CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2291 DE 20 DE AGOSTO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2291 |20 de agosto de 2024

 

NOTÍCIAS

Boi gordo começa a semana com alta nos preços em São Paulo

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com preços praticamente estáveis nas praças paulistas. O boi gordo teve aumento de R$2,00/@. As demais categorias permaneceram estáveis

Com isso, o animal terminado agora vale R$ 232/@ no mercado de São Paulo, no prazo, ante o preço de R$ 230/@ da última sexta-feira. Por sua vez, as cotações da vaca e a da novilha mantiveram-se estáveis na praça paulista, negociadas em R$ 207/@ e R$ 220/@, respectivamente, de acordo com Scot. A cotação do “boi-China” (base SP) também não mudou, mantendo-se em R$ 235/@, um ágio de R$ 3 sobre o boi “comum”. Na região Norte do Mato Grosso, na comparação diária, as cotações mantiveram-se estáveis. No mercado atacadista de carne com osso, a carcaça do boi capão teve aumento de 0,3% em relação à semana anterior. A cotação da carcaça do boi inteiro também subiu 0,3%. A carcaça da vaca casada manteve-se estável. Já a cotação da carcaça da novilha casada subiu 1,3%. No mercado atacadista de São Paulo, a cotação da carne suína* subiu 5,7% em relação à semana passada. Em contrapartida, a cotação do frango médio** no mesmo período, caiu 3,1%.

Scot Consultoria

Boi gordo: semana inicia com preços estáveis, mas com viés de alta

Preços da carne bovina no atacado também registram alta, acompanhando as dificuldades das indústrias em compor escalas de abate

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com preços estáveis, com poucos negócios realizados acima da referência média. O analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias destacou que o viés de alta persiste no curto prazo, por conta da dificuldade na composição de escalas de abate para algumas indústrias, especialmente fora do estado de São Paulo. No território paulista, a presença significativa de animais de parceria (contratos a termo) tem oferecido uma relativa tranquilidade para os frigoríficos de médio e grande porte, resultando em uma menor pressão sobre as cotações. Cotações médias da arroba do boi gordo: São Paulo: R$ 238,22. Goiás: R$ 229,50. Minas Gerais: R$ 227,24. Mato Grosso do Sul: R$ 238,59. Mato Grosso: R$ 211,93. Apesar da estabilidade, o mercado observa com cautela os próximos movimentos, com a possibilidade de novas altas nos preços à medida que as indústrias enfrentam dificuldades em manter suas escalas de abate. No mercado atacadista, os preços da carne bovina registraram altas. O quarto traseiro permaneceu cotado a R$ 17,20 por quilo, enquanto o quarto dianteiro subiu R$ 0,30, sendo precificado a R$ 13,45 por quilo. A ponta de agulha também apresentou alta, subindo R$ 0,25, e foi precificada a R$ 13,25 por quilo. Segundo Iglesias, a expectativa é de que esse movimento de alta perca força no curto prazo, especialmente com a chegada da segunda quinzena do mês, período tradicionalmente marcado por um perfil de consumo mais modesto.

Agência Safras

Carne bovina: Volume exportado chega em 109,7 mil toneladas até a terceira semana de agosto/24

O volume exportado de carne bovina in natura alcançou 109,7 mil toneladas até a terceira semana de agosto/24, informou a Secretária de Comércio Exterior (Secex). O volume embarcado em agosto do ano anterior foi de 185,2 mil toneladas em 23 dias úteis.

A média diária exportada até a terceira semana de agosto/24 ficou em 9,1 mil toneladas alta de 13,50%, frente ao volume total exportado em julho/23 que ficou em 8,05 mil toneladas. O preço médio até a terceira semana de agosto/24 ficou com US$ 4.424 mil por tonelada, queda de 1,9% frente aos dados divulgados em agosto de 2023, com preços médios de US$ 4.511 mil por tonelada. O valor negociado para o produto na terceira semana de agosto/24 ficou em US$ 485,3 milhões, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de agosto do ano anterior foi de US$ 835,7 milhões. A média diária ficou em US$ 40,4 milhões e registrou um avanço de 11,30%, frente ao observado no mês de agosto do ano passado, que ficou em US$ 36,3 milhões.

Agência Safras

ECONOMIA

Dólar cai quase 1% ante real em novo dia de otimismo

O dólar chegou a oscilar abaixo dos 5,40 reais na segunda-feira, para depois encerrar o dia pouco acima deste patamar, com queda próxima de 1%, em meio à expectativa por cortes de juros nos Estados Unidos

O dólar à vista fechou em baixa de 0,99%, cotado a 5,4134 reais, no menor valor de fechamento desde 10 de julho, quando encerrou em 5,4132 reais. Em agosto a divisa acumula queda de 4,29%. Às 17h14, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,16%, a 5,4215 reais na venda. A moeda norte-americana se firmou em baixa logo no início da sessão, em sintonia com o recuo firme do dólar ante outras divisas no exterior, com investidores otimistas quanto ao início do ciclo de cortes de juros nos EUA em setembro. No Brasil, a curva de juros também seguiu precificando alta da taxa básica Selic em setembro. Ainda que o dólar não tenha se sustentado abaixo dos 5,40 reais até o fechamento, profissional ouvido pela Reuters chamou atenção para o fato de, nas últimas semanas, as cotações terem despencado após os picos do ano. Em 5 de agosto o dólar fechou perto dos 5,75 reais, em meio aos receios de recessão nos EUA, às liquidações globais de operações de carry-trade com o iene e ao temor de escalada do conflito no Oriente Médio, entre outros fatores. Desde então o dólar já cedeu cerca de 35 centavos de real, em paralelo à melhora do cenário no exterior. É por isso que as atenções estarão voltadas para a próxima sexta-feira, quando o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, falará no simpósio de Jackson Hole. Investidores estarão em busca de pistas sobre o tamanho do corte de juros nos EUA em setembro — 25 pontos-base ou 50 pontos-base — e sobre o ritmo da política monetária nos encontros seguintes do Fed. Antes disso, na quarta-feira, o Fed divulgará a ata de seu último encontro de política monetária.

Reuters

Ibovespa avança e renova máximas ao redor de 136 mil pontos com expectativa sobre Fed

No setor de proteínas, MARFRIG ON fechou em alta de 13,19%, ajudada por relatório do Bank of America mantendo a recomendação de “compra” e elevando preço-alvo das ações de 18,50 para 21,50 reais, na esteira da melhora no preço-alvo de BRF — de 22 para 24 reais — e menor dívida líquida

O Ibovespa renovou máximas históricas na segunda-feira, ultrapassando os 136 mil pontos no melhor momento, ainda embalado pelas perspectivas de que o Federal Reserve começará a cortar os juros da maior economia do mundo em setembro. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 1,36%, a 135.777,98 pontos, pontuação recorde para fechamento, superando a marca histórica de 134.193,72 pontos apurada em 27 de dezembro de 2023. “Se o índice continuar marcando novas máximas ou fechar três pregões pelo menos acima dos 134.400 pontos, mostrará resiliência no movimento e os próximos objetivos estão em 137.000, 141.000 e 150.000 pontos”, estimou o Itaú BBA. Na máxima da sessão, o Ibovespa atingiu 136.179,21 pontos, novo topo histórico intradia. Na mínima, registrou 133.953,32 pontos. O volume financeiro no pregão somou 25,5 bilhões de reais.

Pesquisa da Reuters realizada com economistas de 14 a 19 de agosto mostrou uma pequena maioria esperando que o Fed reduzirá sua taxa de juros em 25 pontos-base em cada uma das três reuniões de política monetária restantes em 2024. “Isso domina o comportamento dos fluxos no exterior, e qualquer fluxo marginal para mercados emergentes representa uma entrada relevante em Brasil”, pontuou o gestor de renda variável Tiago Cunha, da Ace Capital. De acordo com dados da B3, em agosto até o dia 15, as compras de estrangeiros no mercado secundário superaram as vendas em cerca de 4 bilhões de reais. Além da perspectiva sobre os próximos passos do Fed, amparada em dados melhores de inflação nos Estados Unidos, o fluxo de capital externo para a bolsa paulista é fomentado pelo alívio nos temores de uma eventual recessão naquele país. Além do cenário norte-americano, uma avaliação de modo geral positiva da temporada de balanços do segundo trimestre contribuiu para a performance recente do Ibovespa, que já sobe 6,37% em agosto. Na visão de estrategistas do BTG Pactual, à primeira vista, os resultados — excluindo Petrobras e Vale — parecem bons, com receitas, Ebitda e lucro líquido 3,1%, 2,3% e 5,3% acima das estimativas dos analistas da casa, respectivamente, ficou 3,8% abaixo do estimado”, afirmaram Carlos Sequeira e equipe.

Reuters

Mercado eleva projeção da Selic em 2025 no Focus, mas não vê mudança em 2024

Analistas consultados pelo Banco Central elevaram a projeção para o nível da Selic ao fim do próximo ano, enquanto mantiveram novamente a expectativa para a taxa básica de juros em 2024, de acordo com a mais recente pesquisa Focus divulgada na segunda-feira

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que os economistas agora veem a Selic fechando 2025 em 10,00% ao ano, ante 9,75% na semana anterior. Pela nona semana consecutiva, por outro lado, eles mantiveram a expectativa para a taxa de juros ao fim deste ano no patamar atual de 10,50%, projetando, portanto, que o BC não fará movimentações nas reuniões de política monetária que restam em 2024. As estimativas dos analistas ocorrem após uma série de eventos com autoridades do BC na semana passada, incluindo o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, e o diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, que transmitiram a mensagem de que é possível a elevação da taxa de juros neste ano caso seja apropriado para controlar a inflação. No início do mês, dados do IBGE mostraram que a inflação de julho em 12 meses atingiu o teto da meta do BC em 4,50%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. As expectativas de inflação para este ano e o próximo, outro fator de preocupação para os membros da autarquia, também seguem distantes do centro da meta. No levantamento desta segunda, os economistas elevaram a projeção para a alta do IPCA ao fim de 2024, agora em 4,22%, de 4,20% há uma semana. Em 2025, o índice é visto com avanço de 3,91%, recuo ante os 3,97% previstos anteriormente. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a expectativa para a alta do PIB neste ano subiu para 2,23%, ante 2,20% na semana anterior. No próximo ano, o país deve ter crescimento de 1,89%, segundo os analistas, de 1,92% antes. A previsão para o valor do dólar ficou próximo da estabilidade para 2024, agora visto em 5,31 reais, de 5,30 reais há uma semana. Para 2025, foi mantida a projeção de 5,30 reais.

Reuters

Exportações brasileiras ultrapassam US$ 215 bilhões em agosto

Balança comercial registra superávit de US$ 1,37 bilhão na 3ª semana de agosto

Na terceira semana de agosto de 2024, a balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 1,37 bilhão, com uma corrente de comércio totalizando US$ 12,4 bilhões. Esses resultados refletem exportações no valor de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). Segundo o balanço, no acumulado do mês, as exportações somam US$ 16,9 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 12,8 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 4,1 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 30 bilhões. No contexto anual, as exportações totalizam US$ 215,1 bilhões, com as importações chegando a US$ 161,5 bilhões, gerando um saldo positivo de US$ 53,7 bilhões e uma corrente de comércio acumulada de US$ 376,6 bilhões. Os dados da Secex/MDIC indicam que ao comparar as médias diárias até a terceira semana de agosto de 2024 (US$ 1,4 bilhão) com as do mesmo período em 2023 (US$ 1,3 bilhão), observou-se um crescimento de 4,4% nas exportações. As importações, por sua vez, registraram um aumento de 14,4% na mesma base de comparação, passando de US$ 933,41 milhões em 2023 para US$ 1,06 bilhão em 2024. Até a terceira semana de agosto, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,479 bilhões, com o saldo médio diário em US$ 342,93 milhões. Em relação à média de agosto de 2023, houve um crescimento de 8,5% na corrente de comércio. Nas exportações, o desempenho dos setores, em termos de média diária, mostrou uma queda de 18,4% (US$ 61,21 milhões) na Agropecuária, enquanto a Indústria Extrativa registrou um crescimento de 18% (US$ 56,43 milhões) e a Indústria de Transformação apresentou um aumento de 9,6% (US$ 66,7 milhões). Quanto às importações, a Agropecuária cresceu 21,6% (US$ 3,47 milhões), a Indústria Extrativa teve um aumento de 24,4% (US$ 12,19 milhões), e os produtos da Indústria de Transformação subiram 13,8% (US$ 118,73 milhões).

Agrolink

EMPRESAS

BRF espera até 40 novas habilitações para exportação em 2024; cenário favorável para grãos

A BRF espera conquistar até 40 novas habilitações para exportações de seus produtos até o fim de 2024, além das 57 autorizações obtidas no primeiro semestre, segundo o presidente da companhia, Miguel Gularte, em teleconferência com analistas na semana passada

“Nós estamos trabalhando muito firmemente para 40 novas habilitações, mas principalmente para capitalizar essas 57 que nós já tivemos no ano de 2024”, disse Gularte. Ele disse que a empresa atua para agregar valor nos mercados em que já atua, buscando atender à crescente demanda com redução do grau de ociosidade do parque fabril e com a oferta de produtos de maior margem e valor agregado. A BRF registrou o seu melhor segundo trimestre da história neste ano, favorecida por forte aumento na demanda nos mercados em que atua, queda nos custos de grãos e melhoras operacionais e comerciais. O cenário para custos de ração (milho e farelo de soja) deve continuar favorável ao menos até 2025, segundo a companhia. “A gente entende que há espaço marginal para uma queda (no custo de ração) no segundo semestre, não na magnitude que a gente tem observado, mas há espaço marginal porque ainda há uma parte da comercialização da safrinha”, disse o diretor financeiro da BRF, Fabio Mariano. “Não é relevante. Boa parte da safrinha, os estados já tiveram 100% da colheita, mas tem uma parte que ainda será comercializada e a gente espera tirar vantagem dessas operações.” Mariano disse que os modelos preditivos para 2025 estimam altas próximas de 10% para a produção global de soja e de 4% para a de milho. “A gente espera um cenário positivo por um período mais prolongado de tempo”, disse ele.

Carnetec

BofA eleva preço de ações da Marfrig e prevê R$ 1,8 bilhão em dividendos da BRF

Notícia animou os investidores e as ações da empresa dispararam na sessão da B3. A Mafrig ainda aguarda a aprovação dos órgãos antitruste para a venda de 16 unidades para a Minerva na América do Sul

O Bank of America (BofA) elevou na segunda-feira (19/8) sua estimativa de preço-alvo para as ações da Marfrig, de R$ 18,50 por ação para R$ 21,50. Conforme relatório assinado pela analista Isabella Simonato, a perspectiva reflete o aumento no preço-alvo das ações da BRF, controlada pela Marfrig, a queda na dívida líquida e a possível entrada de dividendos da BRF em volume expressivo. “Estimamos que a Marfrig deverá receber um total de R$ 1,8 bilhão de dividendos da BRF em 2024-25 (R$ 2/ação da Marfrig). Isto combinado com a entrada de caixa proveniente da venda de ativos para a Minerva, a ser concluída no final de 2024, deverá provocar uma queda na dívida líquida de R$ 26,3 bilhões no 2T24 (segundo trimestre de 2024) para R$ 18,9 bilhões em 2025”, informou o banco, reiterando a indicação de compra. A notícia animou os investidores e as ações da Marfrig dispararam na sessão da B3. Os papéis ON da empresa chegaram a subir cerca de 10,24% por volta das 13h45, e estavam entre as maiores altas do dia no Ibovespa. Anteriormente, o BofA já havia aumentado o preço-médio para os ativos da BRF, de R$ 22 para R$ 24 por ação, o que gera um impacto de R$ 1,2 por ação no valor dos papéis da Marfrig. A Mafrig ainda aguarda a aprovação dos órgãos antitruste para a venda de 16 unidades para a Minerva na América do Sul, um negócio de R$ 7,5 bilhões anunciado em agosto do ano passado. Do total, 11 plantas estão no Brasil, com o acordo em processo de análise pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Neste mês, a Superintendência-Geral do Cade recomendou na aprovação da venda, mediante a celebração de Acordo em Controle de Concentração (ACC). Com isso, a expectativa do mercado é que o aval da autarquia venha até o fim do ano. Em contrapartida, sem considerar a BRF, o BofA reduziu em 10% a perspectiva para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da Marfrig em 2024, para compensar margens mais fracas da carne bovina dos EUA no segundo semestre, e os altos preços do gado na Argentina, apesar de margens sólidas no Brasil. “No entanto, a empresa conseguiu superar o desempenho e entregar margens aproximadamente 200-300 pontos-base acima do resto do setor, dada a sua integração vertical. Isto começará a produzir resultados no segundo semestre de 2024 (principalmente no quarto trimestre) e será importante para monitorar o impacto nas margens de curto prazo e no médio prazo”, acrescentou. Considerando a BRF, a perspectiva para o Ebitda consolidado da Marfrig aumentou 12% para R$ 13 bilhões.

Valor Econômico

FRANGOS & SUÍNOS

Abertura do Panamá para aves e suínos amplia oportunidades na América Central

ABPA comemora anúncio do Ministério da Agricultura para carne de frango e carne suína

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou o anúncio feito hoje pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil sobre a abertura do mercado do Panamá para as carnes de frango e suína brasileiras. A Agência Panamenha de Alimentos – órgão do Governo do Panamá equivalente ao Ministério da Agricultura brasileiro – atende a um pedido setorial feito ao Governo Brasileiro e encaminhado às autoridades do país centro americano em 2023 para a abertura do mercado aos produtos de suínos e avícolas. País de 4,4 milhões de habitantes e com grande fluxo turístico, com um dos mais elevados consumos per capita da América Latina de carne de frango – em torno de 54 quilos per capita em 2023, de acordo com o Instituto Latino-americano del Pollo (ILP) – e com um consumo per capita de carne suína de 12,6 quilos, conforme a FAOSTAT – o Panamá é um mercado com significativa demanda externa por produtos. Em 2023, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Panamá importou 15,5 mil toneladas de carne de frango – quase integralmente proveniente dos Estados Unidos e Canadá – e 17 mil toneladas de carne suína – também proveniente, em sua maioria, da América do Norte. A abertura do mercado oferece, neste sentido, uma oportunidade de diversificação para a população panamenha, complementando a produção local de proteínas – conforme o ILP, o Panamá produziu 218,4 mil toneladas de carne de frango em 2023. “Assim como tem atuado em outras nações, o Brasil deve atuar em complementaridade à produção local, ampliando a oferta de produtos e gerando oportunidades para processadores e outros fornecedores panamenhos.  Este é mais um avanço internacional conquistado pelo ministro Carlos Fávaro e sua equipe, gerando mais oportunidades e parcerias para a avicultura e a suinocultura do Brasil”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA

Suínos: segunda-feira (19) com altas consistentes

Segundo a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo subiu 3,13%, com preço médio de R$ 165,00, enquanto a carcaça especial aumentou 2,36%, fechando em R$ 13,00/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (16), houve alta de 2,36% em Minas Gerais, chegando a R$ 8,66/kg, incremento de 2,77% no Paraná, com preço de R$ 8,16/kg, avanço de 1,06% no Rio Grande do Sul, custando R$ 8,07/kg, e de 2,29% em São Paulo, fechando em R$ 8,50/kg.

Cepea/Esalq

Queda no faturamento e volume por média diária para carne suína exportada na 3ª semana de agosto

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações de carne suína in natura até a terceira semana de agosto (12 dias úteis), vieram com quedas em relação ao faturamento por média diária e toneladas por média diária embarcada

Vale lembrar que os embarques em julho bateram recorde. A receita obtida com as exportações de carne suína até este momento do mês, US$ 104,3 milhões, representam 43,90% do total arrecadado em todo o mês de agosto de 2023, que foi de US$ 237,7 milhões. No volume embarcado, as 43.240 toneladas representam 43,26% do total registrado em agosto do ano passado, quantidade de 99.936 toneladas. O faturamento por média diária até este momento do mês foi de US$ 8,6 milhões, quantia 15,8% a menos do que agosto de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve diminuição de 15,84% observando os US$ 10,3 milhões, vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 3.603 toneladas, houve queda de 17,1% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se retração de 17,07%, comparado às 4.345 toneladas da semana passada. No preço pago por tonelada, US$ 2.413, ele é 1,5% superior ao praticado em agosto passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa leve aumento de 1,47% em relação aos US$ 2.378,846 anteriores.

Agência Safras

Cotações em queda para o mercado do frango

Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, enquanto o preço da ave no atacado cedeu 1,56%, fechando, em média, R$ 6,30/kg.

Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, cotado a R$ 4,38/kg, da mesma maneira que no Paraná, custando R$ 4,66/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta-feira (16), a ave congelada cedeu 0,14%, com preço de 7,20/kg, enquanto o frango resfriado baixou 0,27%, fechando em R$ 7,41/kg.

Cepea/Esalq

Receita na média diária para exportação de carne de frango na 3ª semana de agosto cai 11,7%

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações de carne de aves in natura até a terceira semana de agosto (12 dias úteis), registrou queda de 11,7% no faturamento por média diária em comparação a agosto do ano passado

A receita obtida com as exportações de carne de frango até este momento do mês, US$ 346,6 milhões, representa 46,04% do total arrecadado em todo o mês de agosto de 2023, que foi de US$ 752,8 milhões. No volume embarcado, as 194.252 toneladas representam 48,30% do total registrado em agosto do ano passado, com 402.150 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 28,8 milhões quantia 11,7% a menor do que a registrada em agosto de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve diminuição de 11,74% quando comparado aos US$ 32,7 milhões obtidos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 16.187 toneladas, queda de 7,4% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, recuo de 7,41% em relação às 17.484 toneladas da semana anterior. No preço pago por tonelada, US$ 1.784, ele é 4,7% inferior ao praticado em agosto do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa baixa de 4,67% no comparativo com os US$ 1.872 obtidos na semana passada.

Agência Safras

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