CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1542 DE 02 DE AGOSTO DE 2021

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Ano 7 | nº 1542 | 02 de agosto de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: Dia dos Pais pode aquecer consumo por carne e impactar valores da arroba

Há um otimismo maior para o consumo com o feriado deste ano devido ao avanço da vacinação contra a Covid-19

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na sexta-feira, 30. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, ainda há algum otimismo em torno do consumo de carne bovina durante a primeira quinzena de agosto, que pode motivar negociações acima da referência média em diversos estados do país. “O Dia dos Pais é um fator relevante a ser considerado, ainda mais com o avanço da vacinação permitindo o funcionamento de restaurantes e de outros estabelecimentos. Ainda há restrições de capacidade, mesmo assim o otimismo é maior se comparado ao ano passado. Os frigoríficos ainda desfrutam de uma posição de relativo conforto em suas escalas de abate, mas mesmo assim, a pressão de queda durante o mês de julho não foi tão agressiva”, disse Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318 na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 304, inalterado. Em Dourados (MS), o valor do boi gordo chegou a R$ 312. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 307, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 311 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. O quarto traseiro foi precificado a R$ 20,80 por quilo. O Quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,80 por quilo. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi: mercado se prepara para domingo de Dia dos Pais

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a expectativa para essa semana que precede o domingo do Dia dos Pais é de otimismo em relação à demanda. Segundo o analista Fernando Iglesias, com menos medidas restritivas que no primeiro semestre ou no ano passado, o consumo em restaurantes pode ser bem positivo

Na B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram comportamento misto em que apenas os prazos para julho e novembro avançaram e o restante da curva teve quedas. O ajuste do vencimento para julho passou de R$ 317,85 para R$ 318,19, do outubro foi de R$ 326,15 para R$ 325,15 e do novembro foi de R$ 329,60 para R$ 331,30 por arroba.

CANAL RURAL

Preço do boi gordo subiu em Rondônia e no Pará

No Sudeste de Rondônia, a procura aquecida por boiadas pelas indústrias frigoríficas para atender a primeira quinzena do mês pressionou positivamente a cotação do boi gordo na região na última sexta-feira (30/7)

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo foi negociada por R$304,00/@, preço bruto e a prazo, alta de R$1,00/@ na comparação diária. A cotação da vaca e da novilha gordas ficou estável. No Pará, na região de Paragominas, a escassez nas ofertas de boiadas também pressionou positivamente a cotação do boi e da novilha gordos. Dessa maneira, o boi e novilha gordos ficaram cotados, respectivamente, em R$300,00/@ e R$291,00/@, preços brutos e a prazo, alta de R$1,00/@ para ambas as categorias, na comparação feita dia a dia. A cotação da vaca gorda ficou estável em R$290,00/@, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: altas nos preços em Mato Grosso e Tocantins

No Sudeste de Rondônia, as cotações do boi gordo ficaram estáveis na última quinta-feira (29/7) no comparativo feito dia a dia, mas o mercado está firme.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no acumulado de julho/21, a arroba do boi gordo subiu 0,3% no estado, negociada em R$303,00/@, preços brutos e a prazo. Em Mato Grosso, na região Sudeste, a boa procura e a oferta escassa de boiadas para abate forçaram os compradores a abrirem o dia ofertando R$2,00/@ a mais pelo boi gordo, negociado em R$303,00/@, preço bruto e a prazo. Os preços da vaca e novilha gordas permaneceram estáveis. Por fim, no Norte do Tocantins, com a oferta enxuta, os compradores ofertaram R$1,00/@ a mais para o boi gordo na última quinta-feira (29/7), na comparação diária. Boi, vaca e novilha gordos foram negociados por R$294,00/@, R$288,00/@ e R$289,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA

Governo autoriza abate de vacas prenhas em protocolo de bem-estar animal

Novas regras ampliam período máximo de gestação permitido para abate de fêmeas

Uma portaria publicada pelo Ministério da Agricultura na última sexta-feira (23/7) atualizando as normas técnicas federais de manejo pré-abate e de abate humanitário pegou de surpresa fiscais agropecuários e órgãos de proteção animal ao incluir, entre os protocolos de bem-estar animal, parâmetros para o abate de animais prenhes. Embora já fosse autorizado o abate das vacas em qualquer tempo de gestação, a prática foi regulamentada pelo novo protocolo de bem estar animal para fêmeas que estejam com até 90% da gestação completa – o que no caso de vacas, equivaleria ao oitavo dos nove meses de gestação. “O que a gente esperava de uma portaria de abate humanitário é que fosse proibido o abate de vacas na fase final de gestação. Mas. para a nossa surpresa, a portaria regulamentou o abate de vacas em fase final de gestação”, comenta a fiscal estadual agropecuária do Rio Grande do Sul, Raquel Cannavô. Com seis anos de atuação na fiscalização de frigoríficos, ela lembra que até 2017 a legislação vedava a destinação de carcaças de fêmeas abatidas prenhes para o consumo in natura, o que desestimulava a prática. Desde 2017, o Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA) permite, então, o abate de vacas prenhas. A mudança, segundo Cannavô, gerou um aumento no envio de vacas prenhas para abate no Rio Grande do Sul, que praticamente triplicou. “Na prática, tornou-se comum, ocorre quase todo o mês, de uma vaca parir no curral do frigorífico, momentos antes do abate”, relata a fiscal estadual agropecuária ao lembrar que, durante o transporte do animal prenhe, também ocorre sofrimento. “Na verdade, essas vacas não deveriam nem ser transportadas porque isso, por si só, já é um desrespeito ao bem-estar animal. Inclusive, as recomendações da OIE são de que essas vacas em fase final de gestação só sejam transportadas em caso de atendimento veterinário”, explica Cannavô. Procurado, o Ministério da Agricultura afirmou que “a OIE não prevê a proibição do trânsito ou do abate desses animais, mas estabelece condições específicas para evitar a dor ou sofrimento tanto das fêmeas gestantes quanto dos fetos, que foram internalizadas pelo MAPA [Ministério da Agricultura]” com a nova portaria.

https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/noticia/2021/07/governo-autoriza-abate-de-vacas-prenhas-em-protocolo-de-bem-estar-animal.html

GLOBO RURAL 

Geadas devem afetar custos de produção de proteína animal

No caso do boi, baixas temperaturas e geadas têm impacto no custo da alimentação do animal em confinamento e também prejudica o ganho de peso, já que em dias de geada o animal tradicionalmente como menos. “Assim, a oferta de animais prontos para o abate tende a diminuir”, disse o Cepea

As geadas que têm atingido o Brasil neste inverno devem afetar os custos de produção de aves, suínos e bois de confinamento, diante das estimativas de redução na produção de milho afetada, segundo órgãos que acompanham os efeitos dos eventos climáticos nas lavouras. O milho, usado na nutrição de aves e suínos, é um dos principais itens que compõem os custos de produção destes animais. O custo do grão, que já está em alta há mais de um ano, deve manter esta tendência depois das geadas na semana passada. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) disse na semana passada que a segunda safra de milho deve ter uma redução na produção em função da restrição hídrica e da geada nas lavouras em estágios de floração e enchimento de grãos em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. O preço do milho ao produtor no Paraná superou R$ 90 a saca em julho, elevando os custos para empresas de frango e suíno, segundo o governo do estado, que ainda não contabilizava os impactos das geadas na semana passada.

CARNETEC 

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 2,53%, a R$5,2082

O dólar saltou mais de 2% na sexta-feira, praticamente zerando em apenas uma sessão a queda acumulada em toda a semana, puxado por um forte movimento de compras defensivas em meio a renovados ruídos fiscais no país

O movimento em conjunto do mercado ocorreu por receios de que o Presidente Jair Bolsonaro assuma uma postura populista, em meio à crise do governo e à piora da avaliação pessoal do presidente a pouco mais de um ano para as eleições presidenciais. Pela manhã, o Banco Central informou que o setor público consolidado brasileiro teve déficit primário em junho de 65,508 bilhões de reais, acima do rombo de 60,0 bilhões de reais previsto em pesquisa da Reuters. Na sexta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 2,53%, a 5,2082 reais na venda, depois de oscilar na sessão entre 5,215 reais (+2,67%) e 5,0765 reais (-0,06%). O salto foi o mais expressivo desde 19 de julho (+2,59%). O patamar, o mais alto desde sexta-passada (5,2101 reais). Na semana, o dólar teve variação negativa de 0,04%, depois de até quinta-feira recuar 2,51% –queda em boa parte ditada pela leitura de manutenção de estímulos nos Estados Unidos. Em julho, a cotação subiu 4,66%. A alta mensal é a maior desde janeiro (+5,53%) e fez a moeda devolver quase toda a queda de junho (-4,77%). Para meses de julho, a valorização foi a mais forte desde 2015 (+10,16%). Em 2021, o dólar volta a acumular ganho de 0,32%. Lá fora, a divisa subia 0,21%, tomando distância de mínimas em um mês atingidas na véspera. O dólar tinha nesta sessão alta generalizada contra rivais de maior risco e/ou de perfil semelhante ao real, que teve no dia o segundo pior desempenho global, melhor apenas que o sol peruano.

Reuters

Ibovespa tem 1ª perda mensal desde fevereiro com inflação e política

O Ibovespa fechou a sexta-feira em forte queda, selando o primeiro mês negativo em cinco, com preocupações com a inflação e política interna, após alta de cerca de 15% acumulada nos quatro meses anteriores

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 3,08%, a 121.800,79 pontos, na sessão, menor patamar desde maio, acumulando perda de 2,6% na semana e de 3,94% no mês. No ano, a alta agora é de 2,34%. O volume financeiro na sexta-feira somou 35,2 bilhões de reais. Com a inflação ainda distante do centro da meta definida pelo Banco Central, houve aumento nas projeções para a taxa básica de juros, atualmente em 4,25%. Na próxima semana, o Copom deve promover mais uma alta, e várias instituições, a exemplo do Goldman Sachs, já esperam uma aceleração no aumento, para 1 ponto percentual. Investidores também continuaram melindrados com as mudanças tributárias propostas no final de junho pelo governo federal, que tendem a persistir sob os holofotes em meio a negociações sobre um texto final, com algum desfecho aguardado para as próximas semanas. Com popularidade em queda, o Presidente Jair Bolsonaro trocou o comando da Casa Civil em busca de mais apoio no Congresso, ao mesmo tempo em que seguiu atacando o sistema eleitoral e o Supremo Tribunal Federal e o Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, bem como reafirmou a futura alta do Bolsa Família e aventou a manutenção do auxílio emergencial. “Está voltando para a pauta esse risco político e esse ruído fiscal que a gente não via há algum tempo”, afirmou o diretor de investimentos da BS2 Asset, Mauro Orefice. O fluxo de capital externo no segmento Bovespa também caminha para fechar o mês negativo, com as saídas superando as entradas em 7 bilhões de reais até o dia 28, após três meses consecutivos de salto positivo.

Reuters 

Desemprego fica em 14,6% e afeta 14,8 milhões de brasileiros, aponta IBGE

Nível de desocupação registrado no trimestre até maio é o maior para o período de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012

A taxa de desemprego no país atingiu 14,6% no trimestre encerrado em maio de 2021. A taxa ficou acima do verificado no trimestre móvel anterior (encerrado em fevereiro, de 14,4%) e abaixo do resultado de abril (14,7%), mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado de maio é o maior para o período de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. A maior até então tinha sido a de maio de 2017 (13,3%). Em maio de 2020, a taxa foi de 12,9%. No trimestre até maio, o país tinha 14,795 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, sem encontrá-lo. O número é 2,6% superior ao do trimestre anterior – embora seja considerado estatisticamente estável – (372 mil pessoas a mais) e 16,4% maior frente a igual período do ano anterior (2,1 milhões de pessoas a mais). No período, a população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) era de 86,7 milhões de pessoas. Isso representa alta de 0,9% em relação ao trimestre móvel anterior, encerrado em fevereiro (809 mil pessoas ocupadas a mais). Já a força de trabalho – que soma pessoas ocupadas ou em busca de emprego, com 14 anos ou mais de idade – estava em 101,502 milhões no trimestre até maio de 2021, 1,2% a mais do que no trimestre anterior (1,1 milhão de pessoas) e 2,9% acima de igual período do ano anterior (2,8 milhões de pessoas a mais). O IBGE apontou ainda que a massa de rendimentos real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) foi de R$ 215,496 bilhões no trimestre de março a maio. O número aponta estabilidade frente ao trimestre móvel anterior (encerrado em fevereiro) e uma queda de 2,5% frente a igual período do ano anterior (menos R$ 5,546 bilhões). A renda média dos trabalhadores permaneceu estatisticamente estável no período, embora tenha tido variação negativa. De acordo com dados da Pnad Contínua, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores (considerando a soma de todos os trabalhos) foi de R$ 2.547 no trimestre móvel até maio de 2021, ante R$ 2.573 no trimestre móvel anterior (-1%) e R$ 2.632 em igual período do ano anterior (-3,2%).

VALOR ECONÔMICO 

Estrangeiro retira US$ 7bi da bolsa em julho e giro financeiro cai mais do que o esperado

Após três meses de entrada de capital externo, os investidores estrangeiros retiraram R$ 7,1 bilhões do segmento secundário da B3 (ações listadas) em julho, até o último dia 28, realizando lucros e caminhando para fechar essa conta no vermelho pela primeira vez desde março 

Outro dado que chamou a atenção de participantes do mercado foi a queda no volume de negócios do Ibovespa no mês. De acordo com dados da B3, compilados pelo Valor Data, o giro financeiro médio do Ibovespa em julho foi de R$ 19,5 bilhões, o menor volume desde abril de 2020. A média anual de janeiro até junho ficou em R$ 24,4 bilhões. O principal índice acionário do mercado brasileiro acumulou perdas de 3,9% em julho, tendo encerrado o último pregão aos 121.800 pontos.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Mapa reforça vigilância após ocorrências de Peste Suína Africana na República Dominicana

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informa que está acompanhando e monitorando a ocorrência de dois focos de Peste Suína Africana (PSA) na República Dominicana

Trata-se do primeiro registro da doença no continente americano desde a década de 80, quando a doença foi considerada erradicada, após ocorrências no Brasil, em Cuba, no Haiti e na própria República Dominicana.  O diagnóstico foi realizado no Laboratório de Diagnóstico de Doenças Exóticas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e após confirmação, o país notificou à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) no dia 29 de julho.

A chegada da PSA ao continente americano aumenta o estado de atenção com intensificação das medidas para prevenir a introdução da doença no Brasil. Visando manter o país livre de PSA, o Mapa vem adotando as providências necessárias que a situação requer e já emitiu alerta para a atuação dos setores de controle de importações, da vigilância agropecuária internacional e dos serviços oficiais de saúde animal. “Reforçamos as recomendações para vigilância em portos e aeroportos, para assegurar que companhias aéreas e marítimas e viajantes obedeçam às proibições de ingresso de produtos que representem risco de pragas e doenças para a agropecuária”, destaca o diretor de Saúde Animal, Geraldo Moraes.  O Brasil tem um sistema de vigilância específico e planos de contingência para as doenças hemorrágicas de suínos, cujas doenças-alvo são a Peste Suína Clássica e Peste Suína Africana. Desde 2018, quando a PSA se disseminou na China e outros países da Ásia e Europa, o Ministério da Agricultura vem desenvolvendo ações para fortalecer as capacidades de prevenção do ingresso do vírus da PSA no país, visando a detecção e diagnóstico precoces e resposta rápida a eventuais incursões da doença no Brasil. Nesta sexta-feira (30), o Mapa divulgou o Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos que visa fortalecer a capacidade de detecção precoce de casos de Peste Suína Clássica (PSC), Peste Suína Africana (PSA) e a Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS).

MAPA 

Frango: Preço do vivo atinge recorde nominal da série do Cepea

Com a boa liquidez no mercado da carne de frango, devido à forte demanda interna pela proteína mais em conta, o setor tem elevado as cotações do animal vivo

Segundo pesquisadores do Cepea, as altas ocorrem para acompanhar o custo de produção elevado, que, além dos insumos nutricionais, também lida com os impactos da crise hídrica e o aumento da energia elétrica. De acordo com dados do Cepea, na média das regiões do estado de São Paulo, o frango vivo foi comercializado a R$ 5,74/kg na parcial de julho, valor recorde nominal da série histórica do Cepea, iniciada em 2004, com alta de 5,9% em relação a junho.

Cepea

AltA do frango abatido em julho e nos sete primeiros meses de 2021

O frango abatido resfriado (base: Grande Atacado da cidade de São Paulo) deve encerrar o sétimo mês de 2021 com um valor médio em torno de R$7,00/kg, quarto consecutivo recorde da história do setor

Em julho, o frango abatido registrou a maior variação mensal de 2021: incremento de quase 8% em relação ao mês anterior e um acumulado, no ano, de 31,5% (variação em relação a dezembro/2020). Analisadas as curvas de preço de 2020 e 2021, observa-se que nos últimos meses ambas vêm apresentando evolução muito similar. Mas não há nada em comum entre elas. As altas do ano passado representaram, apenas, recuperação de preços após os baques sofridos – entre abril e maio – com o isolamento social imposto pela pandemia. Tanto que só em agosto voltou-se a alcançar os valores registrados no primeiro mês do ano. Já a valorização registrada em 2021 vem sendo influenciada por pelo menos três fatores. Um deles é a retomada paulatina das atividades econômicas e sociais com o avanço da vacinação contra a Covid-19. Outro fator, sem dúvida importantíssimo, é a manutenção da competitividade da carne de frango frente a sua concorrente maior, a carne bovina – um desempenho comprovável pelos dados do Procon-SP relativos ao varejo paulistano. Conforme o órgão, em junho passado o frango resfriado registrou evolução anual de preço de 36%, enquanto o da carne bovina de segunda ficou em 50%. Junto a esses dois fatores prevalece a percepção de que o volume ofertado de carne de frango permanece extremamente ajustado, sem atingir plenamente o potencial de produção instalado.

AGROLINK

INTERNACIONAL

Indústria australiana de carne vermelha estabelece meta de ser neutra em carbono até 2030 (CN30)

Essa meta significa que, até 2030, a produção australiana de carne bovina, ovina e caprina, incluindo alimentação em confinamento e processamento de carne, não fará nenhuma liberação líquida de emissões de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera

Com o compromisso de toda a indústria, as configurações de política certas e investimentos em pesquisa contínuos, a indústria australiana de carne vermelha pode estar na vanguarda da neutralidade de carbono. A meta do CN30 envia um sinal claro ao governo e aos consumidores de que a indústria de carnes vermelhas e pecuária está abordando as emissões de forma proativa e tomando medidas para melhorar a produtividade a longo prazo, enquanto se esforça para entregar zero emissões líquidas. Por que isso é importante? Ficar à frente das expectativas atuais e futuras dos consumidores, clientes e comunidades em relação às credenciais ambientais permite que os produtores de carne vermelha carimbem sua marca em um competitivo mercado global de proteínas. A abordagem da Meat and Livestock Australia (MLA) para alcançar o CN30 está focada em fornecer vários benefícios para a indústria, consumidores e comunidade. Benefícios para produtores: novos suplementos animais e leguminosas que podem aumentar os ganhos de peso vivo e reduzir drasticamente as emissões de metano; aumento da matéria orgânica do solo proveniente de pastagens e leguminosas com raízes profundas, o que melhora a saúde do solo, a produtividade da alimentação e a resiliência à seca; melhorias na genética e manejo do rebanho que podem reduzir as emissões de metano por quilo de peso vivo produzido, permitindo melhorias de produtividade juntamente com reduções na intensidade das emissões. Benefícios para o consumidor; o conhecimento de que comprar carne vermelha australiana é bom para o meio ambiente. Benefícios para a comunidade; a indústria de carne vermelha está dando uma contribuição substancial para os compromissos internacionais da Austrália sobre as mudanças climáticas. A indústria de carne vermelha e pecuária atualmente contribui com 10% de todas as emissões de GEE da Austrália – esse número caiu pela metade desde 2005.

https://www.mla.com.au/CN30.

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