
Ano 9 | nº 2082 |10 de outubro de 2023
NOTÍCIAS
Cotações estáveis no mercado do boi em São Paulo
Como normalmente acontece às segundas-feiras, a maioria das indústrias frigoríficas ficou fora das compras. Nas praças pecuárias paulistas, as cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate ficaram estáveis na comparação diária
As cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate registraram estabilidade.
O boi “comum” paulista está sendo negociado em R$ 230/@, a vaca em R$ 210/@ e a novilha em R$ 220/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” vale R$ 240/@ em São Paulo (valor bruto, no prazo). Na região Sudeste de Rondônia, as cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate ficaram estáveis na comparação diária. No mercado atacadista de carne com osso em São Paulo, na comparação semana a semana, as vendas foram boas e os preços subiram.
SCOT CONSULTORIA
Mercado do boi: preços permanecem estáveis
O mercado de boi gordo continua a manter preços firmes, de acordo com informações da Consultoria Safras & Mercado
A proximidade do feriado na quinta-feira (12) está projetada para impactar o ritmo dos negócios, tornando a aquisição de boiadas mais desafiadora. Em resposta, algumas indústrias frigoríficas estão buscando acelerar suas compras, visando uma posição mais confortável no retorno após o longo final de semana, informou o analista Fernando Henrique Iglesias. Quanto à demanda por carne bovina, as perspectivas para o último trimestre continuam favoráveis, com um aumento no consumo esperado. Em São Paulo, a referência foi de R$ 239 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a referência foi de R$ 230 por arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, a referência foi de R$ 236 por arroba. Em Dourados, Mato Grosso do Sul, a referência foi de R$ 236 por arroba. Em Cuiabá, a referência foi de R$ 201 por arroba. No mercado atacadista, a carne bovina voltou a registrar preços mais elevados no início desta semana. O ambiente de negócios sugere a possibilidade de que esse movimento continue no curto prazo, com a entrada dos salários na economia estimulando a reposição ao longo da cadeia produtiva. No entanto, é importante notar que a carne de frango permanece mais competitiva em comparação com outras proteínas, especialmente em relação à carne bovina.
AGÊNCIA SAFRAS
Arroba do boi sobe quase 20% em menos de um mês após período de baixa
Analistas enxergam sinais de equilíbrio e descartam novas mínimas. Recuperação nos preços da arroba afeta margens da indústria.
Em um ano marcado pela derrocada nos preços do boi gordo, em que a arroba caiu abaixo de R$ 200, a percepção atual de fontes do setor e de analistas desse mercado é de que o pior ficou para trás. Desde a segunda quinzena de setembro, o preço do gado pronto para abate engatou uma recuperação e acumula alta em torno de 20%. Pela frente, analistas ouvidos pela Globo Rural enxergam sinais de equilíbrio: não veem possibilidade de retorno no curto prazo às máximas de R$ 290 a R$ 300 por arroba alcançadas no início de 2023, mas também descartam novas mínimas. João Figueiredo, analista da Datagro Pecuária, disse que o aumento médio de 20% nas últimas três semanas surpreendeu, principalmente porque no início de setembro o boi gordo chegou ao piso de R$ 196 por arroba. As quedas de preço vieram na esteira dos efeitos do ciclo pecuário de ampla oferta de animais, enquanto o recente avanço está relacionado à demanda. Somente em setembro o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) acumulou alta de 18,19%, fechando o mês a R$ 236,15 a arroba (em 29/9). Outubro começou mantendo a tendência, com valorização de 1,54% na primeira semana — a arroba fechou a R$ 239,80 na última sexta-feira. “O volume das exportações começou a reagir de setembro pra cá, [mas] acho que o mercado interno é mais protagonista deste momento”, afirmou o analista. Mesmo que em menor medida, a queda da arroba vista no decorrer deste ano chegou às gôndolas do varejo, tornando a carne bovina mais atrativa ao consumidor final. Além disso, o preço do frango aumentou, ajudando também a trazer competitividade para a carne bovina — algo que havia se perdido nos tempos em que a arroba registrava picos muito maiores. Do ponto de vista da exportação, Figueiredo ressaltou que o escoamento da carne para o mercado externo está reagindo, apesar do volume de embarques acumulado no ano ainda estar cerca de 5% abaixo de 2022. “Mas o preço de venda não está se recuperando. Há relatos de frigoríficos dizendo que o mercado interno está até mais atrativo do que a exportação em alguns casos”, afirmou. A queda no preço da tonelada exportada está intimamente ligada à situação econômica da China, principal cliente do Brasil na carne bovina e cujos importadores pressionaram os valores dos contratos durante o ano, em meio à desaceleração no poder de compra do consumidor chinês. Thiago Carvalho, pesquisador do Cepea, acredita que o ritmo dos preços da arroba daqui para frente vai depender do quanto ainda há de gado para entrar no mercado. Segundo ele, muitos pecuaristas postergaram os planos de confinamento. “Há uma indefinição, que vai depender do volume de animais colocados no cocho e se vai ter um volume mais firme nesses últimos meses do ano”, disse Carvalho. O analista da Datagro acredita que os preços do boi gordo podem avançar até a faixa de R$ 250 por arroba, que não é um ganho expressivo comparado à casa dos R$ 300, mas que pode fazer com que o pecuarista caminhe rumo a um 2024 mais lucrativo. Isso porque o custo com animais de reposição foi influenciado pelo período de queda da arroba e também caiu ao longo deste ano, com uma recuperação apenas no intervalo mais recente. Em Mato Grosso, o volume de fêmeas abatidas entre janeiro e agosto deste ano foi 35,6% maior que o do mesmo período no ano passado, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). E o bezerro chegou a setembro de 2023 com preço 35,48% menor que no mesmo período em 2022. O mês passado, porém, marcou o início de um movimento de alta nas cotações. O indicador do Cepea com base em Mato Grosso do Sul encerrou setembro com alta acumulada de 3,34%, com o bezerro a R$ 2.006,78 a cabeça (em 29/9). “Quando o preço do boi melhora, tem uma valorização dos animais jovens”, ressaltou Carvalho. “O bezerro, mesmo com essas valorizações, ainda está em patamar baixo”, disse Rodrigo Silva, coordenador de inteligência de mercado do Imea. No entanto, ele ressaltou que o mercado é volátil, e “olhando a sazonalidade, os indicadores de agora nos dão confiança de acreditar que a mínima deste ciclo passou”. Para a indústria, a notícia de uma recuperação nos preços da arroba não é das melhores, porque significa custo mais alto com a matéria-prima, o boi. “Afeta as margens do frigorífico, sem dúvida nenhuma, já que o custo vinha menor”, afirmou ao Valor Paulo Mustefaga, Presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). “Mas faz parte, a pecuária é cíclica”, disse. O executivo também aposta em um ponto de equilíbrio para a arroba do boi a partir de agora, “que não é nem nos R$ 300 nem nos R$ 200 e pouco”, até que venha o próximo ciclo pecuário. Para ele, a reação nas exportações de carne bovina desde setembro também contribui para sustentar a arroba firme.
GLOBO RURAL
Exportação de carne bovina in natura tem 38,1 mil toneladas nos primeiros cinco dias úteis de outubro. Tombo de 23,10% na média diária
Já o preço médio teve queda de 21,50% na primeira semana de outubro/23
As exportações de carne bovina in natura alcançaram somente 38,1 mil toneladas na primeira semana de outubro/23, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A média diária embarcada no volume foi de 7,6 mil toneladas, queda de 23,10%, frente ao mês de outubro do ano anterior, que com 9,9 mil toneladas. O preço médio ficou com US$ 4.591 por tonelada, queda de 21,50% frente outubro de 2022, com valor médio de US$ 5.846 mil por tonelada. O valor negociado para o produto ficou em US $ 175.035 milhões. A média diária ficou em US $ 35 milhões, queda de 39,6%, frente a outubro do ano passado, com US$ 57,9 milhões.
AGÊNCIA SAFRAS
MAPA suspende habilitação de frigoríficos no RS
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a suspensão da inclusão de novos estabelecimentos de abate no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa) pelo serviço de inspeção estadual de produtos de origem animal do Rio Grande do Sul
A decisão foi tomada após uma auditoria de rotina realizada pelo Mapa. Segundo o Mapa, estão pendentes a apresentação das métricas utilizadas na formação das equipes de inspeção em estabelecimentos de abate, a manutenção da inspeção permanente, a atualização do cronograma oficial de coletas oficiais de produtos de origem animal e a correspondente atualização do programa de trabalho do serviço no e-Sisbi. O Mapa já está em posse das informações enviadas pela Seapi em 2 de outubro e as está analisando. Em comunicado, a Seapi informou que atualmente possui 16 estabelecimentos habilitados e 15 médicos veterinários credenciados para o trabalho de inspeção nesses locais. O Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) respondeu ao Mapa, destacando a rigorosidade na admissão desses médicos veterinários e como eles atuam. Cada profissional habilitado tem sua portaria específica que descreve o frigorífico onde realizará a inspeção. A Seapi reforçou que os médicos veterinários têm a função exclusiva de realizar a inspeção, enquanto a fiscalização é uma responsabilidade dos fiscais agropecuários da Seapi. O Estado do Rio Grande do Sul esclareceu que possui legislação própria que possibilita o credenciamento de empresas e a habilitação de médicos veterinários para atuar em plantas de frigoríficos habilitados em inspeção estadual, que não estão integrados ao Sisbi e não possuem equivalência com o Mapa.
CORREIO DO POVO
ECONOMIA
Dólar recua com ajuda de liquidez e Fed, apesar de guerra
Sentimento de aversão a risco observado no início da sessão foi revertido e moeda brasileira teve ontem uma das melhores performances frente à divisa americana
A sessão da segunda-feira no mercado de câmbio começou marcada pelo sentimento de cautela com os conflitos no Oriente Médio, iniciados com ataques a Israel pelo Hamas no fim de semana. A aversão a risco observada no início da sessão, porém, foi revertida no Brasil. Terminadas as negociações, o dólar comercial fechou em queda de 0,61%, a R$ 5,1300. Perto das 17h30, o contrato futuro para novembro exibia desvalorização de 0,22%, a R$ 5,1485. O índice DXY avançava 0,02%, aos 106,061 pontos. A moeda brasileira teve hoje uma das melhores performances frente ao dólar, de uma relação de 33 divisas acompanhas pelo Valor, ao lado de moedas ligadas ao petróleo ou a outras commodities. No caso da moeda brasileira, fora toda e qualquer ajuda vinda do petróleo, que viu seus contratos futuros avançarem mais de 4% nesta segunda-feira, a menor liquidez devido ao feriado nos Estados Unidos e comentários menos conservadores de integrantes do Federal Reserve (Fed) podem ter ajudado a divisa. Com o mercado de Treasuries fechado hoje por conta do feriado do “Dia de Colombo” nos Estados Unidos, os agentes financeiros mostraram alguma aversão a risco pela manhã, ainda que moedas ligadas ao petróleo e outras commodities tenham conseguido contornar tal penalização. Para o economista-chefe da Frente Corretora, Fabrizio Velloni, o primeiro efeito do conflito no Oriente Médio é benéfico para o real. Mas, se a disputa se acirrar, o impacto pode ser outro.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa supera aversão a risco e fecha em alta liderado por petroleiras
Percepção preliminar no mercado é que conflito entre Hamas e Israel tem alcance limitado, podendo ter impacto maior em ativos específicos, como o petróleo
Depois de abertura em queda, com aversão a riscos por conta do conflito entre o Hamas e Israel, o Ibovespa seguiu pares globais e fechou a sessão em alta. Agentes concluíram, a priori, que o evento tem alcance limitado, podendo ter impacto maior em ativos específicos, como o petróleo. Como referencial local tem participação importante do setor, o saldo diário foi positivo. Ainda, comentários mais “dovish” (suaves, inclinados ao afrouxamento monetário) de membros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ajudaram a baixar a temperatura do mercado ao longo do dia. No fim do dia, o índice subiu 0,86%, aos 115.156 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até as 17h40) foi de R$ 14,89 bilhões no Ibovespa e R$ 19,12 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,63%, aos 4.335 pontos, Dow Jones fechou em alta de 0,59%, aos 33.604 pontos e Nasdaq avançou 0,39%, aos 13.484 pontos. Os ataques do Hamas a Israel durante o fim de semana até desencadearam, nos primeiros negócios do dia, uma piora na percepção de riscos, ainda mais em um cenário de convicção já afetada pelo avanço dos juros nos EUA. Não obstante, investidores passaram a esperar efeitos limitados do conflito nos negócios globais e dirigentes do Fed reduziram a dureza dos seus discursos, o que permitiu que os mercados reduzissem parte dos prêmios de risco que embutiram nos ativos nas últimas semanas.
VALOR ECONÔMICO
Bancos mantêm projeção de alta do crédito neste ano, mas elevam previsão para 2024, diz Febraban
Uma pesquisa da Febraban mostrou manutenção da estimativa de crescimento de 7,6% da carteira de crédito dos bancos brasileiros neste ano, mas o prognóstico para 2024 passou para expansão de 8,1%, contra 7,9% antes, conforme levantamento divulgado na segunda-feira
Foram realizadas entrevistas com 18 bancos entre 27 de setembro e 3 de outubro, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A pesquisa é realizada a cada 45 dias, logo após a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). “A estabilidade das projeções reflete a melhora no desempenho do crédito nos últimos meses”, disse o diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban, Rubens Sardenberg, em comunicado. “Apesar de continuarmos observando uma desaceleração no ritmo de expansão anual da carteira, os dados têm trazido sinais positivos, como a queda das taxas de juros e a estabilidade da inadimplência”, acrescentou. A projeção de crescimento da carteira de crédito livre passou de 6,3% para 6,4%, enquanto na carteira direcionada, que engloba empréstimos e financiamentos para setores específicos como rural, infraestrutura e imobiliário –por vezes com subsídio do governo– a estimativa de expansão caiu de 9,3% para 9,2%. Para 2024, a melhora na projeção da carteira total foi puxada por expectativa de maior crescimento da carteira com recursos direcionados, de 6,9% para 7,8%, enquanto a expectativa de elevação da carteira com recursos livres recuou de 8,6% para 8,4%. Quanto à inadimplência da carteira livre, a pesquisa apontou estabilidade nas projeções tanto para 2023 quanto para 2024, mantendo-se em 4,9% e 4,5%, respectivamente. Para a Febraban, esse movimento reforça o entendimento de que a trajetória de alta nessa métrica pode ter chegado ao fim.
REUTERS
Projeção do Focus de alta do PIB de 2023 segue em 2,92%
Governo espera que o crescimento do PIB este ano alcance 3,2%. Já no Banco Central, a estimativa atual é de 2,9%
O Boletim Focus divulgado na segunda-feira, 9, pelo Banco Central trouxe manutenção nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). A mediana para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 seguiu em 2,92%, contra 2,64% há um mês. Para 2024, o Relatório Focus também trouxe estabilidade na estimativa de crescimento do PIB, que continuou em 1,50% na semana, ante 1,47% de um mês atrás. A estimativa para o PIB de 2024 seguiu em 1,60%. Em relação a 2025, a mediana continuou em 1,90%, contra 2,00% de quatro semanas antes. O boletim ainda trouxe a estimativa de crescimento para 2026, que se manteve em 2,00%, mesmo nível de um mês atrás. O governo espera que o crescimento do PIB este ano alcance 3,2%. Já no Banco Central, a estimativa atual é de 2,9%, conforme o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro. O Boletim Focus também trouxe a manutenção das projeções para as contas públicas deste ano. A estimativa para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2023 seguiu em 60,50%, ante 60,40% de um mês atrás. Para o déficit primário em relação ao PIB este ano, a mediana continuou em 1,10%, contra 1,00% um mês antes. O Ministério da Fazenda sustenta que deve entregar um resultado deficitário de 1,0% do PIB em 2023. Já a estimativa para o déficit nominal este ano seguiu em 7,40% do PIB, onde já estava um mês atrás. Para o próximo ano, a estimativa para a dívida líquida continuou em 63,90% do PIB, mesmo patamar de quatro semanas antes. Já o déficit primário esperado para 2024 piorou de 0,75% para 0,83% do PIB. O déficit nominal projetado no Focus passou de 6,57% para 6,59% do PIB. Há um mês, os porcentuais eram de 0,71% e 6,80%, respectivamente. Os economistas do mercado financeiro alteraram a estimativa de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos para 2023. A projeção deficitária passou de US$ 43,30 bilhões para US$ 42,65 bilhões, ante US$ 42,80 bilhões de um mês atrás. Para o próximo ano, a estimativa de déficit foi alterada de US$ 51,35 bilhões para US$ 51,70 bilhões, ante US$ 50,00 bilhões há quatro semanas. Em relação ao superávit da balança comercial em 2023, a projeção avançou de US$ 72,10 bilhões para US$ 72,90 bilhões, contra US$ 70,10 bilhões há um mês. Para 2024, a mediana superavitária passou de US$ 60,95 bilhões para US$ 60,60 bilhões, de US$ 60,00 bilhões quatro semanas antes. Os analistas avaliam que o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o rombo em transações correntes neste e no próximo ano. A mediana das previsões para o IDP em 2023 seguiu em US$ 80 bilhões pela 12ª semana seguida. Para 2024, a estimativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões pela 36ª vez. A estimativa para o câmbio este ano passou de R$ 4,95 para R$ 5,00, retornando ao nível de um mês antes. Para 2024, a mediana continuou em R$ 5,02, mesmo patamar de quatro semanas antes.
ESTADÃO CONTEÚDO
FRANGOS & SUÍNOS
Cotações em alta para o mercado de suínos
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve alta de 0,80%, chegando em R$ 126,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,04%, custando R$ 10,00/kg, em média
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (6), houve aumento de 1,23% em Minas Gerais, alcançando R$ 6,57/kg, elevação de 0,32% no Rio Grande do Sul, com valor de R$ 6,19/kg, e de 0,46% em São Paulo, fechando em R$ 6,54/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná (R$ 6,28/kg) e em Santa Catarina (R$ 6,07/kg).
Cepea/Esalq
Outubro começou com quedas nas exportações de carne suína
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) as exportações de carne suína in natura nos cinco dias úteis de outubro mostraram queda no comparativo com outubro do ano passado e com a última semana de setembro.
Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias “o Brasil tem um ano muito positivo nas exportações tanto de carne de frango quanto de carne suína, tem buscado novos mercados, mas o grande ponto de 2023 é basicamente o preço médio pago pelas proteínas de origem animal”. A receita US$ 48 milhões, representou 21,55% do total arrecadado em todo o outubro de 2022, com US$ 222,8 milhões. No volume embarcado, as 20.868 toneladas são 23,16% do total registrado em outubro do ano passado, com 90.082 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 9.6 milhões, valor 18,1% menor do que outubro de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve recuo de 15,94%. Em toneladas por média diária, foram 4.173 toneladas, houve baixa de 12% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, diminuição de 15,22%. No preço pago por tonelada, US$ 2.301, é 7% inferior ao praticado em outubro passado. Frente ao valor atingido na semana anterior, queda de 0,85% em relação aos US$ 2.321 anteriores.
AGÊNCIA SAFRAS
Cotações estáveis para o mercado do frango
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,28%, valendo R$ 7,00/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou inalterado em R$ 4,48/kg, assim como em Santa Catarina, custando R$ 4,28/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (6), houve aumento de 0,42% para a ave congelada, chegando a R$ 7,21/kg, e de 0,55% para o frango resfriado, fechando em R$ 7,29/kg.
Cepea/Esalq
Preços da carne de frango exportada neste início de outubro estão abaixo de outubro/22
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne de aves in natura nos cinco dias úteis de outubro mostraram melhores resultados em relação à última semana de setembro e na média diária de volume no comparativo com outubro de 2022. Entretanto, o preço pago pela proteína ainda está abaixo do registrado no ano passado
Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias “o Brasil tem um ano muito positivo nas exportações tanto de carne de frango quanto de carne suína, tem buscado novos mercados, mas o grande ponto de 2023 é basicamente o preço médio pago pelas proteínas de origem animal”. A receita, US$ 181,3 milhões representou 24,16% do total do mês de outubro de 2022, que foi de US$ 750,6 milhões. No volume embarcado, as 102.085 toneladas são 28,14% do total registrado em outubro do ano passado, com 362.760 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 36,2 milhões, valor 8,2% menor do que o registrado em outubro de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 9,44%. Em toneladas por média diária, 20.417 toneladas, houve avanço de 6,9% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Quando comparada a semana anterior, elevação de 9,38% em relação às 18.665 toneladas da semana anterior. No preço pago por tonelada, US$ 1.776, ele é 14,1% inferior ao praticado em outubro do ano passado. Frente ao valor da semana anterior, representa alta de 0,05%.
AGÊNCIA SAFRAS
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