CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 814 DE 13 DE AGOSTO DE 2018

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Ano 4 | nº 814 | 13 de agosto de 2018

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Exportação de carne bovina bate recorde em julho, diz Abrafrigo

Foram embarcadas 159.004 toneladas, um crescimento de 24% em comparação ao mesmo mês em 2017

A exportação total de carne bovina (in natura e processada) bateu recorde em julho, com crescimento de 24% em comparação com igual mês de 2017, depois de quatro meses consecutivos de resultados negativos. Foram embarcadas 159.004 toneladas no mês passado, em comparação com 127.787 toneladas em julho de 2017. Os preços também melhoraram significativamente. A receita cambial, que no mesmo mês de 2017 atingiu US$ 533,5 milhões, saltou para US$ 840 milhões em julho passado, crescimento de 58%. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Os números são positivos no acumulado do ano até julho, favorecendo alcançar a meta de crescimento de 10% em 2018, já que no segundo semestre do ano as vendas tendem a crescer, avalia a Abrafrigo. Em 2017 foram exportadas 783.735 toneladas de carne bovina até julho e a receita obtida foi de US$ 3,1 bilhões. Em 2018 a movimentação é de 841.002 toneladas e a receita cambial obtida atingiu US$ 3,5 bilhões, com crescimento respectivo de 7% e de 11%.

ESTADÃO CONTEÚDO/GLOBO RURAL/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/ISTO É/PORTAL DBO/CARNETEC/PECUARIA.COM.BR

Abrafrigo destaca retomada do crescimento das exportações de carne

As exportações brasileiras de carne bovina (in natura e processada) somaram 159 mil toneladas e renderam US$ 840 milhões em julho, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo)

Em relação ao mesmo mês de 2017, o volume cresceu 24% e a receita foi 58% superior. Em comunicado, a Abrafrigo destacou que os números voltaram a crescer após quatro meses de resultados negativos, em parte influenciados pela greve dos caminhoneiros, no fim de maio. Com isso, a entidade voltou a acreditar que as exportações poderão crescer 10% em 2018. Nos sete primeiros meses de 2018, os embarques alcançaram 841 mil toneladas, 7% mais que em igual intervalo do ano passado, e a receita chegou a US$ 3,5 bilhões, um aumento de 11% na mesma comparação. A Abrafrigo também informou que a China (Hong Kong e continente) continua a ampliar as importações de carne bovina brasileira. As compras do país atingiram 370,2 mil toneladas de janeiro a julho, ante 289,4 mil no mesmo período de 2017, e a receita subiu de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,6 bilhão.

VALOR ECONÔMICO

NOTÍCIAS

Baixa oferta de boiadas para abate

Poucas negociações no mercado do boi gordo na última sexta-feira (10/8). Em apenas uma praça houve valorização e nas demais o preço da arroba ficou estável.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em Rondônia, a arroba do boi gordo teve alta de R$1,00 na comparação com o levantamento anterior (9/8) e valorização de 1,6% em uma semana. Isso devido à baixa oferta de boiadas terminadas vindas de confinamento, o que impulsiona ofertas de compra acima da referência. No mais, o escoamento da carne foi estimulado pelo período do mês e pelo Dia dos Pais, porém, ainda sem movimentação forte.

Em São Paulo as escalas de abate giram em torno de cinco dias.

SCOT CONSULTORIA

Volume de bovinos vivos exportados pelo Brasil em 2018 ultrapassa o total de 2017

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil exportou 51,0 mil cabeças de bovinos vivos em julho, com um faturamento total de US$34,00 milhões. O volume e o faturamento foram 10,2% e 7,0% maiores, respectivamente, frente a junho último

No acumulado de 2018 foram exportadas 439,6 mil cabeças, ultrapassando o total exportado em todo o ano de 2017, que foi de 400,0 mil cabeças. Os países importadores de gado em pé do Brasil em julho foram: Turquia, Líbano, Jordânia e Iraque. Já os estados exportadores foram o Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina.

SCOT CONSULTORIA

Região Sul é líder no controle de tuberculose

A região Sul do Brasil é líder no controle de tuberculose no país. Entre 2012 e 2017, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina sanearam 1.104, 1.519 e 769 focos, respectivamente. Os casos são resultado de uma ação rigorosa que inclui uma média anual de 240 mil testes no Rio Grande do Sul, 828 mil no Paraná e 165 mil em Santa Catarina

Infelizmente, o rigor do Sul não se reflete no resto do Brasil. O tema foi alvo de reunião da Aliança Láctea realizada nesta quinta-feira (9/8), na sede da Farsul, em Porto Alegre (RS). “Isso não quer dizer que estamos infestados da doença. Mas que aqui se faz um controle que não existe em outras regiões”, reforçou o Diretor-Presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, Inácio Kroetz.  Segundo ele, só os três estados do Sul utilizam mais testes do que todos o restante do território nacional. Além disso, entende-se que os exames realizados no Sul são mais rigorosos. Frente a essa realidade, os estados debatem estratégias de enfrentamento conjunto, que passam, inclusive, por reavaliar a vacinação dos rebanhos. Segundo o gerente de saúde animal da Agência de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura do Paraná, Rafael Dias, o Programa Nacional de Controle de Tuberculose enfrenta dificuldades para avançar no Brasil, principalmente pela baixa testagem em outras regiões do país. Um dos agravantes para esse quadro é o déficit da produção de antígenos para os exames. “O programa vive um momento crítico no país”, reforçou.

Assessoria de Imprensa Sindilat

ECONOMIA

Dólar salta 1,6% e fecha a R$3,8640 com preocupações com situação turca

O dólar deu um salto de 1,6 por cento na sexta-feira e fechou no maior nível ante o real desde meados de julho, influenciado pela forte aversão ao risco nos mercados internacionais por conta de preocupações com a situação da Turquia

O dólar avançou 1,59 por cento, a 3,8640 reais na venda, maior nível desde os 3,8650 reais de 16 de julho. Na máxima, a moeda foi a 3,8753 reais. Com o avanço desta sessão, registrou valorização de 4,23 por cento na semana, apagando quase que totalmente o recuo de 4,39 por cento acumulado nas cinco semanas anteriores. O dólar futuro avançava cerca de 1,65 por cento. “O movimento da lira turca preocupa praticamente a todos”, escreveu a corretora H.Commcor em relatório. “Os investidores (estão) acionando o ‘modo pânico’ em meio à preocupação com a solvência daquele mercado”, acrescentou. O dólar chegou a subir cerca de 20 por cento ante a lira na máxima, com preocupações com a influência do Presidente Tayyip Erdogan sobre a política monetária da Turquia e o agravamento das relações com os norte-americanos, que impuseram ainda mais sanções contra o país. Erdogan pediu aos turcos que troquem ouro e divisas pela lira para defender a moeda no que chamou de “batalha nacional”, enquanto o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a relação de seu país com os turcos “não está boa neste momento” e que autorizou tarifas mais altas sobre as importações da Turquia.

Redação Reuters

Ibovespa recua 2,86% com aversão a risco global e quebra série de altas semanais

A semana acabou com fortes quedas na bolsa paulista na sexta-feira, pressionada pela maior aversão a risco no mercado global, em meio a uma bateria de notícias corporativas que incluíram explosão em usina da Usiminas e prejuízo bilionário da BRF, além de permanentes receios sobre o panorama eleitoral

O Ibovespa fechou em baixa de 2,86 por cento, a 76.514,35 pontos, maior queda percentual diária desde o final de maio. O volume financeiro somou 12,3 bilhões de reais, acima da média diária do ano, de 11,5 bilhões de reais. Na semana, em que todos os pregões encerraram em baixa, o Ibovespa acumulou queda de 6 por cento, quebrando uma sequência de seis semanas de alta, período em que contabilizou elevação de cerca 15 por cento. Os mercados globais foram minados nesta sessão pelo tombo da lira turca, reflexo do aprofundamento da crise na Turquia, em meio a problemas econômicos e disputa com os Estados Unidos envolvendo sanções, movimento que gerou temores de contágio a outras economias. Em Wall Street, o S&P 500 encerrou em baixa de 0,7 por cento, com bancos entre as maiores pressões negativas, embora tenha se afastado das mínimas no final da sessão. Na visão do gestor Marcello Paixão, sócio da administradora de recursos Constância, o efeito de contaminação da aversão a risco com emergentes, em razão principalmente da Turquia, foi acentuado no Brasil devido às incertezas locais, além de alguns resultados corporativos fracos. De acordo com o gestor Marco Tulli, da mesa de operações de Bovespa da Coinvalores, o desempenho ainda fraco de Geraldo Alckmin, do PSDB, não agradou.

Redação Reuters

Após ministros do STF, procuradores da República aprovam orçamento com previsão de reajuste de 16,38%

Após decisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de buscarem reajuste de vencimentos, procuradores da República aprovaram o orçamento da instituição para 2019 no valor de 4,067 bilhões de reais com uma previsão de aumento de 16,38 por cento para a categoria, segundo decisão tomada na sexta-feira pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF)

Os recursos para garantir o aumento para os procuradores, segundo a assessoria de imprensa da Procuradoria-Geral da República (PGR), sairão de um remanejamento de despesas do órgão, uma vez que a instituição afirma que vai cumprir a determinação da emenda constitucional do teto dos gastos. Atualmente, o salário da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, é de 33,7 mil reais — é o maior da carreira. Com o aumento, iria para 39,2 mil reais. A inclusão no orçamento do MPF da proposta de reajuste não garante automaticamente o aumento, uma vez que será necessário aprovar uma proposta no Congresso Nacional com o aumento dos salários. No caso do Supremo, os ministros da corte aprovaram o encaminhamento da proposta de reajuste de 16,38 por cento de seus salários ao Ministério do Planejamento, para 39,2 mil reais ante 33,7 mil reais hoje, como parte do Orçamento para 2019 do tribunal. Segundo cálculos das consultorias de Orçamento da Câmara dos Deputados e do Senado, a proposta de aumento salarial dos ministros do Supremo implicará gasto adicional total de 4 bilhões de reais em 2019, a ser incorporado como despesa de pessoal, que tem execução obrigatória. O possível encargo deve pressionar ainda mais as contas públicas, em outro ano para o qual a meta é de forte déficit primário: 132 bilhões de reais para o setor público consolidado, o sexto rombo anual consecutivo do país.

Redação Reuters

EMPRESAS

Acordo com bancos dá fôlego financeiro à BRF

A despeito da trajetória explosiva de seu endividamento, a BRF considera ter a “vida resolvida” com os bancos até 2020, de acordo com uma fonte próxima. Desde que Pedro Parente assumiu a presidência do conselho de administração da companhia, no fim de abril, a BRF fechou acordos com três dos mais importantes bancos: Itaú, Bradesco e Banco do Brasil

A avaliação é que, com esses acordos, a empresa poderá avançar no processo de venda dos ativos na Argentina, Tailândia e Europa sem ter a “faca no pescoço”. A partir dos acordos com os bancos, a BRF conseguiu rolar boa parte dos passivos que venciam neste e no próximo ano. Quando a BRF divulgou o resultado do primeiro trimestre, em maio, a situação delicada da empresa ficou escancarada. Sofrendo com embargos que minaram sua capacidade de geração de caixa, a BRF tinha de lidar um cronograma de vencimento das dívidas apertado. Do endividamento total de R$ 21,3 bilhões, cerca de R$ 8,3 bilhões venciam em 2018 e 2019 — R$ 2,6 bilhões este ano e R$ 5,7 bilhões no próximo. De lá para cá, o montante que vence até 2019 caiu para cerca de R$ 5,1 bilhões — R$ 1,8 bilhão neste ano e o restante no próximo. Essa redução foi obtida, sobretudo, com os contratos de novos financiamentos e rolagem firmados com Banco do Brasil, Bradesco e Itaú. Na manhã da sexta-feira, a BRF anunciou a contratação dos bancos Votorantim, Bradesco BBI e BB Investimentos para antecipar R$ 750 milhões em recebíveis por meio da estruturação de um fundo de investimentos de direitos creditórios (FDIC). Com isso, a companhia ainda precisa de R$ 4,2 bilhões para monetizar os R$ 5 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

Prejuízo líquido da BRF salta para R$1,574 bi no 2º tri

A BRF registrou um prejuízo líquido de 1,574 bilhão de reais no segundo trimestre, ante prejuízo de 166 milhões de reais no mesmo período do ano passado, em meio a fortes perdas com operações da Polícia Federal envolvendo a empresa e a greve dos caminhoneiros

O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ficou negativo em 289 milhões de reais, ante resultado positivo de 575 milhões de reais no mesmo período do ano anterior. Esse resultado contabiliza impacto negativo de 288 milhões de reais com as operações Carne Fraca e Trapaça da PF, decorrente de gastos com advogados, devolução de produtos e outros efeitos. Já a greve dos caminhoneiros no final de maio gerou perdas diretas de 75 milhões de reais com gastos logísticos adicionais, aumento da ociosidade e perda de estoques. Desconsiderando itens extraordinários, o Ebitda ajustado recuou 47,1 por cento na comparação anual, para 373 milhões de reais, com margem Ebitda ajustado de 4,6 por cento ante 8,8 por cento no mesmo período de 2017. A diminuição no Ebitda ajustado refletiu a queda na margem bruta devido ao aumento dos preços dos grãos e maiores despesas gerais e administrativas, disse a empresa. O lucro bruto caiu 55,4 por cento para 661 milhões de reais, com recuo de 10,4 pontos percentuais na margem bruta para 8,1 por cento. A receita líquida consolidada totalizou 8,2 bilhões de reais, aumento de 1,9 por cento na comparação anual, devido ao aumento de 4 por cento nos volumes comercializados, principalmente no Brasil e no mercado Halal, mas com queda de 2 por cento no preço médio no período. O resultado financeiro também piorou, ficando negativo em 792 milhões de reais, ante 695 milhões de reais negativos no mesmo período do ano passado. A BRF encerrou o trimestre com dívida líquida de 15,696 bilhões de reais, alta de 1,7 bilhão de reais ante a dívida ao término do primeiro trimestre. A alavancagem medida pela relação dívida líquida e Ebitda ajustado subiu para 5,69 vezes, ante 4,44 vezes no trimestre imediatamente anterior e 4,79 vezes no segundo trimestre de 2017. A empresa, contudo, reforçou que busca reduzir esse índice para 4,35 vezes ao final de 2018 e para 3 vezes ao final de 2019.

Redação Reuters

FRaNGOS & SUÍNOS

Suíno Vivo: alta de 5,95% em SP

A cotação do suíno vivo teve uma alta de 5,95% em São Paulo, a R$3,56/kg. As demais cotações permaneceram estáveis

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a 09 trouxe cenários mistos, com a maior variação sendo a queda de -1,35% no Rio Grande do Sul, a R$2,93/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP já identifica uma alta nos preços do mercado independente, com maior demanda para o Dia dos Pais. Entre 1º e 8 de agosto, o valor do animal subiu 2% na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), diz o Cepea.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: queda de -2,80% no PR

Na sexta-feira (10), a cotação do frango vivo teve queda de -2,80% no Paraná, a R$2,78/kg. As demais cotações permaneceram estáveis

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 1,36%, a R$3,73/kg.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, os preços do frango recuaram em muitas praças acompanhadas, com apenas ligeiras altas pontuais registradas. Contudo, a carne de frango ganha no atacado em competitividade em relação à carne bovina.

Notícias Agrícolas

Bem-estar animal melhora resultados econômicos da produção de suínos

Estudo da Embrapa mostra que produtores podem perder até R$ 30 milhões por ano sem melhorias nos tratos

As melhorias nos tratos dos animais geram impactos econômicos na cadeia da carne suína, a mais consumida do mundo. “Calculamos que as perdas causadas por problemas relacionados ao bem-estar cheguem a 0,15% dos animais desembarcados nos frigoríficos”, revela o pesquisador Osmar Dalla Costa, gestor do Núcleo Temático de Produção de Suínos da Embrapa Suínos e Aves (SC). O índice pode parecer pequeno, mas, como a cadeia tem proporções gigantescas (o Brasil é o quarto maior produtor mundial de carne suína), esse percentual representa perdas anuais de cerca de R$ 30 milhões. Apenas em 2017, o País produziu 3,76 milhões de toneladas de carne suína, um mercado de grande relevância econômica sujeito a perdas que podem ser evitadas. Os especialistas ressaltam que animais machucados podem provocar perdas na produção e suínos sob estresse geram carne com qualidade inferior. Para avaliar o problema, uma equipe de pesquisadores identificou os principais fatores de risco para as ocorrências de fraturas, fraturas sacrais ou hematomas, principais causas de condenação de carcaças nos frigoríficos. De acordo com Dalla Costa, foram selecionados 22 fatores, número elevado que evidencia, porém, os vários fatores e a complexidade das causas ligadas às perdas. https://canalrural.uol.com.br/noticias/bem-estar-animal-melhora-resultados-economicos-da-producao-de-suinos/

Canal Rural

INTERNACIONAL

Argentina fechou junho com maior exportação de carne bovina em nove anos

As exportações de carne bovina da Argentina registraram 42.380 toneladas de peso de carcaça, o que significa o maior nível em um mês nos últimos nove anos, de acordo com a Câmara de Indústria e Comércio de Carne daquele país (Ciccra)

A comercialização do produto argentino vem aumentando desde a eliminação das retenções, medida prometida pelo Presidente Macri durante a campanha política. O relatório garante que, em termos homólogos, as vendas para o exterior aumentaram 74,1%, uma receita de US $ 158 milhões para esse conceito. Segundo projeções, a Argentina espera fechar o ano com uma exportação de 435 mil toneladas de peso de carcaça, números muito superiores as 313 mil toneladas colocadas em 2017. Se confirmados, o país poderá estar entre os sete maiores exportadores de carnes do mundo. Com a China como maior compradora do produto argentino, com 51,1% das toneladas vendidas, a Argentina colocou 226,2 mil toneladas de carne nos primeiros seis meses do ano, uma melhora de 62% e um faturamento de US $ 861,5 milhões.

El País Digital

Miratorg da Rússia sofre perdas de lucro para projeto de carne bovina

A unidade de carne bovina da Miratorg, localizada na região europeia da Rússia, sofreu um enorme prejuízo líquido em 2017, apesar do crescimento significativo da produção e da receita

A empresa de análise SPARK informou que a Bryansk Meat Company – subsidiária da Miratorg que administra seus clusters de carne bovina – teve uma perda líquida de RUB 2,4 bilhões (US $ 40 milhões) no ano passado, comparado a um lucro líquido de RUB $ 39,46 bilhões (US $ 160 milhões) em 2016. A receita da empresa atingiu RUB 16 bilhões (US $ 248 milhões) em 2017, em comparação com RUB 13,6 bilhões (US $ 211 milhões) no ano anterior, principalmente devido a um aumento nos volumes de produção para 82.000 toneladas de 51.600 toneladas em 2016. “A lucratividade na indústria de carne bovina depende do poder de compra da população, do crescimento da demanda por carnes de alta qualidade e do apoio do Estado”, disse Lyubov Burdienko, Diretor Comercial da agência de informação e análise EMEAT. “No final de 2017, o peso da dívida da Bryansk Meat Company era de RUB$ 77 bilhões (US $ 1,19 bilhão), com juros sobre a dívida no valor de outros RUB6,6 bilhões (US $ 102 milhões). Dmitry Sergeev, Secretário de Imprensa da Miratorg, disse que o principal fator no desempenho financeiro negativo da Bryansk Meat Company foi uma reavaliação dos passivos de empréstimos denominados em moeda estrangeira da empresa. Ele ressaltou que as perdas não estavam de forma alguma relacionadas à eficiência operacional. “O projeto de gado tem um período de retorno muito longo – mais de 12 anos – e, nos primeiros quatro anos, a empresa não gera margens de lucro, apenas faz investimentos e arca com os custos”, disse Sergeev. O cluster de carne da Miratorg na Rússia Central tem como alvo uma capacidade de 400.000 cabeças ou 130-150.000 toneladas de carne bovina por ano até 2020. A empresa planeja produzir 100.000 toneladas de carne bovina em 2018.

GlobalMeatNews.com

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