CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1463 DE 12 DE ABRIL DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1463| 12 de abril de 2021

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

CHINA VOLTA A AMPLIAR COMPRAS EM MARÇO. EXPORTAÇÕES TOTAIS DE CARNE BOVINA SOBEM 8% NO VOLUME E 12% NA RECEITA

Com a China ampliando suas compras após as comemorações do Ano Novo Lunar, o principal feriado daquele país, as exportações totais de carne bovina (in natura + processada) voltaram a crescer no mês de março

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/DECEX), do Ministério da Economia. A movimentação do mês atingiu 159.422 toneladas, num crescimento de 8% sobre março de 2020 com suas 147.333 toneladas. A receita subiu de US$ 636,2 milhões em 2020 para US$ 713,5 milhões em março de 2021, num aumento de 12%. No acumulado do primeiro trimestre de 2021, a receita soma US$ 1,81 bilhão, praticamente igual ao valor do primeiro trimestre de 2020. Em quantidade, o acumulado de 2021 atingiu 411.025 toneladas contra 413.935 toneladas no mesmo período de 2020, o que significa ainda uma queda de 1%. As compras chinesas, somadas com as de Hong Kong, vêm em crescimento contínuo em 2021: em janeiro foram 74.707 toneladas; em fevereiro atingiram 79.895 toneladas e em março 93.692 toneladas. No acumulado dos três primeiros meses do ano isso significou uma participação de 59,9% nas exportações totais de carne bovina brasileira e de 60% na receita obtida. Na segunda posição em importações do produto brasileiro veio o Chile, com 18.205 toneladas (-22% em relação a 2020); na terceira as Filipinas, com 14.522 toneladas (+41%); os Estados Unidos ficaram em quarto lugar, com 14.092 toneladas (+ 117%); em quinto veio o Egito com 12.063 toneladas (-36%), enquanto que Israel ocupou a sexta colocação, com 10.152 toneladas (-2,7%). Segundo a ABRAFRIGO, 58 países ampliaram suas aquisições enquanto outros 73 diminuíram.

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NOTÍCIAS

Baixa oferta de boiadas para abate ditando o rumo do mercado do boi gordo

A oferta enxuta de boiadas para abate continua ditando o ritmo do mercado

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o preço do boi gordo ficou estável na última sexta-feira (9/4) na comparação diária, em R$317,00/@, preço bruto e a prazo. Entretanto, as cotações da vaca e da novilha gordas para abate subiram R$1,00/@, negociadas em R$291,00/@ e R$306,00/@, respectivamente, também nas mesmas condições. Para os animais mais jovens, que são destinados à exportação, a referência ficou em R$320,00/@, preço bruto e à vista, contudo houve negócios em R$325,00/@, também nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA 

Boi: indicador do Cepea registra nova máxima histórica

O indicador do boi gordo do Cepea, calculado com base nos preços praticados em São Paulo, encostou nos R$ 320 por arroba e registrou uma nova máxima histórica

A cotação variou 0,82% em relação ao dia anterior e passou de R$ 316,8 para R$ 319,4 por arroba. Com isso, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 19,56%. Em 12 meses, os preços alcançaram 61,27% de valorização. No mercado futuro, os contratos do boi gordo negociados na B3 seguem em alta e também buscam novas máximas, com destaque para o outubro chegando a operar acima de R$ 330 por arroba. O vencimento para abril passou de R$ 317,9 para R$ 317,6, o para maio foi de R$ 313,85 para R$ 315, e o para outubro, de R$ 326,9 para R$ 328 por arroba.

CANAL RURAL

Itaú BBA: Entrada de animais de safra será comedida e mercado deve seguir sustentado

A entrada de animais de safra no mercado deve ser comedida e manter os preços do animal sustentados no mercado interno

A oferta restrita de animais deu sustentação aos preços do boi gordo em março, que ficou na média de R$ 309,35/@ com um avanço de 2,4% frente ao mês anterior. No atacado, as referências para carcaça casada registraram valorização durante o mês de março, que subiu 2,0% e finalizou cotado a R$ 19,75/kg. Com isso, o spread dos frigoríficos no mercado doméstico achatou um pouco mais, com uma desvalorização de 4,2%, o que tem levado ao fechamento de algumas plantas voltadas ao mercado interno.  “Com os preços firmes do boi e da carne motivando os produtores, o bezerro no Mato Grosso do Sul avançou 4,3% em março, já sendo negociado no início de abril acima de R$ 3.200/cabeça, o equivalente a R$ 460/@”, informou o Itaú BBA em seu relatório. No estado do Mato Grosso, o boi magro (12@) está cotado acima de R$ 4.500/cab, o equivalente a R$ 371,00/@. “Essas bases de preços do animal magro, combinadas com os custos da ração atuais e a curva futura do boi, indicam margens apertadas projetadas para os confinamentos no próximo trimestre”, informaram. Para os animais que entraram no confinamento nos últimos 3 meses e serão abatidos ao longo de abril o cenário ainda é positivo diante da contínua evolução dos preços do boi gordo. Para os próximos meses, o cenário segue positivo com as exportações aquecidas. “O real deve seguir desvalorizado frente ao dólar e os preços competitivos no mercado internacional devem colaborar para o animal seguir firme. Para os frigoríficos voltados ao mercado interno, o quadro deve seguir difícil com a oferta de animais escassa e a queda do consumo interno desafiando a manutenção das plantas em funcionamento”, concluem.

Itaú BBA 

Preço do boi gordo sobe R$ 1 por arroba em Goiás e Mato Grosso

Segundo a Safras, a oferta de animais terminados começa a dar sinais de melhora no Centro-Oeste, mas é insuficiente para baixar as cotações

O mercado físico de boi gordo segue com preços firmes. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, persistem os relatos de negociações acima da referência média em todo o país, de acordo com a qualidade do animal negociado. Enquanto isso, a oferta de boiadas começa a sinalizar para algum avanço em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no entanto, ainda sem mudanças contundentes em relação aos preços nos respectivos estados.

“No geral os frigoríficos ainda operam com escalas de abate encurtadas. Em relação a demanda, persiste o otimismo com a reposição em meio a uma nova rodada do auxílio emergencial. Além disso, precisa ser mencionado o processo de reabertura em São Paulo, que pode melhorar o consumo de cortes nobres bovinos com medidas menos restritivas de funcionamento para restaurantes, permitindo a modalidade Take Away”, diz Iglesias. Na capital de São Paulo, a referência para a arroba do boi gordo ficou a R$ 321 a arroba, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 302, ante R$ 301 a arroba na quinta-feira. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 307, inalterada. Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 307 a arroba, contra R$ 306 a arroba. Em Uberaba (MG), preços a R$ 314 a arroba, estáveis. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a reajuste dos preços, com um maior otimismo em torno do consumo doméstico, com uma nova rodada do auxílio emergencial, que tende a fomentar o consumo de base, a tendência é que essa demanda se direcione para os cortes mais acessíveis, a exemplo do quarto dianteiro bovino e da ponta de agulha. Com isso, o corte traseiro seguiu em R$ 20,50 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,55 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 1,80%, a R$ 5,6748

O dólar teve forte alta na sexta-feira, com investidores temerosos sobre o rumo da política fiscal caso o Orçamento seja sancionado sem vetos

O dólar spot subiu 1,80%, a 5,6748 reais. A moeda variou de 5,5700 reais (-0,08%) a 5,6853 reais (+1,99%). Operadores comentaram sobre notícias de que pareceres da Câmara e do Senado recomendariam a sanção sem vetos da peça orçamentária e que, entre as opções para recompor as despesas obrigatórias, poder-se-ia recorrer a projeto de lei ou decreto. O mercado teme maquiagem fiscal, o que poderia colocar em xeque o teto de gastos –e, por tabela, a permanência no cargo de Paulo Guedes, Ministro da Economia, que já vem acumulando reveses em temas fiscais– e lançar mais dúvidas sobre os rumos da política fiscal. Azedando mais o humor, o conflito em torno do Orçamento, que já tensiona a relação Legislativo-Executivo, agora acontece em meio a ruídos tanto do governo quanto dos parlamentares em relação ao STF, cujo Ministro Luís Roberto Barroso na véspera determinou abertura de uma CPI no Senado para investigar a gestão da pandemia de Covid-19 no Brasil. O juro baixo é um dos elementos citados por analistas como catalisador de maior volatilidade cambial. A volatilidade implícita das opções de dólar/real de três meses –uma medida do grau de incerteza sobre a trajetória da taxa de câmbio– subia na sexta para 18,08%, alta discreta frente à véspera, mas suficiente para manter a medida acima dos 16% do fim de fevereiro.

O real é a segunda moeda mais volátil no mundo emergente. O dólar foi a uma máxima de 5,6853 reais na sessão. Estrategistas do Société Générale avaliam que o rompimento de uma resistência técnica em 5,70 reais pode abrir caminho para a moeda testar 5,88 reais. Na semana, o dólar ainda acumulou queda de 0,69%. A cotação sobe 0,79% em abril, elevando os ganhos no ano para 9,31%. Em 2021, a moeda brasileira tem o terceiro pior desempenho global.

REUTERS

Ibovespa recua com Vale, mas sobe na semana com exterior

Na sexta-feira, o Ibovespa caiu 0,54%, a 117.669,90 pontos, mas acumulou alta de 2% na semana, assegurando desempenho positivo de 0,89% no mês e reduzindo a perda no ano para 1,13%. 

O Ibovespa fechou a sexta-feira com um declínio discreto, mas acumulou um desempenho positivo na semana, beneficiado por perspectivas favoráveis para a recuperação da economia norte-americana, mas também pela ausência de novidades negativas relevantes no Brasil. Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Dow Jones renovaram recordes nos últimos pregões após sinais melhores sobre a atividade e de que o Federal Reserve não está nem perto de reduzir seu apoio àquela economia. O país também acelerou o ritmo de vacinação contra a Covid-19. A queda no volume financeiro negociado diariamente na bolsa em abril referenda os receios com o cenário doméstico, com a média neste mês em 27,4 bilhões de reais, contra 36,9 bilhões de reais em março, 38,6 bilhões de reais em fevereiro e 36,3 bilhões de reais em janeiro. Estrangeiros também continuam mostrando saída líquida do mercado acionário secundário brasileiro, com o saldo em abril negativo em 47,7 milhões de reais até o dia 7. Em todo o mês anterior, o déficit foi de 4,6 bilhões de reais. Em fevereiro, as saídas superaram as entradas em 6,8 bilhões. Ainda assim, o mercado de ofertas de ações – IPOs e follow-ons – continuou aquecido, com o calendário do mês incluindo a precificação de operações de empresas como Hospital Care, Caixa Seguridade, modalmais, Infracommerce, Blau Farmacêutica, Rio Alto Energia.

REUTERS 

Mercado aumenta expectativa para Selic em 2021, aponta Focus. PIB CAI de 3,17% para 3,08%

A expectativa para a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, no fim de 2021 aumentou de 5% para 5,25%, após duas semanas consecutivas de manutenção. Para o fim de 2022, a projeção para os juros permaneceu em 6% ao ano

Desde 2015, quando subiu ao patamar de 14,25% ao ano, que a Selic não subia. Isso mudou em março.  Além disso, o Comitê anteviu a “continuação do processo de normalização parcial do estímulo monetário com outro ajuste da mesma magnitude” na próxima reunião. A expectativa para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 subiu de 4,81% para 4,85%, após manutenção na semana passada. Para 2022, a projeção subiu pela segunda semana consecutiva, de 3,52% para 3,53%. A meta de inflação a ser perseguida pelo Banco Central é de 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 caiu de 3,17% para 3,08%, no sexto corte semanal seguido. Para 2022, a projeção foi mantida em 2,33%, após duas semanas consecutivas de queda. A expectativa do mercado para o dólar no fim de 2021 aumentou de R$ 5,35 para R$ 5,37, pela terceira semana consecutiva. A projeção para a moeda em 2022 permaneceu em R$ 5,25, após queda na semana passada.

VALOR ECONÔMICO 

IPCA sobe 0,93% em março, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,93 por cento em março, após alta de 0,86 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira

No acumulado de 12 meses até março, o IPCA teve alta de 6,10 por cento, contra alta 5,20 por cento do mês anterior. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 1,03 por cento em março, acumulando em 12 meses alta de 6,20 por cento.

REUTERS 

Na 2ª onda de covid, inadimplência, renda em queda e inflação ameaçam a economia

Com o fim do auxílio emergencial, em dezembro, famílias e empresas passaram a arrecadar menos dinheiro e já há indícios de mais atrasos no pagamento de dívidas

Dívidas em patamares recordes, atrasos em pagamentos, inflação alta e renda achatada. Estes são apenas alguns dos pontos de pressão sobre famílias e empresas brasileiras em 2021. Dados do Banco Central mostram que, em dezembro, o comprometimento da renda das famílias brasileiras com dívidas bancárias chegou a 31,1%, pico da série histórica. O dado reflete a parcela dos salários usada para pagar juros e amortizações de empréstimos. Ou seja: a cada R$ 100 de renda, sobram menos de R$ 70 para o pagamento das demais despesas. O endividamento das famílias também é recorde: 56,4% da renda total. As dívidas bancárias são outro ponto de pressão. Os dados mais recentes do BC mostram que, por ora, nelas seguem em níveis controlados, tanto para famílias quanto para empresas. Em fevereiro, a inadimplência atingiu 4,1% entre as famílias e 1,6% nas empresas. Os dados consideram o crédito livre, que excluem financiamentos com dinheiro do BNDES e da poupança (como o crédito imobiliário). Mas a situação não é confortável. Isso porque o BC só considera como inadimplência os atrasos de mais de 90 dias. Em 2021, os atrasos já começam a crescer. O BC aponta que, em fevereiro, os atrasos entre 15 e 90 dias – ou “pré-inadimplência – chegam a 3,65% (famílias) e 1,69% (empresas). Em dezembro, os porcentuais eram de 3,24% e 1,52%, respectivamente. Dados da Febraban indicam que, de março a dezembro de 2020, as renegociações somaram R$ 971,5 bilhões. O valor das parcelas suspensas somou R$ 146,7 bilhões. Em 2021, essa fatura poderá ter de ser paga. Em meio às dificuldades para pagar dívidas, famílias e empresas enfrentam a escalada da inflação. O IGP-M, o “índice do aluguel” da Fundação Getulio Vargas (FGV), acumula alta de 31% nos 12 meses até março. O IPCA – índice oficial de inflação – também está em aceleração. Em março, a alta acumulada em 12 meses atingiu 6,1%. Enquanto os produtos sobem de preço, a renda segue achatada. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a massa de rendimento do trabalho somou R$ 211,4 bilhões no trimestre encerrado em janeiro de 2021. O valor é quase 7% inferior ao do mesmo período do ano anterior.

O ESTADO DE SÃO PAULO 

EMPRESAS

Marfrig quer transportar 42% de sua produção por trilhos em 2021

A Marfrig disse na sexta-feira (09) que quer elevar o transporte de produtos pelo modal ferroviário de 30% para 42% de sua produção total no país até o fim deste ano

Atualmente, a empresa utiliza exclusivamente a malha Norte entre Rondonópolis (MT) e Santos (SP), mas deu início ao processo de avaliação de escoamento da produção também pela malha Norte-Sul, que abrange o trecho entre São Simão (GO) e Santos (SP). A maior produtora de hambúrgueres do ano aumentou de 50 para 300 contêineres transportados pelo modal ferroviário e a expectativa é chegar a 500 em 2021, com a implantação de um plano de logística que tornou o processo de carga e descarga mais eficiente. “No início, a carga enviada sobre trilhos demorava 18 dias para chegar ao destino, agora este prazo caiu para 12 dias, o mesmo tempo gasto no rodoviário para o mesmo trajeto”, disse o Diretor de Logística da Marfrig, Luciano Alves, em comunicado. A Marfrig disse que também reduziu custos com frete em 30% e que o aumento da utilização das estradas férreas do país contribui para a redução da emissão de gases poluentes em 65%.

CARNETEC 

BRF abre 2 mil novas vagas de trabalho no 1º trimestre no país

No primeiro trimestre de 2021, a BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, somente no Brasil contratou 2,1 mil profissionais para novas posições com a expansão de suas operações. É quase o número de novos postos de trabalho de todo o ano anterior na empresa (2,2 mil), informou a empresa na sexta-feira (09)

As oportunidades foram geradas em 72 municípios, em todas as regiões do país. Com as novas contratações, a companhia avança nas metas de crescimento conforme o Plano 2030 anunciado em dezembro, com previsão de atingir R$ 100 bilhões de receita líquida e de cerca de R$ 55 bilhões em investimentos nos próximos dez anos. Atualmente, a BRF conta com mais de 95 mil funcionários em todo o mundo. Aproximadamente 90% das contratações pela BRF se referem exclusivamente às áreas operacionais. Cerca de 40% dessa força de trabalho operacional contratada desde janeiro em novas vagas abertas (832 trabalhadores) foi absorvida pelo Centro-Oeste do país. A Região Sul responde por 627 contratações (cerca de 30%). As demais contratações se dividem entre o Sudeste e o Nordeste.

CARNETEC

Minerva capta R$ 1,6 bi e resgatará dívida em dólar

Companhia emite CRAs com vencimento em sete e dez anos para alongar prazo médio dos passivos

A Minerva Foods fechou a captação de R$ 1,6 bilhão em dívidas de longo prazo, apurou o Pipeline. Com os recursos, a companhia vai pagar dívidas no exterior com prazo de vencimento mais curto. Os recursos foram levantados por meio da emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), em duas séries. Do total, R$ 1,2 bilhão vencem em sete anos e o restante em dez, conforme uma fonte. Em dezembro, o duration das dívidas da Minerva era de 4,8 anos. A remuneração ao investidor saiu a IPCA mais 5,5% ao ano, mas a Minerva fez swap para 128% do CDI, saindo do risco de inflação. O BTG coordenou a operação. Itaú, Bradesco e XP também participaram. A liquidação dos papéis só ocorrerá em meados de abril. No ano passado, a companhia fez uma captação de CRAs de seis anos que saiu a 160% do CDI após swap. “A curva pré subiu muito de lá para cá. Por isso o swap contra inflação ficou mais barato”, afirmou uma fonte. Os bancos deram garantia firme para uma emissão com esforços restritos, mas os títulos encontraram cerca de R$ 700 milhões de demanda de investidores em dois dias – o restante foi absorvido pelos coordenadores. A Minerva vai usar a captação de CRAs para resgatar o que resta dos bonds que vencem em 2026, que têm um cupom de 6,5% ao ano, em dólar. No mês passado, a companhia já havia feito um leilão para resgatar os bonds de 2026 (a adesão foi de 75%), tirando US$ 912 milhões de circulação. Em 30 de abril, a Minerva vai exercer a call para os títulos que sobraram – US$ 291 milhões (o equivalente a R$ 1,6 bilhão). A gestão de liability pode economizar 200 pontos-base no custo dessas dívidas. Em dezembro, o índice de alavancagem da Minerva era de 2,4 vezes. A dívida bruta somava R$ 11,5 bilhões, com 45% vencendo em 2026 (grande parte alongada agora). Com R$ 20 bilhões de faturamento, a Minerva vale R$ 5,9 bilhões – considerando as warrents em circulação, o market cap chega a R$ 6,3 bilhões.

VALOR ECONÔMICO 

MEIO AMBIENTE

Fatores nacionais para emissão e remoção de gases de efeito estufa na agropecuária estão em coletânea inédita do Mapa

Cerca de 400 pesquisadores apresentam indicadores que levam em consideração a forma de cultivo, os diversos biomas brasileiros e outros fatores que mostram a realidade dos sistemas produtivos do país

Essas informações fazem parte de uma das pesquisas lançadas, na sexta-feira (9), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre os fatores de emissão e remoção de gases de efeito estufa (GEE) na pecuária e agricultura nacionais. “Em um ano tão importante como 2021 para o clima, lançamos essas Coletâneas tão importantes. Ampliamos a disponibilidade de dados sobre os sistemas nacionais que levam efetivamente em conta as especificidades edafoclimáticas do Brasil, a partir de metodologias científicas e aceitas internacionalmente”, disse a Ministra Tereza Cristina ao lembrar importantes agendas climáticas internacionais a serem realizadas ao longo do ano como a Cúpula da Terra e a COP-26. A Diretora de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Mariane Crespolini, explicou que, já no último Inventário Nacional, entregue pelo Brasil em dezembro de 2020, a agropecuária já utilizou fatores próprios de emissão (Tier 2). “Esses dados são fundamentais para quantificar mais precisamente as emissões nacionais, permitindo disponibilizar informações adequadas à sociedade, e, sobretudo, direcionar adequadamente o desenho da política setorial nacional de enfrentamento à mudança do clima”, defendeu. Nas coletâneas, pode-se encontrar dados das pesquisas sobre os fatores de emissão e remoção de GEE para cana-de-açúcar, grãos, sistemas integrados de produção e florestas plantadas; pequenos ruminantes, grandes ruminantes e não ruminantes (suinocultura, frango de corte e psicultura em tanque-rede). Líder em exportação de carne bovina, o País apresenta transformações importantes nas últimas duas décadas com a redução expressiva das emissões de GEE totais por quilo de carne ou por litro de leite, levando sempre em consideração o ambiente em que o animal é criado, e não somente a emissão de gases decorrentes do processo de ruminação. O  modelo de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) permite mitigar ou até neutralizar as emissões de gases de efeito estufa quando se tem a presença de árvores, tornando o processo de produção ainda mais sustentável a partir do melhoramento genético e manejo adequado de pastagens como estratégias, por exemplo. Neste contexto, é possível até a comercialização de uma carne com o selo carbono neutro, que atesta que os animais que deram origem ao produto tiveram as emissões de metano entérico compensadas durante o processo de produção pelo crescimento de árvores no sistema de integração LPF.

MAPA 

FRANGOS & SUÍNOS

Carne de frango: em março, exportação subiu mais de 13%, diz ABPA

No trimestre, as exportações de carne de frango registraram alta acumulada de 1,44%, com 1.036 milhão de toneladas exportadas

As exportações brasileiras de carne de frango, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, totalizaram 396 mil toneladas em março, segundo informou a ABPA. O número supera em 13,3% o total exportado no terceiro mês de 2020, com 349,5 mil toneladas. Em receita, os embarques de março alcançaram US$ 603,6 milhões, número 9,2% superior ao alcançado no terceiro mês do ano passado, com US$ 552,5 milhões. No trimestre, as exportações de carne de frango registraram alta acumulada de 1,44%, com 1.036 milhão de toneladas exportadas, contra 1,021 milhão de toneladas no mesmo período de 2020. Em receita, o saldo das exportações do setor alcançou US$ 1,559 bilhão, número 4,6% menor em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 1,635 bilhão. Na Ásia, a China importou em março 55,6 mil toneladas, volume 6,9% maior que o efetuado no mesmo período de 2020. No trimestre, as vendas para o mercado chinês alcançaram 148 mil toneladas, número 11,6% menor em relação ao mesmo período do ano passado. No Oriente Médio, com a maior alta registrada entre os mercados importadores de frango do Brasil, a Arábia Saudita, no segundo posto, importou 41,1 mil toneladas em março (+4%) e 120,8 mil toneladas no trimestre (+8,5%). Na África, a África do Sul (quarto maior destino) importou 29,9 mil toneladas em março (+36,3%) e 78,4 mil toneladas no trimestre (+31,9%). Entre os estados, o Paraná segue como maior exportador de carne de frango do Brasil, com 419 mil toneladas embarcadas no primeiro trimestre, número 5,4% maior que o desempenho registrado no mesmo período de 2020.  Em seguida estão Santa Catarina, com 225,9 mil toneladas (-10,14%); e o Rio Grande do Sul, com 161,8 mil toneladas (-2,53%).

ABPA

Carne suína bateu recorde de exportações mensais em março

O número supera em 51,5% os embarques registrados no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 72,1 mil toneladas

As exportações brasileiras de carne suína, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, totalizaram 109,2 mil toneladas no mês de março, segundo informou a ABPA. O número supera em 51,5% os embarques registrados no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 72,1 mil toneladas. Em receita, as vendas do setor alcançaram US$ 261,7 milhões, número que supera em 57,6% o resultado dos embarques realizados no terceiro mês de 2020. No acumulado do ano, as exportações de carne suína totalizaram 253,5 mil toneladas, volume 21,86% maior que o registrado no primeiro trimestre de 2020, quando foram embarcadas 208 mil toneladas. O saldo das vendas do trimestre alcançou US$ 594 milhões, número 22,4% maior que o realizado no mesmo período de 2020, com US$ 485,1 milhões. Principal destino das exportações de carne suína, a China importou em março 58,7 mil toneladas (+64,6%), e 132,9 mil toneladas no trimestre (+36,5%). No segundo lugar, Hong Kong importou 17,5 mil toneladas em março (+49,9%) e 37,3 mil toneladas no trimestre (-6,2%). No terceiro posto, o Chile importou 5,1 mil toneladas em março (+98,2%) e 15 mil toneladas no trimestre (+69,6%). Santa Catarina segue como maior exportador de carne suína, com 126,7 mil toneladas exportadas no primeiro trimestre, número 13,86% superior ao registrado no mesmo período de 2020. Em seguida estão Rio Grande do Sul, com 68,8 mil toneladas (+39,5%); e Paraná, com 34,5 mil toneladas (+27,1%).

ABPA

Suínos: encerramento da semana é de preços em ALTA

A semana de negociações no mercado de suínos na sexta-feira (9) fechou com cotações positivas

Segundo o Cepea/Esalq, as vendas da carne suína e a demanda por novos lotes de animal vivo apresentaram reação neste começo de abril, auxiliadas pelo bom ritmo nas exportações. Dados da Secex apontam que o Brasil embarcou 96,8 mil toneladas de carne suína in natura em março, aumento de 35,4% frente a fevereiro, significativos 53% acima do volume escoado em março/20 e um recorde, considerando-se a série da Secretaria, iniciada em 1997. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF aumentou 4,76%/9,52%, chegando a R$ 110,00/R$ 115,00, enquanto a carcaça especial subiu 1,19%, chegando a R$ 8,50/R$ 8,60 o quilo. Para o animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (9), houve aumento nas principais praças produtoras. O quilo do suíno vivo subiu 0,87% no Rio Grande do Sul, valendo R$ 5,78/kg, avanço de 0,76% no Paraná, atingindo R$ 5,29/kg, valorização de 0,73% em Santa Catarina, cotado em R$ 5,33/kg, aumento de 0,69% em São Paulo, alcançando R$ 5,83/kg, e de 0,33% em Minas Gerais, fechando em R$ 6,01/kg.

Cepea/Esalq 

Frango: semana encerra com recuo nos preços

A semana de negociações se encerrou na sexta-feira (9) com preços em declínio

De acordo com análise do Cepea/Esalq, neste começo de abril, os preços da carne de frango recuaram na maioria das regiões acompanhadas pelo órgão, devido à baixa liquidez. Já as exportações brasileiras da carne apresentam bom desempenho. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a ave na granja ficou com preço estável em R$ 4,70/kg, enquanto o frango no atacado caiu 1,77%, cotado em R$ 5,55/kg. No caso do animal vivo, Santa Catarina e Paraná ficaram com valores inalterados, valendo, respectivamente, R$ 3,28/kg e R$ 4,77/kg. Já São Paulo registrou alta de 1,12%, chegando a R$ 4,50/kg. Segundo informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (8), o frango congelado teve recuo de 0,17%, alcançando R$ 6,00/kg, enquanto o resfriado subiu 0,32%, fechando em R$ 6,21/kg.

Cepea/Esalq

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