CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1499 DE 01 DE JUNHO DE 2021

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Ano 7 | nº 1499| 01 de junho de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo abre semana sem mudanças nos preços

Como de praxe, compradores e vendedores estão analisando o cenário antes de tomar grandes decisões

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na segunda-feira de pouca movimentação. No geral, a oferta de animais terminados permanece tímida, sem grande espaço para avanços consistentes ao longo da primeira quinzena do mês. A oferta de animais de safra está próxima ao seu limiar, enquanto a oferta de confinados será menor neste primeiro giro de confinamento, consequência da elevação dos custos pecuários. “Em relação à demanda de carne bovina, o foco da agroindústria permanecerá nas exportações, com ênfase no mercado chinês, algo bastante compreensível em um ano de lenta recuperação da atividade econômica”, disse Fernando Iglesias. Com isso, na capital de São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 317, na modalidade a prazo, estável na comparação com a sexta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300 a arroba, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 302, inalterada. Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 304, estável. Em Uberaba (MG), preços a R$ 305 a arroba, estáveis. Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por maior espaço para reajustes no decorrer da primeira quinzena do mês, com a entrada dos salários na economia impulsionando a reposição entre atacado e varejo. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,35 o quilo, estável. O corte dianteiro teve preço de R$ 16,90 o quilo, assim como a ponta de agulha.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: mercado estável, mas firme em São Paulo no início da semana

Em São Paulo, com a maioria das indústrias frigoríficas avaliando o mercado na manhã da última segunda-feira (31/5), as cotações mantiveram-se estáveis, frente à última sexta-feira (28/5)

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, a vaca e novilha gordos ficaram cotados, respectivamente, em R$310,00/@, R$287,00/@ e R$301,00/@, preços brutos e a prazo. Vale a ressalva que a semana mais curta, por conta do feriado nacional na quinta-feira (3/6), associada ao início do mês, trazem expectativas positivas para o consumo de carne no mercado interno e, com a programação de abate apertada, as indústrias devem sair às compras com mais apetite para reabastecer o estoque e atender à demanda.

SCOT CONSULTORIA

Boi: indicador do Cepea chega ao maior patamar em um mês e meio

O indicador do boi gordo do Cepea teve um dia de baixa dos preços no início da semana.

A cotação variou -0,3% em relação ao dia anterior e passou de R$ 317,1 para R$ 316,15 por arroba. Sendo assim, no acumulado do ano, o indicador valorizou 18,34%. Em 12 meses, os preços alcançaram 54,98% de alta. Na B3, os contratos futuros do boi gordo seguiram a tendência majoritária dos últimos dias e fecharam em alta consistente. O vencimento para maio passou de R$ 312,50 para R$ 313,92, no último dia de negociação do contrato. Enquanto isso, o para junho foi de R$ 322,55 para R$ 323,10 e o para outubro, de R$ 339,05 para R$ 340,20 por arroba.

CANAL RURAL

Campanha de vacinação contra a febre aftosa é prorrogada em 15 estados

A primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, que inicialmente terminaria nesta segunda-feira (31), foi prorrogada em 14 estados e no Distrito Federal. A ampliação do prazo, em função da pandemia da Covid-19 e remanejamento de doses de vacinas para algumas regiões, foi avaliada e autorizada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Para os pecuaristas do Distrito Federal, a prorrogação vale até 12 de junho. Nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, o novo prazo será até o dia 15 junho e no Goiás e Sergipe, até dia 18.  Já os estados de Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Paraíba, Pará e São Paulo a ampliação do prazo vai até o dia 30 de junho. Por fim, produtores do Ceará terão até o dia 3 de julho para realizar a imunização. Na semana passada, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso foram reconhecidos internacionalmente como zonas livres de febre aftosa sem vacinação. No entanto, nos demais estados a vacinação deve continuar normalmente, conforme calendário divulgado pelo ministério.

Mapa

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 0,20%, a R$5,2254

O dólar fechou o último pregão de maio em leve alta nesta segunda-feira

O dólar à vista subiu 0,20% nesta segunda, para 5,2254 reais num dia morno, com feriados nos Estados Unidos e no Reino Unido limitando os negócios de dois dos maiores centros mundiais de negociação de moedas –Nova York e Londres–, o que afetou o volume de operações por aqui. Com cerca de 215 mil contratos de dólar futuro transacionados até o momento, o giro desta segunda estava 25% abaixo da média dos últimos 30 dias. Mas a análise do mês mostra um período mais animado, especialmente para os vendedores de dólar, que lucraram com a queda de 3,79% –maior baixa percentual desde novembro passado (-6,82%) e vem depois de queda de 3,53% no acumulado de abril. Para meses de maio, a desvalorização é a mais intensa desde 2009. Em maio daquele ano, o dólar caiu 10,26%. A contínua fraqueza do dólar no exterior –pela expectativa de que o banco central norte-americano não subirá juros tão cedo–, a melhora das projeções de crescimento econômico no Brasil, o reforço de fluxos de recursos de exportadores, a alta de juros pelo Banco Central deu a investidores argumentos para alguma realização de lucros na moeda dos EUA em maio. Em 2021, o dólar ainda sobe 0,65% ante o real.

REUTERS

Ibovespa fecha maio acima dos 126 mil pontos

O Ibovespa fechou maio emendando o terceiro mês de alta e contrariando o ditado ‘sell in May and go away’ (venda em maio e vá embora), comum em Wall Street

O principal índice da bolsa paulista subiu 0,52% nesta segunda-feira, a 126.215,73 pontos. O volume financeiro somou 21,65 bilhões de reais, abaixo da média diária recente, em dia sem a referência das bolsas dos Estados Unidos. Em maio, o índice acumulou elevação de 6,16%, passando a mostrar acréscimo de 6,05% no ano. Como pano de fundo dessa performance, estrategistas veem o efeito global de reabertura da economia em algumas regiões do mundo e a alta de commodities. De acordo com o estrategista-chefe do Itaú BBA, Marcelo Sa, a melhora do ritmo de vacinação no mundo gerou uma reabertura mais rápida em alguns países, como nos EUA, que estão voltando à vida normal. Além disso, corrobora a trajetória benigna a percepção de um efeito negativo menor na economia brasileira da segunda onda de Covid-19, apesar da situação sanitária ainda grave. A temporada de balanços corporativos do primeiro trimestre mostrou muitos números acima das expectativas, referendando prognóstico positivo sobre a saúde das empresas e da economia. Mesmo um dos principais focos de atenção dos mercados no mundo, a política monetária do Federal Reserve, respaldou por ora o ambiente elevado de liquidez global, com autoridades norte-americanas reiterando a necessidade de estímulos. A entrada líquida de recursos estrangeiros no mercado de ações brasileiro em maio, excluindo as ofertas públicas, foi de 10,8 bilhões de reais, conforme dados disponíveis até o dia 27. Do ponto de vista setorial, bancos responderam por uma relevante contribuição para o desempenho do Ibovespa em maio, com pesos pesados como Itaú Unibanco PN e Bradesco PN acumulando altas de 7,54% e 11,11%, respectivamente. Muitos papéis renovaram máximas históricas nesse mês, com Vale, atingindo 120,45 reais antes de passar por uma correção com o ajuste nos preços do minério de ferro na China. Ainda assim, a ação garantiu alta de 5,28% em maio.

REUTERS 

Focus: Mercado vê maior aperto monetário este ano, com inflação acima do teto da meta

O mercado passou a ver maior aperto monetário neste ano, com a inflação acima do teto da meta, mas também maior crescimento econômico, apontou a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira

A expectativa para a taxa básica de juros em 2021 agora é de 5,75%, contra 5,50% antes. A mudança ocorre em meio à oitava alta seguida na projeção para a inflação — 5,31% contra 5,24% no levantamento anterior. Assim, a projeção fica acima do teto da meta oficial, de 3,75% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2022, a projeção para a alta do IPCA subiu 0,01 ponto percentual, a 3,68%, sendo que o centro da meta é de 3,50%, também com margem de 1,5 ponto. A estimativa para a taxa básica de juros do ano que vem se manteve em 6,50%. Ao mesmo tempo, o levantamento semanal apontou aumento de 0,44 ponto percentual na expectativa dos especialistas consultados para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a 3,96%. Por outro lado, a projeção para a expansão no ano que vem caiu a 2,25%, de 2,30%.

REUTERS 

Confiança dos empresários de serviços cresce 6,4 pontos

Houve alta da confiança em empresários de 12 segmentos de serviços

O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 6,4 pontos na passagem de abril para maio. É a segunda alta consecutiva do indicador, que atingiu o maior patamar desde fevereiro de 2020 (94,4 pontos).Segundo a FGV, foi observada a alta da confiança em empresários brasileiros de 12 dos 13 segmentos de serviços pesquisados. O Índice de Situação Atual subiu 9,2 pontos e atingiu 84 pontos, maior nível desde março de 2020 (85,2). Já o Índice de Expectativas avançou 3,7 e chegou a 92,4 pontos, maior patamar desde outubro de 2020 (95,7 pontos). “A expectativa é que a expansão do programa de vacinação atingindo uma parcela maior da população contribua para a continuidade da recuperação no setor bastante afetado durante todo o período da pandemia”, disse Rodolpho Tobler, economista da FGV.

AGÊNCIA BRASIL 

Dívida pública bruta do Brasil sobre PIB tem em abril maior queda desde 2010

No acumulado em 12 meses até abril, o rombo primário equivale 7,08% do PIB, ou 544,526 bilhões de reais, menor déficit desde junho do ano passado, contra 8,77% do PIB em dado revisado de março

As finanças públicas do Brasil deram sinais de melhora em abril, de acordo com dados do Banco Central divulgados na segunda-feira, uma vez que um forte superávit orçamentário contribuiu para a maior queda na dívida do governo como proporção do PIB em mais de uma década. A dívida pública bruta ficou caiu a 86,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em abril, nível mais baixo desde julho do ano passado, ante 88,9% no mês anterior. O recuo de 2,2 pontos percentuais foi o mais acentuado na comparação mensal desde dezembro de 2010, segundo dados da Refinitiv. A dívida líquida, por sua vez, alcançou 60,5% do PIB em abri, também recuando de 61,1% em março. Foi o patamar mais baixo desde outubro. Receitas fiscais mais fortes do que o esperado nos últimos meses ajudaram a melhorar a perspectiva para as finanças públicas brasileiras. Os dados divulgados na segunda-feira pelo BC mostraram ainda que o setor público consolidado brasileiro registrou superávit primário de 24,255 bilhões de reais em abril, contra expectativa em pesquisa da Reuters de um excedente de 16,75 bilhões de reais. Levando em conta também as despesas com juros, o país teve um superávit nominal de 29,966 bilhões de reais no mês.

REUTERS 

EMPRESAS

Ataque cibernético fecha operação de carnes da JBS na Austrália

A maior indústria de carnes da Austrália, uma unidade da brasileira JBS, foi atingida no fim de semana por um grande ataque cibernético sobre seus sistemas de informação, de acordo com um site de notícias do setor, que citou o presidente da empresa no país

O ataque interrompeu operações em toda a Austrália, disse o CEO da JBS Austrália, Brent Eastwood, ao portal Beefcentral no domingo. Ele não soube dizer quanto tempo duraria a paralisação, de acordo com o site de notícias. Não ficou claro, segundo a publicação, se as operações do maior frigorífico do mundo em outros países, como Canadá e Estados Unidos, também seriam afetadas. Na segunda-feira, os EUA comemoram o feriado Memorial Day. A JBS Austrália disse não poder especular sobre uma retomada das operações de processamento no país e afirmou que sua primeira prioridade era avaliar o impacto e a extensão do ataque, segundo a publicação. As operações de processamento, no entanto, seriam impossíveis sem o acesso normal a sistemas de TI e internet, disse o site. Os negócios da Primo Smallgoods, da JBS no Estado de Queensland, também foram impactados. A JBS não respondeu imediatamente a um pedido de comentários enviado por email.

REUTERS

Comércio irregular de carne é alvo de operação no interior paulista

Servidora do Ministério da Agricultura estaria envolvida nos crimes

Um frigorífico no município de Presidente Prudente (SP) é alvo da Operação Inopino, deflagrada pela Polícia Federal na manhã da segunda-feira (31). A finalidade da operação é o combate a crimes sanitários, de corrupção, estelionato e falsidade documental, praticados por organização criminosa envolvendo um frigorífico. Cerca de 50 policiais federais estão cumprindo sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Presidente Prudente, Presidente Epitácio e Rancharia, todas no interior de São Paulo. De acordo com as provas da investigação, desde 2018 uma auditora fiscal federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) teria recebido valores e vantagens para facilitar a comercialização de carnes em desacordo com as normas do setor. Durante as investigações foram demonstrados fortes indícios de que essa servidora pública e prepostos da empresa investigada trocavam embalagens de forma a adulterar datas de vencimento, modificavam romaneios (lista que especifica peso, qualidade e quantidade de mercadorias embarcadas ou vendidas) e relatórios de pesagem. A auditora do Mapa investigada será afastada de suas funções por determinação judicial.

AGÊNCIA BRASIL

MEIO AMBIENTE

Brasil pode ter a pior seca em 111 anos

O governo deve emitir alerta de emergência hídrica para o período de junho a setembro em cinco Estados brasileiros – Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná

Todos estão na bacia do Rio Paraná, onde se concentra parte da produção agropecuária e grandes hidrelétricas. Na região, a situação é classificada como “severa” e a previsão é de pouco volume de chuvas para o período. É o primeiro alerta dessa natureza em 111 anos de serviços meteorológicos do País. O alerta, obtido pelo Broadcast/Estadão, será divulgado de forma conjunta hoje pelo Sistema Nacional de Meteorologia (SNM), órgãos federais ligados à meteorologia, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden). No documento, as instituições reforçam que a emergência hídrica é associada à escassez de precipitação na região hidrográfica e a previsão de que o cenário persista até setembro. De acordo com o SNM, o déficit de precipitação na bacia do Paraná está provavelmente relacionado à influência de dois fenômenos atmosféricos de grande escala. O primeiro é La Niña, de outubro de 2020 a março de 2021. O fenômeno traz resfriamento das águas do Oceano Pacífico, diminui a temperatura da superfície do mar, altera o padrão de circulação global e, entre as características do período, reduziu chuvas no sul do Brasil. O segundo é a Oscilação Antártica (OA), responsável por alterar o padrão de pressão atmosférica na região. Desde outubro de 2020 a OA tem atuado para impedir que sistemas causadores de chuvas se desloquem sobre as regiões continentais da América do Sul. A situação de escassez hídrica, no entanto, é anterior. Segundo levantamento feito pelos órgãos pela análise de chuvas entre outubro de 2019 e abril de 2021 na bacia do Paraná, apenas em dezembro de 2019, agosto de 2020 e janeiro de 2021 as precipitações ficaram acima da média. “Durante a maior parte do período houve predomínio de déficit de precipitação, principalmente a partir de fevereiro de 2021. Essa característica se mantém no mês atual, com acumulado parcial de 27 milímetros para a bacia, ou seja, abaixo do acumulado climatológico que é de 98 milímetros”, informa o texto do alerta. O SNM alerta que o índice de precipitação na maior parte da bacia hidrográfica apresenta-se moderado a extremo, considerando os últimos 6 e 12 meses, bem como em uma análise de um período mais longo, dos últimos 48 meses. Ou seja, a situação atual de déficit de precipitação é severa, alerta.

Portal Estadão

INTERNACIONAL

Argentina alega fraudes e suspende 12 exportadores de carne Empresas teriam cometido irregularidades em documentações e recolhimento de impostos, segundo o governo 

A Argentina suspendeu ao menos 12 empresas exportadores de carne bovina, que teriam cometido irregularidades em suas vendas ao exterior, informam o jornal “La Nacion” e a agência Reuters. As autoridades apreenderam mais de 220 toneladas de carne. O Ministério da Agricultura do país disse que suspendeu temporariamente as atividades de exportação de seis empresas após descobrir irregularidades que incluem não-liquidação de divisas e registro de endereços falsos e que outras seis já haviam sido fechadas sob acusações semelhantes. Cinco empresas seguem sendo investigadas, segundo o ministério. Conforme o “La Nacion”, a Direção Geral das Alfândegas (DGA) anunciou que denunciou 19 empresas que fizeram operações irregulares. A alegação é que elas emitiam notas para as carnes exportadas como se fossem produtos impróprios para consumo com o objetivo de pagar 5% de imposto. No entanto, a mercadoria era própria para consumo humano e deveria pagar 9% de tributação. A suspensão é a mais nova ação do governo argentino sobre o setor de carnes. Na primeira quinzena do mês, para conter os preços no mercado interno, o país anunciou a suspensão das exportações de carne bovina por 30 dias. A Argentina é quarta maior exportadora de carne bovina do mundo.

VALOR ECONÔMICO

OCDE eleva projeção do PIB global para 5,8% em 2021, mas retomada é ‘desigual’

Para o Brasil, a organização estima um crescimento do PIB de 3,7% este ano, mas o ritmo lento da vacinação e as novas ondas da epidemia podem agravar a situação

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê que o PIB global crescerá 5,8% em 2021 e 4,4% em 2022, em recuperação que a entidade classifica como “significativa, mas desigual” entre países e setores. Os números representam uma leve melhora em relação às projeções anteriores, de expansão de 5,6% este ano e 4% no próximo. A OCDE também elevou a estimativa de crescimento da economia brasileira. A organização projeta que o PIB do Brasil crescerá 3,7% em 2021 e 2,5% em 2022, impulsionados pela recuperação do consumo das famílias e de investimentos. Em relatório sobre perspectivas econômicas, a entidade também prevê que a inflação ao consumidor avançará a 6,2% este ano, antes de desacelerar a 4% no próximo. Segundo a análise, o agravamento do coronavírus nos últimos meses complicou os prognósticos para as políticas fiscal e monetária. O documento cita a falta de coordenação na resposta à doença, que tem feito a crise sanitária piorar, em meio a um processo lento de distribuição de vacinas. De qualquer forma, “dados recentes apontam para efeito mais fraco da pandemia sobre a atividade econômica em comparação com um ano atrás”, destaca. O cenário no Brasil contrasta com o de países desenvolvidos onde a vacinação está mais avançada. Enquanto nações desenvolvidas devem completar os seus programas de vacinação contra a covid-19 até o último trimestre deste ano, a maior parte das economias emergentes, com algumas exceções, deve ter de lidar com as restrições provocadas pela pandemia por mais tempo, destaca a OCDE.

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