CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1464 DE 13 DE ABRIL DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1464| 13 de abril de 2021

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Ociosidade atinge 45% e já causa o fechamento de frigoríficos no Brasil

A combinação entre escassez de matéria-prima, aumento de custos e um mercado interno enfraquecido já levou os frigoríficos brasileiros a reduzirem em mais de 45% sua produção neste ano, segundo levantamento da taxa de ociosidade do setor feito pela Scot Consultoria

Para o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Paulo Mustefaga, este é o pior cenário que uma empresa do setor poderia enfrentar, já que a carne desossada possui maior valor agregado. “Uma planta que opera com 50%de ociosidade ou às vezes até mais fica numa situação muito difícil. Porque ela tem custos elevados e a receita está baixa por estar operando muito abaixo da capacidade, com dificuldade de honrar os compromissos”, pontua Mestefaga. Segundo ele, a situação dos pequenos e médios frigoríficos voltados para o mercado interno é “dramática” e o fechamento de unidades cada vez mais frequente. “Às vezes, é a única opção que a empresa tem. Ela não tem como continuar abatendo porque compra matéria-prima cara e o retorno para vender a carne no mercado interno é negativo”, destaca o representante do setor. Nem a Abrafrigo nem a Scot têm um levantamento sobre o número exato de frigoríficos que fecharam as portas nos últimos meses, mas destacam casos emblemáticos, como a Frigol em Goiás, a uma unidade da JBS em Juína, no Mato Grosso. Sem perspectivas de uma melhora expressiva na oferta de animais no curto prazo, a situação da indústria para os próximos meses depende da melhora das condições da economia e a retomada do consumo no mercado interno. Neste sentido, o Presidente da Abrafrigo considera fundamental o avanço da vacinação para a retomada da atividade econômica a níveis normais, com a reabertura dos canais de alimentação fora de casa, por exemplo. “Estamos ainda tratando de coisas muito incertas. Tudo são só hipóteses e cenários. A situação para a indústria vai continuar desfavorável neste ano e, dentro deste contexto, não é difícil a gente imaginar que devam ter outras empresas em situação de fechamento, nem que seja temporário”, conclui Mustefaga.

https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/noticia/2021/04/ociosidade-atinge-45-e-ja-causa-o-fechamento-de-frigorificos-no-brasil.html

Revista Globo Rural/BEEFPOINT 

Frigoríficos suspendem operação para lidar com alta do boi e demanda fraca no Brasil

O Presidente da Abrafrigo afirmou que o preço do boi subiu cerca de 60% em um ano

A disparada nos preços da arroba bovina e a dificuldade de repasse integral desses custos para a carne no mercado interno têm afetado margens na indústria brasileira, levando a uma onda de suspensões temporárias de produção que reduz abates e a oferta aos consumidores, conforme fontes e representantes do setor ouvidos pela Reuters. O Presidente da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), Paulo Mustefaga, afirmou que diversas unidades de pequeno, médio e grande portes passaram por paralisações ou ainda estão paradas em função das adversidades domésticas. Ele não soube detalhar em números. “O preço do boi subiu cerca de 60% em um ano e a indústria conseguiu repassar no máximo 40% dos custos… (o setor) está com uma dificuldade muito grande de fechar as contas”, disse. Além da arroba em máximas históricas de cerca de R$ 320, motivadas por baixa oferta de gado e forte demanda externa, ele ressaltou a redução do poder de compra das famílias brasileiras causada pela crise econômica como fatores para as suspensões de abates. As medidas de isolamento contra a Covid-19 e o aumento de despesas com grãos usados na ração – milho e farelo de soja -, que onera o confinamento, fizeram com que a situação se agravasse na pecuária. “O setor está exportando muito bem, mas esta demanda dos frigoríficos exportadores também é um fator que contribui para manter o custo do boi ainda mais alto”, afirmou. Apesar disso, Mustefaga disse que até mesmo nos grandes frigoríficos “o ajuste de produção é menor, mas existe”. Vale destacar que cerca de 70% da produção de carnes do Brasil é consumida no mercado interno. Mesmo diante das suspensões de abates em frigoríficos, os preços da arroba subiram 6,5% no Estado de São Paulo desde o início de março, enquanto a carcaça bovina no atacado na Grande São Paulo avançou 4,9% no mesmo período, segundo os dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, está atualmente com operações paradas e funcionários em férias coletivas na unidade de Mirassol D’Oeste (MT), ainda sem previsão de retorno, disse uma pessoa próxima à empresa na condição de anonimato. No mês passado, a companhia também parou as atividades da planta de José Bonifácio (SP) por cerca de 20 dias, acrescentou a fonte, porém lá a operação já foi normalizada. Procurada, a Minerva não quis comentar. A Marfrig Global Foods, segunda maior processadora de carne bovina do Brasil, confirmou à Reuters que concedeu férias coletivas aos colaboradores “como parte da estratégia de produção” na unidade de Alegrete (RS). Após 30 dias de suspensão, as atividades foram retomadas em 1º de abril. Pelo mesmo motivo, a Marfrig também paralisou temporariamente em março as operações da planta localizada em Chupinguaia (RO), acrescentou a empresa. O Presidente da Abrafrigo acredita que nos próximos dois meses a oferta de gado pode melhorar um pouco, devido ao período sazonal de seca nos pastos, mas, em linhas gerais, o cenário de restrição de animais prontos para abate pode se estender até 2022, em meio à retenção de fêmeas.

REUTERS/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/FORBES/MONEY TIMES/ISTOÉDINHEIRO/O GLOBO/JORNAL CAMPOABERTO/pecuária.com

NOTÍCIAS

Boi: mercado sinaliza para aumento na oferta de animais

No entanto, esse cenário ainda não é capaz de reverter a alta nos preços da arroba; em São Paulo, valor seguiu em R$ 321

O mercado físico de boi gordo segue com preços firmes. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado iniciou a semana apresentando ritmo cadenciado de negociações, com muitos frigoríficos e pecuaristas ainda analisando as melhores estratégias de negociação para o restante da semana. No geral, a oferta de animais terminados permanece restrita. Há sinalização de avanços em alguns estados, mas não a ponto de inverter a curva de preços. A demanda doméstica de carne bovina gerou otimismo no mercado ao longo do final de semana, com alta dos preços no atacado, com destaque para a movimentação do corte dianteiro e da ponta de agulha, cortes mais acessíveis que dispõem da predileção do consumidor médio. “O bom resultado das exportações em um momento de desvalorização cambial pode motivar os frigoríficos exportadores a atuar de maneira mais agressiva na compra de gado ao longo da semana”, diz Iglesias. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 321 a arroba, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 304, ante R$ 302 a arroba na sexta-feira. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 308, ante R$ 307 a arroba. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 307 a arroba, inalterado. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 314 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina subiram. Conforme Iglesias, as vendas do final de semana foram bastante satisfatórias e motivaram a reposição entre atacado e varejo. Com isso, o corte traseiro passou de R$ 20,50 o quilo para R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,80 o quilo, com alta de 25 centavos, e a ponta de agulha passou de R$ 17,30 o quilo para R$ 17,70 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS          

Boi gordo: poucos negócios no início da semana em São Paulo

Nas praças paulistas, a semana começou com poucos negócios

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo ficou estável na última segunda-feira (12/4) na comparação com a última sexta-feira, cotado em R$317,00/@, preço bruto e a prazo, segundo levantamento da Scot Consultoria. As cotações da vaca e novilha gordas para abate também ficaram estáveis na comparação com a última sexta-feira, sendo negociadas por R$291,00/@ e R$306,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. A referência para os bovinos de até 30 meses ficou em R$325,00/@ para rebanhos próximos da indústria, com boa qualidade e dependendo do tamanho do lote.

Scot Consultoria

Dólar e demanda chinesa impulsionam exportação de carne bovina na segunda semana de abril

Volume exportado alcançou 38,1 mil toneladas nos primeiros seis dias úteis de abril

Na segunda-feira (12), a Secretaria de Comércio Exterior (Camex) informou que o volume exportado de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada alcançou 38,1 mil toneladas nos primeiros seis dias úteis de abril. No mesmo período do ano passado, os embarques finalizaram o mês com 116,2 mil toneladas embarcadas. A média diária embarcada na segunda semana de abril ficou em 6,3 mil toneladas e teve um avanço de 9,29% se comparado com os dados de abril do ano passado, com média exportada de 5,8 mil toneladas. O analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, destacou que o dólar valorizado e a demanda chinesa contribuíram para os bons volumes embarcados no início de abril. “A moeda brasileira acima de R$ 5,60 nos mantém extremamente competitivos no mercado internacional. Os embarques de carne suína também foram elevados o que reforça que a China está comprando bons volumes”, comentou. Os preços médios na segunda semana de abril ficaram próximos de US$ 4.700 por tonelada, alta de 7,51% em relação a abril de 2020, com um valor médio de US$ 4.372 por tonelada.  O valor negociado para o produto foi US$ 179,2 milhões.

AGENCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha em alta com renovados temores sobre teto de gastos

O dólar começou a semana em firme alta, fechando acima de 5,70 reais na segunda-feira e deixando a moeda brasileira na pior posição global 

Mais uma vez o mercado repercutiu boatos do lado fiscal, com temores de que pressões de todas as frentes acabem por provocar o rompimento do teto de gastos, o que ampliaria severamente as incertezas sobre a sustentabilidade fiscal. Investidores repercutiram mal notícias de que o governo discute a criação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que tenha sob seu guarda-chuva gastos extraordinários como medidas de apoio a emprego e despesas da Saúde. Segundo relatos, a ideia teria vindo do Ministério da Economia e seria uma forma de liberar espaço para emendas parlamentares que podem ser vetadas do texto do Orçamento. No fim do pregão no mercado à vista, o dólar à vista subiu 0,90% na segunda-feira, a 5,7258 reais na venda. A Verde Asset, do famoso gestor Luis Stuhlberger, avaliou que o mercado não percebe compromisso fiscal por parte das lideranças políticas e que isso, junto com o componente eleitoral de 2022, resulta numa demanda por prêmio de risco como há muito não se vê no mercado. “Temos sido parcimoniosos e pacientes ao implementar posições nesse mercado, pois não parece que teremos uma resolução tão cedo”, alertou a Verde no documento. Para o Itaú Unibanco, há risco “não desprezível” de flexibilização adicional do regime fiscal da regra. “Tal cenário impactaria a já frágil sustentabilidade fiscal brasileira, aumentando o prêmio de risco doméstico, com efeitos negativos sobre juros, câmbio e atividade econômica em 2021 e, predominantemente, em 2022”, disse a equipe econômica do Itaú, chefiada por Mário Mesquita, em revisão mensal de cenário.

REUTERS 

Ibovespa fecha em alta, mas com giro abaixo da média do ano

Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa subiu 0,97%, a 118.811,74 pontos 

O volume financeiro somou 24,18 bilhões de reais, mais uma vez abaixo da média do ano, de 36,3 bilhões de reais. “Os mercados iniciaram a semana sem muita volatilidade, sem muitas notícias que pudessem de fato mexer com o mercado”, avaliou o sócio e responsável por alocações de fundos de fundos da Kilima, Renato Mekbekian. Ele ressaltou, contudo, que há dois eventos locais, em particular, que podem adicionar volatilidade nos próximos dias. Um deles é a votação pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira para instalação da CPI da Covid no Senado, com o Presidente Jair Bolsonaro pedindo que se analise também governadores e prefeitos. Além disso, acrescentou Mekbekian, Bolsonaro tem 10 dias para sancionar o Orçamento de 2021 e ainda não foi fechado um acordo sobre determinados vetos, que podem fazer as despesas públicas superarem o teto a depender do desfecho. Em Wall Street, o S&P 500 e o Dow Jones recuaram, com os investidores esperando por sinais da próxima temporada de balanços corporativos e um importante relatório de inflação a ser divulgado nesta semana.

REUTERS

Governo eleva projeção do valor da produção agropecuária a R$1,057 tri em 2021

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Brasil deve atingir um recorde de 1,057 trilhão de reais em 2021, alta de 12,4% na comparação anual, informou na segunda-feira o Ministério da Agricultura, ao elevar ligeiramente sua projeção ante o montante de 1,032 trilhão estimado em março

As lavouras devem representar 727,7 bilhões de reais e a pecuária 330,1 bilhões, com avanços de respectivos 16,1% e 5,1%, mostrou o levantamento da pasta. “Nos últimos três anos, soja e milho têm apresentado recordes sucessivos de faturamento. A soma dessas duas atividades resultou num valor (equivalente a) 65,4% do VBP das lavouras”, disse a pasta em nota. Em valores absolutos, a soja deve corresponder a 345,9 bilhões de reais e o milho a 129,9 bilhões. O ministério disse que a demanda interna e o comportamento dos mercados, dos Estados Unidos e da China, têm sido os principais responsáveis pelo crescimento estimado para o cereal e a oleaginosa. Na pecuária, o bom desempenho esperado pelo governo se deve aos setores bovino, de frango e leite, que correspondem a 86,2% do valor gerado. A pasta ainda ressaltou que algodão, arroz, laranja e trigo estão entre os destaques positivos para as lavouras. “No grupo de 25 produtos analisados no levantamento, 16 apresentam preços recebidos superiores aos do ano passado. Pode-se dizer que, em geral, os produtores têm um ambiente de preços melhor neste ano.”

REUTERS

Brasil recua no ranking global dos países com maior PIB per capita em 2020

País deve continuar a perder posições nos próximos anos, estima FMI

O Brasil recuou no ranking global dos países com maior PIB per capita em 2020 e deve continuar a perder posições nos próximos anos, segundo projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional). A queda do Brasil no ranking ocorre pelo menos desde 1980, quando o Brasil estava entre os 50 países com maior PIB per capita. Após uma década de crises econômicas, o país caiu para a 60ª posição em 1990. Dez anos depois, perdeu mais sete posições (67ª). A informação foi antecipada pelo Valor Econômico. Na primeira década dos anos 2000, apesar do forte crescimento econômico, o país teve desempenho inferior à média mundial e perdeu mais 11 posições (78º). Em 2014, o Brasil registrou o valor mais alto de PIB per capita, pelo conceito que considera a paridade do poder de compra das moedas locais, de US$ 15.800. Estava na 76ª posição global. Após a recessão de 2014-2016, seguida de três anos de baixo crescimento e uma nova recessão em 2020, o Brasil ficou com a 85ª posição entre os cerca de 195 países para os quais há dados, com um PIB per capita de US$ 14.916. O valor é inferior ao de países da América Latina como Chile (US$ 23.366), Argentina (US$ 20.750) e México (US$ 19.130), mas está à frente da Colômbia (US$ 14.323). Está atrás da Rússia (US$ 27.903), mas supera a Índia (US$ 6.461). As projeções do FMI são de que o Brasil supere o patamar de 2014 em valores correntes somente em 2022, mantendo praticamente a mesma posição no ranking. Em 2026, último ano para o qual o Fundo fez estimativas, o país deve estar na posição 90. Pelo poder de paridade, o Brasil era em 2020 a oitava maior economia do planeta (com PIB de US$ 3,15 trilhões), mesma posição ocupada no ranking de 2019. Estão à frente China, EUA, Índia, Japão, Alemanha, Rússia e Indonésia. Pelas projeções do FMI a posição brasileira deve continuar a mesma até pelo menos 2026.

FOLHA DE SP

FRANGOS & SUÍNOS

Embarques de carne de frango aceleram no início de abril, amparados pelo câmbio

Exportações pulverizadas da proteína e competitividade do produto brasileiro estão fazendo a diferença

De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas na segunda-feira (12) os resultados das exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas nos primeiros seis dias úteis de abril aceleraram e representam cerca de 37% do total obtido em abril de 2020. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, ainda é cedo para se falar em recorde, mas já se pode esperar um excelente resultado para abril baseado nos números desta primeira semana. “O câmbio está trazendo uma competitividade surreal para a carne de frango brasileira que tem um mercado externo mais pulverizado. Temos, sim, a China comprando, mas tamos também um embarque halal muito forte (para o Oriente Médio), África do Sul, União Europeia. Isso tem feito uma diferença muito grande para as exportações”, disse. A receita obtida com as exportações de carne de frango neste abril, US$ 178 milhões, representa 37,5% o total obtido em todo o mês de abril de 2020, que foi de US$ 475 milhões. No volume embarcado, as 118.062 toneladas representam 36,9% do total exportado em abril do ano passado, que foi 320.709 toneladas. O faturamento por média diária foi de US$ 29.669 valor 24,85% maior do que abril do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve alta de 24%. Em toneladas por média diária, 19.677, houve alta de 22,71% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado da semana anterior, alta de 23,3%. O preço pago por tonelada, US$ 1.507, foi 1,75% superior ao praticado em abril do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve alta de 0,7%.

AGÊNCIA SAFRAS

Exportação de carne suína em abril já atingiu 47% do resultado total de abril/20

Os resultados obtidos em seis dias úteis são excelentes e mostram a China comprando a proteína com voracidade

De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas na segunda-feira (12), as exportações de carne suína fresca, congelada ou resfriada nos primeiros seis dias úteis de abril atingiram quase metade dos resultados obtidos em todo abril de 2020. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, este resultado expressivo mostra a China mantendo um bom ritmo de compras, como visto em março. “Vemos a China ainda dependente das importações, e mesmo que haja esse trabalho de recomposição dos plantéis suínos, a economia chinesa é a que mais vai crescer em 2021, então a demanda vai seguir aumentando”, disse. A receita obtida com as exportações de carne suína até agora neste mês, US$ 73.752, representa 48% do montante obtido em todo abril de 2020, que foi de US$ 153.964. No volume embarcado, 29.166 toneladas é 46,3% do total exportado em abril do ano passado, de 62.900,045 toneladas. No faturamento por média diária, o início de abril alcançou US$ 12.292 valor 59,67% maior do que o de abril de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve alta de 15,8%. Nas toneladas por média diária, foram 4.861,013, avanço de 54,56% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Quando comparado ao resultado da semana anterior, aumento de 15,4%. No preço pago por tonelada, US$ 2.528 neste mês de março, é 3,31% superior ao praticado em abril passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa alta de 0,22%.

AGÊNCIA SAFRAS

Conab estima recorde na produção de frangos e suínos em 2021

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção de frangos e suínos atinja um novo recorde em 2021, enquanto a de bovinos deve ter ligeira redução na comparação anual, informou em relatório sobre o suprimento de carnes na semana passada

A produção de frangos deve atingir 14,76 milhões de toneladas, comparadas a 14,68 milhões em 2020, e a de suínos deve chegar a 4,35 milhões de toneladas, uma alta em relação aos 4,25 milhões no ano passado, segundo a Conab. Já a produção de bovinos deve chegar a 8,31 milhões de toneladas, comparado a 8,48 milhões no ano passado. “Com isso, a disponibilidade interna total de carnes, somando aves, suínos e bovinos, se manteve estável em 2020 na comparação com o ano anterior. Tendência que deve se repetir em 2021, uma vez que a expectativa aponte para uma leve redução no volume total ofertado, em torno de 1%”, disse a Conab em nota. A Conab estima que a distribuição per capita de carne de frango deve ficar em 49,7 kg em 2021, comparado a 49,9 quilos em 2020, queda explicada pela expectativa de aumento das exportações e da população brasileira. As vendas externas de carne de frango devem somar 4,15 milhões de toneladas neste ano, se comparado a 4,12 milhões de toneladas em 2020. A disponibilidade interna de carne suína deve ficar em 15,4 kg por habitante no ano, comparada a 15,3 kg em 2020. A Conab espera que as exportações de carne suína continuem elevadas em 2021, sendo a China o principal consumidor.

CARNETEC                 

Abril pode ter horizonte de melhora no preço dos suínos, após março de fortes quedas

O primeiro trimestre de 2021 para a suinocultura brasileira foi de penúria, tanto pela queda nos preços pagos ao produtor quanto pela elevação dos custos de produção

Em São Paulo, por exemplo, a queda de preço entre o início de janeiro e o final de março passou de 30% para o animal vivo. Entretanto, de acordo com especialistas, abril pode ter um horizonte de melhora nos preços. De acordo com o Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira, alguns pontos devem motivar a melhora do preço na suinocultura brasileira em abril, tais como uma redução na oferta de animais vivos para abate, continuidade nos bons ritmos de exportação, redirecionamento do consumo da população com menor renda deixando de lado a carne bovina para adquirir a suína e uma pressão por parte dos suinocultores para um realinhamento positivo de preços devido aos altos custos de produção. Segundo o zootecnista da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, “a nova rodada do Auxílio Emergencial em valor menor, associado ao atual momento de preços em queda no setor, pode abrir espaço para um aumento na demanda da proteína”.  O Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, Marcelo Lopes, concorda que estes fatores podem influenciar positivamente nos preços. Entretanto, ele pondera que enquanto os valores caem rapidamente para o produtor, nas gôndolas o movimento é demorado. Ou seja, há uma morosidade para que a queda de preços chegue ao consumidor final e isso retorne ao suinocultor em forma de novos preços. Fabbri explica que as exportações mantiveram os ritmos fortes, mas como quase 75% da produção de carne suína é destinada ao mercado doméstico e a alta dos preços ao longo de 2020 não foi acompanhada pelo consumo, os preços derreteram ao longo do primeiro trimestre. Neste primeiro trimestre, a suinocultura independente registrou quedas vertiginosas nas cotações semanais. Em São Paulo, por exemplo, entre a primeira cotação de janeiro e a última de março, a perda foi de 37,5%.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Rabobank: PSA continua ‘bagunçando’ o cenário da suinocultura chinesa

Possível diminuição do ritmo de importação pelo país devido aos baixos preços do suíno no mercado doméstico

Os preços do suíno na China vêm caindo desde março, 30% se comparados com os valores antes do ano Novo Lunar e 24% comparado com março do ano passado, segundo relatório do Rabobank referente a abril de 2021. O declínio do preço é parcialmente atribuído à demanda enfraquecida, mas o fator mais importante é o aumento temporário de produto, uma vez que os suinocultores chineses estão se apressando em vender os animais pelo medo de serem atingidos por surtos de Peste Suína Africana. Mesmo com a demanda mais fraca, o preço do suíno segue acima de valores altos registrados no histórico do gigante asiático. Enquanto isso, o número de leitões segue baixo e com patamares de preços altos, sendo necessário importar animais vivos. A queda do preço da carne suína no varejo foi mais lenta do que a dos valores do suíno, representando baixa de 7% em abril relação ao mês março e 10% no comparativo com abril de 2020. As importações de carne suína começaram o ano com aumento de 25% no primeiro bimestre comparado com o mesmo período de 2020. Apesar disso, o recuo nos preços domésticos do suíno e a firmeza nos valores dos produtos vindos dos exportadores sugerem que as importações feitas pela China nos próximos meses podem diminuir o ritmo.

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