CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2759 DE 22 DE JULHO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2759 | 22 de julho de 2026

 

NOTÍCIAS

Boi gordo reage e arroba volta aos R$ 337 em São Paulo

Mercado físico mostra recuperação após pressão no início do mês, enquanto contratos futuros seguem em patamares superiores

O mercado físico do boi gordo iniciou a terça-feira (21) com recuperação nos preços, após as negociações registradas no fechamento da segunda-feira (20). Segundo o indicador Cepea/Esalq, referência nacional para o setor, a arroba em São Paulo foi cotada em R$ 337,10, alta diária de 1,08%, interrompendo o movimento de desvalorização observado nas primeiras semanas de julho. Com o avanço, o indicador voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês, de 0,21%. Em dólar, a arroba foi equivalente a US$ 66,23. O movimento representa uma recuperação importante depois de o mercado ter trabalhado abaixo desse patamar durante boa parte de julho. Na sequência recente das cotações, a arroba passou de R$ 328,10 no dia 14 para R$ 329,20 no dia 15, R$ 331,15 no dia 16, R$ 333,50 no dia 17 e alcançou R$ 337,10 no indicador divulgado na terça-feira, mostrando uma retomada gradual dos preços. Além da reação no mercado físico, os contratos futuros negociados na B3 seguem indicando expectativa de preços firmes para os próximos meses. O contrato com vencimento em julho fechou em R$ 341,10 por arroba, enquanto agosto foi negociado a R$ 349,55, setembro a R$ 355,80 e outubro a R$ 363,45, evidenciando prêmios sobre o mercado disponível. No mercado físico paulista, levantamentos da Scot Consultoria mostram preços próximos de R$ 332,00 por arroba a prazo nas principais praças de Barretos e Araçatuba, enquanto estados como Paraná e Santa Catarina seguem operando em níveis competitivos. A valorização da arroba ocorre em um momento em que o setor acompanha atentamente a disponibilidade de animais prontos para abate e o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina, que continuam sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços. A evolução das escalas de abate e o ritmo das vendas externas deverão continuar sendo determinantes para a formação dos preços ao longo das próximas semanas.

SCOT CONSULTORIA/CEPEA

Preço do boi gordo fica estável com oferta restrita de animais

Negócios apresentavam boa liquidez na maior parte das praças pecuárias. A oferta de bovinos estava enxuta, e a disponibilidade de fêmeas estava menor do que dos machos

O mercado pecuário teve um dia de estabilidade na terça-feira (21/7) na maior parte do país. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações estavam firmes e os negócios apresentavam boa liquidez na maior parte das praças. A oferta restrita de animais terminados segue como o principal fator de sustentação dos preços. Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 22 não tiveram mudanças no preço do boi gordo na comparação diária, enquanto outras dez praças registraram altas nas cotações. Apenas em Roraima os valores sofreram queda. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, a cotação do boi gordo seguiu em R$ 335 a arroba para o pagamento a prazo. O “boi China” e a novilha também não tiveram alterações. Já o preço da vaca subiu R$ 2, para R$ 312 a arroba. Segundo a Scot, a oferta de bovinos estava enxuta, e a disponibilidade de fêmeas estava menor do que dos machos. Os compradores, por sua vez, demonstravam maior disposição para negociar na comparação com a semana passada. Apesar de não quererem alongar as escalas, os compradores buscavam mantê-las confortáveis e, para isso, melhoraram as ofertas. Havia negócios acima das referências, mas não em volume suficiente para alterar as cotações. Segundo a consultoria Safra & Mercado, as indústrias ainda encontram dificuldade na composição das escalas de abate. “O ambiente sugere a continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo, uma vez que a disponibilidade de gado para abate tende a seguir limitada, ao menos em julho”, destaca o analista Fernando Iglesias. A Safras destaca que a demanda segue como um limitador neste momento, em especial das exportações, considerando a queda do ritmo diário de embarques, consequência do esgotamento virtual das cotas de exportação disponibilizadas pela China. O mercado também permanece atento aos indicadores de vendas internas, com o consumidor brasileiro ainda enfrentando dificuldades em função do alto nível de endividamento. Na terça-feira, o mercado atacadista apresentou preços firmes, informa a Safras. “O ambiente de negócios sugere por menor propensão a reajustes durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo. A carne bovina permanece menos competitiva se comparado as proteínas concorrentes, em especial na comparação com a carne de frango”, comenta Iglesias.

GLOBO RURAL

UE mantém exigências sanitárias e descarta flexibilização para retomada da carne brasileira

Diplomata irlandês afirma que decisão é técnica e que cabe ao Brasil se adequar às regras europeias para voltar a exportar ao bloco

A União Europeia não pretende flexibilizar as exigências sanitárias para permitir o retorno das exportações brasileiras de carnes e outros produtos de origem animal ao mercado europeu. A declaração foi feita pelo embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, em entrevista ao portal g1. Segundo o diplomata, as regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal já eram conhecidas pelas autoridades brasileiras e vinham sendo discutidas entre Brasil e União Europeia há vários anos. “Essas exigências relacionadas aos padrões para uso de antimicrobianos não são novas. Elas já são conhecidas há bastante tempo, e a União Europeia vinha mantendo diálogo com as autoridades brasileiras sobre esses padrões há algum tempo”, afirmou ao g1, no último domingo (20). Gallagher classificou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco como uma decisão de caráter “técnico”. Segundo ele, a retomada das exportações dependerá da criação, por parte do governo brasileiro, de um sistema capaz de atender aos requisitos sanitários exigidos pela legislação europeia. O embaixador também afirmou que outros países da América do Sul permaneceram habilitados porque conseguiram cumprir os critérios estabelecidos pela União Europeia. “A regra é muito simples: quem atende aos padrões permanece na lista; quem não atende, deixa de fazer parte dela”, disse. Apesar da suspensão, Gallagher ressaltou que o diálogo entre Brasil e Comissão Europeia continua aberto. No entanto, reforçou que a responsabilidade pela adequação às normas é do país exportador. Em junho, a União Europeia retirou oficialmente o Brasil da lista de países considerados aptos a atender às exigências de controle do uso de antimicrobianos na produção animal. A medida passa a valer em 3 de setembro e afetará as exportações brasileiras de carne bovina, de frango, de cavalo e outros produtos de origem animal destinados ao bloco.

PORTAL G1/O GLOBO

Custo da pecuária sobe em todos os sistemas em Mato Grosso

Reposição mais cara pressiona recria e engorda

O Custo Operacional Total (COT) avançou em todos os sistemas de produção da bovinocultura de corte em Mato Grosso no segundo trimestre de 2026. Os dados fazem parte do projeto Custo de Produção Agropecuária (CPA), desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) em parceria com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, e foram divulgados na análise semanal publicada nesta segunda-feira (20). Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o maior aumento foi registrado no sistema de recria e engorda, cujo custo subiu 5,09% no trimestre, encerrando o período em R$ 369,55 por arroba. No mesmo comparativo, o sistema de ciclo completo apresentou alta de 2,38%, alcançando R$ 182,25 por arroba, enquanto a cria avançou 1,75%, fechando em R$ 295,79 por arroba. De acordo com o instituto, o movimento foi influenciado pelo aumento das despesas com suplementação, manejo sanitário e manutenção das pastagens nos três sistemas de produção. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária destacou ainda que a valorização dos animais de reposição tornou a recria e a engorda o sistema mais impactado no trimestre. Na avaliação do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, caso a oferta de bezerros permaneça restrita ao longo de 2026, as cotações da reposição tendem a continuar sustentadas. Esse cenário pode favorecer a rentabilidade da cria, mas ao mesmo tempo pressionar as margens dos sistemas de recria e engorda em Mato Grosso.

AGROLINK

ECONOMIA

Dólar acompanha exterior e tem baixa leve ante o real

O dólar fechou a terça-feira com leve baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, em um dia de notícias conflitantes sobre o Oriente Médio e alta do petróleo.

O dólar à vista encerrou com queda de 0,31%, aos R$5,0737. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 7,57%. Às 17h02, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,38% na B3, aos R$5,0865, em uma sessão de liquidez reduzida, com apenas cerca de 140 mil contratos negociados até o momento. Uma alta autoridade do Irã disse à Reuters na segunda-feira que Teerã havia recebido uma proposta dos mediadores para um cessar-fogo de dez dias com os EUA, em um esforço para salvar o acordo provisório entre os dois países. O ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, também havia solicitado ao Paquistão que retomasse seu papel de mediador no conflito. A nova tentativa diplomática foi bem recebida pelos mercados por um lado, mas novos ataques dos EUA no sul e no oeste do Irã reduziram o otimismo por outro. Neste cenário, os índices de ações subiram na Europa e nos EUA, ainda que o petróleo Brent se mantivesse pressionado, acima dos US$91 o barril. Nos mercados de moedas, o dólar cedeu ante divisas emergentes como o peso colombiano, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real. Após marcar a cotação máxima intradia de R$5,0914 (+0,04%) às 9h00, na abertura, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,0668 (-0,45%) às 15h30. Da máxima para a mínima a variação foi de apenas 0,48%, o que indica que as oscilações ocorreram em margens estreitas. “O real está se valorizando na esteira da alta de mais de 2% do petróleo, por conta do (cenário) geopolítico”, comentou à tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, chamando também a atenção para a agenda esvaziada de indicadores econômicos. A queda do dólar ante o real ocorreu a despeito de, no campo comercial, os EUA voltarem a inspirar preocupações após anunciarem, na noite de segunda-feira, uma tarifa de 50% sobre um conjunto de produtos canadenses. Na semana passada, o Brasil havia sido alvo de uma nova tarifa de 25% dos EUA.

REUTERS

Ibovespa fecha estável com Oriente Médio no radar

O Ibovespa encerrou a terça-feira estável, após mais um dia de volume de negócios reduzido, em meio a sinais contraditórios vindos do conflito no Oriente Médio, enquanto investidores também aguardam a divulgação do relatório de produção da Vale.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa teve oscilação positiva de 0,03%, a 173.426,35 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 172.218,88 na mínima e 173.719,5 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$16,2 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

Indústria tem piora pelo 2º ano e Brasil despenca no ranking

Crescimento de 1,5% em relação ao início do ano passado só foi suficiente para que país não ficasse em posição ainda pior, indica levantamento 

O desempenho da indústria de transformação brasileira piorou pelo segundo ano consecutivo na comparação com outros países. É o que mostram números da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) e compilados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Segundo o levantamento, a indústria de transformação brasileira recuou 0,1% nos primeiros três meses de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado colocou o Brasil na 69ª posição de um ranking de 90 países, que mede o crescimento do setor no trimestre. O país havia ocupado a 33ª posição no início de 2024, caiu para a 47ª em igual período de 2025 e agora recuou ainda mais. A queda no ranking ocorre mesmo com o crescimento de 1,5%, de acordo com a metodologia da Unido, na comparação do primeiro trimestre deste ano com os últimos três meses de 2025. O cálculo já é livre de fatores sazonais. A expansão foi suficiente para que o Brasil pulasse 11 posições do ranking em três meses, saindo da 80ª colocação, mas o bastante não para reverter a piora em prazos mais longos. Segundo o economista-chefe do Iedi, Rafael Cagnin, o crescimento de 1,5% da indústria no primeiro trimestre foi apenas uma recomposição após o fraco desempenho do fim de 2025 e ficou concentrada em atividades ligadas ao processamento de commodities, como derivados petróleo e produtos agrícolas e minerais. Por isso, não representa uma retomada disseminada da atividade do setor. Na avaliação de Cagnin, o cenário não é de crise, mas de estagnação, pois os juros elevados seguem limitando o dinamismo dos setores industriais mais dependentes de crédito, sobretudo aqueles com maior capacidade de encadeamento produtivo. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano. Nesse contexto, afirmou, os juros mais altos acabam reduzindo a potência da Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial criado pelo governo Lula. “Esse conflito entre política industrial de um lado e política macroeconômica de outro, a gente já assistiu várias vezes no Brasil. Inclusive, é um dos principais motivos do porquê as iniciativas de política industrial no Brasil acabam tendo uma efetividade relativamente baixa”, avalia. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, enquanto a produção da indústria de transformação brasileira ficou praticamente estável, a manufatura mundial avançou 3,1%. A indústria global mantém um ritmo de expansão superior a 3% na comparação interanual desde o início de 2025. Na América Latina, Argentina (-2,3%) e México (-1,8%) registraram retrações mais intensas frente ao primeiro trimestre de 2025. A queda da produção industrial da região foi de 0,4% na comparação anual. Já frente ao trimestre imediatamente anterior, o avanço de 1,5% da indústria brasileira ajudou a América Latina a registrar alta de 0,3%. “De forma geral, a indústria brasileira continua muito restringida pelos juros, e isso aparece na produção de máquinas e equipamentos, de veículos, ramos de atividade de maior intensidade tecnológica, que são justamente aqueles ramos que têm liderado o crescimento da indústria de transformação no mundo como um todo”, diz. “No mundo, a alta e média-alta tecnologia puxam o crescimento da indústria. No Brasil, essa é a fração que mais patina.” A apreciação cambial também influencia esse quadro, afirma. Embora beneficie setores que dependem de insumos importados, o câmbio valorizado amplia a concorrência de produtos estrangeiros no mercado doméstico. Em um cenário de acirramento da competição, isso aprofunda pressões e evidencia problemas estruturais de competitividade da indústria brasileira.

VALOR ECONÔMICO

IGP-M cai 1,11%na segunda prévia de julho, diz FGV

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) caiu 1,11% na segunda prévia de julho, segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

Na primeira prévia do mês, o indicador havia recuado 0,39% e, na segunda de junho, tido queda de 0,42%. Entre os três grupos que formam o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% no indicador final, recuou 1,72%, ante queda de 0,84% na segunda prévia do mês passado. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, teve alta de 0,12%, de 0,40% na segunda prévia de junho. O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que responde por 10% do IGP-M, teve ganho de 0,66%, de elevação de 0,91% na segunda prévia de junho.

VALOR ECONÔMICO 

GOVERNO

Governo demora a liberar recursos com juros mais baixos para plantio da safra

Apenas linhas de crédito com juros livres ou controlados sem equalização podem ser acessadas. Sem a regulamentação do governo, o crédito rural com taxas equalizadas fica represado

Três semanas depois do lançamento do Plano Safra, o Ministério da Fazenda ainda não publicou a portaria que autoriza o pagamento da equalização de juros pelo Tesouro Nacional nesta temporada. Na prática, a demora impede que bancos e cooperativas de crédito possam ofertar R$ 141,4 bilhões em linhas de financiamentos que têm a subvenção federal e são mais baratas aos produtores rurais. Outros R$ 10 bilhões da nova linha para o financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas do Move Agricultura também seguem indisponíveis por falta de regulamentação. Por enquanto, apenas linhas de crédito com juros livres ou controlados sem equalização podem ser acessadas, a maior parte dos R$ 610,3 bilhões anunciados para o financiamento deste ciclo produtivo. Produtores reclamam da falta de tempestividade na liberação dos recursos e afirmam que isso pode encarecer a compra e gerar problema de entrega de insumos para a safra de verão. O Ministério da Fazenda informou que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) está concluindo o parecer jurídico para posterior assinatura da portaria pelo ministro. A Pasta disse que o processo segue os trâmites internos habituais e garantiu que há disponibilidade orçamentária para as despesas de R$ 1,7 bilhão previstas até o fim do ano, sem necessidade de suplementação. O Plano Safra 2026/27 terá R$ 141,4 bilhões em recursos equalizáveis: R$ 97 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 44,4 bilhões para a agricultura familiar. O custo estimado é de R$ 18,2 bilhões ao longo de dez anos para a União. Lançado em 30 de junho, o Plano Safra está vigente desde o início deste mês, mas até agora as linhas equalizadas não estão disponíveis. Sem a autorização para equalização, o acesso dos produtores aos recursos com taxas mais baixas fica travado em meio a custos elevados e incertezas com o plantio. Os atrasos têm sido comuns nos últimos anos. A última vez que o governo autorizou o início da equalização em 1 de julho, quando começa o ano-safra, foi em 2021. De lá para cá, a autorização demorou, no mínimo, uma semana. Em 2026, no entanto, a demora é a maior do período. Já são 21 dias sem a divulgação das regras. Fontes a par do tema afirmam que não há motivos específicos e que houve apenas atrasos na troca de ofícios entre os órgãos responsáveis pelo assunto. Bancos consultados pelo Valor disseram que a demora prejudica a operação com os clientes, mas algumas propostas já foram encaminhadas e aguardam a liberação do governo. “Uma parcela significativa dos produtores precisa renegociar suas dívidas para terem seus limites de crédito restabelecidos. Os bancos ainda estão se adequando para essas contratações, que devem levar mais uma semana, pelo menos”, disse Ágide Eduardo Meneguette, presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep). Apesar disso, a expectativa é que não ocorram problemas, avaliou. As instituições financeiras que apresentaram propostas para operacionalizar as linhas com equalização foram informadas ainda em junho pelo governo sobre os valores e as linhas que foram contempladas, mas até agora não puderam iniciar as contratações. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ficou com a maior fatia, de R$ 40,5 bilhões (quase 30% do total), principalmente os programas de investimentos. O BNDES já publicou as circulares que informam as regras para acesso aos recursos pelas instituições financeiras credenciadas, mas os protocolos seguem fechados. Os documentos não informaram a data de abertura, para apresentação de pedidos de financiamento, e condicionaram o prazo à publicação da portaria com a divisão e normas da equalização no novo ciclo.

GLOBO RURAL 

INTERNACIONAL

Crise na Argentina: consumo de carne bovina cai 11% no primeiro semestre de 2026

O consumo de carne bovina na Argentina recuou 11% no primeiro semestre de 2026, refletindo a menor produção, a redução da oferta no mercado interno e a alta dos preços, que continuam pressionando o orçamento das famílias. Em contrapartida, as exportações seguiram em expansão e ampliaram sua participação na produção nacional.

Dados divulgados pela Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (CICCRA) mostram que, entre janeiro e junho, foram produzidas 1,428 milhão de toneladas de carne bovina com osso, volume 6,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Na comparação anual, a produção caiu 93.860 toneladas. O levantamento também aponta que o consumo anualizado por habitante caiu para 47 quilos, uma redução de 8,2% em relação a junho de 2025. Isso representa uma diminuição de 4,2 quilos por pessoa ao ano e reforça a tendência de retração da demanda doméstica, enquanto o mercado externo ganha cada vez mais importância para o setor. Segundo a CICCRA, a queda na produção está diretamente ligada ao menor número de bovinos encaminhados para o abate. Parte dessa redução, no entanto, foi compensada pelo maior peso médio dos animais, resultado da criação em sistemas de pastagem. Enquanto o consumo interno perdeu força, as vendas ao exterior continuaram crescendo. As estimativas da entidade indicam que as exportações somaram 408,6 mil toneladas de carne bovina com osso no primeiro semestre, um avanço de 10,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. O principal fator para esse crescimento foi o aumento da demanda dos Estados Unidos, impulsionado pela ampliação da cota de importação destinada ao mercado norte-americano. Com isso, a Argentina embarcou cerca de 38 mil toneladas a mais de carne bovina do que nos seis primeiros meses de 2025.

ICL NOTÍCIAS

SUÍNOS & FRANGOS

Suínos tem queda e frango congelado permanece estável

O frango congelado permaneceu estável em R$ 7,27 por quilo na Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, acumulando valorização de 0,14% em julho.

Já o frango resfriado avançou 0,14%, sendo negociado a R$ 7,29 por quilo, com ganho mensal de 0,41%. Na suinocultura, a carcaça suína especial registrou queda de 1,9%, sendo comercializada a R$ 13,92 por quilo no atacado da Grande São Paulo. O recuo ocorre após movimentos de valorização registrados ao longo do mês e indica ajustes na demanda do mercado atacadista.

CEPEA/ESALQ

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