CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1497 DE 28 DE MAIO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1497| 28 de maio de 2021

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Novo status para aftosa desafia fiscalização

Aumento da área livre sem vacinação exigirá mais fiscais agropecuários e coordenação entre os Estados

Maior exportador de carne bovina do mundo, com embarques que superaram 2 milhões de toneladas e renderam US$ 8,4 bilhões em 2020, o Brasil ampliou sua área livre de febre aftosa sem vacinação, desejo de décadas do governo e do setor privado e uma exigência de alguns importadores. Ao mesmo tempo, a medida representa um desafio extra para a fiscalização da sanidade do rebanho, de forma a evitar qualquer intercorrência que force a pecuária brasileira a regredir. “Estamos começando uma nova era, mas precisamos que os serviços dos Estados sejam muito atuantes daqui pra frente. A responsabilidade do serviço veterinário oficial aumenta com essa mudança de status. A manutenção dessa conquista dependerá da continuidade de apoio e investimento na defesa agropecuária”, afirmou Tereza Cristina. O desafio passa necessariamente pela contratação de mais auditores fiscais federais agropecuários. Outra aposta é na aprovação da Lei do Autocontrole, que aguarda análise dos deputados, e amplia a responsabilidade sobre os entes privados da cadeia. O caminho ainda é longo para alcançar a meta de, em 2026, todo o território nacional ser considerado livre de febre aftosa sem vacinação. O governo não tem projeção do quanto as exportações de carnes, bovina e suína, poderão aumentar em volume e valores, mas disse que vai incrementar as negociações já em andamento com os relatórios da OIE e o novo certificado dessas áreas. No entanto, ressaltou que não é um processo automático. O setor privado vai definir as prioridades. O Presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Paulo Mustefaga, disse que Japão e Coreia do Sul, terceiro e quarto maiores importadores mundiais de carne bovina, atrás de China e EUA, são o foco, já que eles também buscam diversificar os fornecedores. “Do ponto de vista técnico e sanitário, já não havia justificativas aceitáveis para que eles não comprassem carne brasileira. O reconhecimento das zonas livres é um argumento ainda maior para sensibilizar esses países e ser atrativo a mais para comprar carnes do Brasil”, afirmou. Leia mais:

https://valor.globo.com/agronegocios/noticia/2021/05/28/novo-status-para-aftosa-desafia-fiscalizacao.ghtml

VALOR ECONÔMICO

NOTÍCIAS

Altas nos preços no mercado do boi gordo

Em, SP oferta mais curta de boiadas para abate resultou em alta para todas as categorias destinadas ao abate

Em São Paulo, a oferta mais curta de boiadas para abate, reflexo do final de safra, resultou em alta de R$2,00/@ para todas as categorias destinadas ao abate na última quinta-feira (27/5), na comparação diária. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, vaca e novilha gordos ficaram cotados em R$310,00/@, R$287,00/@ e R$301,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Para bovinos padrão exportação, a referência ficou em R$315,00/@, porém, com negócios ocorrendo acima desse preço. No Sudoeste de Mato Grosso, a dificuldade em preencher as programações de abate sucedeu em alta de R$1,00/@ para o boi, vaca e novilha gordos. Sendo assim, foram negociados em R$301,00/@, R$291,00/@ e R$296,00/@, nesta ordem, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA

Preços do boi gordo sobem acima da referência média

Segundo análise da Safras & Mercado, os preços do boi gordo devem registrar novos patamares recordes mais cedo que o esperado

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos na quinta-feira, 27. Mais uma vez, houve negócios efetivados acima da referência média, disse o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a oferta de animais de safra é apenas residual neste momento e não tem capacidade para sustentar a posição das escalas de abate. A oferta de animais confinados é discreta, consequência da redução do confinamento de primeiro giro em função do aumento dos custos pecuários. Com o potencial avanço da demanda de carne bovina durante o segundo semestre, “as condições estão explícitas para que o boi gordo renove suas máximas históricas, é possível que esse movimento ocorra de maneira ainda mais precoce do que o imaginado”, pontua. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 315 ante R$ 313 na quarta, na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300 a arroba, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 301, contra R$ 300. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 303, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 305 a arroba, estáveis. Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina caíram para os cortes menos nobres. Conforme Iglesias, esse movimento é natural em uma semana de fraco consumo. “Para a primeira quinzena de junho a dinâmica tende a mudar com maior espaço para reajustes com a entrada dos salários na economia, importante motivador da reposição entre atacado e varejo. Novas medidas de restrição são aguardadas em alguns estados, o que pode novamente impactar no consumo de setores relevantes, a exemplo de bares e restaurantes”, disse Iglesias. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,35 o quilo, estável. O corte dianteiro teve preço de R$ 16,90 o quilo, ante R$ 17 o quilo na quinta, assim como a ponta de agulha.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi/Cepea: Abates são os menores em 12 anos

Apesar do enfraquecimento dos preços ao longo de maio, a arroba bovina segue negociada acima de R$ 300,00 no estado de São Paulo

Segundo pesquisadores do Cepea, a manutenção desse patamar elevado se deve à demanda internacional aquecida e à menor oferta de animais para abate. Dados divulgados neste mês pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirmam esse cenário de disponibilidade reduzida de animais. No primeiro trimestre deste ano – quando, vale lembrar, a arroba paulista chegou a ser negociada na casa dos R$ 315 –, a quantidade de animais abatidos no País somou 6,64 milhões, 9,71% a menos que no trimestre anterior e 10,08% inferior à do primeiro trimestre de 2020. O volume abatido de janeiro a março de 2021 foi, também, o menor em 12 anos.

Cepea

Cresce a área livre de aftosa sem vacinação

OIE anunciou nesta quinta-feira a certificação de Paraná, Rio Grande do Sul, Acre e Rondônia e parte do Amazonas e de Mato Grosso

A partir da quinta-feira, 21% do rebanho bovino brasileiro, ou 44,5 milhões de cabeças de gado, estarão em zonas livres de febre aftosa sem vacinação, com o reconhecimento oficial que deverá será feito pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). A certificação será dada aos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre e Rondônia e de parte do Amazonas e de Mato Grosso. Eles se juntam a Santa Catarina, que tem o status desde 2007. A chancela da OIE abre oportunidades para a ampliar exportações, abrir novos mercados, agregar valor à produção e reduzir R$ 170 milhões de custos anuais aos criadores com a retirada da imunização dos bovinos. A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que a chancela da OIE confirma o elevado padrão sanitário da pecuária nacional e abre oportunidades para ampliar a presença das carnes bovina e suína no mercado externo. Segundo ela, o Brasil passa a ter 44 milhões de cabeças de gado em zonas livres de aftosa sem vacinação, o que corresponde a 20% do rebanho bovino, que deixa ser vacinado. Na suinocultura, quase 50% do plantel passa a ter o certificado e 58% dos frigoríficos de abate suíno sob responsabilidade do Serviço de Inspeção Federal (SIF) estão em regiões com o novo status sanitário. O Ministério da Agricultura afirmou que, com o reconhecimento da OIE, 60 milhões de doses da vacina contra a febre aftosa deixarão de ser utilizadas por ano. Isso deve gerar uma economia anual aos produtores rurais de cerca de R$ 90 milhões. Para a coordenadora de Produção Animal da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Lilian Figueiredo, a medida melhora a imagem do país no exterior e atesta a qualidade do rebanho e do serviço veterinário oficial. Para os pecuaristas, a expectativa é de redução das perdas na carcaça com os abcessos causados pelas vacinas em pontos nobres da carne, economia com a compra do imunizante (cerca de R$ 4 por cabeça) e ganhos com melhor manejo do gado. O reconhecimento pode abrir mercados e melhorar o preço pago pelas carnes bovina e suína brasileiras em até 30% em países como EUA, México, Canadá, Coreia do Sul e Japão. Leia mais:

https://valor.globo.com/agronegocios/noticia/2021/05/27/cresce-a-area-livre-de-aftosa-sem-vacinacao.ghtml

VALOR ECONÔMICO

Economia de R$ 90 milhões com vacinas

É o que estima o Ministério da Agricultura a partir da ampliação da área livre de aftosa no Brasil

Embora não tenha uma projeção do impacto imediato nas exportações do reconhecimento da OIE para as três novas zonas livres de febre aftosa sem vacinação, o Ministério da Agricultura diz que, só com as vacinas que não precisarão mais ser aplicadas, os pecuaristas vão economizar ao menos R$ 90 milhões por ano. A Pasta se baseia no exemplo de Santa Catarina, que conquistou o status em 2007, para traçar um panorama otimista aos Estados reconhecidos ontem. Em quase 14 anos, os catarinenses não registraram nenhum caso do vírus. E os números da balança comercial também animam. Em 2006, um ano antes da certificação internacional, Santa Catarina exportou 184 mil toneladas de carne suína e faturou US$ 310 milhões. Em 2020, o volume saltou para 523,4 mil toneladas, e a receita, para US$ 1,17 bilhão – aumentos de 184,4% e 277,4%, respectivamente. A cadeia do frango também foi beneficiada, mesmo sem relação direta com a aftosa, que afeta apenas animais de casco rachado, como bovinos e suínos. A carne de aves tornou-se o principal item de exportação de Santa Catarina, que faturou US$ 1,5 bilhão com os embarques do produto no ano passado. Com o reconhecimento da OIE, o Estado começou a exportar para China, Hong Kong, Estados Unidos e Coreia do Sul. “Não temos projeção de imediato, mas sabemos que essas regiões vão conseguir maior valorização. Santa Catarina virou uma potência, e muito se deve à conquista do status sanitário diferenciado. Teremos crescimento parecido nas novas regiões”, afirmou o Secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal. O Governador do Amazonas, Wilson Lima, disse que o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação vai ajudar a fortalecer a atividade pecuária amazonense e a diversificar uma economia muito dependente da Zona Franca de Manaus, além de agregar valor ao que é produzido nos 14 municípios certificados do sul do Estado. “Essa atividade enfrenta desconfiança internacional e de alguns segmentos ambientalistas. Temos o desafio de provar que é possível preservar e produzir, esse avanço de hoje é exemplo disso”, afirmou. Cerca de 70% do rebanho bovino do Amazonas, ou 1 milhão de cabeças de gado, está na área reconhecida pela OIE. A região faz divisa com Acre e Rondônia e os cinco municípios de Mato Grosso incluídos como zona livre.

VALOR ECONÔMICO

Com novas zonas livre de aftosa sem vacinação, Brasil quer exportar carne para Japão e Coreia

Países já possuem negociações em andamento para a importação do produto brasileiro e receberão documentação aprovada pela OIE

Após obter o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de três novas áreas livres de febre aftosa sem vacinação, o Brasil ampliará os esforços para a abertura do mercado de carne bovina do Japão e da Coreia, países com os quais o governo brasileiro já possui negociações em andamento. “Já existia uma negociação em andamento e agora a gente vai apresentar um relatório e toda documentação que foi encaminhada à OIE para o país fazer a análise o reconhecimento”, revelou o Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal. “Eu propus um bloco de Estados e as tratativas estão sendo discutidas para a gente poder atingir esse objetivo. Estamos avançando e espero que ano que vem a gente tenha já uma missão [japonesa] vindo aqui para ver esses estados, com exceção de Santa Catarina, que não necessita de visitas técnicas”, disse a Ministra na ocasião. No caso do Canadá, Leal explica que o Brasil já possui equivalência do sistema de inspeção, o que deve agilizar as negociações de abertura de mercado. “Estávamos aguardando essa notícia de hoje para dar sequência na negociação do certificado”, destacou o Secretário de Defesa Agropecuária. Terceiro maior importador mundial de carne bovina, atrás apenas de EUA e China, o Japão importou 261,5 mil toneladas do produto em 2020, a maior parte desse volume, 48,3% de cortes dianteiros desossados comprados de EUA e Austrália. No caso da Coreia do Sul, o país é o quarto maior importador mundial, com 98,6 mil toneladas importadas no ano passado, e também possui Austrália e EUA como seus principais fornecedores. “São três mercados que a gente já vinha trabalhando e que temos a expectativa de apresentar rapidamente os pleitos”, reconheceu Leal ao mencionar também o Canadá, com 161 mil toneladas importadas em 2019.

GLOBO RURAL 

Novas regras para fiscalização e inspeção de produtos de origem animal entram em vigor em SÃO PAULO em 120 dias

Nova legislação aprovada na Assembleia foi sancionada e publicada na quinta-feira

As novas regras de inspeção e fiscalização sanitária e industrial dos produtos de origem animal, aprovadas pelos parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, devem entrar em vigor em 120 dias por meio da Lei 17.373/21, sancionada e publicada na quinta-feira (27/5) pelo Executivo. O texto foi aprovado neste mês com alterações na redação original encaminhada pelo governo. De acordo com a nova lei, além das vistorias feitas pelo Serviço de Inspeção de São Paulo (Sisp), vinculado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento, o Estado poderá credenciar profissionais e empresas privadas para a atividade de inspeção. As ações de fiscalização, inspeção e reinspeção dos animais destinados ao abate e as carnes, pescado, leite, ovos, produtos de abelha e derivados, deverão respeitar os princípios da preservação do meio ambiente e da proteção à saúde pública, defesa sanitária e do bem-estar animal, e estar em conformidade com a Lei Federal 1.283/1950, que trata do tema e normas do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. Segundo a lei, entre as infrações descritas na norma, estão: condições inadequadas de higiene e sanitárias, descumprimento dos preceitos de bem-estar animal, o desrespeito à capacidade máxima de abate, industrialização e armazenamento, fraude de registros sujeitos à verificação pelo Sisp e fraudar documentos oficiais relativos às atividades de inspeção e fiscalização sanitária. As punições variam entre medidas cautelares, sanções administrativas e interdição e suspensão das atividades. As sanções administrativas podem resultar em multas de até R$ 145,4 mil com a possibilidade de ser dobrada, em caso de reincidência.

ALESP

ECONOMIA

Dólar fecha em queda de 1,08%, a R$ 5,2554

O dólar fechou no menor patamar em mais de duas semanas na quinta-feira, com o real com folga liderando os ganhos nos mercados globais de câmbio, em meio à fraqueza geral da moeda norte-americana, a fluxos de exportadores e à percepção de que a taxa de câmbio está mais atrativa

O dólar à vista recuou 1,08%, a 5,2554 reais, menor patamar desde 11 de maio (5,2241 reais). A dinâmica favorável ao câmbio nesta sessão é uma extensão do que se tem visto mais recentemente, quando se voltou a perceber entrada de recursos de exportadores no mercado físico, em meio ao rali nos preços das commodities. “O dólar está indo mal no globo, e o real está se beneficiando mais pela melhora dos termos de troca do Brasil em relação aos demais emergentes”, disse um profissional da área de câmbio de um banco estrangeiro. Mas o Banco Central iniciou um ciclo de normalização monetária em março que já trouxe os juros nominais de uma mínima recorde de 2% para 3,75% –no mercado, há expectativa de que a Selic seja elevada a 6,5% ainda neste ano, aumentando mais os diferenciais de juros favoráveis à taxa de câmbio doméstica. Além disso, analistas têm revisado para cima as projeções para o PIB. Nesta quinta, o Itaú Unibanco passou a ver crescimento econômico de 5,0% em 2021, ante estimativa anterior de 4,0%. “A volta gradual do IED e o retorno do caixa, ainda parcial, dos exportadores, diminui mais a pressão na moeda e melhora as expectativas. “Com isso, a bomba teórica foi momentaneamente desarmada”, comentou Sérgio Machado, gestor no Trópico SF2 Cash FIM. O foco na sexta-feira se volta para dados de inflação nos Estados Unidos, que podem mexer com expectativas do mercado sobre redução de estímulos no país.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, em sessão marcada por oscilações contidas, mais uma vez sem conseguir renovar máximas históricas, diante da falta de gatilhos de curto prazo para retomar o patamar dos 125 mil pontos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,29%, a 124.346,60 pontos, segundo dados preliminares, tendo batido 124.536,66 pontos no melhor momento do dia. O volume financeiro somava 27,6 bilhões de reais. As máximas históricas do Ibovespa foram registradas no começo do ano – de 125.076,63 pontos para o fechamento e de 125.323,53 pontos no intradia, ambos no dia 8 de janeiro.

REUTERS

Fitch reafirma rating do Brasil em “BB-” com perspectiva negativa e alerta para deterioração fiscal

A agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou na quinta-feira o rating do Brasil em “BB-“, com perspectiva negativa, destacando a deterioração das contas fiscais e o fardo da dívida diante da incerteza com a evolução da pandemia e o processo de vacinação

A perspectiva negativa, segundo a Fitch, reflete riscos para a consolidação fiscal e a recuperação econômica necessárias para a estabilização da dívida pública no médio prazo. “As pressões dos gastos públicos persistem e suporte fiscal adicional para lidar com as consequências da pandemia não pode ser descartado. As contínuas fragilidades fiscais, assim como o encurtamento da dívida, tornam o Brasil vulnerável a choques”, disse a Fitch em nota.

Por outro lado, a agência explicou que o rating “BB-” é sustentado, entre outros, pelas reservas internacionais robustas, alta renda per capita em relação a outros países e taxa de câmbio flexível. Entretanto, tudo isso é contrabalançado pelas altas necessidades de financiamento do Brasil e pelo endividamento do governo, rígida estrutura fiscal, fraco potencial econômico e cenário político difícil, que afeta o progresso das reformas fiscais e econômicas. A Fitch estima ainda que o Brasil crescerá 3,3% em 2021, com a expansão da atividade desacelerando a 2,5% em 2022. O forte carrego estatístico após contração em 2020 e fatores externos como os preços mais altos das commodities e a recuperação do crescimento global sustentam a expansão este ano. No entanto, o aperto de políticas macroeconômicas e incertezas relacionadas à eleição do próximo ano pesam sobre o investimento e o crescimento em 2022. Os riscos de baixa derivam da incerteza na evolução da pandemia e de potenciais atrasos no processo de vacinação. A Fitch, que calcula que o déficit do governo ficará em 7,4% do PIB este ano, chamou a atenção ainda para a inflação no Brasil, com expectativa que supere o centro da meta de 3,75% este ano em meio a preços mais altos de commodities e alimentos e ao real fraco. Entre os fatores que podem levar a um rebaixamento do Brasil, estão o enfraquecimento da estrutura fiscal, uma severa deterioração nas condições de empréstimo dos mercados doméstico e externo, e grave erosão do colchão de reservas internacionais. A nota soberana atribuída ao Brasil pela Fitch mantém o país no grupo de maior risco de crédito, o chamado status “junk”. Moody’s (“Ba2”, perspectiva estável) e S&P (“BB-“, perspectiva estável) também classificam o rating do Brasil abaixo do grau de investimento.

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Citi mantém expectativa de alta do dólar para R$ 5,58 com pressão em conta financeira

O Citi reiterou expectativa de que o dólar voltará a subir até o fim do ano para 5,58 reais, justificando a previsão pela leitura de que o Brasil seguirá com uma conta financeira do balanço de pagamentos pressionada, que mais do que compensará o superávit previsto para a conta corrente

Thais Ortega, Leonardo Porto e Paulo Lopes, que assinam relatório publicado na quinta-feira, explicaram que existe evidência empírica sugerindo haver feedback da conta financeira para a taxa de câmbio e da taxa de câmbio para a conta corrente. Por essa lógica, riscos domésticos e choques globais geram saídas de capital refletidas na conta financeira, o que normalmente leva a um real mais fraco. Essa taxa de câmbio mais depreciada, por outro lado, beneficia a conta corrente, uma vez que aumenta a competitividade do Brasil num ambiente de recuperação econômica global e valorização das commodities. “Portanto, vemos espaço para um real desvalorizado no final do ano mesmo com superávit em conta corrente”, disseram. Os profissionais lembram que durante o “boom” das matérias-primas anos atrás o real se valorizou junto com melhora da conta corrente, o que pode ter criado uma falsa interpretação de que performances positivas nas transações correntes necessariamente resultariam numa taxa de câmbio mais forte. Para este ano, a conta financeira seguirá patinando, segundo o Citi, o que explica a expectativa de real mais fraco. Os profissionais do banco citam que os empréstimos intercompanhia mal têm compensado a redução dos reinvestimentos pelas empresas e que o investimento direto no país (IDP) até vai se recuperar ante 2020 (subirá de 34,2 bilhões de dólares para 44,1 bilhões de dólares), mas seguirá distante da média de 80 bilhões de dólares entre 2010 e 2019.

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Brasil tem recordes de taxa de desemprego e pessoas sem trabalho no 1º tri

O primeiro trimestre de 2020 terminou com a maior taxa de desemprego e o maior contingente de pessoas sem trabalho na série histórica, em meio aos desafios impostos pela piora da pandemia de Covid-19 no Brasil

Os dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a taxa de desemprego chegou a 14,7% nos três meses até fevereiro, de 13,9% nos últimos três meses de 2020. “A conjuntura é de crise econômica e de restrições provocadas pela pandemia de Covid. Esse é o pior momento para o mercado de trabalho ao longo da pandemia”, afirmou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy. “Temos dois fatores que levam a esse ambiente acentuado: a crise econômica que compromete a absorção dos desocupados e a própria sazonalidade.” Em meio à complicada situação sanitária e ao cancelamento do Carnaval e de outros eventos, o primeiro trimestre terminou com 14,805 milhões de desempregados, renovando o maior contingente da série histórica da Pnad Contínua iniciada em 2012. O número representou um aumento de 6,3% sobre outubro a dezembro e de 15,2% sobre o mesmo período de 2020. “O primeiro trimestre é sempre de avanço da desocupação. Aumentar a desocupação no começo do ano não é algo específico, mas um comportamento esperado”, explicou Beringuy. “Mas tivemos recordes de taxa e desocupação, e a sazonalidade pode estar trazendo o acúmulo do saldo negativo de 2020. À medida que o tempo passa, as pessoas precisam buscar trabalho e isso pressiona a taxa”, completou. Já a ocupação caiu entre janeiro e março. O total de pessoas ocupadas no primeiro trimestre registrou perda de 0,6% sobre outubro a dezembro, somando 85,650 milhões de trabalhadores, o que marca ainda uma queda de 7,1% sobre o mesmo período do ano passado. O nível de ocupação caiu 0,5 ponto percentual no período, a 48,4%, permanecendo abaixo da marca de 50% desde o trimestre encerrado em maio do ano passado, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país. A pesquisa destacou ainda outro recorde, com um total de 5,970 milhões de pessoas desalentadas, aquelas que desistiram de procurar trabalho devido às condições estruturais do mercado.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva espera melhora no cenário doméstico a partir do 3º/4º tri

A Minerva Foods espera melhora na demanda doméstica por carne bovina no Brasil e nos mercados domésticos em que atual a partir do terceiro e quarto trimestre deste ano, e vê espaço para continuar elevando os preços de carne bovina em dólar para exportações, segundo o Diretor Financeiro da empresa, Edison Ticle

No mercado externo, a forte demanda por carne bovina, principalmente da Ásia, possibilita novas altas nos preços, melhorando a rentabilidade das exportações até o fim do ano, disse Ticle. “Quando falamos de mercado interno, a situação é um pouco diferente. A gente vê uma fraqueza muito grande no mercado interno, especialmente aqui no Brasil, isto obviamente tem a ver com desemprego e com renda”, disse Ticle. “Mas a gente também tem um cenário de que isso começa a se recuperar principalmente a partir do terceiro e quarto trimestre. Então, podemos chegar ao quarto trimestre com exportações num patamar bastante interessante de volume e de rentabilidade e o mercado interno, especialmente no Brasil, se recuperando.” Considerando esse cenário, a Minerva espera manter o crescimento da receita bruta no nível registrado no primeiro trimestre e margens similares às do ano passado, segundo o executivo. “E se repetirmos isso, a companhia vai gerar mais caixa do que gerou no ano passado. Com isso, a gente acaba com uma alavancagem igual ou talvez menor do que a gente acabou no ano passado”, disse Ticle. A Minerva teve uma alta de 37,7% na receita bruta do primeiro trimestre deste ano, a R$ 6,1 bilhões. A alavancagem da companhia medida por dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) encerrou o ano passado em 2,4x.

CARNETEC

Marfrig realiza campanha de vacinação contra gripe para 18 mil funcionários

A Marfrig realiza campanha de vacinação da gripe (H1N1) para todos os funcionários durante o mês de maio, informou a companhia na quinta-feira (27). A ação é da Diretoria de Saúde Ocupacional, criada em janeiro deste ano, para reforçar os serviços de atendimento em suas 14 unidades e reforçar os cuidados com os colaboradores

A previsão da empresa é que até o fim do mês, 100% dos funcionários já tenham recebido a vacina contra a gripe. De acordo com o gestor da Diretoria de Saúde Ocupacional, dr. Altemir Ferro Corrêa, é preciso desmistificar que a vacina causa gripe, sendo um importante fator de proteção contra complicações de doenças mais graves, inclusive a covid-19. “A vacina traz apenas benefícios ao nos proteger de formas graves da gripe e que podem desencadear outras doenças, como a pneumonia. Neste momento de pandemia, o que mais queremos é estar protegidos – sendo assim, é preciso encarar a vacinação com seriedade”, disse em nota Corrêa, que é ainda especialista em Medicina do Trabalho pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt/AMB). A equipe da Diretoria de Saúde Ocupacional da Marfrig conta com 43 profissionais no Brasil, composta por 25 médicos, quatro enfermeiros e 14 ergonomistas, voltados para o bem-estar físico e mental dos colaboradores.

CARNETEC 

FRANGOS & SUÍNOS

ABPA vê forte alta na exportação de carne suína de PR e RS com novo status sanitário

As exportações de carne suína do Paraná e do Rio Grande do Sul têm potencial para avançar 10% neste ano e até 35% em 2022 após o reconhecimento internacional dos Estados como áreas livres de febre aftosa sem vacinação, estimou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na quinta-feira

“Isto, com a possibilidade de embarques de carne suína com osso e miúdos para o mercado chinês –atual principal importador dos produtos brasileiros”, disse em nota o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. Juntos, Paraná e Rio Grande do Sul poderão ter receita cambial superior a 1,2 bilhão de dólares em 2022, ante 820 milhões registrados em 2020, conforme dados da associação. “Estes Estados terão possibilidade de acesso aos mercados mais exigentes do mundo, como é o caso do Japão, EUA, Coreia do Sul, Chile e Filipinas”, acrescentou no comunicado o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua. Japão e Coreia do Sul estão entre os mercados que o Brasil deverá focar para ampliar suas vendas de carnes, após o reconhecimento do novo status sanitário, disseram autoridades, após o anúncio. No caso do Rio Grande do Sul, a entidade estima que há potencial para alcançar até 293 mil toneladas em exportações neste ano, gerando receita de aproximadamente 715 milhões de dólares –86 milhões de dólares a mais que em 2020. Para 2022, as vendas gaúchas poderão chegar a 350 mil toneladas, com uma receita cambial estimada em 850 milhões de dólares. Como referência, em 2020 os embarques totais do Estado alcançaram 261 mil toneladas com uma receita de 629 milhões de dólares.  No caso do Paraná, existe potencial para exportação de 145 mil toneladas em 2021, um acréscimo de mais de 5% em relação ao ano de 2020, com receitas estimadas na ordem de 332 milhões de dólares. Para o ano que vem, as projeções da ABPA indicam que poderão ser exportadas 165 mil toneladas pelas companhias paranaenses, com uma receita cambial de 377 milhões de dólares.

REUTERS 

Carne suína também se beneficia do novo status sanitário

A estratégia do governo brasileiro será de apresentar aos países que já importam a carne suína de Santa Catarina, onde status de livre de febre aftosa sem vacinação vigora desde 2007 

Além de maior produtor nacional, o Estado concentra mais de 50% das exportações brasileiras de carne suína, com 523,4 mil toneladas embarcadas em 2020, e é o único a conseguir atender Japão, Coreia do Sul e EUA. Juntos, os três países responderam por cerca de 5% das exportações catarinenses no último ano. Com o reconhecimento das três novas zonas livres de aftosa sem vacinação, o governo brasileiro estima que 58% dos frigoríficos de abate de suínos do país estarão em conformidade com essa exigência sanitária. No caso do Paraná, o Estado recebeu também o reconhecimento de zona livre da febre suína clássica independente, garantindo o status sanitário local mesmo caso haja surtos em outras regiões do país. Desde 2015 a OIE utiliza o sistema de certificação regional para a doença, tal como ocorre com a própria febre aftosa. Atualmente, 16 Estados brasileiros e parte do Amazonas possuem status de livre da febre suína clássica e formam, todos, um único bloco.

GLOBO RURAL 

BC vê melhora para atividade pecuária no segundo semestre

Rodada atual do auxílio emergencial e crescimento mais acentuado da economia devem favorecer mercado interno, avalia o Banco Central

A rodada atual do auxílio emergencial e o crescimento mais acentuado da economia no segundo semestre podem favorecer a atividade pecuária no mercado doméstico, afirmou na quinta-feira o Banco Central (BC) em seu Boletim Regional. “No âmbito externo, o patamar da taxa de câmbio contribui para a rentabilidade das exportações, incentivando a expansão da oferta, ao menos para produtores com acesso a tais mercados” , disse a autoridade monetária. Já o cenário de curto prazo traçado pelo BC “não contempla redução significativa” dos preços finais, “em particular pela continuidade da alta dos preços de milho e soja, insumos para ração animal, especialmente nos segmentos de suínos e frangos”.

VALOR ECONÔMICO 

Suínos/Cepea: Relação de troca de suíno vivo por milho é a pior da história

Os elevados preços do milho, um dos principais insumos da atividade suinícola, têm resultado em um cenário bastante desafiador ao pecuarista nacional. Dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que a relação de troca de suíno vivo por milho observada nesta semana é a mais desfavorável ao pecuarista, considerando-se toda a série histórica, iniciada em 2004 no caso do animal vivo

Na quarta-feira, 26, o suinocultor paulista conseguia comprar 3,28 quilos do cereal com a venda de um quilo de suíno – foram considerados o suíno vivo comercializado na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) e o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho em Campinas (SP). Trata-se da terceira menor quantidade da série histórica do Cepea, atrás somente das verificadas nos dois dias anteriores. Na segunda-feira, 24, foi possível comprar apenas 3,21 quilos com a venda de um quilo de suíno vivo. Segundo pesquisadores do Cepea, após iniciarem o mês de maio registrando leves avanços, os preços do suíno caíram com força nas semanas seguintes, influenciados pelas lentas vendas internas e externas de carne. A dificuldade de escoar a produção de carne no mercado interno e a retração pontual das vendas externas, por sua vez, fizeram com que agentes do setor reajustassem negativamente os preços dos cortes e das carcaças, no intuito de elevar a liquidez. Assim, a demanda por suínos para abate tem sido bastante limitada, pressionando os valores do animal. Quanto ao milho, a Equipe Grãos/Cepea indica que as cotações estiveram firmes ao longo do mês, sustentadas especialmente por preocupação quanto ao clima. Nos últimos dias, no entanto, compradores passaram a se retrair no mercado, o que tem resultado em ligeiras quedas nos valores – mas de forma menos intensa que as observadas ao suíno vivo.

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Suínos/Cepea: Valores do vivo caem com força neste mês

A dificuldade de escoar a produção de carne no mercado interno e a retração pontual das vendas externas estão resultando em fortes quedas nos preços internos do suíno vivo, da proteína e dos cortes. Segundo pesquisadores do Cepea, agentes do setor têm reajustado negativamente os preços dos cortes e das carcaças, no intuito de elevar a liquidez. No caso do suíno vivo, a demanda por novos lotes de animais para abate está bastante limitada, pressionando os valores. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno se desvalorizou 36,6% no acumulado de maio, cotado a R$ 5,37/kg no dia 25.

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