CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1500 DE 02 DE JUNHO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1500| 02 de junho de 2021

 

NOTÍCIAS

Altas nos preços no mercado do boi gordo

Em São Paulo, a oferta enxuta de boiadas, reflexo da entressafra, somado à semana mais curta com o feriado nacional de Corpus Christi na quinta-feira (3/6), levou as indústrias frigoríficas a ofertarem R$2,00/@ a mais para o boi e vaca gordos na última terça-feira (1/6), em relação ao dia anterior

Com isso, o boi e vaca gordos foram negociados, respectivamente, em R$312,00/@ e R$289,00/@, preços brutos e a prazo. O preço da novilha está estável, cotada em R$301,00/@, nas mesmas condições, segundo levantamento da Scot Consultoria. O ágio do boi gordo destinado ao mercado externo pode chegar a R$5,00/@. No Noroeste do Paraná, o cenário foi o mesmo, com os compradores ofertando mais para o boi, vaca e novilha gordos, com alta de R$3,00/@, R$2,00/@ e R$1,00/@, respectivamente. Em Minas Gerais, na região do Triângulo Mineiro, a oferta de gado também está curta, refletindo em alta nos preços das três categorias. Os preços do boi e da vaca gordos subiram R$2,00/@, enquanto o da novilha teve alta de R$1,00/@.

SCOT CONSULTORIA

Boi: indicador do Cepea recua novamente após forte sequência positiva

O indicador do boi gordo do Ceoea teve novamente um dia de baixa dos preços após forte sequência positiva 

A cotação variou -1% em relação ao dia anterior e passou de R$ 316,15 para R$ 313,00 por arroba. Apesar disso, no acumulado do ano, o indicador valorizou 17,16%. Em 12 meses, os preços alcançaram 53,43% de alta. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o mês de maio teve um total de 126,76 mil toneladas exportadas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. Apesar da aceleração do ritmo dos embarques na última semana do mês, o resultado por dia útil ficou 22,1% abaixo do registrado em maio de 2020.

CANAL RURAL

Boi gordo: oferta restrita vai manter preço da arroba em alta, diz Safras

Segundo o analista da consultoria, a oferta restrita de animais dá sustentação para a continuidade no movimento de alta nos valores

O mercado físico de boi gordo segue com preços firmes. “O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta, considerando o quadro anêmico de oferta que volta a vigorar em grande parte dos estados relevantes em termos de comercialização”, diz o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, os frigoríficos encontram maior dificuldade na composição de suas escalas de abate, posicionadas entre três e cindo dias úteis em média. “O primeiro giro de confinamento é menor em 2021, em função da estrutura de custos durante o primeiro semestre, os preços da reposição e de insumos adotados no arraçoamento animal estiveram em seu topo histórico afetando a  decisão do confinador invernista. Por sua vez, o confinamento de segundo giro tende a aumentar em função de uma estrutura de custos menos pesada, principalmente no que diz respeito à nutrição animal. Além disso, a curva futura na B3 aumenta a atratividade”, assinala. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 317, na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300 a arroba. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 302. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 304. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 305 a arroba. Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços durante a primeira quinzena do mês, considerando a entrada dos salários como motivador da reposição entre atacado e varejo. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,35 o quilo, estável. O corte dianteiro teve preço de R$ 16,90 o quilo, assim como a ponta de agulha.

AGÊNCIA SAFRAS

Volume exportado de carne bovina in natura registra queda de 18,21% em maio

Embarques foram impactados pelos preços elevados da carne bovina brasileira

As exportações de carne bovina in natura fecharam o mês de maio/21 com 126,7 mil toneladas embarcadas, queda de 18,21% frente ao total exportado no mesmo período do ano passado, com 154,9 mil toneladas. O volume exportado em maio teve um avanço de 1,04% frente ao total embarcado em abril deste ano, com 125,4 mil toneladas. A Secretaria de Comércio Exterior (Camex) informou que a média diária embarcada ficou em 6,03 mil toneladas, queda de 22,61%, frente a média diária do mês de maio do ano passado, que estava em 7,7 mil toneladas. Segundo o analista da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, “o preço com certeza está impactando, temos um valor de tonelada bem maior do que foi no mesmo período do ano passado. A queda do dólar reduz essa competitividade e por isso, temos que aumentar o preço”, informou. A cotação da arroba brasileira no mercado externo está em US$ 58,00/@ e o produto americano está por volta de US$ 63,00/@. Além disso, com a habilitação da China de novas plantas nos Estados Unidos, as vendas norte-americanas triplicaram nas últimas três semanas. Os preços médios em maio ficaram em US$ 4.933 por tonelada, alta de 12,25% em relação a maio de 2020, com valor médio de US$ 4.395,2 mil por tonelada. A média diária ficou em US$ 29,780 milhões, queda de 12,56%.

Agrifatto 

Falta de contêiner para exportação pode destinar carne para o mercado interno

Exportação lenta pode limitar retomada rápida das altas na cotação da arroba do boi

Indústrias frigoríficas estão relatando problemas com a falta de contêiner refrigerado e isso deve impactar no escoamento da produção destinada ao mercado externo segundo o analista da AgroAgility, Gustavo Figueiredo. “Nesta última semana, três frigoríficos informaram problemas com a logística e que está gerando um estoque de carne bovina. Com as câmaras frias cheias, as indústrias vão ter que desovar uma parte no mercado interno e isso deve limitar as valorizações para os preços da carne”, disse. É importante destacar que a falta de contêiner não foi responsável pela redução do volume exportado durante o mês de maio deste ano. “Eu acredito que queda na exportação de carne bovina foi por uma questão de ajuste de contrato”. Os preços da arroba devem registrar novas altas diante da oferta de animais ajustada. “O mercado passou por um período de alta constante desde dezembro até meados de abril, porém com a entrada de animais de safra os preços recuaram. Agora, estamos vendo o mercado retomar o cenário altista”, afirmou.  A expectativa da AgroAgility é a de novas altas consistentes nas próximas semanas. “No início do mês de maio tivemos o indicador apontando preços de 306,00/@ e no final encerramos o mês com R$ 313,92/@, isso já demonstra o cenário altista para o mercado”, informou.  O analista ressaltou que com as quedas nos preços da reposição e a valorização dos preços da arroba na Bolsa Brasileira (B3) o confinamento gerou uma margem considerável para confinar os animais em boitel. “Os valores negociados no mercado futuro estão refletindo essa expectativa de oferta restrita e com a Argentina paralisando as exportações de carne bovina,”, comentou.

AgroAgility

Brasil tem o maior rebanho bovino do mundo

Em 2020, o rebanho bovino brasileiro foi o maior do mundo, representando 14,3% do rebanho mundial, com 217 milhões de cabeças, seguido pela Índia com 190 milhões de cabeças 

Apesar de o país ser o maior produtor de bovinos do mundo, ao adicionarmos a produção de aves e de suínos, o país passa a ocupar a terceira posição mundial no mercado internacional, com uma produção que corresponde a 9,2%, em 2020, ou 29 milhões de toneladas, atrás da China e dos Estados Unidos. Mas em quantidade de carnes exportadas (bovina, suína e aves), em 2020, o Brasil passou a ocupar o segundo lugar, com 7,4 milhões de toneladas ou 13,4% do total mundial. Entre 2000 e 2020, as exportações de carnes brasileiras renderam US$ 265 bilhões. Porém, ao se fazer o recorte sobre a carne bovina, o país, em 2020, foi o maior exportador de carnes do mundo, com 2,2 milhões de toneladas e 14,4% do mercado internacional. Em seguida, aparecem a Austrália, Estados Unidos e Índia.

EMBRAPA 

ECONOMIA

Dólar fecha em queda de 1,52%, a R$5,14

O dólar fechou na terça-feira no menor patamar desde dezembro passado, abaixo de 5,15 reais, na maior queda em cerca de um mês, o que evaporou os ganhos da moeda norte-americana em 2021

Desde os picos de março de quase 5,90 reais, o dólar já caiu 12,2% com base em contratos futuros da B3. O câmbio vem beneficiado por um processo de desmonte de posições bastante negativas na moeda brasileira. Há tempos que analistas de mercado argumentam que o destino do real está mais atrelado à evolução das perspectivas de crescimento da economia brasileira –por teoricamente aumentar o fluxo de investimentos e circulação de dólares no país–, além de uma normalização da taxa de juros. O ajuste na política monetária já começou e deve se estender, segundo projeções mais recentes do mercado. E agora a economia parece dar sinais mais firmes de ganho de tração, com expectativa de ainda mais fôlego no segundo semestre conforme a vacinação mais ampla deverá permitir uma reabertura mais rápida e ampla da atividade. A força da balança comercial também deve continuar a impulsionar o câmbio. Dados mostraram mais cedo que o superávit comercial do Brasil em maio foi de 9,291 bilhões de dólares, acima do esperado por economistas e um recorde para o mês. O efeito da retomada da economia pode ser ainda mais visível no câmbio, caso o Banco Central siga com altas de juros, o que ampliaria o diferencial de taxas a favor do real e consolidaria o retorno da moeda à lista de opções de investimento para “carry trade”. No fim da sessão no mercado à vista, o dólar caiu 1,52%, a 5,1461 reais na venda. É o menor patamar desde 21 de dezembro (5,1232 reais) e a maior queda percentual diária desde o último dia 6 de maio (-1,61%). Em 2021, o dólar agora acumula queda de 0,87%. Em 9 de março, a alta chegou a ser de 11,58%.

REUTERS

Ibovespa fecha com novas máximas após PIB acima do esperado

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, entrando em junho com novas máximas históricas, após dados do PIB brasileiro no primeiro trimestre endossarem apostas mais positivas na retomada da atividade econômica do país

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,65%, a 128.293,27 pontos, de acordo com dados preliminares, renovando recorde de fechamento. No melhor momento, chegou a 128.363,49 pontos. O volume financeiro no pregão somava 40,2 bilhões de reais.

REUTERS

Ipea aponta recuo de 4,7% nos investimentos em março

Indicador apresentou alta de 4,6% no primeiro trimestre deste ano

O Indicador Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na terça-feira (1), registrou recuo de 4,7% em março, frente a fevereiro deste ano. Na análise trimestral, o crescimento foi de 4,6% – resultado já ajustado pelo resultado das Contas Nacionais Trimestrais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com os mesmos períodos de 2020, houve alta de 27% em março e de 17% no primeiro trimestre. O Indicador de FBCF mede os investimentos no aumento da capacidade produtiva da economia e na reposição da depreciação do estoque de capital fixo. No acumulado de 12 meses encerrados em março, a expansão foi de 2%. A FBCF é composta por máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos. O consumo aparente de máquinas e equipamentos teve queda de 11% em março, encerrando o trimestre com alta de 25,6%. A produção de máquinas e equipamentos destinados ao mercado interno apresentou queda de 5,1% em março, encerrando o primeiro trimestre com recuo de 4%. A importação desses itens caiu 12,8% em março, mas teve alta de 82,7% no primeiro trimestre, devido à realização de importações de plataformas de petróleo, que ainda estão em parte associados às mudanças no regime aduaneiro Repetro. O indicador de construção civil avançou 0,1% em março, após duas quedas consecutivas. Ainda assim, o segmento teve recuo de 3,1% no primeiro trimestre do ano. O bom desempenho foi generalizado na comparação com março de 2020: alta de 58,1% para o componente “máquinas e equipamentos”, avanço de 5% para o componente “outros ativos fixos” e crescimento de 6,8% na construção civil.

IPEA

Agropecuária puxa expansão da economia brasileira no primeiro trimestre, aponta IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,2% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado, e fui puxado pela agropecuária. Esse é o terceiro resultado positivo, depois dos recuos no primeiro (-2,2%) e no segundo (-9,2%) trimestres de 2020, quando a economia encolheu 4,1%, afetada pela pandemia

Em valores correntes, o PIB, que é soma dos bens e serviços produzidos no Brasil, chegou a R$ 2,048 trilhões. A expansão da economia brasileira veio fortemente atrelada aos resultados positivos na agropecuária (5,7%), além da indústria (0,7%) e do setor de serviços (0,4%). “Mesmo com a segunda onda da pandemia de Covid-19, o PIB cresceu no primeiro trimestre, já que, diferente do ano passado, não houve tantas restrições que impediram o funcionamento das atividades econômicas no país”, avalia a Coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Na agropecuária, a alta foi puxada pela melhora na produtividade e no desempenho de alguns produtos, sobretudo, a soja, que tem maior peso na lavoura brasileira e previsão de safra recorde este ano. Agropecuária e indústria crescem, mas serviços caem na comparação anual. Na comparação anual, o PIB cresceu 1,0% no primeiro trimestre deste ano, com alta de 5,2% na agropecuária e de 3,0% na indústria. Já os serviços recuaram 0,8%. “As atividades de outros serviços, que são majoritariamente presenciais, e administração pública puxaram o resultado dos serviços para baixo. Esse é um setor que ainda sofre os efeitos da pandemia”, disse Rebeca Palis. Pela ótica da despesa, destaque para os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) com crescimento de 17,0%, maior taxa desde o segundo trimestre de 2010. Já o consumo das famílias recuou 1,7% explicado pelo aumento da inflação e reflexos da pandemia que afetaram negativamente o mercado de trabalho, reduzindo o número de ocupações e a massa salarial real. Também recuou o consumo do governo (-4,9%). No que se refere ao setor externo, as exportações tiveram alta de 0,8%, enquanto as importações avançaram 7,7% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

REUTERS 

Balança comercial brasileira tem superávit

A balança comercial brasileira registrou superávit de 9,291 bilhões de dólares em maio, informou o Ministério da Economia na terça-feira

O superávit veio um pouco acima do estimado em pesquisa da Reuters com economistas, que apontava para saldo positivo de 9,177 bilhões de dólares para o período. No mês passado, as exportações somaram 26,948 bilhões de dólares, enquanto as importações foram de 17,657 bilhões de dólares. No acumulado do ano, a balança comercial registra superávit de 27,529 bilhões de dólares, ante 15,793 bilhões de dólares em igual período em 2020. Em maio do ano passado, a balança registrou superávit comercial de 6,838 bilhões de dólares.

REUTERS 

EMPRESAS 

Marfrig busca aprovação do Cade para compra de fatia na BRF

A produtora de carne bovina Marfrig solicitou formalmente ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a aprovação da compra de quase um quarto das ações circulantes da BRF pela companhia

Um porta-voz da Marfrig disse à Reuters na terça-feira que o pedido, que deve ser analisado em um procedimento “fast-track”, foi realizado em 28 de maio e poderá ser processado em até 30 dias. A decisão da Marfrig de buscar a análise do órgão antitruste à aquisição de uma fatia de 24% da BRF, maior processadora de carne de frango do Brasil e proprietária de marcas como a Sadia, ressalta a sensibilidade do investimento, apesar de a Marfrig insistir que não pretende influenciar a gestão da BRF. A companhia de carne bovina afirmou em 21 de maio que a operação, que ocorre quase dois anos após o fracasso de negociações para uma fusão das duas empresas, tem caráter passivo e visa diversificar seus investimentos. A Marfrig, que gastou cerca de 800 milhões de dólares para construir a posição na BRF ao longo de alguns dias, disse que não possui planos imediatos de buscar representação no conselho da companhia. Em e-mail enviado à Reuters, o Cade afirmou que até o momento não houve qualquer menção no Diário Oficial da União ao pedido feito pela Marfrig ao órgão.

REUTERS 

JBS terá de pagar multa por descumprir normas em unidade Ana Rech

A JBS terá de pagar uma multa de R$ 1 milhão por danos morais coletivos relativos ao descumprimento de normas de prevenção à covid-19 em Ana Rech, em Caxias do Sul (RS), informou o Ministério Público do Trabalho (MPT) no Rio Grande do Sul na terça-feira (01)

A sentença judicial proferida pelo juiz do Trabalho Marcelo Silva Porto, da 6ª Vara do Trabalho de Caxias do Sul, também obriga a empresa a implementar medidas para evitar o contágio dos trabalhadores pelo coronavírus. A condenação é uma resposta a uma ação civil pública movida pelo MPT-RS contra a JBS. A unidade da JBS em Ana Rech terá de cumprir 42 determinações para tornar o ambiente de trabalho seguro para os empregados. Entre essas determinações, estão adequar o seu departamento de engenharia e medicina do trabalho para elaborar um cadastro preciso e atualizado de informações sobre a saúde dos empregados, criar protocolos de busca ativa por trabalhadores infectados, adotar um sistema de escalas de trabalho para reduzir o número de trabalhadores por turno, adotar distanciamento mínimo de dois metros entre cada trabalhador ou instalar divisórias. A multa de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, aplicada pelo descumprimento das normas de segurança, será destinada pelo MPT-RS a projetos sociais na região, segundo a procuradoria. A ação civil pública foi movida após o MPT receber denúncias em 2020 sobre o descumprimento da JBS em obedecer a certas normas de combate à covid-19 exigidas pelo MPT. A unidade em Ana Rech registrou um surto de coronavírus no ano passado que levou a paralisação das atividades da planta em junho de 2020.

CARNETEC 

MEIO AMBIENTE 

JBS escolhe projetos para aportes na Amazônia

Fundo JBS escolhe seis projetos na Amazônia para estimular a conservação e a geração de renda 

O Fundo JBS pela Amazônia, com aportes iniciais de R$ 250 milhões em cinco anos, escolheu seis projetos para iniciar a promoção de ações de conservação e geração de renda na floresta. As iniciativas contemplam desde sistemas agroflorestais a startups de bioeconomia e receberão investimentos de R$ 50 milhões. “Temos o compromisso de dobrar a R$ 500 milhões quando vierem investimentos externos. Queremos chegar a um fundo de RS$ 1 bilhão”, diz Joanita Maestri Karoleski, Presidente do Fundo e ex-CEO da Seara. A intenção é ter aportes de terceiros para que o fundo cresça. A JBS colocará R$ 1,00 a cada R$ 1,00 doado. “Não estamos com o Fundo apenas fazendo o que é a coisa certa a se fazer, mas porque realmente, sem foco na sustentabilidade, não conseguimos fazer com que os negócios sejam perenes”, segue ela. “Não estou falando apenas da JBS, mas nos negócios em geral.” “Três dos projetos estão focados nas cadeias e três olham oportunidades de desenvolver negócios”, resume. São projetos de dois a cinco anos. “Temos que olhar no longo prazo, para que se sustentem ao longo do tempo”, diz ela. O RestaurAmazônia, desenvolvido pela ONG Soldaridad, implantará em 1.500 pequenas propriedades sistemas agroflorestais com pecuária. Outro, no Amapá, irá fortalecer a cadeia do açaí e aumentar a renda de 240 famílias. Está prevista a construção de fábrica para produção de polpa e sorbet. A melhor maneira de manter a Amazônia em pé é desenvolvendo a bioeconomia na região”, diz ela. Pelos dados do Fundo, a produção de açaí foi de 1,33 milhões de toneladas em 2017, um crescimento de 32% de 2010 a 2017. No caso do cacau foram 123 mil toneladas em 2017, 52% de crescimento no período. Um dos projetos contempla a pesca sustentável no Amazonas e será desenvolvido por associações de produtores rurais e pesqueiras e irá beneficiar 450 famílias de 55 comunidades ribeirinhas. Outro projeto irá estimular a primeira aceleradora amazônica de negócios com foco no impacto socioambiental, a Amaz, que apoiará 30 startups para alavancar negócios da floresta. O Conexsus irá ajudar a liberar crédito para pequenos produtores de castanha, açaí, pescado, madeira e resinas. A Embrapa também foi escolhida pelo seu perfil científico e a proposta de desenvolver tecnologias para aumentar o valor dos produtos da floresta. Também estão previstos programas para reduzir as emissões no campo com técnicas de integração entre a lavoura, a pecuária e a floresta.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína fecha maio com alta de 10%

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, divulgadas na terça-feira, as exportações de carne suína in natura durante o mês de maio foi 10% maior em faturamento que maio/20 e abril/21

Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “foi um desempenho muito bom, exportações muito aquecidas, o que gera inclusive a expectativa de uma continuidade desse bom ritmo para todo o ano”, disse. A receita obtida no mês, US$ 238,1 milhões ultrapassou em 10,6% o montante obtido em todo maio de 2020, que foi de US$ 215,1 milhões. No volume embarcado, 91.386 toneladas, é 0,7% superior ao total exportado em maio do ano passado, com 90.721 toneladas. Em relação a abril, o faturamento em maio foi 9,5% superior, com US$ 217,4 milhões. No volume embarcado, alta de 4,6% em maio em relação as 87.314 toneladas movimentadas em abril deste ano. Na média diária de US$ 11.340 o valor da receita foi 5,4% maior do que em maio de 2020. No comparativo com a semana anterior, queda de 10,77%. Em toneladas por média diária, 4.351 toneladas, recuo de 4,06% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se diminuição em 10,03%.  No preço pago por tonelada, US$ 2.605, ele é 9,87% superior ao praticado em maio passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa leve queda de 0,8%.

AGÊNCIA SAFRAS

Exportação de carne de frango surpreende e supera resultados de maio/20

Efeito Arábia Saudita ainda não foi sentido

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, divulgadas na terça-feira (1), a exportação de carne de frango durante o mês de maio foi superior ao registrado em maio do ano passado e também teve melhor desempenho do que abril deste ano. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o desempenho foi surpreendente. “Foi um resultado muito bom, porque se esperava que no balanço final pudesse haver um recuo, principalmente pela questão de a Arábia Saudita ter suspendido a habilitação de 11 frigoríficos”, disse. Iglesias pondera que será preciso observar o andamento do setor no mês de junho, e caso a decisão da Arábia Saudita persista, será necessário, de acordo com o analista, buscar direcionar os volumes que iriam para o país árabe para outros mercados. A receita obtida, US$ 595,7 milhões ultrapassou em 19,3% o montante obtido em todo maio de 2020, que foi de US$ 499 milhões. No volume embarcado, as 383.191 toneladas são 3% superior ao total exportado em maio do ano passado, com 372.373 toneladas. Em relação a abril deste ano, o faturamento em maio foi 8,7% maior. O mesmo ocorreu com o volume embarcado, que aumentou 5,6% com as 362.774 toneladas exportadas em abril. Por média diária a receita de US$ 28.3 milhões foi 13,70% maior do que maio do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve queda de 1,9%. Por toneladas a média diária foi de 18.247 com recuo de 2% em relação ao mesmo mês do ano passado.  No preço pago por tonelada, US$ 1.554, ele foi 16,02% superior ao praticado em maio do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve aumento de 1,4%.

AGÊNCIA SAFRAS 

INTERNACIONAL

Casa Branca afirma que está em conversas com Rússia sobre ataque cibernético à JBS

A administração do Presidente dos Estados Unidos Joe Biden está em conversas com a Rússia após um ataque cibernético com “ransonware” que atingiu a processadora de carnes JBS e que parece ter como origem uma organização criminosa no país, disse uma porta-voz da Casa Branca na terça-feira. A Casa Branca está coordenando esforços para responder ao ataque, que está sob investigação do FBI. As autoridades foram notificadas pela JBS sobre o ataque durante o fim de semana.

REUTERS

Grandes unidades da JBS na América do Norte param abates após ataque cibernético

A JBS suspendeu alguns turnos em grandes frigoríficos nos Estados Unidos e Canadá na terça-feira, depois de a empresa ter sido atingida por um ataque cibernético no fim de semana, ameaçando interromper as cadeias de abastecimento de alimentos e inflar ainda mais os preços

O ataque fez com que as operações da JBS na Austrália fossem paralisadas na segunda-feira. A empresa, maior produtora de carnes do mundo, disse estar trabalhando para resolver o incidente que interrompeu o abate de animais nas fábricas da JBS em vários Estados dos EUA. “No domingo, a JBS USA determinou ter sido alvo de um ataque cibernético que afetou alguns dos servidores que suportam seus sistemas de TI norte-americanos e australianos”, afirmou a companhia em comunicado divulgado segunda-feira. A empresa não respondeu a um pedido adicional de comentários sobre a natureza do ataque ou porque a produção de carne está sendo afetada. A JBS controla cerca de 20% da capacidade de abate de bovinos e suínos dos EUA, segundo estimativas do setor. A JBS relatou o incidente algumas semanas após um ataque de ransomware ao Colonial Pipeline, o maior duto de combustíveis dos Estados Unidos, que paralisou a entrega por vários dias no sudeste dos EUA. O ataque também ocorre em um momento de aumento dos preços globais da carne, à medida que a China aumenta as importações, os custos dos alimentos sobem e as fábricas continuam a enfrentar a escassez de mão de obra diante da pandemia de Covid-19. O ataque cibernético pode elevar ainda mais os preços da carne bovina dos EUA ao restringir a oferta, disse o Diretor Financeiro da consultoria Partners for Production Agriculture, Brad Lyle. O preço médio unitário da carne bovina in natura dos EUA em abril aumentou 5% em relação a março e cerca de 10% acima do ano anterior, de acordo com dados da NielsenIQ. Os preços da carne suína e do frango estão cerca de 5,4% acima do ano passado. Os estoques americanos da proteína bovina congelada no final de abril estavam 5% menores que no ano anterior, enquanto as ofertas de carne suína congelada caíram 26%, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês). Um representante da empresa brasileira disse que as operações da companhia no Brasil não foram afetadas.

Reuters

Após ciberataque, JBS diz que operações nos EUA serão retomadas nesta quarta 

Ataque ocorreu no fim de semana e paralisou unidades de produção de carne da empresa na América do Norte e na Austrália

A JBS anunciou na terça-feira, 1º, que realizou progressos “significativos” na resolução dos problemas causados pelo ciberataque que afetou as operações da empresa na América do Norte e Austrália durante o final de semana. Em comunicado, a companhia indicou que no Reino Unido e no México não houve danos às operações. Segundo a empresa, com os avanços atuais, a maioria das fábricas estará operacional nesta quarta-feira, 2. “A JBS é uma parte crítica da cadeia de abastecimento de alimentos e reconhecemos nossa responsabilidade para com os membros da nossa equipe, produtores e consumidores de retomar as operações o mais rápido possível”, disse Andre Nogueira, CEO da JBS nos EUA. “Nossos sistemas estão voltando a ficar online e não estamos poupando recursos para combater esta ameaça”, indicou Nogueira, que afirmou que a empresa tem planos voltados a casos como este, e que estão sendo executados com “sucesso”, completou. A agência Bloomberg, citando um integrante do sindicato que representa os trabalhadores da empresa, publicou que todas as fábricas de carne bovina da JBS nos EUA foram fechadas como resultado do ataque.

O ESTADO DE SÃO PAULO 

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