CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2229 DE 23 DE MAIO DE 2024

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Ano 10 | nº 2229 |23 de maio de 2024

 

NOTÍCIAS

Cotações do boi gordo estáveis em São Paulo

Após a queda registrada na última terça-feira, o mercado permaneceu estável. Com a oferta ainda grande, os preços do boi gordo continuam pressionados.  As indústrias estão compondo as escalas com relativa facilidade, havendo compradores fora do mercado

“Com a grande oferta de boiadas gordas, os preços da arroba continuam pressionados”, ressaltou a Scot. Segundo a consultoria, as indústrias de São Paulo estão compondo as escalas com relativa facilidade. Apesar da continuidade da pressão baixista, o boi gordo paulista segue cotado em R$ 225,00/@, a vaca em R$ 203,00/@ e a novilha em R$ 213,00/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot. O “boi China” está sendo negociado em R$ 227,00/@, com ágio de R$ 2,00/@. No Mato Grosso do Sul, queda de R$2,00/@ para a novilha e de R$3,00/@ para a vaca gorda na região de Dourados. Queda para todas as categorias na região de Campo Grande, para as fêmeas a queda foi de R$5,00/@. A arroba do boi caiu R$3,00. Na região de Três Lagoas, as cotações para todas as categorias se mantiveram estáveis. O “boi China” caiu R$2,00/@ em todas as regiões. Em Alagoas, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias na comparação diária. No mercado de carne bovina, a grande oferta de carne também pressiona os preços, contudo as cotações não mudaram.

Scot Consultoria

Brasil deve ampliar número de frigoríficos habilitados para a China, diz Fávaro

A intenção é formar lotes de plantas para que a checagem do atendimento aos critérios não seja feita de forma individual. Em março, a China habilitou 38 frigoríficos brasileiros, número recorde de autorizações de uma só vez

O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que tem certeza de que o Brasil vai conseguir ampliar o número de frigoríficos habilitados para exportar carnes para a China. Segundo ele, novas auditorias serão realizadas pelos chineses. A intenção é formar lotes de plantas para que a checagem do atendimento aos critérios não seja feita de forma individual. Em março, a Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) habilitou 38 frigoríficos, número recorde de autorizações de uma só vez. Com isso, a expectativa é incrementar em R$ 10 bilhões o faturamento das exportações de proteínas animais do Brasil para o país asiático. Naquela oportunidade, 32 frigoríficos foram “reprovados” e não tiveram habilitação para a exportação por conta de pendências técnicas. Fávaro disse, durante audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, realizada nesta quarta-feira (22/5), que praticamente todas as plantas devem atender aos critérios na próxima auditoria. “Na hora que der um lote de 10, 15 ou 20 frigoríficos, faremos uma nova auditoria e tenho certeza de que esse número se ampliará. Praticamente todas as plantas estão aptas”, disse o ministro. Fávaro também reforçou a expectativa de que a Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) reconheça o status do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação em 2025. Com isso, o país poderá acessar mercados mais remuneradores, como Japão e Coreia do Sul, disse o ministro. “O Japão paga 20% mais que qualquer país do mundo, e hoje compra da Austrália e dos Estados Unidos, de países com garantia sanitária e preços mais acessíveis. No Brasil, os preços mais acessíveis para eles serão muito remuneradores para nós”, disse Fávaro. Segundo o ministro, em breve o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, irá ao Chile. O país sul-americano deverá anunciar alguma medida relacionada ao reconhecimento de áreas do Brasil como livres da aftosa sem vacinação. “Teremos boas notícias para agroindústria do Paraná”, disse na audiência. Fávaro também voltou a defender a formalização do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, mas disse que o Brasil não vai “se curvar” a exigências que extrapolam as leis nacionais. “Se forem exigir para que possam fazer negócios com produtores brasileiros, que procurem outro lugar para comprar”, afirmou. O ministro não citou, mas as afirmações fazem referência à lei antidesmatamento aprovada pelo bloco europeu. Fávaro disse que o Brasil tem um bom sistema sanitário e regras ambientais de excelência. “Não vamos nos curvar a exigências que extrapolam a soberania nacional. O fortalecimento da política do Sul global é um direcionamento claro do presidente Lula. A Europa e a União Europeia são importantes, vamos perseguir o acordo Mercosul e União Europeia para que seja formalizado. Se não for possível, não vamos ficar chorando leite derramado. Temos que ter altivez nas políticas públicas”, completou.

Globo Rural

Intenção de confinamento em Mato Grosso cresce 30,57% em 2024

A perspectiva de aumento na engorda intensiva se deve à redução nos custos da diária confinada, destaca o Imea

Os confinadores de Mato Grosso podem levar para os cochos 724,90 mil cabeças este ano, um aumento de 30,57% sobre o resultado consolidado de 2023 (555,18 mil cabeças), conforme o 1º levantamento das intenções de confinamento no Estado, realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Dos confinadores entrevistados, 74,14% decidiram realizar a atividade ao longo de 2024. “Essa alta (de 30,6%) se deve à redução nos custos da diária confinada, que fechou abril/24 em R$ 12,21/cab/dia (operacional + alimentar), menor custo nos últimos três anos nos levantamentos realizados em abril”, justifica o Imea. A queda nos gastos da engorda, continua o Imea, foi influenciada, principalmente, pela maior desvalorização nos preços do milho em relação ao boi gordo, fortalecendo a relação de troca do pecuarista. Segundo o Imea, outro item que se tornou atrativo para os confinadores foi a retração do custo na aquisição de animais, uma vez que o ágio da arroba do boi magro sobre a arroba do boi gordo ficou em 7,60%, menor patamar dos últimos dez anos para o período.

No entanto, observa o Imea, a baixa lucratividade e o preço do boi gordo ainda são as principais preocupações entre os entrevistados.

Portal DBO

ECONOMIA

Dólar avança e termina acima de R$ 5,15 com exterior

Na avaliação de operadores e estrategistas, o cenário externo, com a ata do Fed mostrando um BC mais conservador e dados de inflação piores no Reino Unido deram espaço para a abertura das curvas de juros globais e para a moeda americana mais fortalecida

O dólar comercial exibiu apreciação consistente, em um dia em que o real apresentou um dos quatro piores desempenhos da sessão, do ranking das 33 moedas mais líquidas. Na avaliação de operadores e estrategistas, o cenário externo, com a ata do Federal Reserve (Fed) mostrando um BC mais conservador e dados de inflação piores no Reino Unido deram espaço para a abertura das curvas de juros globais e para um dólar mais fortalecido. Além disso, houve menção à queda dos preços das commodities (tanto energéticas, quanto metálicas), que explicariam o pior desempenho de divisas ligadas a tais matérias-primas. A percepção de risco localmente, ainda, forneceu apoio adicional à moeda americana, em meio a declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre política monetária. Terminadas as negociações de hoje, o dólar comercial registrou alta de 0,78%, a R$ 5,1563. Já o euro comercial exibiu apreciação de 0,46%, a R$ 5,5796. O real também foi penalizado contra moedas emergentes, caindo 0,30% ante o peso mexicano e 0,38% contra o peso colombiano. Pela manhã, antes mesmo da abertura dos mercados locais, o dólar já exibia valorização no exterior. Depois dos recentes comentários mais conservadores dos integrantes do Federal Reserve (Fed), a moeda americana abandonou o movimento de depreciação que vinha apresentando ao longo do mês de maio. Para ajudar, hoje, a ata da última reunião do BC americano mostrou uma autarquia conservadora, com integrantes dispostos a voltar a subir os juros, caso o cenário indique necessidade. Além disso, dados mais fortes de inflação no Reino Unido (em especial do núcleo de inflação) alimentaram ainda mais o temor de que as taxas globais possam ficar elevadas por muito mais tempo para conter a alta de preços persistente. “Isso acaba gerando uma preocupação com a política monetária dos países desenvolvidos”, diz o estrategista-chefe da EPS Investimentos, Luciano Rostagno. Segundo o executivo, nesse contexto de dados piores de inflação no Reino Unido e de Fed mais conservador, surge uma cautela que penaliza os preços das commodities. “Não vimos nenhum indicador econômico que justificasse essa desvalorização dos preços de commodities. Então, me parece estar mais atrelada à percepção de que o Fed pode sinalizar que o ciclo de corte de juros tende a demorar mais, portanto, vai ser necessário desacelerar mais a economia americana”, afirma. “E nossa moeda é altamente correlacionada com os preços de commodities, então acabamos sentindo também.”

Valor Econômico

Ibovespa recua e volta aos 125 mil pontos com alta dos juros

Falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a política monetária local, e a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), lida pelo mercado como conservadora, impactaram os negócios

O Ibovespa registrou queda firme no pregão da quarta-feira (22), pressionado pela alta dos juros no Brasil e nos Estados Unidos. Falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a política monetária local, e a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), lida pelo mercado como conservadora, impactaram os negócios. No fim do dia, o índice caiu 1,38%, aos 125.650 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até as 17h15) foi de R$ 20,94 bilhões no Ibovespa e R$ 25,80 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,27%, aos 5.307 pontos, Dow Jones fechou em queda de 0,51%, aos 39.671 pontos, e Nasdaq cedeu 0,18%, aos 16.801 pontos. Nova piora na percepção do cenário macro voltou a penalizar os juros, global e localmente, e pressionou o Ibovespa na sessão. Por aqui, destaque para declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre política monetária e meta de inflação. Enquanto nos EUA a ata da última reunião do Fed trouxe em sua discussão que “vários” dirigentes do Fed mencionaram a vontade de apertar adicionalmente os juros caso os riscos inflacionários se materializem e tornem essa ação apropriada. “É um cenário ingrato. O gatilho de alta da bolsa por queda adicional dos juros no Brasil foi no mínimo postergado, o que nos deixa ainda mais dependentes do exterior, para o bem ou para mal”, opinou Fernando Fontoura, gestor da Persevera Asset Management. “A temporada de balanços não foi ruim, mas não foi boa o suficiente para voltar a trazer fluxo para a modalidade.” O executivo notou que as ações da Petrobras, que ajudaram a sustentar o índice nas últimas semanas, pioraram após a troca de CEO e com a queda do petróleo; Vale, por sua vez, parece ter perspectivas um pouco melhores, em linha com o sentimento do mercado em relação à China, mas não consegue segurar o mercado por si só; e as domésticas seguem dependentes do cenário de juros. “Estamos mais conservadores.”

Valor Econômico

Governo piora estimativa de déficit fiscal para R$14,5 bi em 2024, mas prevê desbloqueio de verbas

Os ministérios do Planejamento e da Fazenda projetaram na quarta-feira que o governo central fechará 2024 com déficit primário de 14,5 bilhões de reais, equivalente a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), dentro da margem de tolerância estabelecida pelo arcabouço fiscal

As pastas ainda apontaram que 2,9 bilhões de reais atualmente bloqueados no Orçamento para respeitar regras fiscais poderão ser liberados após a ampliação do limite de despesas para o ano em 15,8 bilhões de reais, medida autorizada pelo arcabouço fiscal. A estimativa apresentada no relatório bimestral de receitas e despesas para o resultado primário é pior do que a última projeção oficial do governo, feita em março, que apontava para um déficit de 9,3 bilhões de reais. Como proporção do PIB, não houve mudança. A meta fiscal estabelecida para o ano é de déficit zero, com uma banda de tolerância de 0,25% do PIB, ou cerca de 29 bilhões de reais. De acordo com as pastas, se fossem considerados 13 bilhões de reais liberados para atendimento à calamidade pública no Rio Grande do Sul, o déficit ficaria em 27,5 bilhões de reais. No entanto, as verbas usadas no socorro ao Estado não são computadas para cumprimento da meta fiscal. Segundo os cálculos oficiais, a receita líquida do governo, que exclui transferência a Estados e municípios, deve ficar 6,3 bilhões de reais acima do patamar estimado em março, a 2,182 trilhões de reais. Nessa área, o governo prevê uma redução de 16,4 bilhões de reais na arrecadação administrada pela Receita Federal, na comparação com a estimativa de março, queda compensada com ganhos em dividendos e participações (14,3 bilhões de reais), arrecadação previdenciária (9,7 bilhões de reais) e exploração de recursos naturais (8,5 bilhões de reais). Em relação às despesas totais, a previsão do governo é de uma alta de 24,4 bilhões de reais em relação à estimativa de março, atingindo 2,209 trilhões de reais.

Reuters

Brasil tem fluxo cambial negativo de US$1,102 bi em maio até dia 17, diz BC

No acumulado do ano até 17 de maio, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 5,446 bilhões de dólares

O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 1,102 bilhão de dólares em maio até o dia 17, em movimento puxado pela via financeira, informou nesta quarta-feira o Banco Central. Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 1,267 bilhão de dólares em maio até o dia 17. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de abril foi positivo em 165 milhões de dólares. Na semana passada, de 13 a 17 de maio, o fluxo cambial total foi negativo em 745 milhões de dólares. No acumulado do ano até 17 de maio, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 5,446 bilhões de dólares. No mesmo período do ano passado, o fluxo estava positivo em 11,550 bilhões de dólares.

Reuters

EMPRESAS

BRF fecha contrato de fornecimento com o fundo árabe Salic

Objetivo é garantir a segurança alimentar na Arábia Saudita. Salic poderá adquirir até 200 mil toneladas de produtos da BRF por ano

A companhia de alimentos BRF firmou um contrato ontem (22/5) com o fundo árabe Saudi Agricultural and Livestock Investment Company (Salic) para fornecimento estratégico de produtos, no intuito de garantir a segurança alimentar na Arábia Saudita. “O contrato permite que a Salic adquira até 200 mil toneladas de produtos por ano sempre e quando haja um estado de emergência alimentar no Reino da Arábia Saudita”, disse a BRF em comunicado. A BRF ressaltou que o preço a ser pago será determinado de acordo com os valores de mercado praticados com outros clientes. “A obrigação da companhia de vender produtos à Salic fica condicionada, dentre outros, à existência de plantas habilitadas para exportação à Arábia Saudita, de modo a não prejudicar o fornecimento de produtos da BRF a outros clientes naquele país”, acrescentou. Embora a Salic seja um dos maiores acionistas na BRF, com uma fatia de 11,03% no capital da empresa brasileira, “não houve nenhuma participação da Salic ou de seus administradores na tomada de decisão pela BRF acerca da celebração do contrato”.

Globo Rural

JBS é multada por pagar propina a auditor

A Controladoria-Geral da União (CGU) aplicou uma multa de R$ 170,2 milhões à JBS por pagamentos indevidos a um auditor fiscal do Ministério da Agricultura, responsável pela fiscalização de um frigorífico da empresa em Mozarlândia (GO)

O objetivo da propina era agilizar a liberação de créditos tributários. A sanção decorre de um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) instaurado para investigar os depósitos realizados pela JBS na conta do auditor entre 2012 e 2017. Na época dos pagamentos, os irmãos Joesley e Wesley Batista faziam parte do conselho de administração da JBS. Eles se afastaram em 2017, mas retornaram à administração da empresa neste ano. Fontes da CGU revelaram que a JBS transferiu R$ 381.500 ao auditor em depósitos mensais. A investigação teve início com informações obtidas na Operação Conduta de Risco, deflagrada pela Polícia Federal em Goiás. Essa operação visava apurar o pagamento de R$ 160 milhões para acelerar a liberação de R$ 2 bilhões em créditos tributários para a JBS. O inquérito incluiu a quebra do sigilo bancário do auditor, identificando os depósitos feitos pela JBS e seus funcionários.

Folha de SP

Minerva e Marfrig perdem milhões após revés no Uruguai

Companhias perderam, somadas, mais de R$ 700 milhões em valor de mercado na quarta-feira. Ações da Minerva fecharam em queda de 8,65% na B3 ontem, a R$ 6,34

A Minerva e a Marfrig perderam, cada uma, mais de R$ 350 milhões em valor de mercado ontem, um dia depois da decisão da autoridade antitruste do Uruguai de rejeitar a venda de três unidades de abate da empresa de Marcos Molina para a controlada pelos Galletti de Queiroz. Maior exportadora de carne bovina da América do Sul, a Minerva foi quem saiu mais afetada. Seus papéis ON fecharam em queda de 8,65% na B3 ontem, a R$ 6,34 por ação, liderando as perdas do Ibovespa. Seu valor de mercado caiu R$ 365 milhões, conforme levantamento do Valor Data. As ações ON da Marfrig recuaram 3,14%, para R$ 11,71 por papel. Mesmo com a baixa percentualmente menor que a da Minerva, o prejuízo em valor de mercado não ficou muito atrás, chegando a R$ 354 milhões. A acordo firmado entre as duas empresas em agosto do ano passado incluía a venda de 16 plantas da Marfrig na América do Sul para a Minerva por R$ 7,5 bilhões. Do total, R$ 1,5 bilhão já foram pagos. Os ativos no Uruguai estão avaliados em R$ 675 milhões. Leonardo Alencar, head de agro, alimentos e bebidas da XP, disse ao Valor que desde o anúncio da negociação já havia expectativa de que o aval do Uruguai não sairia facilmente, seja por causa do nível de concentração de mercado em favor da Minerva naquele país ou do posicionamento dos pecuaristas locais, que foram contrários. “O mercado sabia da possibilidade [de rejeição uruguaia]. A negativa reforça a leitura de que o processo de aprovação é mais lento e que só viria com remédios, possivelmente após outubro, devido ao processo eleitoral no país”, afirmou Alencar. Os “remédios” para a aprovação seriam eventuais exigências que a Comisión de Promoción Y Defensa de la Competencia (Coprodec), a autoridade concorrencial do Uruguai, pode colocar para conceder seu aval, uma vez que a Minerva já declarou que pretende recorrer da decisão de terça-feira (21/5). Uma fonte próxima à Marfrig disse ao Valor que acredita que ainda ser possível que a autoridade uruguaia aprove o negócio, mas que não há como especular quais seriam as condições para isso. Na hipótese de que o recurso no Uruguai não prospere e que a transação seja aprovada pelas demais autoridades da América do Sul, a Minerva ainda precisaria pagar R$ 5,375 bilhões à Marfrig pela compra das plantas no Brasil, Argentina e Chile. Mesmo no Brasil, porém, a análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) está demorando mais que o esperado pelas companhias. Para Rafael Passos, sócio da Ajax Asset, a Marfrig também saiu prejudicada na bolsa ontem porque a empresa conta com os recursos da venda de ativos para reduzir sua alavancagem, após realizar aportes na controlada BRF. “O foco principal da Marfrig é a integração com a BRF”, observou.

Valor Econômico

GOVERNO

Fiscais agropecuários aceitam proposta de carreira e encerram operação padrão

Movimento dos auditores pedia melhores condições de trabalho. Operação padrão dos auditores, iniciada em janeiro, será suspensa em todo o país a partir de hoje

Os auditores fiscais federais agropecuários aceitaram, com 68,5% dos votos na assembleia geral da quarta-feira (22/5), a proposta de reestruturação da carreira feita pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O movimento dos auditores pedia melhores condições de trabalho a partir de uma reestruturação e da inclusão da carreira no ciclo de auditorias do Executivo federal. A partir da decisão em assembleia, a operação padrão, iniciada em janeiro, será suspensa em todo o país a partir de amanhã. No entanto, grande parte dos auditores segue demonstrando insatisfação com o governo e, em especial, com a condução do Ministério nas negociações. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) reforça que seguirá acompanhando os desdobramentos de denúncias de assédio moral dentro de repartições do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e exonerações em massa de cargos de chefia. Além disso, os profissionais têm relatado a precarização das condições de trabalho, especialmente para aqueles que atuam em jornadas exaustivas em regiões de fronteira e em frigoríficos. O sindicato afirma que irá observar as medidas adotadas pelo Mapa quanto à estrutura de trabalho na área de defesa agropecuária.

Globo Rural

Parceiros internacionais demonstram interesse no programa de conversão de pastagens degradadas

Algumas iniciativas estão ligadas à criação de fundos e linhas de créditos especializadas com bancos de outros países. O plano do governo é recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em dez anos

O Ministério da Agricultura monitora ao menos sete projetos com parceiros internacionais interessados em investir no Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD). As ações já estão em andamento após rodadas de apresentação ao redor do mundo. Neste mês, a primeira parceria foi firmada com o governo japonês. Uma das iniciativas em construção é com o Banco Mundial, para a criação de uma linha de crédito em parceria com o Banco do Brasil com US$ 1,5 bilhão para o financiamento climático e de descarbonização. O Eximbank, banco de fomento da Coreia do Sul, também planeja criar um fundo com US$ 200 milhões para apoiar a conversão de pastagens degradadas em sistemas produtivos no Brasil. O Mubadala, um dos maiores fundos soberanos e de investimentos do mundo, mantém tratativas com o Banco do Brasil para “investimentos na conversão de 200 mil hectares para produção de combustíveis renováveis a partir de oleaginosas como a macaúba”, disse a Pasta em relatório de 500 dias de governo, publicado nesta terça-feira (21/5). Em maio, o Brasil assinou o primeiro acordo para transferência de valores para iniciativas no âmbito do PNCPD. A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) vai aportar US$ 400 milhões. Os juros serão corrigidos em Iene, moeda japonesa, e terão variação entre 1,7% a 2,4%. Os prazos de pagamento vão variar entre 15 e 40 anos com carência de 5 a 10 anos. Os japoneses ainda vão doar US$ 5 milhões para ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação no campo. O Salic, fundo soberano da Arábia Saudita, e o KfW, banco de desenvolvimento da Alemanha, estão em tratativas para estabelecer mecanismos para empréstimo de recursos via Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também há conversas com companhias privadas. A Cofco Group, trading chinesa com atuação no Brasil, tem “interesse no financiamento para a conversão de pastagens, com amortização em grãos, vinculados a critérios de baixo carbono e de sustentabilidade”, disse o Ministério da Agricultura. O grupo está em tratativas para estabelecer parceria via BNDES e BB. Já a IHC (International Holding Company), holding dos Emirados Árabes Unidos com mais de 400 empresas no portfólio, informou interesse em ingressar no programa. O Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis pretende fomentar a conversão de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em áreas agricultáveis de alto rendimento ao longo dos próximos dez anos. A estimativa é que as ações custarão entre US$ 1,5 mil e US$ 3 mil por hectare para a recuperação das áreas, incluídas as iniciativas para correção de solos, aquisição de maquinário, implementação de sistemas agrícolas ambientalmente responsáveis e apoio a despesas operacionais. Os investimentos totais deverão se aproximar de US$ 120 bilhões.

Valor Econômico

FRANGOS & SUÍNOS

Estabilidade marcou o mercado de suínos na quarta-feira (22)

Segundo a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo não mudou, com preço médio de R$ 133,00, e a carcaça especial baixou 0,97%%, fechando em R$ 10,20/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (21), houve aumento de 0,31% no Paraná, chegando a R$ 6,49/kg, e queda de 0,28% em São Paulo, atingindo R$ 7,02/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 7,27/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,27/kg) e Santa Catarina (R$ 6,31/kg).

Cepea/Esalq

Preço do frango no atacado em SP cai 0,81%

Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 4,80/kg, enquanto a ave no atacado cedeu 0,81%, fechando em R$ 6,15/kg, em média

Na cotação do animal vivo, o valor não mudou em Santa Catarina, com preço de R$ 4,40/kg, da mesma forma que no Paraná, com preço de R$ 4,34/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à terça-feira (21), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, valendo, respectivamente, R$ 7,12/kg e R$ 7,34/kg.

Cepea/Esalq

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