
Ano 4 | nº 694 | 21 de fevereiro de 2018
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo com preços TRAVADOS
Se por um lado o lento escoamento da carne bovina não dá razão para as indústrias saírem às compras com afinco, por outro as programações de abate estão relativamente curtas
Sem a necessidade momentânea de alongá-las, uma vez que a expectativa é de que o consumo de carne continue fraco no curto prazo, os frigoríficos compram apenas o necessário para atender a demanda imediata. Entretanto, existem regiões onde a oferta de boiadas está pequena e o excesso de chuvas dificulta o transporte. Nestas praças, a oferta de compra está acima da referência, exemplo de Marabá-PA e a região Sul de Goiás. Em ambas as regiões, a cotação da arroba do boi gordo à vista, livre do Funrural, subiu 0,8%, frente o fechamento de segunda-feira (19/02). No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de bovinos castrados está cotado, em média, em R$ 9,79/kg.
SCOT CONSULTORIA
Baixa movimentação no mercado de reposição
Devido ao feriado de Carnaval, houve menor volume de negociações no mercado de reposição nos últimos dias e as cotações tiveram poucos ajustes
No balanço geral semanal, considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, as cotações fecharam em queda de 0,1%. Para o curto prazo, apesar da retomada dos pecuaristas aos negócios, não são esperadas grandes alterações. Isso porque, devido às boas condições das pastagens, criadores conseguem reter os animais e ficam mais “confortáveis” para ofertarem preços acima das referências. Com esse cenário, recriadores e invernistas se afastam das compras e as negociações ocorrem de forma lenta, travando o mercado.
SCOT CONSULTORIA
Comitê Científico da OIE aceita pedido para declarar o país livre da aftosa com vacinação
Assembleia dos 180 países, em maio, deverá oficializar a decisão, que foi comemorada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Ministro Blairo Maggi durante o Endesa 2017
O Comitê Científico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) recomendou que o Brasil seja reconhecido como livre da febre aftosa com vacinação aos 180 países integrantes da OIE. Com isso, 25 estados e o Distrito Federal tendem a ser declarados livres da aftosa com vacinação pelo organismo internacional. Santa Catarina é reconhecida pela OIE como livre da doença sem vacinação desde 2007. A decisão deverá ser anunciada na assembleia geral da entidade a realizar-se em Paris de 20 a 25 de maio, e o certificado de país livre de aftosa será entregue no dia 24. O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, deverá estar presente na solenidade. Também está prevista a presença do presidente Michel Temer. O informe do comitê formado por 15 cientistas foi feito hoje ao Ministro Blairo e a integrantes da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA). O Ministro comemorou a decisão do comitê, alcançada depois de décadas de luta do governo e de lideranças da pecuária nacional, conforme lembrou. “Estou muito feliz e quero compartilhar a conquista com milhares de pessoas que colaboraram para isto”. Após a decisão a ser tomada em maio próximo, o Brasil, de acordo com cronograma já aprovado, irá intensificar os esforços para ser declarado livre da aftosa sem vacinação até 2023. “Será o grande salto da pecuária brasileira”, acredita Maggi. Segundo o Diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa e representante do Brasil na OIE, Guilherme Marques, “com o excelente relatório enviado pelo Brasil, a ausência da circulação do vírus no país e as medidas adotadas para evitar a doença, o Comitê Científico enviará sua recomendação do Brasil livre da aftosa com vacinação aos países integrantes da OIE. Em maio, será uma etapa formal, quando os países deverão acatar recomendação do comitê”, avalia Marques. O Comitê Científico recomendou ao Brasil reforçar a vigilância das fronteiras com a Venezuela e Colômbia, para evitar eventual reingresso da doença no Brasil. Em setembro do ano passado, o ministério encaminhou pedido de reconhecimento do Amazonas, Amapá, Roraima e parte do Pará, como áreas livre de aftosa com vacinação, que não havia solicitado até então. “Cumprimos todas as exigências com a realização da sorologia, envio de informações sobre os serviços veterinários, reforço na vigilância interna e junto às fronteiras. Em novembro, o assunto foi tratado por uma equipe de febre especializada em aftosa formada por cientistas indicados pelos países da OIE. E o grupo encaminhou, a seguir, recomendações favoráveis ao pleito brasileiro ao Comitê Científico da organização. Conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), o próximo grande passo do Brasil será retirar a vacinação contra a doença. A partir de maio do próximo ano, Acre e Rondônia, além de municípios do Amazonas e de Mato Grosso, começarão a abolir a vacinação. A previsão é que até maio de 2021 todo o país deixe de vacinar o rebanho e, até maio de 2023, o país inteiro poderá ser reconhecido pela OIE como livre da aftosa sem vacinação.
MAPA
FPA prepara emenda para prorrogar a data adesão ao Refis do Funrural
Após ofício encaminhado ao Presidente da República Michel Temer pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o governo federal aceitou prorrogar prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), por meio da Medida Provisória 803/2017, de 29 de setembro de 2017, que está em tramitação no Congresso
Há uma reunião marcada para esta quarta-feira (21) na Comissão Mista que analisa a MP 803. A ideia é apresentar uma emenda parlamentar que amplie o limite para aderir ao programa de 28 de fevereiro para 29 de abril de 2018. Segundo a deputada Tereza Cristina (DEM/MS), relatora da proposta na Câmara, a prorrogação é de extrema necessidade, pois, além do cenário de insegurança jurídica e indefinições judiciais, a estrutura da Receita Federal não está apta a cumprir os trâmites para as adesões dos produtores rurais no prazo estabelecido inicialmente pela Lei 13.606, de 9 de janeiro de 2018, que institui o PRR. “Continuaremos na luta pela garantia dos direitos dos trabalhadores rurais para que eles façam a escolha mais justa”, ressalta a deputada. Tereza ainda afirma que o trabalho para a derrubada dos vetos presidenciais feitos na sanção da Lei que trata do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) continua. “São duas ações estratégicas complementares. “Os vetos, como foram feitos, prejudicam de forma expressiva a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva brasileira”, alerta a parlamentar. Desconto de 100% das multas; cumulatividade da cobrança para pecuária, florestas plantadas, sementes e pesquisa; além da redução da alíquota para Pessoa Jurídica são alguns dos pontos que foram vetados e vão ser trabalhados pelos parlamentares. De acordo com o texto sancionado, apenas pessoas físicas terão redução de 40%. “É inadmissível que o produtor rural pague valores diferentes. Estamos falamos de produção agrícola, não pode ser diferente porque encarece o processo todo”, declarou o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR).
FPA
EMPRESAS
Fogo de Chão é vendida por US$ 560 milhões
A rede de churrascarias Fogo de Chão foi vendida para a empresa de investimentos norte-americana Rhône Capital por US$ 560 milhões, segundo informações divulgadas pela empresa de restaurantes na terça-feira (20)
Os acionistas da Fogo de Chão irão receber US$ 15,75 por ação, o equivalente a um prêmio de 25,5% sob o valor da ação da companhia. A Fogo de Chão foi criada em 1979 no Rio Grande do Sul, mas atualmente tem sede em Dallas, no Texas (EUA), com ações negociadas na bolsa Nasdaq desde 2015. “Após uma avaliação minuciosa das opções disponíveis, o Conselho de Administração está confiante de que essa transação irá possibilitar à Fogo de Chão uma significativa oportunidade para gerar maior valor para nossos acionistas ao mesmo tempo que oferece o melhor caminho para a marca, empregados e para os leais clientes no futuro”, disse o CEO Larry Johnson, em comunicado divulgado pela empresa. A transação já foi aprovada por acionistas que possuem cerca de 60% das ações da Fogo de Chão, incluindo fundos da empresa Thomas H. Lee Partners, diretores e executivos da companhia. O negócio deve ser finalizado durante o segundo trimestre. O diretor administrativo da Rhône, Eytan Tigay, disse que a experiência e contatos da companhia irão facilitar os planos de expansão da Fogo de Chão.
A Fogo de Chão opera 38 restaurantes nos Estado Unidos, nove no Brasil, além de dois restaurantes no México e dois no Oriente Médio em parceria com outros investidores.
CARNETEC
STJ solta Wesley Batista; Joesley permanecerá preso
A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu soltar os empresários Joesley e Wesley Batista, presos preventivamente desde setembro
O placar foi apertado, de três votos a dois. Wesley poderá ser solto desde já. Mas a decisão não tem efeitos imediatos para Joesley – pois ele também é alvo de um segundo mandado de prisão preventiva ainda em vigor, emitido pelo Supremo Tribunal Federal, por supostas omissões em seu acordo de delação. O relator do pedido de habeas corpus no STJ, Rogério Schietti, votou pela substituição da prisão preventiva pelas seguintes medidas cautelares: uso de tornozeleira eletrônica, proibição de fazer operações no mercado financeiro e de ocupar cargos na direção do grupo empresarial, proibição de contato com outros réus e testemunhas e proibição de deixar o país a não ser com autorização judicial. “Passados nove meses da prática delitiva e seis meses da ordem de prisão, o risco à ordem pública e de interferência na instrução criminal se enfraqueceu em grau bastante para justificar a substituição da prisão preventiva por outras medidas restritivas da liberdade”, afirmou. Ele foi acompanhado pelo Ministro Antônio Saldanha Palheiro, para quem “os pressupostos da prisão preventiva já não existem mais” e “os dois acusados não trazem ameaça concreta de desvios patrimoniais”. Os Ministros Nefi Cordeiro e Maria Theresa de Assis Moura votaram pela manutenção da prisão preventiva dos irmãos. Em seguida, o Ministro Sebastião Reis Júnior deu o voto de desempate, pela substituição da prisão preventiva pelas medidas cautelares propostas pelo relator. Joesley e Wesley entraram com pedido de habeas corpus no STJ para questionar decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com sede em São Paulo, de mantê-los presos preventivamente. Eles foram acusados de praticar o crime de insider trading depois que já haviam se comprometido, em delação premiada, a não praticar mais delitos. Segundo o Ministério Público, os empresários teriam usado a informação privilegiada sobre suas próprias delações para obter lucros no mercado financeiro. O advogado de Joesley e Wesley, Pierpaolo Cruz Bottini, argumentou que não haveria fundamentos para manter a prisão preventiva. De acordo com ele, os empresários continuam colaborando com a Justiça e não praticaram o crime de insider trading, o que só poderia ser concluído, porém, ao fim do processo. Segundo Bottini, seria impossível, de qualquer forma, que Joesley e Wesley reiterassem o crime do qual são acusados, porque a mesa de operações da JBS, que teria sido usada nas especulações, foi extinta na semana passada. O advogado reiterou que os acusados se entregaram à Polícia Federal após a ordem de prisão, nunca demonstraram qualquer tentativa de fuga e colaboram com a Justiça.
VALOR ECONÔMICO
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