CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1498 DE 31 DE MAIO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1498| 31 de maio de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado firme

As altas observadas ao longo da semana passada permitiram uma sutil melhora na oferta de boiadas para abate

Em São Paulo, as altas observadas ao longo da semana passada permitiram uma sutil melhora na oferta de boiadas para abate, apesar da entrada do período de entressafra. As escalas das indústrias atendem, em média, de 5 a 6 dias no estado. Na última sexta-feira (28/5), na comparação diária, o cenário foi de estabilidade e o boi, a vaca e a novilha gordos foram negociados em R$310,00/@, R$287,00/@ e R$301,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo, segundo levantamento da Scot Consultoria. A referência para bovinos que atendem às exportações também ficou estável, em R$315,00/@, com negócios pontuais acima dessa referência podendo ocorrer. Já no Sudeste de Rondônia, o cenário de oferta mais escassa movimentou os preços da vaca e novilha gordas, com aumentos de R$3,00/@ e 2,00/@, respectivamente, negociadas em R$289,00/@ e R$292,00/@, nessa ordem, preços brutos e a prazo. O boi gordo ficou estável na comparação diária, apregoado em R$300,00/@, sob as mesmas condições. Em Mato Grosso, na região de Cuiabá, as escalas menores, somadas ao efeito negativo esperado do feriado sobre as compras na próxima semana, resultou em aumento de R$3,00/@ para o boi gordo, cotado em R$305,00/@, preço bruto e a prazo. A vaca e novilha gordas seguiram estáveis, negociadas em R$293,00/@ e R$297,00/@, nas mesmas condições.

Scot Consultoria

Boi gordo volta a subir e se aproxima dos R$ 320 a arroba

O ambiente de negócios sugere pela intensificação deste movimento de alta nos preços ao longo da primeira quinzena de junho, diz Safras

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos na sexta-feira, 28. O ambiente de negócios ainda sugere pela intensificação deste movimento ao longo da primeira quinzena de junho, consequência do avanço da demanda em torno da entrada dos salários na economia, diz o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, o quadro anêmico de oferta que vigora no mercado pecuário brasileiro nesta virada de mês pressiona os preços. “Basicamente a oferta de animais de safra é apenas residual, enquanto o confinamento de primeiro giro é reduzido em função da elevação dos custos pecuários em 2021”, assinala o analista. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 317, ante R$ 315 na quinta, na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 302, contra R$ 301. Em Cuiabá, preços em R$ 304, contra R$ 303. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 305 a arroba, estáveis. Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, a expectativa é de maior espaço para reação durante a primeira quinzena de junho, avaliando a entrada dos salários como motivador da reposição entre atacado e varejo. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,35 o quilo, estável. O corte dianteiro teve preço de R$ 16,90 o quilo, assim como a ponta de agulha.

AGÊNCIA SAFRAS

Preço da carne bovina pode interromper alta, diz Rabobank

O preço da carne bovina no atacado brasileiro continua em alta, mas algumas quedas diárias em maio sugerem que o preço pode começar a cair, disse o Rabobank em relatório na semana passada

“Por outro lado, o retorno do auxílio emergencial em abril elevou a demanda doméstica, o que poderá sustentar os preços no curto prazo”, disse o Rabobank em relatório. “Embora otimistas, os preços (da carne) no atacado – que subiram 46% no ano – ficaram abaixo dos preços do boi gordo, que subiram 58% no ano. A forte demanda de exportação está reduzindo a necessidade de repassar todos os aumentos de preços na pecuária aos consumidores domésticos.” Os preços do boi gordo têm subido a altas recordes neste ano, mas no fim de abril, condições ruins de pastagem levaram a um aumento da oferta de gado para abate no curto prazo. “Isso deu um alívio à pressão de alta nos preços de gado vivo, mas nós não esperamos que números maiores de abate e quedas de preço continuem”, disse o Rabobank. Apesar do aumento dos abates em abril em relação aos meses anteriores, o Rabobank espera que as ruins condições climáticas e de pastagem continuem a impactar na redução da disponibilidade do boi gordo a pasto nesta temporada.

CARNETEC

USDA: exportações brasileiras de carnes continuam em crescimento em 2021

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sinalizou que devem aumentar em torno de 5% em relação a 2020, marcando o décimo ano consecutivo de crescimento. Contribuem para esse desempenho o déficit de oferta de carne suína na China, a moeda (real) competitiva e a recuperação global da economia

Apesar do significativo aumento observado nos últimos anos, a participação brasileira no mercado mundial será apenas 1 (um) ponto percentual superior à registrada em 2018. A participação do Brasil nas exportações globais de carne bovina aumentou muito nos últimos anos, estimando-se que gire em torno dos 25% em 2021. Essa expansão começou após o surgimento da peste suína africana na China em 2018 e continuou no ano passado, apesar da recessão global e de um food-service deprimido. A recuperação da demanda na União Europeia e no Oriente Médio, bem como as fortes compras da China posicionam o Brasil para um maior crescimento das exportações de carne bovina em 2021. No tocante também à carne suína a participação do Brasil nas exportações globais tem aumentado continuamente nos últimos anos. Prevê-se que em 2021 representem 11% das exportações mundiais. Em comparação com as exportações de outras carnes importantes, as exportações de carne suína são relativamente pequenas, mas a produção tem aumentado e vem sendo direcionada para os canais de exportação. Estima-se que em 2021 as exportações brasileiras de carne suína serão 73% maiores que as registradas antes que a China começasse a enfrentar os problemas com a peste suína africana, em 2018. Por outro lado, a participação do Brasil nas exportações globais de carne de frango tem se mantido relativamente estável, estimando-se que em 2021 respondam por 32% do volume negociado internacionalmente.

USDA

Boi: indicador do Cepea chega ao maior patamar em um mês e meio

O indicador do boi gordo do Cepea, calculado com base nos preços praticados em São Paulo, subiu e atingiu o maior patamar em um mês e meio, consolidando assim, a recuperação após o auge da safra 

A cotação variou 0,79% em relação ao dia anterior e passou de R$ 314,6 para R$ 317,1 por arroba. Com isso, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 18,7%. Em 12 meses, os preços alcançaram 55,9% de valorização. Na B3, os contratos futuros do boi gordo recuaram em grande parte da curva, sendo que apenas a ponta mais curta teve uma leve alta. O ajuste do vencimento para maio passou de R$ 311,65 para R$ 312,50, do junho foi de R$ 324,65 para R$ 322,55 e do outubro, de R$ 342,60 para R$ 339,05 por arroba.

CANAL RURAL

Boi, suíno e frango vivos nos cinco primeiros meses de 2021

O mês de maio foi pródigo apenas para com o frango vivo. Enquanto boi em pé e suíno vivo viram seus preços retrocederem em relação ao mês anterior, com queda de 2,49% e de 9,22%, respectivamente, o frango obteve valorização de quase 11% e, ao mesmo tempo, alcançou – nominalmente e em valores reais – a melhor cotação de todos os tempos 

No mês, a valorização do frango foi superior, até, às obtidas pelo milho (+3,13%) e pelo farelo de soja (+1,90%) mas na média dos cinco primeiros meses de 2021 a valorização do frango, de 50,64%, continua bem aquém da alcançada pelo milho e o farelo de soja, com acréscimos de, respectivamente, 70,82% e 76,72% sobre os mesmos cinco meses de 2020. Quem mais saiu perdendo é o suíno que, na média do ano, obteve valorização de apenas 36,42%, a metade da obtida pelas suas duas matérias-primas básicas. Já o boi em pé, igualmente dependente desses insumos, fecha maio com valorização mensal (52,43%) ligeiramente superior à do frango vivo.

A comparação entre maio corrente e maio de 2020 deixa a impressão de que o frango vivo obteve valorização excepcional, já que seu preço médio no mês ficou 76,35% acima do registrado há um ano, bem mais que os 55,02% e 47,98% obtidos pelo boi em pé e pelo suíno vivo. Porém não houve ganho: o preço de um ano atrás é que estava baixo, um dos menores da década passada.

AGROLINK

Preços da carne bovina disparam pelo mundo em meio à alta nos custos e menos gado

Seja no Brasil, na Argentina ou nos EUA, tendência está começando a sacudir mercados fornecedores e a impactar políticas para o setor

Os preços da carne bovina estão em disparada em todo o mundo, tirando a proteína dos cardápios de Buenos Aires – cidade conhecida por seu amor ao bife – e prejudicando os churrascos de verão nos Estados Unidos, em meio a um aumento das importações pela China e à alta nos custos da ração animal. Globalmente, o salto nas cotações está contribuindo para que os preços dos alimentos atinjam o maior nível desde 2014, segundo a agência das Nações Unidas para o setor. O movimento afeta especialmente os consumidores mais pobres, que lutam para se recuperar das paralisações econômicas causadas pela pandemia de Covid-19. A alta nos preços da carne bovina tem sido desencadeada pelo aumento na demanda chinesa, pela oferta limitada de gado em alguns países, por uma escassez de mão de obra nos frigoríficos e pelo salto nos custos com ração. “O preço da carne subiu muito, é uma loucura”, afirmou Fernanda Alvarenga, 38 anos, funcionária administrativa em Buenos Aires. Ela disse ter reduzido o consumo doméstico de carne a apenas um dia por semana, ao invés de uma vez a cada dois dias. Ela também começou a preparar milanesa, um prato popular de carne empanada, com cortes mais baratos. “Custa algo em torno de 4 mil a 5 mil pesos (US$ 42 a US$ 53) por mês para comprar carne. Antes, com a mesma quantia você conseguia comprar muito mais.” Os preços da carne bovina na Argentina, onde o consumo da proteína é visto como um direito humano básico e as zonas rurais são lotadas de ranchos, dispararam mais de 60% em um ano. O consumo per capita despencou, atingindo uma mínima de 100 anos em abril, segundo relatório de uma câmara do setor de carnes. Nos primeiros meses de 2021, a China importou 178.482 toneladas de carne bovina da Argentina, ante 152.776 toneladas em igual período do ano passado, de acordo com dados da Administração Geral de Alfândegas do país asiático. “A carne bovina geralmente era consumida fora de casa, como em restaurantes. Mas o consumo doméstico está cada vez mais popular”, disse Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank. Enviar carne bovina a importadores como a China é mais lucrativo para países como Argentina e Brasil, devido à desvalorização das moedas locais e à redução na demanda interna, disse Upali Galketi Aratchilage, economista sênior da Organização para Alimentos e Agricultura das Nações Unidas. Os EUA e o Brasil ainda enfrentam dificuldades para reabastecer seus estoques domésticos de carnes bovina, suína e de frango congeladas, após um salto nos embarques para a China no ano passado, que ocorreu mesmo diante de surtos de Covid-19 em frigoríficos, que levaram trabalhadores a adoecer e prejudicaram a produção. Em Clovis, no Estado norte-americano da Califórnia, o veterano aposentado do Exército Darin Cross disse que ficou chocado com o custo de um pacote de 0,9 kg de carne moída no Walmart -antes vendido a US$ 8, o produto vale agora US$ 10. Como resultado, o homem de 55 anos está consumindo mais vegetais. O preço unitário médio da carne bovina in natura nos EUA avançou 5% em abril ante março, e cerca de 10% em relação ao mesmo mês do ano anterior, conforme dados da NielsenIQ. Os preços da carne suína e de frango estão cerca de 5,4% acima do patamar visto no ano passado.

REUTERS/GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha em queda de 0,77%, a R$ 5,2148

O dólar emendou a terceira queda na sexta-feira e fechou no menor patamar desde janeiro frente ao real, com os mercados ainda embalados pela fraqueza da moeda norte-americana no exterior

O dólar caiu 2,63%, mais do que anulando a alta de 2,44% das duas semanas anteriores. E o spread entre as taxas de juros futuros dos vértices janeiro 2027 e janeiro 2023 caiu quase 17 pontos-base na semana, maior recuo desde meados de março. Na véspera, a Fitch manteve a nota de crédito soberano do Brasil, afastando temores correntes de corte, enquanto dados fiscais vieram robustos. O Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse também na quinta-feira que números e expectativas fiscais melhores explicam parte do comportamento mais benigno do real. Andrade Junior avaliou ainda que, além desses fatores, o câmbio tem estado amparado pelo início da alta de juros pelo Banco Central em março, que foi “crucial” para quebrar o racional do comprador de dólar de que não tinha nada a perder com a tomada da moeda. A percepção é de que os “comprados” em dólar estão desfazendo parte de suas posições, disse o executivo, lembrando ainda maior disposição de exportadores para internalizar recursos. O câmbio doméstico deve continuar tendo alguma ajuda do exterior, onde o dólar deverá seguir fraco pelo entendimento de que dados de inflação nos EUA não serão suficientes para levar o banco central norte-americano a uma iminente redução de estímulos. A cotação encerrou no menor patamar desde 14 de janeiro (5,212 reais). Na semana, o dólar caiu 2,63%, aprofundando as perdas em maio para 3,99%. Com a desvalorização deste mês de maio, o dólar reduziu a 0,45% a alta acumulada em 2021.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta

O Ibovespa fechou em alta de 1% na sexta-feira, renovando máximas históricas, apoiado principalmente no salto de Petrobras após o JPMorgan elevar recomendação para ‘overweight’

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,04%, a 125.656,02 pontos, acumulando na semana acréscimo de 2,5%, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro na sexta-feira somava 27,5 bilhões de reais. Com a performance o Ibovespa superou os recordes anteriores de 125.323,53 pontos no intradia e de 125.076,63 pontos no fechamento, ambos registrados em 8 de janeiro deste ano. Também caminha para fechar maio no azul, com alta até o momento de 5,7%. Petrobras PN fechou o pregão com elevação de 4,05%, enquanto Petrobras ON subiu 5,66%, conforme dados antes do ajuste, após analistas do JPMorgan elevarem a recomendação dos papéis a ‘overweight’, chamando atenção em particular para a menor percepção de risco. Outras blue chips também endossaram o movimento do pregão nesta sexta-feira, como B3 e Itaú Unibanco PN.

REUTERS 

Geração de empregos na agropecuária de janeiro a abril é a melhor desde 2011

A produção de janeiro a abril de 2021 teve um saldo positivo de 70.721 postos de trabalho com carteira assinada, o melhor resultado para o setor desde 2011 segundo Comunicado Técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que analisou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia

Em abril, a produção agropecuária criou 11.145 novas vagas, superando março deste ano (3.535) e abril de 2020 (-4.999).  As regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste foram as que mais criaram vagas em abril, com destaque expressivo para o Sudeste: 9.751 novos postos. O Norte e o Sul, por outro lado, registraram perda líquida de 26 e 973 vagas, respectivamente.

São Paulo foi o estado que liderou a geração de novos postos de trabalho na produção de alimentos, com 5.043 vagas. Em seguida, aparecem Minas Gerais (3.542), Goiás (1.846) e Bahia (1.568). As atividades que mais contribuíram para o bom resultado de abril, com saldo positivo de empregos foram: Cultivo de Café (4.616), Cultivo de Cana-De-Açúcar (4.456), Criação de Bovinos para Corte (2.302), Atividades de Apoio à Agricultura não Especificadas Anteriormente (1.814) e Produção de Sementes Certificadas, Exceto de Forrageiras para Pasto (1.645).

CNA 

IGP-M acelera alta a 4,10% em maio, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a subir 4,10% em maio, depois de avanço de 1,51% em abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig opera em 3 dos 6 estados brasileiros livres de aftosa sem vacinação

A Marfrig possui operações em três dos seis estados brasileiros que acabam de ser reconhecidos internacionalmente como áreas livres de febre aftosa sem vacinação, em certificação concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na semana passada

As plantas da companhia localizadas no Rio Grande do Sul (São Gabriel, Bagé e Alegrete), em Rondônia (Chupinguaia e Ji-Parana) e em Mato Grosso (Pontes e Lacerda, Várzea Grande e Tangara da Serra) agora fazem parte da lista de localidades que não necessitam de vacina contra a doença. Com 11 unidades ativas no Brasil, a Marfrig possui uma capacidade diária de abate de mais de 12,1 mil bovinos no país. Segundo Eduardo Puzziello, Diretor de Relações com Investidores da Marfrig, o reconhecimento das zonas livres de febre aftosa sem vacinação no Brasil é um passo fundamental para ratificar a América do Sul como uma potência global na exportação de carne bovina. “Aproximadamente 70% da nossa produção na América do Sul é destinada ao mercado externo. Este reconhecimento impacta diretamente a percepção da qualidade de nossos produtos aos mercados mais exigentes, levando aos nossos clientes o mais alto padrão de qualidade, transparência e sustentabilidade”, disse Puzziello em nota divulgada na quinta-feira (27).

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne suína seguem em alta

De acordo com o estudo AgroConab, os preços da carne suína no mercado interno estão em queda nos últimos meses, típico do período atual em que a demanda interna diminui 

As exportações continuam bem aquecidas, com a forte demanda chinesa, que aumentou em 40% o volume neste primeiro quadrimestre de 2021, comparado ao mesmo período de 2020. Chile, Argentina e Filipinas também aumentaram expressivamente suas importações, indicando que as vendas para o mercado externo cheguem a 100 mil toneladas no mês. NO frango, mesmo com preços mais atrativos do que a carne bovina, a Conab observa que houve elevação no preço da carne de frango no mercado nacional, principalmente pelo alto nível da demanda e das exportações. A alta nos custos de produção refletiu nas cotações do frango vivo e congelado neste ano. “Quando comparamos o cenário atual com o mesmo período do ano passado, o aumento ao produtor em SP é de 90,83%, mas no atacado paulista, é de 29,73%, o que indica dificuldade de repasse dos aumentos de custo ao longo da cadeia”, explica Allan Silveira, Superintendente de Inteligência e Gestão da Oferta da Conab. “Com o aumento do consumo interno e das exportações, a expectativa é que os alojamentos mensais de pintainhas de corte cresçam em 2021, batendo recordes”.

CONAB

Paraná é declarado área livre da Peste Suína Clássica de forma isolada

Organização Mundial de Saúde Animal desmembra reconhecimento do Estado, que antes era atrelado a um único bloco com outras 14 unidades da federação

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) desmembrou o Paraná e concedeu ao Estado o status de território livre de Peste Suína Clássica (PSC). Antes, os paranaenses estavam num bloco único com 14 Estados brasileiros e o Distrito Federal, reconhecido em 2016. A novidade garante mais segurança a toda a cadeia produtiva de suínos em território paranaense. A separação do Paraná começou com uma instrução normativa assinada pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, no dia 6 de dezembro de 2019. Esse documento reconheceu o Estado como área livre peste suína clássica (PSC) de maneira isolada, fora do bloco com outros 14 Estados e o Distrito Federal. Rafael Gonçalves Dias, Gerente de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), explica que a PSC é uma doença erradicada no Paraná. Porém em alguns Estados do Nordeste a enfermidade é endêmica. Caso a doença passe a divisa para um dos Estados do bloco de 14, isso bloquearia as exportações, inclusive as paranaenses. O processo para chegar a esse reconhecimento individual foi parecido com o que culminou com o reconhecimento da aftosa. Segundo Dias, foi feito um relatório para OIE que detalha a estrutura sanitária do Paraná. Realizou-se uma avaliação, pelo grupo Ad hoc (grupo especial criado pela OIE para analisar os dados do Estado), e os documentos também foram apreciados pelos países-membros do órgão internacional.

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Paraná estima duplicar volume de exportação de carne suína

Vice-presidente do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados do Estado do Paraná e Diretor executivo da Frimesa, Elias Zidek confirmou que a indústria já está prospectando negócios no Japão, um dos tantos países que não compravam a carne paranaense em virtude da vacinação do gado 

“Vejo com muito entusiasmo essa movimentação. Vai ativar toda a cadeia produtiva. Estimo que até o fim do ano que vem possamos alcançar a marca de 200 mil toneladas de carne suína exportada – atualmente ela é de 110 mil toneladas”, afirmou o executivo.  Impressão compartilhada por todo o setor produtivo do Estado. “Se aumentarmos em 2% o mercado comprador, batemos na casa das 200 mil toneladas de carne suína exportada. Isso vai significar cerca de 1,2 milhão de porcos”, comentou José Roberto Ricken, Presidente-Executivo do Sistema Ocepar, que congrega as cooperativas do Estado. É justamente na carne suína que o colegiado espera alcançar maior êxito com a chancela internacional – o Paraná conquistou, também OIE, o status de zona livre de peste suína clássica independente. No ano passado, por exemplo, foram produzidas no Paraná 936 mil toneladas de carne suína, aumento de 11,1% comparativamente a 2019. Rendimento que garante a vice-liderança no setor, atrás apenas de Santa Catarina, responsável por 29% do total nacional – produziu 1,3 milhão de toneladas de um total de 4,5 milhões de toneladas.

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INTERNACIONAL

Argentinos mantêm suspensão de vendas de gado até quarta-feira, diz associação

Os pecuaristas argentinos continuarão a não vender gado até quarta-feira, como um protesto contra a decisão do governo de suspender as exportações, disse um porta-voz da associação de produtores de carne bovina do país, Coninagro, na sexta-feira

O país sul-americano, um grande produtor de grãos e carne, anunciou a suspensão de 30 dias nas exportações de carne bovina mais cedo neste mês em meio a uma alta inflação de alimentos que assustou o governo antes das principais eleições de meio de mandato no final do ano. Segundo informações divulgadas pelo Broadcast Agro, a Comissão de Enlace das Entidades Agropecuárias da Argentina (CEEA) citou em nota que em 2 de junho os pecuaristas vão abrir uma janela na paralisação das vendas para cumprir contratos assumidos anteriormente.

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