
Ano 10 | nº 2320 |30 de setembro de 2024
NOTÍCIAS
Boi: Preços continuam em alta
Nas praças paulistas, segundo levantamento da Scot Consultoria, foram sete semanas de alta na cotação da arroba do boi gordo
“Na semana passada não foi diferente: os preços de todas as categorias de machos e fêmeas subiram, com destaque para o boi-China, agora apregoado a R$ 272/@ no mercado paulista”, informa o analista Felipe Fabbri. Segundo ele, a semana terminou do mesmo jeito que começou, ou seja, com os preços da arroba em alta. Na sexta-feira (27/9), além do animal com padrão-exportação, que registrou acréscimo diário de R$ 2/@, a cotação do boi gordo “comum” também teve valorização de R$ 2/@, chegando em R$ 267/@ na praça de São Paulo. O preço da vaca gorda paulista registrou alta diária ainda mais forte, de R$ 5/@, atingindo R$ 245/@, enquanto a cotação da novilha ficou estável, em R$ 255, de acordo com apuração da Scot. “A pergunta que fica é: o movimento veio para ficar?”, indaga Fabbri, que busca uma resposta nos fundamentos: “Olhando para o quadro exposto e uma expectativa de demanda por carne bovina interessante para os próximos dias – e nos últimos meses de 2024 –, o mercado futuro indica que, “sim”, os preços deverão trabalhar firmes na virada do ano e começo de 2025”. Segundo o analista, “ao pecuarista que amargou todo o período de fase de baixa dos últimos dois anos, com a sensação de ‘descer de elevador’, parece que, enfim, chegou a hora de subirmos uma escada para os ‘próximos andares’ novamente”. “Com um cenário de forte seca nos últimos meses e atraso nas chuvas, além de preços dos bezerros melhores do que há um ano, formou-se uma receita perfeita para uma estação de monta mais interessante”, acrescenta Fabbri.
Scot Consultoria
Boi gordo: Demanda permanece aquecida
Exportações muito representativas, em um ano que certamente será pautado por um recorde de embarques. O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com alta dos preços no decorrer da sexta-feira (27)
Segundo informações da consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, pois mesmo diante do constante movimento de alta, as indústrias não conseguem uma evolução consistente de suas escalas de abate. A demanda no geral permanece aquecida, com exportações muito representativas, em um ano que certamente será pautado por um recorde de embarques. Por sua vez, a demanda doméstica também está aquecida, considerando a atual taxa de ocupação da economia brasileira. Neste caso, o impacto do 13º salário na atividade econômica será amplo na atual temporada. Preços médios da arroba do boi a prazo: São Paulo: até R$ 280 a prazo. Minas Gerais: R$ 270. Goiânia (GO): R$ 260. Mato Grosso do Sul: na região de Campo Grande, até R$ 270. Mato Grosso: em Rondonópolis, até R$ 235. O mercado atacadista seguiu com preços firmes no decorrer da sexta-feira. A expectativa para a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo em função da entrada dos salários na economia. As proteínas concorrentes devem continuar ganhando competitividade em relação a carne bovina, mais uma vez a carne de frango deve ser a principal beneficiada. Quarto traseiro segue no patamar de R$ 19,90, por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15.
Agência Safras
Preço do boi gordo encerrou a semana em elevação
Expectativa é que a primeira semana de outubro apresente uma demanda mais forte por carne. Com ofertas de boiadas enxutas e a demanda maior que a oferta, as indústrias precisam de animais para atender o consumo
No mercado do boi gordo, a semana terminou do mesmo jeito que começou, com os preços subindo, informa a Scot Consultoria. Na sexta-feira (27/9), nas praças de pecuária do Estado de São Paulo, a arroba do boi gordo subiu 0,8%, para R$ 267. Já o preço do “boi China” aumentou 0,7%, para R$ 272 a arroba. Segundo a Scot, com as ofertas de boiadas enxutas e a demanda maior que a disponibilidade, as indústrias precisam de animais para atender o consumo, dando a firmeza no mercado. A consultoria Agrifatto destaca que, nos últimos dias úteis de setembro, o mercado interno sentiu a fragilidade do final do mês e as vendas no varejo foram fracas. Com o ritmo lento de vendas impactando os pedidos de reposição de estoques, o fluxo de distribuição de carne foi curto. As descargas dos produtos nos pontos de distribuição estão sendo adiadas, demonstrando uma tentativa do varejo de ajustar o estoque à demanda reduzida, evitando o acúmulo de produtos. Em relação às negociações, o volume de carne disponibilizado foi menor quando comparado ao da semana passada, sugerindo que a oferta continua enxuta. A expectativa é que a primeira semana de outubro apresente uma demanda mais forte devido ao recebimento dos salários dos clientes.
Globo Rural
Estatística da pecuária (Goiânia – Goiás)
Na semana, a região de Goiânia foi marcada por alta de mais de 5,0% na cotação da arroba para todas as categorias e escassez de fêmeas – acontecimento esperado, para essa fase do ciclo pecuário –, já para o boi gordo a oferta se mostrou um pouco melhor, permitindo que a indústria frigorífica trabalhe com escalas mais confortáveis
Mesmo com a melhora moderada na oferta, o cenário do mercado em Goiás mostra produtores retendo a boiada como estratégia, com expectativa de maiores incrementos para as próximas semanas, diante de altas consecutivas; e até propostas melhores da ponta compradora de outros estados, como São Paulo, que têm recorrido ao gado de Goiás para suprir a demanda. As condições climáticas severas podem mudar o cenário para o pecuarista goiano nos últimos dias de setembro, dificultando a produção dependente das pastagens, com previsão de chuvas escassas e de baixo volume nos próximos dias (detalhes na página 22). No comparativo semana a semana, o preço do boi gordo apresentou aumento de 5,2%, ou R$12,50/@, estando cotado em R$251,00/@. Para a vaca, a alta foi de 5,8%, ou R$13,00/@, sendo comercializada em R$236,50/@, já para a novilha, o incremento foi de 5,2%, ou R$12,00/@, apregoada em R$241,50/@, segundo levantamento da Scot Consultoria. Preços a prazo e descontados os impostos (Senar e Funrural). Em São Paulo, o diferencial de base do boi gordo é de R$10,00/@, ou menos 4,0%, com o boi cotado em R$251,00/@ nas praças paulistas. Preço a prazo e livre de impostos.
Scot Consultoria
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em baixa de 0,16%, a R$5,4363 na venda
Numa sessão com oscilações estreitas e liquidez reduzida, o dólar fechou a sexta-feira em leve baixa ante o real, em sintonia com a queda da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, refletindo estímulos econômicos da China e novos dados de inflação nos EUA.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,16%, cotado a 5,4363 reais, encerrando a semana com queda acumulada de 1,53%. Às 17h11, na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,11%, a 5,4360 reais na venda. Como em dias anteriores, a sessão começou com investidores reagindo a novos estímulos econômicos vindos da China. O banco central do país reduziu a taxa de compulsório dos bancos e injetou liquidez no sistema bancário, em mais uma ação em que Pequim busca atingir a meta de crescimento de cerca de 5% para 2024. Além disso, há expectativa de que mais medidas fiscais sejam anunciadas antes do feriado de uma semana a partir de 1º de outubro. Durante a semana, outros estímulos da China já haviam favorecido moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil, em detrimento do dólar. O índice de preços PCE, a medida de inflação preferida do Fed, subiu 0,1% em agosto, ante alta não revisada de 0,2% em julho e expectativa de 0,1%. Nos 12 meses até agosto, o índice de preços PCE avançou 2,2%, após um aumento de 2,5% em julho. “O PCE veio na expectativa, o que mostra que a tese de que a economia dos EUA está caminhando para um pouso suave se mantém”, comentou Gabriel Mollo, analista de investimentos do Banco Daycoval. Uma das leituras no mercado foi de que o PCE reforçou as chances de o Federal Reserve promover novo corte de 50 pontos-base de sua taxa de juros em novembro, e não apenas de 25 pontos-base.
Reuters
Ibovespa tem leve recuo, mas sela ganho semanal apoiado em estímulos na China
O Ibovespa fechou com queda moderada na sexta-feira, em dia sem definição para as bolsas em Wall Street, mas ainda selando ganho na semana em meio a uma série de anúncios de estímulos econômicos na China, enquanto o cenário fiscal doméstico se manteve no radar de investidores.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,21%, a 132.730,36 pontos, após oscilar entre altas e baixas durante o pregão. Apesar do declínio no dia, onde chegou a marcar 132.628,32 pontos na mínima e 133.923,09 pontos na máxima, o índice avançou 1,27% na semana. O volume financeiro na sessão somou 22,85 bilhões de reais. Promessas de mais estímulos econômicos na segunda maior economia do mundo despertaram otimismo nas bolsas internacionais nos últimos dias, favorecendo principalmente ações de empresas ligadas a commodities, com o papel da Vale superando os 60 reais após operar por mais de dois meses abaixo desse patamar. Adicionando peso à euforia, o banco central chinês reduziu na sexta a taxa de compulsório de bancos e injetou liquidez no sistema bancário, buscando levar o crescimento econômico do país de volta à meta de aproximadamente 5% deste ano. Na véspera, a Fitch afirmou que a política fiscal atual brasileira e seus efeitos não estão acompanhando o forte desempenho da economia nacional e que os desafios para o governo federal devem persistir e crescer no próximo ano. Os investidores ainda seguiram atentos a uma bateria de dados econômicos internos no dia, incluindo taxa de desemprego, IGP-M e abertura de postos de trabalho, atrás de pistas sobre a dinâmica da inflação no Brasil, após o Banco Central elevar a taxa básica Selic a 10,75% ao ano. Nos Estados Unidos, o índice de preços PCE — medida de inflação preferida do Federal Reserve — subiu 0,1% em agosto, após um aumento não revisado de 0,2% em julho e previsão de economistas de avanço de 0,1%, ampliando apostas de um segundo corte de juros na reunião do Fed em novembro.
Reuters
Brasil abre 232.513 vagas formais de trabalho em agosto, acima do esperado
O Brasil abriu 232.513 vagas formais de trabalho em agosto, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na sexta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com saldo positivo em todos os Estados
O resultado do mês passado, fruto de 2.231.410 admissões e 1.998.897 desligamentos, veio acima da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de criação líquida de 227.662 vagas. O saldo de agosto foi maior que o do mesmo mês de 2023, quando houve abertura de 220.884 vagas, mas não superou o dado de agosto de 2022, que registrou criação de 278.639 postos formais, segundo dados sem os ajustes com informações prestadas pelas empresas fora do prazo. Os cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos de vagas em agosto. O setor de serviços liderou a abertura de vagas, com 118.364 postos, seguido pela indústria, com 51.634. O saldo foi positivo em 47.761 vagas no comércio, 13.372 na construção e 1.401 na agropecuária. Todas as unidades da Federação registraram saldo positivo no mês passado. São Paulo foi o Estado com o maior número de vagas criadas, com 60.770 novos postos, seguido de Rio de Janeiro (+18.600) e Pernambuco (+18.112). O Rio Grande do Sul, que foi fortemente atingido por enchentes neste ano, registrou abertura de 10.413 empregos formais no mês passado. No acumulado dos oito primeiros meses de 2024, o país registrou abertura de 1.726.489 vagas em dados com ajuste, o maior nível desde o mesmo período em 2022, que registrou abertura de 1.902.552 vagas. O governo prevê criar 2 milhões de postos formais neste ano.
Reuters
IGP-M acelera mais do que o esperado em setembro, a 0,62%, com destaque para commodities
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou mais do que o esperado por analistas em setembro, em alta de 0,62%, depois de ter avançado 0,29% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira
A expectativa em pesquisa da Reuters com analistas era de alta de 0,47%. Com o resultado do mês, o índice passou a acumular em 12 meses alta de 4,53%. “As mudanças climáticas e os efeitos sazonais têm gerado novas pressões sobre os preços das principais commodities”, apontou André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV-IBRE. “No Índice ao Produtor, os aumentos mais expressivos foram observados em bovinos, leite e laranja. No Índice ao Consumidor, a desaceleração menos intensa da queda dos alimentos in natura e a adoção da bandeira tarifária vermelha, patamar 1, contribuíram para a aceleração da inflação”, completou. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, subiu 0,70% em setembro, depois de alta de 0,29% no mês anterior. No IPA, os destaques na aceleração foram itens do estágio de matérias-primas brutas, como soja em grão (+2,59%, ante -0,55% em agosto), leite in natura (+5,21%, de +0,82% em agosto), carne bovina (+5,17%, de +0,04% em agosto) e café em grão (+4,14%, de +1,98% em agosto). Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, teve alta de 0,33% no período, depois de ter avançado 0,09% em agosto, com aceleração em cinco das oito classes que compõem o número. O maior impacto foi exercido pelo grupo Habitação, que apresentou alta de 1% em setembro depois de recuar 0,08% no mês anterior, com destaque para o subitem de tarifa de eletricidade residencial (+3,76%, ante -0,71 em agosto). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou a subir 0,61% em setembro, de uma alta de 0,64% em agosto.
Reuters
Confiança de serviços do Brasil cai em setembro, diz FGV
A confiança do setor de serviços do Brasil recuou em setembro para o menor nível em um ano e quatro meses em meio a um recuo na demanda, mostraram os dados divulgados na sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)
No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 0,8 ponto e foi a 93,8 pontos, menor nível desde maio de 2023 (92,3 pontos). “O resultado de setembro da confiança de serviços é consequência da piora da confiança em todos os principais segmentos da pesquisa, mas ainda assim o terceiro trimestre termina com tendência de estabilidade”, explicou Stéfano Pacini, economista da FGV IBRE, em nota. A FGV informou que o Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, caiu 1,3 ponto, para 95,4 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, recuou 0,4 ponto, para 92,2 pontos. “O volume de demanda foi mais baixo no mês, principalmente para os segmentos de alojamento e alimentação. Já nas expectativas para os próximos meses, os empresários seguem cautelosos quanto ao futuro dos negócios frente a uma expectativa negativa de demanda para os próximos meses”, disse Pacini. O economista alertou ainda para as consequências do aumento da taxa básica de juros. Na semana passada, o Banco Central elevou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 10,75% ao ano, mostrando preocupação com o cenário inflacionário. “O cenário macroeconômico de bons resultados em termos de emprego e renda é um fator positivo para o setor, porém um alerta está aceso frente ao aumento da taxa de juros a fim de conter pressões inflacionárias que afetam, principalmente, os segmentos mais relacionados aos consumidores”, completou.
Reuters
EMPRESAS
China fará auditoria e pode reabilitar exportações de unidade da BRF em Goiás
Planta industrial não envia produtos para o mercado chinês desde 2018. Unidade da BRF em Rio Verde (GO). Ministério da Agricultura deve dar aval para reabilitação do local pela China
A celebração dos 50 anos das relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e China, em 2024, pode ser marcada por uma medida importante para o agronegócio, em especial para o setor de carnes. O único frigorífico brasileiro que continua com as exportações suspensas para o país asiático passará por uma auditoria virtual de técnicos chineses nos próximos dias para liberação e retomada das vendas, confirmou uma fonte graduada do governo. A expectativa em Brasília é que o anúncio da retirada da suspensão ocorra em breve, embora a decisão dependa exclusivamente do lado chinês, sem definição de prazo para ocorrer, e há o risco de informação truncada atrapalhar o processo. A planta em questão é da BRF, em Rio Verde (GO), de SIF 1001, que está com os embarques de carne suína e de aves embargados desde março de 2018. A unidade foi alvo de investigações da Operação Trapaça naquela época, desdobramento da Carne Fraca, deflagrada um ano antes. A suspeita era de adulteração em resultados de análises relativas à presença de salmonela nos produtos. A realização da auditoria foi intermediada pelo governo. O pedido de liberação da planta sempre esteve na mesa de negociação do Ministério da Agricultura com Pequim. Para a planta voltar a ser habilitada, a Pasta dará novamente todas as garantias e o aval aos chineses de que a empresa irá cumprir as regras do protocolo sanitário bilateral. Informações do sistema do Ministério da Agricultura mostram que a unidade da BRF no sudoeste goiano tem capacidade para abater mais de três mil aves por hora e 800 suínos por dia. Procurada pela reportagem, a empresa não respondeu até a publicação desta reportagem.
Valor Econômico
JBS recomprará 10% das suas ações em circulação no mercado
Conselho de Administração definiu que empresa tem até o dia 23 de março de 2026 para fazer a operação. Conselho da JBS avalia que recompra de ações tem o objetivo de maximizar o valor ao acionista e não vai comprometer o pagamento de dividendos
O Conselho de Administração da JBS aprovou na sexta-feira (27/9) a recompra de 113.396.357 ações da companhia – o equivalente a 10% dos papeis em circulação. A empresa tem até o dia 23 de março de 2026 para realizar a operação, que inclui ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal. O colegiado determinou que o dinheiro para o negócio deve sair do caixa da companhia. “O Conselho de Administração da Companhia entende que a concretização das negociações ora autorizadas não acarretará qualquer prejuízo ao cumprimento das obrigações assumidas pela Companhia, tampouco comprometerá o pagamento de dividendos obrigatórios, em virtude da situação de liquidez, endividamento e geração de caixa da Companhia”, detalha a ata da reunião. A recompra de ações “tem como objetivo principal maximizar a geração de valor para o acionista por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital”. Atualmente, a JBS não possui ações mantidas em tesouraria, segundo informações da ata da reunião de Conselho.
Valor Econômico
GOVERNO
BNDES oferta crédito recorde de R$ 100 bi para pequenas e médias empresas
Volume de recursos não depende de novos aportes da União; expectativa é de que mais de 200 mil operações sejam aprovadas nos próximos 18 meses
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai disponibilizar, a partir da próxima terça-feira (1), o volume recorde de R$ 100 bilhões em crédito no âmbito do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC), com objetivo de fomentar investimentos e geração de emprego e renda de microempreendedores Individuais (OMEIs) e micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). A expectativa do banco é de que mais de 200 mil operações sejam aprovadas nos próximos 18 meses. Segundo o BNDES, os recursos disponibilizados não envolvem desembolsos da União e resultam da baixa inadimplência registrada até setembro deste ano, de 5,7%, inferior ao limite previsto nas operações contratadas no ano de 2020. Naquele ano, quando o programa foi lançado, o limite de cobertura de inadimplência era de 20% para médias e grandes empresas e de 30% para pequenas empresas. “A boa gestão financeira e de crédito dos ativos do FGI PEAC pelo BNDES garantiu, sem novos aportes do Tesouro Nacional, um volume de R$ 42 bilhões em crédito alavancado em 2023 e R$ 21 bilhões até agosto de 2024. Em torno de 70% das operações realizadas pelo programa de garantia são com micro e pequenas empresas, principal segmento gerador de emprego e renda do país e prioritário para o governo do presidente Lula”, disse em nota o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. O FGI PEAC é um programa de garantia que reduz o risco da inadimplência para as instituições financeiras concedentes do empréstimo, que têm mais segurança para emprestar. Somente para o segmento de MPMEs, entre 2020 e agosto de 2024, por meio do FGI PEAC foram aprovadas 335 mil operações no valor total de R$ 160 bilhões. Quase metade dos 40 agentes financeiros que contrataram garantias do programa em 2020 optou pela renúncia de cerca de R$ 9 bilhões em limite para cobertura de garantias, informou o banco, o que possibilitou a alavancagem dos R$ 100 bilhões. Ainda segundo o BNDES, para permitir a concessão do crédito, o banco, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), em conjunto com o Conselho de Participação em Fundos Garantidores para MPME fizeram uma alteração normativa no programa, que permitiu a reciclagem dos recursos não utilizados. Com a medida anunciada, a previsão é de que, já no último trimestre de 2024, ocorra a geração de um volume de crédito na economia superior a R$ 30 bilhões. No primeiro ano do programa, os setores que mais acessaram o FGI PEAC foram comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, que contaram R$ 33 bilhões. Nos últimos dois anos (2023-2024), a lista é encabeçada pelo comércio, atividades imobiliárias e construção, responsáveis por R$ 43 bilhões dos financiamentos até agosto.
O Estado de São Paulo
INTERNACIONAL
China estabilizará produção de carne bovina e leite, aponta Ministério da Agricultura local
A China implementará medidas para estabilizar a produção de carne bovina e leite, ao mesmo tempo em que reforçará o apoio às fazendas, informou o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais na quinta-feira.
O ministério, juntamente com outros seis departamentos, emitiu uma circular conjunta descrevendo esforços e metas, incluindo ajudar as fazendas a superarem seus desafios. O país se concentrará na estabilização da capacidade produtiva básica de gado de corte e leiteiro, com as autoridades locais sendo incentivadas a acelerar projetos que visem expandir e melhorar a qualidade das vacas reprodutoras. Entre os esforços para aumentar o suporte financeiro e de seguros, um sistema de lista branca para fazendas de carne e leite será estabelecido. Fazendas que enfrentam dificuldades temporárias receberão assistência por meio de extensões e renovações de empréstimos. A circular enfatiza o fortalecimento das indústrias de gado de corte e leite em áreas e entre populações que saíram da pobreza. Outros esforços incluirão campanhas publicitárias para destacar a qualidade e o valor nutricional da carne bovina e do leite frescos. A promoção de programas de leite para estudantes e o uso de vouchers para consumidores em certas regiões são incentivados para impulsionar o consumo de leite. De acordo com dados do Departamento Nacional de Estatísticas, a produção de carne bovina da China aumentou 3,9% ano a ano no primeiro semestre de 2024, com a produção de leite aumentando 3,4%. A produção de laticínios do país atingiu 42,81 milhões de toneladas em 2023, um aumento de 6,3% ano a ano, respondendo por 5,9% do total mundial e ficando em quarto lugar no mundo, de acordo com um relatório da Dairy Association of China. Desse total, a produção de leite foi responsável por 41,97 milhões de toneladas, ou 98,02% da produção total de laticínios.
Reuters
Exportações de carne bovina da Argentina sobem 8% no acumulado do ano
Embarques argentinos nos primeiros oito meses do ano atingiram 500,5 mil toneladas, com destaque para a China, que comprou 74,4% de toda proteína vendida em agosto
As exportações de carne bovina resfriada e congelada da Argentina atingiram 500,5 mil toneladas no acumulado de janeiro a agosto de 2024, um acréscimo de 8,2% sobre o resultado obtido no mesmo período de 2023, de acordo com dados do Consórcio ABC que reúne os maiores exportadores da Argentina. Em receita, os embarques nos primeiros oito meses do ano atingiram US$ 1.91 bilhão, uma queda de 1,2% em relação ao resultado de igual intervalo do ano passado. O faturamento menor deveu-se ao recuo no preço da carne argentina exportada, que, em agosto/24, atingiu o valor médio de US$ 3.797/tonelada, 5,9% abaixo de julho e 1,5% menor que em agosto de 2023. “Nos últimos anos (a partir de maio de 2022), tem-se observado uma tendência persistente de queda dos preços nos principais destinos”, explicou Mario Ravettino, presidente do Consórcio ABC. Segundo ele, os quase US$ 3,8 mil/ t obtidos em agosto/24 estão cerca de US$ 2,5 mil/t abaixo dos valores máximos registrados em abril de 2022. No mês passado, os embarques de carne bovina argentina resfriada e congelada somaram 69,8 mil toneladas, com faturamento de US$ 265 milhões, segundo o Consórcio ABC. Isso representa um aumento de 23,1% em volume e de 15,9% receita em relação aos resultados de julho/24. Na comparação com agosto/23, as vendas do mês passado subiram 4,3% em volume, enquanto a receita foi 2,7% superior. No acumulado dos últimos 12 meses (setembro/23 a agosto/24), as exportações totais de carne bovina refrigerada e congelada alcançaram 721,2 mil toneladas, com faturamento próximo a US$ 2,755 bilhões, destaca Ravettino. As exportações de carne argentina continuam altamente dependentes da China: 72,3% dos embarques totais de agosto/24 e 74,4% dos primeiros oito meses de 2024 foram para o gigante asiático. O preço médio das vendas de carne desossada para a China em agosto/24 foi de cerca de US$ 3.200/tonelada, marcando “uma clara trajetória descendente em relação ao máximo de US$ 5.900/tonelada obtido em maio de 2022”, disse Ravettino. O Consórcio ABC destaca a recuperação dos embarques para o Chile. Em agosto/24, as cargas de carnes desossadas resfriadas destinadas ao país atingiram atingindo 2.572 toneladas, um acréscimo de 17,6% sobre julho/24 e aumento de 74,1% frente às 1,5 mil toneladas vendidas no mesmo mês de 2023. Por sua vez, os embarques de carnes resfriadas desossadas para a Europa cresceram 27,2% no mês passado, na comparação com julho/24, para 4,5 mil toneladas. Porém, na comparação com agosto/23, os embarques de carne argentina ao mercado europeu tiveram ligeiro recuo de 0,5%, em volume. Os embarques de carne Kosher certificada com destino a Israel mantiveram-se nos níveis elevados de julho/24, alcançando 1,7 mil toneladas. Por sua vez, as vendas de carne refrigerada para os Estados Unidos mantiveram-se estáveis em agosto/24, enquanto os embarques de carne congelada registraram recuo. Ao longo dos primeiros oito meses de 2024, as exportações de carne para os EUA atingiram 23,9 mil toneladas, 44,6% acima do volume registrado nos primeiros oito meses de 2023. Com a abertura do mercado mexicano no segundo trimestre de 2023, os volumes cresceram até atingir 435 toneladas de carne resfriada e 586 toneladas de carne congelada em agosto/24, a um valor médio de quase US$ 5.000 e US$ 4.000 por tonelada, respectivamente. Nos primeiros oito meses de 2023 foram embarcadas ao mercado mexicano 5,5 mil toneladas, no valor de US$ 28 milhões. As exportações da Argentina de miudezas e preparados à base de carne bovina atingiram 10,8 mil toneladas em agosto/24, com receita de US$ 18,4 milhões, com preço médio ligeiramente superior a US$ 1.700/ tonelada e picos superiores a US$ 3.300 para os embarques de língua. Nos primeiros oito meses do ano, as vendas de miudezas e preparações bovinas subiram para 77,8 mil toneladas, com arrecadação de US$ 124,3 milhões.
Consórcio ABC
FRANGOS & SUÍNOS
Sexta-feira (27) terminou com cotações estáveis para o mercado de suínos
Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 169,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 13,20/kg, em média
Segundo informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (26), os preços ficaram estáveis nas principais praças: Minas Gerais (R$ 8,96/kg), Paraná (R$ 8,52/kg), Rio Grande do Sul (R$ 8,20/kg), Santa Catarina (R$ 8,41/kg), e São Paulo (R$ 8,96/kg).
Cepea/Esalq
Cotações estáveis para o mercado do frango na sexta-feira (27)
De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, enquanto a ave no atacado cedeu 0,46%, fechando, em média, R$ 6,48/kg
Na cotação do animal vivo, o preço não mudou no Paraná, cotado a R$ 4,65/kg, da mesma forma que em Santa Catarina, valendo a R$ 4,41/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (26), os preços da ave congelada e da resfriada ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,34/kg e R$ 7,51/kg.
Cepea/Esalq
Embarques de genética avícola crescem 5,7% em 2024, aponta ABPA
Receita de exportações de agosto é 12,2% maior
As exportações brasileiras de genética avícola (incluindo pintos de 01 dia e ovos férteis) geraram receita 12,2% maior em agosto, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ao todo, foram US$ 17,6 milhões no oitavo mês deste ano, contra US$ 15,7 milhões no ano anterior. Os embarques em volume de agosto totalizaram 1.492 toneladas, número 7,1% menor que as 1.607 toneladas exportadas em 2023. No acumulado do ano (janeiro a agosto), as exportações de genética avícola alcançaram 18.283 toneladas, número 5,7% superior ao total do ano anterior, com 17.295 toneladas. A receita gerada pelos embarques chegou a US$ 151,3 milhões, saldo 6,7% menor em relação ao ano anterior, com US$ 162,1 milhões. Assumindo a dianteira entre os principais importadores, a Venezuela foi destino de 467 toneladas em agosto, número 415% maior em relação ao mesmo período do ano passado, com 91 toneladas. Em seguida estão o México, com 323 toneladas (-61%), Senegal, com 221 toneladas (-22%), Paraguai, com 194 toneladas (+11%) e Arábia Saudita, com 91 toneladas (+1727%). “A Venezuela passa por um momento de impulso em sua produção e tem incrementado suas importações de genética avícola do Brasil. Seu fluxo se soma às altas de importações paraguaias, sul-africanas e peruanas, mantendo o ritmo positivo do setor em agosto”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
ABPA
Frango/Cepea: Poder de compra cai frente ao milho, mas avança sobre farelo
O poder de compra de avicultores paulistas tem diminuído frente ao milho, mas avançado em relação ao farelo de soja, comparando-se a parcial de setembro com o mês anterior
Segundo levantamentos do Cepea, os preços do frango vivo vêm tendo suporte da oferta reduzida do animal e do forte ritmo de exportação da carne brasileira. Quanto os principais insumos utilizados na atividade, os valores do milho estão subindo com mais força que os do frango, enquanto os do farelo de soja se mostram praticamente estáveis, ainda conforme pesquisas do Cepea. A média diária de embarques de carne de frango in natura, por sua vez, está em 21,3 mil toneladas, mais de 30% superior à de agosto e 14% acima da do mesmo período do ano passado – dados Secex.
Cepea
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