CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1617 DE 19 DE NOVEMBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1617 | 19 de novembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: preços estáveis pós ajustes positivos nos últimos dias

Em São Paulo, a oferta de boiadas para abate continua limitada, mesmo com os ajustes dos últimos dias

Porém, mesmo que em ritmo cadenciado, as indústrias frigorificas conseguiram originar matéria-prima para os próximos quatro dias úteis, e com isso as cotações ficaram estáveis na comparação diária. No Oeste do Maranhão, a oferta limitada resultou em alta de R$2,00/@ para todas as categorias destinadas ao abate, na comparação diária. Em Redenção – PA, na mesma situação, houve alta de R$5,00/@ para todas as categorias destinadas ao abate.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: oferta restrita mantém preços em alta; SP registra R$ 310/arroba

Em pouco mais de 20 dias, cotação da arroba apresentou elevação superior a R$ 60, aponta a consultoria Safras & Mercado

O mercado físico de boi gordo registrou preços predominantemente mais altos na quinta-feira (18). Segundo Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais terminados, prontos para o abate, permanece restrita, e segue como grande justificativa para o explosivo movimento de alta dos preços do boi gordo nas últimas semanas. “Em pouco mais de 20 dias, a arroba do boi gordo apresentou alta superior a R$ 60. Os frigoríficos ainda operam com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre dois e três dias úteis em média”, disse Iglesias. Do ponto de vista da demanda, ainda é necessário observar com cautela algumas situações, disse o analista. “A primeira delas é que a China segue sem se posicionar em torno do recredenciamento da carne bovina brasileira. O segundo aspecto que precisa ser mencionado é a capacidade do mercado doméstico em absorver novos reajustes da carne bovina no varejo, uma vez que a situação macroeconômica segue apontando para a continuidade das estratégias de migração da demanda para produtos mais acessíveis. No setor carnes, o frango segue como opção mais viável”, apontou. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 310 na modalidade a prazo, contra R$ 308 na quarta-feira (17). Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 308, ante R$ 304. Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 290, inalterada. Em Uberaba (MG), preços a R$ 310 por arroba, contra R$ 307. O mercado atacadista voltou a apresentar preços mais altos para a carne bovina. “O ambiente de negócios ainda sugere por alguma reação dos preços no curto prazo. Os frigoríficos seguem tentando repassar o encarecimento dos preços do boi gordo na carne no atacado. Importante destacar que o consumidor médio no Brasil ainda encontra dificuldade em absorver novos reajustes da carne no varejo, mantendo a opção por proteínas que causem menor impacto na renda média”, disse Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 22,75, alta de R$ 0,25. O quarto dianteiro atingiu o patamar de R$ 14,30, alta de R$ 0,05. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 14,15 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Mesmo sem China, preço do boi sobe quase 20% em novembro

Segundo o Cepea, na parcial deste mês até o dia 17, a cotação da arroba aumentou 18,6% em São Paulo e chegou a R$ 304,80

O preço do boi gordo está se recuperando da forte queda de setembro e outubro, causada pela baixa oferta de animais prontos para o abate. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), apesar de o embargo da China à carne bovina brasileira há 18 horas Agronegócios continuar em vigor, na parcial de novembro até ontem (17/11), a arroba subiu 18,6% em São Paulo e chegou a R$ 304,80. Em nota, pesquisadores do Cepea dizem que o período chuvoso favorece o desenvolvimento das pastagens, o que permite que pecuaristas segurem os animais. Em 29 de outubro, a arroba do boi gordo estava cotada a R$ 257,10, valor 16% menor que o registrado em 3 de setembro, último dia antes da interrupção das vendas aos chineses. O Ministério da Agricultura suspendeu as exportações após a confirmação de dois casos atípicos de doença da “vaca louca”, em Mato Grosso e Minas Gerais. O governo chinês não definiu uma data para liberar os embarques, mesmo após a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) ter reforçado que os casos não representam risco sanitário para o Brasil. A China é a principal importadora da carne bovina do Brasil. Sem as compras chinesas, o volume das exportações brasileiras no mês passado foi 43% menor que o de outubro de 2020, de acordo com a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

VALOR ECONÔMICO

Senador dos EUA propõe suspensão de compras de carne brasileira

Democrata Jon Tester apresentou projeto que pede embargo à proteína do Brasil até que especialistas façam “revisão da segurança do produto”

O senador americano Jon Tester, do Partido Democrata, apresentou ontem (18/11) um projeto de lei para suspender as importações de carne bovina do Brasil. O parlamentar alega que as autoridades brasileiras demoraram para notificar a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) sobre os dois casos de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), também conhecida como mal da “vaca louca”, confirmados em setembro. Segundo ele, o Brasil demorou muito mais para informar a OIE sobre os casos do que outros países que enfrentaram o mesmo problema. “Em 3 de setembro de 2021, o Brasil anunciou dois casos de EEB atípica detectados em junho do mesmo ano. A maioria dos países relata casos semelhantes imediatamente. Neste ano, Reino Unido e Alemanha relataram casos alguns dias depois de sua ocorrência”, disse, em nota. O senador alega que o atraso gerou uma “quebra de confiança”. “Isso tem sido uma ocorrência rotineira. O Brasil também esperou meses ou até anos para relatar casos semelhantes em 2019, 2014 e 2012”, acrescentou. Sob esse argumento, o parlamentar pede em seu projeto o embargo das importações até que especialistas possam conduzir uma “revisão sistemática da segurança do produto”. Vale lembrar que, após notificar a notificação à OIE, em setembro, o órgão concluiu dias depois que o risco de contaminação do rebanho brasileiro era “insignificante”. “Embora casos raros e únicos de EEB atípica não indiquem necessariamente problemas sistêmicos com a saúde do rebanho bovino brasileiro, atrasos repetidos nos relatórios sugerem um regime de segurança alimentar excessivamente frouxo e levantam preocupações sobre o relato de doenças perigosas adicionais, como a febre aftosa, peste suína africana e gripe aviária”, concluiu Tester. No entanto, apesar do embargo chinês, os frigoríficos brasileiros têm encontrado grandes oportunidades no mercado americano. O país restabeleceu a entrada da carne bovina in natura no começo de 2020, o que ampliou o leque de opções para as negociações. De janeiro a setembro deste ano, os Estados Unidos importaram US$ 62,3 milhões em carne bovina e derivados do Brasil, um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados compilados pela agência Reuters. Em volume total, os brasileiros foram o segundo maior fornecedor dos americanos durante o período, atrás apenas do México. “Há uma ameaça clara associada às importações de carne bovina brasileira que precisamos interromper imediatamente. A criação de um grupo de trabalho permitirá que todos os interessados tenham voz na avaliação da ameaça aos produtores e consumidores americanos”, disse Leo McDonnell, Diretor da Associação de Pecuaristas dos EUA (USCA, na sigla em inglês). Representante do Estado de Montana, Tester apresenta-se como o único agricultor em atividade do Senado americano. Ele já tem histórico de questionar as exportações brasileiras. Em abril de 2019, o senador apresentou projeto de lei semelhante para testar a carne bovina do Brasil. A iniciativa não avançou.

VALOR ECONÔMICO 

Fiscalização agropecuária vai contar com uso de drones no Rio Grande do Sul

Conforme o Coordenador do programa Sentinela, Francisco Lopes, serão utilizados seis equipamentos adquiridos pela Seapdr através de convênio com o Mapa

Oito servidores do Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) estão participando de aulas teórico-práticas de um curso de pilotagem de drones no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O objetivo do curso, que começou em outubro e tem duração de 80 horas/aula é capacitar os agentes para uso dos equipamentos para a vigilância agropecuária. Os técnicos integram os programas Sentinela e Guaritas, que atuam na fronteira do Rio Grande do Sul com Uruguai e Argentina e também na divisa do estado com Santa Catarina e ficarão responsáveis por multiplicar o conhecimento com outros agentes envolvidos na fiscalização. Conforme o Coordenador do programa Sentinela, Francisco Lopes, serão utilizados seis equipamentos adquiridos pela Seapdr através de convênio com o Ministério da Agricultura. “Foram adquiridos equipamentos robustos, de uso profissional e vão contribuir especialmente na fiscalização de propriedades”, afirma Lopes. O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS custeou o curso, ministrado pelo professor Christian Bredemeier, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e também alguns acessórios para a utilização dos equipamentos. O passo seguinte às aulas práticas será a utilização de softwares para a análise das imagens coletadas pelos drones. “Os softwares deverão ajudar a automatizar ações como a contagem de animais através das imagens”, explica Francisco Lopes.

PORTAL DBO

Frigoríficos: debate expõe divergências sobre revisão de norma de segurança no trabalho

Audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal reuniu representantes de frigoríficos, trabalhadores, procuradores e auditores do trabalho para debater a revisão da Norma Regulamentadora 36 (NR-36)

Audiência pública realizada na terça-feira (16) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) expôs divergências sobre a revisão da Norma Regulamentadora 36 (NR-36), do Governo Federal, que trata da segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes e derivados. Representantes de frigoríficos e do governo entendem que a revisão tem o objetivo de “simplificar, harmonizar e desburocratizar” o setor. Já representantes de trabalhadores, procuradores e auditores do trabalho apontam que as mudanças podem trazer retrocessos e aumentar o número de acidentes e de trabalhadores doentes. Eles também pedem a reabertura da consulta pública sobre o tema, encerrada no último dia 8. A norma estabelece os requisitos mínimos para avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, como forma de garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho. Uma das garantias trazidas pela norma é o direito a pausas periódicas durante a jornada de trabalho, o que reduziria acidentes e doenças entre os trabalhadores do setor. Para a senadora Zenaide Maia (Pros-RN), a revisão das normas segue um processo de retirada de direitos dos trabalhadores iniciada com a reforma trabalhista de 2017. “Depois de uma reforma trabalhista, querem tirar esses direitos dos trabalhadores em relação à prevenção de doenças em frigoríficos. Não estamos contra frigoríficos, mas esses trabalhadores não têm direito a nada e agora querem modificar a norma deixando os trabalhadores mais vulneráveis”, disse a senadora. O senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que as divergências demonstram que o tema merece mais debates. “Toda lei pode ser melhorada. Não piorada. Pelo que percebi, todos querem dialogar”, avaliou Paim. De acordo com o subsecretário de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Previdência, Romulo Machado e Silva, a revisão buscar ajustar as regras às mudanças no mundo do trabalho e harmonizar a NR-36 a normas como a NR-1, a NR-17 e outras normas sobre saúde e segurança ocupacional atualizadas pelo governo nos últimos dois anos. O novo texto da NR-1, que passa a valer em janeiro de 2022, prevê que empresas poderão criar por conta própria um “programa de gerenciamento de riscos”.  “A ciência evoluiu, o mundo do trabalho evoluiu. A empresa vai ter que avaliar todos os riscos operacionais da empresa. O programa de gestão de riscos vai ser esse guarda-chuva. Quem fala em precarizar, em desfazer a norma, basta ver o texto que foi colocado em consulta pública”, disse o representante do governo, que ressaltou que todos os lados serão ouvidos na revisão. Diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Marcelo Osório afirma que o setor, que gera cerca de 4 milhões de empregos diretos e indiretos, tem feito sua parte para prevenir acidentes e seguirá avançando na proteção aos trabalhadores, como a revisão da norma. De acordo com ele, o setor teve uma redução no índice de acidentes nos últimos dez anos. “Harmonização, simplificação e modernização. A ABPA defende isso. Podemos melhorar, mas o segmento da proteína animal está fazendo a sua parte”, afirmou. Na mesma linha, Rafael Ernesto Kieckbusch, especialista em Políticas e Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirmou que esse novo modelo proposto nas NRs tem como objetivo reduzir a insegurança jurídica. “O objetivo é reduzir custos relacionados à insegurança jurídica. Se temos um mecanismo que trava, por que o empresário vai investir?”, ponderou.

Agência Senado

ECONOMIA

Dólar ronda R$ 5,57 com preocupação sobre PEC dos Precatórios

Atraso na PEC pode desencadear a volta de soluções consideradas piores à mesa – como o estado de calamidade 

O dólar comercial fechou em alta de 0,80% na quinta-feira, negociado a R$ 5,5690. Temores sobre a tramitação da PEC dos Precatórios, cujo atraso pode desencadear a volta de soluções consideradas piores à mesa – como o estado de calamidade – continuaram a pesar sobre a percepção de risco dos agentes nesta sessão, favorecendo a adoção de posições defensivas. O exterior também não ajudou. Lá fora, pares emergentes também se depreciaram em relação à moeda americana, reagindo a especificidades locais. O destaque ficou com a lira turca, contra quem o dólar subia 2,29% no horário de fechamento no Brasil após o BC local cortar em 100 pontos-base a taxa de juros do país, de 16% para 15%.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa renova mínima do ano em meio a incertezas sobre contas públicas de 2023

Segundo analistas gráficos, a queda de hoje pode ter aberto um canal para perdas mais expressivas nos próximos dias e a marca dos 102.850 pontos era considerada uma “zona de perigo” para o Ibovespa

A falta de clareza dos investidores sobre qual será a dinâmica das contas públicas no ano que vem segue afastando o interesse por ativos de risco, o que levou o Ibovespa, novamente, a registrar mínimas de fechamento em 2021. Em dia de queda da Vale, siderúrgicas e bancos, o índice não conseguiu evitar seu quarto dia consecutivo de perdas. O Ibovespa encerrou o pregão de hoje em baixa de 0,51%, aos 102.426,00 pontos. O volume negociado dentro do índice hoje foi de R$ 20 bilhões, nível que está abaixo da média de 2021, próxima de R$ 23 bilhões. As ações da Vale ON encerraram o dia em queda de 4,11%, acompanhando os preços cadentes do minério de ferro. CSN ON recuou 5,35%, Gerdau PN caiu 4,11% e Usiminas PNA perdeu 5,70%. No setor financeiro, Itaú PN caiu 1,66%, Bradesco PN recuou 0,96% e Banco do Brasil ON caiu 0,75%. Segundo analistas gráficos, a queda de hoje pode ter aberto um canal para perdas mais expressivas nos próximos dias. Segundo os profissionais do Itaú BBA, a marca dos 102.850 pontos era considerada uma “zona de perigo” para o Ibovespa. “Essa seria a última barreira antes de aprofundar em mais quedas. Se isso ocorrer, em uma visão de médio prazo, o índice poderá buscar regiões como 102.000, 97.600 e 93.200 pontos, que foi a mínima registrada em outubro de 2020”, dizem os analistas da instituição. No cenário atual, o mercado local de renda variável segue pressionado pelas incertezas fiscais relacionadas à aprovação da PEC dos Precatórios. “Assusta pensar que não há muito gatilho para melhora”, afirma o sócio e economista-chefe da Tower Three Capital, Thiago Pereira. Em sua visão, após a conclusão da votação da proposta, deve se dar início a discussão de como o Orçamento será repartido, o que pode gerar novas ondas de volatilidade no mercado local. “Presidente já sinalizou um reajuste para os servidores, os Ministérios vão querer mais recursos”, afirma, lembrando que, ao mesmo tempo, o Banco Central segue em sua missão difícil de conter a inflação e que movimentos de alta nos juros dos Treasuries podem pressionar ainda mais o mercado local.

VALOR ECONÔMICO

Segunda prévia de novembro sinaliza IGP-M de 2021 abaixo de 20%, diz FGV

Até a segunda prévia de novembro, o indicador acumula altas de 16,82% no ano e de 18,77% em 12 meses

A segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de novembro, veiculada ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV) sinaliza uma taxa anual de IGP-M, usada para cálculo de reajuste de aluguel, abaixo de 20%. A possibilidade foi levantada pelo economista da fundação, Matheus Peçanha. Até a segunda prévia de novembro, o indicador acumula altas de 16,82% no ano e de 18,77% em 12 meses. Em 2020, esse indicador terminou em 23,14%. Segundo o especialista da fundação, a segunda prévia de novembro subiu 0,76% ante queda de 0,03% em igual prévia em outubro, pressionada por combustíveis mais caros e minério de ferro caindo menos, no atacado. De acordo com ele, houve altas de 9,26% no preço do diesel, no setor atacadista, e de 9,61% no preço do diesel, além de menor ritmo de deflação em preço de minério de ferro (de -16,9% para -3,3%). Enquanto os dois primeiros são impactados por reajustes de preços efetuados pela Petrobras, influenciados por alta de petróleo no mercado internacional, o preço do minério sofre influência de mudanças de demanda por parte da China, maior comprador global do produto. O comportamento desses itens puxou para cima o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), 60% do IGP-M, que representa inflação atacadista e saiu de -0,32% para 0,77% entre segunda prévia de outubro para igual prévia de novembro. No entanto, mesmo com a alta, observada na segunda prévia, isso na prática não impactou de forma expressiva as taxas acumuladas. Isso porque, com o passar do tempo, estão sendo retiradas das séries acumuladas taxas mensais muito mais elevadas, referentes a iguais meses de 2020, e que foram impulsionadas por “choque agrícola” – menor oferta de itens do setor -, no quarto trimestre do ano passado. No momento, não ocorre choque agrícola, pelo contrário, notou Peçanha. Alimentos de peso no atacado e no varejo mostram alívio inflacionário, devido à melhor oferta. É o caso de quedas nos preços de soja (-1,58%); bovinos (-6,82%); carne bovina (-1,4%) e leite industrializado (-5,24%). Matheus explica que, no caso de produtos relacionados ao boi, já se tem impacto, no varejo, de repasses de quedas ocorridas no atacado. “Das cinco principais quedas de preços no varejo, na segunda prévia do IGP-M, quatro são carnes” afirmou, citando os recuos de costela bovina (-3,14%); músculo (-2,62%); acém (-1,76%) e carne moída (-1,65%). Por isso, apesar de pressionado por combustíveis mais caros e minério com preço errático, outros produtos contribuem para frear, em parte, avanço inflacionário do indicador. “Creio que teremos uma taxa em torno de 0,9% para [IGP-M fechado de novembro” acrescentou ele. Em novembro de 2020, o IGP-M subiu 3,20%.

VALOR ECONÔMICO

Itaú espera queda do PIB no período eleitoral, vê inflação no limite e juro a 11,75% em 2022

Instituição estima que economia já parou de crescer neste segundo semestre. Para 2022, projeção de queda no PIB de -0,5%,

O banco Itaú manteve a previsão de contração da atividade econômica no próximo ano, passou a ver uma inflação no limite da meta e projeta que a taxa básica de juros chegará a 11,75% em 2022. De acordo com relatório divulgado na quinta-feira (18) pela área de Pesquisa Macroeconômica da instituição, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deve ficar em 4,7% neste ano, valor inferior ao projetado anteriormente, de 5%. As projeções indicam um PIB estável (variação de 0%) nos dois últimos trimestres deste ano, com expansão dos serviços e contração da indústria e do comércio. “Para 2022, mantemos nossa projeção de queda no PIB de -0,5%, principalmente devido à contração esperada na demanda agregada por causa do aumento de juros”, afirma o banco no relatório assinado pelo seu economista-chefe, Mario Mesquita. Para a instituição, o primeiro trimestre de 2022 se beneficiará de um crescimento forte e pontual do PIB agropecuário e do efeito do aumento do salário-mínimo sobre o poder de compra das famílias, mas é esperada contração nos três trimestres seguintes. O banco diz que a inflação de bens industriais segue pressionada e mostra maior persistência dos efeitos de gargalos de produção em alguns setores, com impacto sobre itens cuja demanda aumentou na pandemia, como eletroeletrônicos. O banco avalia que a PEC dos Precatórios, que muda a correção do teto de gastos e dá o calote em parte das dívidas judiciais, seja aprovada e que o déficit primário aumente de 0,6% do PIB (R$ 55 bilhões) em 2021 para 1,5% do PIB (R$ 140 bilhões) no próximo ano. A dívida bruta passaria de 82% para 86% do PIB.

FOLHA DE SP

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: quinta-feira com altas

Na cotação do animal vivo, o Cepea/Esalq informou que os preços referentes à quarta-feira (17), ficaram estáveis somente no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,11/kg

Houve aumento de preços de 2,47% em Minas Gerais, atingindo R$ 7,48/kg, avanço de 1,29% no Paraná, valendo R$ 6,29/kg, alta de 0,16% em Santa Catarina, subindo para R$ 6,45/kg, e de 0,14% em São Paulo, fechando em R$ 7,05/kg. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial aumentou 1,00%/0,96%, valendo R$ 10,10/R$ 10,50 o quilo. Para as consultorias, a movimentação dos valores na suinocultura independente nesta semana foi de alta nos preços, marcada na quinta-feira (18) com a realização de negociações nas bolsas de suínos nas principais praças produtoras.

Cepea/Esalq 

Preços iniciam movimento de retomada na suinocultura independente

A movimentação dos preços na suinocultura independente nesta semana foi de alta nos preços, marcada na quinta-feira (18) com a realização de negociações nas bolsas de suínos nas principais praças produtoras 

De acordo com lideranças da área, o mercado está mais demandado em preparação para as festas de final de ano, e a retomada do pagamento do auxílio emergencial e entrada do 13º salário auxiliam nas vendas. Em São Paulo, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), a realização da bolsa de suínos finalizou com negociação positiva para os suinocultores, com valor passando de R$ 7,20/kg vivo para R$ 8,00/kg vivo. No mercado mineiro, ficou mantido o mesmo preço da semana anterior, R$ 7,50/kg vivo, de acordo com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo o consultor de mercado da entidade, Alvimar Jalles, o mercado no Estado mantém boas vendas. Santa Catarina também registrou aumento, saindo de R$ 6,56/kg vivo para R$ 7,12/kg vivo. O Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi,  acredita que a melhora nos valores vem da maior compra por parte dos frigoríficos de olho nas festas de fim de ano e com o otimismo da notícia de que a Rússia deve comprar carne bovina e suína do Brasil. No estado do Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 11/11/2021 a 17/11/2021), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 2,16%, fechando a semana em R$ 6,56. O mercado gaúcho, que negocia os animais no mercado independente às sextas-feiras, informou alta no preço na última (12), com valor passando de R$ 6,24/kg vivo para R$ 6,44/kg. O Presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador, explicou que há a tendência de aumento nos valores, uma vez que nas outras praças produtoras também houve alta e a carcaça suína já está valendo cerca de R$ 11,00/kg no Estado.

AGROLINK 

Alemanha confirma peste suína africana em fazenda de grande porte

Caso é o primeiro em uma grande propriedade no país

A Alemanha notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), na última terça-feira, sobre um surto de peste suína africana em uma fazenda com 4.038 animais localizada em MecklenburgVorpommern, no norte do país. Esse é o primeiro caso da doença em uma fazenda alemã de grande porte. Cerca de 45 animais morreram em decorrência do surto. Os demais deverão ser sacrificados, conforme recomendação sanitária. Em nota publicada em julho, o Ministério Federal de Alimentação e Agricultura da Alemanha lembrou que o Instituto Friedrich-Loeffler identificou o primeiro caso de peste suína africana em porcos domésticos no dia 15 daquele mês. À época, o governo alemão garantiu ter redobrado os cuidados para impedir a propagação da doença em seu território, mas outros dois casos em plantéis comerciais já foram notificados antes da ocorrência em Mecklenburg-Vorpommern. O ministério destaca a importância de a população local cooperar com o trabalho da vigilância sanitária, já que o vírus da peste suína africana se mantém vivo por longos períodos e pode se espalhar por objetos e derivados de carne suína. A doença não representa risco para humanos.

VALOR ECONÔMICO 

Frango: preços caíram ainda mais na quinta-feira

Na cotação do animal vivo, os preços não mudaram em Santa Catarina, nem no Paraná, fixado em R$ 5,85/kg. São Paulo ficou sem referência de preço na quinta-feira  

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (17), a ave congelada teve queda de 4,68%, atingindo para R$ 7,33/kg, enquanto o frango resfriado baixou 3,09%, fechando em R$ 7,53/kg. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve ficou estável em R$ 5,40/kg, enquanto o frango no atacado baixou 2,82%, atingindo R$ 6,90/kg.
Cepea/Esalq 

Togo relata surto de gripe aviária H5N1 em granja avícola, diz OIE

O país da África Ocidental, Togo, relatou um surto do vírus da gripe aviária H5N1 altamente patogênico em uma granja avícola, disse a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na quinta-feira.

REUTERS

Hungria relata gripe aviária H5N1 em aves domésticas, diz OIE

A Hungria relatou um surto do vírus altamente patogênico da gripe aviária H5N1 entre as aves domésticas, disse a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na quinta-feira

O surto na região de Bacs-Kiskun levou ao massacre de mais de 38.000 patos em uma fazenda, bem como cerca de 500 gansos em uma segunda fazenda, disse a OIE com sede em Paris, citando um relatório das autoridades húngaras.

REUTERS 

MEIO AMBIENTE

Após recorde, governo prepara operação contra desmatamento ilegal na Amazônia

O governo lançará nos próximos dias um plano de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia, disse ontem o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, ao Valor 

Leite estava reunido no fim da tarde de ontem com o Ministro da Justiça, Anderson Torres, para discutir as ações, que devem envolver a Polícia Federal. “Eu vou ter uma reunião com o Anderson agora, a gente vai montar uma operação e a gente vai ser mais contundente. Os números ainda não são bons, e a gente vai ser mais contundente com o desmatamento”, disse o Ministro. “Os números estão ruins. Os números não estão dentro do que a gente queria.” O desmatamento na Amazônia atingiu entre janeiro e outubro de 2021 o maior patamar para o período nos últimos dez anos. O desmate chegou a 9.742 km2, o equivalente a mais de seis vezes a área da cidade de São Paulo, segundo dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O fim do desmatamento ilegal é chave para o Brasil atingir a meta de redução de emissões de carbono a que se propôs durante a conferência climática COP26, em Glasgow, que terminou no último domingo após duas semanas de negociações entre os países. O Brasil se comprometeu a zerar o desmatamento ilegal até 2028, a cortar pela metade as emissões de gases de efeito estufa até 2030 e a zerar o saldo entre emissões e absorções de carbono em 2050, a chamada neutralidade climática. Momentos antes da reunião com Torres, o Ministro do Meio Ambiente disse acreditar que as ações que estão sendo articuladas entre as pastas levarão a uma redução de 20% no desmatamento da Amazônia no ano que vem. “E acho que a gente deve reduzir 20% desmatamento de um ano para o outro, se a gente conseguir colocar essa presença do jeito que ela está desenhada. Especialmente com a PF combatendo o crime organizado que está por trás do desmatamento”, afirmou.

VALOR ECONÔMICO

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