CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1462 DE 09 DE ABRIL DE 2021

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Ano 7 | nº 1462| 09 de abril de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: vendas aumentam no mercado interno e preços seguem firmes

A tendência é que o mês de abril ainda seja pautado por oferta reduzida de boiadas, com avanços mais consistentes a partir de maio

O mercado físico de boi gordo segue com preços firmes. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o dia foi marcado por razoável fluidez das negociações, mas o volume ofertado continua expressivo em muitos estados, resultando em grande dificuldade na composição das escalas de abate por parte dos frigoríficos. “A tendência é que o mês de abril ainda seja pautado por oferta reduzida de boiadas, com avanços mais consistentes a partir de maio. Neste período, as pastagens perdem qualidade em função do clima seco típico da época e os pecuaristas perdem capacidade de retenção” disse Iglesias. Conforme o analista, há maior otimismo em torno da demanda doméstica de carne bovina, considerando que além da entrada dos salários na economia também se faz presente uma nova rodada do auxílio emergencial que tende a motivar o consumo de produtos básicos, incluindo carnes. No caso da carne bovina os cortes do dianteiro e da ponta de agulha serão os principais beneficiados. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 321 a arroba. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 301. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 307. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 306 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 314 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a reajuste dos preços, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo prevista para a primeira quinzena do mês. Com isso, o corte traseiro seguiu em R$ 20,50 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,55 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Preço do boi gordo estável no Rio Grande do Sul

Conforme relatório semanal da Emater/RS divulgado na quinta-feira (08), o valor médio do boi terminado registrou aumento de um centavo e está em R$ 9,68/kg vivo. O valor da vaca para abate permaneceu estável e está em R$ 8,73/kg vivo

As negociações dos animais prontos para o abate ocorrem de maneira pontual no estado, já que a oferta de animais está reduzida. “Alguns produtores comercializam para ajustar a lotação das pastagens, mas o maior volume de negócios no momento está concentrado na aquisição de terneiros e terneiras para engorda nas pastagens de inverno”, informou no relatório. Apesar da diminuição na oferta de pastagens, os rebanhos mantêm boas condições de peso e estão garantindo reservas corporais para o inverno. Em diversas propriedades a lotação está sendo adequada ao período de inverno, garantindo o volume de forragem. As condições das pastagens ainda são consideradas satisfatórias para época do ano. Com isso, muitos produtores estão tendo que suplementar os rebanhos com feno ou silagem para garantir a manutenção da produtividade.  O uso de rações é inviável devido aos altos preços.

Segundo o levantamento da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo no Oeste do estado está ao redor de R$ 9,65/kg com uma valorização de 1,05%, frente aos dados da quarta-feira (07). Em Pelotas/RS, o valor do animal também teve um avanço de 1,05% e está ao redor de R$ 9,65/kg.

EMATER/RS

carcaça bovina TEVE alta de 1,04% no mercado atacadista em São Paulo

Os preços da carcaça casada bovina começaram a ser negociados a R$ 19,50/kg no mercado atacadista em São Paulo, alta de 1,04%. A consultoria Agrifatto informou na quinta-feira (08) que os ganhos nas cotações são reflexo dos estoques enxutos na categoria do animal castrado e as referências devem seguir pressionadas já que o fluxo de negócios segue limitado

Segundo as informações do Cepea que foram divulgadas na quarta-feira (07), os preços do corte de ponta de agulha sem osso em São Paulo estão cotados a R$ 17,88/kg e tiveram uma valorização de 0,87%, frente aos dados da última terça-feira (06) que estavam ao redor de R$ 17,03/kg. Já a referência da carcaça casada sem osso na praça paulista está em R$ 18,80/kg, queda de 0,34%. No último levantamento girava ao redor de R$ 18,63/kg.  A Radar Investimentos divulgou em seu boletim matinal que as cotações dos cortes traseiros estão em torno de R$ 22,40/kg no estado de São Paulo. Os preços dos cortes dianteiros seguem próximos de R$ 18,46/kg. O preço da carcaça casada do boi em São Paulo teve um avanço de 47,41% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 13,50/kg.  Atualmente ele está em R$ 19,40/kg. O indicador da carcaça casada da vaca em São Paulo teve um crescimento de 52,42% se comparado com o preço observado em abril que estava em R$ 12,40/kg.  Agora ela está cotada a R$ 18,90/kg. O Instituto de Economia Agrícola (IEA) informou na quinta-feira (08) que o preço médio do acém está próximo de R$ 27,21/kg e tem registrado movimento fraco. O escoamento da alcatra em São Paulo também está lento e o valor médio está em torno de R$ 36,46/kg. Já a cotação média do contrafilé na praça paulista segue a R$ 33,48/kg, enquanto o traseiro sem osso está em R$ 21,60/kg.

CEPEA/IEA

Alta na cotação da vaca em São Paulo

Às incertezas com relação ao consumo doméstico de carne, apesar do início da nova rodada do auxílio emergencial, manteve os frigoríficos cautelosos nas negociações na última quinta-feira (8/4)

Segundo levantamento da Scot Consultoria, os preços do boi e da novilha gordos permaneceram estáveis na comparação diária, porém, o da vaca subiu R$1,00/@, negociada em R$290,00/@, preço bruto e a prazo. O boi gordo que atende ao mercado interno foi negociado em R$317,00/@, preço bruto e a prazo, e a novilha gorda em R$305,00/@, nas mesmas condições. Para animais que atendem à demanda externa, os negócios ocorrem por volta de R$320,00/@, preço bruto e à vista.

Scot Consultoria

ECONOMIA

Dólar fecha em queda de 1,26%, a R$ 5,5744

O dólar mais do que reverteu a alta da véspera ao fechar em queda de mais de 1% na quinta-feira, numa sessão marcada por otimismo sobre a recuperação econômica global, o que impulsionou a demanda por ativos de risco, como moedas emergentes

O dólar à vista caiu 1,26%, a 5,5744 reais na venda, menor patamar desde 23 de março (5,5168 reais). A cotação oscilou na quinta entre 5,618 reais (-0,49%) e 5,5392 reais (-1,88%). Na quarta, a moeda havia subido 0,79%. No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de rivais recuava 0,35%, para mínimas em duas semanas. A moeda dos EUA caía entre 0,2% e 0,8% frente a algumas das principais divisas emergentes.

REUTERS

Ibovespa renova máxima desde fevereiro com e-commerce em destaque

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, acima dos 118 mil pontos pela primeira vez desde fevereiro, com ações de comércio eletrônico entre os destaques positivos, em pregão beneficiado por confiança de investidores em Wall Street

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,59%, a 118.313,23 pontos, maior patamar de fechamento desde 19 de fevereiro. O volume financeiro somou 29,18 bilhões de reais. Na visão do analista da Clear Corretora, Rafael Ribeiro, parte da performance da bolsa nesta sessão refletiu o alívio na curva de juros, que foi suficiente para engatilhar recuperação de ações ligadas ao mercado doméstico. Outro componente positivo veio do exterior, onde Wall Street fechou com o S&P 500 em nova máxima histórica e os rendimentos dos Treasuries recuaram. Para o Chefe de renda variável da Acqua Investimentos, Raphael Pira, as bolsas norte-americanas continuam respondendo à grande injeção de estímulos monetários naquela economia, o que acaba influenciando positivamente o pregão brasileiro. O Chair do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizou na quinta-feira que o Banco Central dos EUA não está nem perto de reduzir o apoio àquela economia e disse que um aumento esperado nos preços neste ano provavelmente será temporário.

REUTERS

Índice de preços de alimentos da FAO sobe pelo 10º mês consecutivo

Resultado de março foi o maior desde junho de 2014

O índice de preços dos alimentos da Organização das Nações Unidos para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu pelo décimo mês consecutivo e atingiu 118,5 pontos em março. O resultado, o mais elevado desde junho de 2014, foi 2,4 pontos (2,1%) maior que o de fevereiro. O aumento foi liderado por fortes ganhos nos subíndices de óleos vegetais, carnes e laticínios. Cereais e açúcar registraram quedas. O subíndice dos laticínios subiu pelo décimo mês consecutivo e atingiu a média de 117,4 pontos em março, 4,4 pontos acima de fevereiro. O indicador das carnes atingiu 98,9 pontos, 2,2 pontos acima de fevereiro, e ampliou a tendência de alta pelo sexto mês consecutivo. Contudo, os preços seguem ligeiramente abaixo dos valores praticados no mesmo período do ano passado. Já o subíndice dos cereais ficou em 123,6 pontos em março, queda de 2,2 pontos percentuais em relação a fevereiro, interrompendo uma curva de alta de oito meses. Ante o patamar de março de 2019, ainda houve alta de 25,9 pontos.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Cresce a preocupação da indústria de aves e suínos com alta de custos

Segmento teme encarecimento de carnes no país e redução da competitividade das exportações

As exportações de carnes de frango e suína no país mantiveram a tendência de 2020 e encerraram o primeiro trimestre do ano com relativa estabilidade no primeiro caso e forte aumento no segundo. Uma preocupação é comum nas duas frentes: a forte alta de custos de produção, que pode prejudicar a competitividade das vendas ao mercado externo. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), de janeiro a março de 2021, os embarques de carne de frango somaram 1,036 milhão de toneladas, 1,4% a mais que em igual intervalo do ano passado — aumento garantido por uma recuperação expressiva em março. A receita das vendas recuou 4,6% na mesma comparação, para US$ 1,56 bilhão. No caso das exportações de carne suína, a fase favorável aos embarques do Brasil continua, impulsionada pela forte demanda da China. Com mais um recorde mensal em março, o volume dos embarques brasileiros cresceu 21,8% no primeiro trimestre, para 253,5 milhões, e a receita aumentou 22,5%, para US$ 485,1 milhões. “A alta de custos não tem um efeito limitador sobre as exportações neste momento, mas já dificulta a competitividade dos produtos brasileiros”, diz Ricardo Santin, Presidente da ABPA. O problema é que os preços de milho e soja, grãos básicos para a produção de rações para aves e suínos, continuam em patamares elevados, e não há sinais de que haverá alívio no curto prazo. O indicador Esalq/BM&FBovespa da saca de 60 quilos de milho atualmente está em cerca de R$ 95, quase 70% mais que no início de abril do ano passado. Já o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos de soja negociada no Paraná está em torno de R$ 172, alta também da ordem de 70%. A ABPA voltou a pedir, agora em ofício enviado ao Ministério da Agricultura, a extensão da isenção da tarifa de importação de milho, que expirou no fim de março. Segundo Santin, a isenção é necessária para criar opções para o segmento. “Nosso intuito é evitar o aumento de preços na mesa do consumidor. Queremos alternativas”. Santin afirmou que, mesmo com parte do plantio do cereal nesta segunda safra da temporada 2020/21 tendo ocorrido fora da janela ideal — o que pode afetar a produtividade —, não deverá faltar milho no curto prazo no país. No ofício, a ABPA pediu ao Ministério da Agricultura a criação de uma ferramenta oficial de venda antecipada, que daria à indústria acesso ao volume de milho negociado pelos produtores.

VALOR ECONÔMICO

República Dominicana habilita 28 novas plantas de frigoríficos de aves do Brasil

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou as habilitações de novas unidades frigoríficas de aves brasileiras para a República Dominicana, conforme informação repassada esta semana pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Ao todo, são 28 plantas novas plantas habilitadas, aumentando em sete vezes o número de habilitações – anteriormente, apenas 4 plantas estavam habilitadas para o destino. As novas habilitações são unidades da Cooperativa Lar e das empresas BRF e JBS (que já exportavam para este mercado), localizadas nos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Bahia. “A República Dominicana é um mercado com o qual já trabalhamos há alguns anos e estas novas habilitações vêm para consolidar uma parceria importante entre os dois países. É seguramente um dos mercados mais promissores da região, que possibilitará ainda mais a diversificação das nossas exportações e deverá contribuir para a expansão dos resultados do setor em 2021”, disse Ricardo Santin, Presidente da ABPA.

ABPA

PEDRO Parente, da BRF, vê preços agrícolas ‘muito elevados’ e cenário sustentado

Os preços das commodities agrícolas estão em patamares bastante altos e o cenário é de firmeza nas cotações, com a China importando produtos “como nunca” enquanto recompõe seu plantel de suínos, disse na quinta-feira o Presidente do Conselho de Administração da BRF, Pedro Parente

“Temos hoje os preços das commodities agrícolas em níveis muito elevados, sustentados, ou seja, com a percepção de que isso deve durar por algum tempo, e isso todos nós sabemos deriva da situação da China…”, disse ele, durante seminário online promovido pela revista Exame. Parente, que comanda uma das maiores produtoras de carnes do Brasil, explicou que a alta nas cotações de grãos ocorre enquanto os chineses estão “importando proteínas em volumes nunca vistos em função da quebra na produção suína, e ao mesmo tempo trabalhando para recompor a produção suína”. A China, maior consumidor global de carne de porco, ainda lida com os efeitos da peste suína africana, que dizimou boa parte das criações em anos recentes.

REUTERS

Exportação de carne suína bate recorde e de frango tem forte alta em março

A exportação brasileira de carne suína em março foi recorde e subiu 51,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, e a de carne de frango teve alta de 13,3%, segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na quinta-feira (08)

A China foi o principal destino das exportações brasileiras de carnes de frango e suína em março, com fortes aumentos nas compras na comparação com março do ano passado, conforme já era esperado após o período do Ano Novo Chinês. No total, o Brasil embarcou 109,2 mil toneladas de carne suína para o exterior em março, gerando receita de US$ 261,7 milhões, alta 57,6% em relação aos embarques realizados no terceiro mês de 2020. “É o maior volume mensal de exportações já registrado pela suinocultura do Brasil, e reforça a expectativa de novo recorde nas vendas totais para o ano. Tudo isso, sem desabastecer o mercado doméstico”, disse o Presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota. No primeiro trimestre do ano, as exportações nacionais de carne suína tiveram alta de 21,86%, a 253,5 mil toneladas, com saldo das vendas de US$ 594 milhões, 22,4% maior que o realizado no mesmo período de 2020. A China importou um volume de carne suína brasileira 64,6% superior ao importado em março do ano passado, a 58,7 mil toneladas. No primeiro trimestre, a China comprou 132,9 mil toneladas de carne suína brasileira, alta de 36,5%. Hong Kong foi o segundo maior importador de carne suína brasileira, comprando 17,5 mil toneladas em março (+49,9%) e 37,3 mil t no trimestre (-6,2%). Já as exportações brasileiras de carne de frango somaram 396 mil toneladas em março, com receita de US$ 603,6 milhões (+9,2%). De janeiro a março, as exportações de carne de frango subiram 1,44%, a 1,036 milhão de toneladas, com receita de US$ 1,559 bilhão (-4,6%). A China importou 55,6 mil toneladas de carne de frango do Brasil em março, alta de 6,9% na comparação com igual mês do ano passado. No trimestre, a China comprou 148 mil t do produto brasileiro, queda de 11,6%. A Arábia Saudita, segundo maior importador de carne de frango do Brasil, importou 41,1 mil toneladas em março (+4%) e 120,8 mil t no trimestre (+8,5%).

CARNETEC

Campanha de consumo aposta na carne suína como opção mais barata

Iniciativa de promoção será lançada oficialmente nesta sexta-feira (9/4), em meio à alta dos preços de produtos da cesta básica

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) lança nesta sexta-feira (9/4) uma campanha nacional para promover o consumo de carne suína nos lares brasileiros. A campanha intitulada “Carne de porco: bom de preço e bom de prato” é voltada para os pequenos e médios varejistas e tentará aproveitar o cenário de alta nos preços da cesta básica. A campanha da ABCS que será divulgada nos pontos de venda, redes sociais e mídias digitais vai apresentar a carne suína como a melhor opção para qualquer hora, com foco no churrasco. Em nota, a assessoria da ABCS diz que a carne suína cresceu 80% nas compras no varejo no último semestre e o consumo per capita também subiu em 2020, se aproximando dos 17 kg. Dados divulgados nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no entanto, apontaram uma queda no consumo per capita de 15,8 kg em 2019 para 15,3 kg no ano passado devido ao aumento de 34,7% nas exportações da carne de porco e uma queda de 17,2% nas importações. Segundo pesquisa divulgada em 2019 pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de todas as proteínas animais existentes, a suína é a mais consumida do mundo, chegando a representar 42,9% do consumo mundial. No Brasil, fica em terceiro, atrás do frango e da carne bovina.

GLOBO RURAL

INTERNACIONAL

Exportação de carne bovina australiana cai 11% em Março

O volume exportado pela Austrália fechou o mês de março com 83,4 mil toneladas, o que representou uma queda de 11% com relação ao mesmo período do ano anterior

Os embarques atingiram o pior desempenho dos últimos dez anos, conforme o site Beef Central. A Austrália passa por um cenário de oferta restrita de animais porque em 2019 uma estiagem severa comprometeu parte do rebanho.  O primeiro trimestre deste ano registrou queda de 25% do total embarcado no mesmo período do ano anterior. De acordo com as informações do Beef Central, o volume exportado nos três primeiros meses alcançou 199,8 mil toneladas. O Japão comprou 20,1 mil toneladas em março, recuo de 25% frente ao volume comprado no mesmo período do ano passado com 26 mil toneladas. O Japão segue como principal comprador da carne bovina australiana tanto em quantidade quanto em valor. No primeiro trimestre deste ano, o País embarcou aproximadamente 50,5 mil toneladas. As exportações de carne bovina australiana para os Estados Unidos foram de 12,6 mil toneladas no mês de março. No acumulado de janeiro a março, o volume total alcançou 29,5 mil toneladas, um recuo de 44% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa queda é reflexo do preço mais elevado do produto no mercado internacional. A China seguiu como terceira maior compradora de carne bovina australiana com 14,9 mil toneladas em março.  Isso representou um aumento no volume de 28% frente ao mês anterior. No comparativo anual, a queda no volume importado de carne bovina australiana foi de 19%. O embarque de carne bovina para a Coréia do Sul ficou em 15,6 mil toneladas em março, um aumento de 19% frente ao total exportado em março do ano passado. No primeiro trimestre, a quantidade de carne embarcada foi semelhante à do ano passado, com 36,7 mil toneladas. O embarque de carne bovina para o Oriente Médio foi de 2,8 mil toneladas em março, queda de 10% em relação a fevereiro deste ano. No acumulado do primeiro trimestre, o volume ficou próximo de 10 mil toneladas, incremento de 20% em relação ao ano passado.

Beef Central

Aumento da demanda de carne suína impulsiona o preço nos Estados Unidos para nível mais alto desde 2014

Os suínos magros, uma das commodities de melhor desempenho neste ano, estão alcançando preços mais altos dos EUA desde 2014, já que mudanças nos preços dos suínos nas Filipinas aumentaram as perspectivas de demanda

As Filipinas encerraram um teto de dois meses para os preços da carne suína e a indústria dos Estados Unidos já está prevendo uma redução nas tarifas sobre as importações da carne. As medidas vêm no momento em que a nação do Sudeste Asiático enfrenta um surto do mortal vírus da peste suína africana, que também ressurgiu na China, uma das maiores produtoras de carne suína. As Filipinas são um dos mercados de crescimento mais rápido para a carne suína dos EUA, enquanto a China se tornou o maior importador do mundo desde o surto da doença suína em 2018. “Tem uma recuperação na demanda, não apenas na Ásia, mas aqui nos EUA e, agora, a oferta não está acompanhando”, disse Altin Kalo, analista do Steiner Consulting Group em Manchester, New Hampshire. Os futuros do porco magro subiram até 2,3% para 108 centavos de dólar por libra, o maior desde julho de 2014. O ganho acumulado do ano de mais de 50% com suínos tem superado outros grandes ganhadores, incluindo gasolina e cobre. As Filipinas reduziriam drasticamente as tarifas de importação de carne suína, proporcionando mais acesso a suprimentos estrangeiros, disse o Conselho Nacional de Produtores de Suínos em comunicado na quarta-feira. “Com o fornecimento global de carne suína permanecendo limitado este ano, essas reduções nas tarifas de importação ajudarão a melhorar a disponibilidade nas Filipinas e dar mais impulso às exportações dos EUA”, disse o porta-voz da Federação de Exportação de Carne dos EUA, Joe Schuele.

Bloomberg

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