novas aberturas de mercado desde o início de 2023.

AGROLINK

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos/Cepea: Com cenário geopolítico incerto, cotações seguem estáveis

Pesquisadores do Cepea apontam que agentes do setor suinícola nacional estão em estado de atenção devido ao conflito no Oriente Médio e seus consequentes impactos sobre os valores do petróleo e do dólar, além de outras variáveis econômicas.

Na quarta-feira (11/3), valor médio do animal vivo negociado no Estado de São Paulo estava em R$ 6,96 o quilo, o menor patamar desde abril de 2024, quando o animal foi comercializado a R$ 6,89 o quilo, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI). Em Santa Catarina, a cotação estava em R4 6,64 o quilo, menor valor desde junho de 2024. Agentes consultados pelo Cepea demonstram insatisfação, pois havia uma expectativa de recuperação nos preços neste começo de março, fundamentada no aquecimento sazonal da demanda e no atual baixo patamar das cotações do suíno vivo no mercado independente. De modo geral, o Cepea observa que as especulações geradas em torno do cenário geopolítico têm limitado a liquidez no mercado independente, levando produtores e indústrias a evitarem ajustes nos preços de comercialização do suíno vivo e da carne, mantendo as cotações estáveis, mesmo diante do aumento do poder de compra da população neste início de mês. Nesse contexto, o valor médio do animal vivo negociado na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo, e Sorocaba) está em R$ 6,94/kg nesta parcial de março (até o dia 10), o menor desde abril de 2024, quando o animal foi comercializado a R$ 6,89/kg, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI). Assim, agentes consultados pelo Cepea demonstram insatisfação, pois havia uma expectativa de recuperação nos preços neste começo de março, fundamentada no aquecimento sazonal da demanda e no atual baixo patamar das cotações do suíno vivo no mercado independente.

CEPEA

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY NORBERTO STAVISKI EDITORA LTDA

Whatsapp 041 996978868

 

abrafrigo

Leave Comment