CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2652 DE 13 DE FEVEREIRO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2652 | 13 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: cotação sobe em São Paulo

O mercado abriu com alta de R$ 2,00/@ na cotação do boi gordo e do “boi China”.

“Ocorreram negócios a R$ 350/@, mas em menor volume e ainda sem se consolidar como referência de mercado”, disse a Scot. Pelos dados da consultoria, no mercado paulista, o boi gordo “comum” está cotado em R$ 342/@, o “boi-China” em R$ 347/@, a vaca gorda em R$ 315/@ e a novilha terminada em R$ 330/@ (valores brutos, no prazo). O mercado abriu com alta de R$ 2,00/@ na cotação do boi gordo e do “boi China”. A cotação da vaca e a da novilha não mudou em relação a ontem. A oferta curta foi o fator de sustentação. O bom escoamento da carne bovina, especialmente nas exportações, também contribuiu para manter as cotações firmes. Com maior dificuldade para formar escala e sem contratos de compra, frigoríficos de pequeno e médio porte tiveram que pagar mais pela arroba. As escalas de abate estiveram, em média, para cinco dias. No Mato Grosso do Sul, a oferta de bovinos estava diminuta, e havia pouco espaço para negociar preços menores, mesmo com o escoamento de carne bovina morno em parte do estado. Assim, as cotações estavam firmes. Na região de Dourados, na comparação diária, a cotação do boi gordo subiu R$2,00. Na região de Campo Grande, a cotação não mudou em relação a ontem. Na região de Três Lagoas, na comparação feita dia a dia, a cotação do boi gordo subiu R$3,00/@ e a cotação da novilha, R$1,00/@. A cotação da vaca não mudou. Todos os preços eram brutos e com prazo. Em Alagoas, as cotações estavam estáveis na comparação diária.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: mercado tem mais um dia de alta

Escalas de abate cada vez mais encurtadas e demanda forte de exportação ajudam a explicar o atual cenário

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com elevação em seus preços no decorrer desta terça-feira (10), assim como tem ocorrido nas últimas semanas. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curtíssimo prazo, com escalas de abate bastante encurtadas, consequência da oferta bastante restrita presente no Brasil neste momento. “A demanda também está aquecida, com exportações em altíssimo nível, com ótimas compras da China e dos Estados Unidos neste início de temporada”, disse. Média da arroba do boi gordo: São Paulo: R$ 343,58 — ontem: R$ 342,33. Goiás: R$ 324,29 — ontem: R$ 323,39. Minas Gerais: R$ 328,82 — ontem: R$ 327,35. Mato Grosso do Sul: R$ 328,07 — ontem: R$ 326,02. Mato Grosso: R$ 316,89 — ontem: R$ 316,42. O mercado atacadista ainda se depara com acomodação em seus preços. Segundo Iglesias, a expectativa ainda é de alguma alta dos preços no curtíssimo prazo, em linha com a entrada dos salários na economia durante a primeira quinzena. “O retorno às aulas também é um elemento importante a ser considerado, ajudando a fomentar o consumo. O mercado segue atento ao comportamento das proteínas concorrentes, que seguem pressionadas no mercado atacadista, ainda sem contar com os devidos repasses ao consumidor final pelo varejo tradicional”, contextualiza o analista. Quarto traseiro: ainda é cotado a R$ 26,50 por quilo; Ponta de agulha: permanece a R$ 19,50 por quilo; Quarto dianteiro: permanece a R$ 19,50 por quilo.

SAFRAS NEWS

Boi/Cepea: Cota da China preocupa, mas exportação inicia 2026 em volume recorde

As cotas de exportação impostas pela China ao mercado global de carne bovina trazem preocupações à cadeia pecuária brasileira, sobretudo porque o país asiático é o maior destino da commodity nacional, apontam pesquisadores do Cepea.

Entretanto, o ano começa confirmando as perspectivas de que a demanda externa pela carne bovina brasileira seguirá em crescimento, mesmo nesse cenário desafiador. Segundo dados da Secex, o volume total de carne bovina exportado pelo Brasil em janeiro somou 258,94 mil toneladas, um recorde para o mês, superando o até então melhor início de ano, registrado em 2025. A China foi destino de 46,3% do total escoado pelo Brasil em janeiro, porcentagem próxima da média de 2025, que foi de 47,67%. Assim, caso o ritmo de embarques verificado em janeiro para a China seja mantido, o Brasil deve completar sua cota em setembro. Pesquisadores do Cepea lembram que a cota brasileira para a China é de 1,106 milhão de toneladas para o ano, e, apenas em janeiro, já foram enviados ao país asiático 119,63 mil toneladas (este foi, inclusive, o maior volume escoado à China para um mês de janeiro).

CEPEA

Ano ainda será de dificuldades para o agro, diz Fávaro

Ministro da Agricultura também afirma que governo não chegou a um consenso sobre sistema de controle da cota de exportação de carne à China. Fávaro: “O governo está disposto a ajudar no diálogo, mas não vai passar do limite jurídico’

O governo federal ainda não chegou a um consenso sobre a criação de um sistema de controle da cota de exportação de carne bovina para a China. O tema tem sido tratado com a máxima cautela em Brasília para não extrapolar limites jurídicos nem interferir na livre concorrência dos frigoríficos habilitados para vender aos chineses, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em entrevista exclusiva ao Valor. Ele prevê um ano “difícil” para o setor agropecuário diante de preços de commodities achatados, financiamentos restritos, juros altos e dólar em queda, e aposta em uma reconstrução do ambiente de crédito rural para inverter esse ciclo, com mudanças no seguro rural e aperto nas recuperações judiciais. No caso das cotas, os frigoríficos pediram regulação federal para evitar uma corrida para preencher o volume de 1,1 milhão de toneladas autorizado pelos chineses em 2026 e como forma de se resguardar, já que uma eventual divisão privada dos volumes poderia ser encarada como formação de cartel e ser questionada judicialmente. Esses temas também entraram no radar do Executivo, que prefere uma acomodação natural do assunto a nível privado. “O governo tem que ter cautela para agir, tem que ter limite, é livre comércio. O governo pode ajudar quem quer ser ajudado dentro do bom senso, não pode interferir nem obrigar ninguém a vender mais ou vender menos. Tem que ser com equilíbrio”, afirmou Fávaro. Nesta semana, a Pasta enviou sugestão de criação de um mecanismo de administração interna da cota à Câmara de Comércio Exterior (Camex). O colegiado se reuniu na quinta-feira (12/2), mas não avaliou o tema. Fávaro disse que ainda não há “conforto jurídico” no Executivo para elaborar a norma e que isso demandará alinhamento com os exportadores. “[O ofício enviado à Camex] é muito mais a nível de colaboração. O que tem que valer mesmo é a vontade e o entendimento do privado. Cada uma pega uma parte da cota e vai cumprindo, vale muito mais do que uma intervenção governamental. É algo muito mais deles do que de governo”, defendeu. Para Fávaro, o mecanismo de controle da cota servirá para proteger os pequenos frigoríficos. “Se deixar totalmente solto, as grandes plantas podem cumprir a cota com seis meses e fica todo mundo sem nada depois”, apontou. Segundo ele, as grandes indústrias topam dividir a cota. Afirmou que já existe uma distribuição informal com base no desempenho das exportações em 2025, quando o Brasil enviou o recorde de 1,6 milhão de toneladas de carne bovina à China. O mecanismo inclui as 67 plantas habilitadas e é mais “justo” que o modelo elaborado pelos chineses, que usou a média de exportações entre 2019 e 2024, sem considerar o salto nos embarques ocorrido após a habilitação de 38 frigoríficos em maio de 2024. “O governo está disposto a ajudar no diálogo, mas não vai passar do limite jurídico. Se o setor estiver consciente, o governo pode ajudar. Até aqui está, vamos ver se continua assim”, disse. Fávaro negou que a distribuição da cota entre as plantas e o controle estatal possam interferir no preço da arroba aos pecuaristas. “São só 1,1 milhão de toneladas. Ainda temos mercados como Estados Unidos, México, Vietnã, Indonésia, Filipinas e o principal comprador, que é o Brasil mesmo”, afirmou. “A China é importante, mas não é tudo”, destacou. Sobre a conjuntura agropecuária em 2026, Fávaro afirmou que será preciso restabelecer a confiança do sistema financeiro, abalado pela “onda indiscriminada” de recuperações judiciais e pelo avanço da inadimplência e do endividamento. Ele disse que os juros estão “excessivos” e “descalibrados”, mas acredita em cortes da Selic em breve, com efeitos positivos ao setor. O ministro quer uma “virada de chave” com a implementação do seguro rural obrigatório para quem acessa recursos controlados do Plano Safra a partir de julho. Para ele, a medida ajudará a proteger os financiamentos e a evitar novos pedidos de renegociação de dívidas, que custam muito ao governo, a qualquer “soluço” no campo. “Ao emprestar dinheiro com seguro, o banco minimiza muito o risco de não receber. Ao fazer isso, começa a fluir de novo o crédito e o produtor vai para a safra mais seguro, porque sabe que se tiver uma intempérie ele não vai se endividar”, afirmou. Segundo Fávaro, o Ministério da Fazenda estuda fontes para engordar o caixa do seguro rural para R$ 4,5 bilhões. O ministro disse que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá publicar ainda em fevereiro um documento com orientações para o sistema judiciário sobre a aplicação da Lei de Falências. O objetivo é instruir juízes sobre o que pode ser incluído nos pedidos de recuperação judicial dos produtores. Ele indicou, por exemplo, a necessidade de preservar o ato cooperativo e as Cédulas de Produto Rural (CPRs) nos processos. “O desembolso via CPR cresceu muito por ter segurança jurídica e [o título] não puder ser incluído em recuperação judicial”, disse. Os financiamentos com CPR evoluiu 37% na safra 2025/26, para R$ 143,2 bilhões, enquanto o crédito tradicional caiu quase 13%. Fávaro disse que o governo continua aberto ao diálogo com o setor para adoção de eventuais novas ações para a renegociação de dívidas após a perda de validade da Medida Provisória 1.314/2025, que não atingiu o limite de R$ 12 bilhões liberados pela União.

VALOR ECONÔMICO

Brasil discute limitar exportação de carne bovina à China por empresa, para evitar competição desigual

Ministério da Agricultura propôs sistema de controle depois do país asiático ter estabelecido cota de exportação e sobretaxa para volumes excedentes.

A China estabeleceu uma cota de 1,1 milhão de toneladas para importação de carne bovina brasileira com tarifa de 12%, aplicando sobretaxa de 55% ao volume excedente. O Ministério da Agricultura teme uma “corrida desenfreada” de exportações e competição desigual entre frigoríficos devido às novas cotas chinesas. Uma das propostas para o controle é a distribuição proporcional das cotas entre exportadores, com reserva técnica para novos e pequenos frigoríficos. O Ministério da Agricultura discute com outros órgãos do governo federal a criação de um sistema para controlar o volume de carne que frigoríficos brasileiros podem exportar para a China. A informação foi publicada primeiro pelo jornal Folha de S.Paulo, e confirmada na quarta-feira (12) pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Luis Rua, em entrevista ao g1. A proposta de controlar as exportações passou a ser discutida após a China implementar, em janeiro, limites à importação de carne produzida em alguns países, incluindo o Brasil — maior fornecedor para o mercado chinês. Para o Brasil, a China estabeleceu uma cota de 1,1 milhão de toneladas, relacionada ao ano de 2026. Ou seja: essa é a quantidade máxima de carne brasileira que empresas chinesas podem comprar neste ano, pagando a mesma taxa de importação que era cobrada antes, de 12%. O que exceder esse volume terá uma taxa extra, de 55%. O receio do Ministério da Agricultura é de que isso cause uma “corrida desenfreada” de exportações, uma competição desigual entre as empresas, com alguns frigoríficos exportando mais que outros, por exemplo. O Ministério sugeriu oficialmente a criação de um sistema de controle em um ofício encaminhado à secretaria-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex). O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) discutiria o assunto na quinta, mas Rua afirmou ao g1 que o tema não entrou na pauta. O secretário disse ainda que o governo brasileiro pediu à China que redistribuísse as cotas remanescentes de outros países – ou seja, os volumes que não foram usados – entre aqueles que estourassem o limite. No entanto, ainda não houve resposta do governo chinês. “Esse tema ainda é inconclusivo”, disse. “É difícil falar sobre isso agora. Talvez os chineses vão querer ver como funciona o sistema [de cotas]. Para eles, isso também é novo”, afirmou. “Eles podem querer, antes, avaliar os impactos de mercado. Ver se esses outros players estão fazendo uso ou não da cota”. “O que a gente se coloca, desde já, é à disposição dos chineses para que se, na eventualidade deles precisarem de volumes adicionais, o Brasil seguramente terá interesse em preencher esses volumes”, concluiu. “A decisão final depende de análises jurídicas, normativas e até de sistemas de informática. Parece ser algo simples, mas, na verdade, possui muitas nuances e detalhes complexos”. Segundo Rua, há várias formas de controlar o volume exportado por empresa. Uma das propostas do Ministério é fazer uma distribuição proporcional entre os exportadores privados de acordo com a performance recente das vendas para a China. “Essa é uma das alternativas que estão que está na mesa, que é baseada em práticas internacionais já consolidadas”, afirma. A proposta prevê ainda um mecanismo de inclusão de novos e pequenos exportadores, por meio de uma reserva técnica específica para esse grupo. O controle das cotas seria feito via licenças de exportação, com travas automáticas para impedir embarques acima do volume permitido.

G1/O GLOBO

ECONOMIA

Dólar vira para o positivo puxado pelo exterior e fecha perto dos R$5,20

Uma piora do desempenho dos ativos de risco no exterior no início da tarde foi determinante para o avanço do dólar ante o real na quinta-feira, com a moeda fechando pouco abaixo dos R$5,20.

Após se aproximar dos R$5,15 mais cedo, o dólar à vista fechou a sessão com alta de 0,23%, aos R$5,1993. Às 17h03, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,35% na B3, aos R$5,2165. O dólar registrou perdas ante o real durante a manhã, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior. No início da tarde, às 12h16, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,1546 (-0,63%), mas logo depois o cenário mudou. Os principais índices de ações em Wall Street migraram para o território negativo, com o S&P 500 em baixa superior a 1%, e a moeda norte-americana ganhou força ante as demais divisas. No Brasil, esse movimento de aversão a ativos de risco abriu espaço para o Ibovespa chegar a cair mais de 1% e a moeda norte-americana virar para o território positivo. Às 15h37, o dólar à vista marcou a cotação máxima da sessão de R$5,2110 (+0,45%). Operador ouvido pela Reuters pontuou que o fortalecimento do dólar no Brasil durante a tarde ocorreu totalmente a reboque do exterior, acrescentando que na sexta-feira a demanda pela moeda tende a se intensificar em função do Carnaval. Como o mercado de câmbio no Brasil vai reabrir apenas na quarta-feira, dia 18, é de se esperar que parte dos agentes busque dólares para se proteger até lá, enquanto no exterior a negociação cambial será normal.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com realização de lucros; BB e Ambev sobem

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, pressionado por realização de lucros nas ações de Petrobras e Itaú Unibanco, enquanto os papéis de Assaí, Ambev e Banco do Brasil mostraram desempenho robusto com repercussão de resultados do último trimestre do ano passado.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1%, a 187.808,59 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 189.989,97 na máxima e 186.959,07 na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$36,3 bilhões antes dos ajustes finais. Na véspera, o Ibovespa registrou o 11º recorde nominal em 2026, chegando a superar os 190 mil pontos pela primeira vez no melhor momento do pregão. No ano, até a véspera, acumula uma valorização de 13,6%, em movimento sustentado principalmente pelo forte fluxo de estrangeiros para as ações brasileiras.

REUTERS

Serviços do Brasil têm queda inesperada em dezembro, mas crescem no ano pela 5ª vez seguida

Os serviços no Brasil registraram queda inesperada no volume em dezembro, marcando uma perda de dinamismo, embora tenha crescido pelo quinto ano seguido.

Em dezembro, o volume de serviços recuou 0,4% na comparação com novembro na série com ajuste sazonal, depois de nove resultados mensais positivos e um de estabilidade, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda assim, terminou 2025 com alta acumulada de 2,8%, quinto ano seguido com resultado positivo, mas mostrando desaceleração frente à taxa de 3,1% vista em 2024. Entre 2021 e 2025, o setor registrou ganho acumulado de 31,0%, depois de retração de 7,8% em 2020 devido à pandemia, de acordo com os dados do IBGE. Apesar de chegar ao fim do ano com desempenho mensal negativo, ao longo de 2025 o setor mostrou resiliência, com o desemprego baixo e aumento da renda compensando os efeitos da taxa de juros elevada e contribuindo para o crescimento da economia. Isso trouxe preocupações para o Banco Central principalmente devido à inflação do setor. No mês passado, o BC manteve a taxa básica Selic em 15%, mas indicou o início de um ciclo de cortes em março. Em relação a dezembro do ano anterior, o volume de serviços apresentou alta de 3,4%. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de ganhos de 0,1% na base mensal e de 3,5% na comparação anual. Em dezembro, três das cinco atividades tiveram retração no volume de serviços frente ao mês anterior, com destaque para a queda de 3,1% de transportes. Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa no IBGE, destacou que houve “taxas negativas em todos os modais (de transportes) investigados: terrestre (-1,7%); aquaviário (-1,4%); aéreo (-5,5%); e armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio (-4,9%).” Além disso, houve recuos de 3,9% no transporte de passageiros e de 1,6% no transporte de cargas em dezembro na comparação com novembro. Já em 2025 o destaque foi a alta de 5,5% do ramo de informação e comunicação, impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares e outros. O índice de atividades turísticas, por sua vez, apresentou expansão de 0,2% em dezembro frente ao mês anterior, acumulando em 2025 ganho de 4,6%.

REUTERS

Safra de 2026 deve atingir 342,7 milhões de toneladas, queda de 1%, diz IBGE

Para a soja, a estimativa de produção é de 172,5 milhões de toneladas. Estimativa foi ajustada para cima em relação ao último levantamento

A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas deve atingir 342,7 milhões em 2026, queda de 1% ante 2025. É o que informou na quinta-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao divulgar a Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de janeiro. Ainda segundo o instituto, na comparação com a LSPA de dezembro de 2025, no entanto, a previsão que consta na LSPA de janeiro veiculada na quinta-feira (12), foi 0,8% superior, um acréscimo de 2,8 milhões de toneladas. O IBGE informou ainda que a área a ser colhida para a safra de 2026 ficou em 82,7 milhões de hectares, na projeção de janeiro. Isso significa aumento de 1,4% frente à área colhida em 2025; (crescimento de 1,1 milhão de hectares ante ano anterior); e praticamente estabilidade (decréscimo de 27.452 hectares) ante projeção de dezembro. O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, representam 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida, na safra desse ano. Para a soja, a estimativa de produção, para a safra de 2026, foi de 172,5 milhões de toneladas. Esse patamar será recorde, caso alcançado, detalhou o instituto, e representa alta de 1,3% ante estimativa anterior, do IBGE; com acréscimo de 3,9% ante safra anterior. Quanto ao milho, a estimativa foi de 133,8 milhões de toneladas (28,6 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 105,2 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A projeção é 0,4% maior ante projeção anterior, feita pelo IBGE, mas 7,9% inferior ao resultado total do milho na safra passada. O instituto detalhou ainda que, na safra 2026 ante safra 2025, estão previstos acréscimos, na área a ser colhida, de 0,5% na da soja, de 2,2% na do milho (altas de 9,3% no milho 1ª safra e crescimento de 0,5% no milho 2ª safra); e de 0,9% na do trigo.

GLOBO RURAL

Conab revisa soja para cima e mantém perspectiva de safra recorde de grãos

Órgão aponta para uma colheita de 178 milhões de toneladas da oleaginosa, principal produto agrícola do país. Caso a projeção se confirme, produção de grãos será 0,3% maior do que a da temporada 2024/25

O Brasil deverá produzir 353,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, o que mantém a perspectiva de recorde na série histórica, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estatal divulgou na quinta-feira (12/2) seu quinto relatório de acompanhamento da safra atual. Caso a projeção se confirme, a produção nacional será 0,3% maior do que a da temporada 2024/25. No ciclo passado, o país colheu 352,1 milhões de toneladas. A nova estimativa é 0,3 milhão de toneladas maior do que a que a Conab apresentou em janeiro de 2026. No relatório anterior, a empresa estimou produção total de 353,1 milhões de toneladas. O levantamento foi divulgado quando se iniciam os trabalhos de colheita das culturas de primeira safra. A área plantada deve chegar a 83,3 milhões de hectares, elevação de 1,9% em relação ao ciclo passado. A Conab aponta para uma safra de 178 milhões de toneladas de soja, aumento de 6,5 milhões de toneladas em comparação ao ciclo passado e um novo recorde para a cultura. No documento de janeiro, a companhia havia estimado a produção em 176,1 milhões de toneladas. Segundo a Conab, 17,4% da safra já está colhida. “A gente teve um atraso na implantação da cultura, principalmente em outubro, por conta da irregularidade das precipitações, mas o desenvolvimento das lavouras foi considerado satisfatório na maioria dos Estados”, analisa o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos. Para o milho, a previsão é de uma safra total de 138,4 milhões de toneladas, representando recuo de 1,9% em relação ao ciclo anterior. Apesar disso, o cultivo da primeira safra do cereal, já colhida, apresenta crescimento de 7,2% na área, estimada em 4 milhões de hectares, e a produção em 26,7 milhões de toneladas, aumento de 7,1% sobre a safra anterior. Para a segunda safra de milho devem ser destinados 17,9 milhões de hectares, com o plantio já iniciado, alcançando na primeira semana de fevereiro 21,6% da área estimada, e com uma produção projetada em 109,3 milhões de toneladas.

GLOBO RURAL

Agro brasileiro exporta US$ 10,8 bilhões em janeiro e registra superávit de US$ 9,2 bilhões no primeiro mês do ano

Proteínas animais apresentam recordes de exportação e China segue como principal destino dos produtos. As exportações brasileiras do agro em janeiro de 2026 somaram US$ 10,8 bilhões, decréscimo de 2,2% em relação ao primeiro mês do ano anterior.

Apesar do aumento do volume exportado em 7,0%, que demonstra acesso cada vez maior dos produtos brasileiros no exterior, houve queda do preço médio em 8,6%. Entre os fatores associados ao recuo nos preços médios, está a redução dos preços internacionais para algumas das principais commodities, conforme atesta o Índice de Preços de Alimentos da FAO que recuou em janeiro deste ano na comparação com dezembro do ano anterior. O resultado foi o terceiro maior da série histórica para meses de janeiro e respondeu por 42,8% do valor total exportado pelo país no período. Por sua vez, as importações de produtos do agronegócio somaram US$ 1,7 bilhão, um decréscimo de 11,2%, resultando em superávit de US$ 9,2 bilhões (-0,4%). Entre os destaques do mês, vale ressaltar as exportações do agronegócio brasileiro para os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que cresceram 5,7% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, indicando avanço em um bloco que reúne mercados relevantes do Sudeste Asiático e formado pelos seguintes países: Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Singapura, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã. O ranking dos três principais compradores de produtos agropecuários brasileiros segue inalterado, com a China mantendo a liderança (US$ 2,1 bilhões, 20% das exportações totais), seguida pela União Europeia (US$ 1,7 bilhão, 11% das exportações totais) e pelos Estados Unidos (US$ 705 milhões, 6,6% das exportações totais). Entre os mercados que ampliaram suas compras no período, destacam-se Emirados Árabes Unidos (aumento de US$ 127,3 milhões, 58,5%), Turquia (aumento de US$ 72,2 milhões, 72,18%), Filipinas (aumento de US$ 67,2 milhões, 90%), Irã (aumento de US$ 66,4 milhões, 21,5%), Iêmen (aumento de US$ 51,6 milhões, 336,9%), Iraque (aumento de US$ 43,2 milhões, 38,2%), Chile (aumento de US$ 43,2 milhões, 29,1%), Arábia Saudita (aumento de US$ 42,6 milhões, 21,6%), Japão (aumento de US$ 42,3 milhões;19,8%) e Marrocos (aumento de US$ 41,5 milhões, 56,3%). Por sua vez, os seis principais setores exportadores pelo agro brasileiro no mês foram carnes (US$ 2,58 bilhões, 24,0% do total das exportações e incremento de 24,0% em relação a janeiro de 2025), complexo soja (US$ 1,66 bilhão, 15,4% do total das exportações e incremento de 49,4% em relação a janeiro de 2025), produtos florestais (US$ 1,38 bilhão, 12,8% do total das exportações e decréscimo de 8,8% em relação a janeiro de 2025), cereais, farinhas e preparações (US$ 1,12 bilhão,10,4% do total das exportações e incremento de 11,3% em relação a janeiro de 2025), café (US$ 1,10 bilhão, 10,2% do total das exportações e decréscimo de 24,7% em relação a janeiro de 2025) e complexo sucroalcooleiro (US$ 0,75 bilhão, 7,0% do total das exportações e decréscimo de 31,8 em relação a janeiro de 2025). Destaque para a carne bovina in natura, item de maior valor exportado no período, com US$ 1,3 bilhão e 231,8 mil toneladas, com embarques destinados a 116 países. Em janeiro, as compras dos Estados Unidos do produto cresceram 93%. Segundo o ministro Carlos Fávaro, as ações de sanidade e de negociação comercial conduzidas pelo governo federal no último ano tem sido fundamentais para o desempenho positivo das exportações brasileiras. Conforme menciona o Secretário Luis Rua, desde 2023, foram abertos 535 novos mercados para produtos do agronegócio, destes 10 apenas em janeiro de 2026. Iniciativas como AgroInsight, webinars e a Caravana do Agroexportador têm aproximado produtores e exportadores de oportunidades em novos mercados, levando informação qualificada que estimula e apoia a entrada de pequenos e médios exportadores no mercado internacional.

MAPA

INTERNACIONAL

Febre aftosa na Coreia do Sul: primeiro foco em nove meses

A Coreia do Sul registrou um foco de febre aftosa em uma fazenda de bovinos no fim de janeiro. Foi a primeira ocorrência da doença viral no país em nove meses.

O surto foi identificado no dia 30 de janeiro em uma propriedade localizada em Incheon, uma das cidades metropolitanas da Coreia do Sul. De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA/WOAH), havia 246 bovinos na fazenda. Ao todo, 87 animais foram confirmados como infectados; todo o rebanho da propriedade foi abatido como medida sanitária. Mais especificamente, dentro da cidade metropolitana de Incheon, o caso foi registrado no condado de Ganghwa, muito próximo da fronteira com a Coreia do Norte. As autoridades sul-coreanas enviaram equipes de quarentena e especialistas em epidemiologia à fazenda para conter a disseminação da doença. Foi determinada uma paralisação de 48 horas para trabalhadores e veículos com acesso a fazendas e outras instalações ligadas à produção pecuária em Incheon e na província vizinha de Gyeonggi. Propriedades e animais nas áreas ao redor também passaram por testagens. A febre aftosa é um vírus que afeta animais de casco fendido, como bovinos, suínos, caprinos e outros. Periodicamente, a doença reaparece na Coreia do Sul, frequentemente resultando em restrições temporárias de movimentação e abates sanitários — embora os focos costumem ser controlados com relativa rapidez. No entanto, entre 2010 e 2011, surtos da doença provocaram abates em larga escala nos setores de bovinocultura e suinocultura, causando forte impacto na pecuária do país. O último foco de febre aftosa na Coreia do Sul havia sido registrado em abril de 2025. Na ocasião, mais de 2.100 bovinos e mais de 14.000 suínos estiveram envolvidos.

DAIRY GLOBAL

CARNES

Produção brasileira de carne bovina cai no 4º tri na comparação trimestral, diz IBGE

A produção brasileira de carne bovina recuou no quarto trimestre de 2025 em relação aos três meses anteriores, acompanhando a redução no ritmo de abates, mostraram na quinta-feira os primeiros resultados da pesquisa de pecuária, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O país abateu 10,95 milhões de cabeças de bovinos no período, número 2,9% menor que o registrado no terceiro trimestre de 2025, embora ainda 13,1% acima do observado no mesmo trimestre de 2024. A menor atividade no trimestre também afetou a produção de carcaças, que somou 2,91 milhões de toneladas, queda de 1,8% frente ao trimestre anterior, mas aumento de 15,0% na comparação anual. Em relatório, o IBGE não apontou motivos para a queda trimestral. O abate de suínos também refletiu a desaceleração trimestral: foram 14,77 milhões de cabeças, recuo de 6,6% em relação ao terceiro trimestre, embora ainda 2,3% acima do nível do quarto trimestre de 2024. O peso das carcaças atingiu 1,35 milhão de toneladas, queda de 9,0% na comparação trimestral e alta de 2,1% na anual. No segmento de frangos, o abate alcançou 1,69 bilhão de cabeças, ligeira redução de 0,2% ante o trimestre anterior, mas incremento de 3,9% frente ao mesmo período de 2024. O peso das carcaças somou 3,54 milhões de toneladas, com queda de 1,6% em relação ao terceiro trimestre e aumento de 4,7% na comparação anual.

REUTERS

Brasil produziu 11 milhões de toneladas de carne bovina em 2025

Dado do IBGE, ainda provisório, indica aumento anual de 6% em relação a 2024. Oferta de carne suína vai a 5,6 milhões de toneladas, e a de frango, a 14,2 mi

O abate de gado somou 42,6 milhões de cabeças no ano passado, 7,6% a mais do que em 2024. O terceiro trimestre, com 11,3 milhões, foi o de maior número de animais que foram para o frigorífico. Os dados foram compilados com base nas informações divulgadas na quinta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os números ainda são provisórios, e o instituto deve divulgar o resultado para o ano de 2025 no próximo mês. Os abates de 2025 resultaram na produção de 11 milhões de toneladas de carne bovina equivalente carcaça, um volume 6% maior do que o de 2024. Esse resultado contrariou as previsões do início do ano passado, quando boa parte do mercado acreditava em queda na oferta. O crescimento na produção fez do Brasil o maior produtor mundial, uma vez que os demais países participantes desse mercado tiveram redução na produção. Os Estados Unidos, com o menor rebanho das últimas sete décadas perderam a posição de líderes para o Brasil, que, além de maior exportador, assumiu também a liderança mundial na produção, em 2025. Com oferta maior, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina no ano passado, 21% a mais do que em 2024. As receitas subiram para US$ 18 bilhões, 40% a mais, e o preço médio foi de US$ 5.154 por tonelada, com alta de 16%. Os dados de abate de suínos, também provisórios, indicam 60 milhões de animais, 3,2% acima dos de 2024. O rendimento foi de 5,6 milhões de toneladas de carne equivalente carcaça, uma evolução de 4,1% no ano, segundo o IBGE. A maior produção permitiu ao país colocar 1,51 milhão de toneladas no mercado externo, 12% acima do volume de 2024. As receitas subiram para US$ 3,6 bilhões, com elevação de 19%, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Os abates de frango renderam 14,2 milhões de toneladas de carne equivalente carcaça, 3,4% acima do volume de 2024, segundo o IBGE. Mesmo com as restrições de compra da proteína brasileira por vários países, devido à gripe aviária, as exportações subiram para 5,3 milhões de toneladas; e as receitas, para US$ 9,8 bilhões, segundo a ABPA.

FOLHA DE SÃO PAULO

FRANGOS & SUÍNOS

Recuperação eleva margem do suíno no Paraná

A produção independente de suínos no Paraná registrou, em 2025, a maior rentabilidade dos últimos cinco anos, com margem média de R$ 1,03 por quilograma, segundo o Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (12) pelo Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

O resultado corresponde à diferença entre o preço recebido pelo produtor, apurado pelo Deral, e o custo de produção estimado pela Embrapa Suínos e Aves. O desempenho ocorre após um período de prejuízos médios de R$ 0,36/kg em 2021 e de R$ 0,97/kg em 2022. A partir de 2023, houve recuperação gradual, com margem média anual de R$ 0,24/kg, avançando para R$ 0,73/kg em 2024. Em 2025, a rentabilidade da atividade oscilou entre R$ 0,58/kg em janeiro e R$ 1,45/kg em outubro. Na comparação com 2024, a margem média aumentou 41,7%, o equivalente a R$ 0,30/kg. Para o início de 2026, a expectativa é de redução da rentabilidade em relação aos últimos meses de 2025, em função da menor demanda no período. Segundo o Deral, em janeiro de 2026 o preço recebido pelo produtor pelo suíno foi de R$ 6,94/kg, queda de 1,8% em relação a dezembro de 2025. Os dados de custo de produção referentes a janeiro ainda não foram divulgados pela Embrapa.

AGROLINK

Suínos/Cepea: Exportação atinge recorde para janeiro

Pesquisadores do Cepea indicam que o setor exportador nacional tem motivos para se lamentar, mas também para se animar.

 Isso porque, embora os embarques de carne suína tenham recuado em janeiro se comparados aos de dezembro, o volume escoado no primeiro mês do ano foi recorde para o período. Dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que foram embarcadas 115 mil toneladas de carne suína em janeiro, volume 15% inferior ao de dezembro, quando 136 mil toneladas foram exportadas. Trata-se, inclusive, da maior retração mensal para este período desde 2022. Ainda assim, as vendas externas estiveram bem acima das 104 mil toneladas registradas em janeiro/25 (avanço de 10%), sendo também o maior volume para o mês, considerando-se a série história da Secex, iniciada em 1997. Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado obtido em janeiro reforça a expectativa de que as exportações brasileiras de carne suína possam, por mais um ano, registrar quantidades recordes.

CEPEA 

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