CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1461 DE 08 DE ABRIL DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1461| 08 de abril de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: oferta enxuta dá sustentação aos preços da arroba

Nas praças paulistas, o cenário foi de estabilidade no fechamento da última quarta-feira (7/4), na comparação diária

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo que atende ao mercado interno foi negociado em R$317,00/@, preço bruto e a prazo. A vaca e a novilha gordas ficaram cotadas em R$289,00/@ e R$305,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Para animais que atendem à demanda externa, os negócios ocorrem por volta de R$320,00/@, preço bruto e à vista. Já na região Sudoeste de Mato Grosso, a oferta enxuta de gado terminado resultou em alta de R$1,00/@ nas cotações do boi gordo, vaca gorda e novilha gorda. Dessa forma, o boi gordo foi negociado em R$303,00/@ e a vaca e novilha gordas ficaram cotadas em R$292,00/@ e R$296,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA

Boi: arroba chega a R$ 321 em São Paulo, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo passou de R$ 320 para R$ 321 em São Paulo 

Dessa forma, registrou uma nova máxima no ano para o mercado físico paulista na coleta da consultoria. Segundo o analista Fernando Iglesias, é possível observar um aumento pontual da oferta em alguns estados. Ainda assim, as cotações se mantêm firmes. No mercado futuro, os contratos do boi gordo negociados na B3 recuaram após alguns dias de altas firmes. O vencimento para abril passou de R$ 317,25 para R$ 316,75, o para maio foi de R$ 314,95 para R$ 313 e o para outubro, de R$ 327 para R$ 325,5 por arroba.

CANAL RURAL

Brasileiro reduziu em 9,8% o consumo de carne bovina em 2020, aponta Conab

Balanço indica que, no último ano, média foi de 27,6 quilos por habitante. Projeção para 2021 é de nova redução, para 26,4 quilos

O consumo per capita de carne do Brasil caiu 9,8% em 2020, para 27,6 quilos por habitante, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7/4) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O número também ficou abaixo do projetado no ano passado, quando o órgão havia indicado um consumo de 29,3 quilos por habitante. A partir do levantamento de abates do IBGE e de exportações da Secretaria de Comércio Exterior, o órgão estima uma produção de 8,5 milhões de toneladas equivalente em carcaça no último ano, com exportação de 2,7 milhões de toneladas e importação de 62,7 mil toneladas. Com isso, o volume total de carne bovina mantido no mercado interno no último ano foi de 5,9 milhões de toneladas, queda de 8,9%.

GLOBO RURAL

Conab aponta estabilidade no mercado interno de carnes com maior produção de suínos e frangos

De acordo com o quadro de suprimentos do produto, atualizado na quarta-feira (7) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de suínos e aves apresentou crescimento nos últimos anos, garantindo o abastecimento

Para 2021, a estimativa é de um novo recorde na produção de frangos e suínos, chegando a 14,76 milhões de toneladas e 4,35 milhões de toneladas, respectivamente. O índice tende a superar a quantidade registrada em 2020, quando o país teve 14,68 milhões de toneladas de frangos e 4,25 milhões de toneladas de suínos produzidos. Esses aumentos compensam a ligeira redução verificada para bovinos, com uma produção esperada próxima a 8,31 milhões de toneladas neste ano, volume pouco abaixo do consolidado em 2020. Com isso, a disponibilidade interna total de carnes, somando aves, suínos e bovinos se manteve estável em 2020, na comparação com o ano anterior. Tendência que deve se repetir em 2021, uma vez que a expectativa aponte para uma leve redução no volume total ofertado, em torno de 1%. Na avicultura de corte, a distribuição per capita do alimento tende a manter a estabilidade, atingindo os patamares mais elevados desde o início da série histórica, iniciada em 1996. Se em 2020 o índice esteve em 49,9 quilos por habitante por ano, em 2021 a estimativa está em 49,7 quilos. Para a carne suína, a disponibilidade interna se mantém acima de 15 quilos por habitante no ano. O resultado é atingido mesmo com o aumento de 34,7% nas exportações em 2020, superando 1 milhão de toneladas. No setor de carnes bovinas há aumento significativo nas exportações nos últimos anos. Se compararmos o volume comercializado para fora do país em 2017 com o registrado em 2020, há um aumento de aproximadamente 37%, o que representa 723,7 mil toneladas a mais embarcadas. “Se analisarmos os dados a partir de 2015, percebe-se tendência de crescimento nas exportações e manutenção na oferta interna até o ano de 2018. A partir de 2019, a taxa de disponibilidade interna vem apresentando ligeiras reduções, muito em função dos abates de matrizes em anos recentes”, explica o Diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sergio De Zen.

CONAB 

Boi chega a patamar inédito e arroba é vendida a R$ 321

Houve pontual avanço da oferta em alguns estados. No entanto, muitos negócios ainda são realizados acima da referência média

O mercado físico de boi gordo segue com preços firmes. Os frigoríficos ainda se deparam com dificuldades na composição de suas escalas de abate, posicionadas entre dois e quatro dias úteis. “A tendência é que o volume de animais terminados seja mais expressivo a partir do mês de maio, período em que as pastagens tendem a apresentar queda da qualidade em função do clima seco, nesse ambiente os pecuaristas tendem a perder capacidade de retenção, período que costuma marcar o ápice da safra do boi gordo”. Do ponto de vista da demanda segue o otimismo em torno da entrada dos salários na economia, somado a uma nova rodada do auxílio emergencial, mesmo com uma parcela menor a tendência é que haja estímulo ao consumo de produtos básicos. As exportações seguem como uma variável importante, pois as flutuações cambiais ainda tornam a carne bovina brasileira extremamente competitiva no mercado internacional, completa Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 321 a arroba, ante R$ 320 na terça-feira, 6. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 301, ante R$ 300. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 307, contra R$ 306. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 306 a arroba, ante R$ 307,00. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 314, contra R$ 313. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a reajustes durante a primeira quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo. Além da entrada dos salários na economia precisa ser considerada uma nova rodada do auxílio emergencial fomentando o consumo de produtos básicos. Na carne bovina a tendência é que esse adicional de recursos gere avanços mais consistentes nos preços do quarto dianteiro, que é mais acessível. Com isso, o corte traseiro seguiu em R$ 20,50 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,55 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 0,79%, a R$ 5,6456

O dólar reverteu a queda de mais cedo e fechou em alta contra o real na quarta-feira, movimento ditado inicialmente pela tomada de fôlego da moeda no exterior a partir do fim da manhã e intensificado à tarde por novas declarações do presidente Jair Bolsonaro entendidas como ameaça de intervenção na Petrobras e críticas à vacinação

O dólar à vista subiu 0,79%, a 5,6456 reais na venda. Bolsonaro afirmou nesta quarta que o aumento do preço do gás anunciado pela Petrobras nesta semana, de 39%, é “inadmissível” e, apesar de dizer que não irá interferir na estatal, afirmou que a política de preços da empresa pode mudar. Ele também disse que a pandemia está sendo usada politicamente “para derrubar o presidente” e criticou o foco na busca de uma vacina. As falas do mandatário rememoram temores de intervenção na Petrobras, que em fevereiro teve seu presidente demitido por Bolsonaro, o que causou expressiva reação negativa nos mercados. A saída posterior de André Brandão do comando do Banco do Brasil e a troca de membros do conselho em ambas as empresas reforçaram o mal-estar. A Rio Bravo classificou esses eventos como “crises desnecessárias” e incluiu na lista a troca do ministro da Defesa em 31 de março, quando militares, lembra a casa, fazem uma “ordem do dia” exaltando o “movimento de 1964”. “Desta vez, entretanto, tudo adquiriu novas e perigosas tonalidades. O país está com os nervos à flor da pele”, disseram especialistas da gestora em carta mensal.

REUTERS

Ibovespa fecha no azul, mas com volume fraco

O Ibovespa teve mais uma sessão volátil na quarta-feira, fechando com uma alta marginal, mas com o volume no pregão novamente mais fraco, enquanto agentes financeiros continuam no aguardo de definições relacionadas ao Orçamento e medidas contra a pandemia de coronavírus.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,11%, a 117.623,58 pontos. O giro financeiro somou 28,6 bilhões de reais, abaixo da média diária de 36,7 bilhões de reais no ano e de 36,9 bilhões em março. Nos primeiros pregões de abril, a média alcançava 26,2 bilhões de reais. Na visão do analista da Terra Investimentos Régis Chinchila, tal piora decorre da cautela dos investidores que aguardam definições em pautas relevantes como Orçamento e medidas contra a pandemia do Covid-19, enquanto assuntos como as reformas administrativa e tributária ainda estão na fila. “O cenário é de muitas incertezas”, afirmou. Participantes do mercado têm atribuído a performance positiva do Ibovespa recente ao prognóstico de recuperação da economia global, puxada principalmente por Estados Unidos e China, que apoia o desempenho das ações de companhias como a Vale, com peso relevante no índice. Em abril, o Ibovespa acumula alta de 0,85%. Nesse contexto, favorece sinalização do Federal Reserve na ata da última decisão de política monetária norte-americana, que no entendimento do analista da Terra, vê os dados econômicos dos EUA voltando a subir juntamente com a desaceleração da pandemia no país.

REUTERS

Poupança tem maior retirada líquida em março em quatro anos

Fim de auxílio e despesas de início de ano elevaram saques

Pelo terceiro mês seguido, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros registrou retirada líquida de recursos. Em março, os investidores retiraram R$ 5,83 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança, informou hoje (7) o Banco Central (BC). A retirada líquida é a maior registrada para meses de março desde 2017, quando os investidores tinham sacado R$ 5 bilhões a mais do que tinham depositado. Em março do ano passado, os brasileiros tinham depositado R$ 12,57 bilhões a mais do que tinham retirado da caderneta. Com o desempenho de março, a poupança acumula retirada líquida de R$ 27,54 bilhões nos três primeiros meses do ano. Essa é a maior retirada acumulada para o primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1995. Neste ano, o fim do auxílio emergencial intensificou a retirada. Ao longo de oito meses em 2020, a Caixa Econômica Federal depositou o benefício em contas poupança digitais, que acumulavam rendimentos se não movimentados. Com o fim do programa, beneficiários que eventualmente conseguiram acumular recursos nas contas poupança passaram a sacar o dinheiro.

AGÊNCIA BRASIL 

Interesse de estrangeiro por mercado de ações no Brasil é o menor desde janeiro de 2000, diz índice

Indicador que mede presença do País nas carteiras internacionais caiu para apenas 4,27% em fevereiro, ante 17% alcançados logo após a crise mundial de 2008; cenário econômico deteriorado do Brasil preocupa

A participação do Brasil no índice de ações MSCI Emerging Markets, um dos principais referenciais internacionais para investidores, caiu para apenas 4,27% em fevereiro, a menor da série histórica desde janeiro de 2000, mostram números da MSCI Inc. Logo após a crise financeira mundial de 2008, quando o Brasil passou a ser um dos preferidos dos emergentes pelos investidores globais, o país chegou a ter 17% do MSCI EM. O economista-chefe de mercados emergentes da consultoria inglesa Capital Economics, William Jackson, destaca que, no caso do Brasil, a preocupação com a situação fiscal, a pior entre os principais emergentes, turva o cenário para a economia. Essa visão pode pesar na decisão de investidores em aportar recursos no mercado de ações brasileiro. Um sinal amarelo adicional veio da recente intervenção do governo na troca de comando da Petrobras, movimento que fornece munição para mais cautela com o País.

O ESTADO DE SÃO PAULO 

EMPRESAS

Marfrig, BRF e outras 10 empresas anunciam doação de concentradores de O2

A Marfrig, a BRF e outras dez empresas brasileiras irão doar 5 mil concentradores de oxigênio para o tratamento de pacientes com covid-19 no país, segundo informações divulgadas pelo governo federal e pela Marfrig na terça-feira (06)

Além das duas processadoras de carne, também participam da iniciativa as empresas Bradesco, B3, Embraer, Gerdau, Grupo Ultra, Itaú, Magazine Luiza, Natura, Suzano e Unipar. Os equipamentos serão importados pelo custo total de R$ 35 milhões. As empresas atenderam a uma chamada pública feita pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia, em apoio ao Ministério da Saúde, para a aquisição de concentradores de oxigênio. “Considerando que o tempo médio de uso do aparelho por paciente pode variar entre uma ou duas semanas, a expectativa é de que os mais de 5 mil concentradores atendam, mensalmente, entre 10 mil e 20 mil pacientes”, disse o governo federal em nota divulgada no site. Os equipamentos doados suprirão o equivalente a uma produção mensal de 1.100.000 metros cúbicos do insumo, volume que demandaria mais de 108 mil cilindros por mês para ser armazenado. O Ministério da Saúde fará a logística de distribuição dos equipamentos. “A expectativa é que os aparelhos sejam enviados aos seus locais de destino no decorrer do mês de abril”, segundo o governo.

CARNETEC

Moody’s eleva rating da JBS

A agência de classificação de risco Moody’s elevou a nota de classificação de risco da JBS de Ba2 para Ba1, com perspectiva estável, informou a agência na quarta-feira (07)

“O aumento dos ratings da JBS é suportado pelo forte desempenho operacional que levou a uma melhora da liquidez e menor risco de refinanciamento”, disse a Moody’s em relatório. A Moody’s também cita as ações da JBS para ampliar os prazos de vencimento da dívida e reduzir os custos de financiamento como motivação para elevação do rating, além da redução de riscos relacionados a alguns processos e investigações envolvendo a empresa e seus acionistas. “O ambiente positivo para a indústria irá permitir à JBS fortalecer o seu perfil de negócios, métricas de crédito e liquidez”, disse à agência. A Moody’s ainda disse que a estratégia da JBS de expandir a participação no mercado de alimentos processados de maior valor agregado ajudou a melhorar o perfil de negócios da companhia e resultou em maior estabilidade das suas margens operacionais e fluxo de caixa ao longo do tempo.

CARNETEC 

INTERNACIONAL

Filipinas corta tarifas de carne suína para suprir escassez de oferta

O presidente filipino, Rodrigo Duterte, reduziu na quarta-feira as tarifas de importação de carne suína enquanto o governo busca enfrentar a escassez doméstica aumentando as compras do exterior

O país do sudeste asiático, o sétimo maior importador de carne suína do mundo antes que a demanda local caísse devido à pandemia, planeja importar cerca de 400.000 toneladas de carne suína este ano, mais que o dobro das 162.000 toneladas planejadas anteriormente. O déficit de carne suína, devido aos surtos de febre suína africana, empurrou os preços locais da carne para cima, fazendo com que a inflação disparasse e ficasse acima da meta anual do banco central de 2% a 4% no primeiro trimestre. “Há uma necessidade urgente de reduzir temporariamente as taxas tarifárias da Nação Mais Favorecida (NMF) sobre carne suína fresca, resfriada ou congelada para resolver a escassez de oferta de carne suína, estabilizar os preços da carne de porco e minimizar as taxas de inflação”, disse Duterte em uma ordem executiva. O pedido corta a tarifa de importação de carne suína durante os primeiros três meses; ela é efetiva de 30% para 5% atualmente, e para 10% durante os meses quatro a 12. Para as importações de carne suína fora do regime de cotas, a tarifa cairá para 15% durante os primeiros três meses, de 40% atualmente, e para 20% no restante do período de 12 meses. Estima-se que a produção de carne suína nas Filipinas tenha caído 20% no ano passado, já que a doença altamente infecciosa da peste suína africana levou ao abate de mais de 300.000 porcos, ou cerca de 3% da população suína, com base em dados do governo.

REUTERS 

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