CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1618 DE 22 DE NOVEMBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1618 | 22 de novembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: novas altas em São Paulo

Na comparação diária, a cotação do boi gordo subiu R$2,00/@ e a cotação da novilha gorda R$1,00/@. A cotação da vaca gorda ficou estável

No decorrer da semana, a cotação do boi gordo subiu R$12,00/@, a da vaca gorda R$10,00/@ e a da novilha gorda R$11,00/@. A referência de preços está em R$312,00/@ de boi gordo, R$285,00/@ de vaca gorda e R$298,00/@ de novilha gorda, preços brutos e a prazo. Há, no entanto, negócios acima dessas referências, dependendo das condições inerentes ao negócio. No Oeste da Bahia, alta de R$3,00/@ de boi gordo e de R$5,00/@ de vaca e novilha gordas, na comparação feita dia a dia. Cenário semelhante no Rio de Janeiro. A cotação do boi gordo subiu R$2,00/@ na comparação dia a dia. Mercado atacadista de carne bovina com osso. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$19,37/kg e a de bovinos inteiros em R$18,85/kg, aumento de 3,6% e 3,2%, respectivamente, na comparação feita semana a semana. Com a semana mais curta, em função do feriado nacional de 15 de novembro, caiu a quantidade de cabeças abatidas resultando em elevação nas cotações.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo: preços seguem subindo apesar de incertezas quanto à demanda; SP registra R$ 314

Em mercado pautado pela oferta restrita, algumas unidades frigoríficas passam a se ausentar da compra de gado, segundo avaliação da Safras & Mercado

O mercado físico de boi gordo registrou preços predominantemente mais altos na sexta-feira (19). Segundo o analista de Fernando Henrique Iglesias, “não haverá refresco em relação à oferta no restante do ano, o que sem dúvida é o grande ponto de sustentação em um momento em que ainda são evidenciadas incertezas em relação à demanda de carne bovina”, disse Iglesias. A China segue sem se posicionar, mantendo a carne bovina brasileira descredenciada. Assim, não há uma previsão concreta de quando haverá a retomada das compras por parte do principal importador de carne bovina brasileira. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 314 na modalidade a prazo, contra R$ 310 na quinta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 310, ante R$ 308. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 291, ante R$ 290. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 316 – R$ 317 por arroba, contra R$ 310. O mercado atacadista voltou a apresentar preços mais altos em alguns cortes para a carne bovina. O ambiente de negócios ainda sugere por algum espaço para reajustes em meio ao ápice do consumo no mercado doméstico. O ponto de inflexão segue na capacidade do consumidor brasileiro em absorver novos reajustes da carne bovina no varejo, mantendo o processo de migração rumo a proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango. “Outro aspecto que pode limitar as altas da carne bovina e do restante da cadeia pecuária está no volume de carne estocada nas câmaras frias aguardando uma posição da China. “Se, porventura, esse adicional de oferta for colocado no mercado doméstico haveria espaço para segurar os preços”, disse Iglesias. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 22,75 por quilo. O quarto dianteiro atingiu o patamar de R$ 14,50 por quilo, alta de R$ 0,20. A ponta de agulha seguiu no patamar de R$ 14,15 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em alta de 0,73%, a R$5,6104

O dólar subiu pelo quinto pregão consecutivo nesta sexta-feira, quando fechou acima de 5,61 reais e na máxima em quase três semanas, puxado pela força da moeda no exterior em meio a discussões acaloradas sobre chances de aperto monetário antecipado nos Estados Unidos

O dólar interbancário terminou a sexta em alta de 0,73%, a 5,6104 reais, maior valor desde o último dia 1º (5,6712 reais). Em cinco pregões seguidos de alta –série mais longa desde setembro–, a divisa saltou 3,84%. Nos quatro dias úteis desta semana, a valorização foi de 2,81%, a mais forte para uma semana desde o ganho de 3,11% da semana finda em 22 de outubro. Com isso, o dólar reduziu a queda em novembro para 0,56%. No ano, a moeda sobe 8,07%. No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de rivais saltava 0,49% no fim da tarde, rondando picos em 16 meses.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta empurrado por minério e setor de telecomunicação, mas cai 3% na semana

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, interrompendo série de quatro quedas consecutivas, em sessão marcada por vencimento de opções sobre ações

O índice foi puxado por Vale e siderúrgicas, na esteira do avanço do minério de ferro, e por empresas de telecomunicação, após decisão do STF favorável ao setor. No cenário macro, investidores seguem acompanhando desenrolares em torno da PEC dos Precatórios. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,67%, a 103.108,61 pontos. Na semana, o índice acumulou queda de 3%, diante de receios dos investidores com questões fiscais do país.

REUTERS 

BC deve revisar para baixo sua projeção de PIB para 2022, diz Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou na sexta-feira que a autoridade monetária deverá revisar para baixo sua projeção para a atividade econômica em 2022, após divulgar em setembro que esperava crescimento de 2,1%

Em palestra no Meeting News, organizado pelo Grupo Parlatório, ele afirmou que o aumento da inflação mais recente no Brasil está mais espalhado, ressaltando que houve impacto forte nos preços pela elevação dos alimentos num primeiro momento e, depois, pelo choque de energia elétrica e combustíveis. O presidente do BC reconheceu que a expectativa de inflação para 2022 está “saindo um pouco da meta”, com aceleração recente desse movimento, mas frisou que o BC tem atuado elevando as taxas de juros.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos/Cepea: Liquidez aumenta, e valores sobem em todas as praças

Ao contrário do que geralmente se observa no período, as vendas de carne suína no mercado interno iniciaram novembro em ritmo lento, mas se aqueceram nesta segunda quinzena

As exportações brasileiras de carne suína também vêm em ritmo intenso neste mês. Diante dessa melhora das vendas, os preços do animal vivo e da carne estão em alta em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. No caso do vivo comercializado no mercado independente, as valorizações foram influenciadas especialmente pelo aquecimento dos mercados de São Paulo e de Minas Gerais, estados que tendem a consumir mais suínos do que a produção local. Dessa forma, a tendência de elevação dos preços acabou sendo repassada às praças do Sul. Para as carcaças, o cenário também é de valorização, enquanto para os cortes, os repasses foram menores, já que o fragilizado poder de compra da população e a competitividade frente às carnes substitutas limitaram reajustes positivos na ponta final.

Cepea 

Suínos: preços estáveis ou em alta na sexta-feira (19)

Segundo o Cepea/Esalq, as vendas de carne suína no mercado interno iniciaram novembro em ritmo lento, mas se aqueceram na segunda quinzena 

As exportações brasileiras de carne suína também vêm em ritmo intenso neste mês. Diante dessa melhora das vendas, os preços do animal vivo e da carne estão em alta em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 2,31%/2,22%, chegando em R$ 133,00/R$ 138,00, enquanto a carcaça especial ficou estável em R$ 10,10/R$ 10,50 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (18), foi registrado alta de 0,71% em São Paulo, alcançando R$ 7,10/kg, e de 0,62% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,49/kg.

Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, valendo R$ 7,48/kg vivo, R$ 6,29/kg no Paraná e R$ 6,11/kg no Rio Grande do Sul.

Cepea/Esalq

RS: preço do quilo do suíno é de R$ 6,81

A Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja no Rio Grande do Sul registrou, na sexta-feira (19), aumento de 37 centavos no preço médio pago pelo quilo do suíno independente no estado. A cotação é de R$ 6,81

O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 5,58. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,70 (base suíno gordo) e R$ 5,80 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 10/11; Cooperativa Languiru R$ 5,70, vigente desde 16/11; Cooperativa Majestade R$ 5,70, vigente desde 11/11 ; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,90, vigente desde 09/08; Alibem R$ 4,70 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,70 (leitão), vigentes desde 11/11 e 27/05, respectivamente; BRF R$ 5,70, vigente desde 20/09; Estrela Alimentos, R$ 4,80 (base creche e terminação) e R$ 5,75 (leitão), vigente desde 11/11; JBS R$ 5,60, vigente desde 06/05; e Pamplona R$ 5,70 (base terminação) e R$ 5,80 (base suíno leitão), vigentes desde 11/11.

Acsurs

Frango: No animal vivo, alta de 1,71% no Paraná

Para o Cepea/Esalq, a liquidez no mercado avícola, que já estava lenta desde o início de novembro, se enfraqueceu ainda mais com a entrada da segunda quinzena do mês

A demanda por carne por parte do atacado está menor, e, consequentemente, frigoríficos reduziram o ritmo de compras de novos lotes de frango vivo. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,40/kg, enquanto o frango no atacado baixou 0,72%, atingindo R$ 6,85/kg. Na cotação do animal vivo, os valores não mudaram em Santa Catarina, e no Paraná houve alta de 1,71%, chegando a R$ 5,95/kg. São Paulo ficou sem referência de preço na sexta-feira. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (18), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram com preços estáveis, valendo, respectivamente, R$ 7,33/kg e R$ 7,53/kg.

Cepea/Esalq 

Frango/Cepea: Menor demanda na 2ª quinzena reforça pressão sobre cotações

A liquidez no mercado avícola, que já estava lenta desde o início de novembro, se enfraqueceu ainda mais com a entrada da segunda quinzena do mês

Segundo colaboradores do Cepea, a demanda por carne por parte do atacado está menor, e, consequentemente, frigoríficos reduziram o ritmo de compras de novos lotes de frango vivo. Nesse cenário, as quedas nos preços da proteína e do vivo foram intensificadas nesta semana – para alguns produtos acompanhados pelo Cepea, os valores já são os menores desde meados de julho. Na ponta final, o poder de compra cada vez mais limitado da população tem dificultado o escoamento da produção, desequilibrando oferta e demanda no setor avícola. Assim, todos os produtos no mercado de cortes e miúdos acompanhados pelo Cepea se desvalorizaram nos últimos dias. Para o animal vivo, o cenário também é de desvalorização. A menor pressão dos custos de produção, por conta das recentes desvalorizações do milho e do farelo de soja, e a demanda enfraquecida pela carne de frango motivaram as quedas.

Cepea

Preço médio de boi, suíno e frango vivos volta a se aproximar da curva sazonal

Partindo do preço médio registrado no ano anterior, o pior momento de boi, suíno e frango vivos nos últimos 21 anos (período decorrido entre 2000 e 2020) foi registrado no mês de maio, ocasião em que o valor médio dos três animais, em retrocesso, quase se igualou à média do ano anterior, mas ficou ligeiramente abaixo (98,67%). O melhor momento do ano ocorreu no mês das Festas, dezembro, ocasião em que foi registrado incremento em torno de 22% sobre o valor médio do exercício anterior

Nos dois últimos anos esse índice vem sendo subvertido por estímulos de mercado (boi), mas também pelas condições de produção (aumento de custo no caso de suínos e frangos). Assim, frente ao índice histórico de 98,67% (do preço médio do ano anterior), em maio de 2021 o preço médio alcançado por boi, suíno e frango em conjunto ficou quase 30% acima da média de 2020 – ano que já havia registrado evolução anormal dos preços. A realidade, porém, é que as variações observadas em maio e junho (ambas próximas de 30%) foram as mais elevadas do corrente exercício. Pois o segundo semestre não registrou a mesma evolução da curva histórica. Depois de ter atingido o melhor resultado do ano em agosto, os preços voltaram a refluir e, na média da primeira quinzena de novembro, registraram evolução de 25,6%, ou seja, menos de quatro pontos percentuais (3,22%) acima da média histórica. Esse fraco desempenho vem sendo determinado quase exclusivamente pelo suíno vivo, cuja cotação média na primeira quinzena de novembro ficou menos de 2% acima da média de 2020. O boi em pé, praticamente, acompanha a média histórica, pois valorizou-se mais de 20%. E o frango vivo, que no ano passado teve fraco desempenho, registra a melhor recuperação, alcançando na primeira quinzena de novembro valor quase 55% superior à média de 2020.

AVESITE

Carne de frango exportada para a China gera receita cambial superior a US$1 bilhão

O crescimento foi inferior a 1% (+0,96%). Ainda assim, a carne de frango exportada para a China nos 10 primeiros meses de 2021 já gerou receita cambial superior a US$1 bilhão, alcançando valor que corresponde a, praticamente, 17,5% de toda a receita externa obtida pela carne de frango brasileira entre janeiro e outubro deste ano

O aumento na receita resulta da valorização no preço médio do produto, pois, no período, o volume exportado para a China recuou pouco mais de 2,5%, situação que se repetiu com a Arábia Saudita (-16,29%) e a Coreia do Sul (-14,20%). Mas, entre esses três importadores, só a Coreia do Sul registra queda de receita (-2,18%).  Entre os 70% do grupo que aumentaram o volume importado – os destaques vão para as Filipinas (quase 147% de incremento) e, sobretudo, para o México, que saiu de uma remota 29ª posição em 2020 e, com um incremento de volume de mais de 620%, ocupa agora a 8ª posição entre os importadores da carne de frango brasileira. Com esse desempenho, o volume exportado para os 10 principais importadores – 62,43%das quase 3,750 milhões de toneladas embarcadas no período – aumentou 10,96%, índice não muito diferente do registrado entre os demais importadores (153 países), cujo volume aumentou perto de 8% neste ano. O aumento de 9,79% no volume total embarcado e de 24,48% na receita cambial dele decorrente está sendo alcançado com o atendimento de 163 países, três a menos que o registrado em idêntico período de 2020.

AVESITE 

VBP do frango em 2021 pode alcançar valor 30% superior ao previsto no início do ano

Estimado em R$82,4 bilhões no princípio do ano, o valor bruto da produção (VBP) do frango em 2021 pode alcançar resultado 30% superior à projeção inicial, o que significa ultrapassar pela primeira vez a marca dos R$100 bilhões. O valor mais recente projetado pela Secretaria de Política Agrícola do MAPA é de R$107,7 bilhões

Refletindo o comportamento de mercado dos produtos de origem animal, já em meados do ano a projeção mensal do MAPA apontava crescimento acima da média para o frango. Assim, enquanto o VBP total sinalizava aumento de 10% (em relação à projeção inicial), o do frango indicava aumento de 16,5%. Da metade do ano para cá registra-se desaceleração no VBP. Mas, novamente, cabe ao frango o maior índice de expansão: +12,10%, frente a uma evolução de menos de 5% do VBP total. Essa desaceleração vem sendo determinada, sobretudo, pela carne bovina, cujas importações para a China permanecem suspensas. Em decorrência, sua participação no VBP tende a um recuo da ordem de 6%, retrocedendo de 45,45% na projeção inicial para 42,71% na projeção de novembro corrente. O ganho maior, é óbvio, recai sobre o frango, cuja participação no VBP total sobe de 26,21% para 29,70% – um incremento de 13,29%. Mas – é importante ressaltar – o outro produto da avicultura, o ovo, também tende a um aumento de participação no VBP – de 4,76% para 4,91%, expansão de 3,13%.

Além da carne bovina, também suínos e leite tendem, por ora, a uma redução de participação em relação ao previsto no início do ano – queda de 3,70% e 3,90%, respectivamente.

Avesite

EMPRESAS

Rússia autoriza importações de carne bovina de 3 frigoríficos brasileiros

A Rússia autorizou três plantas frigoríficas brasileiras a iniciarem exportações de carne bovina para o país a partir deste mês de novembro, segundo informações no site da agência sanitária russa Rosselkhoznadzor

Uma unidade da JBS em Goiás foi autorizada a iniciar as exportações de carne bovina para a Rússia a partir de 2 de novembro. A planta da Minerva em Rolim de Moura, Rondônia, e da Mato Grosso Bovinos S.A., em Mato Grosso, foram autorizadas a embarcar carne bovina para a Rússia a partir de 16 de novembro. As novas autorizações ocorrem em um momento em que o Brasil enfrenta suspensão das exportações à China, seu maior comprador de carne bovina, após a confirmação de dois casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) no início de setembro. A Rússia anunciou ao governo brasileiro na semana passada que abrirá uma cota de 300 mil toneladas de carnes (200 mil toneladas de carne bovina e 100 mil toneladas de carne suína) sem tarifa de importação que poderá ser utilizada pelo Brasil.

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