CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2722 DE 29 DE MAIO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2722 | 29 de maio de 2026

 

NOTÍCIAS

Boi gordo mantém estabilidade em São Paulo

Boi China registra alta em Mato Grosso do Sul

Segundo levantamento da Scot Consultoria, que monitora diariamente mais de 30 praças pecuárias, o boi gordo paulista enviado ao mercado doméstico segue negociado em R$ 347/@, o “boi China” está cotado em R$ 350/@, a vaca gorda em R$ 318/@ e a novilha terminada em R$ 327/@ (valores brutos, no prazo). A cotação do boi gordo permaneceu estável em São Paulo na quinta-feira (28), de acordo com análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Segundo o levantamento, não houve alteração nos preços em relação ao dia anterior, refletindo um cenário de equilíbrio entre oferta de bovinos, demanda dos frigoríficos e escalas de abate. Ainda conforme a análise, as escalas de abate no estado estavam, em média, para oito dias, mantendo o ritmo observado nos últimos levantamentos. Em Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou movimentações positivas em algumas praças pecuárias. Em Três Lagoas, a cotação do boi gordo subiu R$ 2,00 por arroba. Já nas praças de Dourados e Campo Grande, os preços permaneceram estáveis. A categoria da novilha registrou valorização de R$ 3,00 por arroba em Dourados e de R$ 5,00 em Campo Grande. Em Três Lagoas, a cotação não apresentou mudanças. Para a vaca, os preços permaneceram estáveis nas três regiões monitoradas. Segundo a Scot Consultoria, as altas observadas no estado foram impulsionadas pela oferta mais restrita de boiada e pela demanda firme dos frigoríficos, cenário que favoreceu reajustes nos preços pagos aos pecuaristas. A cotação da arroba do “boi China” em Mato Grosso do Sul também registrou alta de R$ 1,00. Na região Sudeste de Rondônia, os preços ficaram estáveis para todas as categorias acompanhadas. O levantamento aponta que a oferta de bovinos permaneceu escalonada, reduzindo o impacto da pressão de baixa observada em outras regiões pecuárias do país. As escalas de abate em Rondônia estavam, em média, para sete dias.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo ensaia novas elevações de olho na Copa do Mundo

Frigoríficos ainda encontram dificuldade na composição de suas escalas de abate

O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com negociações acima da referência média no decorrer da quinta-feira (28). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços no curtíssimo prazo, com os frigoríficos ainda encontrando certa dificuldade na composição de suas escalas de abate. “Sob o prisma da demanda o mercado permanece atento à Copa do Mundo, que tende a gerar efeito positivo sobre o consumo interno e favorece a ampliação de vendas para os Estados Unidos, país sede”. Por fim, Iglesias ressalta que a progressão da cota chinesa é outro fator relevante a ser considerado, com a perspectiva de que nas próximas duas semanas o Brasil receba o alerta do limite de 1,1 milhão de toneladas que pode exportar ao gigante asiático sem a sobretaxa de 55% foi preenchida. Preços do boi gordo: São Paulo: R$ 352,08 — ontem: R$ 351,00. Goiás: R$ 330,71 — ontem: R$ 330,36. Minas Gerais: R$ 326,76 — ontem: R$ 326,18. Mato Grosso do Sul: R$ 351,70 — ontem: R$ 351,48. Mato Grosso: R$ 352,70 — ontem: R$ 352,30. O mercado atacadista se depara com acomodação dos preços durante a quinta-feira. Segundo Iglesias, a expectativa é de alguma melhora dos preços durante a primeira quinzena de junho. “Para o mês de junho é grande a expectativa em torno da Copa do Mundo, com bom potencial de demanda com o evento em questão como catalisador. A carne bovina segue menos competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango.” Traseiro bovino: R$ 27 por quilo. Dianteiro bovino: R$ 21,50 por quilo. Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo.

SAFRAS NEWS 

Boi/Cepea: Preço do boi gordo registra leve alta neste final de maio

Os preços da arroba do boi gordo vêm registrando pequenos aumentos neste final de maio. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento é reflexo do bom momento das exportações da carne bovina e da oferta restrita de animais para abate.

Depois de registrar patamares acima dos R$ 350 no início de maio, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ recuou para a casa dos R$ 340, chegando a R$ 344,6 nos dias 14 e 15 de maio. Porém, entre 19 e 26 de maio, o Indicador avançou 0,87%, fechando a R$ 347,8 nessa terça-feira, 26. Vale observar que, no acumulado deste mês (de 30 de abril a 26 de maio), o Indicador ainda registra baixa, de 1,88%. As exportações de carne bovina in natura somam mais de 200 mil toneladas na parcial deste mês, com média diária de 13,565 mil toneladas. Como comparação, em maio de 2025, o volume diário havia sido de 10,381 mil toneladas. Se esse ritmo for mantido até o final de maio, o volume escoado pode ultrapassar as 270 mil toneladas, o que seria um recorde para o mês – dados são da Secex.

CEPEA

DATAGRO: O boi mais barato do mercado internacional

Boletim da Datagro divulgado na quinta-feira ressalta que o Brasil continua com a arroba de boi gorda em dólar mais barata do mercado internacional, US$ 66,98, apesar da alta interna de 18,2% registrada desde o início de 2026.

Com relação à política de salvaguarda imposta pela China sobre as importações de carne bovina, diz a Datagro, o Brasil, ao lado da Austrália, apresenta avanço significativo no preenchimento de sua cota de exportação. Diante de tal conjuntura, afirma a Datagro, cresce a expectativa de que a cota brasileira seja totalmente preenchida durante o terceiro trimestre deste ano.

DATAGRO

ECONOMIA

Dólar recua com alívio em rendimentos dos Treasuries e possível acordo entre EUA e Irã

O enfraquecimento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, após dados econômicos mais fracos no país, também ajudou a levar a uma depreciação global do dólar

O dólar à vista exibiu desvalorização frente ao real, acompanhando o movimento global da moeda americana, de depreciação. A dinâmica foi reflexo da menor busca por ativos de segurança diante da expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã. O enfraquecimento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, após dados econômicos mais fracos no país, também ajudou a levar a uma depreciação global do dólar. Assim, houve redução no prêmio de risco geopolítico na maioria das moedas mais líquidas, além de uma busca por ativos de risco diante da queda nos retornos dos Treasuries. No fim do dia, o real apresentou um dos cinco melhores desempenhos do dia, junto com o rand sulafricano, dólar neozelandês, won sul-coreano e dólar canadense. Encerradas as negociações no mercado à vista, o dólar encerrou em queda de 0,56%, cotado a R$ 5,0317, depois de ter tocado na mínima de R$ 5,0232 e batido na máxima de R$ 5,0748. Já o euro comercial exibiu desvalorização de 0,41%, a R$ 5,8606. Perto das 17h05, no exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,21%, aos 99,000 pontos. O dólar à vista abriu a sessão desta quinta-feira em alta, mas ainda pela manhã houve uma reversão no movimento, com a chance de um possível acordo entre EUA e Irã gerando alívio pontual nos ativos locais e globais. A notícia do site Axios de que Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de paz reduziu os prêmios embutidos nos ativos. Dados mais fracos da economia americana também ajudaram a tirar a força do dólar. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre neste ano veio abaixo do esperado. Enquanto a expectativa era de um avanço de 2,0%, a alta foi de 1,6%. “Esse deve ter sido o principal fator para a queda do dólar, uma vez que houve um recuo nos rendimentos da Treasuries. Não dá para cravar o peso de cada evento, se a possibilidade sobre o fim da guerra ou se os dados tiveram maior relevância no preso, mas me parece que os dados ajudaram a tirar a pressão da perspectiva de alta de juros [nos EUA]”, diz o diretor de tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt. “Antes da guerra, o mercado precificava chance de 95% de corte de juros nas taxas americanas no fim do ano, agora a chance é de 60%, mas de alta nas taxas, e não de corte, então mudou muito o cenário”, afirma, acrescentando que, quando há dados que afastam essa chance de alta, cria-se espaço para os ativos de risco melhorarem. “E não só eles, mas ouro e prata também.” Na sessão de amanhã, haverá a formação da Ptax de fim de mês, que servirá de referência para os contratos que vencem no começo do próximo mês. Por isso, é de se esperar uma briga entre comprados e vendidos em dólar (aqueles que apostam a favor e contra a moeda americana).

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa cede com novos ataques no Estreito de Ormuz; BB cai mais de 2%

Diante do aumento das incertezas geopolíticas e sem o apoio das blue chips, o índice encerrou em queda de 0,39%, aos 175.063 pontos, após variar entre os 174.686 pontos e os 176.627 pontos

Depois de oscilar próximo à estabilidade durante uma parcela do pregão, o Ibovespa se firmou em território negativo e ampliou as perdas na segunda metade da sessão após informações de novos ataques contra navios no Estreito de Ormuz. Diante do aumento das incertezas geopolíticas e sem o apoio das blue chips, o índice encerrou em queda de 0,39%, aos 175.063 pontos, ainda assim distante dos 174.686 pontos vistos na mínima intradiária. No melhor momento do dia, o Ibovespa chegou a tocar os 176.627 pontos, impulsionado pela notícia de que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz, segundo o site Axios. O alívio, porém, foi devolvido na sequência. Investidores voltaram a adotar uma postura de cautela devido à desconfiança com a efetividade das negociações, uma vez que o presidente americano, Donald Trump, ainda precisa aprovar o acordo. O movimento mais negativo também foi amplificado pelo recuo majoritário de blue chips. Na liderança das maiores perdas ficaram as ON do Banco do Brasil, que cederam 2,18%. As PN da Petrobras também fecharam em queda de 0,72%. Apenas as ON da Vale encerraram no positivo, com ganho de 0,61%. Mesmo com o Brent abaixo de US$ 95 por barril, agentes financeiros acreditam que o preço da commodity deva se manter acima US$ 80 em 2026, segundo levantamento do BTG Pactual. A pesquisa conduzida pela equipe de pesquisa do banco ouviu 29 investidores para consultar o posicionamento nos setores brasileiros de óleo e gás e distribuição de combustíveis. Segundo os dados, cerca de 45% dos respondentes mantêm hoje uma exposição maior ao setor de óleo e gás em relação ao período pré-guerra, enquanto aproximadamente 38% reduziram exposição. de energia foi o grande destaque positivo, com aumento de alocação de 0,34 ponto percentual. Ontem, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 15,6 bilhões e de R$ 21,2 bilhões na B3. Já em Wall Street, o Nasdaq subiu 0,91%; o S&P 500 avançou 0,58%; e o Dow Jones fechou estável (+0,05%).

VALOR ECONÔMICO

Preços ao produtor no Brasil têm em abril maior alta em 4 anos sob impacto do Oriente Médio

No acumulado em 12 meses, o IPP passou a uma alta de 1,07%, marcando o primeiro resultado positivo desde agosto de 2025 (0,47%).

Os preços ao produtor no Brasil passaram a subir 2,63% em abril influenciados principalmente pela cadeia petrolífera, atingindo o nível mais elevado em cerca de quatro anos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira. O resultado do Índice de Preços ao Produtor (IPP) mostrou aceleração em relação ao avanço de 2,28% de março, e foi o mais alto desde março de 2022 (3,12%). No acumulado em 12 meses, o IPP passou a uma alta de 1,07%, marcando o primeiro resultado positivo desde agosto de 2025 (0,47%). Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que 21 tiveram variações positivas no mês, sendo que as quatro mais fortes foram em outros produtos químicos (9,91%); borracha e plástico (7,31%); refino de petróleo e biocombustíveis (6,44%); e indústrias extrativas (4,92%). “A explicação para o impacto na cadeia petrolífera está no conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã”, disse Alexandre Brandão, gerente do IBGE ressaltando que em março de 2022 o IPP havia sido impactado pelo início da guerra entre Rússia e Ucrânia. O IBGE destacou ainda que, entre as quatro principais influências no índice, três fazem parte da cadeia dos derivados de óleo bruto de petróleo, sendo que somente a categoria outros produtos químicos foram responsáveis por 0,80 ponto percentual de influência. O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

REUTERS

Desemprego cai para 5,8% em abril, menor nível da história para o período

O Brasil registrou um aumento sazonal no número de pessoas sem trabalho nos três meses até abril e a taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no período, ligeiramente abaixo do esperado.

Os dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram queda ante a taxa de 6,1% dos três meses até março, mas alta na comparação com o trimestre imediatamente anterior, até janeiro, quando foi de 5,4%. No mesmo período do ano anterior a taxa de desemprego havia sido de 6,6%. A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma leitura de 5,9%. “O aumento da desocupação nesse trimestre móvel (ante o trimestre imediatamente anterior) decorre essencialmente de comportamento sazonal de algumas atividades, tais como comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retêm parcela de seus trabalhadores”, disse a coordenadora da pesquisa no IBGE, Adriana Beringuy. O mercado de trabalho segue resiliente no Brasil mesmo com o aumento recente da taxa de desemprego, que permanece em nível baixo para os padrões nacionais. Um aumento gradual é esperado neste ano, acompanhando a perda de força projetada da economia. Por outro lado, o fortalecimento da renda ajuda a sustentar a demanda das famílias e causa preocupações com a inflação, já pressionada pelos efeitos da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que elevou os preços do petróleo globalmente. Nos três meses até abril, houve alta de 8,0% no total de desempregados na comparação com o trimestre até janeiro, chegando a 6,322 milhões. Mas esse contingente mostrou queda de 11,3% ante o mesmo período de 2025. Já o total de ocupados caiu 0,3% na comparação com os três meses imediatamente anteriores, a 102,333 milhões, o que marcou ainda alta de 1,1% ante o mesmo período do ano anterior. “Embora registrando perda de ocupação na comparação trimestral, o mercado de trabalho segue com elevado nível de ocupação quando comparado com anos anteriores da série histórica”, disse Beringuy. “Isso indica que, mesmo diante do recuo sazonal, a geração de trabalho e renda se mantém sustentada”. Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado registraram queda de 0,2% no trimestre até abril sobre os três meses imediatamente anteriores, enquanto os que não tinham carteira tiveram queda de 1,1%. O rendimento real de todos os trabalhos permaneceu em patamar recorde, a R$3.732, um aumento de 0,3% sobre o trimestre até janeiro e de 5,3% na comparação anual.

REUTERS

Emprego formal no Brasil surpreende com pior desempenho para abril desde a pandemia

O Brasil abriu 85.888 vagas formais de trabalho em abril, no pior saldo para o mês desde 2020, quando foram fechadas 981.342 vagas em meio ao choque da pandemia de Covid-19, mostraram dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado de abril foi fruto de 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos, segundo o ministério, e ficou muito abaixo da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de criação líquida de 230.000 vagas. Dos cinco grupamentos de atividades econômicas, o setor de serviços liderou a abertura de vagas no mês, com 69.601 postos, seguido pelo de construção, com 23.525 vagas. A indústria criou 9.256 vagas. Por outro lado, foram fechadas no mês 8.114 vagas no comércio e 8.378 postos na agropecuária. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou em entrevista coletiva que os dados de abril foram impactados pelo nível elevado dos juros no Brasil e pelos efeitos da guerra no Irã. Ele disse não haver razão para preocupação, ressaltando que o resultado ainda é de criação de vagas de emprego, também com resiliência da indústria. “Está havendo um processo de diminuição da velocidade de crescimento (das contratações), mas vai continuar crescendo. Creio que vamos ter mais de um milhão de empregos gerados neste ano”, afirmou. A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho da pasta, Paula Montagner, acrescentou que o desempenho negativo do setor de comércio pode estar ligado ao nível elevado de endividamento das famílias, problema que o governo busca solucionar com o programa Desenrola. Em abril, houve ainda uma alta do salário médio de admissão, de R$2.369,88 em março para R$2.386,56. O salário médio de desligamento passou de R$2.473,95 para R$2.481,24. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o saldo de criação de empregos foi positivo em 699.762 vagas, enquanto no mesmo período em 2025 foi registrada abertura de 913.827 postos. No total, o estoque de empregos com carteira assinada no Brasil totalizou 47.810.425 em abril.

REUTERS

Confiança de serviços no Brasil sobe em maio após 3 meses de quedas, diz FGV

A confiança do setor de serviços do Brasil interrompeu três meses de quedas e avançou em maio com a melhora das expectativas, mostraram os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 0,9 ponto e foi a 88,7 pontos

“A recuperação sugere uma acomodação do pessimismo que marcou abril, quando os impactos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo pesaram mais intensamente sobre as perspectivas do empresariado”, disse Stefano Pacini, economista do FGV IBRE. A FGV informou que o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, avançou 2,1 pontos, para 85,8 pontos, também após três seguidos de quedas. Por outro lado, o Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, caiu 0,4 ponto, a 91,7 pontos, segundo recuo seguido, o que segundo Pacini indica que os juros restritivos e elevado endividamento das famílias ainda se fazem sentir na atividade corrente. “Nos segmentos mais ligados ao consumo das famílias, nota-se algum alívio na renda, associado à isenção do IR, ao crescimento da massa real de rendimentos e a um mercado de trabalho ainda aquecido, sustentando a demanda do setor no presente. Para os próximos meses, um prolongamento do conflito pode pressionar os custos e adiar o alívio monetário esperado, e dificultar uma recuperação mais consistente da confiança ao longo do ano”, completou ele.

REUTERS

Alta do IGP-M desacelera a 0,84% em maio com estabilidade do petróleo, mostra FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 0,84% em maio, de 2,73% no mês anterior, diante da relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 0,80%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses alta de 1,95%. “A menor intensidade do IGP-M em maio foi influenciada pela relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, que não provocou choques adicionais relevantes nas cadeias produtivas. Esse movimento ajudou a reduzir a pressão sobre os preços ao produtor”, explicou Matheus Dias, economista do FGV IBRE. Os preços do petróleo avançaram após o início da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no final de fevereiro, provocando temores sobre a inflação. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, subiu 0,91% em maio, depois de ter avançado 3,49% no mês anterior. “Parte dessa desaceleração (no IPA) veio do grupo de matérias-primas brutas, tanto minerais quanto agropecuárias”, disse Dias. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, teve alta de 0,61% em maio, de 0,94% em abril, com queda dos combustíveis (-1,16% da gasolina e -4,91% do etanol) e de alguns alimentos, com destaque para o café em pó (-2,99%), segundo Dias. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,77%, de uma alta de 1,04% em abril. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

REUTERS

EMPRESAS

MBRF avança no BBFAW e está entre as 12 empresas mais bem avaliadas do mundo em bem-estar animal

Companhia é a única entre frigoríficos a avançar no BBFAW após fusão entre Marfrig e BRF e reforça práticas ao longo de toda a cadeia produtiva

A MBRF avançou no Business Benchmark on Farm Animal Welfare (BBFAW), principal índice global que avalia práticas e compromissos relacionados ao bem-estar de animais de fazenda, e passou a figurar entre as 12 empresas mais bem avaliadas do mundo, em um universo de 149 companhias. Esta é a primeira avaliação após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025, e a empresa foi a única entre os frigoríficos a subir de posição na edição mais recente. O BBFAW analisa empresas do setor de alimentos com base em critérios como políticas corporativas, governança, gestão, definição de metas, evolução das práticas de criação, impactos na cadeia de fornecimento e iniciativas de diversificação de proteínas, tanto de origem animal quanto vegetal. Segundo Paulo Pianez, diretor global de assuntos corporativos e sustentabilidade da MBRF, o resultado reflete a consistência das ações da companhia. “A evolução reflete a consistência da nossa atuação em bem-estar animal e a trajetória de liderança da MBRF, construída com visão de longo prazo, capacidade de execução e responsabilidade. Estar entre as companhias mais bem avaliadas do mundo e avançar de posição nesta edição é um reconhecimento da seriedade com que tratamos o tema”, afirmou. O compromisso com o bem-estar animal está presente em toda a cadeia produtiva da empresa, que adota o reconhecimento dos animais como seres sencientes e mantém práticas alinhadas a princípios éticos e científicos reconhecidos internacionalmente. As unidades industriais de abate de bovinos e suínos são auditadas conforme padrões do North American Meat Institute (NAMI), enquanto as operações com aves seguem referências como o National Chicken Council e a National Turkey Federation. A companhia também investe em inovação do campo à indústria e na disseminação de boas práticas por meio de treinamentos ao longo da cadeia. Entre os resultados mais recentes, a MBRF mantém 100% das unidades de abate auditadas em bem-estar animal no Brasil e no exterior, alcançou o uso integral de ovos cage-free em produtos industrializados globalmente e avançou em iniciativas de enriquecimento ambiental nas operações.

MBRF

SUÍNOS & FRANGOS

Carne suína atinge competitividade histórica diante da bovina

A carne suína vem ganhando competitividade frente às principais concorrentes (bovina e de frango) neste mês. Frente à carne de boi, especificamente, a competitividade da proteína suinícola é a maior da série do Cepea, iniciada em 2004.

Nesta parcial de maio (até o dia 26), o preço da carcaça especial suína negociada no atacado da Grande São Paulo registra baixa de 3,7% frente à média de abril, a R$ 8,68/kg – o menor valor real desde outubro de 2018, quando foi de R$ 8,54/kg (os valores foram deflacionados pelo IPCA de abril/26). Segundo pesquisadores do Cepea, o recuo está atrelado à demanda interna enfraquecida, que tem persistido por praticamente todo este ano. Neste cenário, o diferencial de preços entre a carcaça bovina e a suína é de 16,56 Reais/kg, alta de 2,1% frente a abril. Este é o maior patamar desde o começo da série do Cepea, que se iniciou em 2004, em termos reais. Já o diferencial de preços entre a carne suína e de frango registrou queda expressiva de 23,4% de abril para a parcial de maio, a 1,39 Real/kg, o menor resultado desde abril de 2022, quando havia sido de 1,15 Real/kg. Vale lembrar que, quanto menor for a diferença de preços, mais competitiva está a carne suína.

CEPEA 

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