
Ano 10 | nº 2290 |19 de agosto de 2024
NOTÍCIAS
Boi: Estabilidade no mercado físico em SP
Na avaliação da Scot Consultoria, o volume de bovinos ofertados tem sido suficiente para manter as escalas de abate de abate dos frigoríficos paulistas, que atualmente atendem de 5 a 10 dias úteis
Com isso, o boi gordo segue andando de lado, negociado em R$ 230/@, enquanto a vaca e a novilhas gordas são vendidas por R$ 207 e R$ 220/@ respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” (base SP) está apregoado em R$ 235/@, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”.
Scot Consultoria
Preços do boi gordo seguem em alta com dificuldade nas escalas de abate
Principal variável para sustentar os preços no restante do semestre será, principalmente, a demanda do mercado internacional
O mercado físico do boi gordo continua a registrar altas nos preços, com frigoríficos enfrentando desafios para compor suas escalas de abate. As indústrias de menor porte, sem animais de parceria, têm dificuldades adicionais. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, a demanda, especialmente do mercado internacional, é a principal variável para sustentar os preços no restante do semestre. Cotações da arroba do boi gordo: São Paulo: R$ 237,78. Goiás: R$ 229,50. Minas Gerais: R$ 226,00. Mato Grosso do Sul: R$ 237,84. Mato Grosso: R$ 211,50. Os preços da carne bovina permanecem firmes, mas há menor espaço para novos aumentos, especialmente na segunda quinzena do mês. O quarto dianteiro é precificado a R$ 13,15/kg, a ponta de agulha a R$ 13,00/kg, e o quarto traseiro a R$ 17,20/kg. As exportações brasileiras de carne bovina seguem como uma variável importante, com julho marcando um recorde histórico de embarques, destacando o fortalecimento do setor.
Agência Safras
Preço do boi gordo encerrou semana com estabilidade
Na próxima semana, a expectativa é de consumo mais fraco de carne bovina no mercado interno. Bons volumes de contratos a termo e a disponibilidade de animais terminados em confinamento limitaram o avanço das cotações da arroba
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços estáveis. Bons volumes de contratos a termo e a disponibilidade de animais terminados em confinamento limitaram o avanço das cotações da arroba. Em Barretos (SP) e Araçatuba (SP), o preço bruto do boi gordo permaneceu em R$ 230 por arroba a prazo, segundo dados da Scot Consultoria. Das 32 regiões de produção pecuária mensuradas pela Scot, somente uma teve alta de preço, todas as demais mostraram estabilidade no valor do gado. A alta foi no sul de Minas Gerais, onde o preço do boi gordo foi para R$ 218 por arroba a prazo. Na próxima semana, a expectativa é de consumo mais fraco de carne bovina no mercado interno. Sazonalmente, a segunda quinzena do mês é a afetado pelo menos nível de capitalização das famílias. Segundo a Agrifatto, o atacado já enfrentou dificuldades na distribuição, especialmente nos primeiros três dias desta semana. “A piora das vendas no varejo e a lentidão nos pedidos de reposição de estoque indicam uma dificuldade para manter o fluxo de mercadorias”, disse a consultoria em nota. “Com os atrasos nas descargas e as devoluções parciais devido a problemas de qualidade sugere-se que há um acúmulo de estoque, a partir disso, a perspectiva é que esse ritmo lento continue ao longo da segunda quinzena”, acrescentou a Agrifatto. No entanto, a carcaça do boi castrado (carne bovina no atacado) ainda resiste e ficou precificada a R$ 16 por quilo, demonstrando estabilidade durante a semana.
Globo Rural
Frigoríficos mantêm escalas confortáveis, mas pagam mais pelo boi gordo
Na média nacional, as programações das indústrias atendem 9 dias úteis, aponta levantamento semanal da Agrifatto
Durante a semana, os preços do boi gordo no mercado físico mantiveram-se firmes e registraram altas pontuais em algumas praças pecuárias, informou a Agrifatto. Segundo os analistas da consultoria, o respiro maior das indústrias para manter os preços “controlados” e com apenas leves altas está no bom volume de contratos a termo e da oferta de bovinos de confinamentos. Diante disso, a média nacional das escalas de abate finalizou o período semanal em 9 dias úteis, indicando recuo de 1 dia útil perante o quadro observado na semana passada. Veja abaixo o comportamento das programações em alguns dos principais Estados, conforme o levantamento semanal realizado pela Agrifatto: Pará – Foi o destaque da semana, pois apresentou recuo de 3 dias úteis sobre as escalas da semana anterior, ficando em 9 dias úteis, menor nível desde o dia 01/08/24. São Paulo – Apresentou um avanço de 1 dia útil em relação à sexta-feira da semana passada, fechando suas escalas em 12 dias úteis. Tocantins – Indicou acréscimo de 1 dia útil em suas programações de abate, resultando em 10 dias úteis de escalas. Mato Grosso do Sul – Registrou declínio em suas escalas, em 1 dia útil, fechando a semana com 7 dias úteis de escalas já programadas. Paraná – Apontou uma redução de 1 dia útil, encerrando a semana com suas programações de abate atendendo a 7 dias úteis. Goiás – Demonstrou recuo de 1 dia útil perante a semana anterior, com as suas escalas de abate fecharam o período em 7 dias úteis. Minas Gerais – O único Estado que apresentou estabilidade, com suas programações atendendo 9 dias úteis.
Portal DBO
ECONOMIA
Dólar fecha dia em queda e marca segunda semana de baixa
O dólar registrou a segunda queda semanal consecutiva no Brasil, encerrando a sexta-feira em baixa ante o real, numa sessão marcada pelo recuo firme da moeda norte-americana também no exterior e pelo aumento das apostas de que o Banco Central poderá elevar juros já em setembro
O dólar à vista fechou a sexta-feira em baixa de 0,31%, cotado a 5,4673 reais. Na semana, a divisa dos EUA acumulou queda de 0,87%, após ter cedido 3,43% na semana anterior. Às 17h27, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,23%, a 5,4775 reais na venda. A redução do temor de uma recessão iminente nos Estados Unidos, após a divulgação de dados fortes sobre a economia norte-americana na véspera, favoreceu novamente a baixa do dólar ante as demais divisas nesta sexta-feira. Além da influência vinda do exterior, a queda do dólar era favorecida pela alta das taxas curtas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), que precificavam probabilidade ainda maior de o Banco Central subir em setembro a Selic, hoje em 10,50% ao ano. A perspectiva de uma Selic mais alta vem sendo sustentada por discursos de autoridades do Banco Central. Na semana passada o diretor de Política Monetária do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que toda a diretoria da instituição está disposta a fazer o que for necessário para perseguir a meta de inflação, de 3%. Na última segunda-feira, Galípolo afirmou que uma possível alta da Selic “está na mesa” do Copom. Na sexta-feira foi a vez de o presidente do BC, Roberto Campos Neto, reforçar que a instituição busca cumprir a meta e que subirá a Selic “se necessário”. “Todos os diretores estão adotando nosso discurso oficial. Estamos reforçando que não estamos dando nenhum guidance, mas que faremos o que for necessário para levar a inflação à meta”, disse Campos Neto durante participação no evento Barclays Day, promovido pelo Banco Barclays, em São Paulo. “Elevaremos a taxa de juros se for necessário.” Durante o evento do Barclays, Campos Neto também reafirmou que a instituição decidiu não intervir no câmbio recentemente, quando o dólar atingiu picos ante o real, por avaliar que grande parte da volatilidade se devia a prêmios de risco.
Reuters
Ibovespa fecha em queda e encerra sequência de altas após tocar máxima histórica
O Ibovespa fechou com variação negativa nesta sexta-feira, quebrando a série de oito pregões consecutivos de alta e abaixo do patamar recorde atingido durante o dia, com agentes financeiros recalibrando suas posições antes do final de semana.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,15%, a 133.953,25 pontos, abaixo da máxima histórica de fechamento de 134.193,72 pontos alcançada em 27 de dezembro do ano passado. Na semana, subiu 2,56%. No melhor momento da sessão, o Ibovespa marcou 134.781,44 pontos, superando a máxima histórica anterior intradia de 34.574,50, estabelecida na véspera. O volume financeiro somou 28,6 bilhões de reais, em sessão marcada ainda pelo vencimento de opções sobre ações na B3. Em Nova York, uma série de dados econômicos encorajadores dissiparam preocupações em relação a uma desaceleração econômica na maior economia do mundo, levando os principais índices de Wall Street a cravarem seu melhor desempenho semanal do ano. Aliada a isso está a crescente confiança de que o Federal Reserve fará um primeiro corte de juros já no próximo mês. O S&P 500, referência do mercado acionário norte-americano, avançou 0,2%. Na cena doméstica, dados acima do esperado do IBC-Br, calculado pelo Banco Central e considerado um sinalizador do PIB, apoiaram o otimismo no começo da sessão. O indicador subiu 1,4% em junho ante maio, contra expectativa de analistas consultados pela Reuters de alta de 0,50% no mês. A sessão também marcou o fim da temporada de balanços corporativos no Brasil, que trouxe um impulso adicional para os ativos na bolsa. Mas o índice não conseguiu estender sua série de altas, perdendo fôlego no início da tarde, com analistas apontando para alguma realização de lucros. Analistas do Itaú BBA destacaram que, para os próximos dias, será importante acompanhar o índice, pois se ele superar a marca histórica atingida na sexta-feira, “o mercado abrirá espaço para seguir em direção aos 137.000, 141.000 e 150.000 pontos”, conforme análise técnica Diário do Grafista. O indicador também permanece em um patamar historicamente elevado. Apenas 4,5% dos fechamentos do Ibovespa ocorreram em um patamar igual ou superior a 130 mil pontos, segundo levantamento da Quantum Finance. O analista Bruno Benassi, da corretora Monte Bravo, disse que os “drivers” positivos incluem um maior apetite por risco no mercado externo e uma mudança de postura do governo brasileiro em relação ao compromisso com as contas públicas. “Os receios fiscais estão lá ainda, não sumiram, mas a comunicação agora parece um pouco melhor”, afirmou.
Reuters
Atividade econômica brasileira cresce bem acima do esperado em junho e mostra resiliência no trimestre
A economia brasileira cresceu bem acima do esperado por economistas em junho, mostrando resiliência no trimestre marcado pela calamidade das enchentes no Rio Grande do Sul e cenário de juros elevados, de acordo com indicador considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado na sexta-feira
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 1,4% em junho na comparação com maio e fechou o segundo trimestre com alta de 1,1% sobre os três meses imediatamente anteriores, de acordo com dados dessazonalizados. Economistas consultados pela Reuters esperavam uma alta de 0,50% no mês. O número de maio ainda foi revisado para cima, apontando agora para um crescimento de 0,42% da atividade no mês em que as enchentes afetaram o RS, ante alta de 0,25% informada inicialmente. O Banco Central tem destacado em sua comunicação o dinamismo “maior do que o esperado” dos indicadores de atividade e do mercado de trabalho no país, ressaltando que o fato de a economia estar operando perto de sua capacidade máxima impõe um desafio para a redução da inflação. A autoridade monetária já indicou a possibilidade de elevação dos juros, atualmente em 10,5%, em meio à piora das expectativas do mercado para a inflação. O governo trabalha com uma projeção oficial de crescimento de 2,5% do PIB este ano, mas o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o número deve ser revisto para cima em breve. Economistas consultados pelo Banco Central preveem alta de 2,2%, segundo a mediana das projeções mais recentes, mas algumas casas estão revisando para cima suas estimativas. Em nota na sexta-feira, o Goldman Sachs informou que, diante dos fortes resultados recentes, aumentou sua estimativa para o crescimento do PIB no ano para 2,5%, de 2,3%. A projeção para o segundo trimestre passou para 0,8%, de 0,6%. O Santander elevou de 2,0% para 2,3% sua projeção para a alta do PIB este ano na sexta-feira, ainda antes da divulgação do IBC-Br, com os economistas do banco dizendo-se “impressionados com a força atual da economia do Brasil”. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados desde o início do mês mostraram que a produção industrial e serviços cresceram acima do esperado em junho, enquanto as vendas no varejo desapontaram ao encolher mais do que o previsto por economistas, após cinco meses seguidos de alta.
Reuters
IGP-10 acelera para 0,72% e fica acima do esperado em agosto, mostra FGV
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) acelerou e registrou alta de 0,72% em agosto, após avançar 0,45% no mês anterior, em resultado bem acima do esperado por analistas, mostraram dados divulgados na sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)
Em 12 meses, o IGP-10 passou a subir 4,26%. A expectativa de analistas em pesquisa da Reuters era de uma desaceleração para uma alta de 0,35% na base mensal. “O reajuste dos combustíveis autorizado pela Petrobras em 09/07 foi integralmente refletido no IGP-10, impactando tanto o IPA quanto o IPC, com a gasolina emergindo como a principal influência em ambos os índices”, disse André Braz, economista da FGV IBRE. No início de julho, a Petrobras anunciou a elevação em cerca de 7% do preço médio de venda da gasolina às distribuidoras, no primeiro ajuste no combustível fóssil em oito meses. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve alta de 0,84% em agosto, depois de subir 0,49% no mês anterior. No IPA, o subgrupo de combustíveis para o consumo registrou alta de 6,56% na base mensal em agosto, após subir 0,73% em julho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do índice geral, registrou alta de 0,33% no mês, depois de subir 0,24% em julho. No IPC, houve alta em cinco das oito classes que compõem o índice: Transportes (0,28% para 1,52%), Educação, Leitura e Recreação (0,67% para 1,88%), Habitação (0,14% para 0,31%), Despesas Diversas (0,95% para 1,34%) e Comunicação (0,08% para 0,30%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) subiu 0,59% em agosto, depois de uma alta de 0,54% em julho. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
Reuters
GOVERNO
Brasil chega a 99 mercados abertos para o agro em 2024
Ministério da Agricultura divulga abertura de mercados no Panamá e em Angola. Brasil poderá vender miúdos de suínos ao Panamá
O Ministério da Agricultura anunciou mais duas aberturas de mercado para produtos do agronegócio brasileiro. O Panamá autorizou a importação de carnes e miúdos de aves e de suínos produzidos no Brasil. Já Angola abriu seu mercado para ovinos e caprinos vivos para reprodução, além de material genético desses animais. Segundo a Pasta, as aberturas deverão contribuir para o aumento do fluxo comercial com esses mercados. Nos primeiros sete meses de 2024, o Brasil exportou mais de US$ 55 milhões em produtos agrícolas para o Panamá, com destaque para produtos florestais, cereais, farinhas e preparações. No mesmo período, as exportações brasileiras para Angola somaram mais de US$ 211 milhões, com ênfase em carnes e produtos do complexo sucroalcooleiro. Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 99 aberturas de mercado em 2024.
Globo Rural
China é o principal destino de exportações brasileiras
Em 15 de agosto de 1974, Brasil e China davam início as relações diplomáticas que anos depois faria do país asiático o principal parceiro comercial do Brasil. Na quinta-feira (15/08), comemorou-se 50 anos de diplomacia entre os dois países
“É determinação do presidente Lula que retomemos as boas relações diplomáticas com os países. Nestes 50 anos, tivemos muitas oportunidades comerciais com a China, tanto que ela se tornou nosso maior parceiro. Aqui no Mapa trabalhamos para que tenhamos mais progressos bilaterais econômicos”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Segundo o Ministério de Relações Exteriores (MRE), a relação bilateral está estruturada na Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), criada em 2004, foi alçada ao nível de parceria estratégica global em 2012 e neste ano comemora-se 20 anos da criação. Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (SCRI), entre julho de 2023 e julho de 2024, a China foi o principal destino das exportações brasileiras do agronegócio, totalizando US$ 57,94 bilhões. Houve um aumento de 8,9% em comparação ao período anterior. Houve recorde em 2023 com as exportações de mais de US$ 60 bilhões, um aumento de mais de US$ 9 bilhões em relação a 2022. O Brasil exportou US$ 28,44 bilhões em produtos agrícolas para a China no primeiro semestre de 2024. Os principais produtos exportados para a China são soja, milho, açúcar, carne bovina, carne de frango, celulose, algodão e carne suína in natura. Sendo uma relação bilateral, assim como exportou, o Brasil também importou produtos do país asiático, como produtos florestais e têxteis. As importações somam aproximadamente US$ 1,18 bilhão. “As relações diplomáticas entre Brasil e China, especialmente sob a gestão do presidente Lula e do ministro Carlos Fávaro, alcançaram um patamar sem precedentes. Da diplomacia bem-sucedida, colhemos os frutos de negociações comerciais robustas, que consolidaram a China como o nosso principal parceiro estratégico no agronegócio”, ressaltou o secretário da SCRI, Roberto Perosa. Um importante fator para o crescimento das exportações foi que apenas em março de 2024 a China habilitou 38 novas plantas frigoríficas brasileiras, sendo 34 frigoríficos e 4 entrepostos comerciais, sendo o maior número de habilitações concedidas. O número de empresas brasileiras aumentou de 106 para 144. O ministro Carlos Fávaro já realizou duas missões ministeriais a China. A última foi realizada em junho deste ano em comitiva com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Durante a missão, o Governo Federal fechou um acordo para promover o café brasileiro na maior rede de cafeterias chinesa, prevendo a compra de aproximadamente 120 mil toneladas de Café. Para manter o diálogo e as boas relações comerciais, atualmente a China é o único país que conta com dois postos de adidos agrícolas brasileiras em Pequim. Perosa ainda afirma que a restauração de um diálogo frutífero com o país asiático permite avanços significativos, como expansão de exportações de produtos-chave, fortalecendo ainda mais o papel do Brasil no cenário global.
Mapa
INTERNACIONAL
Carne bovina: na busca pela menor dependência da China, Uruguai sai na frente
Embarques da proteína uruguaia avançam no bloco dos países da América Norte, deixando a China como segundo principal destino em valores arrecadados
O Uruguai é o país que, até o momento, mais teve êxito nessa missão, embora Brasil, Austrália, Nova Zelândia também tenham reduzido as suas participações no mercado chinês ao longo deste ano (a exceção fica para a Argentina). No acumulado de janeiro até 10 de agosto deste ano, considerando exclusivamente as exportações de carne bovina – que responderam por 81% do total de divisas obtidas por todas as carnes –, os embarques uruguaios atingiram US$ 1,223 bilhão, praticamente (avanço de 0,1%) a mesma arrecadação obtida em igual período do ano passado 0,1%, segundo dados do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC). Em volume, considerando a mesma base de comparação, as vendas externas da proteína bovina cresceram 7,1%, atingindo 299,95 mil toneladas. Por sua vez, o preço médio da carne uruguaia sofreu queda de 6,5% relação ao mesmo período de 2023, ficando em US$ 4.079/tonelada. China parou de liderar A grande novidade este ano é que, no segmento de carne bovina, a China deixou de ser a principal fonte de arrecadação dos exportadores, informa o INAC. O país asiático foi superado pelo bloco de países da América do Norte, com grande destaque para os Estados Unidos (Canadá e México participaram minimamente das compras de proteína uruguaia). No acumulado deste ano (até 10 de agosto), EUA, Canadá e México responderam, em receita, por 32% do total de carne bovina exportada pelo Uruguai, alcançando US$ 390,8 milhões, com 97.375 mil toneladas vendidas, de acordo com o INAC. Por sua vez, a China ocupou a segunda posição, com participação de 30%, chegando US$ 371,5 milhões e 115.324 toneladas embarcadas. União Europeia aparece na terceira colocação do ranking, respondendo por 16% das compras, no valor de US$ 196.1 milhões (27.736 toneladas). Israel e Mercosul ocuparam a quarta e a quinta posição, gerando receitas de US$ 69,8 milhões (15.077 toneladas) e US$ 61,6 milhões (9.644 toneladas), respectivamente. Na sexta, sétima e oitava colocações surgem Japão, com US$ 24,8 milhões (6.270 toneladas) e Reino Unido, US$ 23,4 milhões (3.555 toneladas) e Rússia, com US$ 22,3 milhões (10.941 toneladas).
Portal DBO
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado de suínos teve altas leves
Segundo análise do Cepea, mesmo diante da recente valorização dos principais insumos utilizados na suinocultura (milho e farelo de soja), o poder de compra de produtores paulistas vem avançando. Isso está atrelado às fortes altas nos preços médios de comercialização do animal vivo no mercado independente. Trata-se do sétimo mês consecutivo de aumento no poder de compra do milho e o segundo do farelo de soja
Para a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo subiu 0,63%, com preço médio de R$ 160,00, enquanto a carcaça especial aumentou 0,79%, fechando em R$ 12,70/kg, em média. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (15), os preços ficaram estáveis no Rio Grande do Sul (R$ 7,53/kg) e em São Paulo (R$ 8,31/kg). Houve tímido aumento de 0,12% em Minas Gerais, com preço de R$ 8,46/kg, alta de 0,38% no Paraná, chegando a R$ 7,94/kg, e de 0,39% em Santa Catarina, fechando em R$ 7,72/kg.
Cepea/Esalq
Preço do frango no atacado em São Paulo cai 1,54% nesta sexta-feira (16) em dia de mercado misto
Para a carne de frango, as valorizações têm sido menos intensas, o que eleva a competitividade desta proteína frente às demais
Segundo pesquisadores do Cepea, as altas de preços da carne de frango estão atreladas ao aumento do poder de compra da população na primeira metade do mês, com o recebimento de salários. Entretanto, já apontam sinais de enfraquecimento das vendas, o que pode pressionar as cotações da carne nos próximos dias. Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, enquanto o preço da ave no atacado cedeu 1,54%, fechando, em média, R$ 6,40/kg. Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, a R$ 4,38/kg, enquanto no Paraná foi registrado aumento de 1,97%, a R$ 4,66/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (15), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, valendo, respectivamente, R$ 7,21/kg e R$ 7,43/kg.
Cepea/Esalq
Frango/Cepea: Carne de frango ganha competitividade frente a concorrentes
Levantamentos do Cepea mostram que as cotações das três principais proteínas consumidas pelo brasileiro (avícola, suína e bovina) estão em alta
Para a carne de frango, porém, as valorizações têm sido menos intensas, o que eleva a competitividade desta proteína frente às demais. Segundo pesquisadores do Cepea, as altas de preços da carne de frango estão atreladas sobretudo ao aumento do poder de compra da população na primeira metade do mês, com o recebimento de salários. Entretanto, colaboradores consultados pelo Cepea já apontam sinais de enfraquecimento das vendas, o que, por sua vez, pode pressionar as cotações da carne nos próximos dias.
Cepea
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