CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1501 DE 04 DE JUNHO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1501| 04 de junho de 2021

 

NOTÍCIAS

Alta nas cotações das fêmeas para abate

Em São Paulo, as indústrias frigoríficas abriram a última quarta-feira (2/6) pagando mais pela cotação da vaca e novilha gordas

A oferta comedida, reflexo da consolidação da entressafra, pressionou positivamente a cotação desses animais. O boi gordo permaneceu estável ante o dia anterior. Com isso, segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo foi negociado em R$312,00/@, preço bruto e a prazo. A vaca e novilha gordas ficaram cotadas em R$290,00/@ e R$302,00/@, respectivamente, nas mesmas condições, alta de R$1,00/@ para ambas as categorias, na comparação feita dia a dia.

SCOT CONSULTORIA 

Boi: indicador do Cepea volta a ficar abaixo de R$ 310 por arroba

O indicador do boi gordo do Cepea, calculado com base nos preços praticados em São Paulo, teve um dia de preços mais baixos

A cotação variou -1,63% em relação ao dia anterior e passou de R$ 313 para R$ 307,9 por arroba. Foi o terceiro dia consecutivo de recuos do indicador, porém, as consultorias especializadas seguem registrando preços firmes. Portanto, as quedas mostradas pelo Cepea tendem a ser passageiras e podem simplesmente ter refletido algumas condições de mercado específicas para esses dias. Na B3, os contratos futuros do boi gordo mostraram comportamento parecido com o indicador do Cepea e recuaram em toda a curva. O vencimento para junho passou de R$ 323,60 para R$ 321,55 e o para outubro foi de R$ 339,55 para R$ 336,55 por arroba.

CANAL RURAL

Desempenho exportador das carnes em maio de 2021

Comparativamente a maio de 2020, as exportações brasileiras de carnes in natura do mês passado não foram muito bem. Pela média diária exportada, os embarques de carne de frango recuaram 2%, os de carne suína 4% e os de carne bovina 22%

Maio, porém, apresentou diferencial a seu favor: um dia útil a mais. Com isso, o volume de carne de frango aumentou quase 3%, o de carne suína perto de 1% e só a carne bovina é que não reverteu a perda diária, com seu volume recuando 18% e fazendo com que o conjunto das três carnes fosse 2,7% inferior ao de um ano atrás. O maior destaque, porém, recai sobre o preço médio registrado, que subiu para as três carnes. Ou, 16% para a carne de frango, pouco mais de 12% para a carne bovina e quase 10% para a carne suína. Como resultado final, apenas a receita cambial da carne bovina apresentou queda em relação a maio do ano passado: redução de 8%, enquanto a receita da carne suína aumentou mais de 10% e a da carne de frango quase 20%. No conjunto, a receita cambial das três carnes foi 4,5% superior à de um ano atrás.

Agrolink

Feriado impactou no mercado do boi gordo e preços sobem

Segundo analista, o feriado tendeu a quebrar o ritmo das negociações, acrescentando uma nova dificuldade na composição das escalas de abate

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos na quarta-feira. “O feriado de Corpus Christi tende a quebrar o ritmo das negociações, acrescentando uma nova dificuldade na composição das escalas de abate dos frigoríficos”, diz o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. “O primeiro giro de confinamento apresentou retração em 2021, considerando a elevação dos custos pecuários, pensando no comportamento dos preços de reposição além da nutrição animal, com preços do milho e do farelo de soja em patamar bastante acentuado”, assinala Iglesias. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 317 na modalidade à prazo, estável.  Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300, inalterada. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 305, ante R$ 302 na terça-feira. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 305, contra R$ 304. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 305 – R$ 306 a arroba, ante R$ 305. Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, ainda é aguardada alguma alta das indicações no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,35 o quilo, estável. O corte dianteiro teve preço de R$ 16,90 o quilo, assim como a ponta de agulha.

AGÊNCIA SAFRAS

Carne deve continuar escassa no prato brasileiro até o final de 2022

Pressões do mercado externo fazem o preço do produto disparar. Segundo analistas ouvidos pela reportagem, a atual conjuntura deve manter a pressão sobre o preço da carne no país pelo menos até o fim de 2022

Existe uma série de fatores contribuindo para esta projeção, que envolve desde a falta de bezerros no mercado, passando pelo alto preço de commodities como soja e milho, responsáveis pela ração do gado e cotadas em dólar, até a explosão da demanda asiática, em especial da China, região onde o poder de compra está em alta. Neste cenário, a alta da carne independe até mesmo de grandes movimentos no mercado interno, inclusive uma eventual fusão entre Marfrig e BRF. O atual patamar de consumo de carne no Brasil, de 27,6 quilos ao ano por habitante, é 46% menor que o verificado no auge do consumo no país, em 2006. Naquela época, o brasileiro tinha à sua disposição 42,8 quilos de carne bovina ao ano, segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), vinculada ao Ministério da Agricultura. Com o recrudescimento da pandemia e o aumento da taxa de desemprego (que beira os 15%), a previsão é que este consumo caia ainda mais em 2021, para 26,4 quilos per capita. “O consumo de carne bovina é diretamente proporcional ao aumento da renda”, diz Sergio De Zen, Diretor de Política Agrícola e Informações da Conab. Ele aponta o deslocamento do dinamismo da economia mundial para a Ásia. “Trabalhamos com projeções que apontam a inserção, em cinco anos, de até 250 milhões de novos consumidores asiáticos com alto padrão de renda familiar”, diz ele, ressaltando que a demanda também vem de outros países da região do Pacífico. “A Indonésia, por exemplo, tem 270 milhões de habitantes, uma população maior que a do Brasil, enquanto as Filipinas têm 108 milhões”. Com isso, diz, a pressão sobre os preços tende a se manter ao longo dos próximos anos. O Brasil divide a liderança global na produção de carne bovina com os Estados Unidos. Em 2020, foram produzidas 7,77 milhões de toneladas no país, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), enquanto as exportações somaram 2,13 milhões de toneladas, conforme relata a Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, vinculada ao Ministério da Economia. Isso significa que 27,4% do que se produziu de carne bovina no Brasil foi exportado no ano passado. De acordo com especialistas, é um avanço em relação à média histórica de 20% de exportação observada na década passada. O aumento da demanda asiática sobre as carnes brasileiras, acompanhado da alta do preço das commodities que alimentam as criações, gerou impacto no prato do brasileiro. Enquanto o preço da carne bovina cresceu 35% em 12 meses até abril, segundo o IPCA (índice oficial de inflação do país), o preço da carne suína avançou 59% no período e o frango congelado, 70%, aponta Espírito Santos, da Lafis. O alimento bovino, porém, é um investimento de longo prazo e não pode ser rapidamente adaptado a este aumento de demanda. Enquanto isso, entre 2016 e 2018, os produtores brasileiros abateram muitas fêmeas, o que aumentou o preço do bezerro e diminuiu a oferta de gado pronto para entrega. Desde o final de 2019, com o preço do bezerro em alta, os produtores passaram a reter as fêmeas para produzir novos animais. Com menos fêmeas indo para o abate, a oferta de carne ficou reduzida em 2020. A tendência é que a retenção de fêmeas continue neste ano e o preço do bezerro volte a normalizar em meados de 2022. A pressão sobre o preço da carne no varejo, porém, deve permanecer pelo menos até o fim do ano que vem. “De 2020 para cá, o preço do boi subiu 50%, o preço da carne no atacado subiu 40% e, no varejo, 32%”, diz Lygia Pimentel, Diretora da Agrifatto. A vida do produtor, por sua vez, também não está fácil. “O custo de produção saltou 70% entre o final de 2019 e o começo de 2021, por conta dos insumos atrelados ao dólar e a desvalorização da moeda brasileira”, diz Lygia, lembrando que os produtores independentes são os fornecedores de grandes frigoríficos, como Marfrig, Minerva e JBS. “Os frigoríficos ganham com as exportações, mas, por também terem boa parte da dívida em dólar, sofrem com o câmbio”, afirma. Guilherme Moreira, economista e Coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), concorda. “Os fatores que ditam a disparada no preço da carne estão fora do controle dos frigoríficos”, afirma. Leia mais:

https://www1-folha-uol-com-br.cdn.ampproject.org/c/s/www1.folha.uol.com.br/amp/mercado/2021/05/carne-deve-continuar-escassa-no-prato-brasileiro-ate-o-final-de-2022.shtml

FOLHA DE SÃO PAULO

No exterior, pescoço de peru e orelha de porco fazem sucesso; na China, pé de frango é mais caro que peito

“A carne de boi não era tradicional na China, mas eles gostaram muito”, disse Guilherme Malafaia, do Cicarne/Embrapa, de Campo Grande (MS)

Em 2020, os embarques de carnes de frango somaram 4,2 milhões de toneladas, de suínos foram 1 milhão de toneladas, e de bovinos, 2,3 milhões de toneladas. Juntos, tiveram um faturamento de aproximadamente US$ 16 bilhões. No exterior, pescoço de peru e orelha de porco fazem sucesso; na China, pé de frango é mais caro que peito. Não faltam motivos para que o Brasil bata um novo recorde de exportações e de faturamento, puxados, sobretudo, pelos vorazes apetites asiáticos. Na lista das demandas externas, há pés de frango, pescoços de peru e de pato, bochecha de porco, miúdos e tripas de boi. São cortes que, lá fora, valem mais que partes nobres aqui, como peito de frango e pernil de porco. “Há componentes culturais que justificam que, em alguns países, patas de frango ou orelhas de porcos sejam mais valorizadas que os cortes mais desejados no Brasil”, afirma o Gerente Executivo de Relações Institucionais da BRF, Luiz Tavares. Na China, em Hong Kong ou na União Europeia, são sempre as preferências gastronômicas dos importadores que ditam as regras do mercado – hoje é a Ásia quem dá as cartas. Entre janeiro e abril deste ano, só de tripas de boi o Brasil exportou 10 mil toneladas, e de miúdos -que inclui até útero de vaca e testículos de boi – já foram outras 47 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. A China é o país que mais compra carnes do Brasil e a alta demanda por proteínas de origem animal vem crescendo há pelo menos 10 anos. “O crescimento econômico na China promoveu mudanças na dieta da população, que passou a consumir mais proteínas de origem animal”, explicou o Coordenador do Centro de Estudos de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues. Vorazes consumidores de suínos, os chineses foram obrigados a importar muito mais carne nos últimos três anos devido a uma doença, a Peste Suína Africana (PSA). A praga atingiu 60% do rebanho chinês, que foi sacrificado, e gerou um desequilíbrio no mercado global de carnes. A China já importou, entre janeiro e abril deste ano, 250 mil toneladas de carne bovina. Deste volume, 208 mil toneladas (83,6%) eram de cortes in natura (carne fresca, apenas separada por partes, como a dianteiro ou o traseiro), 14,4 mil toneladas de carnes industrializadas (carnes defumadas, curadas ou salgadas) e 21,1 mil toneladas (8,47%) de miúdos, categoria que inclui todos os órgãos internos do animal, e 4,4 mil (1,79%) de tripas (intestinos).

UOL ECONOMIA

CNA debate rastreabilidade na cadeia de fornecimento do couro

O webinar foi realizado em parceria entre o Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), a organização global Textile Exchange e a Mesa Redonda Global para Carne Bovina Sustentável (GRSB, sigla inglês)

Em sua apresentação, o coordenador dos Protocolos de Rastreabilidade do Instituto CNA, Paulo Costa, falou sobre a Lei 12.097/2009, que trata da aplicação e rastreabilidade na cadeia produtiva de bovinos e búfalos. “A regulamentação prevê obrigatoriedade de registro de todas as propriedades e marcação dos animais para identificação coletiva do rebanho. Essa marcação é prevista como “marca fogo”, mas pode ser substituída por chip eletrônico”, disse. Segundo Costa, essa rastreabilidade se estende ao trânsito dos animais, que deve ser registrado pela Guia de Trânsito Animal (GTA) e nota fiscal de venda dos animais transitados contendo origem, destino, quantidade de animais e informações sanitárias. Com relação à indústria, são obrigatórios os registros do serviço de inspeção e dos programas de boas práticas de fabricação dos frigoríficos. Todos os registros realizados nos 27 estados são enviados para uma base de dados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), chamada de Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA). Durante o evento, o coordenador também destacou que a rastreabilidade brasileira ainda prevê a possibilidade de atender de maneira oficial os requisitos específicos de mercados compradores, por meio de protocolos privados. “É uma garantia de cumprir requisitos como genética, sistema produtivo (confinamento ou pastagem), bem-estar animal, origem dos animais e sustentabilidade”. A CNA desenvolveu o Agri Trace – Rastreabilidade Animal, que reúne programas de certificação. “Hoje temos 12 protocolos privados aprovados com mais de 22 mil fazendeiros, 60 frigoríficos e mais de 2 milhões de carcaças certificadas”. No Agri Trace, estão disponíveis os seguintes protocolos para raças bovinas: Angus, Hereford, Nerole garantia de origem, Charolês, Devon, carne Wagyu certificada.

CNA 

Com queda na renda e preços em alta, consumo de carne é o menor desde 1996

Cenário de crise dos últimos anos, com a recessão de 2014 a 2016 e a causada agora pela covid, fez brasileiro diminuir a demanda por proteína bovina; neste ano, consumo deve ficar 5,3% abaixo do pico

O brasileiro consumirá neste ano a menor quantidade de carne vermelha por pessoa em 25 anos, estima a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Segundo o órgão, o cenário de crise dos últimos anos – com a recessão de 2014 a 2016, a lenta recuperação de 2017 a 2019 e a nova crise causada pela covid 19 desde o ano passado – vem derrubando o consumo total de carnes (bovina, suína e de frango) desde 2014. A partir de 2013, quando atingiu 96,7 quilos por pessoa ao ano, auge na série histórica iniciada em 1996, houve seis anos de queda e apenas um de alta (2017). Neste ano, o consumo total deve ficar 5,3% abaixo do pico. O menor consumo tem relação direta com o preço. O aumento da produção dos frigoríficos destinada às exportações, em um cenário de cotações internacionais já elevadas, encarece as carnes também no mercado do doméstico. A inflação do produto está em 35,7% no acumulado em 12 meses, segundo o IBGE. Apesar da queda no consumo, o Diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sergio De Zen, disse que o consumo geral do brasileiro se mantém no nível de vários países, incluindo desenvolvidos. Conforme um levantamento da Conab, a demanda anual de carnes na União Europeia foi de 89,3 quilos por habitante, média dos últimos cinco anos. Na Austrália, ficou em 101,2 quilos; nos Estados Unidos, em 116,8 quilos. “O Brasil está comendo menos carne bovina, reduziu bastante, só que aumentou o consumo de frango e (na carne) suínos. O consumo global caiu muito pouco”, afirmou De Zen. Com a renda menor, as famílias compram menos carnes em geral e substituem as mais caras – em geral, a bovina – pelas mais baratas – como a de frango. A queda no consumo de cortes bovinos passa por um rearranjo na participação dos diferentes tipos de proteína na cesta de compras dos brasileiros.

O ESTADO DE SÃO PAULO

ECONOMIA

Dólar fecha abaixo de R$5,10 e vai às mínimas desde dezembro

A liquidação de dólares prosseguiu na quarta-feira e derrubou a moeda norte-americana abaixo da importante linha psicológica dos 5,10 reais, com analistas avaliando que a cotação poderá perder o suporte de 5 reais se dados nos Estados Unidos a serem divulgados até o fim da semana vierem mais fracos que o esperado

O dólar à vista caiu 1,20%, a 5,0843 reais na venda. É o menor patamar desde 17 de dezembro (5,0782 reais). Em dois dias de forte baixa, a moeda acumula desvalorização de 2,70%. A divisa recua em seis das últimas oito sessões, período em que tem perda de 5,06%. A última vez que o dólar fechou abaixo de 5 reais foi em 10 de junho de 2020 (4,9398 reais). Há forte fluxo no mercado físico, com exportadores internalizando recursos, até então deixados lá fora, pela melhora do custo de oportunidade de se aplicar no país e também para não correr o risco de entrar no mercado local com o dólar ainda mais fraco. Outros países exportadores de commodities também têm visto aumento de vendas externas e de seus termos de troca, além de melhor crescimento econômico. Apesar dos ganhos recentes, o real ainda está quase 17% mais fraco que o peso mexicano no acumulado dos últimos dois anos. A economia em ritmo mais acelerado e novos riscos à inflação relativos à crise hídrica começam a guiar mais analistas a projeções de Selic de até 7,5% para 2022, com alguns vendo 6,5% ainda neste ano, o que indica que nos próximos meses o Banco Central teria de abandonar o discurso de normalização “parcial” da política monetária. Victor Scalet, estrategista macro da XP, disse que a continuação das elevações de juros já tem despertado mais interesse de clientes estrangeiros para investimentos em renda fixa e bolsa do Brasil –o que prenuncia ingresso de dólares ao país. O estrategista da XP disse que mesmo com a queda recente o dólar ainda pode ir mais para baixo. “Estamos numa dinâmica positiva, o fluxo comercial está muito forte… Está sobrando dólar.”

Reuters 

Ibovespa engata 6ª alta e ultrapassa 129 mil pontos pela 1ª vez

A BRF ON avançou 4,11%, em sessão marcada por novo leilão na bolsa paulista com ações da companhia. Uma fonte com conhecimento sobre o assunto disse à Reuters que a Marfrig comprou papéis da BRF no leilão, buscando ampliar sua fatia de 24% para até 30%. MARFRIG ON subiu 2,6%.

O Ibovespa subiu pelo sexto pregão seguido na quarta-feira, renovando máximas históricas, respaldado pelo forte desempenho de blue chips, particularmente Itaú Unibanco e Petrobras. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,04%, a 129.601,44 pontos, máxima da sessão e nova marca histórica, superando os 129 mil pontos pela primeira vez. O volume financeiro nesta véspera de feriado no Brasil somou 41 bilhões de reais, acima da média diária do ano, de 35,3 bilhões de reais, conforme números no site da B3. O fôlego recente no pregão também tem como suporte o fluxo de capital externo para o mercado à vista, com maio encerrando com saldo positivo de 12,2 bilhões de reais, após abril também ter registrado entrada líquida de 7 bilhões de reais.

Reuters

Indústria do Brasil tem 3ª queda em abril e fica 1% abaixo do nível pré-pandemia

O segundo trimestre começou com a indústria brasileira abaixo do patamar pré-pandemia depois da terceira queda seguida da produção em abril, em um ambiente ainda de preocupações e restrições com a pandemia de Covid-19 no país

A produção industrial registrou em abril queda de 1,3% na comparação com o mês anterior, informou na quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,1%, e com isso o setor ficou 1% abaixo do nível pré-pandemia. “Em janeiro, tínhamos um saldo de 3,5% acima do patamar registrado em fevereiro de 2020, ou seja, antes da pandemia. Com os resultados de fevereiro, março e abril de 2021, o setor industrial está 1% abaixo daquele patamar”, explicou o Gerente da pesquisa, André Macedo. “Isso é reflexo do recrudescimento da pandemia, isolamento e restrições”, completou. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a produção teve alta de 34,7% ante expectativa de avanço de 37,0%, a taxa mais elevada desde o início da série histórica da pesquisa, em janeiro de 2002. Esse resultado, entretanto, deve-se à base baixa de comparação do ano passado, devido ao isolamento social adotado na época –em abril de 2020, o setor recuou 27,7%, a maior queda já registrada na série. No primeiro trimestre, a indústria do Brasil cresceu 0,7% de acordo com os dados do PIB divulgados na véspera pelo IBGE. O setor continua enfrentando as dificuldades apresentadas pelas medidas de contenção do coronavírus em todo o país, bem como desemprego e inflação elevados, destacadamente das matérias-primas. “Para além da pandemia, há fatores domésticos como o auxílio emergencial menor, desemprego elevado, recorde de desocupação, inflação alta doméstica. Isso explica essa perda de ritmo da produção industrial”, completou Macedo. Segundo o IBGE, em abril a queda foi disseminada em 18 dos 26 ramos avaliados na pesquisa, sendo que o espalhamento do resultado negativo pelas atividades foi o maior desde abril de 2020. Entre as categorias econômicas, a produção de Bens Intermediários recuou 0,8%, enquanto a de Bens de Consumo teve contração de 0,9%. Por outro lado, Bens de Capital apontou crescimento de 2,9%.

Reuters

IPC-Fipe sobe 0,41% em maio pressionado por Transportes

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo passou a subir 0,41% em maio, de uma alta a 0,44% em abril, pressionado pelo aumento dos custos de Transportes, informou nesta quarta-feira a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)

Os dados mostraram que a alta de 1,20% de Transportes, contra 0,61% em abril, exerceu o maior peso sobre o índice do mês%. Por outro lado, o avanço de Alimentação desacelerou a 0,04% de 0,83%, enquanto os preços de Habitação passaram a subir 0,59% em maio de uma alta de 0,38% em abril. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

Reuters 

Índice de preços de alimentos da FAO em maio teve maior alta em 10 anos

Indicador está no maior patamar desde setembro de 2011. As carnes subiram pelo décimo mês consecutivo, para 105 pontos, 2,2% mais que em abril, devido à demanda de países asiáticos

Os preços globais dos alimentos subiram em maio pelo décimo mês consecutivo e atingiram a maior variação mensal desde outubro de 2010, segundo acompanhamento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O indicador geral teve média de 127,1 pontos em maio de 2021 – 5,8 pontos (4,8%) maior que em abril e 36,1 pontos (39,7%) acima do mesmo mês do ano passado. O índice, que acompanha os preços dos produtos alimentícios mais comercializados no mundo, atingiu o nível mais alto desde setembro de 2011. Açúcar, óleos vegetais e cereais tiveram os maiores aumentos mensais em uma combinação de interrupções no fornecimento e forte demanda, disse a FAO, em relatório. O indicador dos cereais subiu 6% ante abril, para 133,1 pontos, liderado em grande parte pelo milho, que foi afetado pelo clima seco nas regiões produtoras e pela forte demanda da China. Os preços dos óleos vegetais ficaram em 174,7 pontos em maio, com aumentou de 7,8% na comparação mensal, impulsionados pela alta nos preços dos óleos de palma, soja e canola. há 45 minutos Agronegócios Os preços do açúcar subiram 6,8%, para 106,7 pontos em maio, marcando o segundo aumento mensal consecutivo e o maior nível desde março de 2017. O atraso na colheita de cana no Brasil foi o principal responsável pelo aumento, aponta a FAO. O indicador para leite e laticínios teve a variação mais modesta entre os analisados, com 1,8% ante abril e registro de 120,8 pontos.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marfrig alcança 31,66% de participação na BRF

Empresa disse que investimento não visa influenciar as operações da dona da Sadia

A Marfrig Global Foods alcançou uma participação de 31,66% do capital social da BRF após operações realizadas na quarta-feira, 2, na B3. Em comunicado ao mercado, a BRF informou que, por meio de opções e leilão realizados em bolsa, a Marfrig chegou a uma participação acionária de até 257.267.671 de ações. Na quarta-feira (2), o Pipeline, site de negócios do Valor, já havia informado das operações da empresa de Marcos Molina, que movimentaram R$ 401,9 milhões. Em comunicado à CVM, a Marfrig reiterou que a aquisição da participação visa diversificar seus investimentos em um segmento que possui complementaridades com seu setor de atuação e que não pretende eleger membros para a administração da companhia, nem exercer influência sobre as atividades da BRF ou promover alterações no controle ou na estrutura administrativa.

VALOR ECONÔMICO

Grupo russo por trás de ataque cibernético à JBS é chamado REvil, diz fonte

O grupo russo por trás do ataque de ransomware contra a JBS, maior produtora de carnes do mundo, atende pelo nome de REvil, disse à Reuters uma fonte com conhecimento direto do assunto

Na terça-feira, a Casa Branca informou que a JBS disse ao governo dos EUA que o ataque à empresa que interrompeu a produção de carne na América do Norte e na Austrália se originou de uma organização criminosa provavelmente baseada na Rússia.

Reuters

MEIO AMBIENTE

BRF investe R$ 188 milhões em projetos de eficiência ambiental

Aportes em 2020 incluíram ações relacionadas à gestão eficiente da água, economia de baixo carbono e uso consciente de energia

A BRF, uma das principais empresas de alimentos do mundo, investiu no ano passado R$ 188,1 milhões em projetos de redução do impacto ambiental de suas atividades, segundo comunicado distribuído na quarta-feira. Com os investimentos, a companhia tem como objetivo cumprir metas relacionadas à gestão eficiente da água, economia de baixo carbono e uso consciente de energia, estabelecidas até 2030. Entre as iniciativas está a implementação de uma linha de produto neutro em carbono ainda em 2021 e redução de 20% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2030. Como exemplo, a BRF realizou um teste em Toledo (PR) para a entrega de material genético a um produtor integrado por meio de drone. Se aprovada e utilizada, a medida poderá reduzir parte da emissão de CO2 de 45 mil quilômetros percorridos por mês pela empresa para conectar granjas e centrais de insumos. No ano passado, a companhia também assumiu o compromisso de reduzir em 13% seus indicadores de consumo de água até 2025 e, para 2021, a meta é diminuir o uso em 3%. A BRF afirmou que, nos últimos anos, mais de 90% da energia que consumiu foi de fontes renováveis. Até 2030, a empresa tem como alvo aumentar para 50% a sua autoprodução de energia elétrica proveniente de fontes limpas. A companhia disse também que firmou um convênio com o Banco do Brasil, que disponibilizará R$ 200 milhões em limites de crédito para financiar investimentos na instalação de painéis de energia solar nas granjas dos integrados. Para o próximo ano, a expectativa é que a iniciativa alcance a marca de 700 instalações.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Oferta limitada faz preço do suíno subir entre fim de maio e início de junho, informa o Cepea/Esalq-USP

Segundo o Cepea, o motivo da alta é a falta de animais com peso ideal para abate

O preço do suíno vivo negociado no mercado independente (proveniente de produtores não integrados a alguma agroindústria) voltou a subir entre o fim de maio e início de junho, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Isso, nota o instituto, “mesmo com as vendas domésticas de carne ainda lentas”. O motivo da alta é a falta de animais com peso ideal para abate, já que, com a alta nos custos de produção, os suinocultores acabaram se desfazendo antecipadamente de lotes que ainda não estavam prontos, fazendo com que agora faltassem suínos para abate. “Este contexto tem resultado em reação nos preços”, comenta o Cepea. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal se valorizou 2,1% de 25 de maio a 1º de junho, indo a R$ 5,48/kg na terça-feira, 1º. Em Patos de Minas (MG), a alta no valor foi de 9,1% no mesmo período, com o suíno cotado a R$ 5,99/kg na terça. A carne, contudo, se desvalorizou, tendo em vista o lento consumo interno. Segundo o Cepea, o valor da carcaça especial comercializada no atacado da Grande São Paulo caiu 0,5% de 25 de maio a 1º de junho, passando para R$ 8,52/kg no dia 1º. Para os cortes acompanhados pelo Cepea, a paleta desossada teve a maior desvalorização, de 5,1%, indo para R$ 11,62/kg na terça-feira, considerando-se a média do Estado de São Paulo.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Carne bovina: EUA são os primeiros a “surfar” na lacuna deixada pelos argentinos

As vendas líquidas da proteína bovina norte-americana à China cresceram 197% em comparação com o que vinha sendo registrado durante o ano de 2021

As exportações de carne bovina dos EUA aumentaram significativamente nas últimas semanas, na esteira do veto temporário aos embarques da Argentina, decisão tomada recentemente pelo governo, visando conter o quadro inflacionário no país. Durante a segunda e terceira semana de maio/21, o país norte-americano registrou um incremento de 29% nas exportações semanais de carne bovina, informa o consultor Yago Travagini. “Com a Argentina impondo uma barreira de venda externa para a sua carne bovina, cerca de 7,5% do comércio global de proteína bovina ficou “interrompido” durante um mês”, acrescenta. Com isso, continua o analista, a busca por alternativas já começou a ocorrer, e os EUA são os primeiros a “surfa nesta onda”, sobretudo em relação ao mercado chinês. As vendas líquidas da proteína bovina norte-americana à China, que detinha na Argentina seu segundo principal fornecedor, aumentaram 197% em comparação com o que vinha sendo registrado durante o ano de 2021, observa Travagini. Somente nas duas últimas semanas, os EUA venderam 18,20 mil toneladas de proteína bovina ao mercado chinês. Antes dessas duas semanas, os norte-americanos demoravam em média de quatro a sete semanas para conseguir vender 18 mil toneladas de proteína bovina à China, compara o analista. “Agora, sem a Argentina, os EUA é um dos principais fornecedores em potencial que o gigante asiático ainda não explorava”, ressalta ele.

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