CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2233 DE 29 DE MAIO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2233 |29 de maio de 2024

 

NOTÍCIAS

Cotação do boi gordo nas praças paulistas

A cotação para a vaca e para a novilha caiu R$1,00/@, e a cotação do boi gordo ficou estável na comparação feita dia a dia. Com a queda da temperatura, as ofertas aumentaram e o escoamento seguiu lento

Na praça de São Paulo, os preços da vaca e da novilha gordas sofreram queda de R$ 1/@ na terça-feira (28/5), chegando em R$ 202/@ e R$ 212/@, respectivamente (valores brutos, no prazo), segundo apuração da Scot Consultoria. “Com a queda da temperatura, as ofertas de animais terminados aumentaram, enquanto o escoamento da carne bovina no mercado interno segue lento”, relatam os analistas. A Scot detectou estabilidade nos preços do boi gordo “comum” e do “boi-China” na terça-feira, em São Paulo – as categorias seguem valendo R$ 222/@ e R$ 227/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). No Sudeste do Mato Grosso, as cotações para todas as categorias permaneceram estáveis, com exceção do “boi China” que caiu R$5,00/@. No Noroeste-PR, a cotação da vaca gorda caiu R$5,00/@. As das demais categorias ficaram estáveis. Em Santa Catarina, a arroba da vaca subiu R$3,00. A cotação das demais categorias se mantiveram estáveis. Na exportação de carne bovina in natura até a quarta semana de maio, o volume exportado foi de 178,9 mil toneladas, superando o desempenho do total embarcado em maio de 2023. A exportação, na média diária até o momento, cresceu 37,4%. A cotação está em U$4,5 mil/t, queda de 11,4% na comparação com maio de 2023. Apesar da queda, o faturamento está 21,8% maior em razão da quantidade de carne embarcada.

Scot Consultoria

Preço do boi gordo fica estável na maioria das regiões

Clima frio e seco dificulta manutenção do gado no pasto e limita altas da arroba. Opção mais viável para o pecuarista é aumentar a oferta de animais para abate, o que impede uma reação nas cotações

O preço da arroba bovina ficou estável ontem (28/5) na maioria das regiões pecuárias analisadas pela Scot Consultoria. No entanto, o clima frio que persiste nesta semana e a ausência de chuvas dificultam a manutenção do gado no pasto, pela má qualidade do capim. A opção mais viável para o pecuarista é aumentar a oferta de animais para abate, o que impede uma reação nas cotações da arroba. “Com a queda da temperatura, as ofertas aumentaram e o escoamento da carne segue lento”, informou a Scot em relatório, citando também a demanda no mercado interno. Em Barretos (SP) e Araçatuba (SP), “praças” utilizadas como referência para São Paulo, o valor bruto do boi gordo ficou cotado em R$ 222 por arroba a prazo, estável na variação diária. Uma das regiões que teve queda na arroba foi em Cuiabá (MT), onde o preço do boi está em R$ 209 a prazo. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) ressaltou em relatório que a oferta de gado terminado tem alongado as escalas de abate em Mato Grosso, que podem fechar este mês com recorde para o período. “O indicador fechou a parcial de mai/24 (até 24/05) em 10,63 dias, 62,54% acima da média dos últimos 10 anos para maio, que é de 6,54 dias”, disse o Imea. Na ponta da demanda, as vendas externas de carne bovina contribuem para que os preços da arroba não caiam ainda mais no Brasil. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados em 27/5, mostram que foram embarcadas 178,87 mil toneladas da proteína até a quarta semana de maio, volume que já supera o total exportado em maio de 2023, de 168,43 mil toneladas.

Globo Rural

Mercado físico do boi gordo segue com preços acomodados nas principais praças

Em Araçatuba (SP), a referência média para a arroba do boi na modalidade a prazo ficou em R$ 220. Em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 197

“Mas a expectativa ainda é de queda no curto prazo, em linha com a grande quantidade de animais ofertados durante o período de final de safra”, disse o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias. “A situação climática segue decisiva, com chuvas discretas no Centro-Oeste, Sudeste e parte da Região Norte. Desta forma, o pecuarista não encontra as condições necessárias para reter os animais nas pastagens. Ao mesmo tempo, as escalas de abate dos frigoríficos seguem bastante confortáveis, acima de dez dias úteis em grande parte do país”, pontuou o analista. Em Araçatuba (SP), a referência média para a arroba do boi na modalidade a prazo ficou em R$ 220. Já em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 197 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 215. Já em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 215. Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 210. O mercado atacadista apresentou preços estáveis para a carne bovina na terça-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere alguma recuperação dos preços em meio à entrada dos salários na economia, motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva. Vale a ressalva que a possível alta dos preços do atacado pode não representar alta do boi gordo, considerando a atual posição das escalas de abate, alertou. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 17,00 por quilo. A ponta de agulha segue precificada a R$ 12,50 por quilo. O quarto dianteiro permanece no patamar de R$ 12,50 por quilo.

Agência Safras

Ágio do bezerro em maio atinge o maior patamar de 2024 em MT, aponta Imea

“Essa conjuntura se deve à maior valorização do bezerro em relação ao boi gordo”, justificam os analistas do instituto
Em Mato Grosso, o ágio da arroba do bezerro de 12 meses sobre a arroba do boi gordo atingiu 26,03%, em média, na parcial de maio/24 (até 24/05), maior patamar registrado em 2024 e um aumento de 3,02 pontos percentuais sobre a taxa de janeiro/24, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O preço médio do bezerro de 7 arrobas saiu de R$ 254,12/@ em janeiro/24 para R$ 265,81/@ em maio/24, um ganho de R$ 11,68/@ no comparativo. No mesmo intervalo de comparação, o boi gordo de Mato Grosso teve alta de R$ 4,31/@. A queda nas cotações do animal terminado reflete a alta oferta de bovinos ao mercado, diante da chegada da seca, diz o Imea.

Portal DBO

ECONOMIA

Dólar à vista cai após IPCA-15 abaixo do esperado

Para operadores, a composição melhor da prévia da inflação oficial de maio pode ter retirado prêmio do câmbio, assim como ocorreu na curva de juros ao longo das negociações

O dólar comercial exibiu leve desvalorização ante o real na terça-feira (28), acompanhando o movimento de mercados vizinhos e de outros mercados emergentes. Para operadores, a composição melhor da prévia do índice de inflação de maio pode ter retirado prêmio do câmbio, assim como ocorreu na curva de juros ao longo das negociações. Terminadas as negociações, o dólar comercial encerrou em queda de 0,35%, a R$ 5,1534, depois de ter tocado a mínima de R$ 5,1350 e encostado na máxima de R$ 5,1688. Já o euro comercial exibiu desvalorização de 0,33%, a R$ 5,5971. O real também valorizou 1,23% contra o peso mexicano, embora tenha recuado 0,28% ante o peso colombiano. Pela manhã, o dólar exibiu desvalorização mais forte frente a maioria das divisas mais líquidas acompanhadas pelo Valor, mas houve fôlego da moeda americana após dados fortes de confiança do consumidor nos EUA e depois da sinalização de presidente do Federal Reserve (Fed) de Mineápolis, Neel Kashkari, de que a alta de juros no país não está descartada. Na avaliação do operador de uma instituição financeira, na condição de anonimato, a composição mais benéfica do IPCA-15 na terça pode ter ajudado a afastar alguns ruídos em torno da política monetária, eliminando também parte do prêmio de risco no câmbio que foi embutido nas últimas semanas por conta deste tema. O gerente de mesa de derivativos da Commcor, Cleber Alessie Machado, diz que “o local onde os investidores estão buscando retorno atualmente está na curva de juros, com o câmbio um pouco fora de foco”. Isso também explicaria o motivo de a volatilidade dos mercados de câmbio estarem mais baixos, ainda segundo Machado. “A volatilidade implícita de um mês está em torno de 10,20%. Até chegou a ter picos de 13,5% no passado recente, mas já voltou a se mostrar comportada”.

Valor Econômico

Ibovespa fecha em queda com Vale e Treasuries

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, pressionado pelo declínio de Vale e alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, enquanto Petrobras foi destaque positivo com avanço do petróleo e declarações da nova CEO sugerindo uma estratégia semelhante a seguida nos últimos anos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,58%, a 123.779,54 pontos, após bater 123.537,03 pontos na mínima e 125.392,39 pontos na máxima. O volume financeiro somou 21,38 bilhões de reais. Na visão do analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, o investidor está com o “pé atrás” nesta semana, marcada por feriados e expectativa pela divulgação de um dado de inflação nos EUA — o PCE — na sexta-feira. “Enquanto isso, o Ibovespa está meio sem rumo, de olho em Nova York.”  Nos EUA, os Treasuries reagiram a dados da maior economia do mundo que reforçaram a incerteza em torno do ritmo e do momento do ciclo de flexibilização monetária pelo Federal Reserve, esperado para começar este ano, entre eles uma melhora inesperada na confiança do consumidor norte-americano em maio. O título de dez anos marcava 4,544% neste final de tarde, de 4,473% na véspera e 4,445% na mínima do dia, mais cedo. No mercado acionário, o S&P 500 fechou próximo da estabilidade, enquanto o Nasdaq encerrou no azul e o Dow Jones, no vermelho. Mais cedo, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, reforçou o tom cauteloso recente de membros da autoridade monetária dos EUA ao afirmar que o BC deve esperar por um progresso significativo na inflação antes de cortar os juros. De acordo com a sócia e especialista da Blue3 Investimentos Letícia Cosenza, o mercado está com menos liquidez em uma semana marcada por feriados nos EUA e Brasil e cautela antes de dados que podem balizar o rumo da política monetária global. A agenda macroeconômica no Brasil foi movimentada na terça-feira, destacando a alta de 0,44% do IPCA-15 em maio, após aumento de 0,21% em abril, enquanto expectativa em pesquisa da Reuters apontava para avanço de 0,48%. Em 12 meses, acumulou acréscimo de 3,70%, de 3,77% em abril e expectativa de 3,72%. Dados sobre preços ao produtor em abril, resultado fiscal do governo central e confiança da indústria também ocuparam as atenções no mercado brasileiro.

Reuters

Confiança da indústria no Brasil avança em maio com melhora na percepção sobre demanda, diz FGV

A confiança da indústria no Brasil apresentou avanço em maio diante de uma melhora na percepção sobre a demanda, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 1,2 ponto em maio na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados da FGV.”A percepção sobre a demanda segue melhorando gradualmente, e os empresários observam o nível de estoques se aproximar da normalidade”, explicou Stéfano Pacini, economista da FGV IBRE, em nota. “Na ótica dos segmentos, é possível perceber a influência do desastre ambiental no Rio Grande do Sul, porém os impactos ainda não são claros a nível geral da confiança”, completou. O resultado reflete melhora nas avaliações sobre a situação atual e relativa estabilidade nas expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, subiu 2,2 pontos, para 98,2 pontos, segundo a FGV. O Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, avançou 0,2 ponto, a 98,0 pontos, nível mais elevado desde junho de 2022 (99,5 pontos). “O cenário macroeconômico de cortes na taxa de juros e melhora nos indicadores de trabalho e renda contribuem com a tendência de otimismo para os próximos meses na indústria. Há uma perspectiva positiva relacionada ao ambiente de negócios no segundo semestre, embora o ímpeto sobre contratações nos próximos meses tenha apresentado queda, após a melhora nos últimos meses”, completou Pacini.

Reuters

Governo fecha abril com superávit de R$ 11 bilhões nas contas públicas

No primeiro quadrimestre, saldo é de R$ 30,6 bilhões

As contas do governo fecharam no azul em abril. Segundo dados divulgados na terça-feira, 28, pelo Tesouro Naciona, o Governo Central registrou no mês um superávit primário (receitas menos despesas, excluindo o pagamento dos juros da dívida pública) de R$ 11,082 bilhões. O resultado sucedeu o déficit de R$ 1,527 bilhões registrado em março. O saldo – que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – ficou um pouco abaixo das expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava para um superávit de R$ 12,6 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast. No acumulado do ano até abril, o Governo Central registra superávit de R$ 30,605 bilhões. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era positivo em R$ 47,165 bilhões, em termos nominais. Em abril, as receitas tiveram alta real de 7,8% em relação a igual mês do ano passado. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, houve alta real de 8,6%. Já as despesas subiram 12,4% em abril, já descontada a inflação. No acumulado do quadrimestre, a variação foi positiva em 12,6%. De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o crescimento das despesas nos primeiros quatro meses do ano é explicada em grande parte pelo pagamento dos precatórios e pela antecipação do pagamento do 13.º salário aos afetados pelo desastre no Rio Grande do Sul. Do avanço de R$ 78 bilhões nas despesas, R$ 38 bilhões se devem a essas duas medidas (R$ 8 bilhões de antecipação e cerca de R$ 30 bilhões pelos precatórios), disse. O secretário também destacou o aumento do déficit do Regime Geral de Previdência Social entre abril do ano passado e abril deste ano, em R$ 48,8 bilhões, que, segundo ele, decorre do efeito conjunto do aumento de R$ 85,3 bilhões dos benefícios previdenciários e da elevação de R$ 36,4 bilhões da arrecadação líquida do RGPS. “Vem em processo de crescimento esse resultado negativo”, apontou Ceron, segundo quem o governo tem buscado um diagnóstico “claro” da dinâmica de crescimento da Previdência para conduzir esses gastos a um patamar sustentável. Por outro lado, o secretário destacou o forte avanço real das receitas. Segundo Ceron, é uma alta bem espalhada entre as rubricas. “Em especial IPI, Cofins, PIS/Pasep, com crescimento forte”, disse. Apesar do número positivo no quadrimestre, no acumulado em 12 meses até abril o Governo Central apresenta um déficit de R$ 253,4 bilhões, equivalente a 2,23% do PIB. Desde janeiro de 2024, o Tesouro passou a informar a relação entre o volume de despesas sobre o PIB, uma vez que o arcabouço fiscal busca a estabilização dos gastos públicos. No acumulado dos últimos 12 meses até abril, as despesas obrigatórias somaram 18,4% em relação ao PIB, enquanto as discricionárias (que podem ser remanejadas) do Executivo alcançaram 1,7% em relação ao PIB no mesmo período. Para 2024, o governo persegue duas metas. Uma é a de resultado primário, que deve ser neutro (0% do PIB), permitindo uma variação de 0,25 ponto porcentual para mais ou menos, conforme estabelecido no arcabouço. O limite seria um déficit de até R$ 28,8 bilhões. A outra é de limite de despesas, que é fixo em R$ 2,089 trilhões neste ano. No último Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, publicado em maio, o Ministério do Planejamento e Orçamento estimou um resultado deficitário de R$ 14,5 bilhões nas contas deste ano, equivalentes a 0,1% do PIB.

O Estado de São Paulo

Brasil deve crescer 2,5% ao ano no médio prazo, após recuperação da economia, diz FMI

Segundo o órgão, ritmo ‘cuidadoso de relaxamento da política monetária’ pelo BC tem sido ‘adequado e compatível com o sistema de metas de inflação’

O crescimento da economia brasileira deve diminuir um pouco mais que o esperado no curto prazo, se recuperar posteriormente e alcançar 2,5% no médio prazo, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI). A análise faz parte de um relatório anual do órgão a respeito da economia brasileira, conhecido como Artigo 4. Segundo as estimativas mais recentes do fundo, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 2,1% neste ano — ou 0,1 ponto porcentual a menos do que o estimado pelo FMI no mês passado, no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês). Para 2025, no entanto, a estimativa aumentou em 0,3 ponto porcentual, a 2,4%. “Nos últimos dois anos, a economia brasileira demonstrou notável resiliência, com a inflação recuando para o intervalo da meta. O corpo técnico do FMI prevê que o crescimento modere no curto prazo, antes de se fortalecer e alcançar 2,5% no médio prazo”, afirmou o Fundo. A avaliação do FMI é de que os riscos para as perspectivas de crescimento melhoraram desde o ano passado, e de que a reforma tributária, voltada à simplificação dos impostos, deve contribuir para melhorar a atividade econômica e a geração de emprego. No entanto, o fundo pondera que os efeitos macroeconômicos e fiscais adversos da calamidade das enchentes no Rio Grande do Sul “ainda são incertos”. FMI elogiou iniciativas do governo federal para reduzir o déficit nas contas públicas, mas ressaltou que medidas precisam considerar também a redução de despesas. “Um sistema financeiro sólido, reservas cambiais suficientes, a baixa dependência de endividamento em moeda estrangeira, as grandes reservas de caixa do governo e a taxa de câmbio flexível continuam a respaldar a resiliência do Brasil”, acrescentou. As previsões do FMI para a inflação brasileira melhoraram. Se antes a estimativa era de alta de 4,1% do IPCA ao final deste ano, agora a projeção é de 3,7%, com a taxa convergindo à meta de 3% na primeira metade de 2026. O fundo considera que o ritmo “cuidadoso de relaxamento da política monetária tem sido adequado e compatível com o sistema de metas de inflação”, e destacou que é prudente o Banco Central “manter a flexibilidade quanto ao ritmo e à duração do ciclo de redução dos juros”, tendo em vista que o mercado de trabalho segue aquecido e que as expectativas de inflação estão acima da meta. O fundo também elogiou as iniciativas do governo federal para reduzir o déficit nas contas públicas, mas ressaltou que as medidas adotadas precisam considerar não apenas o aumento da arrecadação, mas também a redução de despesas. “Eliminar renúncias tributárias ineficientes, ampliar a base tributária e enfrentar a rigidez dos gastos abririam espaço para políticas prioritárias e para responder a choques e, ao mesmo tempo, apoiar a sustentabilidade da dívida pública”, acrescentou. “Para posicionar a dívida pública em uma trajetória firmemente descendente e abrir espaço para investimentos prioritários, o corpo técnico do FMI recomenda um esforço fiscal sustentado e mais ambicioso, apoiado por medidas que visem tanto a receita como a despesa e um marco fiscal reforçado”, afirmou o FMI.

O Estado de São Paulo

FGVAgro: agroindústria cresceu 1,6% no primeiro trimestre de 2024

A pesquisa sobre agroindústria, do FGVAgro, revelou que no primeiro trimestre de 2024, a produção agroindustrial registrou um crescimento de 1,6% frente ao mesmo período do ano passado

O resultado foi puxado, exclusivamente, pelo segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas, que acumulou uma alta de 3,9%. Em contrapartida, Produtos Não-Alimentícios acumulou uma contração de 1,7%, impactado, sobretudo, pelos setores de Insumos Agropecuários e Biocombustíveis. Atualmente, o FGV Agro projeta um crescimento anual de 2%, em 2024, para a produção agroindustrial, no cenário base. Assim como em 2023, a expansão da Agroindústria deverá vir, exclusivamente, por conta do segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas, cuja estimativa de crescimento é de 4,2% no ano. Por outro lado, o segmento de Produtos Não-Alimentícios deverá registrar uma leve contração de 0,2% em 2024. Vale destacar, contudo, que as projeções atuais foram realizadas com dados que ainda não contam com as consequências da tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul, o qual tem importante relevância na Agroindústria Nacional. Dessa forma, deve ficar claro que a estimativas certamente serão revistas nas próximas edições do estudo.

FGVAgro

BNDES reduz juros de linha de crédito para exportação

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)anunciou na terça-feira mudanças em linha de crédito para financiar a produção de bens para exportação, incluindo redução nos juros

O banco também extinguiu duas limitações relacionadas ao BNDES Exim Pré-Embarque: um orçamento restrito a 2 bilhões de reais para operações com os juros mais baixos e teto de 150 milhões de reais em financiamentos ao ano por cliente. De acordo com o BNDES, a partir de agora, no caso das micro, pequenas e médias empresas, a remuneração que o cliente paga ao BNDES ao obter um financiamento (spread) será fixa em 0,5% ao ano. “Essa taxa vigorou durante curto período no início deste ano, mas, fora das condições especiais que agora se tornam perenes, essa remuneração do BNDES poderia chegar a até 1,30% ao ano”, afirmou o banco. No caso das grandes empresas, o spread fica limitado a 0,8% ao ano se o financiamento for para exportação de bens de capital (produtos industrializados de maior valor agregado), ou a 1,05% ao ano se o produto for bens de consumo. Nas antigas condições do BNDES Exim Pré-Embarque, essas taxas eram de, respectivamente, 1,05% e 1,30% ao ano. De acordo com o BNDES, as novas condições são válidas tanto para operações diretas quanto para operações indiretas. O BNDES estima que a linha Exim Pré-embarque já atendeu mais de 1.500 empresas exportadoras brasileiras, com os desembolsos superando 60 bilhões de reais.

BNDES

Preços ao produtor no Brasil aceleram alta a 0,74% em abril

Os preços ao produtor no Brasil passaram a subir 0,74% em abril, marcando o terceiro mês seguido de avanço, informou Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira

O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a reduzir a queda a 3,08%. Em março, o índice de Preços ao Produtor (IPP) havia subido 0,35%. Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que 20 tiveram alta nos preços em abril. As maiores altas foram registradas por papel e celulose (3,99%), fumo (2,49%) e farmacêutica (2,10%). De acordo com o analista da pesquisa, Felipe Câmara, o resultado do índice no mês está relacionado, principalmente, ao comportamento das cadeias derivadas da soja e da cana-de-açúcar. “A soja está em fase de colheita, mas a safra tem produzido um volume menor que a do ano passado. Além dessa menor produtividade, o volume exportado no primeiro trimestre foi expressivo, ou seja, há uma menor disponibilidade da commodity para consumo doméstico”, disse ele. “Nesse contexto, o óleo bruto respondeu à pressão de demanda associada à competição entre cadeias derivadas. O incremento da parcela adicionada de biodiesel no ‘blend’ do diesel, a partir de março, incentivou a procura pelo derivado da soja para fabricação do combustível, aumento que foi acompanhado de um movimento de compra para garantia de estoques no setor de fabricação de alimentos”, completou. Esse cenário impactou a alta de 0,89% dos bens de consumo, que representaram 0,33 ponto percentual do índice geral e se igualaram à influência dos bens intermediários. Entre os setores de maior influência sobre o resultado geral, destacaram-se alimentos (0,19 ponto percentual), indústrias extrativas (-0,19 p.p.), papel e celulose (0,12 p.p.) e refino de petróleo e biocombustíveis (0,08 p.p.). O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

Reuters

Alta do IPCA-15 acelera a 0,44% em maio, abaixo do esperado

Os custos de saúde e da gasolina pesaram e a alta do IPCA-15 acelerou em maio, embora tenha ficado abaixo do esperado e com a taxa em 12 meses mostrando alívio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,44% em maio depois de ter avançado 0,21% em abril, contra expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,48%. Os dados divulgados na terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram ainda que, nos 12 meses até maio, o índice passou a acumular uma alta de 3,70%, de 3,77% no mês anterior e expectativa de 3,72%. A meta para a inflação em 2024 é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. Em maio, os dados do IBGE mostram que oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram alta dos preços. Saúde e cuidados pessoais tiveram o maior aumento de preços no mês, de 1,07%, sob influência dos produtos farmacêuticos (2,06%) após a autorização do reajuste de até 4,50% nos preços dos medicamentos a partir de 31 de março. Já o grupo Transportes apresentou avanço de 0,77% em maio, resultado impactado pelas altas de 1,90% da gasolina e de 6,04%das passagens aéreas. Os combustíveis em geral subiram 2,10%, com altas do etanol (4,70%) e do óleo diesel (0,37%). O item Alimentação e bebidas, com forte peso no bolso dos consumidores, subiu 0,26%, com a alimentação no domicílio em alta de 0,22% em maio e alimentação fora do domicílio subindo 0,37%. O IBGE informou ainda que a coleta de preços na modalidade remota foi intensificada na região metropolitana de Porto Alegre, área de abrangência da pesquisa, devido à situação de calamidade pública decretada por conta das enchentes que assolam o Estado. A coleta em modo presencial foi feita quando possível. Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 16 de abril a 15 de maio de 2024, sendo que aproximadamente 30% da coleta no Rio Grande do Sul foi realizada durante a situação emergencial de modo remoto, por telefone ou internet, em vez do modo presencial. A coleta remota de preços foi intensificada a partir do dia 6 de maio, quando aproximadamente 70% dos preços já tinham sido coletados, de acordo com o IBGE. “Ainda assim, nem todos os subitens puderam ser coletados por telefone ou pela internet, como foi o caso de alguns subitens do item hortaliças e verduras”, disse o IBGE.

Reuters

FRANGOS & SUÍNOS

Terça-feira (28) com quedas nos preços do mercado de suínos

Os preços no mercado de suínos cederam de maneira generalizada na terça-feira (28). O preço da carcaça suína no mercado paulista foi cedendo paulatinamente ao longo da semana

Segundo a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo baixou 2,36%, com preço médio de R$ 124,00, e a carcaça especial cedeu 1,02%%, fechando em R$ 9,70/kg, em média. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (28), houve queda de 2,84% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,85/kg, baixa de 2,00% no Paraná, com preço de R$ 6,37/kg, recuo de 1,11% no Rio Grande do Sul, valendo R$ 6,23/kg, desvalorização de 4,75% em Santa Catarina, custando R$ 6,01/kg, e de 2,45% em São Paulo, fechando em R$ 6,77/kg.

Cepea/Esalq

Frango sobe 1,32% no atacado em São Paulo

Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 4,80/kg, enquanto a ave no atacado subiu 1,32%, fechando em R$ 6,13/kg, em média.

Na cotação do animal vivo, o valor não mudou em Santa Catarina, com preço de R$ 4,40/kg, assim como no Paraná, com preço de R$ 4,35/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (27), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, custando, respectivamente, R$ 7,02/kg e R$ 7,29/kg.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

Exportações aos árabes avançam 30% no quadrimestre

Avanço foi puxado pelas vendas de açúcar, carnes e minerais, produtos que foram negociados a preços mais altos no período

As exportações brasileiras para os 22 países da Liga Árabe cresceram 30,31% nos primeiros quatro meses do ano, totalizando US$ 7,395 bilhões, informou a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. O avanço foi puxado pelas vendas de açúcar, que avançaram 104,83%, para US$ 2,089 bilhões, além das carnes (bovina e de frango), com aumento de 29,90%, total de US$ 1,834 bilhão e, por fim, das commodities minerais, principalmente o minério de ferro, com registro de vendas 37,61% maiores, ou US$ 1,214 bilhão. Os três produtos, que respondem por 76% das receitas geradas no período, foram negociados a preços mais altos. A tonelada média de açúcar foi vendida na Liga Árabe a US$ 513,86, 16,18% mais em relação a janeiro-abril do ano anterior. A das carnes foi negociada a US$ 2451,83, aumento de 2,97%. Já as commodities minerais tiveram alta de 10,20% no preço médio, ou US$ 109,18 a tonelada. Para Tamer Mansour, secretário-geral da entidade, o resultado é um indicativo da resiliência das economias árabes, sobretudo as do Golfo, que seguem com os investimentos em infraestrutura previstos nos planos governamentais de transição econômica, as chamadas Visões 2030, que demandam ferro e aço, e continuam apostando na aquisição de alimentos para fins de reexportação. Mansour chama atenção para o fato de os Emirados Árabes Unidos, o principal hub de exportação da região e um país que tem na triangulação de mercadorias um componente importante de seu sistema econômico, terem sido responsáveis por 22,72% das receitas de externas brasileiras, ou US$ 1,680 bilhão, com aumento de 80,98% sobre o ano anterior. “O país tem 46 zonas francas, de processamento de exportações, que fazem dele um grande reexportador de alimentos para todo o mundo islâmico. Cresceram também as exportações brasileiras para Omã, que, assim como o vizinho, utiliza sua posição estratégica para potencializar a triangulação de mercadorias”, explicou Mansour. Para ele, a perspectiva é que o comércio mantenha o ritmo nos próximos meses, já que o próximo quadrimestre é tradicionalmente um período em que os países árabes costumam reforçar seus estoques de alimentos para o consumo da população local e para triangulação. No último quadrimestre do ano também deve haver novo período de acúmulo de mercadorias em preparação ao Ramadã de 2025, o mês sagrado dos muçulmanos, durante o qual as exportações tradicionalmente têm um fluxo menor.

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