
Ano 4 | nº 815 | 14 de agosto de 2018
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo com viés de alta
Mesmo com a expectativa de redução da demanda daqui para frente, devido ao período do mês, a oferta restrita de bovinos mantém o mercado com viés de alta na maioria das praças pesquisadas
Em Rondônia, por exemplo, o preço da arroba subiu e está, em média, em R$129,50, à vista, livre de Funrural. Alta de 2,0% em uma semana. A exceção fica por conta do Rio Grande do Sul, onde a oferta de boiadas permite às indústrias ofertarem preços menores. No estado, a cotação do boi gordo caiu 1,1% frente ao fechamento da semana anterior. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados está cotado, em média, em R$9,42/kg, valorização de 2,3% nos últimos sete dias. Com o cenário de oferta limitada de boiadas estabelecido, a atenção se volta para o comportamento da demanda que pode ser um limitante das valorizações.
Associação Brasileira de Brangus prepara certificação de carnes
A Associação Brasileira de Brangus (ABB), que reúne produtores desta raça de boi no país, está preparando um selo de qualidade para carne originária deste rebanho, disse o conselheiro administrativo da entidade, Augusto Barbosa Caldeirão, à CarneTec
“A raça brangus está começando um programa de certificação. Fizemos um protocolo no Ministério (da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e vamos começar a certificar os animais a partir deste ano”, disse Caldeirão no final da semana passada. O treinamento dos primeiros certificadores do programa está sendo realizado atualmente, segundo ele. No Brasil, a raça brangus é geralmente originada do cruzamento das raças angus e nelore. Esse cruzamento viabiliza a expansão mais rápida da genética angus no rebanho do país, já que a raça brangus está mais adaptada às condições climáticas brasileiras que o animal puro angus, segundo Caldeirão. “É uma carne que apresenta qualidades semelhantes à da raça angus no marmoreio e maciez. Geralmente, o animal é abatido bastante precoce. Então é uma carne de alta qualidade no mercado”, disse. A demanda por carne brangus tem aumentado no país, com crescimento anual de 30% a 35% na comercialização de sêmen e de touros brangus, segundo Caldeirão. O número de registros da raça brangus no Brasil cresceu 80% nos últimos dez anos, para 10,8 mil animais, segundo dados da ABB divulgados em junho.
CARNETEC
Reposição de categorias mais novas em Rondônia
No estado, pecuaristas estão mais à procura de animais mais jovens (entre 6@ e 9,5@), que de animais mais próximos à terminação
Diante desse cenário e com a oferta restrita, o preço do bezerro desmamado subiu 3,4%, do bezerro de ano 2,6% e do garrote 2,1%. Já as cotações dos bois magros caíram 2,9%. Sendo assim, a relação de troca ficou menos favorável para o recriador. Na média das três categorias mais novas o poder de compra na troca com o boi gordo piorou 5,5%. Mas como no estado o preço do boi gordo ainda não subiu como o esperado, talvez haja espaço para melhoria da troca.
SCOT CONSULTORIA
Mudança do consumidor traz “nova realidade” para pecuária bovina
O mercado de carne bovina considerada de alta qualidade e maior valor agregado é considerado um nicho no Brasil. Mas está ajudando a criar uma “nova realidade“: uma pecuária dentro da pecuária de corte tradicional
É em que acredita o empresário do ramo e consultor Roberto Barcellos. Esse movimento, explica ele, vem sendo determinado por um consumidor com outras preocupações além do produto, como origem e modo de produção. E que, cada vez mais, vê a carne associada também a momentos de celebração. “As pessoas descobriram que é possível celebrar com a carne bovina, no churrasco. Isso traz uma explosão de consumo. As pessoas compram por prazer. E quando o produtor entrega qualidade, o consumidor paga”, diz ele. Barcellos defende que, diante desse cenário, a pecuária brasileira deve se dividir em duas. Uma é a da máxima eficiência, da busca por escala e segurança alimentar. É a carne chamada de commodity, que abrange 98% da criação de bovinos de corte. Outra é a da alta qualidade, que abrange os 2% restantes, área de interesse dele tanto como consultor que dá cursos sobre o assunto quanto na sua atuação empresarial. https://www.beefpoint.com.br/mudanca-do-consumidor-traz-nova-realidade-para-pecuaria-bovina/
BEEFPOINT/GLOBORURAL
Arroba: seca história deve impactar preços
Em julho, o preço pago pela arroba do boi gordo em Mato Grosso do Sul fechou valendo R$ 131,77, valorização de 13,2% em um ano. A alta foi puxada pela demanda aquecida num período de baixa oferta
No entanto, a região sofre com a falta de chuva. O pecuarista Luiz Vieira avalia um dos poucos lotes de gado Nelore que ainda estão na fazenda. A propriedade fica em Sidrolândia, região central do estado. Para não perder dinheiro, seu Luiz está mandando parte do gado para o confinamento. Animais que iriam para o frigorífico no ano que vem vão ser abatidos mais cedo. “60 bois, mais ou menos 480 quilos de média e que deverá ficar em torno de 70 dias no confinamento para ir para o abate final”, conta o pecuarista. Essa tem sido uma estratégia para muitos criadores do estado que sofrem com a estiagem. Nesta temporada os pecuaristas estão gastando mais para engordar o boi no confinamento. Em agosto de 2017, o valor médio da diária era de R$ 7,00. Hoje, chega a R$ 8,50. Segundo os criadores, isso é reflexo do aumento de custos dos principais componentes da ração. Nos últimos 12 meses, o milho teve alta de 62%, o farelo de soja registrou aumento de 55% e o núcleo com minerais subiu, em média, 10%. O produtor Rodrigo Soriano sentiu a redução da margem de lucro. “Suplemento, folha de pagamento, óleo diesel, aumentou muito mais. Sem dizer que, há três anos, a arroba do boi era mais que hoje, mais de 10% mais caro que hoje”, diz. Para a analista técnica da Famasul, Eliamar Oliveira, “já se fala numa seca histórica e isso impacta diretamente no campo. Ou seja, uma seca mais intensa torna o período de entresafra mais intenso e isso, provavelmente, vai refletir nos preços pagos ao bovino”.
PECUARIA.COM.BR
ECONOMIA
Dólar termina no maior nível em mais de um mês com preocupações com Turquia
O dólar fechou com alta firme e terminou no maior nível em mais de um mês, perto dos 3,90 reais, com a situação da Turquia mantendo a aversão ao risco nos mercados globais, em especial nos de países emergentes
O dólar avançou 0,86 por cento, a 3,8973 reais na venda, maior preço desde os 3,9344 reais de 5 de julho. Na sexta-feira, a moeda já havia subido 1,59 por cento. Na máxima desta segunda-feira, foi a 3,9297 reais e, na mínima, a 3,8782 reais. O dólar futuro avançava cerca de 1,1 por cento. “A preocupação se refere à exposição de bancos da zona do euro aos títulos turcos. Isso mesmo com o banco central turco estabelecendo medidas emergenciais”, afirmou, em relatório, o Economista-Chefe do Home Broker ModalMais, Alvaro Bandeira. A lira turca registrou novamente forte baixa frente ao dólar neste pregão, já tendo recuado mais de 40 por cento neste ano, devido às preocupações com a influência do Presidente turco, Tayyip Erdogan, sobre a economia, suas repetidas solicitações por taxas de juros mais baixas e o agravamento dos laços com os Estados Unidos. Nesta segunda-feira, o banco central turco diminuiu as taxas de depósitos compulsórios para os bancos, além de se comprometer em fornecer liquidez necessária para os bancos e tomar todas as medidas necessárias para manter a estabilidade financeira, mas o mercado seguia nervoso. O peso argentino também despencou ante o dólar, influenciado não só pela situação da Turquia como também denúncias de corrupção envolvendo políticos e empresários, o que obrigou o Banco Central do país a elevar os juros a 45 por cento nesta sessão, de 40 por cento antes. Fonte do Ministério da Fazenda informou à Reuters nesta segunda-feira que o Brasil está pronto para atuar nos mercados financeiros em caso de excesso de volatilidade em razão da situação turca.
Redação Reuters
Lucro do BNDES cresce 178% no 2º trimestre
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou na segunda-feira que teve lucro líquido de 2,7 bilhões de reais no segundo trimestre, um salto de 178 por cento ante mesma etapa do ano passado
Segundo o Presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, o lucro do primeiro semestre (4,7 bilhões de reais), ante 1,3 bilhão no mesmo período de 2017, foi o melhor para o período desde 2014 e foi impulsionado por venda de participações em empresas, redução em provisão de risco e intermediação financeira. A inadimplência acima de 90 dias do banco, fechou o primeiro semestre em 1,45 por cento ante 2,08 por cento um ano antes. No semestre, o banco vendeu participações na Eletropaulo, operação na qual levantou 1 bilhão de reais. Com os papéis da Petrobras, o banco levantou 1,8 bilhão de reais e sua fatia na empresa saiu de 16,54 para 15,24 por cento. “A justificativa principal para a venda foi o enquadramento a 25 por cento do patrimônio de referência que é o nosso limite de exposição”, declarou Oliveira. “Com essa movimentação, estamos enquadrados e uma folga até 2021”, adicionou o diretor da área jurídica, Marcelo Siqueira. A carteira de participações do BNDES no fim de junho baixou para 69 bilhões de reais ante 75 bilhões no fim de março. A meta do banco para 2018 é vender ao menos 10 bilhões de reais da sua carteira de participações. Técnicos do banco dizem que parte da operação de fusão da Suzano com a Fibria poderá ser contabilizada no trimestre atual, mesmo que os recursos não entrem no caixa do banco. A operação pode render 8,5 bilhões de reais mais uma fatia na nova empresa. Em 2018, o BNDES vai pagar até 60 por cento de dividendo ao governo. A partir do ano que vem, o percentual será de no máximo 25 por cento. O novo limite faz parte do acordo costurado com a Fazenda para o novo cronograma de devolução de empréstimos ao banco feitos pelo Tesouro nos últimos anos. O BNDES devolveu 60 bilhões de reais este ano e deve devolver outros 70 bilhões em agosto. No fim do ano, o passivo do BNDES com o Tesouro ainda será de quase 300 bilhões de reais.
Redação Reuters
Ibovespa resiste à apreensão com Turquia e sobe mais de 1% em dia de recuperação
O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, marcada pela recuperação de várias ações após uma semana de perdas, embora o aprofundamento da crise na Turquia e incertezas com o panorama eleitoral sigam referendando um viés mais cauteloso
O principal índice de ações da B3 subiu 1,28 por cento, a 77.496,45 pontos. O volume financeiro somou 9,9 bilhões de reais. Na semana passada, o Ibovespa acumulou queda de 6 por cento, sendo que apenas na sexta-feira caiu quase 3 por cento. Na visão do analista Vitor Suzaki, da Lerosa Investimentos, o cenário externo ainda inspira cautela, em razão dos eventos na Turquia e com o banco central argentino elevando juros para 45 por cento em meio aos escândalos de corrupção. A lira turca voltou a cair nesta sessão, em uma crise que tem como pano de fundo um quadro inflacionário e a ausência de medidas de controle econômico por parte do banco central da Turquia, além da desavença diplomática com os EUA. Na Argentina, o banco central anunciou nesta segunda-feira uma nova alta na taxa básica de juros do país, de 40 para 45 por cento. “A sinalização de que o governo brasileiro está pronto para agir em caso de excesso de volatilidade, contudo, deu uma acalmada no mercado”, afirmou Suzaki, citando ainda expectativa para dados sobre a economia chinesa previstos para a madrugada, que estarão no foco dos agentes financeiros.
Redação Reuters
Mercado vê inflação maior em 2018, mas não muda visão sobre Selic estável
O mercado passou a ver mais inflação neste ano, mas manteve a visão de que o Banco Central não vai mexer na Selic tão cedo, em meio ao cenário de fraca atividade econômica
Pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira mostrou que as projeções de alta do IPCA neste ano passaram a 4,15 por cento, frente a 4,11 por cento antes, mas ainda abaixo do centro da meta oficial de 4,50 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2019, as estimativas foram mantidas em avanço de 4,10 por cento. Em julho, o IPCA desacelerou sua alta mensal a 0,33 por cento, após salto de 1,26 por cento no mês anterior devido aos impactos da greve dos caminhoneiros. O movimento de desaceleração já era esperado, mas foi menos intenso do que as projeções de analistas ouvidos pela Reuters, de alta mensal de 0,27 por cento. Apesar de ver um pouco mais de inflação neste ano, os analistas consultados na pesquisa Focus continuaram projetando que o BC manterá a taxa básica de juros na sua mínima histórica de 6,50 por cento até o final deste ano, mesmo cenário do Top 5, grupo que mais acerta as previsões no levantamento. Para o final de 2019, também foi mantida a estimativa de que a Selic estará em 8 por cento. O levantamento mostrou ainda que as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2018 foram reduzidas ligeiramente a 1,49 por cento, ante 1,50 antes, com as contas de expansão de 2,50 por cento para 2019 mantidas. Também não mudaram as visões sobre o dólar, a 3,70 reais tanto no fim deste ano quanto no ano que vem.
Redação Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
Frango Vivo: cotações seguem estáveis nas principais praças nesta segunda (13)
Na segunda-feira (13), as cotações do frango vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país, com a maior cotação sendo anotada em São Paulo, a R$3,00/kg
O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo também trouxe estabilidade, sendo de R$3,00/kg para o frango na granja e de R$3,73/kg para o frango no atacado. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, o movimento de alta nos preços do milho, um dos principais insumos do setor, continua presente no mercado brasileiro. As estimativas confirmam a redução da produção da segunda safra e das exportações, o que reforça a retração vendedora.
Notícias Agrícolas
Suíno Vivo: cotações têm estabilidade nesta segunda (13)
Na segunda-feira (13), à espera das referências das bolsas e cooperativas, os preços do suíno vivo permanecem estáveis nas principais praças do país
O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente à sexta-feira (10), trouxe alta para quase todas as praças, com exceção de Santa Catarina, estável. A alta mais expressiva foi de 1,02% no Rio Grande do Sul, a R$2,96/kg. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, o movimento de alta nos preços do milho, um dos principais insumos do setor, continua presente no mercado brasileiro. As estimativas confirmam a redução da produção da segunda safra e das exportações, o que reforça a retração vendedora.
Notícias Agrícolas
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