
Ano 9 | nº 2083 |11 de outubro de 2023
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Exportações totais de carne bovina em setembro têm queda de 24% na receita
Com a movimentação de 246.332 toneladas em setembro, as exportações totais de carne bovina apresentaram queda de 24% na receita no mês, alcançando US$ 1,003 bilhão contra US$ 1,322 bilhão em setembro de 2022. No volume, leve crescimento de 6% em relação às 231.408 toneladas de setembro de 2022
As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No acumulado do ano, a receita caiu 23% até setembro. Em 2002, o acumulado até setembro registrava receita de US$ 10,14 bilhões. Em 2023, no mesmo período, o valor foi US$ 7,77 bilhões. No volume, um leve crescimento de 0,4%. Foram movimentadas neste ano, até aqui, 1.758.014 toneladas e em 2022 a movimentação alcançou 1.750.740 toneladas. Segundo a Abrafrigo, o grande problema das exportações em 2023 são os preços pagos pelo produto brasileiro pelos importadores. No nosso principal importador, a China, os preços médios caíram 27,6% no acumulado até setembro, saindo de US$ 6.700 por tonelada em 2022 para US$ 4,850 por tonelada em 2023. A movimentação também caiu de 924.238 toneladas para 860.968 toneladas (-6,85%) e a receita foi de US$ 6,188 bilhões para US$ 4,173 bilhões. As compras dos Estados Unidos, nosso segundo maior importador, cresceram 52,9% até setembro, saindo de 128.631 toneladas para 196.652 toneladas. Mas os preços médios caíram 36,5%, saindo de US$ 5.680 por tonelada no ano passado para US$ 3.610 por tonelada até setembro de 2023. Com isso a receita caiu de US$ 730,1 milhões até setembro de 2022 para US$ 709,4 em setembro de 2023 (-2,8%). O Chile, terceiro maior importador, movimentou 76.088 toneladas em 2023 contra 57.622 toneladas em 2022 (+ 32,1%). A receita foi de US$ 292 milhões no ano passado para US$ 371,7 milhões neste ano (+ 27,3%). Hong Kong, na quarta posição, importou 74.258 toneladas no acumulado até setembro de 2002 e 86.101 toneladas em 2023 (+16%), mas a receita caiu 0,7% passando de US$ 264,6 milhões para US$ 262,8 milhões. No total, 69 países aumentaram suas importações até setembro enquanto outros 97 reduziram suas compras.
Publicado em: Valor Econômico/Globo Rural/Notícias Agrícolas/Canal Rural/Agrolink/Portal DBO/Agroemdia/Conexão Tocantins/Carnetec/Feed&food/Campo Soberano/O Globo/Safras&Mercado/Canal do Boi/Diário do interior MS/
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo estável
Parte das indústrias frigoríficas ficou fora das compras e com escalas de abate feitas. Portanto, os preços permaneceram estáveis na comparação feita dia a dia
Na região de Paragominas no Pará, a cotação da arroba do boi gordo ficou estável na comparação diária. Para a vaca e a novilha, alta de R$3,00/@. Na exportação de carne bovina in natura até a primeira semana de outubro, foram exportadas 38,1 mil toneladas de carne bovina in natura e a média diária embarcada foi de 7,6 mil toneladas, queda de 23,1% frente à média em outubro/22. Na mesma comparação, o preço pago por tonelada ficou em US$4,5 mil, queda de 21,5%. Com a queda no volume e no preço, o faturamento médio diário, em dólares, caiu 39,6%, ficando em US$35 milhões.
SCOT CONSULTORIA
Frigoríficos não aumentam os valores pagos pela arroba
O mercado físico do boi gordo mantém preços com poucas variações na maioria dos estados.
Conforme informações da Consultoria Safras & Mercado, enquanto alguns estados, como em Mato Grosso e Rondônia, têm observado pressões de alta nos preços do gado, a maior parte do país parece estar se estabilizando. Os frigoríficos não têm aumentado os valores de compra de gado, mantendo a consistência nas negociações, mesmo com um fim de semana prolongado se aproximando. Resta saber qual será o apetite de compra no início da próxima semana, quando as transações frequentemente se desenrolam com menos fluidez. Simultaneamente, os preços da carne bovina no atacado estão mostrando recuperação em um ambiente de demanda ligeiramente mais favorável, como destacado pelo analista Fernando Henrique Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 239. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 230 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 235. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 236. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 202. No atacado, os preços permaneceram estáveis após as altas dos últimos dias. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere um potencial aumento dos preços ao longo da primeira quinzena do mês, o que é compreensível com a entrada dos salários na economia, estimulando a reposição entre atacado e varejo. No entanto, é importante mencionar que a carne de frango continua a ser competitiva em relação a outras proteínas concorrentes, especialmente a carne bovina. Os preços do quarto traseiro ainda se mantêm a R$ 18. O quarto dianteiro e a ponta de agulha continuam cotados a R$ 14.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar cai mais de 1% no Brasil após discursos brandos de dirigentes do Fed sobre inflação
O dólar à vista fechou em queda firme pelo terceiro dia consecutivo no Brasil, superior a 1%, novamente sob a influência do exterior, onde a moeda norte-americana caía ante boa parte das demais divisas após comentários de dirigentes do Federal Reserve elevarem a percepção de que os juros podem não subir mais nos EUA
O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0562 reais na venda, em baixa de 1,47%. Foi o maior recuo em um único dia desde 23 de agosto deste ano, quando a divisa dos EUA cedeu 1,63%. Nas últimas três sessões, a moeda acumulou queda de 2,18%. Na B3, às 17:18 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,59%, a 5,0685 reais. O dólar recuou praticamente durante todo o dia, dando continuidade a um movimento iniciado na tarde de segunda-feira, após declarações “dovish” (brandas com a inflação) de autoridades do Fed. Na ocasião, o vice-chair do Fed, Philip Jefferson, afirmou que os EUA passam por um “período delicado de gestão de risco, em que temos de equilibrar o risco de não termos apertado (a política monetária) o suficiente com o risco de a política ser muito restritiva”. Também na véspera, a presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, disse que os retornos mais altos exigidos pelos investidores para manter a dívida de longo prazo do governo dos EUA poderiam compensar a necessidade de novos aumentos na taxa de juros pelo Fed. “Já imaginávamos que o efeito da guerra (no Oriente Médio) seria muito limitado no câmbio. O que vemos é um desmonte grande de posições compradas (no sentido de alta para o dólar) após o payroll alto”, comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria de câmbio FB Capital, em referência ao último relatório de emprego nos EUA. “Este desmonte está sendo feito por conta da fala de dirigentes do Fed, indicando que haverá manutenção da taxa de juros no médio prazo”, acrescentou. A curva de juros norte-americana também cedeu, com reflexos sobre os DIs no Brasil.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com alívio nos rendimentos dos Treasuries
O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, beneficiado pela queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, com investidores enxergando em declarações de autoridades do Federal Reserve a possibilidade de que o ciclo de alta de juros nos Estados Unidos tenha terminado
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,37 %, a 116.736,95 pontos, na terceira alta seguida. O volume financeiro somou 20,1 bilhões de reais. “O apetite a risco internacional impulsionou o Ibovespa”, afirmou o sócio e especialista da Blue3 Investimentos Dennis Esteves, elencando entre os principais componentes o movimento dos títulos do Tesouro dos EUA, noticiário sobre mais estímulos na China e os preços do petróleo ainda em níveis elevados. Nos Estados Unidos, os Treasuries reagiram a comentários mais “dovish” de autoridades do Fed desde a véspera, incluindo as falas do vice-chair do BC norte-americano e da presidente do Fed de Dallas de que a recente alta nos rendimentos pode reduzir a necessidade de novos aumentos na taxa de juros. Nesta terça-feira, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que o banco central dos EUA não precisa aumentar ainda mais os custos dos empréstimos. A queda nos retornos dos títulos da dívida norte-americana também refletiu a demanda por ativos considerados mais seguros em meio à violência contínua no Oriente Médio. No final da tarde, o Treasury de 10 anos mostrava um yield de 4,653%, ante 4,782% na última sexta-feira, uma vez que não houve negociação no mercado de títulos dos EUA na véspera em razão do Dia de Colombo. O vencimento de 30 anos marcava 4,8325%, de 4,942% no pregão anterior. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 0,52%. O comportamento dos Treasuries ampliou a queda nas taxas dos contratos de DI, que já haviam recuado na véspera, o que deu suporte a papéis sensíveis a juros na bolsa paulista, com o índice de consumo avançando 2,7% e o do setor imobiliário encerrando com elevação de 2,67%.
REUTERS
Conab: Primeiro levantamento da safra 2023/24 traz uma estimativa de produção de 317,5 milhões de toneladas
A estimativa sinaliza um ligeiro decréscimo em comparação à temporada passada, influenciada pela perspectiva inicial de diminuição na produtividade média, uma vez que há indicativo de leve crescimento na área total semeada, que deverá ultrapassar os 78 milhões de hectares
Os dados foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na terça-feira (10), durante o anúncio do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2023/24. “Ao que as projeções apontam, teremos, pelo menos, a segunda maior safra da história do Brasil. É preciso acompanhar o desenvolvimento das culturas e os ajustes que realizaremos ao longo da temporada, que podem fazer com que a produção desta safra supere inclusive a da safra passada. No entanto, mesmo que não seja um novo recorde, temos a expectativa de uma boa colheita”, afirma o presidente da Conab, Edegar Pretto. Entre as principais culturas acompanhadas, o arroz apresenta, inicialmente, estimativa de incremento, tanto na área plantada, quanto na produtividade média, resultando em uma expectativa de produção na ordem de 10,8 milhões de toneladas, o que representa incremento de 7,7% em comparação ao volume colhido na safra 2022/23. A Conab também prevê uma recuperação de área para o feijão, podendo atingir 2,78 milhões de hectares, somando-se os três períodos de cultivo dentro do ano-safra. O plantio da primeira safra da leguminosa já está em andamento, com 61% da área estimada já semeada no Paraná, 32% em Santa Catarina, 34% no Rio Grande do Sul e 30% em São Paulo, como indicado no Progresso de Safra publicado na semana. A expectativa para a produção total da cultura é de 3,1 milhões de toneladas, crescimento de 0,8% em relação à temporada anterior caso o resultado se confirme ao final dos 3 ciclos.
Para a soja, principal grão cultivado no país, as estimativas são de crescimento tanto na área como na produtividade, mas em uma velocidade menor que o registrado no último ano-safra. Com uma área prevista de 45,18 milhões de toneladas e uma produtividade média inicial estimada em 3.586 quilos por hectare, a produção deve alcançar um pouco mais de 162 milhões de toneladas. Se confirmado o resultado, o volume a ser colhido será um novo recorde para a cultura. O plantio da oleaginosa segue um bom ritmo no Paraná, com 20% da área já semeada. Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul o percentual de área cultivada atinge 19,1% e 8% respectivamente. Cenário oposto é previsto para o milho se considerarmos as 3 safras do grão. As estimativas apontam para uma redução de 4,8% na área plantada, projetada em 21,19 milhões de hectares, e de 4,9% na produtividade média, chegando a 5.636 quilos por hectare. O cultivo do cereal no primeiro ciclo já teve início nos três estados da região Sul do país. Diante deste panorama, a produção total esperada para o cereal na safra 2023/24 é de 119,4 milhões de toneladas frente às mais de 130 milhões de toneladas colhidas no ciclo passado. Para o algodão, a primeira previsão indica crescimento de 2,9% na área a ser semeada da fibra, totalizando 1,71 milhão de hectares, e estimativa de uma produção de pluma em 3 milhões de toneladas. Com cerca de 40% das lavouras colhidas, a cultura do trigo apresenta aumento de área na ordem de 12,1% e redução de produtividade de 11,6%, em comparação a 2022, resultando em produção esperada de 10,5 milhões de toneladas. As condições climáticas registradas nos principais estados produtores tiveram impacto tanto no potencial produtivo, como nos casos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina que registraram períodos com chuvas em excesso e o surgimento de doenças associadas à alta umidade, como no calendário habitual de colheita, caso do Paraná com o clima mais quente que acabou por acelerar o andamento do ciclo.
CONAB
Produção industrial avança em 9 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE em agosto
Altas mais intensas no período foram registradas no Amazonas (11,5%), Espírito Santo (5,2%) e Rio Grande do Sul (4,3%), conforme levantamento do instituto
A produção da indústria brasileira avançou em 9 dos 15 locais pesquisados entre julho e agosto pela Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), divulgada na terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção da indústria brasileira como um todo subiu 0,4% no mês em agosto, segundo o resultado divulgado pelo IBGE na última semana. Ontem o instituto detalhou o resultado pelos diferentes locais acompanhados pela pesquisa. As altas mais intensas foram registradas no Amazonas (11,5%), Espírito Santo (5,2%) e Rio Grande do Sul (4,3%). Também registraram avanços Paraná (3,5%), São Paulo (3,0%), Rio de Janeiro (1,7%), Goiás (1,0%), Mato Grosso (0,6%) e Santa Catarina (0,5%). Segundo o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, o resultado paulista de agosto, mesmo não liderando as altas mais intensas, puxou o resultado do país, que subiu 0,4% no mês. A produção em São Paulo foi puxada pelos setores de produtos químicos, alimentícios e de veículos. No caso de veículos, a alta ocorre após perda em julho. “Essa alta em São Paulo vem após dois meses seguidos de queda, período em que a indústria paulista acumulou perda de 3,3%”, diz. Por outro lado, apresentaram queda Pará (-9%), Bahia (-4,1%) e Ceará (-3,8%), além de Pernambuco (-1,7%), da Região Nordeste (-1,4%) e de Minas Gerais (-0,7%). Frente a agosto de 2022, a produção industrial registrou elevação em 11 dos 18 locais pesquisados. Nessa comparação, a produção industrial nacional subiu 0,5%. As altas mais intensas foram de Rio Grande do Norte (49,8%) e Espírito Santo (26,3%) no comparativo com o oitavo mês de 2022. No primeiro caso, houve influência, principalmente, dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, óleos combustíveis e querosenes de aviação). No Espírito Santo, o resultado foi puxado pelas indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural), no segundo. Mato Grosso (8,5%), Goiás (5,6%), Rio de Janeiro (3,9%), Pernambuco (2,7%), Amazonas (2,7%), Rio Grande do Sul (0,9%), São Paulo (0,9%) e Minas Gerais (0,7%) também cresceram mais que a média nacional (0,5%). Por fim, Santa Catarina também teve aumento, de 0,2%. Ainda no confronto com agosto de 2022, Ceará (-13,1%) e Pará (-8,7%) assinalaram os recuos mais intensos. A produção também recuou em Bahia (-7,6%), Região Nordeste (-6,1%), Mato Grosso do Sul (-1,1%), Paraná (-0,9%) e Maranhão (-0,1%).
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Desafio da indústria de carnes é avançar em sustentabilidade, diz CFO da Minerva
Oferta da proteína deve diminuir no mundo pelos próximos três anos, afirma executivo
Para a Minerva, maiores desafios do setor não estão relacionados à produção ou às vendas externas, mas sim em melhora na sustentabilidade
“Não vejo desafios de crescer produção e exportação, nosso desafio está em sustentabilidade”. Essa é a avaliação do CFO da Minerva Foods, Edison Ticle, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, sobre as perspectivas que a indústria tem pela frente. Durante evento do grupo de líderes Lide, realizado na terça-feira (10/10) em São Paulo, o executivo afirmou que a oferta da proteína vermelha deve diminuir no mercado internacional ao menos pelos próximos três anos, devido a um recuo na produção de diversos países exceto na América Latina. Paralelo a isso, a expectativa é de uma demanda em ascensão devido ao consumo na China e todo o sudeste asiático. “Ainda que o crescimento [econômico] da China caia, estamos falando de um crescimento positivo”, ressaltou Ticle sobre o maior comprador de carne bovina brasileira. Com este cenário desenhado e a competitividade que a pecuária do Brasil possui, ele acredita, então, que os maiores desafios não estão relacionados a produção, nem a vendas externas, mas sim em melhora na sustentabilidade. “O primeiro [desafio] é rastreabilidade, invés de ficar criticando o sistema, desenvolver ferramentas de monitoramento dos fornecedores diretos e indiretos”, disse ele. O executivo destacou que a Minerva está nesse processo, em busca de integração com toda a cadeia. Ainda de acordo com o CFO, outro desafio nesta área é relativo à descarbonização, questão que, no caso da companhia, tem sido tratada por meio de incentivos econômicos com a My Carbon, subsidiária da Minerva Foods, desenvolvida para comercializar créditos de carbono para pessoas e organizações que buscam a compensação das emissões de gases do efeito estufa (GEE).
VALOR ECONÔMICO
BRF antecipa meta de certificação em BEA das unidades de abate no país
A BRF obteve 100% de certificação de bem-estar animal (BEA) em todas as unidades de abate de aves e suínos no Brasil, por meio dos protocolos globais North American Meat Institute e National Chicken Council, informou a companhia. As auditorias foram conduzidas por profissionais formados no programa Professional Animal Auditor Certification Organization (PAACO).
Com o resultado, a BRF avançou no compromisso público de certificar 100% das unidades fabris em bem-estar animal até 2025, antecipando o atendimento nas operações do Brasil, o que “reforça seu comprometimento com a padronização dos processos e transparência com os clientes”, segundo a empresa. A BRF informou ainda que segue avançando também na certificação de suas unidades internacionais. “No campo, nossos processos produtivos são verificados continuamente e auditados tanto pelos nossos clientes quanto por entidades internacionais. Entre as certificações que detemos nessa área, estão os selos Global G.A.P para produção agropecuária e Certified Humane, de bem-estar animal”, disse o diretor de CIEX Agropecuária da BRF, Ivomar Oldoni, em nota. “A certificação em todas as unidades reflete nosso compromisso contínuo sobre o tema, atuando para transformar positivamente a cadeia de produção, aliando sustentabilidade às operações da companhia, com o apoio de nossos parceiros e produtores integrados”, complementou a diretora de Reputação e Sustentabilidade da BRF, Raquel Ogando.
CARNETEC
GOVERNO
FMI eleva previsão do PIB do Brasil em 2023 e vê 1º ano de Lula melhor que último governo
‘Recente decisão do Brasil de adotar uma meta contínua (em vez de ano-calendário) de inflação de 3% a partir de 2025 é um exemplo concreto de uma melhoria na eficácia operacional e na estratégia de comunicação’, afirma o relatório do Fundo
O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez nova elevação para o desempenho do Brasil neste ano e vê a economia crescendo 3,1%, ante 2,1% da última estimativa. Se o organismo estiver certo, o primeiro ano da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será melhor do que o último do governo. Em 2022, o País cresceu 2,9%. “A revisão em alta para 2023 desde julho reflete um crescimento mais forte do que o esperado no Brasil, impulsionado pela agricultura dinâmica e serviços resilientes no primeiro semestre de 2023″, justifica o FMI. O consumo também permaneceu forte, apoiado por medidas de estímulo fiscal, acrescentou. O FMI também melhorou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2024, mas ainda assim vê a economia crescendo menos. O Fundo espera que o País apresente avanço de 1,5% contra alta anterior de 1,2%. As novas projeções constam no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), publicado na terça, 10, às margens das reuniões anuais do Fundo, em Marrakesh, no Marrocos. O cenário desenhado pelo FMI coloca o Brasil em ritmo superior ao do crescimento esperado para a economia global neste ano, mas abaixo do previsto para países emergentes e em desenvolvimento, de 4%. Economias como China, Índia e México devem crescer em ritmo superior ao do Brasil, na visão do Fundo. No longo prazo, o País deve seguir crescendo de forma tímida. O Fundo prevê alta de 2% do PIB local em 2028. O FMI espera que a inflação no Brasil também melhore em 2023, para 4,7%. No ano passado, foi de 9,3%. E essa é a tônica à frente. Na visão do Fundo, a inflação brasileira deve se reduzir ainda mais em 2024, para 4,5%. “A recente decisão do Brasil de adotar uma meta contínua (em vez de ano-calendário) de inflação de 3% a partir de 2025 é um exemplo concreto de uma melhoria na eficácia operacional e na estratégia de comunicação, ajudando a reduzir a incerteza e a aumentar a eficácia da política monetária”, diz o FMI, no relatório. Segundo o Fundo, a política monetária adotada pelo Brasil é consistente com a convergência da inflação. O BC brasileiro foi um dos primeiros a cortar os juros, ao lado de Chile e Uruguai. Isso foi possível conforme o Fundo, porque o órgão começou a fazer o trabalho de combate à inflação mais cedo. Já a taxa de desemprego do Brasil deve ficar em 8,3% neste ano contra 9,3% em 2022. Para 2024, o Fundo espera que melhore um pouco mais, para 8,2%.
O ESTADO DE SÃO PAULO
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: movimento de alta
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve alta de 1,59%, chegando em R$ 128,00, enquanto a carcaça especial ficou estável em R$ 10,00/kg, em média
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (9), o preço ficou inalterado somente no Paraná, custando R$ 6,28/kg. Houve aumento de 1,07% em Minas Gerais, alcançando R$ 6,64/kg, incremento de 0,48% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,22/kg, elevação de 0,33% em Santa Catarina, com preço de R$ 6,09/kg, e de 0,15% em São Paulo, fechando em R$ 6,55/kg.
Cepea/Esalq
Mercado do frango estável, exceto ave no atacado paulista, com alta de 1,43%
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado aumentou 1,43%, valendo R$ 7,10/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou inalterado em R$ 4,48/kg, assim como em Santa Catarina, custando R$ 4,28/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (9), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,21/kg e R$ 7,29/kg.
Cepea/Esalq
Focos de gripe aviária sobem para 121, nenhum em ave comercial
O Brasil tinha 121 focos de influenza aviária de alta patogenicidade confirmados até a noite de terça-feira (10), nenhum deles em ave do setor produtivo, segundo informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
Um novo foco foi confirmado em ave trinta-réis-real em Itanhaém (SP), elevando para 116 o número de focos em aves silvestres. Além desses, já foram confirmados três focos em aves domésticas e dois em mamíferos marinhos. Doze investigações de casos suspeitos da doença estavam em andamento. Desde a confirmação do primeiro caso em 15 de maio, 2.052 investigações de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves foram realizadas no país. Entre estas, 540 com coletas de amostras. Os focos registrados até agora foram em São Paulo (36 em aves silvestres), Espírito Santo (29 em aves silvestres e 1 em ave de subsistência), Rio de Janeiro (19 em aves silvestres), Santa Catarina (15 em aves silvestres e 1 em ave de subsistência), Paraná (12 em aves silvestres), Bahia (4 em aves silvestres), Rio Grande do Sul (1 em ave silvestre e 2 em mamíferos marinhos) e Mato Grosso do Sul (1 em ave doméstica). O Brasil continua considerado livre de influenza aviária de alta patogenicidade, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), já que não possui caso confirmado da doença em ave do setor produtivo.
CARNETEC
INTERNACIONAL
Exportações de carne bovina dos EUA recuam quase 20% em agosto/23
Embarques norte-americanos têm desempenho ruim entre os importadores asiáticos, mas avançam sobretudo no México e Guatemala, além de mercados da América do Sul
As exportações norte-americanas de carne bovina totalizaram 109.000 toneladas em agosto/23, uma queda de 19% em relação ao resultado de igual mês do ano passado (quando o volume embarcado foi o segundo maior já registrado), segundo dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e compilados pela Federação de Exportação de Carne dos Estados Unidos (USMEF, na sigla em inglês). Na comparação com o desempenho computado em julho/23, porém, as vendas externas da proteína registraram um aumento de 6%. Em receita, as exportações de agosto/23 atingiram US$ 883,9 milhões, com retração de 15% em relação ao montante obtido no mesmo mês de 2022. No entanto, na comparação com julho/23, o faturamento cresceu 9% em agosto/23. Segundo a USMEF, as vendas de carne bovina para o México continuaram a apresentar tendência de alta em agosto/23, os envios para a Guatemala foram os segundos mais elevados já registrados na história, enquanto as exportações para a América do Sul foram as maiores em mais de um ano. Os embarques de agosto/23 também avançaram para os mercados da África e da República Dominicana. Em contrapartida, as exportações para os principais compradores da carne bovina norte-americana – Coreia do Sul e Japão – ficaram bem abaixo do volume obtido em agosto do ano passado, mas melhoraram em relação ao desempenho observado em julho/23. No acumulado de janeiro a agosto de 2023, as vendas externas de carne bovina dos EUA ficaram atrás do ritmo recorde do ano passado em 12% em volume (total de 881.343 toneladas) e 19% em valor (total de US$ 6,69 bilhões). “As exportações de carne bovina certamente enfrentam ventos contrários significativos, especialmente em nossos grandes mercados asiáticos, onde o serviço de alimentação tem demorado a se recuperar e a confiança do consumidor está baixa devido ao impacto do aumento dos preços e do forte dólar americano”, disse o CEO da USMEF, Dan Halstrom. As vendas de carne bovina para a China/Hong Kong caíram drasticamente em agosto/23 em relação aos totais recordes registrados em agosto de 2022, informa a federação. Para ambos os mercados, os embarques em agosto/23 recuaram quase 40%, tanto em volume (18.987 toneladas) quanto em valor (total de US$ 168,2 milhões). No acumulado de janeiro a agosto deste ano, as exportações de carne bovina para a China/Hong Kong registraram queda de 19% em volume, em relação ao mesmo período de 2022, para 156.860 toneladas, somando US$ 1,37 bilhão (baixa anual de 23%). Lideradas pelo crescimento na Colômbia e no Chile, as exportações de carne bovina em agosto/23 para a região registraram os melhores resultados desde junho de 2022, com aumento de 4% na comparação anual, para 2.243 toneladas, enquanto em receita houve avanço de 7%, para US$ 11,6 milhões. No acumulado de janeiro a agosto, porém, os embarques para a América do Sul ainda foram acentuadamente inferiores aos resultados computados em igual período do ano passado – queda de 23% em volume (14.043 toneladas) e recuo de 30% no faturamento (total de US$ 76 milhões).
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