CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 695 DE 22 DE FEVEREIRO DE 2018

abra

Ano 4 | nº 695 22 de fevereiro de 2018

NOTÍCIAS

Comissão mista aprova MP e prorroga por 60 dias prazo de adesão ao “Refis rural”

Segundo relatora, há acordo de líderes para que o texto seja analisado na próxima semana pelos plenários da Câmara e do Senado

A comissão mista da Medida Provisória 803/17 aprovou na quarta-feira (21) o relatório da Senadora Simone Tebet (PMDB-MS), que prorroga de 28 de fevereiro para 30 de abril o prazo final de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), também chamado de “Refis rural”. O prazo atual foi determinado pela chamada Lei do Refis Rural (13.606/18). O PRR permite o parcelamento, com descontos, de débitos de produtores rurais com a contribuição social de 2,1% sobre a receita bruta, conhecida popularmente como Funrural. Após acordo com o governo, a senadora manteve na medida provisória apenas a prorrogação da adesão, retirando os dispositivos que tratam do PRR. Ela afirma que eles foram incorporados à Lei do Refis Rural. Esta é a quarta vez nos últimos meses que o Congresso Nacional discute o prazo de adesão ao programa de renegociação do Funrural (veja ao lado).

A medida provisória será analisada agora, separadamente, na Câmara dos Deputados e no Senado. A MP tem validade até o dia 8 de março. Segundo Tebet, existe um acordo de líderes para que o relatório seja votado nos plenários das duas Casas na próxima semana. O ajuste político atrela a aprovação do relatório da MP 803 à derrubada de alguns dos 24 vetos feitos pelo presente Michel Temer ao projeto que deu origem à Lei do Refis Rural. Os líderes partidários estão negociando os vetos que vão cair. A prorrogação do prazo por 60 dias era uma reivindicação dos produtores rurais e foi encabeçada, no Congresso, pela Frente Parlamentar Mista da Agropecuária (FPA), que reúne mais de 250 deputados e senadores. Os produtores alegam que o prazo da lei do Refis é curto para reunir toda a documentação necessária à renegociação dos débitos tributários. A relatora destacou ainda que a regulamentação do PRR só foi divulgada no final de janeiro pela Receita Federal, o que reduziu ainda mais o tempo para aderir ao programa. “O prazo para adesão é um processo complexo, que exige muitas guias, muito estudo”, afirmou Tebet. Para ela, a nova data final é suficiente para atender a pelo menos “80% dos produtores rurais”. “Teremos mais 60 dias para que os contadores possam entender a nova legislação e auxiliar o produtor no que se refere ao pagamento parcelado da contribuição”, acrescentou.

Agência Câmara de Notícias

Fevereiro deverá fechar com alta no volume de carne bovina in natura exportada

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, até a terceira semana de fevereiro, o Brasil exportou 57,6 mil toneladas de carne bovina in natura com faturamento de US$231,2 milhões

A média diária embarcada foi de 5,8 mil toneladas, 27,3% mais em relação a janeiro último. Caso o ritmo das exportações continue, o volume do total exportado no acumulado deste mês deverá ser de 103,7 mil toneladas, um aumento de 31,1% frente ao mesmo período do ano passado. Seria o nono mês consecutivo de alta nas exportações quando comparada ao mesmo período do ano anterior. Caso o ritmo das exportações continue, o volume do total exportado deverá ser de 103,7 mil toneladas, um aumento de 31,1% frente ao mesmo período do ano passado.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo com referências de preços sem viés definido

No fechamento da última quarta-feira (21/2) foram observados ajustes na cotação da arroba do boi gordo para cima e para baixo
O quadro é de oferta contida de boiadas. Os frigoríficos estão tendo dificuldade para originarem matéria-prima e as escalas de abate estão curtas. Porém, mesmo com compras em volumes menores, grande parte das indústrias está mantendo os estoques de carne, em função do lento escoamento, que se intensifica no período final do mês devido ao menor consumo. De outro lado, é possível notar frigoríficos com dificuldade na manutenção dos estoques. Estes ofertam preços acima da referência e ajustes positivos acontecem em determinadas praças. No mercado atacadista de carne bovina com osso, a carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,79/kg.

SCOT CONSULTORIA

Cheia anormal no Pantanal Sul obriga a retirada urgente do gado, alerta sindicato

O Sindicato Rural de Corumbá emitiu alerta aos produtores rurais da planície pantaneira para que iniciem imediatamente a retirada do gado das áreas alagáveis para campos mais altos, em função da previsão de uma grande enchente este ano no Pantanal, baseada nos níveis atuais do Rio Paraguai e a continuidade das fortes chuvas na região

“O Pantanal está cheio, não é ainda uma enchente de grandes proporções, mas vai continuar enchendo porque as águas de Cáceres (alto Pantanal, em Mato Grosso) ainda não chegaram”, informou o Presidente da entidade ruralista, Luciano Aguilar Leite. Ele se reuniu esta semana com pesquisadores da Embrapa Pantanal, com sede em Corumbá, para avaliar a situação. Os pantanais do Paiaguás e Nhecolândia, mais ao Norte, estão debaixo de água, segundo os pantaneiros. Bruno Viégas de Barros, da Fazenda Boi Branco, relatou que a região está sendo muito afetada pelos repiques do Rio Taquari, e a chuva de 120 milímetros na semana passada, em Coxim, deve ampliar a área de inundação, com reflexos também no nível do Rio Paraguai. A enchente nas áreas ao Sul (Nabileque e Jacadigo) neste período do ano, é um indicativo de que a cheia será de maior intensidade com a chegada das águas de Cáceres, entre abril e junho. “O produtor deve retirar o gado agora, pois continua chovendo e o Jacadigo ainda receberá água do Tucavaca (rio da Bolívia) nesta mesma época”, observou Luciano Leite. Na parte da subregião da Nhecolândia sob influência dos rios Aquidauana, Miranda e Abobral, na Estrada Parque (MS-184), em Corumbá, os campos estão submersos, com forte vazão em direção ao Rio Paraguai. A cheia, no entanto, ainda não afetou a maior atividade na região depois da pecuária, o ecoturismo. O acesso na MS-184 está normal até o trevo com a MS-228. A subida das águas esta semana no Miranda e Aquidauana, no entanto, deve alterar o cenário na região da Estrada Parque e ampliar o nível de inundação que já ocorre no Nabileque e Jacadigo. “O que diferencia a cheia deste ano das demais, e nos preocupa, é que as águas de Cáceres vão chegar com o Pantanal já cheio”, explicou o presidente do Sindicato Rural. Na previsão da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), do Ministério das Minas Energia, o Rio Paraguai atingirá o nível de alerta de uma cheia pequena na régua de Ladário, ou seja, 4,0 metros, na primeira semana de março. Para a Embrapa Pantanal, é considerada uma cheia normal a cota de até 5,5 metros, e uma grande enchente, acima deste nível.

Acritica.net

EMPRESAS

Nem ganho de mercado da BRF anima investidor

O azedume do mercado com o desempenho da BRF pode piorar hoje, com a divulgação dos resultados da companhia no quarto trimestre de 2017

Nem mesmo a estratégia para recuperar participação no Brasil, que começou a mostrar resultados, anima os investidores. Pelo contrário. Segundo analistas, o plano afetará a rentabilidade no curto prazo, alimentando uma espiral negativa com potencial para tumultuar ainda mais a relação entre os principais sócios da empresa brasileira. A expectativa dos analistas das corretoras dos bancos BTG Pactual, Itaú BBA, J.P. Morgan e Santander é que a dona das marcas Sadia e Perdigão reporte, após o fechamento do mercado, lucro líquido entre R$ 100 milhões e R$ 238 milhões no quarto trimestre do ano passado. Embora seja um resultado melhor do que o visto no mesmo período de 2016, os analistas ressaltaram que a base de comparação é fraca. Nos últimos três meses de 2016, a BRF teve o pior resultado trimestral de sua história, com prejuízo de R$ 460 milhões. As estimativas não consideram as provisões que a BRF deverá anunciar, em parte devido ao desbalanceamento de estoques por conta da Operação Carne Fraca. Como o Valor já informou, as provisões são “relevantes”. Em meio aos rumores sobre as provisões, os papéis da BRF estão no pior patamar desde 2012. Nesse cenário, os analistas Thiago Duarte e Vito Ferreira, do BTG, ponderaram, em relatório, que perdas com provisões e possíveis reclassificações em linhas do balanço não foram incorporadas em sua estimativa, que prevê lucro de R$ 117 milhões. De acordo com os analistas, é “impossível” estimar antecipadamente o impacto das provisões sobre os resultados. Os analistas Antonio Barreto, Thomas Budoya e Gustavo Troyano, do Itaú BBA, também avaliam que os investidores sairão decepcionados com o resultado da BRF. Acreditamos que a nova estratégia da companhia para ganhar participação de mercado vai se pagar no longo prazo, mas vai reduzir a rentabilidade no curto prazo e frustrar as expectativas”, argumentaram. A BRF recuperou participação no mercado brasileiro em 2017. Dados da consultoria Nielsen obtidos pelo Valor mostram que, de março a outubro, a fatia da BRF em produtos industrializados à base de carnes (como embutidos e frios) subiu de 36,8% para 40,1%. Na categoria de carnes congeladas, que inclui hambúrgueres e pratos prontos, a BRF passou de 38,1% a 40,3%. Assim, a empresa reverteu parcialmente as perdas que vinha sofrendo nos anos anteriores devido à forte concorrência – sobretudo da JBS, dona da Seara -, e à recessão, que fez consumidores migrarem de categorias e marcas mais caras para itens mais baratos. A crise vivida pela JBS por causa da delação premiada dos irmãos Batista também contribuiu para a recuperação da BRF, na medida em que a Seara reduziu investimentos em marketing. Entre março e outubro, as participações das marcas da JBS caíram de 17,2% para 16,1% em industrializados de carnes e de 32,2% para 30,7% em congelados. Executivos de dois concorrentes da BRF disseram ao Valor que a estratégia mais agressiva da empresa afetará a rentabilidade da indústria como um todo. A pior fase, argumentaram, ainda virá ao longo de 2018, com os resultados da marca Kidelli, lançada pela BRF em janeiro. Marca de combate voltada ao “atacarejo” e ao pequeno varejo, a Kidelli é 15% mais barata que a média do mercado. Para uma dessas fontes, a decisão da BRF de não comercializar produtos da Kidelli no grande varejo, para evitar “canibalizações” com Sadia e Perdigão, pode ser inócua. “Se ele me atacar no atacado, respondo no varejo”, afirmou um dos concorrentes. Os analistas do J.P. Morgan – assim como os dos Itaú BBA- avaliam positivamente a estratégia da BRF, apesar do reflexo negativo no curto prazo. Resta saber se os investidores, já desanimados por causa do desempenho dos últimos dois anos, terão paciência para colher os frutos da estratégia.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

UE: Copa-Cogeca alertam contra a “venda da agricultura” no acordo Mercosul

O grupo agrícola da União Europeia (UE), Copa-Cogeca, escreveu para o presidente da Comissão da UE, Jean-Claude Juncker, pedindo que a agricultura não seja vendida em negociações comerciais com o Mercosul

Os organismos agrícolas opõem-se à mudança da UE para dar novas concessões à agricultura em troca de ganhos em outros setores econômicos para o bloco comercial latino-americano Mercosul. O presidente da Copa, Joachim Rukwied, disse: “A UE já deu muito na questão da agricultura aos países do Mercosul nas negociações comerciais, sem obter muito em troca. É inaceitável que a UE esteja aumentando a oferta de agricultura nas negociações. As concessões comerciais devem ser minimizadas para nossos setores mais sensíveis, como, importações de carne bovina, açúcar, aves, etanol, arroz e suco de laranja da EU”. O Presidente da Cogeca, Thomas Magnusson, acrescentou: “Nós já importamos quantidades substanciais de produtos agrícolas desses países e não recebemos reciprocidade deles. Precisamos de acordos comerciais equilibrados que respeitem nossos métodos de produção. Tendo em conta as incertezas nas negociações do Brexit, bem como as discussões sobre a futura Política Agrícola Comum (PAC) e o orçamento da UE, pedimos que a UE não faça concessões sobre a agricultura nas negociações. Qualquer tentativa adicional de vender a agricultura nas negociações comerciais compromete o crescimento e os empregos nas zonas rurais, contrariando a estratégia da UE de revitalizar os empregos rurais na Europa.” No mês passado, a Copa-Cogeca anunciou sua oposição ao movimento da UE para elevar sua oferta de carne bovina significativamente para 99 mil toneladas nas negociações comerciais com o Mercosul, advertindo que isso era “inaceitável”. O Presidente do grupo de trabalho da Copa-Cogeca, Jean-Pierre Fleury, disse: “Mais de 75% das nossas importações de carne bovina – 246 mil toneladas – já vêm desses países e é inaceitável que a UE tenha aumentado sua oferta em troca de concessões em outros setores.” “Precisamos de acordos de comércio justos e equilibrados que também garantam que nosso mercado não seja superabastecido; caso contrário, o crescimento e os empregos em nossas áreas rurais serão ameaçados. Agora não é hora de propor isso, quando não sabemos o impacto das conversações sobre a saída do Reino Unido da UE. Com 52% de carne bovina irlandesa destinada ao mercado do Reino Unido, não podemos pressionar ainda mais o mercado de carne da UE em um acordo comercial com os países latino-americanos.”

GlobalMeatNews.com

Tyson busca aquisições para ampliar atuação em alimentos com marca

A Tyson Foods, maior companhia de carnes dos EUA, poderá fazer mais aquisições, indicou ontem o CEO da empresa, Tom Hayes, durante encontro anual com analistas do setor de consumo

Em 2017, a companhia adquiriu a americana AdvancePierre, especializada no fornecimento de produtos à base de carnes para “food service”. Os esforços da Tyson, que majoritariamente ainda é um frigorífico, estão direcionados para os negócios de alimentos processados a base de carnes. Esse segmento de produtos gera maior rentabilidade do que o negócio de carnes in natura. No encontro com os analistas, o CEO da Tyson praticamente descartou a compra da também americana Pinnacle Foods. De acordo com Hayes, a Tyson está à procura de negócios de rápido crescimento no segmento de proteínas, característica na qual a Pinnecle Foods não está enquadrada. Para ele, a Pinnacle “não tem muita proteína em seu portfólio”. Há dois anos, a Tyson demonstrou interesse em investir no Brasil, nos segmentos de frango processado e de alimentos industrializados. À época, executivos da empresa americana inclusive visitaram fábricas da BRF, mas uma negociação não foi efetivada. De lá para cá, a Tyson mudou o comando e ainda não houve indicações se voltar ao Brasil e continua nos planos da empresa. A Tyson vendeu suas operações no Brasil à JBS em 2014.

Dow Jones Newswires

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment