CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2081 DE 09 DE OUTUBRO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 2081 |09 de outubro de 2023

 

NOTÍCIAS

Sexta-feira com preços estáveis no mercado do boi

Nas praças paulistas, as cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate ficaram estáveis na comparação diária

Na sexta-feira (6/10), os preços do boi gordo registraram estabilidade na maior parte das regiões, a começar pelas praças paulistas, referência para as demais áreas pecuárias do País.

Segundo apuração da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi “comum” (direcionado ao mercado doméstico) segue negociado em R$ 230/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 210/@ e R$ 220/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 240/@ no mercado paulista, no prazo, valor bruto – mantendo um ágio de R$ 10/@ sobre o animal gordo “comum”, acrescentou a Scot. Na região Sul da Bahia, na comparação diária, a cotação da arroba da novilha subiu R$5,00. Para as demais categorias os preços ficaram estáveis. Na região do Triângulo em Minas Gerais as cotações de todas as categorias de bovinos para o abate ficaram estáveis na comparação diária.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: estabilidade na semana que passou

O mercado brasileiro de boi gordo manteve-se estável ao longo da última semana, com uma intensa disputa entre a indústria frigorífica e os pecuaristas, resultando em negociações em níveis mais elevados em estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo, de acordo com a análise de Fernando Iglesias, da Safras & Mercado

No entanto, Iglesias destaca que as escalas de abate permanecem ajustadas, o que mantém a indústria em constante busca por compras nos estados. Na cidade de São Paulo, a referência para a arroba do boi a prazo atingiu R$ 240. Aumento de 2,13% em relação aos R$ 235 da semana anterior. Em Dourados (MS), a indicação foi de R$ 235 na modalidade a prazo. Avanço de 4,44% em comparação aos R$ 225 da última semana. Em Cuiabá (MT) viu um aumento de 3,06% na arroba, subindo de R$ 196 para R$ 202 ao longo da semana. Em Uberaba (MG), a indicação foi de R$ 230 por arroba. Aumento de 4,55% em relação ao fechamento da semana anterior, quando estava em R$ 220. Em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 225. Aumento de 2,27% em relação aos R$ 220 registrados na última semana. Iglesias observa que o mercado atacadista continuou a registrar aumentos de preços durante a semana. Além disso, o ambiente de negócios aponta para a continuidade desse movimento na primeira quinzena do mês, período marcado por um maior apelo ao consumo. Ele ressalta que a carne de frango continua sendo a preferência da parcela da população de menor renda. O quarto do dianteiro teve uma cotação de R$ 17,90 por quilo, um aumento de 1,70% em relação aos R$ 17,60 da semana passada. O quarto do dianteiro teve uma cotação de R$ 14,10 por quilo, registrando um aumento de 0,71% em relação aos R$ 14 da semana anterior. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil totalizaram US$ 885,022 milhões em setembro (20 dias úteis), com uma média diária de US$ 44,251 milhões. O país exportou um total de 195,071 mil toneladas, com uma média diária de 9,753 mil toneladas. O preço médio por tonelada foi de US$ 4.536,90. Comparado a setembro de 2022, houve uma redução de 27,3% no valor médio diário das exportações, um aumento de 0,9% na quantidade média diária exportada e uma desvalorização de 24,4% no preço médio.

AGÊNCIA SAFRAS

Índice global de preços de carnes cai 1% em setembro

O índice global de preços de carnes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 1% em setembro, ante agosto, com redução nos preços de todos os tipos de carnes com exceção da carne bovina, segundo a FAO em comunicado na sexta-feira (6)

Esta foi a terceira queda mensal consecutiva do índice, que ficou em 114,2 pontos em setembro, 5% abaixo do registrado em setembro do ano passado. Os preços da carne suína caíram impactados por fraca demanda de importação por parte dos principais países compradores, principalmente a China, e ampla oferta global. A grande disponibilidade de carne de frango por grandes produtores, principalmente o Brasil, também levou ao declínio dos preços da proteína em setembro. Os preços de carne ovina caíram pelo quinto mês seguido, mas em um ritmo mais lento, pressionados pela elevada oferta da Austrália, apesar da procura da China e do Oriente Médio. Já a forte demanda por importação de carne bovina, especialmente nos Estados Unidos, levou a uma recuperação nos preços internacionais da proteína, apesar da elevada oferta de exportação do Brasil e Austrália.

CARNETEC

ECONOMIA

Com dados dos EUA, dólar terminou sessão de sexta em leve queda

O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,1621 reais na venda, em baixa de 0,13%. Na semana, porém, a moeda norte-americana acumulou alta de 2,68%. Na B3, às 17:13 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,12%, a 5,1770 reais

O Departamento do Trabalho informou que a economia dos EUA abriu 336.000 vagas de emprego fora do setor agrícola em setembro. Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 170.000 vagas — praticamente metade do que foi verificado. Além disso, os dados de agosto foram revisados para cima, mostrando 227.000 empregos criados, em vez dos 187.000 informados anteriormente. “Em nossa visão, os dados de sexta-feira aumentam o risco de o Fed continuar subindo a taxa de juros ao longo dos próximos meses. Acreditamos que as evidências estão sugerindo uma aceleração da economia americana, que está se difundindo por diferentes setores e agora também impulsiona o mercado de trabalho”, disse o economista-chefe da Kínitro, Sávio Barbosa, em análise enviada a clientes. Em um momento posterior, como é de costume, houve uma correção de preços no mercado. Operador ouvido pela Reuters pontuou que, depois do avanço das cotações, parte dos investidores decidiu vender moeda e realizar os lucros do dia no Brasil. No exterior, os rendimentos dos Treasuries também perderam parte do ímpeto trazido pelo payroll, o que pesou sobre o dólar ante as demais divisas. A moeda norte-americana virou para o negativo ante o real no início da tarde, em sintonia com o exterior.

REUTERS

Ibovespa tem alta com NY e blue chips em dia de dados de emprego nos EUA

O Ibovespa avançou na sexta-feira, em recuperação impulsionada pelas blue chips locais –ações de maior peso– e que acompanhou Wall Street. Vale, Petrobras e bancos foram as principais contribuições positivas para o índice

Índice referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,78%, a 114.169,63 pontos. O Ibovespa acumulou queda de 2,01% na semana. O volume financeiro da sessão somou 23,1 bilhões de reais. Os ativos brasileiros sofreram pela manhã, diante de nova alta dos rendimentos dos títulos do governo norte-americano após uma abertura de vagas de trabalho nos Estados Unidos muito acima do esperado elevar a perspectiva de juros mais altos por mais tempo na maior economia do mundo. O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou a criação de 336 mil vagas fora do setor agrícola em setembro, acelerando em relação a agosto, que teve o dado revisado para cima, e superando expectativas de analistas de 170 mil vagas, de acordo com dados compilados pela Reuters. No entanto, o crescimento de salários mostrou alguma moderação. “O primeiro pensamento no mercado foi que os números vieram acima da estimativa e o Fed terá que elevar os juros”, disse Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença. “Mas aí o pessoal começou a fazer uma análise dos números e a ponderar um pouco”, acrescentou. Para Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, os dados de emprego divulgados mostram uma dualidade no mercado, com agentes que acreditam que o Federal Reserve adotará uma postura mais rígida devido à considerável abertura de vagas, enquanto, por outro lado, investidores que enxergam um banco central norte-americano menos restritivo em razão da desaceleração do crescimento dos salários e de uma taxa de desemprego maior que a prevista.

REUTERS

IGP-DI tem alta de 0,45% em setembro com pressão de combustíveis, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu mais do que o esperado em setembro, mostraram dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira, com os combustíveis pressionando tanto o produtor quanto o consumidor

O IGP-DI avançou 0,45% no mês passado, acelerando ante a alta de 0,05% vista em agosto e superando a expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,31%. Agora, o índice tem baixa em 12 meses de 5,34%, uma desaceleração ante a queda de 6,91% acumulada no ano findo em agosto. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, subiu 0,51% em setembro, contra alta de 0,10% no mês anterior. “Em relação à inflação ao produtor, apesar da desaceleração do ritmo de aumento dos preços do diesel (de 13,29% para 11,00%) e da gasolina (de 8,36% para 7,23%), os combustíveis ainda tiveram uma influência significativa sobre o resultado do IPA”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços. “No cenário do consumidor, a gasolina foi a principal influência, com um aumento de 2,62%, em comparação com 1,24% na última apuração.” De fato, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-DI, passou a subir 0,27% em setembro, abandonando baixa de 0,22% vista em agosto, com influência do grupo Transportes (+1,06%). Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,34% no mês passado, ante 0,17% em agosto. A inflação no Brasil mostrou sinais de arrefecimento ao longo da primeira metade do ano, o que levou o Banco Central a iniciar no início de agosto um ciclo de cortes da taxa Selic, atualmente em 12,75%.

REUTERS

BC: Poupança registra saída líquida de R$ 5,835 bilhões em setembro

Os brasileiros depositaram R$ 306,153 bilhões e sacaram R$ 311,988 bilhões da poupança no período

Os saques em caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 5,835 bilhões em setembro, segundo divulgado nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC). Em agosto, a captação líquida – diferença entre entradas e saídas – foi negativa em R$ 10,075 bilhões. No nono mês de 2023, os brasileiros depositaram R$ 306,153 bilhões e sacaram R$ 311,988 bilhões da poupança. Em setembro do ano anterior, houve retirada líquida de R$ 5,903 bilhões. A caderneta tem tido uma série de resultados negativos. Neste ano, houve entrada líquida apenas em junho, com R$ 2,595 bilhões. Em janeiro, a poupança registrou a maior a maior retirada líquida da série, com R$ 33,631 bilhões. Dessa forma, a caderneta acumula saída líquida de R$ 70,218 bilhões no ano. Em 2022 como um todo, a modalidade teve o maior resgate anual da série, de R$ 103,237 bilhões. No período, houve entrada líquida apenas em maio e em dezembro, de R$ 6,259 bilhões. O saldo total da poupança, por sua vez, ficou em R$ 968,328 bilhões em setembro. O resultado de setembro se somou ao rendimento de R$ 6,151 bilhões creditados no período. Além disso, no mês passado, os recursos da caderneta aplicados em crédito imobiliário (SBPE) registraram saque líquido de R$ 5,562 bilhões. No caso do crédito rural (SBPR), houve saque de R$ 272,824 milhões.

VALOR ECONÔMICO

Área ocupada pela agropecuária no Brasil cresceu 50% em 38 anos

Atividades rurais avançaram sobre o equivalente a 10,6% do território nacional em quase 40 anos. Quase dois terços (64%) da expansão da agropecuária é resultado do desmatamento para pastagem, cerca de 64,5 milhões de hectares, segundo o MapBiomas

Entre 1985 e 2022, a área ocupada pela agropecuária no Brasil cresceu 50%, avançando sobre 95,1 milhões de hectares, o equivalente a 10,6% do território nacional, mostram dados divulgados na sexta-feira (6/10) pelo MapBiomas. Em 1985, a atividade respondia por pouco mais de um quinto (22%) da área do Brasil, ou 187,3 milhões de hectares. Em quase quatro décadas essa área saltou para 282,5 milhões de hectares, ou um terço do território nacional. Desse total, 58% são de pastagens, que tiveram um crescimento de mais de 60% entre 1985 (103 milhões de hectares) e 2022 (164,3 milhões de hectares). Segundo o MapBiomas, boa parte desse crescimento se deu na Amazônia, onde as áreas de pasto ocupavam 13,7 milhões de hectares em 1985 e saltaram para 57,7 milhões de hectares em 2022. “O avanço constante das pastagens sobre vegetação nativa levou a Amazônia a ultrapassar o Cerrado onde houve um leve declínio, de 55 milhões de hectares de pastos para 51,3 milhões de hectares, no decênio entre 2013 e 2022”, destacou o estudo. O desmatamento direto para agricultura responde por outros 10% da expansão da agropecuária no Brasil, equivalentes a 10 milhões de hectares. Um quarto (26%) da expansão da agricultura ocorreu em áreas já antropizadas, ou 26,7 milhões de hectares. A área de cultivo agrícola aumentou 41,9 milhões de hectares em todo o Brasil entre 1985 e 2022, passando de 19,1 milhões de hectares para 61 milhões de hectares. A quase totalidade (96%) é de lavouras de grãos e cana, que triplicaram em 38 anos. Em 1985, ocupavam 18,3 milhões de hectares; em 2022, sua área equivalia a 7% do território nacional, ou 58,7 milhões de hectares. Desse total, 35 milhões de hectares são do avanço da soja que, sozinha, aumentou a área cultivada quatro vezes, sem deixar de mencionar a segunda safra de milho, que é cultivada após a colheita da soja. A conversão direta de vegetação nativa para agricultura permaneceu relativamente constante ao longo de 38 anos, com uma tendência de declínio entre 2018 e 2022. No entanto, embora as quantidades de área convertida tenham se mantido estáveis, a distribuição geográfica dessas conversões variou ao longo dos períodos. As novas fronteiras agrícolas se concentram no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, Amacro (Amazonas, Acre e Rondônia) e no bioma Pampa.

GLOBO RURAL

GOVERNO

Aplicação do crédito rural chega a R$ 147 bilhões em três meses do atual Plano Safra

O desembolso do crédito rural nos três primeiros meses do Plano Safra 2023/2024 chegou a R$ 147 bilhões, aumento de 11% em relação a igual período da safra passada. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação perto de R$ 90 bilhões. Já as concessões das linhas de investimentos totalizaram R$ 23,7 bilhões. As operações de comercialização atingiram R$ 17,5 bilhões e as de industrialização, R$ 15,9 bilhões

De acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram realizados 617.547 contratos no período de três meses do ano agrícola, sendo 444.077 no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e 82.572 no Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural). Os valores concedidos aos pequenos e médios produtores em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização) foram, respectivamente, de R$ 20,8 bilhões no Pronaf e de R$ 23,2 bilhões no Pronamp. Os demais produtores formalizaram 90.898 contratos, correspondendo a R$ 103,1 bilhões de financiamentos liberados pelas instituições financeiras. Nos financiamentos agropecuários para investimento, o Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (ModerAgro) teve contratações de R$ 603 milhões, significando um aumento de 18% em relação a igual período na safra anterior. E os financiamentos para o programa Pronamp alcançaram R$ 1,9 bilhão, alta de 34%. Já os financiamentos Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro Giro), R$ 323 milhões, alta de 113% quando comparado ao igual período na safra anterior. Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos livres equalizáveis nas contratações teve destaque nos meses de julho, agosto e setembro, com R$ 5,9 bilhões, significando um aumento de 279% em relação a igual período da safra anterior, sinalizando uma maior utilização de recursos das instituições financeiras colocadas à disposição para equalização dentro do Plano Safra. O secretário substituto de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, destacou a contribuição da fonte não controlada da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) para o funding do crédito rural, que respondeu por 47% do total das aplicações da agricultura empresarial no primeiro trimestre da safra atual, se situando em R$ 59,2 bilhões, com aumento de 69% em relação a igual período da safra passada.

Mapa

FRANGOS & SUÍNOS

ABPA lança segunda fase da campanha internacional de sustentabilidade da proteína animal

A Good Food – Sustainable Protein foi lançada durante durante a Anuga, na Alemanha

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), lançou no domingo (08) a campanha internacional Good Food – Sustainable Protein, segunda fase da campanha iniciada em 2021 que destaca os atributos que diferenciam a sustentabilidade da avicultura e da suinocultura do Brasil. A campanha foi lançada em meio à Anuga – maior feira de alimentos do mundo, que acontece em Colônia (Alemanha), no estande da ABPA. O grande destaque da ação foi o lançamento de um portal focado na difusão de exemplos de iniciativas de sustentabilidade promovidas pelas agroindústrias e pelo setor produtivo brasileiro. Organizado como um site de notícias, o portal disponibilizará diversos cases de agroindústrias do setor de aves, suínos, ovos, genética e patos do Brasil. O portal será atualizado constantemente, incluindo informações, artigos, vídeos e outras iniciativas que envolvam ações de preservação ambiental, desenvolvimento econômico e social e governança das empresas. O lançamento da campanha foi marcado por um vídeo-manifesto apresentando características que marcam a avicultura e a suinocultura do Brasil. São imagens capturadas diretamente na produção brasileira e em território nacional, mostrando pontos que definem o perfil sustentável da cadeia de proteína animal do País. A campanha seguirá com ações em redes sociais, difundindo informações sobre os cases e pontos de destaque da sustentabilidade da cadeia produtiva da avicultura e da suinocultura do País.

ABPA

Cotações estáveis para o mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 125,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,80/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (5), houve alta de 0,31% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,49/kg, e queda de 0,82% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,07/kg. Ficaram estáveis os valores no Paraná (R$ 6,28/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,17/kg), e São Paulo (R$ 6,51/kg).

Cepea/Esalq

Frango com movimento de alta na sexta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,29%, valendo R$ 7,02/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, houve elevação de 0,22%, alcançando R$ 4,48/kg, e de 0,23% em Santa Catarina, custando R$ 4,28/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (5), houve aumento de 2,28% para a ave congelada, chegando a R$ 7,18/kg, e de 2,26% para o frango resfriado, fechando em R$ 7,25/kg.

Cepea/Esalq

Gripe aviária infecta granjas comerciais de aves nos EUA pela primeira vez desde abril

Os Estados Unidos detectaram seu primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial desde abril, em um rebanho de 47.300 perus no condado de Jerauld, Dakota do Sul, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Os bandos infectados são abatidos para evitar a propagação do vírus, potencialmente reduzindo o fornecimento de carne de aves e ovos se ocorrerem mais casos. Desde 2022, 58,8 milhões de galinhas, perus e outras aves nos EUA foram exterminados pela doença, oficialmente conhecida como gripe aviária altamente patogênica (GAAP), de acordo com o USDA. As perdas levaram os preços da carne de peru e dos ovos a níveis recordes no ano passado, aumentando os custos para os consumidores atingidos pela inflação. Desde então, os agricultores têm trabalhado para reconstruir os seus rebanhos, aumentando a oferta. A Cal-Maine Foods (CALM.O), maior produtora de ovos dos EUA, disse esta semana que o preço médio dos ovos convencionais caiu 48% em relação ao ano passado, para US$ 1,24 por dúzia, em um trimestre encerrado em 2 de setembro. as vendas caíram 30%, para US$ 459,3 milhões no trimestre. “A GAAP ainda está presente na população de aves selvagens e a extensão de possíveis surtos futuros, particularmente durante a próxima estação de migração do outono, não pode ser prevista”, disse Cal-Maine. Aves selvagens como os patos transmitem o vírus. Antes do surto desta semana, as infecções nos EUA estavam limitadas aos mercados de aves vivas e aves “não aves” desde abril, mostram os registros do USDA. As últimas fazendas comerciais infectadas em abril criaram perus em Dakota do Sul e Dakota do Norte, mostram os registros.

REUTERS

Exportações de carne de frango mantém alta de 6,5% em 2023

Receita das vendas internacionais segue 2,8% acima do registrado no ano anterior

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 3,905 milhões de toneladas entre janeiro e setembro deste ano.  O número supera em 6,5% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 3,666 milhões de toneladas. Em receita, a alta chega a 2,8%, com US$ 7,578 bilhões nos nove primeiros meses de 2023, contra US$ 7,373 bilhões realizados no mesmo período de 2022. Considerando apenas o mês de setembro, os embarques de carne de frango chegaram a 397,1 mil toneladas, volume 0,7% menor que o efetivado no mesmo período do ano passado, com 400 mil toneladas embarcadas. O total de receitas registrada em setembro deste ano chegou a US$ 719,3 milhões, número 13,3% menor que o realizado no nono mês de 2022, com US$ 830,1 milhões. “Mantido os níveis atuais, impulsionados pelas vendas para os diversos destinos do produto brasileiro, espera-se que as exportações de 2023 superem a marca de 5 milhões de toneladas”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Entre os principais destinos das exportações em setembro, destaque para China, que segue na liderança, com 57,1 mil toneladas, volume 41,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2022. Também foram destaques as vendas para os Emirados Árabes Unidos, com 35,2 mil toneladas (+19,8%), África do Sul, com 20,6 mil toneladas (+9,5%), Coreia do Sul, com 19,4 mil toneladas (+30,7%) e México, com 15,2 mil toneladas (+38,5%). No levantamento por estado, o Paraná segue como principal exportador de carne de frango do Brasil, com 163,4 mil toneladas embarcadas em setembro, número 8,1% superior ao registrado no mesmo período de 2022. Em seguida estão Santa Catarina, com 85,8 mil toneladas (+6,2), Rio Grande do Sul, com 56,2 mil toneladas (-19,26%), São Paulo, com 21,5 mil toneladas (-12,6%) e Goiás, com 18,9 mil toneladas (+23%). “A alta capilaridade das exportações de carne de frango do Brasil foram um dos diferenciais nas vendas deste mês, com notável elevação para China, México e nações islâmicas, incluindo o Iraque e a Líbia”, aponta o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

ABPA

Frango/Cepea: Com demanda aquecida, preços sobem na maior parte das regiões

Com a demanda da população aquecida – cenário previsto devido ao recebimento dos salários no início do mês –, os valores dos produtos de origem avícola continuam em elevação na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea

Em outras praças, por sua vez, a oferta de produtos oriundos de outras regiões a preços mais competitivos pressionou as cotações regionais nos últimos dias. MERCADO DE CORTES – Colaboradores do Cepea apontam que as vendas aquecidas e os estoques em baixos patamares permitiram ajustes positivos nas cotações de todos os produtos monitorados.

Cepea

Focos de gripe aviária sobem para 120, nenhum em ave comercial

O Brasil tinha 120 focos de influenza aviária de alta patogenicidade confirmados até a noite de domingo (8), nenhum deles em ave do setor produtivo, segundo informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Os mais recentes focos foram confirmados em mamíferos marinhos em Santa Vitória do Palmar (RS) e em aves silvestres em Peruíbe (SP), Linhares (ES), Barra Velha (SC) e Balneário Barra Sul (SC). Seis investigações de casos suspeitos da doença estavam em andamento. Desde a confirmação do primeiro caso em 15 de maio, 2.027 investigações de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves foram realizadas no país. Entre estas, 533 com coletas de amostras. Os focos registrados até agora foram em São Paulo (35 em aves silvestres), Espírito Santo (29 em aves silvestres e 1 em ave de subsistência), Rio de Janeiro (19 em aves silvestres), Paraná (12 em aves silvestres), Santa Catarina (15 em aves silvestres e 1 em ave de subsistência), Bahia (4 em aves silvestres), Rio Grande do Sul (1 em ave silvestre e 2 em mamíferos marinhos) e Mato Grosso do Sul (1 em ave doméstica). O Brasil continua considerado livre de influenza aviária de alta patogenicidade, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), já que não possui caso confirmado da doença em ave do setor produtivo.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Boi gordo da Austrália é o mais barato entre os grandes exportadores mundiais

A diferença entre os valores do animal brasileiro e do australiano está nos maiores níveis desde 2018, alcançando +10,53%, informou a consultoria Agrifatto

A Austrália, segundo maior exportador mundial de carne bovina, atrás do Brasil, é hoje o competidor internacional que trabalha com o boi gordo mais barato entre os principais atores do mercado. Segundo dados da consultoria Agrifatto, a queda de preço do boi gordo australiano segue em ritmo acelerado. Somente na última semana, houve um recuo de 7,1% na cotação da arroba australiana, hoje negociada em US$ 37,10/@, informou a consultoria. “A diferença (spread) entre os valores do boi gordo brasileiro e do animal australiano está nos maiores níveis desde 2018, alcançando 10,53%”, informa o economista Yago Travagini, analista da Agrifatto. Pelos cálculos da consultoria, em dólar, o boi gordo brasileiro está valendo US$ 46,6/@ – uma diferença de quase US$ 10/@ em relação ao preço australiano. A Austrália exporta para importantes países consumidores de carne bovina, como Japão e Coreia do Sul, mercados ainda fechados para a proteína brasileira, apesar das tentativas das autoridades brasileiras/frigoríficos exportadores em romper tal barreira comercial. Na avaliação dos analistas, os recuos nos preços do boi australiano deixaram a carne do país da Oceania altamente competitiva no mercado internacional, o que pode, sim, afetar negativamente as negociações do Brasil em mercados que importam a commodity de ambas as nações, como os Estados Unidos.  Austrália US$ 37,1; Uruguai US$ 44,3; Paraguai US$ 45,3; Brasil US$ 46,6; Nova Zelândia US$ 56,0; Chile US$ 56,1.

AGRIFATTO

Índice de preços de alimentos da FAO fica quase inalterado em setembro

A média ficou em 121,5 pontos no nono mês do ano, ante 121,4 pontos em agosto, com baixas nos índices de preços de óleos vegetais, laticínios e carnes

A média ficou em 121,5 pontos no nono mês do ano, ante 121,4 pontos em agosto, com baixas nos índices de preços de óleos vegetais, laticínios e carnes, mas aumentos nos índices de açúcar e de cereais. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice recuou 14,6 pontos (10,7%), além de ter ficado 38,3 pontos (24%) abaixo da máxima histórica alcançada em março de 2022. O subíndice de preços dos Cereais registrou média de 126,3 pontos em setembro, 1,3 pontos (1%) a mais em relação a agosto, mas 21,6 pontos (14,6%) abaixo do valor de um ano atrás. Segundo a FAO, o avanço no mês ocorreu em virtude do aumento de 5,3% nos preços internacionais de alguns grãos, como o milho, o sorgo e a cevada. O milho reverteu as sete quedas consecutivas e subiu 7% no mês passado, impulsionado por fatores como “a forte procura pelos produtos do Brasil, vendas mais lentas dos agricultores na Argentina e aumento das taxas de frete por barcaça devido aos baixos níveis de água no Rio Mississippi nos Estados Unidos”, explicou a FAO em nota. Em contrapartida, os preços do trigo recuaram 1,6% no mês, pressionados pela ampla oferta da Rússia, onde as perspectivas de produção melhoraram em setembro, disse a FAO. Já o arroz registrou uma ligeira queda de 0,5% em relação a agosto, mas ainda 27,8% acima do valor de um ano antes. O levantamento mensal da FAO também mostrou que o subíndice de preços dos Óleos Vegetais registrou média de 120,9 pontos em setembro, 5 pontos (3,9%) a menos em relação a agosto, o que marcou a segunda queda mensal seguida. O subíndice de preços da Carne da FAO teve média de 114,2 pontos em setembro, queda de 1,2 pontos (1%) em relação a agosto, marcando o terceiro mês de recuo, além de perder 6,1 pontos (5%) em relação ao valor de um ano atrás. “Os preços da carne suína caíram por causa da fraca demanda de importação dos principais países importadores, especialmente a China”, explicou a organização. Além disso, os preços da carne de aves também caíram, com o excesso de oferta dos principais fornecedores, especialmente o Brasil, e os preços da carne ovina diminuíram pelo quinto mês consecutivo. Apesar disso, a forte demanda de importação por carne bovina magra, especialmente nos EUA, levou a um aumento nos preços da carne bovina, apesar da oferta robusta do Brasil e da Austrália, apontou a FAO.

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