CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1540 DE 29 DE JULHO DE 2021

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Ano 7 | nº 1540 | 29 de julho de 2021

NOTÍCIAS

Boi: arroba sobe novamente, diz Safras & Mercado

Segundo o analista Fernando Iglesias, novamente houve registro de negócios acima da referência média em algumas regiões em virtude da boa expectativa sobre a demanda da primeira quinzena de agosto

Em São Paulo, a arroba passou de R$ 317 para R$ 318, na modalidade a prazo.

Na B3, os contratos futuros do boi gordo chegaram a mais um dia em que as altas predominaram, sendo que apenas a ponta mais curta da curva teve recuo. O ajuste do vencimento para julho passou de R$ 319,35 para R$ 318,75, do outubro foi de R$ 327,05 para R$ 328,55 e do novembro foi de R$ 330,15 para R$ 333,00 por arroba.

CANAL RURAL

BOI GORDO: MERCADO FIRME

Em São Paulo, o volume de negócios evoluiu, assim como as escalas de abate. Além disso, a chegada da onda de frio em boa parte do país deixa os frigoríficos em alerta sobre os possíveis impactos sobre as pastagens e, consequentemente, na oferta. Com isso, as cotações permaneceram estáveis na última quarta-feira (28/7) na comparação com o dia anterior

Segundo levantamento da Scot Consultoria, nas praças paulistas, o boi, vaca e novilha gordos foram negociados em R$317,00/@, R$294,00/@ e R$310,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. No Sudeste de Rondônia, apesar das escalas de abates curtas, que atendem de 3 a 4 dias, a oferta de animais foi suficiente para mantê-las. Assim, as cotações permaneceram iguais no comparativo dia a dia. Já no Espírito Santo, com a oferta reduzida de boiadas, os frigoríficos abriram as ofertas de compra pagando R$1,00/@ a mais na comparação diária, para todas as categorias. Em Mato Grosso do Sul, na região de Campo Grande, a menor oferta também resultou em alta de R$1,00/@ para o boi gordo na última quarta-feira (28/7).

SCOT CONSULTORIA

Devido à carne bovina, caiu a oferta interna de carnes durante a pandemia

O confronto dos dados de produção levantados pelo IBGE com aqueles relativos às exportações divulgados pela SECEX/ME leva à conclusão de que, nos últimos 12 meses, a oferta interna das três carnes sofreu redução próxima de 1%

Nos 12 meses decorridos entre abril de 2019 e março de 2020 a oferta interna das três carnes somou quase 18 milhões de toneladas, com a carne de frango representando 49% do total, a bovina, 33% e a suína, 18%. No período pandêmico (abril de 2020 a março de 2021) a disponibilidade interna recuou para 19,6 milhões de toneladas, com a participação da carne de frango subindo para quase 51% do total, a suína para perto de 19%. a bovina caindo para menos de 31%. O total disponível, portanto, sofreu queda de 0,76%, para ela contribuindo exclusivamente a carne bovina. A sua produção recuou 5,4% enquanto suas exportações aumentaram 10%, e a disponibilidade interna do produto recuou cerca de 9%. A produção de carne suína aumentou 8,5%, enquanto suas exportações se expandiram a 36%. A disponibilidade interna do produto cresceu perto de 3%. A produção de carne de frango aumentou 2,2%, mas o fato de suas exportações terem se mantido em relativa estabilidade (aumento pouco superior a meio por cento) garantiu um aumento na disponibilidade interna de 3,5%. Estimada para o período uma população média em torno dos 212 milhões de habitantes, a oferta per capita das três carnes girou em torno dos 47,2 kg para a carne de frango, 28,2 kg para a carne bovina e 17,1 kg para a carne suína. O total disponibilizado (92,5 kg per capita) recuou em torno de 700 gramas em relação ao ofertado no período pré-pandêmico.

AGROLINK

Preço do boi gordo volta a subir com reposição acelerada de animais

A expectativa de uma melhor reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena de agosto é o grande motivador deste movimento

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais altos na quarta-feira, 28, em várias regiões. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, novamente houve registro de negócios acima da referência média em grande parte do Centro-Sul. “A expectativa de uma melhor reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena de agosto é o grande motivador deste movimento, avaliando que além da tradicional entrada dos salários na economia há também o adicional de consumo relacionado ao Dia dos Pais, data que produz efeito positivo sobre as vendas”, disse Iglesias. Os frigoríficos ainda sinalizam para uma posição de algum conforto em suas escalas de abate, posicionadas em média para daqui cinco dias úteis. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318 na modalidade à prazo, ante R$ 317 a arroba na comparação com a terça-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 304, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 312, ante R$ 311. Em Cuiabá, o valor da arroba ficou em R$ 307, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 311 a arroba, contra R$ 309. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por maior espaço para reajustes no decorrer da primeira quinzena de agosto, período que conta com maior apelo ao consumo. “O Dia dos Pais é uma data importante, e neste ano com o processo de retomada da economia em curso em grande parte do país, a tendência é por um resultado positivo nas vendas do atacado e do varejo, com uma boa participação de restaurantes com medidas mais brandas de distanciamento social”, assinalou Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 20,80 por quilo. O Quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,80 por quilo. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha em queda com Fed mantendo estímulos

O dólar fechou com a maior queda e no menor patamar em duas semanas na quarta-feira, sofrendo vendas na parte da tarde depois de o banco central dos Estados Unidos indicar que manterá estímulos monetários por mais tempo

O dólar à vista caiu 1,26%, a 5,1104 reais. A baixa percentual é a mais forte desde 14 de julho, quando o dólar recuou 1,87%. O mercado há dias vinha em uma espera ansiosa pela sinalização que o Fed daria ao fim de sua reunião de política monetária. Na coletiva de imprensa, Powell disse que o mercado de trabalho dos EUA ainda tem “algum terreno a cobrir” antes que seja hora de retirar o apoio econômico e afirmou também que a inflação mais alta segue como reflexo de fatores transitórios. O movimento de queda do dólar (no Brasil) pode ser mais persistente. Além de um Copom mais duro, especialmente se vier uma alta de 1 ponto percentual da Selic, ainda temos balança comercial melhor e fiscal também melhor, com queda da dívida. Isso tende a atrair capital para o Brasil. O BNP Paribas passou a ver juro básico de 8,5% ao término de 2022, depois de fechar este ano em 7,5% –contra expectativas anteriores de 7,5% e 6,5%, respectivamente. A Selic está em 4,25%, e o BNP projeta acréscimo de 1 ponto percentual em cada uma das duas próximas reuniões (agosto e setembro).

REUTERS 

Com aval do Fed, Ibovespa fecha em alta

O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira cheia de balanços corporativos, enquanto o Fed animou ao afirmar que a recuperação econômica dos EUA segue nos trilhos e que ainda é cedo para retirar os estímulos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,34%, a 126.285,59 pontos. O volume financeiro da sessão somou 31,8 bilhões de reais. De acordo com o presidente da plataforma de análises independentes Ohmresearch, Roberto Attuch, o Fed sinalizou que continua dependente de dados e que ainda não atingiu seus objetivos para começar o ‘tapering’. “O mercado gostou”, disse. Para o economista e sócio da VLG Investimentos Leonardo Milane, a principal mensagem do BC dos EUA é que as condições econômicas seguem favoráveis com a recuperação pós pandemia e que a inflação é transitória e por restrição de oferta. Além disso, acrescentou, o Fed prometeu sinalizar com antecedência quando for o momento para retirada de estímulos. O comunicado do Fed e as declarações do seu titular, Jerome Powell, fizeram o Ibovespa renovar máxima da sessão, a 126.712,08 pontos.

REUTERS

Dívida pública federal sobe 3,07% em junho

A dívida pública federal cresceu 3,07% em junho sobre o mês anterior, atingindo 5,330 trilhões de reais, sob o impacto de mais um volume expressivo de emissão de títulos, mostraram dados divulgados pelo Tesouro Nacional na quarta-feira

No período, a dívida pública interna cresceu 3,29%, a 5,103 bilhões de reais, com uma emissão líquida de 133,43 bilhões de reais. Os recursos captados reforçaram a reserva de liquidez do Tesouro, que foi a 1,167 trilhão de reais, suficiente para fazer frente à quase a totalidade dos vencimentos de dívida dos próximos 12 meses (1,183 trilhão de reais). Já o estoque da dívida pública externa caiu 1,77% em junho, a 226,67 bilhões de reais, refletindo a valorização do dólar frente ao real no mês. O prazo médio das emissões do Tesouro, que caiu substancialmente durante a crise da pandemia em meio a preocupações fiscais, subiu pelo segundo mês consecutivo em junho, para 4,58 anos. Já o prazo médio do estoque da dívida recuou ligeiramente para 3,73 anos, ante 3,78 anos em maio. “Temos observado ao longo dos meses de 2021 uma melhora significativa dos mercados, uma recuperação em relação ao que observamos em 2020, isso tem ocorrido de uma forma bastante gradual e consistente”, disse o Coordenador de Operações da Dívida Pública, Roberto Lobarinhas, ao comentar o alongamento das emissões. Ele disse esperar que essa tendência se mantenha ao longo dos próximos meses. Em relação à composição, os títulos que variam com a Selic, representados pelas LFTs, continuaram com maior peso na dívida pública federal, com participação de 35,07% do total, ligeiramente abaixo do 35,39% de abril. Já os títulos prefixados, que dão mais previsibilidade à gestão da dívida, avançaram a 33,33% da dívida, ante 32,95% no mês anterior. Os papéis indexados à inflação, por sua vez, aumentaram para 27,13%, ante 26,95% em maio. Em relação aos detentores, a participação dos investidores estrangeiros na dívida mobiliária interna recuou a 9,71%, frente a 9,87% em maio.

REUTERS 

Confiança da indústria no Brasil chega em julho ao maior nível desde janeiro, diz FGV

A confiança da indústria brasileira registrou em julho leve avanço e chegou ao nível mais elevado desde o começo do ano depois do terceiro aumento seguido, apontou na quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV)

Os dados mostraram que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) ganhou 0,8 ponto e foi a 108,4 pontos em julho, chegando ao maior valor desde janeiro (111,3 pontos). “A confiança da indústria avança pelo terceiro mês consecutivo influenciada por uma acomodação das avaliações sobre o momento em patamar alto, mas com desaceleração do otimismo das empresas em relação aos próximos meses”, explicou em nota Claudia Perdigão, economista da FGV IBRE. No mês de julho, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu pela segunda vez, em 0,5 ponto, indo a 111,8 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção dos empresários sobre os próximos meses, teve alta de 0,9 ponto, a 104,9 pontos, no terceiro mês seguido de ganhos, mas desacelerando o ritmo de altas. Perdigão alertou para uma série de obstáculos que podem prejudicar o cenário à frente. “As empresas ainda enfrentam um cenário de escassez de insumo, possibilidade de racionamento energético e alta incerteza econômica que tendem a limitar uma alta mais expressiva da confiança nos próximos meses”, disse ela.

REUTERS 

Endividamento recorde das famílias ameaça travar retomada da economia brasileira

Dívidas das famílias chegam a 58,5% da renda, segundo o Banco Central, ao mesmo tempo em que inflação sobe e desemprego se mantém em alta; como consequência, economia pode crescer apenas 1,8% no ano que vem

Dados divulgados ontem pelo Banco Central mostram que o endividamento das famílias chegou a 58,5% da renda no maior porcentual da série histórica, iniciada em janeiro de 2005. Isso significa que, para cada R$ 100 que uma família recebeu no último ano, ela já tem uma dívida contratada de quase R$ 60. Já o comprometimento da renda mensal ficou em 30,5% em abril – ou seja, para cada R$ 100 recebidos por mês, R$ 30 foram usados para pagar parcelas dos empréstimos.  Já levantamento do Cemec-Fipe mostra que o conjunto de dívidas das companhias não financeiras no Brasil atingiu 61,7% do PIB em março de 2021, patamar também histórico. No fim de 2019, antes da pandemia, essa relação era de 50,1%. O aperto no bolso das famílias, especialmente em um momento em que desemprego e inflação estão elevados, pode atrapalhar a retomada do crescimento econômico, avaliam economistas. “Os juros vão subir, e as famílias que já estão endividadas terão opções de crédito ainda mais caras, o que pode comprometer a retomada do consumo no ano que vem”, afirma Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados. Ele calcula que a economia crescerá somente 1,8% no ano que vem e que a retomada dos empregos será lenta. Isso, na visão dele, terá impacto direto na renda dos brasileiros, que já está em baixa. Segundo dados do IBGE, a massa de salários em circulação caiu R$ 12 bilhões em um ano, o que representa um recuo de 5,4% no trimestre encerrado em abril em comparação ao mesmo período de 2020. Ou seja, o brasileiro, além de mais endividado, está mais pobre. Para completar, a taxa de poupança das famílias vem em forte queda desde o segundo trimestre do ano passado. Segundo cálculos do Itaú Unibanco, o indicador chegou a ser de 31,1% no período entre abril e junho do ano passado, muito por causa do fechamento de comércios em geral no início da pandemia, e já voltou para 11,8% no primeiro trimestre deste ano.

O ESTADO DE SÃO PAULO

MEIO AMBIENTE

Carrefour já rastreia gado desde o nascimento

Varejista começa a vender carne que integra projeto de rastreabilidade criado em 2018

Maior comprador de carne bovina do Brasil, o Carrefour colocará à venda nesta quinta-feira os primeiros lotes da proteína rastreada desde o nascimento do bezerro. O produto faz parte da linha Sabor & Qualidade, fruto de uma parceria da varejista com a Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH). O projeto começou efetivamente no segundo semestre de 2018. Naquele momento, Carrefour e IDH selecionaram 450 produtores de bezerro de Mato Grosso com propriedades de, no máximo, 300 hectares. A carne que começa a ser vendida agora é a dos animais que nasceram no início do projeto, que já recebeu € 3,5 milhões em investimentos. Nessa primeira etapa de comercialização, os itens da linha Sabor & Qualidade estarão disponíveis na loja da rede no Shopping Interlagos, na zona sul de São Paulo. Os produtos têm QR Codes em suas embalagens que informam o nome e geolocalização da fazenda que originou o bezerro e sua Guia de Trânsito Animal (GTA), que mostra o caminho do animal até o abate. Cerca de 6 mil bovinos já foram abatidos no âmbito da iniciativa. “Começamos com algo de nicho para depois criar escala”, disse Lucio Vicente, Diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Grupo Carrefour Brasil. Segundo ele, a varejista pretende atender às necessidades de um consumidor cada vez mais preocupado com a origem de seu alimento. De acordo com a Diretora Executiva do IDH Brasil, Daniela Mariuzzo, o projeto deu prioridade a pequenos criadores para incluir esses produtores nas discussões sobre sustentabilidade e ajudá-los na regularização da produção. Com a iniciativa, Carrefour e IDH oferecerão capacitação e treinamento especializado. Os pecuaristas participantes recebem assistência técnica para assuntos agronômicos, ambientais e fundiários. Os envolvidos no projeto frisam que, apesar de a carne vendida neste momento ter sido abatida em parceria com a Marfrig, os pecuaristas são livres para escolher a quais frigoríficos venderão o gado. O Carrefour e o IDH Brasil já estão elaborando o próximo passo da iniciativa, que consistirá em um protocolo nacional com procedimentos e processos que garantam as boas práticas socioambientais desde o nascimento do bezerro.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Demanda chinesa por carne suína deve ser impactada por recuperação da produção local

A demanda chinesa por carne suína importada no curto prazo deve ser impactada pela recuperação mais forte na produção de suínos da China no segundo trimestre, disse o Rabobank em relatório divulgado à imprensa na quarta-feira (28)

A China elevou as importações de carne suína brasileira em 29% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, representando 54% do total exportado pelo Brasil no período, segundo o Rabobank. As exportações brasileiras de carne suína estiveram aceleradas durante todo o primeiro trimestre, com alta de 17% na comparação anual, e a demanda interna cresceu diante da alta dos preços de carne bovina. Esse aumento na demanda pelo produto impulsionou uma alta de 8% na produção brasileira de carne suína no primeiro trimestre na comparação anual. “Entretanto, os desafios climáticos nessa safra (seca e geada) impactaram negativamente a produtividade dos grãos, especialmente do milho, o que manteve preços em níveis recordes nos últimos meses”, disse o Rabobank. O preço da ração em junho estava 62% acima do registrado em junho do ano passado, mas mostrava uma desaceleração em relação ao registrado em janeiro, quando o preço era 110% mais alto que o registrado em janeiro de 2020. Para este segundo semestre, os mercados futuros já mostram níveis de preço acima do registrado em junho. “Como resultado, alguns produtores, principalmente os independentes, reduziram o ritmo de produção e aumentaram a destinação de animais para reduzir os custos de produção. Essa fase de equilíbrio entre oferta e demanda tem resultado em oscilações de preços da carne suína viva e da carne suína no atacado, mantendo os preços estáveis em relação ao início do ano”, disse o Rabobank. O banco disse que os produtores de suínos tiveram uma melhora nas margens de produção no fim do segundo trimestre, com alta no preço dos animais e queda nos preços do farelo de soja e milho.

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