CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2654 DE 19 DE FEVEREIRO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2654 | 19 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: cotações em alta

O mercado do boi gordo, segundo dados da Scot Consultoria, apresenta preços firmes e em alta em fevereiro de 2026, com negócios no estado de São Paulo atingindo patamares superiores a R$ 350,00/@, impulsionados por oferta restrita e forte demanda, inclusive para exportação. 

Destaques do mercado (fevereiro 2026): preços em SP: O “boi-China” alcançou marcas próximas a R$ 350,00/@.  A Scot Consultoria indicava, no início de agosto de 2025, a manutenção dos preços acima de R$ 300,00 até o final de 2025, cenário que se consolidou com altas no início de 2026 devido a um rebanho menor em 2024 e oferta enxuta. No mercado futuro houve aumento nas posições em aberto no mercado futuro (B3) em janeiro de 2026, indicando movimentação estratégica contra a volatilidade. Cotações Regionais: SP: R$ 340,00 (Mercado Físico – 13/02/2026). GO: R$ 316,50 (à vista). MG: R$ 317,50 (à vista). MT: R$ 300,00 (à vista).

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo: preços fortes se mantém

Em meados de fevereiro de 2026, as cotações do boi gordo no Brasil (indicador Cepea) atingiram patamares elevados, próximos de R$ 345,00 por arroba. 

Os contratos futuros na B3 (BGIG26) indicaram estabilidade, com o fechamento próximo a R$ 345,00/arroba, refletindo uma valorização acumulada significativa na primeira quinzena do mês. No Indicador Cepea, (Fev/2026), o preço do boi gordo subiu, consolidando-se acima de R$ 344,10. Contratos Futuros (B3 – fevereiro 2026): os contratos para o mês de fevereiro operaram em torno de R$ 345,00, mantendo a valorização vista desde o início do ano. A tendência do mercado físico em fevereiro de 2026 apresenta preços fortes, acumulando ganhos de cerca de 7,8% na primeira quinzena em relação ao fim de 2025, impulsionado por restrição de oferta. O valor nominal aproxima-se de R$ 360,00, patamares elevados, condicionados pela demanda e câmbio.

CEPEA

Plano prevê divisão de cotas de exportação de carne para a China até setembro

A proposta prevê a divisão proporcional da cota ao desempenho em 2025 das exportações das 67 plantas habilitadas para mercado chinês. Modelo aponta uma quantidade mínima de oito mil toneladas anuais por frigorífico, para viabilizar a exportação das empresas menores

O modelo de controle da cota de exportação de carne bovina para a China defendido pelos frigoríficos brasileiros prevê a distribuição do volume total anual apenas nos três primeiros trimestres, ou seja, até o fim de setembro. A medida é uma resposta à decisão chinesa de computar cargas enviadas ainda em 2025, antes da divulgação da salvaguarda que limitou as vendas do Brasil a 1,1 milhão de toneladas em 2026, e serve para dar previsibilidade às empresas de que as cargas enviadas serão desembarcadas e debitadas da cota no mesmo ano civil. A proposta prevê a divisão proporcional da cota ao desempenho em 2025 das exportações das 67 plantas habilitadas para a China, com a distribuição trimestral e monitoramento mensal da utilização, para permitir “ajustes tempestivos” e evitar a concentração de volumes não utilizados ao final do período. O modelo aponta uma quantidade mínima de oito mil toneladas anuais por frigorífico, para viabilizar a exportação das empresas menores, e uma reserva técnica de 33 mil toneladas para eventuais novos entrantes. As medidas são defendidas em um parecer elaborado pelo escritório do ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, visto pela reportagem. A expectativa é que uma resolução seja avaliada em reunião extraordinária do Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) no fim da próxima semana. Para isso, o governo ainda busca “conforto jurídico” para que a norma não seja questionada judicialmente. Ao menos um frigorífico exportador discorda dos termos da resolução e demonstrou sua contrariedade ao governo. A Advocacia-Geral da União (AGU) teria sido acionada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para emitir um parecer jurídico sobre o caso. Consultados, os órgãos não confirmaram. O MDIC disse que ainda não há data nem pauta confirmada para a reunião da Camex. O setor defende que o critério de distribuição é “juridicamente válido e economicamente apropriado” por se adequar ao calendário operacional da China, que computou cerca de 300 mil toneladas de carne enviadas em 2025, mas que chegaram lá em 2026. Com isso, restariam pouco mais de 700 mil toneladas para serem divididos. Em janeiro deste ano, os embarques somaram 123,1 mil toneladas, número recorde para o mês. A divisão de um terço da cota a cada trimestre, até o fim de setembro, garante ao exportador “acesso ordenado à sua alocação ao longo do ano”, diz o parecer. O parâmetro estaria alinhado com a prática internacional, com flexibilidade para realocação mensal de volumes não usados. A iniciativa permite que, se o exportador não usar a cota trimestral, o saldo seja redistribuído entre outros exportadores. A janela de embarque é compatível com o trânsito das cargas no mar, que leva 40 dias para chegar à China. A distribuição pelo desempenho, ou market share, de 2025 é relatada como “objetiva e transparente”, capaz de refletir a “capacidade operacional demonstrada” de cada frigorífico e dar previsibilidade de planejamento às empresas. Como a salvaguarda será aplicada até 2028, a proposta prevê que a partir de 2027 a cota “será calculada com base em média móvel bianual dos volumes efetivamente exportados, promovendo adaptação gradual e estabilidade de longo prazo”. Para exportar, as empresas devem estar em regularidade fiscal, com habilitação sanitária e sem penalidades recentes. “O sistema de cotas é racional e razoável quanto ao critério transparente, baseado em dados objetivos representados pelas exportações em 2025 de cada empresa, sem margem para discricionariedade administrativa. Quanto à alocação proporcional, preserva market shares históricos baseados em 2025, refletindo capacidade produtiva”, aponta o parecer. “Quanto ao acesso garantido, a cota mínima de 8 mil toneladas anuais por empresa garante que mesmo pequeno exportador tenha acesso ao mercado chinês, nos limites que aquele país impôs”, completa.

VALOR ECONÔMICO

Bezerro sobe mais que boi gordo no Mato Grosso

Preço do bezerro avança 5,17%

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (16), a valorização do bezerro em fevereiro superou a do boi gordo em Mato Grosso, ampliando o ágio da categoria de reposição. Na parcial do mês até 13 de fevereiro de 2026, o preço do bezerro de ano (7 arrobas) foi cotado a R$ 438,34 por arroba, alta de 5,17% em relação ao mesmo período de janeiro. No mesmo intervalo, o boi gordo registrou avanço de 2,10%, com média de R$ 302,77 por arroba. Com a diferença de desempenho, o ágio do bezerro aumentou 4,22 pontos percentuais, alcançando 44,78%. De acordo com o Imea, “esse movimento ocorreu devido à maior valorização do bezerro em relação ao boi gordo”. O instituto avalia que a menor disponibilidade de animais de reposição, aliada à demanda firme, tende a manter o ágio elevado. “O movimento reforça a continuidade da tendência de alta nos preços da reposição, o que, por sua vez, tende a estimular a retenção de fêmeas e a sustentar o fortalecimento das cotações do boi gordo”, informa a análise.

IMEA

ECONOMIA

Dólar futuro sobe em sintonia com exterior e recuo do Ibovespa

O dólar futuro negociado na B3 — o mais líquido no mercado brasileiro — ganhou força durante a tarde desta quarta-feira pós-Carnaval, em sintonia com o recuo do Ibovespa e o avanço firme da moeda norte-americana também no exterior.

Em uma sessão com duração reduzida, iniciada às 13h, o contrato de dólar futuro para março subia 0,36% às 17h52 na B3, aos R$5,2500. Na terça-feira, com o mercado brasileiro fechado, o dólar sustentou ganhos ante boa parte das demais moedas no exterior, em meio às incertezas em torno das negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã. Na quarta-feira, a notícia de que a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, planeja deixar o cargo antes do fim do mandato, em outubro de 2027, penalizou o euro em relação ao dólar. Além disso, a moeda norte-americana ganhou força ante outras divisas na esteira de dados econômicos melhores do que o esperado nos Estados Unidos. O Departamento de Comércio norte-americano informou que os pedidos de bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves — um indicador importante dos gastos empresariais –, aumentaram 0,6%, acima da previsão de 0,4% dos economistas consultados pela Reuters. Já o Federal Reserve informou que a produção industrial aumentou 0,6% no mês passado, o maior ganho desde fevereiro de 2025, após permanecer estável em dezembro, superando a estimativa de 0,4%. Às 17h51, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,62%, a 97,726. Neste cenário, o dólar se firmou em alta no Brasil durante a tarde, em paralelo ao recuo do Ibovespa em meio aos ajustes na volta do Carnaval. Para Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, o mercado brasileiro passou nesta quarta-feira por um processo de correção de preços, com a saída de investidores da bolsa impactando o câmbio. “Você vê este movimento (de investidores) saindo, e o dólar acaba acompanhando”, pontuou. Internamente, os agentes estiveram atentos ainda às notícias sobre a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, instituição controlada por Augusto Lima, ex-sócio do Master, por comprometimento de sua situação econômico-financeira e descumprimento de normas. Em outra frente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou parcialmente lei que estabelece reajuste de salários para servidores da Câmara, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU). Lula bloqueou trechos que previam escalonamento dos reajustes até 2029 e pagamentos que poderiam levar a remunerações superiores ao teto do funcionalismo público, informou o Planalto. Agora, o Congresso decidirá se mantém ou derruba os vetos.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda pressionado por Vale na volta do Carnaval

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, na volta do fim de semana prolongado pelo Carnaval, pressionado pelas ações da Vale, enquanto os papéis da Petrobras avançaram com a alta dos preços do petróleo no mercado externo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,35%, a 185.819,21 pontos, após subir a 187.656,93 pontos na máxima e marcar 185.000,96 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava R$20,95 bilhões antes dos ajustes finais, em pregão marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e de contrato futuro do índice.

REUTERS

Mercado reduz projeção para alta do IPCA este ano a 3,95% no Focus

A projeção para a inflação neste ano voltou a cair na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central, mesmo após aceleração da taxa em 12 meses do IPCA de janeiro.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou a sexta redução seguida na conta para o IPCA, estimado agora a 3,95% este ano, de 3,97% na semana anterior. Para 2027 a estimativa segue em 3,80%. Na semana passada, o IBGE informou que o IPCA subiu 0,33% em janeiro, acumulando em 12 meses alta de 4,44%, de 4,26% em dezembro de 2025. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. As estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB), por sua vez, não sofreram alterações, com crescimento esperado de 1,80% tanto em 2026 quanto em 2027. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda manutenção do cenário para a taxa básica de juros. A expectativa é de que a Selic, atualmente em 15%, seja reduzida em 0,5 ponto percentual na reunião de março, fechando este ano em 12,25%. Para 2027 ela é calculada em 10,50%.

REUTERS 

Valor Bruto da Produção agropecuária recua 3,6% em 2026, diz Mapa

Queda para R$ 1,371 trilhão é puxada por preços menores e menor avanço da produtividade nas lavouras

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária neste ano deve atingir R$ 1,371 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura. O número é inferior ao R$ 1,392 trilhão estimados pela pasta no mês passado. Em relação ao ano anterior, há queda de 3,6%. Para 2025, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,419 trilhão para R$ 1,422 trilhão. A perspectiva de queda pode ser explicada pelo menor preço esperado para as commodities agrícolas neste ano e pela desaceleração da produtividade das lavouras. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. Os dados foram compilados pela reportagem. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o País. Do total previsto para 2026, R$ 895,311 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 65% do total e recuo estimado de 4% ante 2025. Outros R$ 475,329 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 35% do total e queda de 3% em comparação com o ano passado. Para 2025, o ministério prevê alta de 10,6% no valor bruto da produção da agricultura, para R$ 932,342 bilhões, e alta de 14,3% no faturamento da pecuária, para R$ 488,801 bilhões. Na agricultura, é esperado crescimento neste ano apenas para o VBP das lavouras de banana, café, feijão, mandioca e soja. Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 3,7% maior, para R$ 342,093 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 154,626 bilhões, recuo anual de 7,1%. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 8,615 bilhões, queda anual de 17,3%. Para as lavouras de café, a projeção é de VBP de R$ 116,274 bilhões, alta de 1,3% frente a 2025. O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 11,2%, estima o ministério, para R$ 103,895 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve ceder 36,1%, para R$ 15,567 bilhões. O VBP das lavouras de algodão é estimado em R$ 30,343 bilhões, baixa anual de 14,8%. As previsões apontam ainda para recuo de 33,7% do VBP do cacau, para R$ 7,681 bilhões. Já o VBP das lavouras de arroz e feijão deve diminuir, respectivamente, 30,5% e 8,4%. O faturamento bruto da produção de arroz deste ano é estimado em R$ 14,472 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é projetada em R$ 12,745 bilhões. Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 3,2%, para um VBP projetado em R$ 218,700 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária. O valor bruto da cadeia de suínos deve recuar 4,4%, para R$ 60,349 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 7,4% abaixo do ano anterior, para R$ 104,304 bilhões. A receita bruta obtida com a produção de leite deve cair 4%, para R$ 69,854 bilhões. A produção de ovos deve apresentar VBP 24,4% menor, para R$ 22,121 bilhões. O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 17 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.

BROADCAST AGRO

GOVERNO

Missão brasileira na Ásia busca destravar exportações de feijão e carne

Uma das metas é abrir o mercado de carne bovina da Coreia do Sul, um dos três mais estratégicos ainda fechados ao Brasil. Missão visita Índia e Coreia do Sul para ampliar exportações brasileiras.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começou na quarta-feira, 18, uma visita à Ásia que deve passar pela Índia e Coreia do Sul. A primeira parada da comitiva é a capital indiana, Nova Delhi. A intenção é estreitar laços comerciais, o que pode trazer resultados para o agronegócio brasileiro. Além de Lula, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o ministro de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, também participam da visita. Como adiantado pelo Agro Estadão, alguns temas são de interesse do setor agropecuário do Brasil, especialmente, abertura de mercados considerados importantes. País mais populoso do mundo, a Índia foi o nono principal destino das vendas de produtos agropecuários em 2025, de acordo com dados da plataforma AgroStat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Foram mais de US$ 2,9 bilhões comercializados, sendo os itens do complexo sucroalcooleiro e do complexo de soja os de maior valor negociado. A visita busca expandir esse volume de comércio, o que pode ser a partir da abertura de mercado para a exportação de feijão guandu. Além disso, o governo afirmou que espera avançar com as negociações envolvendo uma ampliação do acordo comercial entre Mercosul e o país asiático. Também está prevista uma participação de Lula no Fórum Empresarial Brasil-Índia. O evento deve reunir mais de 300 empresários e entre os painéis temáticos estão assuntos como minerais estratégicos críticos, segurança alimentar e agricultura familiar. A partir do dia 22, a comitiva brasileira inicia a visita em Seul, capital da Coreia do Sul. Por lá, também é esperada a participação do presidente brasileiro em um encontro chamado Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul. A expectativa é de que cerca de 230 empresários participem do evento, que deve contar com representantes de setores como açúcar e álcool. Na Coreia, a expectativa do setor de Relações Internacionais do Mapa é reativar negociações que andam mornas. Uma delas é a abertura do mercado de carne bovina, tida como um dos três mercados ainda não abertos de maior interesse dos exportadores brasileiros da proteína. Outro tema que será discutido com as autoridades sul-coreanas é a ampliação das áreas reconhecidas como livre de febre aftosa sem vacinação. A intenção é aumentar os Estados brasileiros que podem enviar carne suína para a Coreia do Sul, já que, atualmente, apenas Santa Catarina tem essa autorização. Também deve-se buscar a abertura do mercado de uva. A Coreia do Sul foi o 16º país nas vendas internacionais de produtos agropecuários brasileiros. Ao todo, os sul-coreanos compram mais de US$ 2,4 bilhões, sendo itens do farelo de soja, soja em grãos, carne de frango, álcool e café verde os principais itens.

ESTADÃO/AGRO

INTERNACIONAL

EUA e Taiwan assinam acordo de comércio recíproco de carne

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou a assinatura de um Acordo de Comércio Recíproco entre os Estados Unidos e Taiwan que inclui ganhos significativos de acesso ao mercado para a carne vermelha norte-americana.

“O Acordo de Comércio Recíproco com Taiwan eliminará barreiras tarifárias e não tarifárias enfrentadas pelas exportações dos EUA para Taiwan, ampliando as oportunidades para agricultores, pecuaristas, pescadores, trabalhadores, pequenas empresas e fabricantes americanos”, afirmou o Embaixador Jamieson Greer. “Este acordo também se baseia em nosso relacionamento econômico e comercial de longa data com Taiwan e aumentará significativamente a resiliência de nossas cadeias de suprimento, especialmente em setores de alta tecnologia.” A Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, elogiou o acordo no X, dizendo que ele abrirá mercados reais e ampliará as oportunidades para as comunidades rurais. A Associação Nacional de Criadores de Gado de Corte (NCBA) afirma que isso fortalecerá um dos mercados mais importantes e de crescimento mais rápido para a carne bovina dos EUA. Taiwan é o quinto maior mercado para a carne bovina norte-americana, com exportações avaliadas em cerca de US$ 650 milhões, e os EUA são o maior fornecedor de carne bovina para Taiwan. “Ainda há potencial para crescimento adicional com o maior acesso para todos os produtos de carne bovina dos EUA, incluindo aqueles de alta demanda para o churrasco yakiniku e conceitos modernos de hambúrguer”, afirmou a Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF). “A eliminação das tarifas sobre a carne bovina dos EUA certamente melhorará nossa competitividade.” Os mercados estrangeiros desempenham um papel fundamental na lucratividade dos produtores, com as exportações de carne bovina representando mais de US$ 415 por boi confinado abatido e processado em 2024, explicou o presidente da NCBA, Gene Copenhaver. “Acordos comerciais fortes e baseados na ciência são essenciais para agregar valor aos produtores de gado dos EUA, e Taiwan emergiu como um dos mercados internacionais mais fortes para a carne bovina norte-americana”, disse Copenhaver. “O acesso livre de tarifas melhora a competitividade e proporciona segurança de longo prazo para os produtores que dependem dos mercados de exportação para maximizar o valor de cada animal. Os produtores de gado dos Estados Unidos aguardam com expectativa esse acesso ampliado ao mercado nos próximos anos, graças ao trabalho do Presidente Trump e do Representante Comercial dos EUA, Embaixador Jamieson Greer.”

DROVERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suinocultura enfrenta queda nas cotações em importantes estados produtores

Dados mostram retrações diárias e mensais, com exceção do Rio Grande do Sul, que apresenta leve avanço no acumulado do mês.

Os preços do suíno vivo registraram variações negativas na maioria dos estados acompanhados pelo indicador do CEPEA, ligado à Esalq, conforme dados divulgados em 13 de fevereiro. Em Minas Gerais, o valor do animal posto foi cotado a R$ 6,76 por quilo, com recuo diário de 0,29% e queda acumulada de 4,52% no mês. No Paraná, o preço do suíno a retirar ficou em R$ 6,65/kg, com retração de 0,30% no dia e de 2,06% no comparativo mensal. No Rio Grande do Sul, o indicador apresentou leve alta no acumulado do mês, com valorização de 0,59%, alcançando R$ 6,80/kg, apesar da pequena queda diária de 0,15%. Já em Santa Catarina, o valor registrado foi de R$ 6,59/kg, com baixa de 0,60% no dia e retração de 1,79% no mês. Em São Paulo, o suíno posto foi negociado a R$ 6,92/kg, apresentando redução diária de 0,57% e queda mensal de 2,40%.

CEPEA/ESALQ

Mercado de suínos inicia 2026 com queda nas cotações, mas exportações sustentam otimismo, aponta Itaú BBA

Início de 2026 tem forte correção nos preços do suíno

O mercado de suínos iniciou 2026 com um cenário de correção significativa nas cotações. Segundo o relatório Agro Mensal, elaborado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, a queda reflete o aumento da produção observado em 2025, que ampliou a oferta e pressionou o mercado doméstico. Em São Paulo, o preço do animal vivo caiu de R$ 8,90/kg em 1º de janeiro para R$ 6,90/kg em 9 de janeiro — uma retração de 23% em apenas nove dias. Esse movimento trouxe as cotações de volta a níveis semelhantes aos do início de 2024, rompendo a tendência positiva registrada no começo do ano passado, quando os preços permaneceram firmes até fevereiro. O relatório destaca que a expansão da produção de carne suína ao longo de 2025 foi sustentada por boas margens de rentabilidade e que o ritmo de abates deve ter se mantido elevado no início de 2026, embora os dados oficiais ainda não estejam disponíveis. Apesar da pressão sobre os preços internos, o desempenho das exportações segue como um ponto de sustentação importante para o setor. Em janeiro, os embarques de carne suína in natura atingiram 100 mil toneladas, alta de 14,2% em relação ao mesmo período de 2025. O crescimento foi impulsionado, principalmente, pelos envios para as Filipinas e o Japão, que representaram 31% e 13% do volume total exportado, respectivamente. Essa diversificação de destinos reforça o posicionamento internacional da suinocultura brasileira e reduz riscos de dependência de mercados específicos. Os custos de produção da suinocultura permanecem sob controle, mas a queda dos preços do animal reduziu as margens da atividade. De acordo com o Itaú BBA, o spread da suinocultura caiu de 26% em dezembro para 21% em janeiro, mesmo assim garantindo um resultado médio de R$ 206 por cabeça terminada, considerado satisfatório. No caso das exportações, o spread também apresentou retração, impactado pela queda de 0,8% no preço da carne in natura e pela valorização do real frente ao dólar. Com isso, o indicador convergiu para a média histórica de 40%, após encerrar o mês anterior em 42%. O relatório do Itaú BBA projeta que os preços dos suínos devem reagir nas próximas semanas, impulsionados pela retomada da demanda após o período de férias e Carnaval. Além disso, o encarecimento da carne bovina tende a favorecer o consumo de carne suína no mercado interno. No mercado externo, o cenário permanece favorável, com exportações firmes e ampliação da base de compradores. A maior presença de destinos como as Filipinas reduz riscos e deve continuar sustentando o equilíbrio entre oferta e demanda. Mesmo com o ambiente positivo, o Itaú BBA alerta para dois fatores que exigem monitoramento constante: o ritmo de crescimento da produção e o comportamento dos custos de alimentação. O banco observa que, diante das boas margens obtidas nos últimos dois anos, é natural que o abate de suínos continue em expansão. No entanto, uma eventual desaceleração das exportações poderia provocar saturação do mercado doméstico, pressionando novamente os preços. Em relação aos custos, o cenário permanece favorável ao produtor, com expectativa de boa safra de milho safrinha nos próximos meses. Ainda assim, o relatório reforça a necessidade de cautela, já que parte do plantio ainda depende das condições climáticas e do cumprimento da janela ideal de semeadura — fator determinante para o potencial produtivo.

PORTAL DO AGRONEGÓCIO

Exportação de frango recua em faturamento

Paraná lidera exportações de frango

O Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informa que, em 2025, a exportação brasileira de carne de frango cresceu 0,1% em volume e recuou 1,9% em faturamento. Segundo o boletim, com base em dados do Agrostat Brasil/Mapa, o país exportou 5.161.763 toneladas no período, frente a 5.156.578 toneladas em 2024, enquanto a receita somou US$ 9,556 bilhões, abaixo dos US$ 9,742 bilhões registrados no ano anterior. De acordo com o Deral, 88,5% do volume exportado correspondeu à carne “in natura”, entre inteiros e cortes, e 2,6% a produtos industrializados, que totalizaram 132.434 toneladas. O documento aponta recuo de 5,9% no volume embarcado de carne “in natura”, passando de 4.855.517 toneladas em 2024 para 4.567.786 toneladas em 2025. No faturamento desse segmento, a retração foi de 5%, de US$ 9,055 bilhões para US$ 8,602 bilhões. “A queda do faturamento foi resultado, basicamente, do menor volume exportado – 5,9%”. O preço médio do produto “in natura” registrou alta de 1%, de US$ 1.864,83 por tonelada em 2024 para US$ 1.883,08 por tonelada em 2025. O boletim informa que os principais destinos da carne de frango brasileira em 2025 foram Emirados Árabes Unidos, Japão, Arábia Saudita, África do Sul, China e México, com variações distintas em volume e faturamento ao longo do período. No Paraná, houve decréscimo de 3,1% no volume total exportado e de 7,8% na receita cambial. O estado embarcou 2.103.688 toneladas e faturou US$ 3,713 bilhões em 2025, frente a 2.170.631 toneladas e US$ 4,029 bilhões em 2024. Sobre a carne de frango “in natura” paranaense, foram exportadas 1.860.747 toneladas, com receita de US$ 3,308 bilhões, o que representa 40,7% do volume nacional desse segmento. O preço médio exportado pelo estado recuou 2,2%, passando de US$ 1.817,82 por tonelada em 2024 para US$ 1.777,82 por tonelada em 2025. Segundo o Deral, o Paraná manteve a liderança nacional, com participação de 40,8% no volume total exportado pelo país e 38,9% da receita cambial. Os demais estados com destaque nas exportações foram Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás. Conforme o boletim, Santa Catarina exportou 1.201.811 toneladas e faturou US$ 2,450 bilhões; o Rio Grande do Sul, 686.359 toneladas e US$ 1,250 bilhão; São Paulo, 330.828 toneladas e US$ 545,678 milhões; e Goiás, 272.908 toneladas e US$ 518,080 milhões. O desempenho frente ao ano anterior variou entre crescimento e retração nos volumes embarcados.

SEAB-PR/DERAL

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