CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2653 DE 18 DE FEVEREIRO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2653 | 18 de fevereiro de 2026

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Exportações de carne bovina no início de 2026 mantêm ritmo de crescimento do ano anterior

As exportações da cadeia produtiva da carne bovina (incluindo carne in natura, carne industrializada e subprodutos bovinos) registraram, em janeiro de 2026, ritmo de crescimento próximo ao observado ao longo de 2025. As exportações de carnes e subprodutos bovinos no primeiro mês do ano renderam US$ 1,416 bilhão em receitas ao País, indicando crescimento de 37,9% em relação a janeiro de 2025, com embarques que totalizaram 278 mil toneladas (aumento de 16,4%).

Em janeiro de 2025 as exportações do setor alcançaram US$ 1,027 bilhão com o embarque de 239 mil toneladas, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO). As exportações para a China em janeiro de 2026 somaram US$ 650,33 milhões (crescimento de 44,9% em relação a janeiro de 2025), com o embarque de 119,96 mil toneladas (+31,6%). A participação da China, maior cliente da carne bovina brasileira no exterior, foi de 43,10% em volume e de 45,9% em receitas, em relação às exportações totais do setor. Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chinesa foi de 51,2% e 50,34%, respectivamente, em volume e receitas. As vendas de carne bovina para a China em 2026 serão limitadas pela quota de 1,1 milhão de toneladas resultante da imposição de medidas de salvaguardas comerciais anunciadas pelo governo chinês no dia 31/12/2025. Volumes extraquota estarão sujeitos a uma tarifa adicional de 55%, o que deverá dificultar ou até mesmo inviabilizar os negócios acima do limite estabelecido. Os Estados Unidos, segundo maior importador da carne bovina brasileira, aumentaram significativamente suas compras de carne bovina brasileira, em um movimento que reflete forte recuperação daquele mercado. Em janeiro de 2026, as vendas de carne bovina in natura para o país norte-americano cresceram 92,7%, em relação a janeiro de 2025, para US$ 161,6 milhões. Em volume, houve crescimento de 62,9% no mesmo período, para 26,96 mil toneladas. No total, incluindo os subprodutos bovinos, as vendas para os Estados Unidos alcançaram US$ 193,74 milhões (crescimento de 39,41%). A União Europeia reduziu suas compras de carne bovina in natura do Brasil em janeiro de 2026, frente a janeiro de 2025, com queda de 5,91% em receitas, para US$ 55,57 milhões, e de 11,7% em volumes, para 6,52 mil toneladas. Essa queda, no entanto, foi compensada pela venda de outros produtos, como a carne industrializada e o sebo bovino fundido. No total, as vendas para o terceiro maior mercado internacional da carne bovina brasileira alcançaram US$ 84,93 milhões em janeiro de 2026 (crescimento de 26,4%). O terceiro maior importador como país individual foi o Chile que em 2025 comprou 8.121 toneladas com receita de US$ 45,1 milhões e agora movimentou 9.980 toneladas (+22,9%), com receita de US$ 57,5 milhões (+27,5%). Na quarta posição vieram os Emirados Árabes. Em 2025, no mesmo mês, adquiriram 3.039 toneladas com receita de US$ 14 milhões. Neste ano, a receita foi a US$ 38,8 milhões (+171,9%) com movimentação de 7.382 toneladas (+142,9%) O Egito também subiu posições e se transformou no quinto maior comprador. Em janeiro de 2025 importou 4.760 toneladas com receita de US$ 15 milhões. Em janeiro de 2026 foi a 8.450 toneladas (+ 77,5%), com receita de US$ 35,2 milhões (+ 134,1%). Os Países Baixos vieram na sexta posição saindo de 1.565 toneladas e receita de US$ 15 milhões em 2025 para compras de 10.411 toneladas e receita de US$ 33,4 milhões. No total, 99 países aumentaram suas aquisições enquanto outros 40 reduziram suas compras.

PUBLICADO EM: ESTADÃO AGRO/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/PODER 360/UOL ECONOMIA/PORTAL DO AGRONEGÓCIO/MINUTO MT/JORNAL OPÇÃO GOIÂNIA/INFOMONEY/TRIBUNA DO SERTÃO/METRÓPOLES/TIMES BRASIL/CANAL RURAL/PORTAL AGRONOSSO/NOTÍCIA MAX/CONEXÃO MT/COMPRE RURAL/BP MONEY/ECONOMIC NEWS BRASIL/NORTE AGROPECUÁRIO 

NOTÍCIAS

ALTA NO MERCADO DO BOI GORDO ONTEM

Em 17 de fevereiro de 2026, o mercado de boi gordo mostrava forte valorização, com contratos futuros para fevereiro na B3 situando-se em torno de R$ 344,75 por arroba. O preço médio do Cepea na parcial de fevereiro atingiu R$ 350,00/@. 

Destaques das Cotações (B3 – fevereiro 2026): Boi Gordo – Fev/26 (BGIG26): Último preço de ~R$ 345,00/arroba, registrando alta no período. Contratos futuros (março/26): Cotados a R$ 347,00/arroba. Tendência: O mercado físico apresenta firmeza, com os R$ 350,00/@ se tornando uma nova referência de preço em algumas praças. Mercado Físico (13/02): Minas Gerais (BH) apresentava valores próximos a R$ 319,50/@. A arroba do boi bateu R$ 350/@ em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, e subiu nas principais praças do País, fechando a sexta-feira véspera de Carnaval com média de R$ 320/@, de acordo com dados da Agrifatto apurados em 17 regiões. “A demanda doméstica mais aquecida na primeira quinzena e o reposicionamento de estoques para o período de Carnaval, somado a um setor exportador com novo recorde, colaboraram com o viés de alta da arroba”, relatou Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria. Segundo ele, a oferta de boiadas gordas segue enxuta nas regiões pecuárias, o que também contribui para a subida dos preços no mercado físico. “Negócios em R$ 350/@ têm sido registrados com frequência em São Paulo”, afirmou Fabbri, acrescentando que, a depender do desempenho das vendas de carne bovina durante o Carnaval, esse patamar poderá ser o referencial desta próxima semana.

CEPEA/SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: valorização dos preços para todas as categorias na região Oeste do Maranhão

O período de estabilidade, observado de dezembro a janeiro, deu lugar à alta dos preços para todas as categorias do mercado do boi gordo.

A oferta está menor e esse cenário trouxe um viés de alta para todas as categorias. Para o boi gordo, houve valorização de 1,0%, ou R$3,00/@, negociado em R$305,50/@. A vaca subiu, 1,6%, ou R$4,50/@, estando cotada em R$280,50/@. Já para a novilha, a alta foi de 0,9%, ou R$2,50/@, apregoada em R$280,50/@. Todos os preços são a prazo, com desconto do Senar e do Funrural. O diferencial de base do boi gordo é de R$31,50/@, ou 10,3% menor para a região Oeste do Maranhão em comparação às praças de São Paulo. No curto prazo, o mercado deve seguir firme, com espaço para alta, caso a oferta não melhore.

SCOT CONSULTORIA 

Couro bovino começa 2026 travado, com oferta alta e exportação mais fraca

Com abate elevado sustentando a produção, o mercado interno ganha volume enquanto o embarque perde ritmo, sobretudo pela menor compra chinesa.

O mercado de couro bovino iniciou o ano devagar. No Brasil Central, os preços estão estáveis, com o couro verde de primeira linha negociado por R$0,60/kg, e o couro comum por R$0,50/kg. No Rio Grande do Sul, o movimento também foi de estabilidade, com o produto cotado por R$0,90/kg, à vista e sem impostos. A oferta elevada acompanha o abate de bovinos, que está com volume elevado quando comparados à média dos últimos cinco anos. A disponibilidade de couro é estimada a partir do peso médio dos bovinos abatidos. Em janeiro, o peso médio de carcaça esteve próximo de 262,25kg, o que corresponde a um peso vivo estimado de 524,5kg. Considerando que o couro representa cerca de 10,0% do peso vivo, a produção média por animal deve ser de aproximadamente 52,45kg. Com uma estimativa inicial de abate de 3,15 milhões de cabeças em janeiro, baseada no ritmo dos abates sob inspeção federal (SIF), a produção bruta de couro deverá ficar entre 145 e 165 mil toneladas. Esse volume está próximo da estabilidade quando comparado a janeiro de 2025. O mercado externo absorveu cerca de 49,7 mil toneladas, representando uma participação entre 30,1% e 34,3% da produção. Esse volume é 15,9% menor que o registrado no mesmo período de 2025, quando as exportações foram de 59,1 mil toneladas. A retração da exportação ocorreu em função da redução das compras da China, responsável por 47,9% do volume exportado. A queda foi de 17,6% em relação a janeiro de 2025. Entre os três maiores compradores — China, Estados Unidos e Itália — apenas os Estados Unidos compraram mais couro brasileiro. Diante de um mercado exportador mais fraco, a disponibilidade de couro no mercado interno ficou relativamente maior em comparação com os anos anteriores. Esse cenário sustenta a expectativa de estabilidade nos preços e, eventualmente, queda, com o comportamento futuro dependente de um ajuste mais consistente entre oferta e demanda.

SCOT CONSULTORIA

Raça Wagyu cresce no Brasil em busca do mercado de carnes nobres

Programa para padronizar genética e manejo mira o potencial de vendas no país. A raça Wagyu é conhecida por sua carne de qualidade excepcional

Conhecida por ter uma das carnes bovinas mais caras do mundo, a raça Wagyu vem crescendo no Brasil. O volume de animais puros e cruzados abatidos em 2025 no país teve aumento de 30% em relação ao ano anterior, segundo dados do Programa Carne Wagyu Certificada. O número de animais abatidos no período saltou de 1.749 para 2.272 cabeças. Mas apesar de representar um salto expressivo de produção, para Daniel Steinbruch, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Wagyu (ABCBRW), o crescimento poderia ser maior. “Há um gargalo histórico no setor no Brasil, em função da falta de padronização para manejo e genética desses animais”, avalia o dirigente, que também é presidente da Guidara, empresa de carnes nobres. A posição é corroborada por análise realizada pela consultoria global Mordor Intelligence. “Há uma forte demanda global por proteínas premium, como a de Wagyu, enquanto a oferta ainda é restrita. A competitividade, no entanto, permanece moderada em função de requisitos de autenticidade e rastreabilidade, que acabam criando barreiras de entrada”, pontua o relatório. O mercado global de carne bovina Wagyu atingiu US$ 13,9 bilhões em 2025 e projeta-se que chegue a US$ 20,92 bilhões em 2030, refletindo uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 8,54%, o que demonstra a forte demanda global por proteína premium, ainda conforme a Mordor Intelligence. A raça Wagyu é conhecida por sua carne de qualidade excepcional, marcada por um alto grau de marmoreio, que é gordura entremeada, responsável por sua grande maciez. Isso faz com que seu valor seja mais elevado. No Brasil, o quilo da picanha pode passar de R$ 2.300. Para ampliar a produção brasileira, a ABCBRW criou o Programa Carne Wagyu Certificada. “Com uma certificação, o objetivo é abrir o leque de produtores, mas dentro de um modelo claro de manejo, com critérios técnicos bem definidos e que garantam conexão com indústria”, explica Steinbruch. Em contrapartida, os frigoríficos oferecem incentivos por bonificação, qualidade e previsibilidade de oferta. Tatiana Caruso, veterinária responsável técnica pelo programa, explica que a prioridade para cruzamento é com animais Angus, mas também há cruzamento com gado leiteiro holandês e jersey. O programa buscou inspirações nos modelos de criação da Austrália e Japão – dois dos maiores produtores de Wagyu do mundo -, mas também trabalhou para adequar a criação ao clima tropical e à realidade das fazendas brasileiras. “A ideia é garantir a produção de cortes com mais padrão, rastreabilidade e confiança, visando num primeiro momento o mercado interno, mas tornando o produto apto ao mercado externo”, comenta. “Para acessar esse mercado, é preciso escala. Quando falamos em exportação, estamos falando de encher contêineres com um ou dois cortes específicos, o que exige produção constante ao longo de todo o ano”, explica Tatiana. Além do crescimento em volume, a remuneração diferenciada é um dos pilares do programa. A bonificação é aplicada aos animais que se enquadram nas exigências e pode ocorrer em dois momentos. Nos animais cruzados recriados, com dente de leite, peso mínimo de 300 quilos e castração até a desmama, a remuneração pode chegar a até 25% sobre o valor da arroba. Já nos animais cruzados terminados, com até seis dentes, peso mínimo de 600 quilos e castrados, a remuneração varia conforme o nível de marmoreio da carcaça, podendo alcançar até 100% de ágio sobre a arroba. Para Steinbruch, o cenário mundial atual da carne favorece a criação de carnes para corte premium no Brasil. “Estados Unidos e Austrália, que historicamente são grandes fornecedores de carne de qualidade, vivem um momento de redução de rebanho, queda nos abates e preços elevados. Isso coloca o Brasil, especialmente em programas nichados e bem estruturados como o nosso, em uma posição muito interessante nesse mercado”. Neste ano, a Guidara comprou os primeiros animais criados a partir da capacitação do programa. Cerca de 500 animais abatidos e 1.000 animais para recria. Pesquisa realizada pela Fortune Business destaca que além do sabor e aparência únicos, a carne Wagyu também é considerada benéfica para a saúde. Rica em ácido linoleico conjugado (CLA), essa carne é considerada mais saudável do que outros cortes de carne bovina. Ao contrário de outras carnes que precisam ser maturadas para amaciar, a Wagyu possui gordura intramuscular, o que a torna naturalmente magra e macia, com corte mais saborosos.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar pode ter uma trégua após quatro meses de queda

O dólar deve ter uma pequena recuperação após quatro meses de queda, à medida que o cenário político e econômico se torna favorável e alguns analistas de mercado passam a ter uma visão otimista em relação à moeda.

A pressão sobre a moeda norte-americana por uma série de fatores, como a valorização do euro, expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve e a incerteza causada pelas políticas comerciais e fiscais do presidente Donald Trump, diminuiu por enquanto, segundo analistas. Enquanto isso, a melhora das perspectivas de crescimento dos EUA e da confiança das empresas, a demanda sustentada de investidores estrangeiros por ações e títulos norte-americanos e expectativas de que Trump será menos agressivo nas eleições de meio de mandato deste ano estão criando ventos favoráveis ao dólar. O índice do dólar, que mede seu valor em relação às moedas de seis de seus parceiros comerciais, permaneceu abaixo de 100 desde novembro, caiu 6,7% desde o Dia da Libertação e atingiu o menor nível em quatro anos em janeiro. As maiores perdas do dólar este ano foram em relação ao dólar australiano, mas ele também caiu em relação ao iene japonês. Uma reversão do dólar poderia causar um efeito cascata nos mercados globais, afetando fluxos comerciais, lucros das multinacionais e estratégias de investimento de trilhões de dólares em capital transfronteiriço. Após meses de perdas, uma reviravolta também aliviaria a pressão sobre as moedas dos mercados emergentes e alteraria os cálculos de “hedge” (proteção) para os investidores em todo o mundo. “Somos otimistas em relação ao dólar em um mundo de pessimistas em relação ao dólar no momento”, disse Dan Tobon, chefe de estratégia cambial do G10 no Citi em Nova York. Tobon prevê que o dólar se fortaleça pelo menos até o terceiro trimestre deste ano, principalmente em relação ao euro, ao dólar canadense e à libra esterlina, mesmo que seja pressionado por fatores como a cobertura de exposições ao dólar por investidores estrangeiros e a ameaça à independência do Fed por parte do governo Trump. Uma administração Trump mais focada no crescimento e menos volátil politicamente antes das eleições de meio de mandato será um apoio adicional, disse Tobon. “Acreditamos que o otimismo voltará um pouco. Todas essas coisas juntas, em nossa opinião, devem ser bastante positivas para o dólar.” Jane Foley, chefe de estratégia cambial do Rabobank em Londres, acredita que grande parte do sentimento negativo já está precificado no dólar, e a força relativa do consumidor norte-americano está atraindo investimentos para o país. Analistas do J.P.Morgan e do BofA não estão tão convencidos de que o dólar possa se fortalecer muito. Francesca Fornasari, chefe de moedas da Insight Investment, também não está afirmando que as percepções sobre como o governo dos EUA vê as moedas mudaram nos últimos dias. “Estamos em um ambiente em que o governo gostaria de ter um dólar mais fraco”, disse Fornasari. “Acreditamos que o dólar continuará a se desvalorizar ao longo do ano.”

REUTERS

Dólar subiu ante o real com busca por proteção antes do Carnaval

O dólar fechou a sexta-feira em alta ante o real, com parte do mercado buscando proteção antes do feriado prolongado de Carnaval, enquanto no exterior a divisa não exibia um sinal único ante as demais moedas de emergentes no fim da tarde de sexta

O dólar à vista fechou a sessão com alta de 0,60%, aos R$5,2306. Na semana, a divisa acumulou elevação de 0,21% e, no ano, baixa de 4,71%. Às 17h04, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,25% na B3, aos R$5,2415. A moeda norte-americana oscilou em alta ante o real durante toda a sessão, em meio à tradicional busca por hedge (proteção) no dólar antes de feriados prolongados. No início do dia, o avanço do dólar no exterior também dava suporte às cotações no Brasil, que só perderam força momentaneamente após a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos. O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em janeiro, após alta não revisada de 0,3% em dezembro. O resultado ficou levemente abaixo da projeção de economistas consultados pela Reuters, de aumento de 0,3%. Após os números, os rendimentos dos Treasuries passaram a cair, com o CPI reforçando as apostas de que o Federal Reserve irá realizar este ano pelo menos duas reduções da taxa de juros, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%. O dólar também perdeu força, marcando a cotação mínima de R$5,2044 (+0,10%) às 10h30 — exatamente após a divulgação do CPI. No entanto, a moeda recuperou força na sequência e renovou máximas ainda pela manhã, em meio às compras antes do Carnaval. O avanço do dólar ante o real estava em sintonia com a alta da moeda norte-americana ante divisas como o peso chileno e a rupia indiana, mas por outro lado a divisa dos EUA cedia ante o peso colombiano e o peso mexicano. Em relação às divisas fortes, às 17h10 o índice do dólar esteva praticamente estável, em queda de 0,01%, a 96,919.  Como a segunda-feira foi feriado do Dia do Presidente nos EUA, a liquidez do mercado global de moedas tendeu a ser reduzida. No Brasil, em função do período de Carnaval, os negócios com moedas voltarão a ocorrer apenas nesta quarta-feira, com o dólar futuro sendo negociado na B3 a partir de 13h.

REUTERS

Ibovespa fechou em queda com realização de lucros antes do Carnaval

O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, com agentes financeiros embolsando lucros e reduzindo a exposição na bolsa paulista antes do fim de semana prolongado pelo Carnaval, enquanto Eneva disparou após o governo elevar os preços-teto dos leilões de potência do setor elétrico.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,78%, a 186.293,15 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 187.765,82 pontos na máxima e 183.662,18 pontos na mínima. Na semana, ainda subiu 1,83%, acumulando alta de 2,72% em fevereiro e de 15,62% em 2026. O volume financeiro na sexta-feira somou R$30,7 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

GOVERNO

Brasil abre mercado no Equador para insumos animais

Brasil conquista novo mercado no Equador para insumos de alimentação animal 

O governo brasileiro conduziu negociações com as autoridades do Equador que permitirão ao Brasil exportar farinha de vísceras de aves e farinha de sangue bovino para aquele país. Ao fortalecer o comércio bilateral, essa autorização amplia oportunidades para a indústria brasileira de insumos destinados à alimentação animal, agregando valor aos produtos das cadeias de aves e de bovinos. Em 2025, o Brasil exportou para o Equador mais de US$ 346 milhões em produtos agropecuários, com destaque para papel, cereais e café. Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 537 aberturas de mercado desde o início de 2023.

MAPA 

INTERNACIONAL

O que prevê o acordo Mercosul-União Europeia em análise no Congresso

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul — colegiado formado por deputados e senadores que acompanha e examina matérias sobre esse bloco regional — deve retomar no dia 26 de fevereiro a análise do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O tratado foi enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional por meio de uma mensagem (MSC 93/2026).

O debate sobre o texto começou no último dia 10 de fevereiro, quando o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) leu seu relatório sobre o acordo. Chinaglia é o presidente da representação. Logo após a leitura, a discussão foi suspensa — ela será retomada após o Carnaval, com a análise e a votação do relatório. Se o documento for aprovado pela representação, o acordo seguirá para o Plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, para o Plenário do Senado. Assinado em 17 de janeiro deste ano, em Assunção, o tratado cria uma área de livre comércio entre os dois blocos. O texto contém 23 capítulos que tratam, entre outros pontos, da redução de impostos de importação e da criação de regras para, com base nas normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o acordo fixa como objetivos: ampliar e diversificar o comércio de bens e serviços; dar mais segurança jurídica a empresas e investidores; e incentivar o desenvolvimento sustentável. O documento também deixa claro que cada país envolvido continua tendo o direito de criar e aplicar suas próprias leis em áreas como saúde pública, meio ambiente, educação, segurança e proteção social. No capítulo sobre comércio de bens (Capítulo 2), as partes assumem o compromisso de reduzir ou eliminar, de forma gradual, os impostos cobrados na entrada de produtos importados, seguindo prazos definidos em anexos do acordo. Esse processo pode levar até 30 anos para alguns itens. Há produtos mais “sensíveis” — bens considerados estratégicos para a economia interna de um país e que poderiam ser prejudicados pelo aumento das importações — que devem receber tratamento especial nesse cronograma; eles podem ser beneficiados com um prazo maior para a redução de impostos ou podem até ficar de fora da abertura prevista no acordo. Além disso, o texto proíbe a criação de novos impostos de importação ou o aumento dos já existentes para os produtos que se enquadram nas regras do acordo, salvo exceções previstas. O tratado determina que, depois que o produto importado entra regularmente no país, ele deve receber o mesmo tratamento dado ao produto nacional, sem discriminação. O acordo proíbe limites de quantidade para importação ou exportação — como cotas —, exceto nos casos já permitidos pelas regras internacionais. Há regras específicas para produtos que saem do país para conserto e depois retornam. E há normas sobre taxas administrativas, que devem se limitar ao custo do serviço prestado. O acordo trata ainda da concorrência nas exportações: o documento estabelece que as partes não poderão conceder subsídios para estimular a venda de produtos agrícolas para o outro bloco. E disciplina medidas de defesa comercial, como a aplicação de sobretaxas quando houver prática considerada desleal, além de permitir a suspensão de benefícios em caso de fraude comprovada. No Capítulo 3, o documento define quando um produto pode ser considerado de um dos blocos e, assim, ter direito aos benefícios previstos no acordo. O texto explica quais critérios devem ser atendidos e como as autoridades poderão verificar essas informações. Na parte de aduanas e facilitação de comércio (Capítulo 4), o texto busca simplificar procedimentos, reduzir burocracia e tornar mais claras as exigências para importadores e exportadores. O documento prevê cooperação entre as autoridades responsáveis e troca de informações.  Já os capítulos sobre exigências técnicas (Capítulo 5) e regras sanitárias e fitossanitárias (Capítulo 6) tratam de normas sobre qualidade, segurança e saúde de produtos — especialmente alimentos e itens de origem animal e vegetal. O texto exige que essas regras tenham base técnica e científica e que sejam divulgadas com transparência. Também estão previstos espaços de diálogo sobre temas ligados à cadeia agroalimentar (como o bem-estar animal e o uso de novas tecnologias no campo). O capítulo sobre serviços e estabelecimento de empresas de serviço (Capítulo 10) prevê abertura gradual de segmentos dessa área e melhores condições para empresas que queiram atuar no território da outra parte. O acordo também trata da circulação de recursos financeiros ligados a investimentos e pagamentos correntes (Capítulo 11), permitindo medidas de proteção em caso de dificuldades econômicas graves. Quanto às compras governamentais (Capítulo 12), o tratado determina que empresas de um bloco poderão participar de licitações públicas do outro (com regras sobre igualdade, transparência e divulgação de informações). Há um prazo de adaptação para que os países ajustem seus sistemas às novas regras. O capítulo sobre propriedade intelectual (Capítulo 13) reafirma compromissos já assumidos anteriormente e trata de direitos autorais, marcas, patentes, indicações geográficas e proteção de informações sigilosas.

AGÊNCIA SENADO

CARNES

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína atinge recorde para janeiro, diz Cepea

Pesquisadores do Cepea indicam que o setor exportador nacional tem motivos para se lamentar, mas também para se animar. Isso porque, embora os embarques de carne suína tenham recuado em janeiro se comparados aos de dezembro, o volume escoado no primeiro mês do ano foi recorde para o período.

Dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que foram embarcadas 115 mil toneladas de carne suína em janeiro, volume 15% inferior ao de dezembro, quando 136 mil toneladas foram exportadas. Trata-se, inclusive, da maior retração mensal para este período desde 2022. Ainda assim, as vendas externas estiveram bem acima das 104 mil toneladas registradas em janeiro/25 (avanço de 10%), sendo também o maior volume para o mês, considerando-se a série história da Secex, iniciada em 1997. Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado obtido em janeiro reforça a expectativa de que as exportações brasileiras de carne suína possam, por mais um ano, registrar quantidades recordes.

CEPEA

Exportações de carne de frango são recordes para janeiro, diz Cepea

O preço da carne de frango brasileira foi o terceiro mais competitivo do mundo em 2025, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos, segundo dados da ONU, compilados, desenvolvidos e analisados pelo Cepea.

Esse cenário, conforme análise de pesquisadores do Centro de Pesquisas, influenciou as exportações nacionais a atingirem o melhor resultado para um mês de janeiro desde o início da série da Secex, em 1997, totalizando mais de 459 mil toneladas do produto. O volume embarcado no primeiro mês de 2026 avançou 3,6% frente a janeiro de 2025 (que era, até então, o recorde da série da Secex para o mês), embora tenha recuado 10% na comparação com dezembro, quando os embarques totalizaram mais de 510 mil toneladas. Um ponto favorável ao setor brasileiro é a sua orientação para o front externo. Utilizando dados do Usda, o Cepea observa que os Estados Unidos e a China alocaram, respectivamente, 86% e 95% de sua produção para consumo interno em 2025, enquanto o Brasil destinou apenas 67%.

CEPEA

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