Ano 7 | nº 1541 | 30 de julho de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: altas nos preços em Mato Grosso e Tocantins e estabilidade em Rondônia
No Sudeste de Rondônia, as cotações do boi gordo ficaram estáveis na última quinta-feira (29/7) no comparativo feito dia a dia, mas o mercado está firme
Segundo levantamento da Scot Consultoria, no acumulado de julho/21, a arroba do boi gordo subiu 0,3% no estado, negociada em R$303,00/@, preços brutos e a prazo. Em Mato Grosso, na região Sudeste, a boa procura e a oferta escassa de boiadas para abate forçaram os compradores a abrirem o dia ofertando R$2,00/@ a mais pelo boi gordo, negociado em R$303,00/@, preço bruto e a prazo. Os preços da vaca e novilha gordas permaneceram estáveis. Por fim, no Norte do Tocantins, com a oferta enxuta, os compradores ofertaram R$1,00/@ a mais para o boi gordo na última quinta-feira (29/7), na comparação diária. Boi, vaca e novilha gordos foram negociados por R$294,00/@, R$288,00/@ e R$289,00/@, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Boi/Cepea: Indicador se mantém firme neste mês
As cotações da arroba do boi gordo estão firmes neste mês, segundo indicam dados do Cepea
O Indicador CEPEA/B3 (à vista – mercado paulista) fechou a R$ 316,85 na quarta-feira, 27, leve baixa de 0,52% na parcial de julho (até o dia 27). No geral, de acordo com pesquisadores do Cepea, os preços da arroba do boi gordo seguem firmes, sustentados pela baixa oferta de animais para abate – reforçada agora pela entressafra – e pelas exportações aquecidas. Ressalta-se que pecuaristas também vêm tentando repassar nos preços de venda do animal os elevados custos de produção, especialmente os relacionados aos animais de reposição e à alimentação, que representam a maior parte dos gastos da atividade.
Cepea
China: importações de carne bovina reduzem pelo 3º mês seguido
Uma das motivações para essa redução, diz consultor da Agrifatto, pode estar atrelada à queda vertiginosa dos preços da proteína suína no mercado interno da China
Em junho último, a China importou 161,11 mil toneladas de carne bovina, queda 3,52% sobre maio/21 e baixa de 6,72% na comparação com junho/20, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura daquele país. Trata-se do terceiro mês seguido de queda nas importações chinesas da proteína vermelha. “Foi o menor resultado desde maio/20, quando os chineses adquiriram 150,23 mil toneladas de proteína bovina”, informa o economista Yago Travagini, consultor de mercado da Agrifatto. Na avaliação do analista, os dados recentes divulgados pelo governo chinês levantam dúvidas sobre um possível teto de consumo da proteína vermelha no gigante asiático. “A dificuldade em manter um ritmo de compra acima das 190 mil toneladas revelam que até mesmo os chineses têm um limite”, observa Travagini. O consultor diz que a redução das compras chinesas nada tem a ver com a saída da Argentina do mercado exportador. “Antes que se aponte a Argentina como causador desta diminuição, os números divulgados pelo Ministério da Agricultura chinês destacam que os argentinos aumentaram as suas vendas aos chineses em junho/21”, diz ele, acrescentando que “o impacto da saída argentina deve começar a ser sentido a partir das estatísticas referentes a julho/21”. Uma das motivações para essa redução do apetite chinês, relata Travagini, pode estar atrelada à queda vertiginosa dos preços da proteína suína no mercado interno da China, desestimulando a compra de novas cargas de carne bovina.
PORTAL DBO
Boi: tendência de curto prazo é de alta, diz Safras & Mercado
O mercado brasileiro do boi gordo tem uma tendência de curto prazo de maior propensão a reajustes positivos, de acordo com a consultoria Safras & Mercado
Segundo o analista Fernando Iglesias, até o final da primeira quinzena de agosto, período que concentra a maior busca por consumo de carne bovina, devemos observar negócios acima da referência média em muitas regiões. Na B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram uma boa sequência de altas interrompida com desvalorização em toda a curva. O ajuste do vencimento para julho passou de R$ 318,75 para R$ 317,85, do outubro foi de R$ 328,55 para R$ 326,15 e do novembro foi de R$ 332,00 para R$ 329,60 por arroba.
CANAL RURAL
Projeto de lei que prevê autocontrole sanitário não pode ser confundido com autoregulação, diz Mapa
Para os membros do ministério, o objetivo do autocontrole é dar mais responsabilidade e autonomia ao setor privado
O Diretor de Sanidade Vegetal do Mapa, Carlos Goulart, destacou a necessidade de empresas dependerem menos das autorizações do poder público. “Quem conhece o Ministério da Agricultura sabe que existem muitos processos de registros de estabelecimentos e produtos em que, para efetuar essa liberação da atividade econômica, o privado basta tão somente requerer ao Mapa que ele analisa e valida se aquilo que o privado apresentou bate com a legislação. Com isso, o governo acaba tutorando, trazendo para correção, uma obrigação do privado. O privado deve conhecer as normas e ser capaz de cumprir com elas sem que o estado fique tutorando”, destaca Goulart. Para a ministra Tereza Cristina, diante da expansão do agronegócio, não acompanhada pela capacidade do poder público de ampliar o setor de fiscalização agropecuária, é necessário encontrar formas mais inteligentes do estado atuar.
Na proposta inicial está colocado que os programas a serem elaborados por empresas ou produtores devem conter registros sistematizados e auditáveis do processo produtivo, uma previsão de como seriam recolhidos os lotes em caso de problemas e quais seriam os procedimentos adotados para autocorreção. No texto, a adoção de programas de autocontrole só não é obrigatória para produtores primários. Segundo a CNA, esse conceito deve ser melhor explicado. “Temos agricultores orgânicos que produzem a cenoura, fatiam e embalam. Temos o produtor de produtos artesanais, aquele que produz o queijo de forma tradicional, em pequena escala e fica nessa área cinzenta entre produção primária e produção industrial”, afirma o Diretor Técnico Adjunto da CNA, Reginaldo Minaré. “Realmente a produção primária é uma questão que a gente já observou que precisa de um debate no Congresso sobre os limites ou a conceituação no projeto de lei do que seria. Se a conceituação está clara, se o objetivo está claro, se todas as cadeias estão entendendo o limite de produção primária”, diz o diretor do Mapa Carlos Goulart. O projeto também pretende tornar automático o registro de produtos que já tem padrões normatizados e dispensar a necessidade de registro dos insumos fabricados pelo produtor para uso próprio.
CANAL RURAL
Boi gordo segue estável até início de agosto: “propensão a reajustes”
Em São Paulo, arroba ficou em R$ 318 a prazo. Goiânia registrou R$ 304, inalterados. Em Dourados (MS), R$ 312. Cuiabá (MS) teve arroba indicada em R$ 307, estável, e Uberaba (MG) bateu o preço de R$ 311/@
O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na quinta-feira. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, houve negócios melhores em muitos estados, mas a tendência é de estabilidade. “O curto prazo indica maior propensão a reajustes durante a primeira quinzena de agosto, período de maior apelo ao consumo de carne, considerando que além da entrada dos salários na economia há também o adicional de consumo relacionado ao Dia dos Pais, no segundo domingo do mês (8)”, disse Iglesias. Segundo o analista, a expectativa é que a frente fria desta semana amplie a degradação das pastagens, resultando em avanço pontual da oferta, principalmente no Mato Grosso do Sul. Já foi visualizado algum avanço da oferta de animais de reposição durante a segunda quinzena de julho em função do clima mais frio, de acordo com a Safras. “As geadas também produziram impacto no médio prazo”, observa o analista. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318 na modalidade a prazo. Em Goiânia, a arroba segue sendo negociada a R$ 304, inalterados. Em Dourados (MS), vale R$ 312,00. Em Cuiabá, no mesmo estado, ficou indicada em R$ 307, estável. Em Uberaba (MG), o preço é R$ 311/@. No mercado atacadista, os preços da carne bovina também seguem acomodados. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere um maior espaço para reajustes no decorrer da primeira quinzena de agosto, com o consumo mais aquecido. O quarto traseiro foi precificado a R$ 20,8 por quilo. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,8/kg. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 17/kg.
AGÊNCIA SAFRAS
Custos da pecuária sobem 5,7% no 2° trimestre, aponta Imea
Diretor técnico da Acrimat aponta alta nos preços do milho e soja para ração como um dos fatores preocupantes para a pecuária neste momento
Segundo o IMEA, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o custo operacional de todos os sistemas da pecuária no estado teve acréscimos no primeiro e segundo trimestres. O aumento dos custos foi de 5,7% entre abril e junho na comparação com janeiro a março. “Houve aumento no preço dos grãos, do milho e da soja – antigamente, isso ficava restrito ao confinamento, mas agora não. Agora a gente sabe que boa parte dos bovinos já come grãos em boa parte da vida. São produtos como sal proteinado, produtos energéticos que utilizam esses grãos, que tiveram um aumento considerável. Então, isso tudo reflete no nosso custo de produção”, analisa o Diretor Técnico da Acrimat, Francisco Manzi. O mercado aquecido do milho e da soja, principais ingredientes na composição da ração animal, ainda preocupa o setor. “O produtor tem que fazer, mais uma vez, as suas contas; 70% do mercado é mercado interno; as exportações, mesmo que continuem altas, já existe uma desaceleração por parte da Argentina. Então, tudo isso tem que ser levado em conta na hora de se confinar ou não e na hora de fazer a conta sobre onde se deve investir e onde deve ser mais conservador”, observa Manzi.
IMEA/ACRIMAT
ECONOMIA
Dólar desce a mínima em quase um mês com dados dos EUA e Fed
O dólar emendou a segunda queda seguida ante o real replicando movimento global da moeda norte-americana, ainda sob a sinalização de manutenção de estímulos dada pelo banco central dos EUA na véspera.
O dólar à vista caiu 0,60%, a 5,0795 reais na venda, mínima desde 2 de julho (5,0523 reais). No exterior, o índice do dólar caía 0,4%, para mínimas em um mês. A moeda dos EUA recuava ante 29 de uma lista de 33 pares. Segundo Felipe Steiman, Gerente comercial da B&T Câmbio, a perspectiva de um dólar mais fraco é justificada pelos eventos recentes –a ausência de pressa do Fed em reduzir o suporte monetário e dados mais fracos nos EUA. Passado o Fed, o mercado volta as atenções para a decisão de política monetária pelo Banco Central do Brasil na próxima quarta-feira. Operadores estão divididos entre apostas de alta de 0,75 ponto percentual e de 1 ponto percentual, e recentemente alguns departamentos econômicos de bancos migraram para estimativa de 1 ponto. Felipe Nascimento, economista-chefe da Invest Smart, vê um intervalo de 4,80 reais a 5,45 reais para o dólar nos próximos meses, a depender da continuidade da política acomodatícia nos EUA, de juros mais altos por aqui, da trajetória fiscal doméstica e do clima político.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com balanços sob holofotes
Apesar do clima favorável no exterior, o Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, abaixo dos 126 mil pontos, em sessão dominada pela temporada de resultados de empresas, entre elas Vale, GPA, Multiplan e Ambev
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,39%, a 125.798,08 pontos, segundo dados preliminares, após subir mais de 1% na véspera. O volume financeiro somava 25,55 bilhões de reais.
REUTERS
IGP-M sobe 0,78% em julho com pressão tanto no atacado quanto no varejo, diz FGV
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a subir 0,78% em julho, contra avanço de 0,60% no mês anterior, refletindo a aceleração da inflação tanto no atacado quanto no varejo, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira
Com o resultado do mês, o índice acumula em 12 meses alta de 33,83%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, avançou 0,71% em julho, contra alta de 0,42% no mês anterior. Segundo André Braz, Coordenador dos índices de preços, “efeitos sazonais, exportações e a alta acumulada nos preços das rações orientaram a aceleração do índice ao produtor”, com destaque para os itens minério de ferro (-3,04% para 2,70%), adubos ou fertilizantes (5,70% para 14,28%) e leite in natura (6,20% para 5,74%). Entre os grupos componentes do IPA, o destaque ficou com as Matérias-Primas Brutas, que subiram 0,09% em julho, depois de caírem 1,28% em junho. Enquanto isso, no varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, acelerou a alta a 0,83% este mês, após subir 0,57% em junho. “No âmbito do consumidor, os destaques foram os energéticos”, afirmou Braz. “A tarifa elétrica avançou 5,87% e o GLP 4,05%.” Entre os grupos do IPC, os preços de Educação, Leitura e Recreação saltaram 2,16% em julho, deixando para trás a queda de 0,69% vista no mês anterior em meio à disparada dos preços das passagens aéreas. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, passou a registrar alta de 1,24% em julho, de avanço de 2,30% antes.
O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.
REUTERS
Déficit do governo central vem acima do esperado em junho, a R$73,553 bi
O governo central, composto por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou déficit primário de 73,553 bilhões de reais em junho, informou o Tesouro nesta quinta-feira, rombo superior ao esperado por analistas
No mesmo mês do ano passado, as contas foram deficitárias em 194,853 bilhões de reais. Economistas esperavam déficit de 63,4 bilhões de reais para junho deste ano, segundo pesquisa da Reuters. As receitas do governo central líquidas de transferências aumentaram 57% em junho em termos reais frente ao mesmo mês de 2020, enquanto as despesas caíram 34,6%. O Tesouro destacou, do lado das receitas, o impacto de uma arrecadação extraordinária de 4 bilhões de reais de IRPJ/CSLL, incidentes sobre os lucros das empresas, de um menor diferimento de tributos na comparação com 2020 e de um aumento das vendas e dos serviços. Já sobre os gastos, o Tesouro chamou atenção para o fato de as despesas primárias não relacionadas à Covid-19 estarem mantendo trajetória de queda no acumulado em 12 meses. “O comportamento da despesa primária ex-Covid mostra a importância das regras fiscais em vigor para evitar que despesas temporárias de combate à pandemia se transformem em despesas permanentes”, disse o Tesouro em nota. Em junho, o Tesouro Nacional registrou déficit primário de 18,190 bilhões de reais, enquanto a Previdência Social marcou saldo negativo de 55,141 bilhões de reais e o BC, déficit de 221 milhões de reais. Com o saldo de junho, o governo central passou a acumular déficit primário no ano, de 53,7 bilhões de reais. No primeiro semestre de 2020, o saldo fiscal fora negativo em 417,3 bilhões de reais, com o impacto das medidas tomadas pelo governo no enfrentamento à crise da pandemia.
REUTERS
Brasil abre 309.114 vagas formais de trabalho em junho, mostra Caged
A criação de vagas formais de trabalho no Brasil acelerou em junho em relação ao mês anterior, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia
O país abriu 309.114 empregos com carteira assinada no mês passado, após criação de 276.043 postos de trabalho em maio. Em junho de 2020, houve fechamento líquido de 30.448 vagas. A leitura do mês passado foi impulsionada principalmente pelo setor de serviços, que gerou 125.713 empregos, após abertura de 108.540 vagas no mês anterior. Em junho foram abertas 72.877 vagas formais no comércio, 50.145 na indústria, 38.005 no setor agropecuário e 22.460 na construção, de acordo com os dados. No ano de 2021, o país acumula criação de 1.536.717 empregos com carteira assinada. De janeiro a junho de 2020 –ano marcado pela explosão da pandemia de Covid-19 no Brasil–, haviam sido fechadas 1.198.363 vagas formais. Em junho do ano passado, o país perdeu 30.448 vagas com carteira assinada, em meio às medidas restritivas de combate ao coronavírus.
REUTERS
Aperto na renda e inflação ajudam a derrubar venda em supermercado
GPA registra queda de 12% nas vendas brutas e o concorrente Carrefour encolhe 7%
Após a forte onda de consumo em 2020, supermercados e hipermercados vêm registrando queda nas vendas desde maio, reflexo não só da base forte de comparação, mas do aperto na renda e da pressão inflacionária ainda em patamares altos. O GPA, dono do Extra e Pão de Açúcar, teve queda de 12,1% nas vendas brutas no país de abril a junho sobre o ano anterior – recuo mais forte que o projetado por alguns analistas. O Carrefour encolheu 7,3%. O setor estima voltar a crescer a partir de setembro ou outubro. Mesmo com essas pressões, que deveriam limitar reajustes de preços, grandes e médias cadeias vêm relatando novos pedidos de aumentos da indústria, em itens que até então, não sentiam tanto a recente escalada nos preços. O mercado já esperava uma queda nas vendas por causa dos números fortes de 2020, mas chama a atenção a intensidade em certos casos. “Há de fato uma redução de consumo. Calculamos uma retração de 10% nas vendas dos supermercados de janeiro a junho em São Paulo, sendo que 8% vem do ‘efeito covid’, da base de comparação, e 2% de efeitos macroeconômicos que puxam isso mais para baixo”, disse Rodrigo Mariano, economista da Associação Paulista de Supermercados (APAS).
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Em uma década, produção de carne de frango pode vir a crescer perto de 4% ao ano
Partindo de um volume estimado em 14,8 milhões de toneladas em 2021
Partindo de um volume estimado em, aproximadamente, 14,8 milhões de toneladas em 2021, a Secretaria de Política Agrícola (SPA) do MAPA projetou a possível evolução da produção brasileira de carne de frango até 2031. Nesse espaço de tempo, o total produzido pelo setor pode aumentar 2,5% ao ano, acumulando em 10 anos incremento de quase 28%. Porém, se não houver entraves, a produção pode apresentar níveis de evolução mais significativos, próximos de 4% projeta SPA como limite superior. Neste caso, o total produzido em 2031 pode chegar aos 21,6 milhões de toneladas, cerca de 46% a mais que o previsto para 2021.
AGROLINK
Suínos/Cepea: Com queda no preço, competitividade da carne suína aumenta
A competitividade da carne suína tem aumentado frente às principais concorrentes, carnes bovina e de frango, neste mês
De acordo com informações do Cepea, esse cenário está atrelado à baixa no preço médio da carcaça especial suína atacado da Grande São Paulo nesta parcial de julho frente ao mês anterior – vale lembrar que esse cenário ocorreu mesmo com a recuperação dos valores no final de julho. Como o preço da carne suína está mais próximo do valor da proteína mais “em conta”, a de frango, e está se distanciando da concorrente de maior valor, a bovina, a proteína suína teve melhora na competitividade.
CEPEA
Exportação de carnes da Aurora cresce 18% no 1º semestre de 2021
As exportações de carnes e derivados da Aurora Alimentos atingiram 291,5 mil toneladas no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 18% ante o mesmo período de 2020, informou a companhia nesta quarta-feira, com expectativas positivas para o decorrer de 2021
Do volume total embarcado, 55% foi composto por frango e 45% de suíno, disse em nota a empresa que é a terceira maior do país no processamento das duas proteínas. As receitas com as exportações do semestre renderam 667,8 milhões de dólares, alta de 23% no comparativo anual. As vendas de carne de frango contribuíram com 40% para esse resultado e, as carnes suínas, com 60%. “As vendas de carnes suínas no mercado externo ainda se beneficiam dos influxos da demanda chinesa que se manteve forte. O surgimento de novos focos de peste suína na China, Rússia e outros países asiáticos, principalmente, contribuiu para o escoamento da produção”, afirmou a Aurora. A China é o principal comprador, seguida por Hong Kong, Chile, Estados Unidos e Japão. Os principais produtos suínos exportados pela companhia foram pernil, lombo, carré, paleta, barriga, costela e demais cortes/miúdos. No segmento de aves, a Aurora disse que o mercado foi impactado pela mudança da sazonalidade climática –com a chegada do verão no Hemisfério Norte– associado ao surgimento de focos de gripe aviária na Europa e na Ásia. “Esses fatores favoreceram o esforço de busca de recuperação de preços e as exportações brasileiras de frango.” Os cortes mais embarcados foram coxas e sobrecoxas, peito, asas e demais cortes/miúdos, tendo como principais destinos China, Japão, Emirados Árabes, Filipinas, Rússia e Coreia do Sul. O Presidente da Aurora, Neivor Canton, prevê que, mantidos os volumes médios mensais faturados até o momento, a expectativa é encerrar 2021 com um crescimento de 15% no negócio de aves em faturamento, sendo 24% de alta no mercado externo e 3,3% no interno. Em suínos, a previsão é finalizar o ano com avanço de 20% em faturamento, sendo 40% de acréscimo no mercado externo e 6% no mercado interno.
REUTERS
INTERNACIONAL
Concentração de frigoríficos na mira dos EUA
Frigoríficos estão na mira do Congresso dos Estados Unidos devido às queixas de pecuaristas de que processadoras de carne bovina estariam abusando do poder de mercado para obter margens elevadas
Quatro gigantes controlam mais de 80% do processamento de carne bovina dos EUA. Criadores de gado insatisfeitos dizem que o aumento dos preços da carne bovina no varejo este ano resultou em pouca melhora nos valores que recebem pelos animais, repetindo um padrão durante os primeiros meses da pandemia de Covid-19. Senadores republicanos da bancada rural, que tradicionalmente defendem os interesses das empresas, têm criticado frigoríficos, e associações agrícolas e de pecuaristas exigem mais escrutínio da indústria. Executivos da Tyson Foods e JBS – as duas maiores processadoras de carne bovina dos EUA – prestaram depoimento no Comitê Judiciário do Senado na quarta-feira. Shane Miller, Presidente do grupo de carne in natura da Tyson Foods, defendeu os altos preços da carne bovina e o valor comparativamente mais baixo do gado. As oscilações de preços têm “tudo a ver com a lei da oferta e demanda” e com os “choques de mercado sem precedentes enfrentados nos últimos 18 meses”, disse aos senadores. Rob Larew, Presidente da National Farmers Union, culpou a “manipulação do mercado por multinacionais de carne como as representadas aqui hoje”. Larew pediu que os senadores pressionem por regras antitruste muito mais rigorosas “para controlar o poder irrestrito dos frigoríficos”. O Departamento de Agricultura dos EUA tem oferecido subsídios e empréstimos para incentivar a abertura ou expansão de frigoríficos menores em uma tentativa de tornar o sistema alimentar mais resiliente. Enquanto isso, a seca e o aumento dos preços das rações têm atingido os lucros da pecuária, ajudando a reduzir os rebanhos e, aos poucos, dando aos criadores maior poder de barganha. O Presidente dos EUA, Joe Biden, destacou o setor de frigoríficos como uma área que reguladores devem examinar em ordem executiva emitida no início deste mês, que instruiu agências federais a intensificarem os esforços para promover mais competição em toda a economia. O Secretário de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack, também anunciou planos para propor regulamentos que forneçam aos criadores de gado e de aves maior proteção nas negociações com frigoríficos. Dois projetos de lei foram apresentados no Congresso para exigir maior transparência dos preços e dos termos das compras de gado, com a expectativa de que isso dê aos produtores mais alavancagem nas transações.
Bloomberg
Júri dos EUA acusa executivos da Pilgrim’s Pride por cartel no mercado de frango
Um grande júri federal dos Estados Unidos acusou formalmente quatro atuais e ex-executivos da Pilgrim’s Pride Corp, uma das maiores produtoras de aves, por sua participação em um esquema de cartel no mercado de frango, afirmou o Departamento da Justiça na quinta-feira
A Koch Foods, uma empresa de frangos de Illinóis, também foi acusada por supostamente fazer parte de uma conspiração para fixar os preços dos produtos de frango de corte, disse o departamento. Koch não respondeu imediatamente a um pedido por comentário. Os quatro executivos da Pilgrims Pride acusados foram Jason McGuire, um ex-vice-presidente executivo de vendas, e Timothy Stiller, um ex-gerente geral, junto com os executivos de vendas Wesley Tucker e Justin Gay, disse o departamento. A própria Pilgrim’s Pride se declarou culpada em fevereiro e foi condenada a pagar uma multa de 107,9 milhões de dólares para liquidar as acusações federais, que conspirou para fixar os preços do frango e repassou os custos aos consumidores e outros compradores.
REUTERS
USDA confirma Peste Suína Africana na República Dominicana
O Laboratório de Diagnóstico de Doenças de Animais Estrangeiros do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou a Peste Suína Africana (PSA) em amostras coletadas de porcos na República Dominicana por meio de um programa de vigilância cooperativa existente
O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS) do USDA tem várias salvaguardas interligadas em vigor para evitar que a ASF entre nos Estados Unidos. A entrada de suínos e derivados da República Dominicana está atualmente proibida em decorrência das restrições existentes contra a peste suína clássica. Além disso, o Departamento de Segurança Interna de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) está aumentando as inspeções de voos da República Dominicana para garantir que os viajantes não tragam produtos proibidos para os Estados Unidos. A CBP também garantirá que o lixo desses aviões seja descartado de maneira adequada para evitar a transmissão de PSA. O USDA está empenhado em ajudar a República Dominicana a lidar com a PSA, está oferecendo suporte contínuo para testes e irá consultá-los sobre etapas ou ações adicionais para apoiar medidas de resposta e mitigação. Também ofereceremos ajuda semelhante ao Haiti, que faz fronteira com a República Dominicana e está sob alto risco de detecção de PSA.
USDA
Xinhua: China melhorará gastos com pesquisa e estabilizará produção de suínos
A China melhorará a gestão dos gastos do cofre central com pesquisa para dar aos pesquisadores mais poder no uso de fundos, segundo uma reunião executiva do Conselho de Estado realizada na quarta-feira
A reunião, presidida pelo Primeiro-Ministro Li Keqiang, também especificou medidas para manter estável a capacidade de produção de suínos para garantir o fornecimento seguro de carne suína e estabilizar os preços. O encontro ressaltou o status central da inovação no empenho de modernização do país e pediu por foco nas preocupações mais importantes dos pesquisadores. O encontro também sugeriu a remoção das regras que não correspondam às leis da pesquisa científica, de modo que os pesquisadores possam se concentrar mais em pesquisa. As medidas para melhorar os gastos da tesouraria central com a pesquisa incluem: simplificar a elaboração orçamentária, aumentar incentivos para os pesquisadores e acelerar os pagamentos dos fundos. Também inclui a inovação do apoio do financiamento fiscal para pesquisa e a contratação de assistentes financeiros profissionais para projetos de pesquisa para aliviar a carga administrativa sobre os pesquisadores. Graças à produção estabilizada, a capacidade de produção de porcos na China voltou ao nível médio, observou a reunião. Mais esforços baseados no mercado devem aliviar as flutuações e garantir a estabilidade nos suprimentos e preços, segundo a reunião. A reunião pediu o fornecimento de políticas de apoio estáveis e de longo prazo para manter os suinocultores motivados, estabelecendo um mecanismo de ajuste contra-cíclico para a produção de suínos. Essas políticas também garantiriam um trabalho sólido na prevenção e controle de doenças graves e melhorariam o ajuste emergencial nas reservas de carne suína.
Xinhua
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