CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2695 DE 20 DE ABRIL DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2695 | 20 de abril de 2026

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Ritmo de crescimento das exportações de carne bovina cai em março, mas valores estão maiores

As exportações de carne bovina em março de 2026 revelaram uma redução do ritmo de crescimento do volume embarcado, em relação aos dois meses anteriores, porém com maiores aumentos nas receitas, refletindo uma valorização dos preços em dólares da carne brasileira no mercado internacional, os quais vêm sendo impulsionados pela alta no valor da arroba do boi gordo no Brasil e pela recente desvalorização da moeda norte-americana.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), mostram que as vendas externas de carne bovina in natura cresceram 8,95% em volume em março deste ano, em relação a março de 2025, para 233,79 mil toneladas. Em receitas, as exportações de carne bovina in natura aumentaram 29,14% no mesmo período, para US$ 1,36 bilhão. Em janeiro e fevereiro de 2026 houve crescimento, respectivamente, de 28,7% e 24% no volume embarcado, frente a iguais meses do ano anterior. Em receitas, os resultados de janeiro e fevereiro apresentaram crescimento de 42,5% e 41,9%, respectivamente. É importante considerar que o desempenho das exportações de carne bovina em 2026 parte de uma base de comparação elevada, considerando os sucessivos recordes mensais ocorridos em 2025, o que diminui expectativas de continuidade de um ritmo de crescimento mais robusto. A carne in natura representa aproximadamente 90% das exportações de carne e subprodutos bovinos. No total, considerando tanto carne in natura, como industrializada, e subprodutos como miudezas, tripas e sebo bovino, as exportações do setor cresceram 21,42% em março de 2026, frente a março de 2025, para US$ 1,476 bilhão. No volume total, houve queda de 6,65% no mesmo período, para 270,53 mil toneladas. No acumulado do primeiro trimestre, as exportações totais cresceram 32,29%, frente ao primeiro trimestre de 2025, alcançando US$ 4,32 bilhões. Em volume, na mesma base comparativa, o crescimento foi de 10,98%, para 827,64 mil toneladas. Considerando apenas a carne bovina in natura, houve crescimento de 37,45% nas exportações do primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, cujas receitas somaram US$ 3,98 bilhões, enquanto o volume embarcado cresceu 19,92%, totalizando 700,98 mil toneladas. Os valores médios de exportação da carne bovina in natura no primeiro trimestre apresentaram valorização de 14,61%, alcançando US$ 5.642 por tonelada. No primeiro trimestre de 2025 os valores médios de exportação foram de US$ 4.954 por tonelada. A China se manteve como o maior importador da carne bovina brasileira no primeiro trimestre do ano, com aquisições totais de US$ 1,816 bilhão, que representam crescimento de 41,83% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume total enviado ao país asiático foi de 325,68 mil toneladas (aumento de 39,35%). É importante ressaltar que esse volume não reflete a quantidade considerada pelo governo chinês para efeito de contabilização da quota de 1,106 milhão de toneladas (livres da tarifa extraquota de 55%), estabelecida em função da aplicação de medidas de salvaguardas pelo país asiático. Isso por que o governo chinês considera, no cálculo da quota, as cargas que chegaram aos portos chineses a partir de 1º de janeiro de 2026, mesmo que tenham sido embarcadas nos portos brasileiros no ano anterior. Informação divulgada pelo Ministério do Comércio da China (MOFCOM), em março último, apontou que as vendas de carne bovina do Brasil para a China já haviam alcançado 372,08 mil toneladas apenas nos 2 primeiros meses do ano. Informações relativas ao mês de março de 2026 ainda não foram divulgadas pelo MOFCOM. Se for somado o volume embarcado no mês de março de 2026 (apurado pela SECEX/MDIC), chega-se a um volume estimado de 474,08 mil toneladas embarcadas para a China no primeiro trimestre de 2026, que correspondem a 42,86% da quota tarifária destinada ao Brasil (1,106 milhão de toneladas). Dessa forma, restaria ainda ao Brasil um volume de 631,92 mil toneladas (57% da quota), a ser exportado livre da tarifa de 55%. Essas estimativas podem ser alteradas em função de novas informações a serem divulgadas pelo MOFCOM, relativas às entradas nos portos chineses no mês de março. Os valores médios (Fob) de exportação da carne bovina in natura brasileira para a China no primeiro trimestre do ano tiveram valorização de 15%, em relação ao primeiro trimestre de 2025, para US$ 5.578 por tonelada. No primeiro trimestre do ano, a China participou com 46,42%, em volume, e 45,6%, em receitas, nas exportações brasileiras de carne bovina in natura. As vendas de carne bovina in natura para os Estados Unidos cresceram 60,96% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o primeiro trimestre de 2025, alcançando US$ 588,98 milhões. Em volume, houve crescimento de 28,51%, para 98,17 mil toneladas. Os valores médios da carne bovina in natura exportada para o país norte-americano alcançaram US$ 6 mil por tonelada no primeiro trimestre de 2026 (aumento de 25,25%). Os Estados Unidos, que continuam com elevado déficit de abastecimento interno, estimado em aproximadamente 2,5 milhões de toneladas no ano de 2026 (de acordo com informações do USDA), se mantém como o segundo maior importador da carne bovina brasileira, com participação de 14% em volume e de 14,8% em receitas. A União Europeia atualmente ocupa a terceira posição entre os maiores importadores de carne e subprodutos bovinos do Brasil. De janeiro a março de 2026, as vendas de carne bovina in natura para o bloco comercial europeu cresceram 29,48%, comparativamente ao primeiro trimestre de 2025, somando US$ 187,96 milhões, enquanto o volume embarcado cresceu 21,16% no mesmo período, para 21,713 mil toneladas. Os valores médios de exportação da carne bovina in natura exportada para a União Europeia apresentaram valorização de 6,86% no primeiro trimestre do ano, US$ 8.656 por tonelada. No total, considerando também carne bovina industrializada e subprodutos, as vendas para a União Europeia cresceram 49,84% no primeiro trimestre de 2026, alcançando US$ 251,57 milhões. O Chile, por sua vez, ampliou tanto volume quanto valor, +27,6% e +36,9%, respectivamente, atingindo 38.764 toneladas e receita de US$ 224,1 milhões. A Rússia elevou suas compras em 73,4% em volume e 91,1% em valor. O México completou o grupo dos seis maiores mercados, com crescimento sólido de 37,5% no volume e 55,6% no valor, totalizando 18.374 mil toneladas e US$ 105,3 milhões. No total, 106 países aumentaram suas importações no primeiro trimestre, enquanto outros 49 diminuíram as compras.

PUBLICADO EM: VALOR ECONÔMICO/GLOBO RURAL/O ESTADO DE SÃO PAULO/UOL ECONOMIA/ISTO É DINHEIRO/PODER 36O/CANAL RURAL/METRÓPOLES/BRASIL247/INFOMONEY/DIÁRIO DO ESTADO GOIÁS 

NOTÍCIAS

Arroba do boi gordo: queda nas cotações

Com expectativa de perda de qualidade do pasto, pecuaristas antecipam vendas a frigoríficos

O mercado físico do boi gordo apresentou queda de suas cotações no decorrer da sexta-feira (17), com os frigoríficos começando a sinalizar para avanços em suas escalas de abate. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que a expectativa de perda de qualidade do pasto já faz com que muitos pecuaristas antecipem a entrega de animais na segunda quinzena de abril, aproveitando preços que ainda são chamativos. “Vale destacar que o mercado segue temeroso em relação à progressão da cota chinesa, com expectativa de encerramento em meados de junho, o que tem aumentado a pressão baixista no mercado futuro”, destacou. Por fim, Iglesias diz que é válido mencionar que a questão sanitária ainda tem grande peso sobre a composição de mercado, considerando os indícios de novos focos de aftosa na Rússia, próximos à fronteira com a China, colocando o terceiro maior produtor global de carne bovina em alerta. Preços do boi gordo: São Paulo: R$ 367,67 — ontem: R$ 368,33. Goiás: R$ 355,36 — ontem: R$ 355,89. Minas Gerais: R$ 355,59 — ontem: R$ 357,65. Mato Grosso do Sul: R$ 358,98 — ontem: R$ 359,66. Mato Grosso: R$ 363,45 — ontem: R$ 364,05. O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados no decorrer da sexta-feira, em um ambiente que ainda sinaliza para alguma alta dos preços, considerando a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. “Como limitador para altas mais consistentes precisa ser mencionado a menor competitividade da carne bovina em relação às proteínas concorrentes, em especial se comparado com a carne de frango”, diz Iglesias. Quarto dianteiro: ainda é cotado a R$ 23,00 por quilo; Quarto traseiro: permanece cotado a R$ 28,00 por quilo; Ponta de agulha: se sustenta a R$ 21,00 por quilo.

SAFRAS NEWS

Mercado do boi gordo: preços sobem para todas as categorias na região de Pelotas

Mesmo com o aumento da oferta, as cotações na região gaúcha continuaram firmes. 

A segunda quinzena de abril trará frio ao Rio Grande do Sul (detalhes na página de Clima), dando sinal ao pecuarista para planejar a venda dos bovinos retidos no pasto. A oferta na região tem aumentado, mas não foi o suficiente para frear a alta da arroba do bovino gaúcho, cuja média mensal não parou de subir desde agosto do ano passado. Na comparação semanal, a arroba do boi gordo valorizou 2,2%, ou R$7,50, negociada em R$354,00. Para a vaca gorda, a alta foi de 1,9%, ou R$6,00/@, apregoada em R$325,50/@. Já para a novilha, a arroba subiu 0,9%, ou R$3,00, negociada em R$337,50. O diferencial de base do boi gordo está em R$5,50/@, ou 1,6% menor na região de Pelotas em relação a São Paulo, onde a arroba está em R$359,50, estável há uma semana. Todos os preços são a prazo, descontados o Senar e o Funrural. No curto prazo, o viés é de estabilidade.

SCOT CONSULTORIA

Brasil exportará miúdos bovinos ao Vietnã

Brasil soma 592 aberturas de mercado

O governo brasileiro concluiu negociações com o Vietnã que autorizam a exportação de miúdos bovinos, como coração, fígado e rins, para o mercado asiático. A medida amplia o acesso da cadeia pecuária nacional a um dos principais destinos do agronegócio brasileiro. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a abertura comercial reforça a relação com o quarto maior importador de produtos do setor e contribui para o melhor aproveitamento da produção bovina. O Vietnã importou mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários do Brasil em 2025, com destaque para milho, complexo soja, fibras e itens têxteis. Com a nova autorização, o Brasil alcança 592 aberturas de mercado desde o início da atual gestão, resultado atribuído à atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) na ampliação do comércio internacional do agronegócio.

AGROLINK

Reposição: preços de todas as categorias registram alta

Descompasso entre oferta e demanda mantém as cotações em alta, informa Stéfany Souza, analista da Scot Consultoria

O mercado de reposição de São Paulo seguiu travado ao longo desta semana, conforme relatado por compradores, devido ao alto preço praticado nos balcões de negociação, informa a zootecnista Stéfany Souza, analista da Scot Consultoria. Ainda assim, diz ela, a semana foi marcada por valorizações em todas as categorias, embora em ritmo leve. “O ritmo das negociações é reflexo do descompasso entre oferta e demanda”, observa a analista da Scot, acrescentando que “esse movimento não se restringe à praça paulista, sendo observado também em outros estados, com destaque para o bezerro de desmama, que atingiu patamares elevados nos últimos dias”. Entre os machos Nelore, na comparação semanal, o boi magro subiu 0,5%, o garrote teve alta de 0,6%, o bezerro de ano avançou 0,9% e o bezerro de desmama registrou acréscimo de 0,7%. Entre as fêmeas Nelore, na mesma comparação, a vaca magra, a novilha, a bezerra de ano e a bezerra de desmama tiveram acréscimo de 0,4%, 0,7%, 0,5% e 1,3%, respectivamente. Segundo Stéfany, ao longo desta semana, o ágio entre o bezerro de desmama e o boi gordo recuou 4,2% em relação ao quadro registrado em março/26, refletindo a alta de 3% da arroba do bovino terminado frente ao avanço de 1,7% do animal de 8-10 meses. No entanto, na comparação anual, o indicador registra alta de 44,1%, atingindo atualmente 39,8%. Na comparação mensal, a relação de troca segue favorável para todas as categorias de reposição, destaca Stéfany. Na comparação mês a mês, o boi magro e o garrote tiveram queda na cotação de 2,4% e 0,2%, respectivamente, enquanto os bezerros de ano e de desmama subiram 1,8% e 1,7%, na sequência. Por sua vez, considerando a mesma base de comparação, a arroba do boi gordo subiu 3% em São Paulo. Dessa forma, calcula a analista, no período, o poder de compra do recriador e do invernista melhorou 5,2% para o boi magro, 3,1% para o garrote, 1,1% para o bezerro de ano e 1,2% para o bezerro de desmama. De acordo com os dados da Scot, atualmente, são necessárias 13,4@ de boi gordo para a compra de um boi magro, 12@ para a aquisição de um garrote, 10,2@ para levar um bezerro de ano e 9,1@ para fechar um lote de bezerro de desmama.  No curto prazo, prevê Stéfany, o mercado paulista de reposição deve permanecer valorizado, com maior dificuldade para negociações, porém com cenário de firmeza.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar fecha em R$4,9836, no menor valor do ano, após Irã reabrir Estreito de Ormuz

O anúncio de que o Irã vai reabrir o Estreito de Ormuz pesou sobre o dólar na sexta-feira no Brasil, com a moeda norte-americana encerrando o dia no território negativo, renovando a menor cotação do ano.

O dólar à vista encerrou o dia em leve queda de 0,20%, aos R$4,9836, menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024, quando atingiu R$4,9805. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,53% e, no ano, recuo de 9,21%. Às 17h09, o dólar futuro para maio DOLc1 — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,22% na B3, aos R$4,9960. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse pela manhã que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente liberada durante o restante do período de cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, no Líbano. Trump, por sua vez, afirmou que os EUA manterão seu bloqueio naval contra o Irã até que um acordo seja finalizado, mas disse acreditar que isso “será feito muito rapidamente”. Segundo ele, representantes dos dois países podem voltar a se reunir no fim de semana. Uma autoridade iraniana disse à Reuters que ainda há diferenças significativas entre os dois países quanto a questões nucleares. A expectativa de um acordo entre os países e, em especial, o anúncio de reabertura de Ormuz fizeram o dólar ceder ante as demais divisas, incluindo o real, com investidores desmontando posições defensivas na moeda norte-americana. “O dólar recuou com força na sessão e chegou a renovar a mínima do ano, refletindo um movimento global de redução de prêmio de risco após a reabertura do Estreito de Ormuz”, resumiu Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. Às 14h11, o dólar à vista marcou a máxima de R$4,9933 (estável), para depois encerrar a sessão em leve baixa. No exterior, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — se mantinha em leve queda neste fim de tarde, mas acima da marca de 98, após ter oscilado abaixo disso durante boa parte do dia. Em relatório a clientes distribuído pela manhã, o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, pontuou que o índice do dólar está com “tendência de baixa de longo prazo e ameaçando perder a região de 98, fato que beneficiaria ainda mais a moeda brasileira”.

REUTERS

Ibovespa destoa do exterior e recua pressionado por Petrobras

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, sem conseguir acompanhar o viés otimista desencadeado por expectativas de um fim próximo para a guerra no Irã, uma vez que o tombo dos preços do petróleo derrubou as ações da Petrobras e de outras petrolíferas negociadas na B3.

As cotações da commodity desabaram após o Irã anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz, rota para um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, que estava praticamente fechada desde o começo da guerra no final de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,55%, a 195.733,51 pontos, no terceiro pregão seguido no vermelho e encerrando a semana com declínio de 0,81%. No melhor momento do dia, pela manhã, avançou a 198.665,65 pontos. Na mínima, à tarde, registrou 195.367,90 pontos. O índice Small Caps, que não tem os papéis da Petrobras na sua composição, fechou em alta de 0,93%. O volume financeiro no pregão somou R$44,73 bilhões, em dia também marcado pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista. O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em queda de 9,07%, a US$90,38, determinada principalmente pela declaração do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, de que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente liberada após acordo de cessar-fogo firmado no Líbano. De acordo com o responsável pela mesa de ações e sócio do BTG Pactual, Jerson Zanlorenzi, houve um “fortíssimo” movimento de descompressão de risco no mercado internacional, decorrente principalmente do movimento dos preços do petróleo. Zanlorenzi acrescentou que a forte queda da commodity naturalmente gera uma melhora do otimismo internacional, principalmente em relação a risco institucional e preço de combustíveis e matéria-prima energética e, consequentemente, inflação. Dados da B3 sobre a movimentação de investidores estrangeiros mostram uma entrada líquida de R$14,6 bilhões em abril até o dia 15, com o saldo no ano positivo em R$68 bilhões. No começo da semana, apoiado por esse fluxo, o Ibovespa renovou recordes e testou os 199 mil pontos pela primeira vez.

REUTERS 

Agroindústria teve retração de 1,9% no mês de fevereiro

 Indústria do segmento não-alimentício puxou para baixo desempenho geral das agroindústrias, segundo o PIMAgro 

A produção da agroindústria brasileira teve retração em fevereiro, após dois meses de crescimento, em decorrência da forte queda no segmento não alimentício. O Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), elaborado pelo Centro de Estudos do Agronegócio (FGV Agro), recuou 1,9% no mês na comparação com fevereiro do ano passado. Segundo o FGV Agro, o resultado negativo não era esperado. O desempenho em fevereiro levou a uma queda de 0,7% no acumulado do bimestre – ainda antes da guerra no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro. Mas, embora a produção da agroindústria tenha caído no início do ano, o resultado foi melhor do que o da indústria de transformação, cuja produção teve baixa de 2,2%. O grupo das agroindústrias não alimentícias registrou retração de 5,5%, puxada pelo desempenho da indústria de insumos, que caiu 11,5%. Esse segmento foi afetado pela redução na fabricação de intermediários para fertilizantes, adubos, defensivos, tratores e máquinas. O FGV Agro ressaltou que a expectativa é de novas contrações na produção, como consequência dos impactos do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços de vários insumos. Também houve queda da produção no segmento de têxteis em fevereiro passado, com redução de 11,1%, dada a menor fabricação de fibras, tecidos, vestuários, calçados e couro. O único segmento não alimentício que teve produção maior em fevereiro foi o de biocombustíveis, com alta de 33,5%. Já no segmento das agroindústrias alimentícias e de bebidas, a produção teve aumento de 0,9% em fevereiro. Mas, diferentemente dos meses anteriores, a indústria que puxou a alta foi a de bebidas, com incremento de 6,2%, enquanto a de alimentos caiu 0,3%. A produção da indústria de bebidas alcoólicas subiu 8,9%, e a de bebidas não alcoólicas teve um aumento de 3,3%. Nas indústrias de alimentos, houve baixa de 1,6% no segmento de origem animal, devido à queda da produção de carne bovina e de pescados. Já o segmento de alimentos de origem vegetal subiu 2,7%, com alta na produção de conservas e sucos, óleos e gorduras, arroz, na moagem de trigo e no refino de açúcar.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL 

A expansão global do sorotipo SAT1 da febre aftosa acende alerta

Relatos recentes sobre o surgimento e a disseminação do vírus da febre aftosa (FMDV), sorotipo SAT1, estão evidenciando uma mudança preocupante no cenário global dessa doença.

Os relatórios de monitoramento global de doenças suínas, financiados pelo Swine Health Information Center e liderados pela Dra. Sol Perez, da Universidade de Minnesota, destacaram os novos países afetados em publicações mensais. “Para o FMDV, a imunidade é específica por sorotipo, o que significa que a infecção ou vacinação contra um determinado sorotipo não confere proteção contra outro sorotipo”, afirma Perez em um artigo do SHIC. Historicamente, o SAT1 era mantido em áreas endêmicas da África Oriental e Austral. No entanto, em 2025, esse sorotipo demonstrou uma “expansão preocupante” para além de sua área geográfica tradicional, com detecções confirmadas de dois subtipos circulando simultaneamente no Oeste da Ásia e no Norte da África. O aumento da circulação do SAT1 representa um risco crescente para regiões que antes não eram afetadas, incluindo o sudeste da Europa e potencialmente outras áreas. À medida que esse sorotipo amplia sua distribuição geográfica, surgem novos caminhos para sua introdução em diferentes regiões e países, aumentando a probabilidade de disseminação transfronteiriça, observa Perez. A principal preocupação das autoridades de saúde animal é que a imunidade ao FMDV é específica para cada sorotipo. Os programas atuais de vacinação em muitas regiões afetadas são voltados para os sorotipos O, A e Asia-1. Como essas vacinas não oferecem proteção cruzada contra o SAT1, as populações de animais permanecem, na prática, suscetíveis, indicam as pesquisas. Esse “espaço ecológico” permitiu que o SAT1 se espalhasse rapidamente em populações que antes eram consideradas protegidas. A expansão do SAT1 provavelmente está relacionada a diversos fatores, segundo Perez. A movimentação de animais, especialmente o trânsito informal transfronteiriço de pequenos ruminantes, que podem carregar infecções subclínicas, é um dos principais motores. As pressões ambientais, como seca e mudanças no uso da terra, aumentaram o contato entre reservatórios silvestres e rebanhos domésticos. As limitações das vacinas, com a ausência de estoques específicos para o SAT1 e falhas na vigilância, dificultaram respostas rápidas. Embora os Estados Unidos permaneçam livres de febre aftosa, a expansão do SAT1 para novas regiões do mundo aumenta a complexidade do risco global, afirma Perez. O surgimento de dois subtipos circulando simultaneamente (topótipos SAT1/I e SAT1/III) cria mais caminhos para a entrada do vírus no país, seja por viagens internacionais, produtos de origem animal contaminados ou materiais contaminados. “Esses desenvolvimentos globais reforçam a necessidade de fortalecer os sistemas de detecção precoce e vigilância, manter medidas rigorosas de biossegurança ao longo das cadeias produtivas de animais e garantir que as estratégias de preparo vacinal sejam suficientemente flexíveis para incorporar sorotipos emergentes como o SAT1”, afirma Perez. Para a indústria suína dos Estados Unidos, isso serve como um alerta importante para manter medidas rigorosas de biossegurança e apoiar esforços globais de monitoramento a fim de evitar um surto no país.

DROVERS 

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações brasileiras para UE podem aumentar em US$1 bi já este ano com entrada em vigor de acordo com Mercosul, diz Apex

O governo brasileiro estima que as exportações brasileiras para a União Europeia podem crescer US$1 bilhão já este ano com a entrada em vigor do acordo comercial entre a UE e o Mercosul, disse na sexta-feira o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir André Müller. 

O acordo entrará em vigor provisoriamente a partir de primeiro de maio, e 543 produtos terão as tarifas retiradas imediatamente, explicou Müller após encontro de empresários brasileiros e espanhóis com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Barcelona. “Só com os 543 produtos que vão sair imediatamente a desgravação, com a tarifa imediatamente indo para zero, pode dar um ganho de US$1 bilhão já este ano, que se somariam aos já U$50 bilhões de exportação que o Brasil já tem (para a União Europeia)”, afirmou. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou também após o encontro que produtos como milho, etanol, arroz e proteínas suína e de aves começam a ter imediatamente cotas com tarifa zero, o que beneficia diretamente o Brasil, grande exportador desses produtos. “Precisamos estar com o setor privado devidamente informado para que esse comércio se expanda”, disse Rosa.

REUTERS 

Frango/Cepea: Competitividade frente ao boi é a maior desde 2022

Os preços do frango resfriado estão em alta neste mês na Grande São Paulo. Enquanto as cotações da carne bovina também sobem, a carcaça suína registra forte baixa, gerando movimentos distintos entre as concorrentes.

Nesse cenário, o frango resfriado atinge seu patamar mais competitivo frente à carne bovina em quatro anos. Em relação à proteína suinícola, por outro lado, a carne de frango está no pior momento também desde 2022. Na primeira quinzena de abril, o preço do frango resfriado negociado na Grande São Paulo avançou fortes 6,6% frente a março, com média de R$ 7,18/kg. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse movimento está relacionado aos reajustes dos fretes, visto que o conflito no Oriente Médio elevou as cotações dos combustíveis em boa parte do País. Além disso, a demanda pela proteína aumentou no período, devido ao recebimento de salários por parte da população.

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